Como a falta de saneamento básico no Brasil reflete e acentua a desigualdade social

O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. De acordo com o relatório de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil em relação à desigualdade social fica abaixo de países como Equador, Jamaica e Peru, por exemplo.

Essa desigualdade se expressa de várias maneiras. Nos grandes centros urbanos, uma das suas manifestações é a segregação espacial, que faz com que a oferta e integração de serviços públicos, moradia, saneamento básico e acesso a mobilidade pública, seja distribuída de maneira desigual pelo território de uma única cidade. Nesse caso, estamos falando de um ciclo que se reproduz já que, ao mesmo tempo em que a segregação espacial é resultado de processos de desenvolvimento e consolidação urbana marcados pela desigualdade, ela também ajuda a acentuar tais processos.

“A desigualdade no Brasil é caracterizada por um lado por aquelas [desigualdades] que não são produzidas pelas cidades, que são dimensões associadas à própria renda e ao mercado de trabalho, e as dimensões claramente associadas à cidade, como a desigualdade de acesso [ao espaço urbano], pela falta de mobilidade e de estrutura urbana, e a segregação espacial nas cidades”, explica Eduardo Marques, professor do departamento de Ciência Política da USP e ex-diretor do Centro de Estudos da Metrópole.

Falta de políticas públicas de planejamento urbano contribui para a desigualdade

A falta de modelos de de planejamento urbano que tenham a redução das disparidades em termos de estruturas de bens e serviços, oportunidades e vulnerabilidades, não pode ser apontada como uma das causas estruturais da desigualdade no social no Brasil. No entanto, essa ausência ocupa um lugar importante na sua reprodução.

Estudo das Cartas Paulinas em Guarapari

Nos dias 28 e 29/05/16 estivemos em Guarapari, na Paróquia São Pedro para o 2º Encontro de Estudo de uma visão geral do Segundo Testamento. Refletimos sobre as cartas de discípulos de Jesus da Primeira Geração, basicamente as cartas escritas pelo próprio Paulo e seus companheiros de missão.

Os participantes, como sempre, bem animados, representaram as Comunidades de Tessalônica, Filipos, Gálatas, Corinto e Roma. Foi olhando para as dificuldades enfrentadas por nossas Comunidades hoje que fomos buscar, nas cartas paulinas, possíveis formas de superá-las.

Obrigado a todos e todas pelo carinho e até o próximo encontro, em que estudaremos as Cartas da Segunda Geração de seguidores do projeto de Jesus.

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ONU Mulheres divulga nota pública sobre estupros coletivos

Um dos casos aconteceu no Rio de Janeiro, em que uma adolescente foi violada por mais de 30 homens. O outro ocorreu em Bom Jesus (PI), com a vítima sendo atacada sexualmente por cinco homens.

No comunicado, a ONU Mulheres solicitou aos poderes públicos dos estados do Rio de Janeiro e do Piauí que seja incorporada a perspectiva de gênero na investigação, processo e julgamento de tais casos “para acesso à justiça e reparação às vítimas, evitando a sua revitimização”.

A ONU Mulheres Brasil divulgou uma nota pública na noite desta quinta-feira (26) se solidarizando com as duas adolescentes vítimas de estupro coletivo. Um dos casos aconteceu no Rio de Janeiro, em que uma adolescente foi violada por mais de 30 homens. O outro ocorreu em Bom Jesus (PI), com a vítima sendo atacada sexualmente por cinco homens.

No comunicado, a ONU Mulheres solicitou aos poderes públicos dos estados do Rio de Janeiro e do Piauí que seja incorporada a perspectiva de gênero na investigação, processo e julgamento de tais casos “para acesso à justiça e reparação às vítimas, evitando a sua revitimização”.

Confira o comunicado na íntegra abaixo:

Nota pública da ONU Mulheres Brasil sobre estupros coletivos

“A ONU Mulheres Brasil se solidariza com as duas adolescentes vítimas de estupro coletivo: uma, no Rio de Janeiro, violada por mais de 30 homens, e outra, em Bom Jesus (PI), vitimada por cinco homens. Além de serem mulheres jovens, tais casos bárbaros se assemelham pelo fato de as duas adolescentes terem sido atraídas pelos algozes em tramas premeditadas e terem sido violentamente atacadas num contexto de uso de drogas ilícitas.

“Nem em Israel encontrei tanta fé” (Lc 7, 1-10) - Tomaz Hughes SVD

Voltando às celebrações dos domingos do Tempo Comum, o nosso texto de hoje abre uma seção de Lucas que vai de 7,1 até 9,6. A mensagem dessa parte do Evangelho tinha muita relevância para as comunidades lucanas, constituídas em grande parte de pessoas provenientes do paganismo. As narrativas deste bloco demonstram que Jesus atravessava as fronteiras criadas pelos homens para separar os considerados “puros” dos taxados de “impuros”, e assim restaurar a vida ameaçada. Inicia-se com duas narrativas que relatam como Jesus curou um homem doente (o empregado do centurião) e ressuscitou um homem morto (filho único da viúva de Naim) em 7, 1-17, e termina com a cura de uma mulher doente (com fluxo de sangue) e a restauração da vida a uma moça morta, a filha de Jairo (8, 40-56).

