Estão se acabando recursos na dispensa da Casa Comum

A Terra é um planeta pequeno, velho, com a idade de 4,44 bihões de anos, com 6.400 km de raio e 40.000 km de circunferência. Há 3,8 bilhões de anos surgiu nele todo tipo de vida e há cerca 7 milhões, um ser consciente e inteligente, altamente ativo e ameaçador: o ser humano. O preocupante é o fato de que a Terra já não possui reservas suficientes em sua dispensa para fornecer alimentos e água para seus habitantes. Sua biocapacidade está se enfraquecendo dia a dia.

O dia 13 de agosto foi o Dia da Sobrecarga da Terra (Earth Overshooting Day). É o que nos informou a Rede da Pegada Global (Global Footprint Network) que, junto com outras instituições como a WWF e oLiving Planet acompanham sistematicamente o estado da Terra. A pegada ecológica humana (quanto de bens e serviços precisamos para viver) foi ultrapassada. As reservas da Terra se estão se esgotando e precisamos de 1,6 planeta para atender nossas necessidades sem ainda aquelas da grande comunidade de vida (fauna, flora, micro-organismos). Em palavras de nosso cotidiano: nosso cartão de crédito entrou no vermelho.

Reza de Agosto: casa de Aguinaldo e Juliana

Nossa reza de agosto de 2015 foi dia 28/09, na casa de Aguinaldo e Juliana, em alvorada, vila Velha. 

Partilhamos o que nos incomoda e nos fere diante da realidade. Refletimos a partir da parábola do trigo e do joio o nosso compromisso com a esperança e com a vida. Afinal: " sonho que se sonha só, pode ser pura ilusão sonho que se sonha juntos é sinal de solução...!"

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Mesa redonda: intolerância Religiosa

Aconteceu no dia 25 de agosto de 2015, na sala do CEBI-ES, a mesa redonda com a temática "Intolerância religiosa".

Foi o momento de reforçarmos nossa posição pela luta em defesa a todas as crenças. E também repudiarmos todas as formas de violência por razões de credo e de raça.

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Mc 7,1-23: Sobre o puro e o impuro - Carlos Mesters e Mercedes Lopes

O evangelho deste final de semana é comprido. Fala dos costumes religiosos da época de Jesus, muitos dos quais já tinham perdido seu sentido e até atrapalhavam a vida do povo, ameaçando as pessoas com castigo e inferno. Enxergavam pecado em tudo! Por exemplo, comer sem lavar as mãos era considerado pecado. Mesmo assim, estes costumes eram conservados e ensinados, ou por medo, ou por superstições. Vamos conversar sobre isso!

SITUANDO

Neste círculo, olhamos de perto a atitude de Jesus frente à questão da pureza. Anteriormente, Marcos já tinha tocado neste assunto da pureza: em Me 1,23-28, Jesus expulsou um espírito impuro. Em Me 1,40-45, ele curou um leproso. Em Mc 5,25-34, curou uma mulher considerada impura. Em vários outros momentos, ele tocou em doentes e deficientes físicos, sem medo de ficar impuro. Agora, aqui no capítulo 7, Jesus ajuda o povo e os discípulos a aprofundar este assunto da pureza e das leis da pureza.

Desde séculos, os judeus, para não contrair impureza, eram proibidos de entrar em contato com os pagãos e de comer com eles. Mas nos anos 70, época de Marcos, alguns judeus convertidos diziam: "Agora que somos cristãos temos que abandonar estes costumes antigos que nos separam dos pagãos convertidos!" Outros, porém, achavam que deviam continuar a observar as leis de pureza. A atitude de Jesus, descrita no evangelho de hoje, ajudava-os a superar o problema.

Mc 7,1-8.14-15.21-23: Este povo me honra com os lábios, mas o coração deles está longe de mim - Pe. Thomaz Hughes

Para que entendamos o alcance do nosso Evangelho de hoje, é necessário entender o contexto religioso do tempo de Jesus. Entre os elementos chaves na prática religiosa do judaísmo daquela época, estavam os conceitos de “puro” e “impuro”. Na nossa teologia, não é possível cometer um pecado inconscientemente, mas, para o povo do tempo de Jesus, o pecado tinha uma existência quase independente das pessoas. Certos atos, certos lugares, certas profissões tornavam as pessoas impuras, isso é, não aptas para participar do culto, sem primeiro passar pelos ritos de purificação. A seita dos Essênios levava a preocupação com a pureza ritual aos extremos. Também os fariseus - cujo nome vem de uma palavra que significa “separados” - davam suma importância à pureza ritual, assim, muitas vezes, impossibilitando o acesso do povo comum ao culto ao Deus da vida.

