Mateus 28.16-20: A Trindade Santa - Raymond Gravel

Deus não poderia fazer outra coisa senão amar. Fazer discípulos não é recrutar mão de obra ou procurar aderentes. Antes de qualquer coisa, trata-se de ir. O único mandamento é amar!

A reflexão a seguir é de Raymond Gravel, sacerdote de Quebec, Canadá, publicada no sítio Culture et Foi, comentando as leituras do Domingo da Santíssima Trindade (3 de junho de 2012). A tradução é de Susana Rocca.

Eis o texto:

Cada ano, após Pentecostes, desde o século XIV, nós celebramos a festa da Trindade Santa: a festa de Deus, o Deus único e trino, o Deus em pessoas. Eu lia o comentário de Gérard Sindt na revista Signes d’aujourd’hui, que dizia: “O nosso Deus é um Deus pessoal. Em Cristo, nós descobrimos Deus em pessoas (no plural), que nos ensina a nossa personalidade relacional” e – eu acrescentaria – comunional. De fato, Deus é relação e comunhão com a sua criação, conosco. E por que isso? Simplesmente porque Deus é Amor. No Ângelus do dia 22 de maio de 2005, o Papa Bento XVI convidava as pessoas a reconhecer que Deus é único, que ele é Pai, Filho e Espírito Santo, que ele não é solidão, mas comunhão perfeita, pois Deus é Amor. Eis aí a grande revelação que Cristo nos trouxe: o Ser de Deus é o Amor em estado puro. Então, Deus não poderia fazer outra coisa senão amar. De fato, o amor não existe se não for movimento, reciprocidade, dom, acolhida, relação e comunhão. Na história, Deus não cessou de se revelar e ele continua a fazê-lo hoje, pois se é Deus ele não pode ser e não pode existir mais que como Fonte de Amor, o amor criado que dá a vida, que se multiplica, que se expande e nos faz descobrir sempre mais Deus.

Encerramento da SOUC 2015 em Cariacica - ES


O Encerramento da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC 2015), aconteceu dia 23/05/15, com uma caminhada ecumênica, que saiu de Vila Capixaba em direção a Vila Independência, ambas localidades em Cariacica - ES.

Foi muito bom rezarmos juntos e percebemos que estamos aberto ao diálogo. A exemplo de Jesus e da Samaritana, queremos saciar nossa sede por um Brasil mais ecumênico e mais tolerante.

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Prédica da Celebração Ecumênica em Guarapari - Pastora Luterana Rosane Pletsch

Reflexão de João 4, 1-15; 28-42, no dia 20/05/2015, 19:30, na Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR), Paróquia São Pedro, em Guarapari - ES, por ocasião da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.

Que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão com o Espírito Santo esteja com todos vocês. Amém

Estimada comunidade ecumênica. Nós acabamos de ler uma história bonita: o encontro de duas pessoas: um homem e uma mulher e um homem e uma mulher de culturas diferentes, Samaria e Judéia/Galiléia. Por muitos motivos, também de intolerância, os samaritanos eram discriminados, considerados um povo não puro, cheio de religiões estranhas, muita mistura. Um povo inferior. A rejeição a Samaria era tão grande que havia até caminhos secundários, atalhos, para não cruzar pela Samaria. Jesus vem da Judéia e vai em direção a Galiléia e decide não seguir os atalhos, mas o caminho oficial e não somente passa pela Samaria, mas fica nela e dialoga com a sua gente, neste caso uma mulher. Nós também temos Samarias, ali onde vivemos, onde não queremos cruzar: os lugares pobres, as favelas, a vida das mulheres que sofrem de violência, o assassinato de jovens...São Samarias que não queremos cruzar, que não estão no nosso roteiro. 

Temos Samarias dentro de nós mesmos, aqueles lugares que nunca queremos tocar, analisar, lugares onde moram as nossas intolerâncias, as indiferenças, o nosso orgulhos e más idéias...É preciso chegar ali, cruzar ali, dar uma parada e encontrar-se ali com o outro, buscar outros valores, modos de ser...Melhorar. Isso é necessário se queremos seguir o caminho do Ecumenismo. Ver e superar as Samarias que atrapalham a nossa unidade. Não buscar os atalhos.

Celebração Ecumênica em Guarapari

A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos quer cumprir a ordem do Mestre: “Pai, que todos sejam um como Eu e Tu somos um” (Jo 17,21). Este ano fomos convidados a refletirmos a questão da água, causa de desperdício ou de sua escassez. O pedido de água, feito por Jesus à mulher samaritana “Dá-me um pouco de tua água” (Jo 4,7), é também o testemunho ecumênico que oferecemos aos irmãos e irmãs das muitas Igrejas que anunciam a boa-nova de Jesus, nos mais diferentes contextos do mundo. A fé em Jesus Cristo precisa expressar-se nessa abertura para encontros e conversas. 

Na celebração de Guarapari, dia 20/05/15, 19:30, na Comunidade Matriz São Pedro, fizemos memória das intolerâncias e perseguições religiosas, em todos os contextos, principalmente no desafio das nossas Igrejas em fazer a experiência do diálogo. Peregrinemos nessa direção para que o nosso testemunho público seja de unidade e de acolhida à diversidade. Estiveram presentes irmaõs e irmãs das igrejas: Católica Apostólica Romana, Evangéllica de Confissão Luterana do Brasil, Metodista Wesleiana, Batista e Adventista.

