João 15.01-08: Que vivam do seu Evangelho - José Pagola

A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de Jesus Cristo segundo João 15,1-8 que corresponde ao Domingo 5º da Páscoa, ciclo B do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto.

Eis o texto:

Contato pessoal

Segundo o relato evangélico de João nas vésperas de sua morte, Jesus revela a seus discípulos seu desejo mais profundo: "Permanecei em mim". Conhece sua covardia e mediocridade. Em muitos momentos tem-lhes recriminado sua pouca fé. Se não permanecerem vitalmente unidos a ele, não conseguirão subsistir.

As palavras de Jesus não podem ser mais claras e expressivas: "Assim como o ramo que não fica unido à videira não pode dar fruto, vocês também não poderão dar fruto, se não ficarem unidos a mim". Se vocês não permanecerem firmes naquilo que têm aprendido e vivido junto a ele, sua vida será estéril. Se eles não vivem de seu Espírito, o que foi iniciado por ele se extinguirá.

Jesus utiliza uma linguagem clara: "Eu sou a videira e vocês são os ramos". Nos discípulos deve correr a seiva que vem de Jesus. Eles jamais devem esquecer isso. Aquele que permanece em mim e eu nele, esse vai dar fruto abundante porque sem mim não podem fazer nada. Separados de Jesus os discípulos não podem fazer nada.

Estudo do Núcleo do CEBI-ES em Guarapari

No dia 19/04/15, o Núcleo do CEBI-ES em Guarapari se encontrou com algumas pessoas do CEBI-ES, vindas de Vitória e Serra, para partilha de estudos e aprofundamento do Primeiro Livro da Coleção "Uma Introdução à Bíblia: Porta de Entrada". A coleção completa conta com 8 livros e o núcleo se comprometeu a ler e estudá-los.

A troca de experiências e as descobertas são muitas e nos motivam a estudar cada vez vez mais.

Obrigado a todos e todas pela companhia nessa caminhada!

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A inércia dos bons e a perversidade dos maus - Amauri Alves

Ontem (28) estava assistindo a um programa de TV que discutia o assunto “redução da maioridade penal”. Era em um daqueles canais UHF, que ninguém assiste (infelizmente, bons assuntos quase sempre estão nos canais menos vistos).

Uma jornalista trouxe um dado interessante: no final de 2014, foi feito um referendo no Uruguai, juntamente com a eleição para presidente, sobre a diminuição da maioridade penal. Um detalhe é que o assunto começou a ser discutido no país em 2011 e, naquela época, mais de 70% da população se mostrava a favor de que jovens com 16 anos ou mais fossem julgados e encarcerados como adultos.

Desde então, setores da sociedade, jornais, empresas e indivíduos contra a redução passaram a fazer uma propaganda forte, com passeatas, programas de rádio e TV, matérias em jornais etc., tentando mostrar para a população porque a redução da maioridade penal era ruim e ineficaz.

O resultado é que, 3 anos depois, no final de 2014, pouco mais de 53% dos uruguaios votaram CONTRA a redução da maioridade penal. Isto deveu-se, ao que tudo indica, à manifestação massiva daqueles que eram contra a redução a fim de esclarecer a população, trazendo dados e chamando à sensatez a maioria esmagadora que antes era a favor da redução.

Lideranças indígenas enfrentam o governo brasileiro e fazem denúncias em fórum da ONU

O governo brasileiro bem que tentou esconder, mas lideranças da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) levaram ao Fórum Permanente para Questões Indígenas da Organização das Nações Unidas (ONU), na tarde desta sexta-feira, 24, em Nova York (EUA), a realidade das comunidades país afora. Lindomar Terena (na foto, de cocar), por volta das 17 horas, horário de Brasília, leu uma carta da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) dirigida à mesa diretora do Fórum – leia abaixo a carta na íntegra. A repercussão do pronunciamento foi tamanha, que virou debate.

A carta gerou protestos de representantes do Ministério de Relações Exteriores do Brasil, que enviou uma comensal para rebater no Plenário e passar o recibo. “O nosso pronunciamento gerou um debate de 30 minutos. O governo respondeu a carta dizendo que a realidade dos povos indígenas é difícil em todo o mundo e desafiou os demais países a apresentarem números maiores de demarcações de terras indígenas. Disse ainda que reconhece os problemas, mas que estão trabalhando para a solução. De que país essa gente estava falando eu não sei”, afirma Sônia Bone Guajajara (na foto, de touca rosa), da Apib, presente no Fórum.

Formação Bíblica: o Evangelho da Comunidade de João - 2015

O Centro de Estudos Bíblicos - CEBI-ES - realizou no dia 25 de abril, de 08h30 às 16h30, em sua sala, em Vitória, mais um encontro de Formação Bíblica. O conteúdo principal foi o Evangelho da Comunidade de João ou Evangelho do discípulo amado.

O Encontro aconteceu com de 35 participantes vindos da região metropolitana de Vitória e Castelo (interior do estado), que puderam inicialmente, resgatar a realidade vivida por sua Comunidade de Fé, bem como a relação com outros grupos religiosos e da sociedade onde estão inseridos.

Num segundo momento houve uma introdução sobre o Evangelho da Comunidade Joanina, com um vídeo que retrata o tempo, seus personagens, conflitos e a espiritualidade que fortalecia a Comunidade. Os participantes puderam conhecer e aprofundar um pouco mais da realidade da Comunidade do discípulo amado, também através dos textos bíblicos específicos da Comunidade Joanina, sendo alguns dos principais sinais que o Evangelho traz registrado. 