Diante dessa situação, a prática de Jesus era altamente libertadora. Sem recusar-se a participar nos ritos tradicionais, pois era judeu piedoso e praticante, Ele entendeu que nada que vem de fora da pessoa é capaz de deixá-la impura! Jesus recuperava a visão dos profetas, que tradicionalmente tinham conclamado o povo para que vivesse a justiça e a prática da vontade de Deus, em lugar de se preocupar primariamente com rituais externos. Jesus reintegrava as massas pobres, excluídas da vivência comunitária pelas exigências de pureza, impossíveis de serem seguidas na prática pela maioria. Ele voltava a atenção às disposições internas das pessoas, que realmente podiam deixar as pessoas “impuras” diante de Deus: “as más intenções, a imoralidade, os roubos, crimes, adultérios, ambições sem limite, maldade, malícia, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo” (v. 21-22).

Um dos pressupostos da democracia é a diversidade de vozes - Edison Lanza

A elevada concentração da propriedade dos meios de comunicação na América Latina e no Caribe está na mira da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que recentemente abriu uma consulta pública para conhecer melhor a legislação de cada país e propor mecanismos para evitar ou reverter a formação de monopólios ou oligopólios.

“Um dos pressupostos da democracia é o pluralismo político, a diversidade de vozes”, explica o advogado e jornalista uruguaio Edison Lanza, relator especial para a Liberdade de Expressão da entidade. Em passagem pelo Brasil, Lanza conversou com CartaCapital e criticou a letargia do País em criar medidas concretas para assegurar a diversidade na mídia.

CartaCapital: Por que rediscutir os marcos regulatórios das comunicações?

Edison Lanza: Na América Latina e no Caribe, há um elevado grau de concentração da propriedade dos meios. Poucas mãos controlam a maior parte das frequências, sobretudo dos meios audiovisuais, mas também há monopólios e oligopólios nos escritos. Isso tem implicações no processo democrático, pois um dos pressupostos da democracia é o pluralismo político, a diversidade de vozes. A Declaração de Princípios sobre a Liberdade de Expressão, aprovada pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos em 2000, diz claramente que a formação de monopólios ou oligopólios de comunicação atenta contra a democracia.

Em uma sociedade democrática, devem conviver atores públicos, comunitários e privados. E o Estado tem legitimidade para criar instrumentos para garantir isso. Há uma clara necessidade de incluir mais vozes. O impasse é que os países do continente tentam regular um sistema que existe desde o surgimento do rádio e da televisão, entre os anos 1930 e 1950. Com uma peculiaridade: esse sistema se estruturou de forma desregulada, favorecendo o setor privado.

Encontro Bíblia e Juventudes: Intolerância Religiosa

Dia 23 de agosto de 2015 nos reunimos no Parque Moscoso, Vitória-ES, para mais um Encontro Bíblia e Juventudes. O tema dessa vez foi Intolerância Religiosa.

Verificamos que ainda temos muito a avançar no diálogo, nas mobilizações, para alcançarmos uma sociedade que respeite e não demonize as denominações religiosas, especialmente as minoritárias.

Com pequenos gestos as Juventudes, juntos com os adultos, se propõem a traçar esse caminho, que é o desejado por Jesus.

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Retiro CONIC 2015

No dia 22 de agosto de 2015 o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Espírito Santo (CONIC-ES) se reuniu para refletir sobre a caminhada ecumênica no Estado e no Brasil.

Fomos acolhidos pela Paróquia São Pedro, do Bairro São Pedro, em Vitória-ES, na pessoa do Pe. Kelder.

O CEBI-ES, membro Fraterno do CONIC, foi representado por Claudeci, Ivonete e Davi. 

Anglicanos, Luterados, Presbiterianos e Católicos refletiram sobre as dificuldades e contribuições para o movimento ecumênico hoje. 

O cuidado com nossa casa comum (oikoumene), com os relacionamentos, onde se cria laços e onde a vida deve está em primeiro lugar, foi uma das nossas principais reflexões. 

Agradeçemos o todos e todas pelas partilhas e momentos agradáveis de convivência fraterna.

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Saiba mais sobre o CONIC no site: www.conic.org.br

Formação Bíblica: Preparando o Mês da Bíblia 2015

No dia 22 de agosto de 2015, na sala do CEBI-ES, em Vitória-ES, aconteceu o encontro com participantes de grupos de Círculos Bíblicos de várias Comunidades da Arquidiocese de Vitória e também pessoas de Castelo. 

Com o tema: "Permanecei no meu amor para produzir muitos frutos", fomos envolvidas e envolvidos na reflexão, seguindo as pegadas da Comunidade do Discípulo Amado.

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Tu tens palavras de vida eterna - Jo 6, 60-69 - Pe. Thomaz Hughes

Aqui temos a conclusão do grande discurso sobre o Pão da Vida. Mais uma vez, o Evangelho de João deixa claro que diante de Jesus e das palavras d’Ele, o ouvinte tem que tomar uma decisão radical. Os versículos do nosso texto não escondem o fato que nem todos conseguem optar por Jesus.