O relato de hoje prevê a futura missão da Igreja aos gentios. Gira ao redor de um centurião romano em Cafarnaum (talvez a serviço de Herodes Antipas) cujo empregado está à beira da morte. Tem certo paralelo com a história, também lucana, da conversão do primeiro gentio, no livro de Atos, de um centurião chamado Cornélio (At 10). Nesta Cornélio também é elogiado como homem que respeitava o povo judeu e dava esmolas (At 10, 1-2).

O texto de hoje fala de uma comitiva de anciãos judeus que pedem que Jesus atenda o centurião porque ele tinha feito boas obras em favor da comunidade do povo judeu. Assim eles o consideram digno de ser atendido, como se fosse judeu e não gentio impuro. Em contraste, o próprio centurião manda dizer que ele não é digno nem merece que Jesus fira a Lei de pureza entrando na sua casa. Ele reconhece o poder da palavra de Jesus de vencer o poder da morte. Jesus afirma que ele é digno de ser atendido não porque tivesse feito boas obras em favor da comunidade judaica local, mas porque ele acredita que Deus vence a morte através de Jesus e da sua palavra. Ele, fora da comunidade religiosa de Israel, tem essa fé enquanto os que podiam e deviam ter não a tem.

Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa (Lucas 7,1-10) - Edmilson Schinelo

Uma longa viagem de Jesus e de seus discípulos, cansaço, fome... Chegaram a colher espigas em roça alheia, num dia de sábado (Lucas 6,1-5). Depois de curar muita gente (Lucas 6,6-11.18-19), de proclamar as bem-aventuranças (o que em Lucas acontece numa planície – cf. 6,17.20-26), e de orientar seus discípulos, Jesus finalmente chega em casa, na cidade de Cafarnaum. Mal acabou de entrar na cidade e é procurado por lideranças judaicas da cidade (anciãos ou presbíteros). Eles vêm a pedido de um centurião romano, cujo servo está muito doente. Insistem que Jesus vá salvá-lo (Lucas 7,1-3).

O descanso fica para depois e Jesus se desloca, então, à casa do centurião. No caminho, amigos do centurião vão ao seu encontro com novo recado: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa... A frase nos é muito conhecida: uma palavra de Jesus bastaria para que a cura acontecesse, para que a salvação se realizasse (Lucas 7,6-7).

Jesus fica admirado com a fé do centurião, que é estrangeiro: Eu vos digo que nem mesmo em Israel encontrei uma fé como esta! (Lucas 7,9). E, sem que o texto mencione as palavras curadoras de Jesus, a cura acontece. A narrativa se conclui afirmando que ao voltarem para casa, os enviados encontraram o servo em perfeita saúde (Lucas 7,10).

Dois protagonistas marginais

Por motivos bem diferentes, Jesus e o centurião, os protagonistas do episódio, ocupam lugares marginais em seu meio. Jesus é profeta, consciente da situação de opressão vivida por seu povo, mas nem sempre bem aceito em sua própria terra. Ele mesmo havia afirmado: Nenhum profeta é bem recebido em sua pátria! (Lucas 4,24). O centurião, por sua vez, representava o poder colonizador e tirano dos romanos. Comandando a centúria (tropa romana de cerca de cem soldados), ele tem o papel de garantir a “ordem pública” e assegurar a cobrança dos tributos (em Cafarnaum, especialmente os impostos da pesca). A serviço de Roma ou de Herodes Antipas, representa os interesses de uma pequena elite. Não é preciso muito esforço para imaginar o quanto a população local o rejeitava. 

Nove em cada dez brasileiras sofreram assédio em público, diz estudo

Pesquisa divulgada pela organização internacional de combate à pobreza ActionAid nesta sexta-feira (20) mostra que 86% das mulheres brasileiras ouvidas sofreram assédio em público em suas cidades. O levantamento mostra que o assédio em espaços públicos é um problema global, já que na Tailândia também 86% das mulheres entrevistadas, 79% na Índia, e 75% na Inglaterra vivenciaram o mesmo problema.

A pesquisa foi feita pelo Instituto YouGov no Brasil, na Índia, na Tailândia e no Reino Unido e ouviu 2.500 mulheres com idade acima de 16 anos nas principais cidades destes quatro países. No Brasil, foram pesquisadas 503 mulheres de todas as regiões do país, em uma amostragem que acompanhou o perfil da população brasileira feminina apontado pelo censo populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Todas as estudantes afirmaram que já foram assediadas em suas cidades. Para a pesquisa, foram considerados assédio atos indesejados, ameaçadores e agressivos contra as mulheres, podendo configurar abuso verbal, físico, sexual ou emocional.

Formas de assédio

Em relação às formas de assédio sofridas em público pelas brasileiras, o assobio é o mais comum (77%), seguido por olhares insistentes (74%), comentários de cunho sexual (57%) e xingamentos (39%). Metade das mulheres entrevistadas no Brasil disse que já foi seguida nas ruas, 44% tiveram seus corpos tocados, 37% disseram que homens se exibiram para elas e 8% foram estupradas em espaços públicos.