Um terceiro momento foi a apresentação de uma visão geral do Evangelho da Comunidade Joanina reforçando cada um dos aspectos já trabalhados, além de buscar responder as dúvidas levantadas, sempre ligando com a realidade de cada uma das Comunidades que ali se faziam representar.

Cerrado é o berço das águas do Brasil, sabia?



A ONG WWF fez um vídeo didático sobre a importância da preservação do Cerrado brasileiro para manter a água que consumimos em todo o Brasil.

Muita gente não sabe, mas o Cerrado é considerado o berço das águas no país."Não são apenas árvores retorcidas e mato. Trata-se da Savana mais rica do mundo em biodiversidade. O problema é que, em algumas situações, ela é extremamente frágil", disse o Coordenador do Programa Cerrado-Pantanal, do WWF Brasil, Júlio César Sampaio da Silva.

Estudo Visão Geral do 1º Testamento em Conceição do Castelo

No último dia 25 de abril de 2015, estivemos na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Conceição do Castelo, para o primeiro encontro de estudo Visão Geral da Bíblia – Primeiro Testamento.

Um grupo de 42 pessoas oriundas das comunidades da zona rural estava muito animado e participativo.

Nesse encontro foi estudado o período da formação do povo de Israel, iniciando com a escravidão no Egito até a instalação da monarquia. Descobrimos o papel dos profetas do povo. Como sempre acontece nos encontros de estudos do CEBI-ES, a leitura da bíblia é feita de forma a iluminar a realidade vivida.

Os integrantes do grupo estão ansiosos pelo próximo encontro já que para eles o primeiro foi muito bom e despertou a vontade de aprofundar no assunto.

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Brasil lidera redução da pobreza extrema

O Brasil conseguiu praticamente eliminar a pobreza extrema e fez isso mais rápido que seus vizinhos. 
O número de brasileiros vivendo com menos de 2,5 dólares (cerca de 7,5 reais) por dia caiu de 10% para 4% entre 2001 e 2013. 
A afirmação é do Banco Mundial, que em seu último relatório.

O estudo “Prosperidade Compartilhada e Erradicação da Pobreza na América Latina e Caribe” acrescenta que a renda de 60% dos brasileiros aumentou entre 1990 e 2009 e que o Brasil é um dos exemplos mais brilhantes de redução de pobreza na última década.

“Ao todo 25 milhões de pessoas deixaram de viver na pobreza (extrema ou moderada), o que significa que 1 em cada 2 pessoas saiu da miséria na América Latina e no Caribe entre 1990 e 2009". 

Os autores explicam que, até 1999, os índices de pobreza extrema no Brasil e no restante da região eram semelhantes e rondavam os 26%. 

Foi em 2012 que a instituição começou a observar uma maior redução em território brasileiro: 9,6% ante 12% do restante do continente.

O ecosocialismo: um projeto promissor face à crise ecológica mundial - Leonardo Boff

Uma das mais palavras mais difamadas na linguagem política neoliberal e capitalista é seguramente a de “socialismo”. Entende-se o porquê, pois ele comparece na história como um projeto alternativo à perversidade do capitalismo seja como modo de produção seja como cultura globalizada, hostil à vida e incapaz de trazer e generalizar felicidade.

Alega-se que o socialismo nunca deu certo em nenhum lugar do mundo.Talvez uma das razões de manter o boicote à Cuba socialista por tantos anos da parte dos EUA se deva à vontade de mostrar ao mundo que o socialismo realmente não presta e não deve ser buscado como forma de organização da sociedade. E Obama teve que reconhecer que nisso os EUA fracassaram. O capitalismo não é a única forma de organizar a produção e uma sociedade. Ademais houve a implosão do socialismo realmente existente na URSS, o que suscitou um entusiasmo quase infantil ao ideal capitalista como triunfador e a verdadeira solução final dos problemas sociais, o que revelou ilusório e falso.

Mas é forçoso reconhecer que aquele “socialismo” nunca foi o socialismo pensado por seus teóricos já há três séculos. Na verdade, era um capitalismo do Estado autoritário, pois somente este podia acumular e através dele e dos membros do partido construir o projeto socialista e não por todo um povo.

Preparação da Celebração Ecumênica em Guarapari

No dia 24/04/15, 19:30, nos reunimos na Comunidade Luterana, em Guarapari, para prepararmos a Celebração Ecumênica do dia 20/05. Essa celebração acontece dentro da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos - SOUC 2015. 

Estavam presentes, além do CEBI-ES, que é membro fraterno do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs), Luteranos e Católicos 4 Paróquias da cidade.

Neste ano, a Celebração acontecerá na Comunidade Matriz São Pedro, na Paróquia São Pedro, às 19:30.

Contamos com sua presença!

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Estudo na Associação de Mulheres Unidas de Serra - AMUS

Foi realizado no dia 18/04/2015, na AMUS - Associação das Mulheres Unidas de Serra, o primeiro encontro de uma série de quatro. O tema estudado nesses encontros é: "Maria Madalena a discípula amada". 

Nesse primeiro encontro as mulheres puderam se expressar em forma de pintura, bem como a partir dos órgãos dos sentidos, que ajudou para se aproximar da mulher que está dentro de cada uma! Houve declamações de poemas relacionados a vida de Maria Madalena.

O texto bíblico estudado foi Lc 8, 1-3. No dia 30 de maio retornaremos para mais um encontro.