As primeiras palavras do texto “depois de ter ouvido isso”, demonstram que a divisão nasceu a partir de algum ensinamento de Jesus, sem explicitar o motivo exato da discussão. As preocupações comunitárias dos versículos anteriores, a afirmação de Jesus de que Ele dá o seu corpo como pão da vida e o fato que o texto se dirige aos discípulos, indicam que provavelmente foi o discurso eucarístico a fonte de divisão. Porém, a afirmação de Jesus de que Ele “dá a vida” - o que causou já uma divisão em 5,19-47, e a identificação da sua palavra reveladora com “o pão vindo do céu” na primeira parte do discurso, talvez tenham criado a controvérsia. De qualquer maneira, é importante notar que a divisão não se dá entre “os judeus”, no sentido das autoridades judaicas, mas entre os próprios discípulos, muitos dos quais abandonam Jesus neste momento. Sem dúvida, essa história reflete a experiência da Comunidade do Discípulo Amado na década de 90, quando estava sentindo na pele as dores de divisão, pois muitos dos seus membros estavam abandonando-a (essa divisão é o pano do fundo das três Cartas Joaninas).

Muitos discípulos se retiram 

É muito interessante a reação de Jesus diante do abandono da maioria dos seus discípulos. Ele não arreda o pé, mas com toda calma, até convida os Doze para saírem se não podem aceitar a sua Palavra. Jesus não se preocupa com números - mas com a fidelidade ao Pai. Talvez, até fique sozinho, mas não vai diluir em nada as exigências do seguimento da vontade do Pai. Um exemplo importante para nós, pois muitas vezes caímos na tentação de julgar o êxito pelos números: igrejas cheias indicam sucesso! Mas, nem sempre é assim - é mais importante ser coerente com o Evangelho, custe o que custar, do que “fazer média” com a sociedade, às vezes através de uma pregação tão insossa, que reduz a religião a mero sentimentalismo, sem consequências sociais.

Manifestações 16/08 em Vitória-ES

Este relatório apresenta os resultados gráficos da pesquisa Manifestação 16/8: perfil e percepções dos manifestantes em Vitória – ES, produzida durante o protesto realizado na Praça do Papa, no dia 16 de agosto de 2015, na capital do Espírito Santo. 

A pesquisa, realizada pelo curso de graduação em Marketing e pelo curso de mestrado em Sociologia Política da Universidade Vila Velha, teve o objetivo de traçar o perfil socioeconômico dos manifestantes, as motivações para participação no ato e suas percepções acerca de temas políticos e sociais mais amplos e de problemas da atual conjuntura nacional. 

A realização deste survey se justifica pela importância em caracterizar o perfil e as percepções dos manifestantes capixabas. Até o momento, os protestos ocorridos no Espírito Santo, em contraste com outros similares organizados na Bahia, em Minas Gerais, em São Paulo e no Rio de Janeiro, por exemplo, não foram escrutinados com este fim. Nesse sentido, a pesquisa busca apresentar, inclusive, uma possibilidade de comparação com os atos realizados em outras partes do país. 

Clique no link abaixo e veja esse interessante trabalho:

Encontro no Núcleo Linhares

Dia 08/08/2015 aconteceu mais um encontro no núcleo CEBI Linhares.

Foi um dia de grandes descobertas para as 8 mulheres que participaram do encontro de capacitação sobre a Visão Global do 1º Testamento. Dia de grande aprendizado ao se refletir a Palavra na vida e a vida na Palavra.

Para as participantes, que demonstraram grande interesse, foram momentos de descobrirem o que
estava por trás dos textos abordados.

Sempre com um jeito novo de olhar a Bíblia, com olhar apaixonado, encerrou-se mais esse encontro.

Nos vemos no próximo encontro!

Ode aos haitianos - Rodrigo Gomes da Paixão

Não sei o nome de vocês. Tampouco sei os detalhes de suas vidas. Só sei que vocês foram brutalmente baleados na tarde de 1° de agosto de 2015 na cidade de São Paulo. Dois na Rua do Glicério e outros quatro na escadaria da Igreja Nossa Senhora da Paz, que tão gentilmente acolhe aqueles que, escapando da guerra ou da pobreza, buscam refúgio no Brasil.

O que sei sobre vocês é que descendem de africanos que foram trazidos para esse continente em caixas de quatro metros quadrados. Ao chegaram aqui, esses seres humanos foram marcados a ferro quente como gado, suas crenças foram ridicularizadas e eles foram obrigados a se converter ao catolicismo. Vendidos como animais de estimação, foram obrigados a trabalhar em canaviais de açúcar.