Brasil tem quase 9 mil refugiados de 79 nacionalidades

O Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), órgão ligado ao Ministério da Justiça, divulgou nesta terça-feira o relatório sobre refúgio no Brasil. Os dados traduzem as ações do governo para colaborar com o arrefecimento dos efeitos da maior crise humanitária vivida desde a 2ª Guerra Mundial.

Nos últimos cinco anos, as solicitações de refúgio no Brasil cresceram 2.868%. Passaram de 966, em 2010, para 28.670, em 2015. Até 2010, haviam sido reconhecidos 3.904 refugiados. Em abril deste ano, o total chegou 8.863, o que representa aumento de 127% no acumulado de refugiados reconhecidos – incluindo reassentados.

O relatório mostra que os sírios são a maior comunidade de refugiados reconhecidos no Brasil. Eles somam 2.298, seguidos dos angolanos (1.420), dos colombianos (1.100), dos congoleses (968) e dos palestinos (376). Ao todo são 79 nacionalidades.

A guerra na Síria já provocou quase 5 milhões de refugiados e a pior crise humanitária em 70 anos. Com o aumento do fluxo no Brasil, o governo decidiu tomar medidas que facilitassem a entrada desses imigrantes no território e sua inserção na sociedade brasileira. Além disso, as autoridades reforçaram a política de assistência e acolhida em todas a áreas, para todas as nacionalidades.

O secretário nacional de Justiça e presidente do Conare, Beto Vasconcelos, afirma que o Brasil tem se colocado de forma protagonista no debate sobre imigração e refúgio, e tem recebido elogios da comunidade internacional por suas políticas públicas de refúgio.

Festa da Santísssima Trindade (Jo 16, 12-15) - Tomaz Hughes SVD

"O Espírito não falará em seu próprio nome”

Hoje celebramos o mistério insondável de Deus, a Santíssima Trindade. Durante os primeiros séculos da sua existência, a Igreja tinha dificuldade para expressar em palavras o inexprimível – a natureza do Deus em que acreditamos. Chegou à expressão belíssima do Credo Niceno-Constantinopolitano, infelizmente tão pouco usado nas celebrações de hoje, onde celebra o Pai “criador de todas as coisas”, do Filho, “Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado”, e o Espírito que “dá a vida, e procede do Pai e do Filho”. Mas mesmo essas expressões tão profundas não conseguem explicar a Trindade, pois se Deus fosse compreensível à mente humana, não seria Deus.

O Quarto Evangelho nos traz formulações muito bonitas referentes à Trindade, especialmente no último Discurso de Jesus. Nesses capítulos (13-17) ele é representado como o Paráclito, uma palavra grega que significa, em nossa linguagem, o Advogado da Defesa. Em diversos textos, João expressa a função do Espírito dentro da comunidade pós-ressurrecional. No capítulo 16, de onde se tira o texto de hoje, existe um trecho trinitário: vv. 13-15 se referem ao Espírito, vv. 16-22 a Jesus, e vv. 23-27 ao Pai.

No texto de hoje a função do Espírito de ensinar é enfatizada. Como no Cap. 14, um texto paralelo, esse ensinamento não trará nada de novo. Jesus já recebeu tudo do Pai e o Paráclito recebe tudo de Jesus. Mas o ensinamento dele vai fazer com que os discípulos compreendam melhor o que significava o ensinamento que receberam de Jesus. Vai fazer com que eles “recordem” as suas palavras, e assim consigam colocá-las em prática. O termo “verdade" que se usa neste, tem o mesmo sentido que tem em outros textos do Quarto Evangelho, isso é, a fé em Jesus como a revelação de Deus e que fala as palavras de Deus (cf. Jo 3,20.33; 8, 40.47).

Laudo indica metais cancerígenos na foz do Rio Doce

A Foz do Rio Doce, entre o litoral Norte do Espírito Santo e o Sul da Bahia, apresenta concentrações de metais cancerígenos muito acima dos limites permitidos. A constatação está em um laudo preparado pela Rede de Pesquisas Coral Vivo ao ICMBio, que indica níveis de arsênio, cádmio e chumbo acima do tolerável na água e nas espécies marinhas da região .

Foram coletadas amostras do ambiente e de organismos vivos, como pescado e zooplâncton. Três espécies de peixes e duas de camarão foram analisadas. A concentração mais elevada foi encontrada no peixe roncador: 140 microgramas de arsênio por quilo. O limite permitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) seria de 1 micrograma. Os níveis de cádmio (0,6 µg/kg) e chumbo (1,7 µg/kg) também ultrapassavam os limites, 0,005 µg/kg e 0,3µg/kg, respectivamente.