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Visão Geral do 1º Testamento em Guarapari

Iniciamos nos dias 18 e 19/04/15, na Paróquia São Pedro - Guarapari,  o estudo de uma visão geral do Primeiro Testamento. Sábado estivemos com o pessoal do interior e domingo com o povo da cidade. 

Nesse primeiro encontro partilhamos a formação do Povo de Israel e a organização das tribos. Dividimos as pessoas por bairro para conversarem: como chegaram no bairro, como era o bairro naquela época e as dificuldades que precisaram ser superada. Percebemos que muitas das nossas dificuldades eram as também enfrentadas pelos povos que iniciaram a formação do Povo da Bíblia.

Nos dividimos em 5 grupos para lermos Gênesis 4,1-16; Êxodo 1,8-22; Êxodo 3,1-12;Êxodo 16,1-21 e Números 11,7-9; Juízes 4,4-24. Nosso foco foi identificar os grupos que inciaram a formação desse povo, o modo de viver no deserto, e a organização social das tribos.

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Por quem os índios lutam

Encerrado ontem, Abril Indígena de 2015 não defendeu apenas povos originários. Lançou chamado: é hora de proteger direitos conquistados na Constituição de 1988 — e ameaçados pela ofensiva conservadora 

A Constituição Federal de 88 já completou 26 anos, e é tempo de fazer uma breve reflexão para interrogar se a alcunha “Constituição Cidadã” ainda se sustenta.

O processo constituinte abriu espaço para significativas inovações em relação às Constituições Federais anteriores – notadamente no campo social, cultural e ambiental –, sedimentando ou inserindo no ordenamento jurídico brasileiro o que certos juristas passaram a chamar de “novos direitos”. Como bem apontou recentemente a professora Manuela Carneiro da Cunha, a CF de 88 teve o mérito de, pela primeira vez, celebrar “a diversidade como um valor a ser preservado”, (….) “indicando que o país queria novos rumos. O Brasil aspirava a ser fraterno e justo.”

João 10.11-18: Jesus é o Bom Pastor - Mesters, Lopes e Orofino

SITUANDO

Jesus é o Bom Pastor que veio para que todos tenham vida em abundância! O discurso sobre o Bom Pastor traz três comparações ligadas entre si: Jesus fala do pastor e dos assaltantes (Jo 10,1-5); Jesus é a porteira das ovelhas (Jo 10,6-10); Jesus é o Bom Pastor (Jo 10,11-18).

Temos aqui um outro exemplo de como foi escrito o Evangelho de João. O discurso de Jesus sobre o Bom Pastor (Jo 10, 1-18) é como um tijolo inserido numa parede já pronta. Com ele a parede ficou mais forte e mais bonita. Imediatamente antes, em Jo 9,40-41, João falava da cegueira dos fariseus. A conclusão natural desta discussão sobre a cegueira está logo depois, em Jo 10,19-21. Ora, o discurso sobre o Bom Pastor foi inserido aqui, porque, como veremos, ensina como tirar esse tipo de cegueira dos fariseus.

COMENTANDO

João 10,1-5: 1ª comparação: entrar pela porteira e não por outro lugar. 
Jesus inicia o discurso com a comparação da porteira: "Quem não entra pela porteira mas sobe por outro lugar é ladrão e assaltante! Quem entra pela porteira é o pastor das ovelhas!" Naquele tempo, os pastores cuidavam do rebanho durante o dia. Quando chegava a noite, levavam as ovelhas para um grande redil ou curral comunitário, bem protegido contra ladrões e lobos. Todos os pastores de uma mesma região levavam para lá o seu rebanho. Um porteiro tomava conta de tudo durante a noite. No dia seguinte, de manhã cedo, o pastor chegava, batia palmas na porteira e o porteiro abria. O pastor entrava e chamava as ovelhas pelo nome. As ovelhas reconheciam a voz do seu pastor, levantavam e saiam atrás dele para a pastagem. As ovelhas dos outros pastores ouviam a voz, mas elas não se mexiam, pois era uma voz estranha para elas. De vez em quando, aparecia o perigo de assalto. Ladrões entravam por um atalho ou derrubavam a cerca do redil, feita de pedras amontoadas, para roubar as ovelhas. Eles não entravam pela porteira, pois lá havia o guarda que tomava conta.

Reza na casa de Raquel e Penha

Celebrar a alegria e cantar a vida!

O dia 27 de março (sexta-feira) foi marcado pela alegria do encontro de amigos/as na Reza do CEBI/ES. Estavam presentes pessoas queridas/os, com a maravilhosa companhia das crianças que também trouxeram suas energias positivas ao Cantinho do Céu! 
Conversamos, rememoramos! Orientados pelo texto – Palavra-Vida, em Eclesiastes 9, 7-11 “...Vai, come teu pão com alegria e bebe gostosamente teu vinho, porque Deus já aceitou tuas obras.”
Assim, também cantamos! 
Nessa noite cada um/a foi convidado a lembrar de uma canção que tivesse marcado sua vida. E tantas músicas emocionaram nossos corações! E nessas lembranças trouxemos presentes aqueles/as que aqui não puderam estar, mas que estiveram presentes conosco. 
Também dividimos energias positivas nos bons pensamentos sintonizados com a saúde e bem estar.
Não pôde faltar a partilha de um delicioso vinho e um caldinho especial de abóbora!
Estamos agradecidas por essa oportunidade de nos encontrarmos na Reza do CEBI/ES!

Voltem sempre que quiser! O Cantinho do céu agradece!
Abraço fraterno.
Raquel Passos e Penha Dalva.

