Ecumenismo: recomeçar a partir de Trento - Luca Maria Negro

Resultado de imagem para ecumenismoO pastor batista Luca Maria Negro, presidente da Federação das Igrejas Evangélicas na Itália (FCEI), faz uma síntese do recente congresso realizado em Trento, Itália, reunindo católicos e protestantes, intitulado “Católicos e protestantes a 500 anos da Reforma. Um olhar comum sobre o hoje e sobre o amanhã”.

O artigo foi publicado pela agência Notizie Evangeliche (NEV), 23-11-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

“Católicos e protestantes a 500 anos da Reforma. Um olhar comum sobre o hoje e sobre o amanhã”: mais de 300 pessoas, em sua maioria “delegados diocesanos” para o ecumenismo, participaram do congresso promovido em Trento pela Conferência Episcopal Italiana (CEI), em colaboração com a Federação das Igrejas Evangélicas na Itália (FCEI).

Foram três dias muito intensos e muito autênticos. Pessoalmente, estou engajado no movimento ecumênico há mais de 30 anos, e há muito tempo não me acontecia de participar de um encontro tão encorajador. Voltando com a memória, eu diria que vivi a última experiência semelhante há exatamente 15 anos, em Estrasburgo, durante a semana da Páscoa de 2001, no encontro que lançou a “Charta Oecumenica: diretrizes para o crescimento da colaboração entre as Igrejas na Europa”.

Obviamente, tratou-se de dois encontros muito diferentes entre si – o de Estrasburgo era um encontro ecumênico europeu; o de Trento, um congresso nacional promovido pela CEI em colaboração com os evangélicos.

Com os olhos abertos (Mateus 24,37-44) - José Antonio Pagola

Resultado de imagem para ceb'sAs primeiras comunidades cristãs viveram anos muito difíceis. Perdidos no vasto Império de Roma, no meio de conflitos e perseguições, aqueles cristãos procuravam força e alento esperando a pronta vinda de Jesus e recordando as suas palavras: “Vigiai. Vivei despertos. Tende os olhos abertos. Estai alerta.” Significarão, todavia, algo para nós estas chamadas de Jesus para viver despertos?

Que é hoje para os cristãos colocar nossa esperança em Deus vivendo com os olhos abertos?

Deixaremos que se esgote definitivamente no nosso mundo secular a esperança numa última justiça de Deus para essa imensa maioria de vítimas inocentes que sofrem sem culpa alguma?

Precisamente, a forma mais fácil de falsear a esperança cristã é esperar de Deus a nossa própria salvação eterna enquanto viramos as costas ao sofrimento que há agora mesmo no mundo. Um dia teremos que reconhecer nossa cegueira ante Cristo Juiz: quando te vimos faminto ou sedento, estrangeiro ou nu, doente ou na prisão, e não te assistimos? Este será o nosso diálogo final com Ele se vivemos com os olhos fechados.

Temos que despertar e abrir bem os olhos. Viver vigilantes para ver por cima dos nossos pequenos interesses e preocupações. A esperança do Cristão não é una atitude cega, pois não esquece os que sofrem. A espiritualidade cristã não consiste só num olhar para o interior, pois o seu coração está atento a quem vive abandonado à sua sorte.

Nas comunidades cristãs temos que cuidar cada vez mais que nosso modo de viver a esperança não nos leve à indiferença e ao esquecimento dos pobres. Não podemos isolar-nos na religião para não ouvir o clamor dos que morrem diariamente de fome. Não nos está permitido alimentar a nossa ilusão de inocência para defender nossa tranquilidade.

Advento: modo criativo de esperar - Adroaldo Palaoro

Resultado de imagem para teologia da libertação“Por isso, também vós ficai preparados! Porque, na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá” (Mt 24,44)

A reflexão bíblica é elaborada por Adroaldo Palaoro, padre jesuíta, comentando o evangelho do 1º Domingo de Advento (27/11/2016) que corresponde ao texto de Mateus 24,37-44.

Em cada ano, no tempo do Advento, a liturgia da Igreja nos mobiliza a esperar. Nem sempre caímos na conta que tenhamos a Quem esperar. Então, nos dispersamos “esperando algo”, vivendo a lenta e inevitável fila das esperas.

Como seres humanos, fomos feitos para esperar: esperar um filho, esperar um trabalho, esperar o resultado de um exame médico, esperar que as coisas melhorem, esperar que saia o sol… Trata-se de uma sucessão interminável de esperas, algumas vezes infrutíferas, indesejadas e angustiosas, outras vezes surpreendentes, plenificantes… Às vezes esperamos sem saber muito bem o quê ou quem esperamos, como os dois personagens do filme “Esperando Godot”, que nunca souberam a quem esperavam, nem por que esperavam, nem se, efetivamente, chegaria o esperado Godot.