O gesto bíblico de oferecer água a quem chega, como forma de boas-vindas e partilha, é algo presente em todas as religiões e também no Brasil. A meditação proposta sobre a história de Jesus encontrando a mulher samaritana perto do poço possa ajudar as pessoas e as comunidades a perceber a dimensão do projeto de Jesus, que chamamos de Reino de Deus. Queremos também nós, construir o nosso poço, cada um na sua realidade, mas que devemos beber da água do mesmo poço. Para isso há necessidade de sair do lugar, tomar a iniciativa, não esperar! Vamos construir o poço da unidade, da sede de justiça, do diálogo.

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Curso: Bíblia, Caminho de Libertação - 4ª etapa - 15 a 17/05/15

Nos dias 15 a 17 fde maio foi realizada a 4ª etapa do curso Bíblia, Caminho de Libertação, com o tema: Hermenêuticas Bíblicas. Nessa etapa contamos com a assessoria de Rafael Rodrigues da Silva.

Na exegese tentamos entender o que o texto diz naquela época. Já com a hermenêutica buscamos o que o texto diz para mim. Assim, ela ajuda a puxar o texto para fora, pois ao lermos trazemos a nossa vida. As duas ferramentas se completam. Usar somente uma nos leva a erros. 

A Carta de Tiago 1, 19-27 diz que a bíblia é um espelho: eu olho para ela e tenho que ver o que está ao meu redor. Ao ler a bíblia tenho que enxergar toda a minha vida, minha ação. Todo estudo só vai ter sentido se me levar a ação. De fato, ninguém olha no espelho para conhecer o espelho, mas a si próprio. Portanto, a hermenêutica me ajuda a entender o sentido do texto no meu ambiente. 

O primeiro olhar é para a vida, para a realidade. Como está a vida? E depois percebermos o que o texto reflete na vida. A hermenêutica está na análise da sociedade. As leituras devem ser coletivas, com a contribuição do olhar do outro e da outra. Temos que trazer outros olhares: dos excluídos que não estão entre nós. Na leitura temos que nos colocar do outro lado da margem e junto com os que estão lá. É a hermenêutica do outro e da outra. 

A hermenêutica vai sempre exigir de nós uma conversão. Se não, podemos fazer uma leitura acomodada. Essas leituras devem ir para além do texto, pois por trás dele tem as diferentes representações. O texto bíblico representa algumas formas de dizer sobre a vida. O texto é voz, imagem, símbolo.

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BÍBLIA E JUVENTUDES: Juventudes, trabalho e intolerâncias

No dia 03 de maio de 2015 realizamos mais um encontro do grupo Bíblia e Juventudes. O local escolhido foi o Parque Pedra da Cebola, em Vitória. Uma bonita paisagem foi o cenário para momentos de reflexão e confraternização. 

Motivad@s pelo tema “Juventudes, trabalho e intolerâncias”, iniciamos a partilha da vida, colocando a “mão na massa”. Moldamos, no tempo de uma música, um pouco do que somos e do queremos. E conversamos muitas coisas sobre juventudes, trabalho e intolerâncias a partir de nossas vivências. 

Com o texto bíblico da Comunidade de Mateus, capítulo 20, nos agrupamos para partilhar a vida que inspirou o texto. E encontramos: gente que passava o dia todo aguardando uma oportunidade de trabalho, gente que ofereceu oportunidade, teve quem ousou fugir do modelo estabelecido e quem reclamou em ver o outro sendo tratado com equidade... Nossa! Esse texto é de uma comunidade que viveu no primeiro século da era comum. 

Foi uma boa partilha! E não terminou. Teremos novo encontro no dia 23 de agosto.

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Encontro de Formação Bíblica na Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB) - União Paroquial Jucu

O encontro foi realizado na Paróquia de Ponto Alto – Domingos Martins, no dia 25/04/15. A temática bíblica foi o Livro do Apocalipse. A assessoria ficou por conta do CEBI-ES (Fatinha, Sidinéia, Gildo e Jorge).

Foram dois momentos de reflexão, seguindo a metodologia da Leitura Popular da Bíblia. 

No primeiro momento, na parte da manhã, estiveram presentes Ministros/as da IECLB: Charles, Anivaldo, Lindomar, Luciano, Anelise, Joel, Valdeci e sua esposa Rose. Na oportunidade realizamos uma conversa/reflexão sobre o livro do Apocalipse a partir do texto de Ap 6, 1-8. Juntos/as destacamos: a) a linguagem simbólica do livro do Apocalipse; b) o contexto social, político, econômico, religioso, ideológico e cultural das comunidades da 3ª geração; c) o que chamou a atenção de cada um/a; d) o que hoje representa os "cavalos" mencionados no texto;

No segundo momento, na parte da tarde, nos reunimos com diversas lideranças das comunidades, tendo como base para a reflexão a mesma temática do Apocalipse. O objetivo do encontro foi oportunizar aos/as presentes uma estudo/reflexão a partir da linguagem apocalíptica. Fizemos, então, uma viagem pela história da região, chegando ao momento da comunidade com suas perspectivas e sonhos: passado – presente – futuro. Em seguida fizemos uma leitura dialogada do 1ª capítulo de Apocalipse. O grupo ficou com o compromisso de estudar o texto de Ap 6,1-8 com um grupo da comunidade e preparar uma apresentação para o próximo encontro que será no dia 18 de julho. 