Eles aprenderam a falar o francês e a rezar para a Virgem Maria, mas mantiveram suas tradições de alguma forma intactas. O dialeto característico de vocês – o creole­ –, assim como sua religião sincrética – o vodu – surgiram como marcas da resistência de seus ascendentes à assimilação cultural imposta pelos franceses.

Cultura, tradição e religião não devem impedir direitos humanos da mulher

Um novo informe da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) aponta como urgente a necessidade de sensibilizar a opinião pública para a importância da igualdade de direitos, responsabilidades e oportunidades entre mulheres e homens, meninas e meninos, nas áreas do patrimônio e criatividade. O documento reúne, de forma pioneira, pesquisas, políticas, casos e estatísticas sobre a igualdade de gênero e o empoderamento da mulher na cultura.

Baseado no compromisso da Unesco de promover os direitos humanos, que inclui os direitos da mulher na vida cultural, o informe identifica algumas manifestações dessa desigualdade, comuns a outras áreas da vida socioeconômica: participação limitada da mulher em funções de direção; segregação em certas atividades; restrição de oportunidades na formação continuada, no desenvolvimento de capacidades e na criação de uma rede de contatos.

Além disso, o desequilíbrio nos direitos entre homens e mulheres pode ser observado na desigualdade existente também no trabalho não remunerado, nas péssimas condições de trabalho, assim como na manutenção de estereótipos de gênero sobre os papeis culturalmente apropriados para cada um e uma, sem considerar, previamente, o consentimento de ambas as partes. "A ausência de estatísticas culturais separadas por gênero é um dos fatos que encobre a diferença existente entre gêneros e os desafios, aos quais dirigentes e políticos devem fazer frente”, observa a Unesco.

Leitura Feminista da Bíblia

No dia 14/08/15 aconteceu a noite aberta com uma conversa sobre Leitura Feminista da Bíblia, mediada por Ana Luiza Alves Cordeiro.

No sábado e domingo continuaremos a reflexão.

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Lucas 1, 39-45: “Você é bendita entre as mulheres, e bendito é o fruto do seu ventre” - Pe. Tomaz Hughes

Para entender bem a finalidade de Lucas em relatar os eventos ligados à concepção e nascimento de Jesus, é essencial conhecer algo da sua visão teológica. Para ele, o importante é acentuar o grande contraste, mesmo que haja também continuidade, entre a Antiga e a Nova Aliança. A primeira está retratada nos eventos que giram ao redor do nascimento de João Batista, e tem os seus representantes em Isabel, Zacarias e João; a segunda está nos relatos ao redor do nascimento de Jesus, com as figuras de Maria, José e Jesus.

Para Lucas, a Antiga Aliança está esgotada, deu o que era para dar - os seus símbolos são Isabel, estéril e idosa; Zacarias, sacerdote que duvida do anúncio do anjo; e, o nenê que será um profeta, figura típica do Antigo Testamento. Em contraste, a Nova Aliança tem como símbolos a jovem virgem de Nazaré que acredita e cujo filho será o próprio Filho de Deus. Mais adiante, Lucas enfatiza este contraste nas figuras de Ana e Simeão, no Templo, (Lc 2, 25-38), especialmente quando Simeão reza: “Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar o teu servo partir em paz. Porque meus olhos viram a tua salvação” (2, 29). Por isso, não devemos reduzir a história de hoje a um relato que pretende mostrar a caridade de Maria em cuidar da sua parenta idosa e grávida. Se a finalidade de Lucas fosse essa, não teria colocado o versículo 56, que mostra ela deixando Isabel antes do nascimento de João: “Maria ficou três meses com Isabel; e depois voltou para casa”. É só depois que Lucas trata do nascimento de João.

Marcha das Margaridas chega à Esplanada dos Ministérios

A Marcha das Margaridas iniciou por volta das 8h30 desta quarta-feira, 12, a caminhada em direção à Esplanada dos Ministérios. A mobilização das trabalhadoras rurais saiu do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília (DF), e seguiu até o Congresso Nacional, em um percurso de cerca de 5 quilômetros. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), que é a entidade organizadora do evento, 70 mil pessoas participaram da marcha.

Neste ano, a 5ª edição da Marcha das Margaridas teve como tema Margaridas seguem em marcha pelo desenvolvimento sustentável com democracia, justiça autonomia, liberdade e igualdade. Além de reivindicações históricas, como agilidade na reforma agrária e igualdade de direitos, as manifestantes também pediram reforma política e até a saída do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao entoarem nos carros de som: "Marcha mulherada! Sua bandeira na mão empunha. Viemos de todo canto, botar pra fora Eduardo Cunha".

Quando o Estado mata em nome da segurança - Atila Roque

Nas últimas décadas, o Brasil saiu do mapa da fome, reduziu a miséria e expandiu programas sociais. A ausência mais notória dessa agenda de avanços é a segurança pública, que não foi assumida como prioridade por nenhum governo eleito desde a redemocratização do país. Convivemos com uma polícia fortemente militarizada e focada no combate a um inimigo interno que reproduz o modelo herdado da ditadura.

