Neste Natal, livre uma criança indígena da fome!

É impossível visitar uma comunidade indígena em Mato Grosso do Sul e não se sensibilizar. A fome e a miséria estão escancaradas, ainda que contrastando com a esperança e a resistência. O sorriso das crianças, mesmo se alimentando de migalhas, é um permanente à solidariedade e à partilha. 

Apesar dos direitos garantidos na Constituição Federal, o povo Guarani Kaiowá não tem acesso à terra e a direitos mínimos, como alimentação, moradia digna e saúde. As crianças são as quem mais sofrem. Por isso, aceite o convite do CEBI e da CESE:Neste Natal, livre uma criança indígena da fome!

Você pode colaborar de qualquer parte do Brasil. Faça a doação de qualquer valor por meio da conta corrente 25200-X, agência 2904-1 Banco do Brasil, em nome do Centro de Estudos Bíblicos. Envie a confirmação para articulacao@cebi.org.br.

Divulgue e colabore! 

Desnutridas, crianças muitas vezes presenciam o assassinato de suas lideranças

A fome e a miséria entre as crianças indígenas não são acidentais. Trata-se de um processo de genocídio. Nos últimos 12 anos, 390 Guarani Kaiowá foram assassinados Em uma década e meia foram registrados 707 casos de suicídios. Pistoleiros contratados por latifundiários torturam e espancam mulheres e jovens, às vezes na frente das crianças. Por isso as igrejas e os movimentos populares se esforçam para estar nestas áreas: além de partilhar os alimentos, a presença é também uma forma de intimidar ataques e reduzir a violência.

Apenas em 2014 o Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil, publicado pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI), registrou 138 casos de assassinatos e 135 casos de suicídios no país, sendo que destes 41 assassinatos e 48 suicídios aconteceram no Mato Grosso do Sul. Os dados também revelam um severo aumento das mortes por desassistência à saúde, mortalidade na infância, invasões possessórias, exploração ilegal de recursos naturais, omissão e morosidade na regularização das terras indígenas.


Não se trata de assistencialismo a visita ao Deus menino que nasce na periferia

A fome não espera! Por isso nos esforçamos tanto em partilhar alimentos com as crianças Guarani. Mas fazemos mais do que isso: a presença junto às comunidades é um gesto evangélico, é a visita ao menino Deus que nasce e sofre na periferia.


À solidariedade se junta a denúncia. Apoiamos a campanha de boicote aos produtos do agronegócio de Mato Grosso Sul, lançada pelos povos indígenas locais. É uma campanha para que os organismos internacionais embarguem os produtos do agronegócio até que o governo brasileiro resolva definitivamente esta questão, demarcando e homologando as terras indígenas, indenizando os proprietários das áreas cujos títulos foram adquiridos de boa fé, cessando todos os ataques e atos de violência contra os povos indígenas. É uma campanha pela paz!


Fonte: CEBI Nacional