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Jovens da IEAB repudiam redução da maioridade penal

“... Eu vos escolhi, jovens, porque sois fortes,
e a Palavra de Deus está em vós...” (I João 2:14).

Nós, jovens da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil - IEAB, abaixo assinados, repudiamos a decisão proferida na última terça-feira (31 de março) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados autorizando que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 171/93 siga seu trâmite legislativo normal no Congresso Nacional. A PEC em questão tem como objeto reduzir a maioridade penal dos atuais 18 para os 16 anos de idade.

Em primeiro lugar, a medida em questão é constitucionalmente inviável, uma vez que compromete direitos e garantias individuais previstos na Constituição Federal de 1988, como os dos artigos 227 e 228, os quais reconhecem as crianças e os adolescentes como pessoas em condição peculiar de desenvolvimento, inimputabilidade penal, e estabelecem que as medidas de responsabilização por atos infracionais devem ser específicas, não integradas ao código penal. O artigo 60 da Constituição define que é inadmissível emenda tendente a abolir esses direitos e garantias, a menos que seja convocada nova Assembleia Constituinte. 

Vai e faz a mesma coisa...

Uma das narrativas mais conhecidas da Bíblia cristã é a “Parábola do Bom Samaritano”. Nela, um judeu que viajava por uma estrada perigosa foi assaltado, ferido e largado nu e quase morto na beira do caminho. Um líder religioso (sacerdote) transitava por ali, viu a cena e passou pelo outro lado. Logo depois, outro líder religioso, o que zelava pelo funcionamento do templo e cuidava da música nos cultos (levita), passou pelo mesmo lugar, viu aquele que sofreu violência e foi embora pelo outro lado. Em seguida, um samaritano, membro de etnia inimiga dos judeus, cujas disputas históricas não permitiam que sequer se falassem, chegou ao local, viu o judeu caído, machucado e sem roupa, e teve “compaixão” dele. Aproximou-se, limpou as feridas do homem, colocou-o no lombo do seu animal e o levou a uma hospedaria, onde cuidou dele. No dia seguinte, pagou as despesas e pediu que o dono do lugar continuasse com os cuidados. Jesus perguntou, então, ao mestre da lei judaica para quem narrava a história: “quem dos três foi‘o’ próximo daquele homem?” A partir da resposta “aquele que o socorreu”, Jesus então disse: “vai e faz a mesma coisa”.

CPT lança dados de conflitos em 2014 e destaca impunidade como mantenedora da violência

Ontem, 13 de abril, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) lançou sua publicação anual, Conflitos no Campo Brasil 2014. Na coletiva de imprensa, realizada na sede da CNBB, em Brasília, a Pastoral destacou a impunidade como a principal mantenedora da violência no campo. Além dela, a falta de uma efetiva reforma agrária e de políticas públicas que privilegiem os pequenos do campo, contribuem para os altos números de violência contra os pobres do campo.

A CPT destacou, ainda, que o estado com maior número de assassinatos foi o Pará, com nove casos, seguido de Rondônia e Mato Grosso. Outro dado alarmante destacado pela Pastoral foi o crescimento do número de tentativas de assassinato, que apresentou um aumento de 273%, passando de 15 casos em 2013, para 56 em 2014.

O maior índice de crescimento de conflitos e da violência no ano passado foi verificado nas regiões Sul e Sudeste. O total de conflitos no campo cresceu 91% na Região Sul, passando de 56 ocorrências em 2013, para 107 em 2014. O mesmo ocorreu no Sudeste, com aumento de 56% nos casos - 62 em 2013 para 253 em 2014. Mesmo com o Sul e o Sudeste apresentando grande crescimento do número de conflitos, o Nordeste foi o que teve mais casos (418), seguido pela Região Norte (379).

CMI lança compromisso pela erradicação da pobreza extrema até 2030

O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) uniu-se a mais de 30 líderes das grandes religiões mundiais e dirigentes de organizações baseadas na fé no lançamento de um chamado à ação pela erradicação da pobreza extrema até 2030, um objetivo compartilhado com o Banco Mundial.

A declaração "Erradicando a Pobreza Extrema: Um Imperativo Moral e Espiritual" aponta que já houve progresso notável nos esforços pela erradicação da pobreza. Ao longo de 25 anos, o mundo passou de 2 bilhões de pessoas a menos de 1 bilhão vivendo em situações de extrema pobreza. Agora, pela primeira vez na história da humanidade, existe tanto capacidade quanto reconhecimento da responsabilidade moral de assegurar de que ninguém deva viver em tais condições.

"Temos amplas evidências do Grupo do Banco Mundial e outros que mostram que agora podemos erradicar a pobreza extrema em 15 anos", assinala a declaração. "Em 2015, nossos governos decidirão acerca da nova agenda global para desenvolvimento sustentável que tem o potencial de basear-se em nosso valores comuns para completar a tarefa urgente de erradicar a pobreza extrema".

Bíblia e Juventudes

Lucas 24,36-49: Jesus e um bom peixe assado - Edmilson Schinelo

Algumas correntes dos cristianismos originários espiritualizaram muito cedo a pessoa e a proposta de Jesus. Para esses grupos, as chagas do Crucificado desapareceram e passando a cultuar uma religião que negava a encarnação. Muitos afirmavam que Jesus morreu na cruz aparentemente, seu corpo era apenas um corpo aparente (docetismo). Tal negação teórica tinha uma implicação prática: para ser uma boa pessoa cristã, bastava buscar conhecer (gnose) de verdade esse espírito e a ele chegar pelo esforço intelectual/espiritual.