Na água, a partir da Foz do Rio Doce em direção ao Sul, além dos três metais citados, foi encontrada também concentração de cobre acima do tolerado pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). “Alguns desses metais quando presentes em excesso podem causar câncer em vertebrados marinhos”, alerta o professor da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), Adalto Bianchini. O professor é um dos autores de um estudo, publicado em 2015 pela revista científica “Aquatic Toxicology”, que apresenta uma relação da formação de tumores em tartarugas marinhas após acumulação de concentrações elevadas de ferro, chumbo e cobre no sangue.

Laudo do Coral Vivo

Quando vier o Espírito da Verdade (João 16,12-15) - Tea Frigerio

“A verdade vos libertará, libertará!” (cf. João 8,32). Palavras de um canto de alguns anos atrás. Palavras que cantávamos com paixão. Palavras que vieram à lembrança ao ler esta memória das comunidades dos discípulos e das discípulas amadas.

Com o canto, vieram umas interrogações:
• O que Jesus ainda havia de dizer que não podiam suportar?
• O que o Espírito da Verdade haveria de revelar?
• Em que caminhos haveria de guiar os discípulos e as discípulas amadas?

Senti-me convidada e retomar o caminho desde o início do Evangelho desta comunidade.

De noite, Nicodemos, perplexo, havia perguntado a Jesus: Como um homem pode nascer de novo? Da água e do Espírito, que como vento sopra onde quer, ouves o ruído e não sabes de onde vem nem aonde vai... (cf. João 3,4-11). Parece que Nicodemos não compreendeu! 

Junto ao poço, a Samaritana desafiou Jesus: Onde adorar? Esta é a hora de adorar em Espírito e em Verdade... (cf. João 4,19-24). A Samaritana compreendeu, pois havia experimentado a hora em sua vida.

Espírito, Verdade, Hora são anéis da mesma corrente, a corrente do discipulado.

Mitos e Fatos sobre a escravidão moderna

A escravidão moderna está em toda parte, mas passa despercebida pela maioria de nós. Descubra a verdade por trás de diversos mitos relacionados ao assunto!

MITO: A ESCRAVIDÃO É COISA DO PASSADO

FATO: Apesar de ter raízes antigas na história, a escravidão existe ainda hoje em muitas formas. Tráfico de seres humanos, servidão por dívida e trabalho doméstico forçado são apenas alguns exemplos. Mas isso não significa que ela seja inevitável. Um esforço coordenado entre os governos e os ativistas ao redor do mundo pode contribuir para acabar com a escravidão moderna de uma vez por todas. Este é o propósito do Protocolo da OIT sobre trabalho forçado.

MITO: RELATIVAMENTE POUCAS PESSOAS SÃO VÍTIMAS DE ESCRAVIDÃO MODERNA.

FATO: Hoje existem mais pessoas em situação de escravidão do que em qualquer outro momento da história. Há mais de 21 milhões de crianças, mulheres e homens vivendo em situação de escravidão moderna, o equivalente a 3 em cada 1.000 pessoas no mundo. Se todos vivessem em uma única cidade, ela seria uma das maiores cidades do mundo.

MITO: A ESCRAVIDÃO MODERNA EXISTE APENAS EM PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO.

Jesus faz morada conosco (Jo 14,23-29) - Maria Soave

O texto para este domingo do Pentecostes é a parte final do discurso de despedida de Jesus antes da sua paixão. Este discurso começa no capítulo 13, depois da prática do lava-pés e continua nos capítulos 15-17.

Jesus se despede de seus discípulos e suas discípulas, mas, ao mesmo tempo diz para a comunidade do seguimento o que devem fazer durante a espera de seu retorno. Nós também somos a comunidade do seguimento de Jesus que escuta esta palavra hoje.

Na primeira parte do discurso de despedida Jesus nos indica o caminho que conduz a Deus que é Pai e Mãe. Na segunda parte do discurso Jesus fala da comunhão dele com sua comunidade. Na terceira parte deste capítulo 14 do Quarto Evangelho Jesus fala de sua partida e do dom da paz.

No discurso de adeus para os discípulos e as discípulas Jesus assegura que um dia estaria voltando. Agora percebemos que Jesus não fala mais para aquele grupo de discípulos e discípulas presentes na ceia, mas fala para a comunidade do Quarto Evangelho e para cada um e cada uma de nós hoje, partilhando de que forma podemos nos alegrar com a presença de Jesus neste tempo de separação.

Somos pessoas chamadas ao discipulado do Filho que é Jesus para entrar em comunhão com Ele. Existe uma relação de amor que une a discípula e o discípulo ao Filho Jesus, e o Pai e o Filho aos discípulos. Se estivermos na caminhada do discipulado de Jesus na construção do seu Reino, Jesus faz morada conosco e com Ele o Pai porque são uma só pessoa.

ASCENSÃO: o horizonte é a alegria

“...depois voltaram a Jerusalém com grande alegria...” (Lc 24,52)

Para viver a alegria, exercitar-se na alegria: este deveria ser o slogan do(a) seguidor(a) de Jesus.

A alegria brota de um encontro com a Pessoa do Ressuscitado que suscita entusiasmo, nos seduz e nos faz vibrar com a “vida nova” que, nele, o Pai nos manifesta.