Outras vezes, a espera se vê realizada, mas o resultado da mesma é tão pífio, tão frustrante, que os “esperantes” terminam por pensar se valeu a pena tanta mobilização. Existem também esperas doentias, que provocam ansiedade, medo e nos paralisam; esperas centradas em nós mesmos.

"Portanto, fiquem vigiando!" (Mt 24,37-44) - Thomaz Hughes, SVD

Resultado de imagem para banco jardim paisagemNeste primeiro Domingo do novo Ano Litúrgico, na preparação para o Natal, o texto se situa dentro do chamado "Discurso Apocalíptico" de Mateus, que inicia-se em 24, 1 e termina em 25, 46. Estes versículos (começando em v. 32) respondem a pergunta feita a Jesus pelos discípulos em v. 3 "Dize-nos quando vai ser isso, e qual será o sinal da tua vinda e do fim do mundo?" Jesus não se detém em explicitar datas, mas enfatiza a atitude de vida que deve marcar os seus seguidores sempre, e não somente quando acham que o fim do mundo se aproxima. Neste discurso, ele descarta qualquer marcação da data, afirmando num versículo anterior "quanto a esse dia e hora, ninguém sabe nada, nem os anjos do céu, nem o Filho. Somente o Pai é quem sabe” (v. 36).

Jesus usa imagens da história de Noé. As pessoas daquela época se preocuparam com nada, nada perceberam - em nossos termos hoje, poderíamos dizer que eles não souberam ler "os sinais dos tempos". Por isso, foram pegas de surpresa, perderam a hora da graça, e se perderam.

Sem levar a história a pé da letra, podemos muito bem aplicar a mensagem à nossa situação atual. A Igreja sempre nos conclama para que leiamos "os sinais dos tempos". Um sinal aponta para uma realidade mais profunda! Não basta ficarmos somente com o sinal, temos que descobrir a realidade subjacente a qual ele aponta.

Combate ao tráfico de drogas e o genocídio da juventude negra [Roberto Malvezzi (Gogó)]

Resultado de imagem para juventude negraSe há um consenso na política de combate ao tráfico de drogas é sobre ela ter alto custo e ser absolutamente inócua. Longas matérias conversando com gente do BOPE, especialistas no assunto e mesmo pessoas ligadas ao tráfico têm esse ponto em comum.

Entretanto, dos 30 mil jovens mortos por homicídio a cada ano no Brasil, 77% são negros (https://anistia.org.br/campanhas/jovemnegrovivo/).

Ao celebrarmos o dia da Consciência Negra, os jornais avisam que 7 jovens foram eliminados nas matas da Cidade de Deus, após a queda de um helicóptero da polícia. Pouco depois, a própria mídia dizia que um laudo preliminar constatara que nenhuma bala atingira o helicóptero ou algum policial morto no acidente.

Entretanto, quando a polícia pegou um helicóptero com 500 kg de cocaína em Minas, registrado em nome de senador, ninguém soube dizer até hoje de quem era o helicóptero e muito menos a cocaína.

A atriz Cléo Pires afirmou claramente nos jornais esses dias que usa droga de modo recreativo. Sabe-se que em certas festas das elites, em ambientes fechados, a droga faz parte do bufê. Para que haja esses consumidores é preciso que alguém seja o fornecedor.

Proclamar Libertação (Mateus 24.37-44) - Martin Dreher

Resultado de imagem para liberdadeData Litúrgica: 1º Domingo de Advento
Proclamar Libertação - Volume: XXI

1. O Texto

Nossa perícope faz parte dos últimos discursos de Jesus em Jerusalém, conforme o evangelista Mateus (21.1-25.46). Nos textos anteriores a 24.32, as palavras buscam responder a pergunta pelo sinal da vinda do Filho do homem e pela consumação. Até agora, porém, não foi respondida a pergunta relativa ao quando?. A resposta é dada agora em 24.32-44, seguida de três parábolas (24.45-25.30). O texto, a partir de 24.32, é formado por partes que encontramos na mesma sequência em Marcos (24.32-36 = Mc 13.28-32) e por ditos que também encontramos em Lucas, mas que foram abreviados e retrabalhados por Mateus (24.37-41 = Lc 17.26s.,34s. e 24.43s. = Lc 12.30s.). As tradições reproduzidas são muito antigas; como Mateus as insere no discurso apocalíptico de Jesus, elas necessitam ser reinterpretadas, pois se encontram em certa tensão com o mesmo. Vejamos a perícope.

