Fé como um grão de mostarda (Lucas 17,5-10) - Orides Bernardino

Resultado de imagem para grão de mostardaPara muitas igrejas, a Palavra proposta para a liturgia do próximo final de semana é Lucas 17,5-10, onde Jesus procura mostrar que "os cristãos são servos de Deus, e que o serviço a Deus não deve ser concebido como fonte de méritos".

Estamos ainda durante a "grande viagem a Jerusalém" (9,51-19,27) com os desafios, exigências e obstáculos no seguimento de Jesus. A viagem reflete o caminho das comunidades cristãs com suas crises e busca de solução aos desafios propostos pelo evangelho.

Lucas reúne, nos primeiros dez versículos deste capítulo, diversos dizeres de Jesus sobre algumas atitudes fundamentais para a vida de quem quer segui-lo pelo caminho do discipulado. Podemos dividir o trecho de hoje em duas partes: vv. 5-6 e vv. 7-10.

A força da fé

Em Lucas 17,5-6, os apóstolos pedem ao Senhor: "aumenta-nos a fé!". Jesus responde que não se trata de quantidade, de ter "mais" ou "menos" fé, mas de qualidade. Ela deve ser genuína como a semente que traz em si todas as potencialidades da árvore. Uma fé qualificada com esta potencialidade é capaz de arrancar da terra uma árvore de profundas raízes e plantá-la ao mar. É claro que se trata de uma metáfora, mas mostra claramente a força da fé. É uma fé assim que será capaz de reacender a chama e o entusiasmo da comunidade.

Roda de Coversa


“Aumenta a nossa fé!” (Lucas 17, 5-10) - Pe. Tomaz SVD

Resultado de imagem para féLucas reúne nos primeiros dez versículos deste capítulo diversos dizeres de Jesus sobre algumas atitudes fundamentais para a vida de quem quer seguí-Lo pelo caminho do discipulado. Podemos dividir o trecho de hoje em duas partes: vv. 5-7 e vv. 8-10.

A primeira parte trata da questão da fé inabalável, que deve ser característica do discípulo. Inicia-se o diálogo com os apóstolos expressando diante de Jesus a sua insegurança quanto à sua fé: “Os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!” (v. 5). Tal pedido tem outros ecos nos evangelhos. Faz-nos lembrar do pai do moço epiléptico em Marcos: “Eu tenho fé, mas ajude a minha falta de fé!” (Mc 9, 24).

É a experiência de todo(a) discípulo(a) - acreditamos em Jesus, queremos seguir a sua pessoa e o seu projeto, mas a vida se encarrega de nos demonstrar como é fraca a nossa fé - quantas caídas, traições, incoerências, recaídas! O único recurso é pedir este dom gratuito de Deus, que ninguém pode exigir por seus próprios méritos, que é a fé inabalável. Do fundo no nosso ser gritamos com os Doze: “Aumenta a nossa fé!”

42% dos homens acreditam que a culpa por ser estuprada é da mulher

Resultado de imagem para estupro a culpa é da mulherNo Brasil, uma mulher é estuprada a cada 11 minutos e, de acordo com uma pesquisa divulgada hoje pelo Datafolha, esse cenário não está perto de mudar. Segundo o levantamento, 30% dos brasileiros concordam com a frase “A Mulher que usa roupas provocativas não pode reclamar se for estuprada”. E o pior: 30% dos homens e 30% das mulheres pensam assim. Já a frase “Mulheres que se dão ao respeito não são estupradas” teve a concordância de 42% dos homens e 32% das mulheres. O que ambas as frases indicam é que se coloca a culpa do estupro na mulher, por suas roupas ou comportamento e que isso está tão naturalizado na sociedade, que até as mulheres pensam desta maneira.

Em 2014, uma pesquisa do IPEA mostrou que 26% da população concordava que mulheres que mostram o corpo merecem ser atacadas. Dado que deu origem à campanha #EuNãoMereçoSerEstuprada. O que a nova pesquisa revela é que, dois anos depois, o cenário continua preocupante. São números que deixam claro o que significa o conceito de cultura do estupro, uma cultura em que se culpa a vítima pelo abuso sexual sofrido, ao mesmo tempo que naturaliza o comportamento do agressor.

