As lutas por um mundo melhor estão todas ameaçadas pela crise de desigualdade

Enquanto os ricos e poderosos do mundo se reúnem em Davos para o Fórum Econômico Nacional, uma aliança das principais instituições de caridade internacionais, militantes dos direitos humanos, grupos que trabalham pelos direitos das mulheres, grupos ambientalistas, organizações da sociedade civil e sindicatos se uniu para combater a crise crescente de desigualdade.

Em uma declaração conjunta, a aliança, incluindo ActionAid, Anistia Internacional, Oxfam, Greenpeace e a Confederação Sindical Internacional alerta que a desigualdade crescente ameaça os progressos atingidos no desenvolvimento, no ambiente, nos direitos das mulheres e nos direitos humanos.

A declaração da aliança diz: “As lutas por um mundo melhor são todas ameaçadas pela crise de desigualdade que está saindo de controle. Em todo o mundo, estamos vendo o abismo entre os mais ricos e os demais atingir extremos não vistos há um século”.

Unindo redes globais, poderes e capacidade de militância, os organizadores estão comprometidos em trabalhar juntos para lutar por mudanças para enfrentar a desigualdade globalmente e em diversos países pelo mundo, e para alcançar pessoas para construir um movimento global a fim de contrabalançar o poder e a influência do 1%.

“A desigualdade extrema é também frequentemente ligada a restrições crescentes ao espaço civil e aos direitos democráticos. O direito ao protesto pacífico e a habilidade de cidadãos de desafiar o discurso econômico dominante está sendo restringido em praticamente todos os lugares.

“Mesmo o futuro do nosso planeta depende de acabar com esse grande fosso, com o consumo de carbono do 1% sendo até 175 vezes aquele dos mais pobres. “Nós escolhemos imaginar um mundo melhor que isso, onde os direitos humanos de todos sejam respeitados, protegidos e cumpridos. Acreditamos que a humanidade tem o talento, as tecnologias, e a genialidade para construir um mundo melhor, aonde os interesses da maioria venham em primeiro lugar. E acreditamos que chegou a hora de lutar por isso juntos.”

Os signatários também incluem a Associação para os Direitos da Mulher e o Desenvolvimento, a aliança da sociedade civil global CIVICUS, e as redes religiosas ACT Alliance e CIDSE.