Vv. 37-39: Mateus assume da fonte de ditos a comparação com os dias de Noé e a emoldura com a dupla referência à vinda do Filho do homem, no início e no fim. A vinda do Filho do homem encontrará uma geração que vive muito segura de si, mas que é por ela surpreendida. Ao contrário dessa geração, a comunidade vê, enquanto o cego não vê, está vigilante, enquanto outros dormem e não vêem o perigo que correm. Enquanto a interpretação rabínica do dilúvio declara que aquela geração teria sido destruída por ser depravada, o texto de Mateus fala de sua vivência diária: está segura de si e, por isso, sua vida se resume em gozar a vida.

Atenção! Deus chega a cada momento! (Mateus 24,37-44) [Mesters, Lopes e Orofino]

Resultado de imagem para momento com deusSITUANDO

Chegamos ao quinto Sermão da Nova Lei. Cada um dos quatro Sermões anteriores iluminou um determinado aspecto do Reino. O primeiro: a justiça do Reino e as condições de entrada (Mt 5 a 7). O segundo: a missão dos cidadãos do Reino (Mt 10). O terceiro: a presença misteriosa do Reino na vida do povo (Mt 13). O quarto: viver o Reino em comunidade (Mt 18). O quinto Sermão trata da vigilância em vista da chegada definitiva do Reino. 

Mateus segue o esquema de Marcos, mas acrescenta algumas parábolas que falam da necessidade da vigilância e do serviço, da solidariedade e do julgamento.

No fim do século I, as comunidades viviam na expectativa da vinda imediata de Jesus. Elas diziam: "Quando Jesus passar eu quero estar no meu lugar!" E se perguntavam: "Quando Jesus vier, será que vou ser tomada ou vou ser deixada?" Havia um clima semelhante ao de hoje, em que muitos dizem: "O fim do mundo vai chegar logo!" E se perguntam: "O que fazer para não ser pego de surpresa?" A resposta a estas indagações e preocupações encontramos no Sermão da Vigilância. 

COMENTANDO

Mateus 24,37-41: Como nos dias de Noé - um será tomado, outro será deixado
Quem determina a hora da chegada do fim é Deus. Mas o tempo de Deus não se mede pelo nosso relógio ou calendário. Para Deus, um dia pode ser igual a mil anos, e mil anos igual a um dia (Sl 90,4; 2Pd 3,8). O tempo de Deus corre independentemente de nós. Nós não podemos interferir nele, mas devemos estar preparados para o momento em que a hora de Deus se fizer presente dentro do nosso tempo. Pode ser hoje, pode ser daqui a mil anos. O que dá segurança não é saber a hora do fim do mundo, mas sim a Palavra de Jesus presente na vida. O mundo passará, mas a palavra dele jamais passará (cf. Is 40,7-8).

Um povo em fuga: 65,3 milhões de migrantes forçados em todo o mundo

Resultado de imagem para refugiadosUm povo em fuga de guerras e de situações de crise relacionadas com os conflitos: essa é a descrição do terceiro relatório sobre a “Proteção Internacional”, apresentado em Roma e redigido pela Fundação Migrantes, ANCI, Caritas Italiana, Cittalia e Sprar (Sistema de Proteção aos Requerentes de Asilo), com colaboração da Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados).

A reportagem é de Francesco Peloso, publicada no jornal La Stampa, 16-11-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O volume, atualizado há poucas semanas, fotografa uma situação em contínua evolução, de cujos contornos emerge um mapa inédito do nosso mundo. É a imagem de uma humanidade a caminho através de nações, continentes, mares, desertos e cidades. Nada menos do que 35 guerras e 17 “situações de crise” estão entre as principais causas – mas não as únicas – que puseram em movimento 65,3 milhões de pessoas em todo o mundo

O dados é abrangente e diz respeito a cenários mais antigos e mais recentes. Mas, em 2015, 34 mil pessoas por dia foram forçadas a fugir, 24 pessoas por minuto. Especificamente, o dado geral se subdivide em: 21,3 milhões de refugiados (5,2 milhões de palestinos), 40,8 milhões de deslocados internos, 3,2 milhões de requerentes de asilo. São inúmeros os menores, em muitos casos não acompanhados.

As guerras, além de causar morte e destruição de cidades, países, infraestruturas, “provocam a fuga de um número tão maior de pessoas quanto mais longa e cruel se torna o conflito ou quanto mais perduram no tempo situações de insegurança, violência e violação dos direitos humanos. Outros motivos de fuga são as desigualdades econômicas, as desigualdades no acesso aos alimentos (por falta de uma distribuição justa da produção mundial) e à água, o fenômeno da chamada land grabbing, que subtrai terras produtivas dos países mais pobres (em favor de grandes grupos multinacionais) e a instabilidade criada pelos atentados terroristas”.