Por essa razão, as comunidades joaninas, já no convívio com correntes de influência gnóstica, são enfáticas em afirmar: "o Verbo se fez carne e acampou no nosso meio" (João 1,14). Se, por um lado, a fala de Tomé é expressão de sua dúvida, por outro, é sinal de que acredita em um Deus encarnado e sofredor: "Se eu não vir nas suas mãos os sinais dos cravos, e ali não puser o meu dedo, e não puser a minha mão no seu lado, de modo algum acreditarei" (João 20,25).

Sobre a PEC da Maioridade Penal - Moção do CONIC, subscrita pelo CEBI

Nós, reunidos(as) na Assembleia do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, na cidade de Brasília, nos dias 9 a 11 de Abril de 2015, constatamos que o Brasil está vivendo uma onda de rearticulação de forças conservadoras que tem colocado na pauta do Congresso Nacional, propostas que representam um enorme retrocesso no campo dos direitos coletivos. Uma dessas pautas é a discussão em torno da redução da maioridade penal, proposta que há anos estava na agenda oculta das elites brasileiras e que agora, estimulada pela grande mídia, emerge com enorme força no marco de um Congresso ainda mais submisso aos detentores do poder econômico.

O debate sobre a matéria deixa claro quais os lados em conflito: os defensores da proposta são em sua grande maioria representantes das elites brasileiras que querem empurrar para debaixo do tapete uma questão que deveria ser enfrentada com eficientes políticas públicas para as Juventudes. Os movimentos sociais e as Igrejas comprometidas com uma plataforma de direitos humanos são contrarias porque entendem que, em nosso país, as elites econômicas vivem a hipocrisia de não oferecer as garantias mínimas de vida digna para as pessoas jovens e adolescentes, mas cobram delas o que não lhe é dado, esquecendo que elas são as maiores vítimas da violência em todas as suas formas.

PLENÁRIA INICIA SEMANA DE MOBILIZAÇÃO NACIONAL INDÍGENA EM BRASÍLIA

Sala lotada para a primeira plenária da Mobilização Nacional Indígena, que reúne mais de 1200 lideranças indígenas de diversas regiões do país, entre 13 e 16 de abril, em Brasília (DF). Organizada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), a plenária antecede o Acampamento Terra Livre, que será montado na Esplanada dos Ministérios.

A plenária foi aberta às 16h por falas de membros da coordenação da Apib pautados pelo cenário de crescente criminalização de lideranças indígenas e de paralisação dos processos de demarcação de terras. Lindomar Terena, da Apib, pediu às lideranças que não aceitem os retrocessos do contexto atual: “Não viemos aqui para brincar, viemos dizer que estamos vivos. Nós vamos defender nossos territórios nem que seja com nossas próprias vidas”.

Durante a plenária, também foi reiterada a necessidade de enfrentamento às ofensivas que partem das três esferas de poder do Estado brasileiro. No âmbito do Legislativo, lembrou-se do processo da Constituinte de 1988, situação em que surgiu a primeira organização indígena de alcance nacional, a União das Nações Indígenas (UNI). Foi essa articulação que permitiu que os povos indígenas participassem do processo de elaboração do texto constitucional, cravando o capítulo específico “Dos índios”.

Investimento na educação ainda não é suficiente, aponta Unesco

Somente 1/3 dos países alcançou os seis objetivos firmados em Dacar com a Unesco. Cerca de 50% dos governos conseguiram garantir o acesso universal à educação primária.

A coordenadora de Educação da Unesco no Brasil, Rebeca Otero, destaca que o número de crianças e adolescentes fora da escola diminuiu quase pela metade em 15 anos. Mas, mesmo com a inclusão mundial de 34 milhões de crianças, 58 milhões ainda estão fora da escola e 100 milhões não completaram a educação primária. “As desigualdades na educação aumentaram”, disse Rebeca. “As crianças pobres têm quatro vezes mais chances de não irem à escola e cinco vezes mais chances de não completarem a educação primária.”

Tradição mostra resistência das mulheres quilombolas na preservação da Caatinga

A ancestralidade está mais viva do que se pensa no Sertão do Pajeú, em Pernambuco. As agricultoras Gilvaneide Gomes, 49 anos, e Maria Aparecida Gomes, de 46 anos, reproduzem há anos uma prática de armazenamento de sementes que aprenderam com seus pais e herdaram de seus avós.

A tradição e adoção de velhas práticas de convivência no semiárido mantém a riqueza de conhecimentos e a conservação de espécies nativas do bioma da Caatinga. Essa experiência é contada e vivida no Quilombo Feijão, no município de Mirandiba, em Pernambuco.

"Essas sementes vem dos mais velhos, eles selecionavam as melhores e guardavam para o ano seguinte", diz dona Gilvaneide ao descrever as sementes crioulas, que se trata da reprodução de sementes nativas sem modificação genética, garantindo a originalidade e a qualidade. "As mais antigas daqui é de feijão ‘canapú’ e ‘bastião’, que existe desde o final da década de 60, muito antes de eu nascer", completa.

O que causa a morte de nossa juventude? O que fazer?

A cada dia assistimos ou somos informados sobre os atos violentos que rondam a nossa realidade. É violência no trânsito, nas famílias, no lazer, na roda de amigos… Quem são as vítimas de tanta violência?! São os que sofrem a violência como também os que praticam. Neste contexto todos sofrem os danos de uma educação para o conflito e não para o diálogo e o entendimento!