Celebração de 30 anos do CEBI-ES em Amarelinhos

Dia 17/09/2016 estivemos em Guarapari (em Amarelinhos) para também celebrarmos nessa cidade nossa caminhada. Clique aqui e veja as fotos!

Ontem a lua convidou para a reza
Para o canto e para o baião
Lá no interior
Onde nasce a fé em nosso Senhor
O povo junto fez uma só oração!

São apenas 30 anos de caminhada do CEBI capixaba
Da cidade ao interior
Mais do que uma senhora graça
É benção sobre Guarapari derramada!

Tem roda de conversa, partilha da palavra, tem congada!
Tem roda de dança, encanto e meninada!
Tem juventude ousada, tem a força dos homens e da Mulher amada!
Tem luta, tem pé na estrada, tem caminhada!

Oh meu Nosso Sinhô, na casa da mãe viemos agradecer:
Que não nos falte a coragem
De Cebianos continuarmos a ser
Das lutas às denúncias sempre fazer
A nossa caminhada é novos profetas ser!

Oh CEBI vamos festejar
Entrar na roda e cantar...
"Caminhando e festejando
Nossa história popular
Nessas terras capixabas
30 anos celebrar"

*Marina de Oliveira

‘Não é só o estupro. A vítima é julgada por toda a sociedade', diz fundadora da ONG Think Olga

Resultado de imagem para estuproA pesquisa, divulgada nesta quarta-feira (21) pelo Datafolha em que afirma que um terço dos brasileiros culpa a mulher pelo estupro sofrido resgata o debate sobre a cultura do estupro no Brasil e as formas de combate à violência contra a mulher. Para a fundadora do coletivo feminista Think Olga, Juliana de Faria, os dados são preocupantes, mas trazem um debate extremamente necessário para enfrentar o problema.

"As pessoas estão debatendo mais sobre isso. É triste, é horrível, mas não pode ser ignorado", diz a ativista.

A pesquisa aponta que um em cada três brasileiros concorda com a afirmação de que "a mulher que usa roupas provocativas não pode reclamar se for estuprada". Revela também que 85% das mulheres têm medo de serem estupradas. O índice sobe a 90% no Nordeste.

"É horrível saber destes números. Mas eles são necessários para que a gente possa caminhar."

Segundo Juliana, outro dado comprova que a cultura do estupro está tão enraizada na sociedade: a porcentagem das mulheres que afirmaram que as vítimas são estupradas por causa de suas roupas é a mesma dos homens. "Todos nós nascemos na sociedade que tem essa visão. Desde muito cedo a gente absorve essa ideia construída de que a mulher tem que se comportar, que ela precisa ter tais características para conseguir seu 'príncipe' e ser respeitada", conta.

Mesmo que um dos mortos ressuscite, eles não ficarão convencidos (Lc 16,19-31) [Thomaz Hughes]

Resultado de imagem para riqueza e pobrezaEste último trecho do capítulo dezesseis continua os ensinamentos de Jesus sobre as riquezas, ou melhor, sobre a questão fundamental da partilha dos bens como necessidade absoluta para os seus discípulos. Aqui, temos a famosa parábola do “Rico e Lázaro”, e também a reflexão sobre o destino dos irmãos do rico. Levanta a questão: “Irão seguir o exemplo do irmão rico ou atender o ensinamento tanto de Jesus como do Antigo Testamento sobre o cuidado dos necessitados, como Lázaro, e assim se tornarem Filhos de Abraão?”

Os destinatários do Evangelho de Lucas eram as comunidades cristãs urbanas das cidades gregas do Império Romano. A imagem da parábola é típica da sociedade urbana - tanto a de então como a de hoje! De um lado, o rico que esbanja dinheiro e comida em banquetes e futilidades, e do outro lado o pobre miserável, faminto e doente. Ambos vivem lado ao lado, sem que o rico tome conhecimento da existência e dos sofrimentos do pobre! Quantos exemplos disso existem hoje - lado ao lado com a maior opulência, a mais desumana miséria, e entre as duas situações uma barreira de cegueira e indiferença?