Retomada dos projetos de base: perspectivas ecumênicas

Resultado de imagem para nancy cardosoO coordenador do CEBI Sergipe, Narcizo Machado, gravou um vídeo com Nancy Cardoso, Pastora Metodista e assessora da CPT (Comissão Pastoral da Terra). No conteúdo disponibilizado online, Nancy apresenta sua vivência nas militâncias e projetos de base, além de trazer reflexões sobre a situação atual do Brasil. “Não é uma questão apenas de retomar o trabalho de base, mas é atualizar e recolocar o que é fazer trabalho de base”, contextualiza a Pastora. Ela acredita que a juventude tem mostrado ferramentas e mecanismos de comunicação e organização, que podem contribuir para um novo projeto popular nas bases.

“Agora é momento de crítica, de autocrítica. Eu acho que o projeto popular para o Brasil ainda é o horizonte que nós temos a frente de nós, mas agora estamos passando por um momento difícil, em que as vias institucionais chegaram ao seu limite, mostraram suas contradições” 
Nancy Cardoso

O bate papo de vinte minutos busca ser uma conversa descontraída, e apresenta perspectivas divididas em temas, sendo eles: Conjuntura: Fim de uma estratégia de conciliação, Retomada do Trabalho de base, Autocrítica e retomada com novos contextos, Leitura Popular da Bíblia e Atualizar e contextualizar com os desafios do presente.


Narcizo, que além de coordenador o CEBI Sergipe também é profissional de comunicação, radialista e relações públicas, produziu esse e outros vídeos como forma de dar visibilidade aos temas debatidos dentro do CEBI. “Estou buscando dar a minha contribuição, montando caminhos autônomos para divulgar assuntos e temas voltados a educação popular, formação política, e divulgação de notícias. O primeiro passo foi a criação do canal no Youtube, que está estreando com esses três vídeos, com Sartorel, Nancy e Werner”, explica Narcizo. Para acompanhar os conteúdo que serão publicados, acompanhe o canal no youtube.

Cristo, um rei servidor (Lc 23,35-43) - Raymond Gravel

Resultado de imagem para servirA reflexão é de Raymond Gravel, padre da Diocese de Joliette, Canadá, e publicada no sítio Réflexions de Raymond Gravel, comentando as leituras do 34º Domingo do Tempo Comum – Ciclo C do Ano Litúrgico (24 de novembro de 2013). A tradução é de André Langer.

Evangelho: Lc 23,35-43

Eis o texto.

Festejar Cristo, Rei do Universo, é uma outra maneira de celebrar a Páscoa. Essa festa termina bem o ano litúrgico. Sem morte-ressurreição, a festa de hoje não teria nenhum sentido. De que realeza estamos falando? Que tipo de rei reconhecemos? Como dizia o biblista Jean-Pierre Prévost: “Para ser honesto com vocês, devo dizer francamente que não tenho nenhuma prelileção particular pela realeza e que, em si, o título de rei aplicado a Jesus não é aquele que mais me inspira”. Por essa razão, devemos redefinir a realeza, caso quisermos aplicá-la ao Cristo ressuscitado na Igreja de hoje; caso contrário, corremos o risco de associar Cristo a um monarca igual a todos os outros e que nos faria perder de vista o que Cristo foi e ainda é na Igreja de hoje. Infelizmente, alguns dirigentes da Igreja com frequência confundiram a realeza de Cristo com aquela dos homens, a ponto de deformar o rosto de Jesus. Felizmente, em cada época, houve discípulos, homens e mulheres, que souberam devolver ao Cristo a sua verdadeira realeza, que consiste em servir e não em ser servido.

1. A problemática da realeza

Jean-Pierre Prévost escreve: “A história da realeza em Israel começou mal. Foi a contragosto que o profeta Samuelacabou por consagrar Saul primeiro rei de Israel, para responder à demanda do povo que queria ser como todas as outras nações” (1 Sm 8,5). Podemos acrescentar que esse não teve um sucesso real. E por quê? Simplesmente porque o poder corrompe e o prestígio sobe à cabeça daqueles que exercem o poder. É evidente que na história de Israel houve reis melhores que outros; pensemos em Davi ou em Salomão. Mas esses dois reis, que a tradição bíblica soube embelezar, tornando-os símbolos idílicos, a história mostra que também eram muito humanos, portanto, limitados e pecadores.

Um reino preparado para nós (Lc 23,35-43) - Aíla Luzia Pinheiro Andrade

Resultado de imagem para mapa brasil rostosIntrodução

Ao longo do ano litúrgico, fizemos a experiência com Jesus que veio “para servir e não para ser servido”. Hoje, celebramos a sua elevação à condição de rei. Todos os espectadores da crucificação esperam que Jesus se livre da cruz, pois é isso que faria qualquer um dos poderosos desse mundo. A prova da realeza ou do poder de Jesus seria o fato de safar-se da cruz. Mas o reino do qual Jesus é rei não é deste mundo, isso significa que a autoridade dele não vem da terra. É um reino diferente, não estabelecido pelas forças das armas, mas com outro tipo de poder, a saber, a doação da própria vida na cruz para nos libertar do pecado e da morte. Nós já participamos do reinado de Jesus Cristo. E enquanto esperamos sua plenitude no fim dos tempos, devemos nos comprometer com seus valores, vivendo o “já” e o “ainda não” desse reino que irrompeu na história.