Na experiência da Ascensão, somos movidos a recuperar o ardor e a fascinação pela pessoa de Jesus; somos chamados a ser mensageiros da “conversão pastoral” feita de alegria, beleza, proximidade, encontro, ternura, amor e misericórdia. Esse é, pois, a marca que nos identifica como seguidores de Jesus, capaz de ativar e despertar a alegria, pois tudo o que nasce verdadeiramente de um encontro profundo e verdadeiro com Ele, gera uma alegria que ninguém pode tirar.

Precisamos nos converter à alegria de Deus que é autêntica paixão pelo ser humano.

“A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Com Jesus Cristo sempre nasce e renasce a alegria” (Papa Francisco - Ev. Gaudium).

A alegria é um estado de ânimo central na experiência cristã. Nisto consiste a verdadeira alegria: em sentir que um grande mistério, o mistério do amor misericordioso de Deus, visita e plenifica nossa existência pessoal e comunitária.

Temos de contagiar a alegria do Evangelho. É preciso remover obstáculos que impedem a alegria; é preciso remover a pedra de nossos sepulcros e viver como ressuscitados.

SOUC 2016: Todas as coisas - Deivis Macedo

O mundo moderno nos impõe uma dinâmica pesada e desumana. Somos, desde a primeira infância, treinados/as para uma competição implacável em meio a uma “selva de pedras” feroz, onde seu status e condição financeira significam o quanto você é bem-sucedido/a e feliz. Em pouco tempo, achamos que faz parte do que é natural competir, explorar, eliminar e, com o passar dos anos nesse quase “canibalismo”, o/a outro/a vira o/a inimigo/a inevitável e o Planeta, lugar de espoliação.

Nesta dinâmica sistêmica, não há espaço para o cuidado. Tudo o que estiver ao alcance deve ser prontamente utilizado para meus objetivos e prazeres, não importando as consequências para outrem. Qualquer elemento, pessoa ou recurso torna-se “meio para” e, como tal, percebido e afirmado como objeto, como mercadoria, ou seja, “coisificado”. Quando alcançamos esse estado de consciência, de que pessoas/relações/planeta são coisas, conseguimos facilmente descartar aquilo que não mais serve ou explorar até a escassez recursos sem se importar com as consequências de nossos atos. Aqui, a fala de Leonardo Boff faz grande eco quando afirma que “se, ao largo da vida, o ser humano[2] não fizer com cuidado tudo o que empreender, acabará por prejudicar a si mesmo e por destruir o que estiver à sua volta. Por isso, o cuidado deve ser entendido na linha da essência humana”[3]. Parece que abandonamos nossa essência e os prejuízos já estão em nossos corpos.

A Unidade e a Misericórdia [Marcelo Barros]

No Brasil e em toda a América do Sul, várias Igrejas cristãs dedicam essa semana à oração e ao trabalho pela unidade das Igrejas e pelo diálogo entre as religiões. A iniciativa de propor uma Semana de orações pela unidade dos cristãos nasceu em 1898. O papa Leão XIII propôs que a oração pela unidade das Igrejas fosse o tema principal da novena do Espírito Santo que, a cada ano, se faz em preparação à festa de Pentecostes que os cristãos celebram no próximo domingo. Orar pela unidade é importante porque, como a unidade verdadeira é dom divino, para vivê-la, precisamos nos colocar disponíveis ao Espírito de Deus e lhe pedir essa graça.

Em 1964, todos os bispos católicos reunidos no Concílio Vaticano II afirmaram que a divisão é contrária à vontade de Cristo. É consequência e expressão do pecado humano (U. R. 1). O caminho para reconstituir a unidade é um trabalho de conversão de todos, cristãos das mais diversas Igrejas, a Jesus Cristo e ao seu projeto de amor e justiça. Essa unidade não se fará como uniformidade institucional e sim no respeito à diversidade e autonomia das Igrejas.

Nesse ano, os subsídios de oração e reflexão para a Semana da Unidade foi elaborado por uma comissão ecumênica da Letônia, no norte da Europa. O tema proposto vem da carta de Pedro: “Chamados/as a proclamar os altos feitos do Senhor” (1 Pd 2, 9). Esse texto nos recorda que todos/as são chamados/as a ser povo de Deus, isso é, uma só comunidade de pessoas de várias raças e origens, chamadas a viver a aliança de intimidade divina na relação uns com os outros.

Mulheres comandam 40% dos lares brasileiros

Noilde Maria de Jesus, 45 anos, é agricultora familiar e mãe de nove filhos. Denise Arruda Fonseca tem 24. É auxiliar administrativa e mãe do bebê Júlio César, de dois anos. Laura Sousa, de 28 anos, é mãe de Ana Luiza, de sete, e trabalha como assistente de mídia. Cada uma a seu modo, as três fazem parte de uma geração de mães brasileiras que contribui cada vez mais para a construção de um novo Brasil.

O País assiste hoje a um notável crescimento profissional da mulher brasileira, seja por meio do próprio negócio ou de uma atividade com carteira assinada. As políticas públicas para a geração de novos postos formais de trabalho, aliadas a ações de inclusão social e investimentos na educação, ajudaram a reposicionar a mulher no mercado, mudando seu papel familiar. O aumento da participação feminina na economia nacional vem corrigindo distorções históricas como as desigualdades salariais entre os gêneros.