O encontro foi encerado com a realização de uma avaliação, onde os/as participantes opinaram sobre o evento, destacando: linguagem de fácil compreensão, metodologia participativa, importância de continuidade. 

Celebramos a alegria do encontro e a possibilidade de ler a Vida e a Bíblia!

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Pastoral dos Nômades divulga nota sobre o Dia Nacional dos Ciganos

Por ocasião do Dia Nacional dos Ciganos, celebrado no domingo, 24 de maio, a Pastoral dos Nômades da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota saudando o povo cigano e os agentes de pastoral "que dão suas vidas para levar Cristo" àqueles que sofrem com a invisibilidade perante a sociedade. O texto, assinado pelo bispo de Eunápolis (BA) e referencial da Pastoral, dom José Edson Santana Oliveira, convida para a reflexão sobre a realidade dos nômades do Brasil e propõe a superação das relações de suspeita, preconceito e desconfiança.

Leia na íntegra:

24 de maio: Dia Nacional dos Ciganos

A Pastoral dos Nômades do Brasil parabeniza todo o povo cigano pelo seu dia! Agradece também a todos os seus Agentes de Pastoral que dão suas vidas para levar Cristo a estes nossos irmãos e irmãs “invisíveis”.

João 20.19-31: A Missão da comunidade - Mesters, Lopes e Orofino

Olhar de perto as coisas da nossa vida

No texto de hoje, vamos meditar sobre a aparição de Jesus aos discípulos e sobre a missão que eles receberam. Os discípulos estavam reunidos com as portas fechadas porque tinham medo dos judeus. De repente, Jesus se coloca no meio deles e diz: “A paz esteja com vocês!” Ele mostra as mãos e o lado, e diz novamente: “A paz esteja com vocês! Como o Pai me enviou, eu envio vocês!” Em seguida, lhes comunica o Espírito para que possam perdoar e reconciliar, refazer os pedaços da vida e reconstruir as relações quebradas entre as pessoas. Relações quebradas por causa da injustiça e por tantos outros motivos. Jesus insiste na paz e o repete várias vezes! 
As pessoas que lutam pela paz são declaradas felizes e são chamadas filhos e filhas de Deus (Mt 5,9)!

1. João 20,19-20: A experiência da ressurreição 
Jesus ressuscitado se faz presente na comunidade. As portas fechadas por causa do medo não podem impedir que ele esteja no meio dos que nele acreditam. Até hoje é assim! Quando estamos reunidos, mesmo com todas as portas fechadas, Jesus está no meio de nós. E até hoje, a primeira palavra de Jesus é e sempre será: “A Paz esteja com vocês!” Ele mostrou os sinais da paixão nas mãos e no lado. O ressuscitado é o crucificado! As marcas da paixão estão hoje no sofrimento do povo, na fome, nas marcas de tortura, de injustiça, no desamor. É nas pessoas que reagem, lutam pela vida e não se deixam abater que Jesus ressuscita e se faz presente no meio de nós.

A Semana de Oração pela Unidade Cristã... - Elias Wolff

A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC) é um ato de amor, exercício de acolhida do outro sem exigir mudanças na sua verdade.
Valoriza as diferenças no conviver, reconciliadas em suas contradições.
Exercício do respeito mútuo, do caminhar juntos
na liberdade.

A SOUC é um ato de revelação, o aperceber-se da “Presença” que nos constitui e habita.
Presença pessoal, espacial, temporal do Outro nos outros da Verdade nas nossas verdades.
Necessário encontro que unifica a existência
na imediatez do divino em toda prece sincera.

A SOUC é um ato de comunhão
que funda a solidariedade entre todas as criaturas,
todos os povos, as Igrejas e as Religiões.
Solidariedade indissolúvel, cósmica,
em suas dimensões humana e religiosa.
A comunhão no mais íntimo da intimidade,
o menor habitado pela glória do Maior,
fortalecendo em todos a esperança.

Jesus, cansado, não hesita em pedir de beber à samaritana

Na sua viagem da Judeia para a Galileia, Jesus passa através da Samaria. Não tem dificuldade em encontrar os samaritanos considerados hereges, cismáticos, separados dos judeus. A sua atitude diz-nos que o confronto com quem é diferente de nós pode fazer-nos crescer.

Jesus, cansado da viagem, não hesita em pedir de beber à mulher samaritana. Mas a sua sede estende-se muito para além da água física: é também sede de encontro, desejo de abrir diálogo com aquela mulher, oferecendo-lhe assim a possibilidade de um caminho de conversão interior. Jesus é paciente, respeita a pessoa que tem à sua frente, revela-Se-lhe progressivamente. O seu exemplo encoraja a procurar um confronto sereno com o outro. As pessoas, para se compreenderem e crescerem na caridade e na verdade, precisam de se deter, acolher e escutar. Desta forma, começa-se já a experimentar a unidade.