Lembra-te de mim no teu reino

O trecho do evangelho deste domingo nos mostra Jesus sendo crucificado entre dois malfeitores. Lucas o apresenta com traços típicos de um mártir que, com sua fidelidade e força de oração, obtém a salvação para seus perseguidores.

No Evangelho de Lucas, os que se encontravam com Jesus eram compelidos a fazer uma escolha: aderir ou rejeitar Jesus. Na hora de sua morte, ponto crucial do evangelho, o leitor é convidado a fazer sua escolha. Também aparecem aqui duas mentalidades que perpassaram todo o evangelho, duas maneiras de compreender o messianismo de Jesus. Entender a missão de Jesus é essencial para poder aderir ao seu projeto salvífico. São dois ladrões que representam duas compreensões messiânicas.

O amor solidário em um mundo cruel - Marcelo Barros

Resultado de imagem para amor ódio"Talvez, o pior de tudo é que a grande maioria da população, ainda hipnotizada politicamente pelo que há de pior na mídia, dá o seu pleno acordo ao arbítrio dos policiais, à violência usada contra pessoas desarmadas, à tortura e até, se for o caso, a matar pobres e de preferência negros, basta que se pareçam com marginais", escreve Marcelo Barros, monge beneditino, escritor e teólogo brasileiro.

Eis o artigo.

Uma amiga dizia que quem deveria votar no presidente dos Estados Unidos seriam os povos da América Latina, dominados pelo império que esse presidente representa. Por enquanto só a metrópole vota. O fato de que, dessa vez, para gerente dos seus interesses, os cidadãos do Império tiveram de escolher entre um brutamonte racista e imprevisível e uma ex-democrata insensível ao mundo dos pobres, responsável pela invasão da Líbia e de outros países, revela a realidade de uma sociedade sem rumo nem perspectivas sadias. Qual será o número do massacre humano provocado em países da periferia até as próximas eleições presidenciais dos Estados Unidos? Do lado de cá, o governo brasileiro tem se esforçado bastante para merecer as boas graças dos patrões que patrocinaram sua ascensão ao poder. Depois dos velhos tempos de ditadura militar, novamente a polícia bate em estudantes e professores. Não precisa mais de mandato judicial para prender adolescentes de menor idade pelo crime de fazerem protestos pacíficos. Lavradores são presos simplesmente por pertencerem ao MST. Bush fazia guerra para prevenir. O atual governo brasileiro copia a prisão preventiva. Talvez, o pior de tudo é que a grande maioria da população, ainda hipnotizada politicamente pelo que há de pior na mídia, dá o seu pleno acordo ao arbítrio dos policiais, à violência usada contra pessoas desarmadas, à tortura e até, se for o caso, a matar pobres e de preferência negros, basta que se pareçam com marginais.

Como construir o Reino de Deus em tempos tão difíceis? - Itacir Brassiani

Resultado de imagem para reino de deusJesus não se deixa enganar pelo gesto meticulosamente pensado dos ricos que versam volumosas esmolas, banhadas de sangue, no tesouro do Templo, e critica a exploração que elas encobrem. Mas alguns discípulos se extasiam diante da grandiosidade dos muros e das ofertas... Será que imaginam que Deus vem a nós montado no poder e sua glória repousa nos templos suntuosos? Será que a eternidade e a estabilidade são privilégios do poder e da grandeza? Será que o amor humilde e perseverante carece de brilho e de esplendor? Será que os últimos serão sempre os últimos?

Para Jesus, o futuro não é uma simples reprodução potencializada dos horrores e injustiças do presente. Segundo o profeta Malaquias, no projeto de Deus há um ‘dia do Senhor’, um dinamismo semelhante ao fogo que queima como palha o atrevimento daqueles que praticam injustiças: deles não sobrará nem raízes, nem ramos. Mas, para os oprimidos, este dia surge como sol depois de uma tempestade, fazendo-os saltar de alegria. A força de Deus que age mediante pessoas, grupos e comunidades frágeis e perseverantes reduzirá a nada as grandezas erguidas com o sangue e o suor dos pobres.

Jesus não se impressiona com a aparente estabilidade do Templo. “Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído.” Ele não prevê uma vingança do destino, nem algo que acontecerá independente da ação humana. Quem crê nesta Palavra se liberta da sedução das grandes coisas e, na mesma medida, começa a desestabilizar os podres poderes na sua própria base. Mas, em nenhum momento Jesus nos assegura que esse caminho será fácil, pleno de êxito e de glória. Ao contrário, ele insiste que a luta é grande e difícil. O que ele faz é assegurar sua presença ao nosso lado.