Laura Sousa conta que a inscrição no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) a ajudou a ascender profissionalmente, antes mesmo de se formar, e a arcar com os custos do colégio da filha. “A faculdade era um sonho distante”, lembra. Hoje, trabalha como assistente de mídia, uma posição acima da que exercia anteriormente. A filha cursa a segunda série do ensino fundamental e enche a mãe de orgulho. “A cada semana, ela me diz que quer ser algo diferente. Minha filha acha lindo trabalhar.”

Pobre e podre política - Frei Betto

Pobre política dos tapinhas nas costas, das mãos ansiosas por punhais sob sorrisos amarelos, dos potes de mágoas derramados no coração.

Pobre política dedicada cinicamente ao papai, à mamãe e ao filhinho, e das maledicências esgueirando-se por gabinetes, a corroer dignidades, esgarçar patrimônios morais e aspergir cizânia nos campos da decência.

Pobre política da pose maquiada para a foto, abraço descosturado de afetos, olhar altivo, o "papagaio-de-pirata" empoleirado sobre o alpiste da fatura de votos.

Pobre política das entrevistas repletas de palavras e vazias de sentido, dos discursos adjetivados de promessas vãs, das recepções encharcadas de venenos retóricos, das audiências purgatoriais, das homenagens alinhavadas às costas pelo próprio homenageado.

Pobre política que soma votos subtraindo princípios, faz conchavos inconfessáveis e promove acertos guardados no cofre de sigilos inomináveis. E das coligações órfãs de projetos, do balcão empregatício, dos presentes perfumados de sedução.

Pobre política da clonagem de salários e remunerações, vantagens e voragens, garimpeira de influências e alpinista luxenta de quem abomina a própria origem.

Pobre política da voz elevada, rebaixando secretárias e contínuos, da máscara da autoridade cuspindo fel, da pessoa refém da função, do apego desmesurado ao poder, da mendicância cotidiana de atenções e agrados.

Uma de cada cinco mulheres será mãe na adolescência, diz UNFPA

Gravidez e maternidade precoce podem trazer complicações de saúde para a mãe e para o bebê, bem como impactos negativos na trajetória de vida das e dos adolescentes. Quando a gravidez não é planejada, ela se torna uma manifestação nítida da vulnerabilidade dos direitos sexuais e reprodutivos de adolescentes e, portanto, de seus direitos humanos. É o que diz o relatório “Fecundidad y Maternidad Adolescente en el Cono Sur: Apuntes para la Construcción de una Agenda Común” (Fecundidade e Maternidade Adolescente no Cone Sul: Anotações para a Construção de uma Agenda Comum), do UNFPA, Fundo de População das Nações Unidas.

De acordo com estimativas da pesquisa, cerca de 1.250.000 nascimentos que ocorrem nos países do Cone Sul são de mães adolescentes (15 a 19 anos). Além disso, o estudo destaca que uma em cada cinco mulheres vivendo na região será mãe antes de terminar a adolescência.

O trabalho sistematiza a situação atual em relação à fecundidade e gravidez na adolescência na Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai e compara a legislação e os programas existentes relacionados à saúde sexual e reprodutiva em cada um destes países. Da mesma forma, o relatório apresenta uma visão geral das tendências, desigualdades e determinantes sociais que afetam a ocorrência de gravidez na adolescência.

Meninas que carregam água na peneira [Maria Soave]

Tenho um livro sobre águas e meninas.
Gostei mais de uma menina que carregava água na peneira.

A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento
e sair correndo com ele para mostrar aos irmãos.
A mãe disse que era o mesmo que catar espinhos na água, 
o mesmo que criar peixes no bolso.

A menina era ligada em despropósitos,
quis montar alicerces de uma casa sobre orvalhos.
A mãe reparou que a menina gostava mais do vazio do que do cheio.
Falava que os vazios são maiores e até infinitos.

Com o tempo quela menina que era cismada e esquisita
porque gostava de carregar água na peneira,
com o mesmo tempo descobriu que escrever
serio o mesmo que carregar água na peneira.

No escrever a menina viu que era capaz de ser
noviça, conde ou mendigo ao mesmo tempo.
A menina aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.

Foi capaz de interromper o voo de um pássaro
botando ponto final na frase.
Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.
A menina fazia prodígios. Até fez uma pedra virar flor!

A mãe reparava a menina com ternura.
A mãe falou: minha filha vai ser poeta.
Você vai carregar água na peneira a vida toda.
Você vai encher os vazios com suas peraltagens.
E algumas pessoas vão te amar por teus despropósitos.

*Trecho do livro Os contos das coisas que contam, de Maria Soave.

Festa da Ascensão do Senhor (Lc 24,46-53) - Tomaz Hughes SVD

Afastou-se deles e foi levado ao céu.