Não fomos capazes, como sociedade e Estado, de trazer a discussão das reformas necessárias no sistema de segurança pública e justiça para o centro do processo de transição democrática. O preço que pagamos se revela de maneira crua e dolorosa nos altos índices de homicídios. Entre 1980 e 2012, cerca de 1,2 milhões de pessoas foram assassinadas no Brasil.

O país é hoje recordista em números absolutos de homicídios, com 56 mil assassinatos por ano em 2012; destes, 30 mil vitimaram jovens entre 15 e 29 anos, dos quais 77% eram negros. É como se um avião lotado de jovens caísse a cada dois dias. São números que desconstroem o mito do brasileiro cordial e expõem a cultura profundamente racista e violenta que estrutura as relações sociais no Brasil.

Estima-se que apenas entre 5% e 8% dos homicídios são investigados e levados à justiça. A impunidade é a regra. Neste contexto, a cultura do medo e os discursos de ódio ganham força na mídia e no Congresso Nacional. Os debates sobre a redução da maioridade penal e as notícias sobre linchamentos são sinais da carência popular por respostas concretas frente à crescente sensação de insegurança. Terreno fértil para demagogos que simplificam o debate, distorcendo os dados, clamando por punições mais severas e fortalecendo estereótipos e preconceitos, ao mesmo tempo em que banalizam as mortes cotidianas de jovens nas favelas e periferias.

Encontro de Amigos/as do CEBI-ES 2015

O Encontro de Amigos/as com noite dançante aconteceu dia 08 de agosto de 2015, no Society Covre, em Vila Velha. 
Muita alegria, animação e confraternização marcaram a nossa noite. 
Obrigada a todas e todos que contribuíram com essa linda festa!

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Convite

Papa critica a destruição de florestas para a plantação de soja

O papa Francisco criticou neste sábado (8), durante entrevista a uma emissora de rádio argentina, a destruição de florestas para a criação de mais espaço para a plantação de soja, reforçando sua mensagem de que o meio ambiente deve prevalecer sobre os ganhos financeiros.

“Dói na minha alma quando eu vejo desmatamento para a plantação de soja”, disse o papa em entrevista a dois padres da Rádio Paroquial Virgen del Carmen in Campo Gallo, uma pequena rádio católica da província de Santiago del Estero, no norte da Argentina.

“Demoraremos milhares de anos para recuperar as florestas. Cuidem das árvores e da água”, acrescentou.

A Argentina é o maior produtor de farelo e óleo de soja do mundo, e grandes porções dos pampas argentinos hoje são usadas para a plantação de soja, utilizada em alimentos de animais e humanos. A China é a maior importadora.

No Brasil, que também é um importante produtor mundial, ambientalistas reclamam que o cultivo da soja está destruindo as florestas tropicais.
Fonte: CONIC

Com 'selfies' da mão, artista questiona racismo e intolerância

"Aceita?" é a pergunta com a qual o artista plástico paulistano Moisés Patricio, de 26 anos, oferece a mão – quase literalmente – a seus seguidores no Instagram.

Há quase dois anos, ele se impôs o desafio de publicar uma foto por dia na rede social, como parte de um projeto que questiona o racismo e a intolerância religiosa de cada dia, motivado pela própria experiência.

"No meu cotidiano, as pessoas de modo geral têm muita dificuldade de absorver a informação de que eu sou um artista visual, porque sou um jovem negro. Digo que sou artista plástico e elas me perguntam: 'tá, mas o que você faz?'. Acham que eu sou um auxiliar de pedreiro ou coisa assim", disse à BBC Brasil.

"Me propus a fazer uma foto da minha mão esquerda todos os dias, por dois anos, para tentar entender essa dificuldade das pessoas de aceitar a produção intelectual de um artista negro. Com o histórico escravagista que nós temos, há uma tentativa de reduzir a contribuição do negro à mão de obra."

Aos seus mais de 1.500 seguidores, Patricio mostra, todos os dias, objetos que encontra nas ruas por onde anda – do seu bairro, na zona leste de São Paulo, até sua galeria de arte, nos Jardins –, gestos e frases que representam situações que viveu ou testemunhou.

O que é ter fé - por Frei Betto

Todos conhecemos pessoas que frequentam a igreja e, no entanto, se comportam de modo contrário aos valores evangélicos: tratam subalternos com desrespeito; sonegam direitos de empregados; discriminam por razões raciais ou sexuais. Pessoas que enchem a boca de Deus e trazem o coração entupido de ira, inveja, soberba; são indiferentes aos direitos dos pobres; omitem-se em situações graves que lhes exigem solidariedade.