O Brasil ocupa a 6ª posição no ranking de assassinatos, quer seja no total de sua população ou na população jovem (15 a 24 anos). Nas duas situações, o nosso país está atrás apenas de El Salvador, Ilhas Virgens (EUA), Venezuela, Colômbia e Guatemala. O último Mapa da Violência, publicado em 2014 com dados dos anos anteriores, informou que mais de 100 mil pessoas foram assassinadas no Brasil em 2012. Foram mais de 50 mil vítimas de homicídio, mais de 45 mil de acidentes de transporte e mais de 10 mil suicídios. Neste contexto, os jovens foram os principais afetados, somando mais de 30 mil vítimas, o que equivale mais da metade dos homicídios.

O fato de tantos jovens morrerem se relaciona diretamente com a dor da perda de um ente querido. Quanto mais jovem uma pessoa morre, mais sofre o círculo de relacionamento que a pessoa tinha.

Diante de tanta violência, da banalidade da vida humana, somos questionados: O que fazer?

A indiferença com que as mortes em favela são recebidas pela mídia e pela população não favelada

Sexta- feira da Paixão no Complexo do Alemão

"A indiferença com que as mortes em favela são recebidas pela mídia e pela população não favelada é reveladora do quanto é profundo o preconceito da sociedade carioca para com as favelas. Uma breve olhada nas cartas de leitores dos grandes jornais e um passeio pelas redes sociais, deixa claro porque o Estado pratica a pena de morte nas favelas e nada acontece, nem mesmo perdem votos: a vida na favela vale menos". O comentário é de Itamar Silva, jornalista, liderança comunitária da favela Santa Marta e diretor do Ibase em artigo publicado por Canal Ibase, 

Eis o artigo.

Sempre, a última morte violenta ocorrida na favela parece ser a gota d’água e ponto de inflexão na perspectiva de mudanças desejadas, há décadas, pelos cidadãos e cidadãs que vivem nas favelas. Mas, após uma semana, nada muda. É impressionante como a desgraça reiterada turva e encobre o sofrimento do dia anterior. A chaga da vez foi aberta no peito e na vida de Terezinha Maria de Jesus. Um dia antes da morte e paixão de Cristo, quinta-feira,Terezinha viu seu menino perder a vida da maneira mais estúpida e covarde possível.

Estudo em Conceição do Castelo

No dia 14/03/2015 estivemos em Conceição do Castelo, na Matriz Nossa Senhora da Conceição, ajudando na reflexão do Evangelho da Comunidade de Marcos. A partir dele procuramos descobrir qual o perfil do/a discípulo/a no seguimento de Jesus. O grupo de 67 pessoas, na sua maioria da zona rural, era bem participativo e compartilhou suas experiências de vida.

Os grupos estudaram: Mc 1, 1-15 – Pregação de João Batista, batismo, tentação e inauguração da pregação de Jesus; Mc 1, 16-28 – Chamado dos 4 primeiros discípulos; Mc 5, 21-43 – Cura da hemorroíssa e ressurreição da filha de Jairo; Mc 6, 1-13 – Os seus não o reconhece; Mc 6, 30-44 – Primeira multiplicação de pães; Mc 7, 31-37 – Cura de um surdo-gago; Mc 8, 22-26 – Cura de um cego em Betsaida; Mc 8, 27-30 – “Quem dizem os homens que eu sou?”. Os grupos apresentaram os textos de forma criativa.

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João 20,19-31: A missão da comunidade - Mesters, Orofino e Lopes

A missão da comunidade
“A paz esteja com vocês!
João 20,19-31

Situando

Na conclusão do capítulo 20 (Jo 20,30-31), o autor diz que Jesus fez “muitos outros sinais que não estão neste livro. Estes, porém, foram escritos (a saber os sete sinais relatados nos capítulos 2 a 11) para que vocês possam crer que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e, acreditando, ter a vida no nome dele” (Jo 20,31). Isso significa que, inicialmente, esta conclusão era o final do Livro dos Sinais. Mais tarde, foi acrescentado o Livro da Glorificação que descreve a hora de Jesus, a sua morte e ressurreição. Assim, o que era o final do Livro dos Sinais passou a ser conclusão também do Livro da Glorificação.

Comentando

1. João 20,19-20: A experiência da ressurreição
Jesus se faz presente na comunidade. As portas fechadas não podem impedir que ele esteja no meio dos que nele acreditam. Até hoje é assim. Quando estamos reunidos, mesmo com todas as portas fechadas, Jesus está no meio de nós. E até hoje, a primeira palavra de Jesus é e será sempre: “A paz esteja com vocês!” Ele mostrou os sinais da paixão nas mãos e no lado. O ressuscitado é o crucificado. O Jesus que está conosco na comunidade não é um Jesus glorioso que não tem mais nada em comum com nossa vida. Mas é o mesmo Jesus que viveu nesta terra, e traz as marcas da sua paixão. As marcas da paixão estão hoje no sofrimento do povo, na fome, nas marcas de tortura, de injustiça. É nas pessoas que reagem, lutam pela vida e não se deixam abater que Jesus ressuscita e se faz presente no meio de nós.

Apib entrega carta de reivindicações para Presidente Dilma Rousseff

À Excelentíssima

Senhora Dilma Rousseff

Presidente da República Federativa do Brasil

Prezada Presidente:

Nós, cerca de 150 lideranças de distintos povos indígenas de todas as regiões do Brasil, reunidos em Brasília – DF, por ocasião do Seminário de Formação, preparatório da I Conferência Nacional de Política Indigenista, a ser realizada nesta capital no mês de novembro do corrente, profundamente preocupados pela crescente e grave violação sistemática dos nossos direitos, principalmente territoriais, verificada em distintos âmbitos do Estado e da sociedade brasileira, vimos por meio da presente manifestar à vossa excelência o nosso entendimento sobre essa situação e algumas das nossas principais reivindicações para serem atendidas pelo seu governo.