Chegamos ao último trecho do Evangelho de Lucas. Quase todo este capítulo é encontrado somente em Lucas, e revela bem o seu pensamento. Podemos dizer que o Evangelho todo culmina na postura dos discípulos, descrita no versículo 52: “Eles o adoraram”. Esta é a primeira e única vez que Lucas diz que os discípulos adoraram Jesus. Aqui há uma aproximação entre a cristologia de Lucas e a de João em Jo 20,28.

O trecho abre com uma frase que faz lembrar os dois discípulos na estrada de Emaús: “Jesus abriu a mente deles para entenderem as Escrituras.” (v. 45). Vale a pena salientar que ele fez que eles “entendessem” as Escrituras - não que as “conhecessem”, pois estavam bem a par de tudo que as Escrituras falavam! O problema deles - como dos dois de Emaús - era de entender como as Escrituras podiam iluminar a sua caminhada, na sua situação concreta.

Lucas frisa que o anúncio do Evangelho incluirá a grande Boa Nova do perdão dos pecados. Essa Boa Notícia “será anunciada a todas as nações, começando por Jerusalém” (v.47). Aqui explica como a salvação chegará aos outros povos - através da pregação e testemunho das comunidades cristãs. Por isso devemos entender a frase “E vocês são testemunhas disso” (v.48) como referente não só aos Onze, mas a todos os discípulos e discípulas de Jesus! Podemos lembrar-nos de Lc 24,9. 33 - onde enfatiza que além dos Onze, estavam também presentes “os outros”. Isso é importante para que não caiamos na cilada de achar que a missão de testemunhar os valores do Reino seja algo reservado aos ministros ordenados. O Documento de Aparecida insiste muito que não é possível ser discípulo/a de Jesus sem ser missionário/a. Essa incumbência, e privilégio, vêm do nosso batismo! As comunidades poderão contar com um poderoso ajudante nesta missão gostosa, mas árdua - o Espírito Santo, prometido pelo Pai: “Agora eu lhes enviarei aquele que meu Pai prometeu” (v.49). O comprimento dessa promessa será graficamente descrito na continuação da obra de Lucas, nos primeiros dois capítulos dos Atos dos Apóstolos.

Deus e Jesus são ecumênicos, a vida também. E nós? - Por frei Gilvander Moreira

Nas ocupações de terra – no campo e na cidade - o povo traz junto a sua fé de muitos nomes. Os sem-terra e os sem-casa têm fome de terra e fome de Deus. A fé no Deus da vida é vivenciada de muitas formas. Na luta por terra, moradia, água, liberdade, trabalho digno, direitos - vida e dignidade - as diferenças entre igrejas, crenças e rituais não se tornam obstáculos para uma profunda afirmação de igualdade e partilha. “Quando nós aqui chegamos, nosso Deus, na ocupação, já passeava no nosso meio”, canta o povo das Ocupações da Izidora, em Belo Horizonte, MG. O ecumenismo (casa em comum) é vivido espontaneamente no dia a dia do povo que luta de forma coletiva por direitos sociais. A Bíblia conversa diariamente com mulheres e homens que trazem sabedorias ancestrais misturadas às histórias de dor e de violência. E o povo resiste. O Deus dos povos da Bíblia é um Deus ecumênico, pois é o Deus de Abraão, dos hapirus, dos seminômades, dos egípcios oprimidos, dos cananeus explorados, dos quenitas, dos gentios etc.

É este ecumenismo concreto a partir do chão da vida dos injustiçados que anima a caminhada das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), da Leitura Popular Militante e transformadora da vida e de muitas pastorais sociais como a CPT, o CIMI, a Pastoral dos Migrantes, a Pastoral da Criança, a Pastoral dos Pescadores, a Pastoral Carcerária e tantas outras.

Buscando participação conjunta de católicos e luteranos, o Papa Francisco anunciou os preparativos para a celebração dos 500 anos da Reforma Protestante: 1516 a 2016. O tema comum será: "Alegria partilhada pelo Evangelho, confissão dos pecados cometidos contra a unidade etestemunho comum para o mundo de hoje". Aqui, três elementos são importantes na leitura crítica e celebrativa da história dos últimos 500 anos da vida das igrejas: a alegria da partilha; a confissão dos pecados e o testemunho comum.

A Letônia e a Semana de Oração pela Unidade Cristã

Para nos ajudar a orar, todos os anos o CMI convida um país para conduzir as meditações de toda oikouméne, conferindo à SOUC um caráter plural e multiétnico. Em 2016, nos unimos aos/às Irmãos/ãs da Letônia, uma nação com pouco mais de dois milhões de habitantes, localizada no Leste Europeu e com uma rica história de diversidade cultural e lutas por afirmação da identidade e dos direitos de seu povo. A preparação do texto se deu por uma comissão composta, majoritariamente, por católicos, luteranos, ortodoxos e batistas, reunidos em Riga, capital da Letônia.