É muito interessante - e importante para a nossa compreensão da parábola - que os vv. 22-26 não dizem que o rico foi para o inferno por que ele fazia algo moralmente repreensível; e nem que Lázaro foi para o céu porque ele era “santo”. Por isso, por tão inconveniente que possa soar em uma sociedade como a nossa, dá para entender que esse trecho condena o rico simplesmente por ser insensível, em uma sociedade de empobrecimento, e abençoa o pobre pelo simples fato de estar sofrendo a miséria em uma sociedade que esbanja os bens necessários para a vida. É interessante que no texto o rico não tem nome, mas o pobre sim – “Lázaro” que dizer em hebraico “auxiliado por Deus”. A riqueza torna-se pecado diante da situação desumana dos pobres, pois é a negação da partilha e da solidariedade! O que dizer então da nossa sociedade atual neoliberal, com a escandalosa desigualdade que ela ostenta. O rico foi condenado porque ele simplesmente se fechou diante do sofrimento alheio – a parábola não diz uma palavra sobre o comportamento dele fora desse aspecto. Esse fechamento é a negação de todo o ensinamento do Antigo e do Novo Testamento. O simples fato de existir lado ao lado o rico opulento e o Lázaro sofrido é a condenação de uma sociedade pecaminosa que permite esta situação anti-evangélica.

O rico e o pobre Lázaro (Lucas 16,19-31) [Katia Rejane Sassi]

Resultado de imagem para rico lazaroA parábola de Lucas 16,19-31 não é uma espécie de “geografia do céu e do inferno”, nem um ensinamento sobre a questão do “além”, da situação depois da morte. É uma parábola, cujo objetivo é provocar um questionamento, uma reflexão que leve ao entendimento da mensagem e a uma tomada de posição.

De um lado, esta parábola parece dirigir-se aos fariseus (Lucas 16,14), aqueles definidos por Jesus como “amigos do dinheiro”. De outro lado, é uma advertência aos discípulos e às discípulas de Jesus de ontem e de hoje. 

Uma realidade cheia de contrastes

A situação inicial é descrita apresentando os contrastes entre duas realidades: de um homem rico anônimo contra um mendigo que se chamava Lázaro (que significa “Deus ajuda”); de roupas luxuosas de púrpura e linho contra a pele coberta de úlceras repugnantes; de banquetes diários contra estômago faminto que desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa; de enterro certamente com toda solenidade e pompa contra o sepultamento de um indigente; de luxo, abundância e supérfluo, de um lado, e a falta do mínino necessário para viver, do outro.

O abismo da indiferença

Uma cena comum que pode ser vista quotidianamente no palco da vida. Mesmo separados pela distância da indiferença, o rico e o pobre viveram bem próximos um do outro. Porém, o rico não vê nada, sequer percebe a presença de Lázaro. Ele vivia extremamente para si, fechado no seu mundo de bens, luxo, festa e comilança. Uma pessoa insensível ante a situação de fome, doença e dor do pobre que estava junto à porta de sua casa. Lázaro era um entre tantos marginalizados da cidade. Só os cães de rua se aproximam dele para lamber-lhe as feridas. Sua única esperança é Deus. O uso egoísta dos bens materiais cavava um abismo entre o rico e o pobre. Jesus desmascara esta realidade da sociedade onde as pessoas estão separadas por uma barreira invisível: essa porta que o rico nunca atravessa para aproximar-se de Lázaro. 

"Deus derruba o muro de inimizade e separação" (Efésios 2,14b)

Resultado de imagem para paz em israel palestinaSemana Mundial pela Paz Justa na Palestina e Israel
18 a 24 de setembro de 2016

"Deus derruba o muro de inimizade e separação" (Efésios 2,14b)

Acolhida e Convite: sejam bem-vindas todas as pessoas que no Amor de Deus assumem o compromisso com a Paz Justa no Brasil e no Mundo. No dia de hoje queremos refletir e aprofundar nossa solidariedade com a Paz Justa na Palestina e Israel.

Canto: 
Palavra não foi feita para dividir ninguém,
palavra é uma ponte onde o amor vai e vem,
onde o amor vai e vem.