E temos à nossa volta, no círculo de amizades, pessoas ateias ou agnósticas que, em suas atitudes, fazem transparecer tudo o que o Evangelho acentua como valores: amor ao próximo, justiça aos excluídos, solidariedade aos necessitados, etc.

O Catecismo da Igreja Católica, aprovado por João Paulo II, em 1992, e elaborado sob a supervisão do téologo Ratzinger, futuro papa Bento XVI, define a fé como “adesão pessoal do homem a Deus”. E acrescenta que é “o assentimento livre de toda a verdade que Deus revelou.” E a portadora dessa verdade é a Igreja.

Assim, só teria verdadeira fé cristã quem submete seu entendimento ao que ensina a autoridade eclesiástica (papa, bispos e pastores).

Quem come deste pão viverá para sempre (Jo 6,41-51) - Pe. Thomaz Huges

Neste texto nos encontramos no meio do discurso de Jesus sobre o “Pão da Vida”. O gancho que João usa para pendurar o discurso é o pedido dos judeus em v. 35: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”. Em resposta, Jesus começa o seu grande discurso. Divide-se em duas partes. Na primeira parte (vv. 35-50), que inclui o texto de hoje, o pão celestial que nos nutre é a revelação ou o ensinamento de Jesus (o tema sapiencial); na segunda parte (vv. 51-58) será a Eucaristia (tema sacramental). O redator da comunidade joanina combinou “o pão do céu” com o material eucarístico da Última Ceia e assim formou a segunda parte do discurso como texto paralelo à primeira. Isso explica a ausência de um relato da instituição da Eucaristia nos textos da Ceia em João - pois o seu conteúdo básico foi colocado aqui.

Como os seus antepassados murmuravam no deserto contra o pão que Deus mandava - o maná - agora eles se queixam do novo maná. Aqui logo aparece uma característica do João - a ironia. Os judeus (aqui se entende as autoridades judaicas e não o povo judeu) dizem que conhecem a origem de Jesus, pois só pensam na sua família de origem; Jesus mostra que na verdade não a conhecem, pois eles não viram o Pai, a sua verdadeira origem. Aqui também aparece em v. 47 mais uma característica joanina - a “escatologia realizada”. Enquanto para os Sinóticos o juízo é algo que acontece no último dia, para João, frequentemente, já aconteceu, pois a pessoa é salva ou condenada já, pela sua aceitação ou não de Jesus como o Filho de Deus.

A crise hídrica perfeita - Roberto Malvezzi (Gogó)

São cinco fatores fundamentais que geram a atual crise hídrica brasileira.

O primeiro, alertado por vários cientistas, é a possível ruptura no ciclo de nossas águas. Em resumo, grande parte delas tem origem na evapotranspiração da floresta amazônica, sendo carregada para o sul, centro-oeste e sudeste pelos rios voadores. Com a derrubada da floresta amazônica os rios voadores estão perdendo força.

Completa essa ruptura o desmatamento do Cerrado, que tem como consequência sua impermeabilização. O Cerrado não está na origem do ciclo de nossas águas, mas tem o papel fundamental de armazená-las em tempos de chuva e depois liberá-las para nossas bacias hidrográficas em tempos de estiagem. É o que os técnicos chamam de vazão de base. Ela garantia a perenidade de nossos rios, a exemplo do São Francisco. Hoje porém, com menos absorção, não garante mais.

O segundo fator é a escassez qualitativa. Destruídos, poluídos, muitas vezes os mananciais estão ao lado de nossas casas, cortando nossas cidades, mas impróprios para o consumo humano e doméstico. O exemplo mais clássico são as águas do Tietê do Pinheiros em São Paulo. Mas podemos estender essa lógica a todos os rios que atravessam centros urbanos, desde os pequenos até os grandes.

Estado de Direito e Reforma Agrária - Marcelo Belarmino*

“A Reforma Agrária seria e é um grande instrumento à disposição da classe política, dos governantes, que não a usam, pois dividir a fatia do lucro é algo inimaginável”. Confira artigo do advogado Marcelo Belarmino, ao analisar um caso do advogado da CPT no Tocantins, Silvano Lima, em que ele defende o direito de posseiros da região.

Antes de adentrarmos especificamente ao que fora proposto, é de bom conselho conceituar o que seja Estado Democrático de Direito e Reforma Agrária.

O Estado Democrático de Direito é uma condição de relacionamento político em que nenhum cidadão no país, está acima das determinações, ou seja, a lei é igual para todos, inclusive para quem a fez.

Independentemente do que diz a Constituição em seu Artigo 184 “que compete à União desapropriar por interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social, mediante prévia e justa indenização em títulos de dívidas agrária, com cláusula de preservação do valor real...”, o Estatuto da Terra “considera-se Reforma Agrária o conjunto de medidas que visem a promover melhor distribuição da terra, mediante modificação no regime de sua posse e uso, a fim de atender aos princípios de justiça social e ao aumento de produtividade”.