Pena de morte: 607 execuções em um ano – a história por trás dos números

Os números por trás do nosso último relatório sobre o uso global da pena de morte, divulgado no dia 1º de abril, contam uma história arrepiante: somente em 2014, 607 pessoas foram executadas em 22 países, e ao menos 2.466 homens e mulheres foram condenados à morte em 55 países.

Estas cifras, alarmantes por si próprias, trazem apenas uma imagem parcial da grandiosidade do número de pessoas que, em todo o mundo, são executadas por enforcamento, arma de fogo ou injeção letal.

A realidade é, sem dúvida, mais sombria, mas muitos governos se negam a dizer claramente quantas pessoas matam a cada ano.

Em países como Coreia do Norte, Eritreia, Malásia ou Síria, há pouca informação sobre a pena de morte devido às práticas restritivas do Estado ou à instabilidade política.

QUEM É ESTA MULHER? - Zé Vicente

Quem é esta Mulher, que segue bem lá, na minha frente, andando a passos largos e firmes, enquanto a noite ainda cobre com seu manto escuro, salpicado de estrelas chorosas, a aurora dourada do amanhecer da esperança? 

Quem é essa Mulher?

Milênios nos separam. Os degraus do tempo, colados ao barro duro das histórias escritas de encomenda, ofuscam sua história. E o meu esforço para vislumbrar o seu rosto verdadeiro, não é suficiente e me custa tanto, tanto...

A Mulher caminha e não vai sozinha. Uma, duas ou mais companheiras e toda a parte fêmea da humanidade e, da Terra inteira, estão com ela, em silêncio. 

Enquanto caminha, alguns ramos das árvores na margem da estrada, vão tocando, como que saudando a Mulher e suas companheiras...

Uma revolução dentro da evolução - Leonardo Boff

Há uma percepção generalizada de que o ser humano de hoje é alguém que deve ser superado. Ele não acabou ainda de nascer, mas está latente dentro dos dinamismos do processo evolucionário. Esta busca do homem/mulher novos talvez seja um desses anseios que jamais fizeram progresso na história.

Demos dois exemplos. O pensamento mesopotâmico produziu a epopeia de Gilgamesh (século VII a.C) que muito se aproxima do relato bíblico da criação e do dilúvio. O herói Gilgamesh, agustiado pelo drama da morte, busca a árvore da vida. Quer encontrar a Uta-Napishim que escapara do dilúvio e que fora imortalizado, vivendo numa ilha maravilhosa onde a morte não reinava mais. Em sua caminhada, o deus Sol (Shamash) lhe apostrofa: “Gilgamesh, a vida que procuras jamais irás encontrar”. A divina ninfa Siduri o adverte: “quando os deuses criaram a humanidade, deram-lhe como destino a morte; eles retiveram para si a vida eterna. Gilgamesh, melhor farias encher o ventre, gozar a vida dia a dia e de noite; alegra-te com o pouco que tens em tuas mãos”. Gilgamesh não desiste. Chega à ilha da imortalidade. Ganha a árvore da vida e regressa. No seu retorno a serpente bafeja a árvore da vida com seu hálito fétido e a rouba. O herói da epopeia morre desiludido e vai “ao país onde não há retorno, onde a comida é pó e barro e os reis são despojados de suas coroas”. A imortalidade permanece uma busca perene.

Páscoa: Apostar na Vida!

"Desejei muito comer esta páscoa com vocês" (Lucas 22,15).

Celebrar a Páscoa é celebrar a vitória, a alegria e a certeza da VIDA.

E o que é que o que é a Vida? Canta nosso querido e saudoso Gonzaguinha: “Ela é a batida de um coração? Ela é uma doce ilusão? Mas e a vida? Ela é maravilha ou é sofrimento? Ela é alegria ou lamento?”.

É a VIDA com as suas feridas, com os seus lamentos, com seus sinais de morte: 

• As tantas violências contra a pessoa humana e contra a natureza;

• As tantas formas de corrupção causada por um sistema explorador e lucrativo, onde a pessoa humana e a natureza não tem valor;

• As tantas formas da miséria, aumentando a fila dos empobrecidos na luta pela sobrevivência.

Nós, que estamos a serviço da Palavra, até podemos sentir-nos incrédulos diante da vitória da Vida sobre a morte, diante a Ressurreição, como Tomé (João 20,26-29).

Mc 14.12-26: O Lava-Pés e a Santa Ceia - Pastor Valdemar Gaede

Geralmente aqui neste mundo é assim: Quando o povo está passando por um momento de grande sofrimento em sua história, espera-se um “salvador da pátria”. Que venha alguém forte e poderoso para mudar a situação. Assim também era na época do profeta Isaías. As coisas estavam difíceis. Havia muito sofrimento. A esperança era de que viesse alguém forte e poderoso para devolver a vida, a paz, a liberdade e a felicidade ao povo sofrido de Israel. O profeta Isaías, então, anunciou a vinda de um salvador. Só que este salvador, conforme o profeta, é um humilde servo. Este servo não grita, nem impõe e nem faz discursos pelas ruas como fazem os poderosos deste mundo. Ele não vem para ser servido, mas para servir. Ele mesmo precisa ser fortalecido por Deus para cumprir a sua missão de servir. E a sua missão é cuidar dos que sofrem. Seu esforço será o de não permitir que o galho, já quebrado, seja completamente esmagado. Sua missão é não permitir que a luz, já fraca, se apague completamente. Ele vem para alentar a esperança. Ele vem para fortalecer as pessoas fragilizadas. Ele vem para dar resistência aos enfraquecidos. Pois nisto consiste a vontade de Deus: livrar e salvar a quem está no mais profundo poço do sofrimento. E assim esta missão salvadora do servo trará alegria ao coração de Deus. É esta a mensagem profética que Isaías anuncia.