1. Palavra não foi feita para dominar,
destino da palavra é dialogar,
palavra não foi feita para opressão,
destino da palavra é união.
2. Palavra não foi feita para a vaidade,
destino da palavra é a eternidade,
palavra não foi feita p'ra cair no chão,
destino da palavra é o coração.
3. Palavra não foi feita para semear
a dúvida, a tristeza e o mal-estar,
destino da palavra é a construção
de um mundo mais feliz e mais irmão.
Autor da Melodia: Irene Gomes 

1º. Momento - A separação

Roda de Conversa


Um patrão muito esquisito…

Resultado de imagem para administradorJesus contou aos discípulos ainda a seguinte estória:

«Havia um rico proprietário de terras cujo administrador fora denunciado por malversação dos recursos que estavam a seu encargo.

«Diante disso, o patrão chamou o administrador e lhe disse: “É mesmo verdade isso tudo que que estão me contando a seu respeito? Assim sendo, e já que você não diz nada em sua defesa, só lhe resta entregar os livros contábeis, porque você não pode mais continuar sendo um administrador.”

«Despedido do seu emprego, o administrador pensou consigo: “E agora, o que será de mim? Estou liquidado. Como haverei de sobreviver? Já não tenho vigor para voltar para a roça, nem forças para tornar a pegar na enxada. E não suportaria a vergonha se tiver que vir a pedir esmolas. Mas…, espere um pouco, tive uma ideia! Já sei como abrir a porta de algumas casas que poderão vir a me oferecer trabalho assim que eu sair daqui.”

«E tratou de pôr sua ideia em prática: Convocou um por um dos devedores do patrão e perguntou ao primeiro: “De quanto é mesmo a sua dívida?” “Cem barris de azeite” respondeu ele. “Exato, e aqui está o contrato que você assinou”, disse o administrador. “Agora, rasgue-o depressa e assine outro dizendo que deve cinquenta barris.”

Mandou entrar o segundo e lhe perguntou? “E você, quanto lhe deve?” “Cem sacos de trigo.” “Vê, aqui está a promissória, troque-a por esta outra de apenas oitenta Sacos.”

“Quem é fiel nas pequenas coisas, também é nas grandes” (Lucas 16,1-13) - Pe. Thomas

Resultado de imagem para reza cruzEste texto faz parte de um capítulo aparentemente fragmentado, mas que realmente tem como tema unificador o uso dos bens materiais em benefício dos outros, especialmente dos mais necessitados. Divide-se em quatro segmentos inter-relacionados: vv. 1-8a; vv. 8b- 13; vv. 14-18; vv. 19-31. Três destes trechos serão usados hoje e nos próximos dois domingos.

A interpretação popular da primeira parte, a história do “Administrador Injusto”, traz muitos problemas para os pregadores. Pois, aparentemente, Jesus está elogiando quem agisse de maneira desonesta. Tal interpretação é moralmente inaceitável. Por isso, temos que olhar bem a história - os estudiosos não estão de acordo se trata-se de uma parábola, ou uma “história-exemplo”, que Lucas também usa muito (10, 29-37; 12, 16-21; 16, 19-31;18, 9-14).

Para que entendamos melhor o contexto da história, é bom saber que os documentos da época atestam que frequentemente se usava o sistema aqui relatado. Como a cobrança de juros era proibida pela Lei, o administrador embutiu o ágio na “nota promissória”. Por exemplo, uma pessoa talvez tivesse emprestado 200 litros de azeite, mas por causa dos juros de 100%, a sua conta acusava 400 litros. Então, na história de Lucas, o administrador, enfrentando a demissão, resolve na mesma hora vingar-se do seu patrão - reduzindo as contas devidas ao seu valor real, e assim perdendo para ele os juros - e fazer amigos para ele mesmo, entre os devedores.

A parábola do capataz desonesto (Lucas 16,1-8) - Francisco Orofino

Resultado de imagem para parábola administrador corruptoNossa primeira impressão diante deste texto é de certa indignação. Afinal, ao nos contar esta parábola (Lucas 16,1-8), Jesus elogia o comportamento de uma pessoa corrupta e desonesta. Nossa reação imediata é fugir da proposta da prática pedagógica de Jesus e procurar palavras e desvios que nos ajudem a superar o elogio ao corrupto e dar uma interpretação mais moralista às conclusões de Jesus. Sem dúvida a parábola nos incomoda. Mas temos que partir deste ponto: Jesus nos conta uma parábola e nesta parábola elogia a criatividade de alguém que faz qualquer coisa para não perder sua situação de viver e enriquecer sem precisar trabalhar. Algo que qualquer um de nós gostaria de fazer todo dia: como ganhar dinheiro sem fazer força? 
Jesus quer nos ensinar que deveríamos ter esta mesma criatividade e empenho para ganharmos o Reino de Deus!