Definido tema da SOUC 2017. Participe do concurso do cartaz!

“Reconciliação: é o amor de Cristo que nos compele – Celebração do 500° Aniversário da Reforma”. Este será o tema da Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC) de 2017, que será realizada de 4 a 11 de junho. Baseado em 2 Coríntios 5:14-20, o tema também faz alusão aos 500 anos da Reforma Protestante. Aliás, quem preparou o material dessa edição do evento foi a Comissão Ecumênica Alemã, país considerado um dos berços da Reforma. No Brasil, quem está adaptando o material é o regional do CONIC no Rio Grande do Sul.

Motivações para o tema: Através do convite do Conselho Mundial de Igrejas para a organização do material da SOUC 2017, a Comissão Ecumênica Alemã definiu dois destaques: 1) deveria haver uma celebração do amor e da graça de Deus, a “justificação da humanidade somente pela graça”, refletindo a ideia principal das Igrejas marcadas pela Reforma. 2) deveria ser reconhecida a dor das subsequentes e profundas divisões que afligiram a Igreja, assumindo abertamente as culpas e ofertando uma oportunidade para dar passos na direção da reconciliação.

Inspirados em Francisco

Em 2013, a Exortação Apostólica do Papa Francisco, Evangelii Gaudium (A Alegria do Evangelho), inspirou o tema deste ano, com a citação “O amor de Cristo nos compele” (parágrafo 9 e 2 Cor 5.14-20). Foi a partir dessa compreensão que a Comissão Alemã formulou o tema.

Concurso para escolha Cartaz

Aproveitando o ensejo, o CONIC torna público o lançamento do CONCURSO para Proposta de Cartaz da Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC), edição 2017. Como nos anos anteriores, não haverá premiação em dinheiro. A premiação será a publicação do cartaz e a divulgação do autor / autora. 

O prazo final para o envio de propostas é 9 de dezembro de 2016 (contando a data de postagem nos Correios ou a data do envio por e-mail – no caso de envio virtual). Clique aqui e acesse a Chamada Pública do Concurso com informações detalhadas sobre como participar.

Fonte: CONIC

Não use da mentira para defender sua verdade! (Lucas 21.5-19) - Rev. Luiz Carlos Ramos

Resultado de imagem para mentira verdadeAlguns dos discípulos comentavam acerca da beleza e da imponência do Templo de Jerusalém, admirados com as impressionantes pedras que ornamentavam os seus muros, e com todas aquelas oferendas comemorativas depositadas sobre elas.

No entanto, a esse respeito, Jesus disse: “Não vai demorar muito para que todas essas coisas, que vocês tanto admiram, venham abaixo, e não ficará pedra sobre pedra.”

Então lhe perguntaram: “Professor! Quando é que isso vai acontecer? Haverá algum sinal de que isso está para acontecer logo?”

Jesus respondeu: “Que ninguém se iluda. Virão muitos apresentando­-se em meu nome, dizendo: ‘Eu sou o tal’ e ‘Chegou o Grande Dia’. Mas não deem crédito a esses impostores! E mesmo quando ouvirem falar em guerras, distúrbios e revoluções, não entrem em pânico. De fato, é inevitável que estas coisas aconteçam, mas isso não significa que o fim chegará imediatamente.”

E ele continuava a dizer-lhes: “Porque nação se levantará contra nação, e povo contra povo. E haverá grandes terremotos, e epidemias, e fome, e isso em muitos países, e também acontecerão coisas extraordinárias nos céus.

“Mas, antes disto tudo, irão perseguir e capturar vocês, e os levarão presos para as sinagogas e prisões, e os arrastarão das prisões à presença de reis e governantes, por causa do meu nome. Isto acontecerá para que vocês tenham a honra de dar testemunho a meu respeito. Contudo, não se preocupem quanto a como devem responder às acusações que fizerem contra vocês, porque lhes darei as palavras certas e sabedoria tal a que nenhum dos vossos inimigos poderá refutar os seus argumentos.

Proclamar Libertação (Lucas 21.5-19) - Teobaldo Witter

Resultado de imagem para libertação1. Introdução

Olhamos para a época em que vivemos. Estamos vivendo o penúltimo domingo do ano eclesiástico. Estamos próximo do fim do ano eclesiástico e também próximo do fim do ano civil. Especialmente nesta época somos confrontados com a pergunta pelo fim. Pelo nosso fim e pelo fim de tudo o que existe ao redor de nós e dentro de nós. O Advento não é nosso.