A comunidade cristã reconhece que este servo sofredor, anunciado pelo profeta Isaías, é Jesus Cristo. E é para este servo sofredor, Jesus Cristo, que nós voltamos o nosso olhar nesta quinta-feira da semana da paixão.

Isaías 52.13-53.12 e João 19.16-30: Sexta-feira da Paixão - Fabiani Appelt

A Sexta-feira da Paixão tem sua atenção voltada para a pessoa e obra de Jesus Cristo. É o dia em que a Igreja olha para o Cristo crucificado, o centro da obra redentora. Ali esta denunciada toda a pecaminosidade humana e está declarado todo o amor de Deus. Deus precisou intervir para solucionar a questão do pecado. E ele o fez em Cristo. 

O texto bíblico de Isaías que é a base para a nossa meditação hoje aponta um contraste. Chama atenção o contraste entre o que é exaltado entre os seres humanos e o que é importante diante de Deus. A vitória de Jesus não é a vitória da força, do poder, da glória, mas a vitória em meio ao sofrimento, a dor, a humilhação. O servo do Senhor era tido como aflito, ferido de Deus e oprimido, mas por meio dele, a vitória sobre o pecado foi alcançada.

Diante desta verdade é importante revisarmos nossos valores. Quanto os nossos valores são moldados pelo que Deus revela através das Escrituras Sagradas e o quanto são moldados pelo que é considerado importante no mundo, e, no entanto, ofende a Deus? 

Numa sociedade competitiva como a nossa, somos propensos, induzidos até, a pensar que “somos o que conquistamos”. Somos nós, através de nossos atos, que nos desenvolvemos no que somos. Valorizamos ao extremo nossas conquistas, diminuímos o valor de tudo quanto temos recebido ou até o esquecemos. Competir passa a ser mais importante de que partilhar. Pensamos que é melhor depender de nosso mérito do que experimentar a graça de Deus. Mas isso não é verdade, em verdade “somos o que recebemos”, já a vida é um presente, para o qual nada pudemos contribuir. Tudo que é essencial para sobreviver e nos desenvolver passamos a receber. Conhecimento, experiências e bens se transferem. Dependemos de toda a criação, pela qual Deus nos supre “abundante e diariamente de tudo o necessário para o corpo e a vida” conforme Martim Lutero. 

João 19.17-30: Missão Cumprida - Mesters, Orofino e Lopes

Missão cumprida!
“Tudo está consumado!”
João 19.17-30

Hoje vamos meditar sobre a morte de Jesus na cruz. O processo de morte e ressurreição faz parte do ciclo da vida e da natureza. Tudo morre e renasce. Faz parte também da caminhada. Um ato de amor é doação de si em benefício da vida do outro. Muitas vezes, com muita dor e sofrimento. Mas a cruz não faz parte da vida. A cruz era morte cruel, imposta pelo sistema da época a todos aqueles que a ele se opunham ou que eram perigosos para o sistema opressor. Num mundo organizado com egoísmo, o amor só sobrevive crucificado, pois ele é uma acusação contra o sistema e o subverte. O sistema tem medo do amor. Como diz o canto de Zé Vicente: “Soldados tristes, calados, com olhos esbugalhados, vendo avançar o amor!” Jesus soube integrar e assumir a morte em sua vida como parte da sua missão. Ao lado dele sobraram umas poucas pessoas que o apoiavam.

O texto nos descreve os últimos momentos da vida de Jesus, desde a saída da casa de Pilatos até a morte na cruz.

1. Situando

Termina em Túnis o Fórum Social Mundial mais difícil da sua história

Começou nas ruas da capital tunisiana com uma substanciosa mobilização cidadã, na última terça-feira, 24 de março, e terminou neste sábado, 28, com outra manifestação. Desta vez em solidariedade à Palestina, menos concorrida que a do início e significativamente menos nutrida do que a de conclusão do Fórum Social Mundial (FSM) 2013.

Com a ausência quase total de grandes atores dos dois fóruns tunisianos: a União Geral de Trabalhadores de Túnis (UGTT), os Diplomados Desempregados e, inclusive, as Mulheres Democráticas. E com menos presença de organizações internacionais de primeiro nível, como a Via Campesina. A presença ativa da Marcha Mundial de Mulheres e da rede do Comitê pela Anulação da Dívida do Terceiro Mundo (CADTM), juntamente com alguns militantes de um punhado de sindicatos europeus foi a exceção.

A complexa conjuntura política desde os atentados do Museu Bardo, em 18 de março, aporta uma chave para a explicação. O país não terminou de ser sacudido pelo choque e as prioridades de mobilização voltam-se para dentro. Neste domingo, 29, milhares de cidadãos – incluída a UGTT – saíram às ruas convocados pelo governo e pelos principais partidos políticos tunisianos juntamente com várias dezenas de convidados internacionais especiais para reforçar a frágil unidade nacional sob as bandeiras da luta contra o terrorismo.