Vamos começar buscando entender a proposta pedagógica de Jesus nesta parábola. Ele descreve uma situação muito comum na Palestina daquela época: as terras, que são de um proprietário que mora distante, foram confiadas a um capataz. Muitos proprietários confiavam a administração dos bens e a organização dos trabalhos agrícolas a um capataz. Este, evidentemente, desvia dinheiro do patrão em proveito próprio e submete os trabalhadores a duros encargos para garantir não apenas o lucro do patrão, mas também o dinheiro desviado por ele. Pelas inúmeras vezes que esta figura aparece nas parábolas de Jesus, vemos que naquela época os administradores, capatazes, intermediários e feitores eram muito odiados pelos trabalhadores diaristas. E não podia ser diferente. Afinal, infernizavam a vida dos trabalhadores e roubavam o dinheiro do patrão. Até hoje!

Parábola do Administrador Corrupto (Lucas 16,1-8) - Carlos Mesters e Francisco Orofino

Resultado de imagem para cabeça dinheiroAcolhida
1. Um canto inicial.
2. Criar um bom ambiente. Dar as boas vindas. Colocar as pessoas
à vontade.
3. Invocar a luz do Espírito Santo.

1. Abrir os olhos para ver
A parábola que vamos meditar neste círculo é uma das mais estranhas. Parece que Jesus faz um elogio a um homem corrupto e desonesto. Ora, Jesus parte da realidade que ele vê! Corrupção sempre houve. Hoje mais do que nunca. Principalmente aqui no Brasil, onde parece que só vence na vida quem é desonesto. Os corruptos são mais criativos que os honestos! Todo mundo quer ganhar dinheiro sem fazer força. Vamos con- versar sobre isso:


1. Qual sua experiência com alguém corrupto? Já sofreu alguma humilhação?
2. Por que existe tanta corrupção no Brasil? Será que somos um povo desonesto?

2. Despertar o ouvido para escutar
1. Introdução à leitura do texto
Na parábola, Jesus nos conta as maneiras que um capataz encontrou para continuar vivendo bem, sem trabalhar. Durante a leitura vamos prestar atenção na esperteza deste funcionário em encontrar soluções para o seu problema.

2. Leitura do texto: Lucas 16,1-8.

3. Momento de silêncio.

4. Perguntas para a reflexão:

Uma Parábola para os nossos dias (Lucas 15,1-32) - Pe. José Antonio Pagola

Resultado de imagem para dois filhos e o pai negroEm nenhuma outra parábola quis Jesus fazer-nos penetrar tão profundamente no mistério de Deus e no mistério da condição humana. Nenhuma outra é tão atual para nós como esta do «Pai bom».

O filho mais novo diz ao seu pai: «dá-me a parte que me toca da herança». Ao reclamar, está a pedir de alguma forma a morte do seu pai. Quer ser livre, romper obrigações. Não será feliz até que o seu pai desapareça. O pai acede ao seu desejo sem dizer palavra: o filho tem de eleger livremente o seu caminho.

Não é esta a situação atual? Muitos querem hoje ver-se livres de Deus ser felizes sem a presença de um Pai eterno no seu horizonte. Deus há-de desaparecer da sociedade e das consciências. E, o mesmo que na parábola, o Pai guarda silêncio. Deus não condiciona ninguém.

O filho parte para «um país longínquo». Necessita viver noutro país, longe do seu pai e da sua família. O pai vê-o partir, mas não o abandona; o seu coração de pai acompanha-o; em cada manhã o estará esperando. A sociedade moderna afasta-se mais e mais de Deus, da Sua autoridade, da sua memória… Não estará Deus acompanhando-nos enquanto o vamos perdendo de vista?

Prontamente se instala o filho numa «vida desordenada». O termo original não sugere apenas uma desordem moral mas também uma existência insana, demente, caótica. Ao fim de pouco tempo, a sua aventura começa a converter-se em drama. Vem uma «fome terrível» e só consegue sobreviver tratando de porcos como escravo de um desconhecido. As suas palavras revelam a sua tragédia: «Eu aqui morro de fome».