O Ano Novo também não é nosso. Para nós eles não existem. Eles são de Deus. E se Deus quiser, Ele nos dará outro Advento e outro Ano Novo. Somos, portanto, lembrados de que o nosso tempo aqui vai ter fim. Pensar no fim nos leva a pensar sobre a vida que levamos agora. A nossa vida não é um inocente e descompromissado passeio à Disneylândia. Ela é um jogo de implicações decisivas. Neste jogo a gente pode perder. No combate a esta peste infernal Jesus orienta: sejam perseverantes no testemunho (Lc 21.13,19).

2. Lucas 21.5-19

Vv 5-6: O templo é bonito e bem construído, admirado pelo povo por sua beleza. É uma verdadeira fortaleza. O templo faz de Jerusalém uma cidade ornamentada. A respeito dela se comenta no mundo inteiro. Deus morava ali dentro. O ofertório do pessoal era abundante. Tudo em paz. Tudo tranquilo. Tudo seguro. Assim pensavam as pessoas. E aí Jesus anuncia o fim: Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra que não seja demolida.

“Cuidado para que vocês não sejam enganados” (Lucas 21,5-19)

Resultado de imagem para apocalipseChegando ao fim do ano litúrgico, encontramos uma das passagens chamadas “apocalípticas” de Lucas. É um texto realmente complexo, que olha em duas direções: lendo o que foi escrito pelo ano 85, o leitor pode olhar para trás para 19, 47 - 21,4, e ve, fazendo uma leitura teológica, a consequência da rejeição de Jesus e do seu ensinamento pelos líderes do Templo (a destruição do Templo pelos Romanos sob Tito no ano 70 d.C); também o leitor pode olhar além dos eventos de Lucas 22-23 e ver a vindicação do Filho do Homem por Deus, e o fortalecimento por Jesus dos seus discípulos, que serão perseguidos por sua fidelidade a Ele. A passagem (que na realidade continua até v. 38) pode ser dividida da seguinte maneira:

1) Introdução (vv. 5-7)
2) Exortação inicial (vv. 8-9)
3) Desastres cósmicos (vv. 10-11)
4) Eventos que precederão o fim do mundo - cristãos serão perseguidos; (vv. 12-19); a destruição de Jerusalém (vv. 20-24).
5) Desastres cósmicos (vv. 25-33)
6) Exortação final (vv. 34-36)
7) Inclusão com 19, 47-48 (vv. 36-38)

Esse esquema mostra como, no texto, os eventos do fim do mundo são relacionados à destruição de Jerusalém, e assim sublinha a mensagem cristológica: a crise que Jerusalém enfrentou no ministério de Jesus é uma previsão da crise que Ele e a Sua mensagem, e especialmente a Sua vinda como o Filho do Homem, trarão a “todos aqueles que habitam a face de toda a terra” (v. 35).

A comunhão de todos os seres vivos [Marcelo Barros]

Resultado de imagem para mão terraNesse domingo, 06 de novembro, a Igreja Católica no Brasil celebrou a festa de Todos os Santos. Com essa celebração, a liturgia quer sinalizar que existe uma comunhão profunda entre todos os batizados. Tanto os cristãos da terra quanto os que já partiram dessa vida formam uma só unidade em Cristo. Nesse mesmo domingo, a ONU celebrou “o dia internacional para a prevenção da exploração do meio ambiente”. Há uma relação entre as duas comemorações. De fato, o motivo mais profundo do cuidado com a Terra e a natureza é que formamos com todos os seres vivos uma só comunidade da Vida e essa comunidade depende do ecossistema em que vive: a Terra, nossa casa comum.

Em todo o Brasil, as comunidades católicas já começam a receber os subsídios para a Campanha da Fraternidade de 2017 que será sobre o cuidado e a proteção dos oito biomas que estão no território brasileiro e que atualmente têm sua integridade ameaçada pela destruição ecológica. 
Governos e instituições transnacionais, principais responsáveis pela destruição da natureza percebem que os desastres ecológicos lhes têm dado prejuízo. Por isso, querem preveni-los, mas sem mudar o percurso de exploração que o Capitalismo impõe. Em todos os países do Sul, continuam apoiando grandes empresas mineradoras que, para explorar o subsolo, destroem terras, matas e rios. Promovem a agroindústria baseada em agrotóxicos e sementes transgênicas. Enquanto, o processo econômico continuar a ter como objetivo o lucro acima de tudo, não há esperança de proteção da natureza. A própria ONU que propõe a prevenção sabe que precisa tomar a coragem de ser coerente com essa proposta.

Encerramento do Estudo em Guarapari

Nos dia 05 e 06/11/16 realizamos o 5º e último encontro do estudo da Visão Geral do 2º Testamento, na Paróquia São Pedro em Guarapari. O tema foi a continuação da reflexão das dificuldades da Terceira Geração dos seguidores e seguidoras de Jesus, através do Livro do Apocalipse.

Agradecemos a tod@s pelo carinho e companheirismo na caminhada de estudo.

Clique aqui e veja as fotos.