25 anos da chacina de Acari expõe crise aguda do sistema de justiça criminal no Brasil

Parte do grupo Mães de Acari, fundado em 1990. Da esq. para dir. Vera Lucia Flores Leite, mãe de Cristiane Souza Leite, Marilene Lima de Souza, mãe de Rosana Souza Santos, Ana Maria de Silva e Tereza de Souza, com Pierre Sane, secretário geral da Anistia Internacional de 1992 a 2001. (J.R. Ripper/ Imagens da Terra)

A chacina de Acari revela a incapacidade do Estado brasileiro de garantir justiça para os casos de violência policial, desaparecimentos forçados e mortes por grupos de extermínio no país, afirma a Anistia Internacional, passados 25 anos desde o desaparecimento forçado de 11 jovens no Rio de Janeiro. O crime ficou mundialmente conhecido como a Chacina de Acari. Os corpos nunca foram localizados e os responsáveis não foram levados à justiça. A impunidade tem sido uma forma de continuidade da violência contra esses jovens e suas famílias.

Em sua luta por justiça, as mães dos jovens de Acari, se organizaram e levantaram suas vozes por justiça e contra a violência dos grupos de extermínio na região. Elas foram intimidadas e ameaçadas. Em 1992, a Anistia Internacional pediu proteção às mães após denúncia de que policiais militares as ameaçaram com “um destino pior que seu filho (a)”.

Eu sou o pão que desceu do céu (Jo 6, 41-51) - Ir. Florinda Dias Nunes

O texto deste 19º domingo do Tempo Comum é Jo 6,41-51 e continua o discurso de Jesus sobre o pão que desceu do céu.

Conteúdo e contexto

No domingo passado a multidão havia pedido a Jesus: “Senhor, dá-nos sempre desse pão” (v. 34). Neste, ele faz a grande declaração: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome, e quem acredita em mim nunca mais terá sede” (v. 35). Portanto, a narração se dá ainda junto ao Mar da Galileia onde Jesus havia multiplicado os pães (cf. v. 19). Nos vv. 41-51 acontece toda uma situação de crítica a este Jesus que se declara Pão Vivo, enviado pelo Pai. Podemos destacar três momentos nesta perícope:

1) vv. 41-42 – os adeptos da instituição criticam Jesus

A perícope começa introduzindo novas personagens, os adeptos da instituição, diante da declaração anterior de Jesus apresentam como objeção a sua origem humana, que para eles é incompatível com a sua qualidade divina (cf. vv. 41-42), pois “conhecem” sua origem e não conseguem ver nele a divindade. Assim como os hebreus murmuraram no deserto (cf. Ex 16,7-8), querendo retornar ao Egito, terra da escravidão e da morte, eles também murmuram. Não admitem que Jesus venha de Deus. Jesus, plenamente humano, vem de Deus e é a revelação perfeita de Deus. Por que separar Deus do humano? 
Com o prólogo (1,14) aprendemos que o humano Jesus é o ponto de encontro de Deus com a humanidade. O próprio Deus conduz as pessoas a essa descoberta. Só resta deixar-se guiar por Deus que se dá a conhecer plenamente humano na pessoa de Jesus. Estar do lado da vida é estar do lado de Deus. Jesus garante que quem está a favor da vida que nele se manifesta terá vida para sempre. A humanidade de Jesus é pedra de tropeço para os líderes. Já para a comunidade joanina a glória está justamente em Jesus de Nazaré, feito homem: “A Palavra se fez homem e habitou entre nós. E nós contemplamos sua glória: glória do Filho único do Pai cheia de amor e fidelidade” (Jo 1,14).

Crescimento do islamismo: será que você está bem informado?

Em abril deste ano, o instituto de pesquisas Pew Research Center, sediado nos EUA, divulgou a informação de que em 2050 “o número de muçulmanos igualará quase o de cristãos”, desde que as tendências de crescimento de ambas – cristianismo e islamismo – permanecerem inalteradas.

Para chegar a essa conclusão, o documento se baseou em projeções que levaram em conta, principalmente, a taxa de fertilidade, a idade da população, as migrações e as tendências de conversão. O islã “crescerá mais rápido que qualquer outra religião”, afirmava o documento.

Liberdade Religiosa

Contudo, como toda pesquisa meramente quantitativa, esta necessita de uma análise mais profunda da situação. Fatores que influenciam – e muito – no crescimento ou declínio de uma determinada religião ficaram de fora, um deles é o grau de liberdade religiosa de um país em detrimento de outro.

71 mil brasileiros concentram 22% de toda riqueza

Esta elite representa 0,3% dos declarantes do imposto de renda em 2013. Nº refere-se a pessoas com renda mensal superior a 160 salários mínimos.