O mais antigo batistério da Letônia remonta a São Meinhard (século XII) e hoje se situa bem no centro da catedral luterana de Riga, a capital do país. O local do batistério fala com eloquência do vínculo entre batismo e pregação, assim como do chamado a proclamar os altos feitos do Senhor, dirigidos a todos os batizados. Este chamado constitui o tema da SOUC 2016. Ele foi inspirado em dois versículos da primeira Carta de São Pedro, escolhidos, meditados e partilhados por membros de diversas Igrejas e organizações ecumênicas da Letônia.

CONHECENDO A LETÔNIA

A Letônia é como uma “ponte” entre as tradições católicas, protestantes e ortodoxas. Com mais frequência, e num número crescente de lugares, os/as cristãos/as de diferentes tradições se encontram para rezar juntos e para dar um testemunho conjunto. Esse “ecumenismo vivo” provém de experiências de cantos e orações em comum dos/ãs cristãos/ãs daquele país, que encontraram o caminho da unidade no processo de independência e redemocratização da nação, nos anos 1990.

A trágica forma como os jovens estão morrendo na América Latina

Nem todos os casos estão registrados. Nem todos os governos querem divulgar a informação. E quando alguns deles a compartilham, sua exatidão e atualidade frequentemente são postas em dúvida.

Mas é certo que o problema dos assassinatos de jovens na América Latina se propaga como um vírus letal.

"Tudo o que ganhamos neste continente durante tantos anos em tentar evitar a mortalidade infantil por razões de saúde como diarreia e desnutrição, estamos perdendo quando eles chegam à adolescência", disse à BBC Mundo José Bergua, assessor regional de proteção da Unicef.

"Agora mesmo estamos todos muito preocupados e correndo atrás da zika neste continente. Vemos que os Estados Unidos e as Nações Unidas começaram a responder ao problema, o que me parece perfeito, mas há outros vírus que estão instalados ao nosso redor, como é o caso da violência. E a resposta está muito longe de ser satisfatória, não está sequer à altura do problema."

De acordo com os estudos mais recentes da Unicef e da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, a região América Latina e Caribe tem os mais altos índices de homicídios entre crianças e adolescentes do mundo.

O relatório Hidden in plain sight ("Escondido em plena vista", em tradução livre), publicado pela Unicef em setembro de 2014, é uma análise estatística da violência contra as crianças que inclui informação de 190 países.

Você conhece a história da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC)?

Não é difícil perceber que a desunião entre as Igrejas cristãs é um escândalo que prejudica a própria pregação do evangelho. Quem vê, de fora, Igrejas em oposição fica com a triste impressão de que estamos disputando espaço em vez promover o projeto de Jesus. A união faz a força – diz o provérbio bem conhecido. Na mesma proporção a desunião produz fraqueza. Igrejas unidas terão mais condição de promover a paz e a justiça. Estarão, com seu próprio comportamento, gritando ao mundo que a reconciliação, o perdão, a retificação de caminhos são sempre possíveis, quando há abertura para a graça. Mas, ainda que essa razão seja poderosa, temos outra ainda maior para buscar a unidade: Jesus pediu que os seus seguidores fossem um como ele e o Pai são um. Como ignorar tal desejo do Senhor? A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é um momento especial para colocarmos nas mãos da Trindade nossos esforços e dificuldades no caminho da busca do relacionamento fraterno de Igrejas, superando séculos de uma história de enfrentamento mútuo.


Já o papa Leão XIII tinha pensado em fazer uma novena pela unidade, aproveitando a semana que vai do dia de Ascensão à festa de Pentecostes. Mais tarde a idéia foi muito divulgada por Lewis Thomas Wattson, um anglicano que se tornou católico romano. A proposta de data feita por Wattson era outra: de 18 de janeiro (festa da cátedra de S. Pedro em Roma) a 25 de janeiro (festa de S. Paulo); estariam assim representados nos dois apóstolos estilos diferentes de vivência cristã. Mas, de acordo com a mentalidade católica da época, pensava-se em unidade como retorno de todos os cristãos à Igreja com sede em Roma. Como era de se esperar, tal proposta não foi bem aceita por ortodoxos e evangélicos. Em 1926, o movimento Fé e Constituição, que mais tarde vai estar na origem da formação do Conselho Mundial de Igrejas, lançou um apelo para a realização de uma Semana de Oração pela Unidade, a ser feita nos dias que antecedem a festa de Pentecostes.

Estudo do Cântico dos Cânticos na AMUS

Aconteceu no último dia 23 de abril o nosso primeiro encontro do ano de 2016: “Mulheres na Bíblia” sobre o livro Cântico dos Cânticos, com o grupo da Amus (Associação das Mulheres da Serra). Nós da equipe: Rômulo, Ivonete, Suely e Ronaldo, preparamos com muito carinho esse encontro, cujo tema foi a relação entre homens e mulheres. 

Foi feita uma abordagem do contexto histórico do livro com destaque aos ambientes rural e urbano, o sistema patriarcal na sociedade judaica e os conflitos daquela época e de hoje.

Após trabalhamos em grupos os dois primeiros poemas do livro o estudo foi concluído com uma plenária onde os grupos trouxeram seus questionamentos e descobertas do estudo. Foi interessante o grupo descobrir a natureza sendo valorizada no livro Cântico dos Cânticos.

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