Saneamento já: assine a petição pelo fim dos “rios mortos”

A Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) deste ano, 2016, tem como tema é “Casa Comum, nossa responsabilidade” e, este ano, também conta com a participação de um importante parceiro de lutas ambientais: a Fundação SOS Mata Atlântica. Somando esforços com a CFE, a SOS Mata Atlântica criou uma petição pelo fim dos “rios mortos”, que busca, em plena sintonia com a Campanha, a universalização do saneamento e a busca por água limpa nos rios e praias do Brasil.

COMO PARTICIPAR

1. Assinando a petição online. A petição está disponível para assinaturas NESTE LINK.

2. Imprimindo a petição para coletar assinaturas. Organizações também podem aderir formalmente à campanha, e imprimir a petição para coletar assinaturas em lugares públicos, eventos, mobilizações, etc.:

- Baixe a petição para imprimir e coletar assinaturas: pdf | word

As assinaturas coletadas serão reunidas pela Fundação SOS Mata Atlântica (A/C Malu Ribeiro). O endereço de envio é: Av Paulista, 2073, cj.1318, Torre Horsa 1, 13° andar – São Paulo/SP – CEP 01311-300. Em caso de dúvidas, encaminhe um e-mail para malu@rededasaguas.org.br.

POR QUE PARTICIPAR?

1) apenas 40% dos esgotos gerados no Brasil são tratados (Fontes: Diagnóstico Ministério das Cidades/SNIS 2014; e Instituto Trata Brasil).

2) cerca de 35 milhões de brasileiros não tem acesso à água tratada (Fontes: Diagnóstico Ministério das Cidades/SNIS 2014; e Instituto Trata Brasil).

3) 85% dos 111 rios e córregos avaliados pela Fundação SOS Mata Atlântica não apresentam boa qualidade da água (Fonte: SOS Mata Atlântica – relatório do Observando os Rios 2015).

4) mais de 70% das doenças que levam a internações hospitalares no país são decorrentes de contato com a água contaminada (Fontes: OMS, Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde SIH/SUS, IBGE-Morbidade Hospitalar no SUS).

O QUE SÃO “RIOS MORTOS”?

Na legislação brasileira, os rios mortos são aqueles enquadrados na classe 4 (Resolução Conama 357 e correlatas), que são rios destinados a diluir efluentes (esgotos) com baixa eficiência de tratamento e, na grande maioria, sem tratamento.

“Para estes corpos d’água, a legislação não prevê sequer limites para poluentes, fazendo com que muitos rios e córregos, de milhares de cidades do país, fiquem completamente indisponíveis para usos múltiplos, como a produção de alimentos, o lazer e consumo humano. É um desperdício perverso, que agrava a indisponibilidade de água nos centros urbanos. Muitas vezes as águas poluídas atingem o litoral, piorando a poluição do mar e tornando as praias impróprias para banho. Tudo isso afeta a saúde e a qualidade de vida de cada um de nós”, explica Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da SOS Mata Atlântica.

Fonte: CONIC