Religiões afro-brasileiras ganham direito de resposta na Record e Rede Mulher

As emissoras de televisão Rede Record e Rede Mulher foram condenadas a produzir e exibir, cada uma, quatro programas de televisão, a título de direito de resposta às religiões de origem africana, em razão das ofensas proferidas contra elas em suas programações. Cada programa deverá ter a duração mínima de uma hora e as rés empregarão seus respectivos espaços físicos, equipamentos e pessoal técnico para produzi-los. A decisão é do juiz Djalma Moreira Gomes, da 25ª Vara Federal Cível em São Paulo/SP.

O Ministério Público Federal (MPF), o Instituto Nacional de Tradição e Cultura Afro-Brasileira (INTECAB) e o Centro de Estudos das Relações de Trabalho e da Desigualdade (CEERT) ajuizaram a ação civil pública contra as emissoras, alegando que as religiões afro-brasileiras vêm sofrendo constantes agressões em programas por elas veiculados, o que é vedado pela Constituição Federal, que proíbe a demonização de religiões por outras.

Djalma Gomes explica que a um prestador de serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens é um “longa manus (executor de ordens) do Estado no desempenho dessa atividade, e como o próprio Estado deve se comportar no cumprimento das regras e princípios constitucionais legais”.

Celebração de Abertura da Semana Oração pela Unidade dos Cristãos 2015


No dia 17/05/2015 (domingo), 19:00, aconteceu, na Igreja Anglicana, a Celebração de Abertura da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2015 (SOUC 2015).

O CEBI-ES marcou presença.

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Clique aqui e veja a programação da SOUC 2015.

Programação da SOUC 2015 na Região Metropolitana de Vitória


Reunião do Núcleo CEBI-ES Guarapari


No dia 15/05/2015 o núcleo CEBI-ES Guarapari se reuniu para iniciar o estudo do 2º livro da série Uma Introdução à Bíblia, chamado Formação do Povo de Israel. Conversamos bastante sobre nossas descobertas e dúvidas. Nosso próximo encontro ficou marcado para o dia 28/05, quinta-feira, 19h, na Comunidade Luterana.

Nos vemos Lá!

Semana Oração pela Unidade dos Cristãos 2015

Em 2015, a Semana Nacional de Oração pela Unidade dos Cristãos e Cristãs (SOUC) congregou, entre os dias 17 e 24 de maio, cristãos e cristãs em todos os estados do país que, juntos, celebraram o dom da unidade.

O tema foi inspirado pelo Evangelho de João, que fala do encontro de Jesus com a mulher samaritana, um símbolo de amor que tem o poder de diminuir as barreiras baseadas na religião, etnia ou cultura. 

Abaixo a Programação das Celebrações Ecumênicas que aconteceram Região Metropolitana de Vitória - ES:
O CEBI-ES participou de todas as celebrações. Foi um momento muito bonito de encontro de irmãos. Nos Links abaixo você pode ver as fotos de cada uma das Celebrações:

Celebração de Abertura em Vitória
Celebração na IPU - Serra
Celebração na ICAR em Guarapari
Reflexão da Pra Rosane em Guarapari
Celebração da IECLB em Vila Velha
Celebração Encerramento em Cariacica

“Exame de consciência”: A Bíblia e a Redução da Maioridade Penal - Edmilson Schinelo

Algumas Igrejas têm o bonito costume de propor a seus fieis que de tempo em tempo façam seu “exame de consciência”. Às vezes essa prática reforça o sentimento de culpa. Em outras situações, trata-se de oportunidade de revisão de caminho escolhido, de mudança verdadeira, de conversão. Sou convidado/a aqui a fazer meu “exame de consciência” sobre o que desejo para nossas crianças e adolescentes e, pelo fato de ser pessoa cristã, como a Bíblia tem me ajudado nesse propósito.

Se desejo saber se estou fazendo uma boa leitura da Bíblia, devo conseguir responder afirmativamente a perguntas como estas: Quando leio a Palavra de Deus, sinto aumentar em mim o desejo de amar e acolher o diferente e de aprender com ele? Minhas meditações bíblicas têm me levado a acreditar mais nas pessoas, mesmo quando elas erram ou cometem crimes? Sou capaz de acreditar na capacidade que um adolescente tem de se recuperar quando ajudado por mim e pela sociedade? Tal como Jesus, sinto vontade de amar e acolher as pessoas?

Do progresso ao retrocesso: a discussão sobre redução da maioridade penal no Brasil

Desde a democratização, o Brasil vem avançando na aquisição e manutenção de direitos humanos. É verdadeiro dizer que, muitas vezes, o progresso anda a passos lentos, porém, firmes. No entanto, a eleição do congresso mais conservador desde a ditadura militar nos coloca diante de um perigoso retrocesso. A redução da maioridade penal talvez seja o mais escandaloso e recente exemplo.