Formação CF 2017


Nota do CONIC: criminalização dos movimentos sociais

Brasília, 7 de novembro de 2016

“Senhor, faze-me um instrumento de tua paz”, Oração da Paz

É com apreensão e preocupação que acompanhamos, em especial nas últimas semanas, o aumento da repressão e da perseguição aos movimentos sociais e de direitos humanos que expressam a sua contrariedade em relação às medidas adotadas após a ruptura na democracia.

Medidas como a PEC 55/2016, reforma do Ensino Médio, Escola Sem Partido, flexibilização das leis trabalhistas, reforma da previdência afetam diretamente a vida das pessoas. Nesse sentido, é direito constitucional que a sociedade se organize, se mobilize e expresse a sua discordância com tais medidas.

A imagem de estudantes algemados em Tocantins e a decisão do juiz Alex Costa de Oliveira, da Vara da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, que autorizou a aplicação de técnica de tortura (leia mais aqui: http://bit.ly/2f8lk37) para pressionar os estudantes a desocuparem as escolas indicam que não vivemos mais em um Estado Democrático de Direito. Estamos, cada vez mais, nos aproximando de um estado totalitário.

Que reformas sejam necessárias, é possível compreender. No entanto, nenhuma reforma pode ser imposta, em especial, quando tais reformas afetam a vida e a existência de dezenas de milhares de pessoas, principalmente as mais pobres.

“Porque para ele todos vivem” (Lucas 20.27-38) - Claiton André Kunz

Resultado de imagem para ressurreição1. Introdução

Parece que a incredulidade é um pecado muito antigo; e não é “ um privilégio” dos nossos dias. Mesmo entre os descendentes de Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, Samuel, Davi e os profetas existiam judeus incrédulos ousados. O texto de hoje diz que se dirigiram a nosso Senhor “alguns dos saduceus, homens que dizem não haver ressurreição”.

Não é raro encontrar na atualidade pessoas que desacreditam totalmente das verdades bíblicas reveladas por Deus sobre diversos assuntos, inclusive pessoas dos círculos eclesiásticos. Alguns talvez até não manifestem verbalmente sua incredulidade, mas vivem como quem não acredita na revelação de Deus através da sua Palavra.

Nosso consolo é que, mesmo com o passar dos anos, a verdade revelada de Deus sempre prevalecerá. Mesmo que surjam incrédulos ousados que procuram desacreditar a revelação divina, há na palavra de Deus um poder inerente que a mantém viva. Os incrédulos desaparecem assim como os saduceus, mas as grandes evidências do cristianismo permanecem, e nem mesmo as portas do inferno podem prevalecer contra a verdade de Cristo (Mt 16.18).

No relato de Lucas (20.27-40), os saduceus tentam por meio de uma pergunta ridicularizar a fé na ressurreição e a pessoa de Jesus (v. 27-33). Entretanto, Jesus soluciona essa dificuldade levando a questão para uma esfera superior (v. 34-36). O Senhor fundamenta a ressurreição dos mortos a partir das Escrituras (v. 37-38), e os escribas terminam por elogiar a sabedoria de Jesus ao responder essa questão difícil (v. 39s).

Zaqueu, conquistado por um amor exagerado - Adroaldo Palaoro

Resultado de imagem para amor jesus“...hoje preciso ficar em sua casa” (Lc 19,5)

A reflexão bíblica é elaborada por Adroaldo Palaoro, sacerdote jesuíta, comentando o evangelho do 31º Domingo do Tempo Comum (30/09/2016) que corresponde ao texto de Lc 19,1-10.

Os protagonistas da cena do Evangelho de hoje, Jesus e Zaqueu, são duas pessoas completamente diferentes entre si, diametralmente opostas; porém, procuram-se mutuamente.

Ao redor deles, encontra-se uma multidão, que parece desordenada e crítica, que até se torna obstáculo: de um lado, impede Zaqueu de ver, e de outro, murmura contra Jesus, contestando-o por estar do lado “errado” ou com quem já estava perdido.

Zaqueu é a uma das poucas pessoas que, nos quatro Evangelhos, toma a iniciativa de encontrar-se com o Mestre gratuitamente: nada tem a dizer e nada tem a pedir.

Zaqueu não sabe o que deseja de Jesus, nem o que Jesus deseja dele; esta é a graça: encontrar-se com o “Mistério”, deixar-se “interpelar”... Ele não tinha uma ideia formada, consistente, sobre Jesus. Brota nele, talvez por curiosidade, uma decisão de simplesmente se encontrar com Ele.

No seu interior palpita um desejo estranho. Diz o texto que desejava “ver quem era Jesus”.
Mas Zaqueu é obrigado a “sair de si”, deixar seu “lugar”; não pode “trazer a si”, “mandar vir”... é forçado a se deslocar.