Que o Brasil é um país desigual estamos cansados de ouvir. Dados das declarações de imposto de renda divulgados neste mês pela Receita Federal ajudam a conhecer melhor a distribuição de renda e riqueza no país e mostram que menos de 1% dos contribuintes concentram cerca de 30% de toda a riqueza declarada em bens e ativos financeiros.

A reportagem é de Darlan Alvarenga e publicada por G1, 01-08-2015.

De 2012 para 2013, o número de brasileiros com renda mensal superior a 160 salários mínimos (maior faixa da pirâmide social pelos critérios da Receita) caiu de 73.743 para 71.440.

Esta pequena elite - que corresponde a 0,3% dos declarantes de IR - concentrou, em 2013, 14% da renda total e 21,7% da riqueza, totalizando rendimentos de R$ 298 bilhões e patrimônio de R$ 1,2 trilhão. Isso equivale a uma renda média individual anual de R$ 4,17 milhões e uma riqueza média de R$ 17 milhões por pessoa. (VEJA TABELA ABAIXO)

Rede Ecumênica quer eliminar água em garrafa no mundo

A Rede Ecumênica pela Água, órgão do Conselho Mundial das Igrejas, onde estão também representantes da Igreja Católica, lança uma proposta desafiadora: eliminar o uso da água em garrafa no mundo pelos danos que provoca ao ambiente e por ser obstáculo ao acesso universal da água.

Durante encontro realizado em Genebra, a Rede evidenciou o efeito altamente poluidor do processo de produção e de descarte das garrafas de plástico. Ao invés de serem recicladas, de fato, mais de 30% terminam em lixões, em cursos de água e nos oceanos, onde nunca poderão se decompor completamente.

Além disso, segundo a entidade ecumênica, normalmente os governos evitam a própria tarefa de construir redes hídricas para fornecer água potável às faixas da população mais necessitadas, graças à distribuição de água em garrafa. Nos países mais desenvolvidos, as indústrias têm progressivamente influenciado os hábitos dos consumidores convencendo-os, através de campanhas de marketing agressivo, que a água engarrafada é mais segura e mais saudável daquela da torneira.

ONU: Brasil atingiu meta do milênio em redução de pobreza e fome

A especialista do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) Renata Rubian afirmou que o Brasil conseguiu atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, ODMs, em relação à pobreza e à fome. Em Nova York, Rubian disse em entrevista à Rádio ONU que o país buscou metas bem mais ambiciosas do que as determinadas pelas ODMs.

"Por exemplo, a meta de redução da pobreza no Brasil não é de 50%, a meta de redução do Brasil que o governo adotou é de reduzir a 25% a incidência da pobreza extrema. A meta de redução da fome no Brasil também não é de redução de incidência de 50%. É uma meta de erradicação da fome", disse Rubian.

Em relação aos países de língua portuguesa, ela citou resultados mistos. Rubian falou sobre a situação em Angola, Moçambique, Cabo-Verde, Guiné-Bissau e Timor-Leste, que registrou avanços no setor de saúde.

"O Timor-Leste ainda não atingiu a meta de redução de pobreza, mas a gente vê que o Timor é um sucesso, na verdade, na redução da mortalidade infantil e na melhoria da saúde materna. No caso dos países africanos, é uma situação complexa. A gente vê, por exemplo, Angola e Moçambique que têm um crescimento econômico astronômico. Angola, a gente sabe muito bem de todas as riquezas naturais, como diamantes e petróleo. Mas infelizmente, no caso de Angola e Moçambique, esse crescimento econômico não se traduziu numa redução da pobreza."

Um desafio permanente: cuidar de si mesmo - Leonardo Boff

Ao assumir a categoria “cuidado” na relação para com a Mãe Terra e para com todos os seres, o Papa Francisco reforçou não só uma virtude mas um verdadeiro paradigma que representa uma alternativa ao paradigma da modernidade que é a da vontade de poder /dominação que tantos prejuízos trouxe.

Devemos cuidar de tudo, também de nós mesmos, pois somos o mais próximo dos próximos e, ao mesmo tempo, o mais complexo e o mais indecifrável dos seres.

Sabemos quem somos? Para que existimos? Para onde vamos? Refletindo nestas perguntas inadiáves vale lembrar a ponderação de Blaise Pascal (+1662) talvez a mais verdadeira.

Que é o ser humano na natureza? Um nada diante do infinito, e um tudo diante do nada, um elo entre o nada e o tudo, mas incapaz de ver o nada de onde veio e o infinito para onde vai (Pensées § 72).

Na verdade, não sabemos quem somos. Apenas desconfiamos como diria Guimarães Rosa. Na medida em que vamos vivendo e sofrendo, lentamene desvendamos quem somos. Em último termo: expressões daquela Energia de fundo (Deus ?) que tudo sustenta e tudo dirige.