É preciso desconstruir os estereótipos sobre quem são estes adolescentes de 16 a 18 anos e todos os argumentos que manipulam demagogicamente o medo legítimo existente na sociedade em relação à violência. Um medo amplificado artificialmente que coloca nas costas dos jovens e adolescentes uma falsa responsabilidade pela violência. Afinal são estes jovens (16 a 18 anos), responsáveis por menos de 1% dos crimes cometidos no Brasil, que, dia após dia, são relegados à margem da cidadania, cujos direitos humanos fundamentais como saúde, educação, cultura, moradia, esporte e mobilidade são reiteradamente negados, os principais acusados de alçar o crime a altos patamares no Brasil.

A resposta das autoridades à crise da segurança pública não pode ser a redução da maioridade penal. Estes jovens, geralmente negros, pobres e moradores de favelas e periferias, são as principais vítimas da violência.

Fórum Virtual sobre a Redução da Maioridade Penal

Em 2015, diante de tantos desafios políticos, o CEBI Virtual se propõe a discutir a temática da redução da maioridade penal. No fórum, onde são bem vindas opiniões favoráveis ou contrárias à redução, o objetivo é a conscientização e construção de uma imagem positiva da juventude, oferecendo subsídios para um melhor posicionamento na família, comunidade e relações de amizade, diante da polêmica.

Venha participar conosco!

Gostou da ideia?
Quer fazer parte dessas reflexões?

Então se achegue e seja muito bem vindo e bem vida!

Inscrições até 15 de Maio de 2015 através do link: Inscrição.

Quanto custa?

Se você puder contribuir com R$ 10,00 ou mais, dentro das suas possibilidades será muito bem vinda a sua contribuição para nos ajudar com os gastos da estrutura do CEBI Virtual.
Para fazer a contribuição faça a sua inscrição e selecione o valor a doar. Caso não tenha condições de doar, se inscreva também!

O mundo carece de bons espaços de reflexões sobre temas que são fundamentais para a construção de um outro mundo possível, queremos fazer dos espaços virtuais um lugar fértil para esse tipo de diálogo e contamos com você para essa conversa.

Jo 17.11-26: O testamento de Jesus - Comunidade, espelho da Trindade - Mesters, Lopes e Orofino

1. Situando

1. O capítulo 17 traz uma oração de Jesus que, às vezes, é chamada de “Oração Sacerdotal”. Talvez seja melhor chamá-la de “Testamento de Jesus”. Ela é o final de uma longa e profunda reflexão de Jesus, iniciada no capítulo 15, sobre a sua missão no mundo. As comunidades conservaram estas reflexões para poderem entender melhor o momento difícil por que elas mesmas passavam: tribulação, abandono dúvidas, perseguição. A reflexão termina com uma oração de Jesus pelas comunidades (Jo 17,1-26). Nela transparecem os sentimentos e as preocupações que, conforme o evangelista, estavam em Jesus no momento de sair deste mundo. É com esta preocupação que Jesus está agora diante do Pai, intercedendo por nós. Por isso é o testamento de Jesus.

2. O capítulo 17 é um texto diferente. É mais de amizade do que de raciocínio. Antes de ser analisado pela cabeça, deve ser meditado e acolhido no coração. Aqui vale o que dissemos anteriormente a respeito do discurso do Pão da Vida: “É um texto não tanto para ser discutido, e sim para ser meditado e ruminado. Não se preocupe, se não entender tudo. É um texto que exige toda uma vida para meditá-lo e aprofundá-lo. Um texto assim devemos ler, meditar, reler, repetir, ruminar, como se faz com uma bala gostosa na boca. Vai virando e virando, até se gastar.”

2. Comentando

Mais de 60 entidades pedem que Senado rejeite PL que acaba com rotulagem de transgênicos

Na última quarta-feira (6), o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) encaminhou uma carta assinada por mais de 60 entidades pedindo que o Senado Federal rejeite o PL4148/2008, que prevê acabar com a rotulagem de alimentos transgênicos no Brasil.

No último dia 27/04, a Câmara dos Deputados aprovou o PL4148/2008 por 320 votos a favor e 120 contra. Muitos consideram o PL, do deputado ruralista Luiz Carlos Heinze (PP/RS), um atentado ao direito à informação da população, cujo projeto só beneficiaria as empresas do agronegócio que querem esconder a origem do produto comercializado.


A seguir, a íntegra da carta:

São Paulo 06 de maio de 2015.
Carta Idec no 100 /2015 / Coex

Exmo. Sr. Renan Calheiros -Presidente do Senado Federal

C/C

Presidência da República - Exma. Sra. Dilma Roussef – Presidenta da República
Ministério da Justiça - Sr. José Eduardo Cardozo - Ministro da Justiça
SENACON - Sra. Juliana Pereira da Silva - Secretaria Nacional do Consumidor
Ministério da Agricultura - Sra. Kátia Abreu - Ministra da Agricultura
Ministério Público Federal - Aurélio Rios - Procurador Federal dos Direitos do Cidadão

Assunto: Carta das entidades da sociedade civil contra o PL 4148/2008, aprovado pelo Congresso, que prevê acabar com a rotulagem dos transgênicos

O Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, a FNECDC – Fórum Nacional das Entidades Civis de Defesa do Consumidor, a BRASILCON – Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor, os PROCONSBRASIL – Associação Brasileira de Procons e as organizações abaixo signatárias solicitam que Vossas Excelências rejeitem a votação do Projeto de Lei 4.148, de 2008, de autoria do Deputado Luis Carlos Heinze, pois tal projeto nega o direito do consumidor à informação sobre a presença de transgênico em alimentos. A iniciativa também ignora a vontade da população que, segundo diversas pesquisas de opinião, já declararam querer saber se um alimento contém ou não ingrediente transgênico (74% da população IBOPE, 2001; 71% IBOPE, 2002; 74% IBOPE, 2003; e 70,6% ISER, 2005).