É digno de fé o Evangelho da Miseridórdia de Deus - Itacir Brassiani

Resultado de imagem para filho pródigoA Palavra e a ação de Jesus trazem à tona uma divisão tão real quanto inaceitável: de um lado estão os chamados ‘publicanos e pecadores’, e, do outro, estão os considerados ‘justos’, aqueles que se dispensam de qualquer movimento de conversão. Na ideologia religiosa de Israel, os primeiros são da parte do mal, os ímpios ou impuros; os segundos são os piedosos e puros, ‘gente de bem’. Fiel à sua experiência de Deus, no horizonte da tradição profética, Jesus se aproxima e se coloca ao lado do grupo dos pecadores e impuros, e afirma que, na lógica do Reino de Deus, os últimos são os primeiros...

É isso que Jesus quer ilustrar com as três parábolas do evangelho de hoje. As pessoas tachadas de pecadoras são como a ovelha perdida, procurada com incomparável empenho pelo pastor, como uma pequena moeda extraviada e procurada incansavelmente pela dona de casa, como um filho amado que caiu no fundo do poço da degradação e da exclusão. O que importa não é o que levou ao extravio, mas a alegria do pastor, da dona de casa e do pai. “Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida... Encontrei a moeda que tinha perdido...

Meu filho estava morto e voltou a viver!”

Mas tenhamos muita atenção com a interpretação da terceira parábola! Falando de dois filhos, Jesus estabelece uma clara correspondência com os dois grupos que se dividem em relação a ele: os pecadores e excluídos, que se aproximam para escutá-lo; os fariseus, que murmuram contra ele. A parábola começa aparentemente dando razão aos fariseus e escribas. O filho mais novo pede sua parte da herança, vai embora, gasta tudo sem o menor controle e acaba empregado na criação de porcos em terra estrangeira. Aqui, a parábola ressalta mais sua situação de miséria, exploração e marginalização que sua culpa!

A parábola do pai com seus dois filhos

Resultado de imagem para filho pródigoA parábola que vamos refletir fala de dois filhos e do relacionamento dos dois com o pai. Durante a leitura vamos prestar atenção no seguinte: Qual a atitude de cada um dos dois filhos para com o pai, e qual a atitude
do pai para com cada um deles? 

1. Lucas 15,11-13: A decisão do filho mais novo

O filho mais novo pede a parte da herança que lhe toca. Pedindo a herança, ele quer que o pai morra logo. Receber a herança não é mérito. É um dom gratuito. Todos, tanto cristãos como não cristãos, todos temos algo da herança do Pai. Nem todos cuidam da mesma maneira. O filho mais novo gasta tudo numa vida dissipada, esquecendo-se do Pai.

2. Lucas 15,14-19: A desilusão faz a pessoa cair em si

Com fome, no meio dos porcos, o filho mais novo cai em si, lembra a casa do Pai onde ninguém passava fome porque até os empregados co­miam do pão partilhado. Ele então decide voltar. Prepara até as palavras para dizer ao Pai: “Já não mereço ser teu filho! Trata-me como um dos teus empregados!” Empregado executa ordens, cumpre a lei da servidão. O filho mais novo quer voltar a ser cumpridor da lei, como fazia seu irmão mais velho e como queriam os fariseus e os escribas no tempo de Jesus (cf. Lc 15,1). Ele quer submeter-se de novo ao jugo da lei (cf. Gl 1,6-10).

3. Lucas 15,20-24: A alegria do Pai ao reencontrar o filho mais novo

“A Bíblia é o grande instrumento de libertação dos leigos”. Entrevista com Francisco Orofino

Resultado de imagem para francisco orofinoQuando se fala de Leitura Popular da Bíblia não se pode prescindir de Francisco Orofino, que, em companhia de Carlos Mesters e da equipe do CEBI (Centro de Estudos Bíblicos), soube encontrar o caminho para que no Brasil a Bíblia tenha chegado às pessoas e seja usada como instrumento diário do trabalho pastoral.

A validade do seu trabalho e de sua metodologia comprova-se no fato de que pouco a pouco seus trabalhos foram sendo traduzidos para as diferentes línguas e que esta forma de aproximar o texto Bíblico da vida das pessoas esteja cada vez mais presente em todos os cantos do mundo.

