João 18.33-38: Sim à verdade

Um diálogo entre Pilatos, o governador da Judéia, e Jesus Cristo, o Filho de Deus. É a oposição entre as trevas e a luz, entre o reino deste mundo, passageiro, imperfeito e injusto e o Reino de Deus, eterno, perfeito, justo e verdadeiro. Pilatos ocupa um alto cargo, mas não tem autoridade, pois não assume responsabilidade pelos seus atos.

Durante o julgamento de Jesus, ele vacila, fraqueja, submete-se, sempre medroso, procurando agradar a Roma e não desagradar aos judeus. Não concebe um reino que não seja deste mundo. Não consegue aceitar um rei que nasceu na humildade de um estábulo, viveu entre os pobres, preocupou-se com os doentes, os fracos e pecadores; um rei que entrou em Jerusalém pobremente vestido, montado num burrinho; que contestou as autoridades civis e religiosas, clamando contra a dureza de seus corações. Jesus revela a Pilatos a verdade, mas ele é incapaz de compreendê-la. Por isso, sua pergunta “o que é a verdade?” (v. 38) fica no ar.

Ela já havia sido respondida por Jesus, quando disse: “Foi para falar da verdade que eu nasci e vim para o mundo”. Pilatos não aceitou esta resposta. Ele não queria saber da verdade, queria apenas livrar-se de uma situação difícil. Por isso não ouviu a voz do Salvador. E nós, estamos dispostos a aceitar a verdade e a seguir o caminho que leva à salvação e à vida eterna? Que nossa resposta seja um sonoro SIM à verdade; que estejamos sempre prontos a ouvir a voz do Rei dos reis. “Quem crê na verdade ouve a minha voz” (v. 37).

Oração 

Querido Salvador: ajuda-me com teu Espírito Santo a ouvir sempre a tua voz, pois tu és o caminho, a verdade e a vida. Ajuda-me a permanecer fiel a ti, a deixar o reino das trevas e a viver no reino da luz, do amor e da verdade, no teu Reino. Amém.

Fonte: CEBI Nacional