Mulher - Toda mãe é também mulher - Claudete Beise Ulrich

A imagem da mãe é louvada, reverenciada, poetizada e até divinizada. Encontramos, sem dúvida, elementos divinos no ato de gerar a vida. A palavra misericórdia significa: o amor que vem das entranhas, do útero, remetendo ao coração, a Deus, onde encontramos muitas imagens que remetem ao humano, à maternidade/paternidade, à ternura e à eternidade. Entendo que estes sentimentos estão presentes em qualquer ser humano, mas que os mesmos precisam ser desenvolvidos e cultivados. Também entendo que a maternidade não é a vocação primeira de uma mulher. A mulher, primeiramente, é humana, com todas as potencialidades, habilidades e capacidades de se desenvolverem em qualquer área do conhecimento.

A origem da celebração do dia das mães remonta a Anna Jarvis, professora americana, que quis homenagear a sua mãe, Anna Marie Reeves Jarvis, que viveu numa época em que muitas famílias sofriam com a morte prematura de crianças. Anna Marie foi mãe de 11 filhos – somente 4 sobreviveram. Mas, apesar deste grande sofrimento, lutou por um melhor sistema de higiene e saúde e fundou em 1858 o Mothers Days Works Clubs – uma espécie de clube de trabalho das mães, que se empenhou em conseguir recursos para comprar remédios e ajudar as famílias em que as mulheres sofriam de tuberculose. Após a morte de Anna Marie (em 12/05/1907), sua filha Anna organizou um culto em sua memória, lançando a ideia da realização do Dia das Mães, que ocorreu oficialmente em 1914 nos Estados Unidos, e no Brasil em 1932.

Nota do Cimi sobre assassinatos sequenciais e seletivos de indígenas no Brasil

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) manifesta profundo lamento e preocupação com o assassinato de três lideranças indígenas, em uma semana, no Brasil. Avaliamos que os ataques covardes que mataram Eusébio Ka´apor, no dia 26 de abril, no estado do Maranhão, Adenilson da Silva Nascimento, do povo Tupinambá, no dia 1º de maio, e Gilmar Alves da Silva, do povo Tumbalalá, no dia 3 de maio, estes no estado da Bahia, não são fatos isolados. Trata-se de assassinatos sequenciais e seletivos de líderes e integrantes de povos indígenas no Brasil.

Consideramos que tais assassinatos são resultados fáticos da associação nada casual de três fatores principais, a saber: os discursos racistas proferidos por parlamentares ruralistas do Congresso Nacional, a paralisação dos procedimentos de demarcação e a omissão quanto à proteção das terras indígenas por parte do governo Dilma e decisões da 2ª. Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que anularam atos administrativos de demarcação de terras nos últimos meses. Esses fatores servem de combustível que alimentam a sanha assassina dos inimigos dos povos indígenas no Brasil.

Os assassinatos em questão atestam o aprofundamento do processo de violação de direitos e de violências contra os povos indígenas no Brasil. Para fazer frente a esta situação, passa a ser fundamental que os assassinos sejam identificados e punidos, e que os fatores acima elencados sejam superados.

O Cimi se solidariza com os povos Ka´apor, Tupinambá e Tumbalalá e com as famílias de Eusébio, Adenilson e Gilmar neste lamentável e triste momento de suas vidas.

Conselho Indigenista Missionário – Cimi
Brasília, DF, 05 de maio de 2015

Meu aluno morreu na prisão. Fracassei. - André A. Pereira

Matheus morreu. Aos vinte anos de idade. Morreu de tuberculose na prisão.

Rio de Janeiro, depois de um tempo envolvido com o tráfico de drogas no Morro dos Prazeres, Santa Teresa, ele foi preso e recebia visitas de sua mãe.

Matheus foi meu aluno por anos no projeto chamado Escola de Valores. Nos encontrávamos aos sábados de manhã no Aterro do Flamengo. Na época moravam no casarão da Tavares Bastos. Era uma família que além dele, mais seis irmãos moravam com a mãe e o padrasto num só quartinho, com uma só cama de casal. O banheiro coletivo ficava no final do corredor do segundo andar do casarão. Ali viviam. Muitas histórias me vêm à lembrança agora que recebo a notícia de sua morte.

Estou muito triste. Fizemos uma boa amizade. Demos boas risadas juntos. Não foi fácil, mas nosso grupo de trabalho conquistou essa criançada, com música, histórias, brincadeiras e muitos abraços. Ainda assim, permanecia o sentimento de que nosso trabalho estava incompleto porque a agressividade era grande entre eles.