Nesta entrevista, o biblista brasileiro nos mostra a importância de que a Bíblia esteja nas mãos do povo, um fenômeno nascido do Vaticano II e no qual, na opinião de Orofino, não há volta atrás. Ao mesmo tempo, vai desfiando as consequências que essa Leitura Popular da Bíblia tem, ou poderia ter, para a vida da Igreja no dia a dia.

A entrevista é de Luis Miguel Modino e publicada por Religión Digital, 25-08-2016. A tradução é de André Langer.

Eis a entrevista.

Qual é a importância da Bíblia para a Igreja católica hoje?

Se há uma conquista irreversível do Vaticano II, ao menos no Brasil, é a Bíblia nas mãos do povo. Há iniciativas do Vaticano II em que houve retrocessos durante os 35 anos dos Pontificados de João Paulo II e Bento XVI, como a “reforma” da Reforma Litúrgica ou a reclericalização, a recentralização no clero. No entanto, é irreversível, ao menos na nossa perspectiva pastoral do Brasil, no aspecto da Bíblia nas mãos do povo. Pode chegar o Papa mais fechado, que não vai conseguir retroceder nessa conquista.

A prioridade e as renúncias para seguir Jesus (Lucas 14,25-33) - Ildo Bohn Gass

Resultado de imagem para seguir cristoO evangelho da liturgia deste final de semana apresenta Jesus colocando as condições fundamentais para quem quer segui-lo no caminho da cruz. Diante da prioridade do seguimento, todo o resto se torna relativo.

Jesus está a caminho de Jerusalém. Virando-se para a multidão que o seguia, ele deixa claro que o caminho do seguimento é exigente e demanda renúncias. É uma opção radical. Nesse sentido, a proposta do discipulado não é para a multidão, a “massa”. A militância por vida plena é uma decisão para pessoas livres de tudo o que escraviza. Jesus diria que as pessoas que optam pelo reino são como o “fermento” que transforma a massa (Lucas 13,21). A decisão pelo reino não é de facilidades. Talvez seja por isso que poucas pessoas decidam seguir pelo caminho proposto por Jesus.

1. Seguir Jesus exige renúncias

1.1 Renunciar a família (Lucas 14,26)

Uma das cláusulas que Jesus estabelece para as pessoas que o querem seguir é desapegar-se dos laços afetivos com a família, da segurança que a família proporciona. A prioridade é o seguimento. A família é secundária. Conforme a comunidade de Lucas, Jesus usa o verbo “odiar” em relação aos familiares (Lucas 14,26). É palavra forte. Aqui, no entanto, odiar quer dizer colocar em segundo plano diante de algo prioritário. Para Jesus, as relações familiares não podem impedir a adesão ao projeto do reino. Este é a prioridade.

Dia da Criação - Marcelo Barros

Resultado de imagem para criaçãoPela primeira vez na história, diversas Igrejas cristãs e até outras religiões se unirão nessa semana para orar e meditar sobre o cuidado com a Terra, a água, o ar e todo o universo no qual nós, seres humanos somos inseridos e ao qual pertencemos. Desde a década de 70, a cada ano, o patriarca de Constantinopla propõe que todas as Igrejas Orientais dediquem o 1o de setembro como "dia de oração e cuidado com a Criação". Em agosto do ano passado, o papa Francisco enviou uma carta a todas as dioceses pedindo que a Igreja Católica também se una a essa celebração. Por sua vez, o Conselho Mundial de Igrejas convidou as Igrejas evangélicas, membros do Conselho para entrarem nessa mesma sintonia de cuidado com o ambiente. E, nesses dias, algumas notícias da internet contam que grupos hindus e budistas quiseram também unir-se a essa iniciativa ecumênica e ecológica. 

Orar e meditar sobre a natureza como criação significa contemplar nela uma presença ativa do Criador que, permanentemente, continua conduzindo o universo no rumo do seu amor. O ser humano só mudará a sua forma de relacionar-se com os seus semelhantes e com os outros seres vivos se optar por um olhar de amor sobre o universo. Ao aprofundar a relação consigo mesmo e com os outros, é fundamental pressentir uma marca divina por trás de cada ser do universo.