Primaz da IEAB emite mensagem pelos 30 anos de ordenação feminina na Igreja

As quais também o seguiam, e o serviam, quando estava na Galiléia; e muitas outras, que tinham subido com ele a Jerusalém. Marcos 15:41

Irmãos e Irmãs

Há trinta anos, aos 5 de maio de 1985, na Matriz do Nazareno, a IEAB transpôs a barreira da exclusão de gênero para o ministério ordenado das mulheres. No ano anterior, o Sínodo da IEAB, aprovara a ordenação feminina às três ordens: diaconato, presbiterado e episcopado. A primeira mulher ordenada foi nossa irmã Revda Carmem Etel Gomes e a partir daí, muitas outras irmãs foram reconhecidas em seus dons e em seu valioso serviço para toda a Igreja, constituindo-se hoje parte imprescindível do sacerdócio de nossa Província.

Nos alegramos porque a Igreja tem muito a agradecer às valorosas colegas que superaram tantas barreiras e se mantiveram firmes na sua luta por igualdade de direitos. Seu ministério e seus questionamentos tem feito amadurecer cada vez mais as nossas instituições e comunidades. O cuidado e a feminilidade com que tratam o rebanho de Deus trazem à Igreja um toque diferente, terno, materno, mas também seriamente questionador, o que é muito bom para o nosso caminhar na superação de todas as formas de exclusão.

Jo 15,9-17: Permanecei no meu amor - Francisco Orofino

Desde o começo do evangelho de João nos é dada uma chave de leitura muito importante para entendermos o texto. É quando a Mãe de Jesus diz aos servidores: Façam tudo o que ele vos disser! (Jo 2,5). Assim, ao longo do evangelho de João, Jesus vai fazendo longos discursos em que vai repassando aos seguidores e seguidoras as suas propostas e seus mandamentos. Neste capítulo 15 temos mais um destes discursos. Este inicia com a parábola da videira (Jo 15,1-6). A parábola de abertura ressalta a estreita ligação entre os ramos e o tronco. Quem estiver “unido ao tronco”, produzirá frutos. Quem não estiver “unido ao tronco”, será cortando e jogado fora. O que significa então “estar unido ao tronco”? E que frutos são estes? Segue então o discurso catequético de Jesus aos discípulos.

A ligação entre a pessoa e Jesus se faz através da acolhida e da prática da sua Palavra. Esta prática cristã a partir da Palavra de Jesus são os frutos que demonstram o discipulado e o seguimento. Permanecer no amor de Jesus, acolhendo e obedecendo às suas palavras, é estar no mesmo caminho de Jesus em sua relação com o Pai: “assim como eu venho cumprindo os mandamentos de meu Pai e me mantenho no seu amor”. Esta adesão dos discípulos às palavras de Jesus não é forçada, como a antiga Lei era imposta pelo sistema farisaico, mas na total liberdade. Esta liberdade em acolher as palavras de Jesus e colocá-las em prática é demonstração da verdadeira amizade.

Amazônia: Almoxarifado do Brasil e do Mundo? - Egydio Schwade

Espanhóis, portugueses, holandeses e ingleses, invasores da Amazônia de 1540 até o fim do Brasil Colônia, assim como os mandantes da região que se seguiram até os nossos dias, não têm outra coisa na cabeça senão invadir, depredar, localizar suas riquezas e saqueá-las. As pessoas que ocupam esse território, só prestam se aceitam serem escravas do invasor, fornecendo alimentos e mão-de-obra. No mais são estorvos e só prestam mortos. Não é outra a intenção e a atitude dos atuais mandantes da região e do país. A PEC 215 tenciona tirar o domínio dos povos originários remanescentes sobre os seus territórios, para transferi-los aos novos interesses presentes na cabeça dos donos do poder de hoje.

Isto aflorou nas preocupações diárias da expedição de Orellana (1541-1542), como comprova o relatório do frei Carvajal. Seguidamente expressa o objetivo dos mandantes da expedição que era localizar minério: ouro, prata... Já nas primeiras páginas lê-se: “Aqui nos deram notícia das amazonas e da riqueza que abaixo existe, e quem a deu foi um velho que dizia ter estado naquela terra, e também nos deu notícia de outro senhor que vivia afastado do rio, metido terra adentro, o qual dizia possuir grande riqueza de ouro.” E mais adiante: “... e assim nos diziam os índios da província de Aparia que havia um grande senhor terra adentro rumo Sul, que se chamava Ica, e que este teria grande riqueza de ouro e prata.” O índio apenas interessava enquanto lhes fornecia comida, ajudava a construir embarcações e localizava minas.

Êxitos do diálogo ecumênico devem ser divulgados, diz Papa

O pontífice católico recebeu, na manhã desta segunda-feira (04/05), no Vaticano, Antje Jackelén, arcebispa da Igreja Luterana na Suécia. Francisco recordou os 50 anos do Decreto sobre o Ecumenismo do Concílio Vaticano II que, de acordo com o Papa, representa ainda hoje o ponto de referência fundamental para o compromisso ecumênico da Igreja Católica. “Com este documento evidencia-se que já não se pode prescindir do ecumenismo”, afirmou.

Ao dizer que o Decreto expressa um profundo respeito pelos irmãos e irmãs separados aos quais, na coexistência cotidiana, às vezes arrisca-se de dar-lhes escarça consideração, o Papa fez uma convocação à união:

“Católicos e Luteranos são convidados a procurar e promover a unidade nas dioceses, nas paróquias, nas comunidades no mundo inteiro”, disse Francisco, ao acrescentar: “no caminho para a plena e visível unidade na fé, na vida sacramental e no ministério eclesial ainda há muito trabalho a ser feito; mas podemos ter a certeza de que o Espírito Paráclito será sempre luz e força par ao ecumenismo espiritual e para o diálogo teológico”.

Conquistas

Intolerância persegue minorias: entrevista com Romi Bencke

O recente massacre ocorrido na Universidade de Garissa, no Quênia, retoma as discussões sobre a perseguição de grupos extremistas contra cristãos em todo o mundo. O atentado, promovido pela milícia islâmica Al-Shabbab, no último dia 2 de abril, resultou em 147 mortos e 79 feridos. O grupo armado invadiu a universidade e atacou as vítimas de acordo com a religião – estudantes cristãos foram mortos e não cristãos poupados. A intolerância religiosa tem sido responsável por milhares de mortes ao longo da história. Especialistas apontam que o quadro de violência pode se agravar nos próximos anos. Movimentos sociais cobram mais atenção dos governos e da mídia.

Após o ataque no Quênia, o Papa Francisco pediu à comunidade internacional "que não permaneça muda e inerte frente a tais crimes inaceitáveis, que constituem uma preocupante violação aos direitos humanos fundamentais.”. Em declaração, o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) fez um chamamento "às autoridades e à comunidade internacional para assegurarem a exigência de responsabilidades penais a quem planejou esse ato inadmissível, e a combater futuros ataques, especialmente aqueles que procuram provocar confrontos e conflitos entre as religiões", disse o reverendo Olav Fykse Tveit, secretário geral da CMI.

O caso da Universidade de Garissa se tornou o pior na história do país desde 1998, quando a Al Qaeda matou 224 pessoas ao explodir caminhões-bomba contra a embaixada dos Estados Unidos no país africano, atingindo também a embaixada da Tanzânia. A Al Shabaab, que teria ligações com a Al Qaeda, já realizou outros ataques no Quênia, como o ocorrido em 2013, quando quatro atiradores invadiram o Shopping Westgate, deixando 67 mortos, entre eles várias crianças. Nas redes sociais, a hashtag #147NotJustANumber está sendo utilizada em memória das vítimas de Garissa.

Francisco de Assis em quem o ser humano teve jeito - Leonardo Boff

Considerando os cenários mundiais, a violência bélica em várias nações com terríveis matanças de vidas humanas, ou a violência de estudantes que, ensandecidos, invadem uma escola e abatem a tiros dezenas de colegas, sem falar das torturas e dos abusos que se fazem a inocentes, nos surge, espontânea, a pergunta: o ser humano tem jeito? Não somos uma excrecência do processo da evolução?

Custa-nos identificar figuras exemplares que nos desmintam desta tétrica impressão. Mas, graças a Deus, elas existem como um Dom Helder Câmara, uma Irmã Dulce, a Irmã Tereza de Calcutá, um Chico Mendes, um José Mujica, ex-presidente do Uruguai, um Ganhdi, um Dalai Lama e um Papa Francisco, entre tantos.

Mas quero me deter numa figura seminal em que a humanidade de modo convincente teve jeito: São Francisco de Assis. Um dos legados mais fecundos do “Sol de Assis” como o chama Dante e atualizado por Francisco de Roma é a pregação da paz, tão urgente nos dias atuais. A primeira saudação que dirigia aos que encontrava pelas estradas era desejar “Paz e Bem”, que corresponde ao Shalom bíblico. A paz que ansiava não se restringia às relações inter-pessoais e sociais. Buscava uma paz perene com todos os elementos da natureza, tratando-os com o terno nome de irmãos e irmãs.

Seu primeiro biógrafo Tomás de Celano testemunha maravilhosamente o sentimento fraterno que o invadia:

Reza na casa de Vilma e João Bosco, em Guarapari

Aconteceu na última sexta-feira do mês de abril, dia 24, nossa reza mensal. Desta vez foi na casa de João Bosco e Vilma Leia, em Guarapari. É sempre um momento de alegria e de festa o encontro de irmãos e irmãs. Nos reunimos ao redor do altar com os quatro elementos e partilhamos nossa vida a partir do texto de Eclesiastes 9, 7ss: "Vai come teu pão com alegria e bebe o teu vinho com satisfação porque Deus já aceitou tuas obras"!

Finalizamos saboreando a deliciosa torta feita por Joana, filha do casal, que em breve estará se formando em gastronomia! E depois como de praxe, juntamente com o núcleo de Guarapari, aconteceu nossa "cantoria"! Você é nosso/a convidado/a para a próxima reza: na casa de Madalena e Virgílio, dia 29/05 (sexta-feira), do Centro de Vitória.

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