Estudo Bíblico: Evangelho da Comunidade de João

Ainda há escravidão

Na Bahia, porta de entrada dos portugueses, resiste o sistema de trabalho colonial. Leia a história e veja algumas imagens de Marcio Pimenta:

Na década de 80, a cada quinze dias eu cruzava as estradas do Recôncavo com os meus pais em direção ao sítio onde passávamos o tempo livre. Saindo da capital do estado, Salvador, nos meses de janeiro a março, eu sabia que quando surgisse no ar o odor das queimadas nas plantações de cana de açúcar atravessaríamos a bela ponte Imperial Dom Pedro II – inaugurada com a presença do próprio imperador – e logo estaríamos em nosso destino. Percorríamos as queimadas das plantações de cana por quilômetros e mais quilômetros e, do carro, eu podia ver dezenas de homens de um vigor que impressionava, todos eles negros e sujos de fuligem, cortando ou carregando grandes troços de cana.

Em janeiro de 2015, eu retornei à região para visitar os meus pais. Da mesma forma que antes, saímos de viagem pelo Recôncavo, e essas imagens imediatamente voltaram à memória. Lá estava a famosa e imponente ponte e alguns quilômetros mais adiante eu pude notar o mesmo odor característico no ar. Até onde meus olhos podiam alcançar, o contraste entre o verde da cana a ser colhida e o cinza das queimadas já realizadas tomava as grandes faixas de terra. E lá estavam os homens; pareciam ser os mesmos que eu observava em minha infância. Decidi seguir viagem, deixar os meus pais em casa e voltar. Estava decidido a conhecer aqueles homens de preto.

São Romero da América: artigo de Frei Betto

A 24 de março de 1980, às 18h30, atiradores de elite do Esquadrão da Morte de El Salvador descarregaram suas armas no arcebispo Dom Oscar Romero, 62, que celebrava missa na capela do Hospital da Divina Providência, em San Salvador. Os assassinos, treinados nos EUA, jamais foram punidos.

Na véspera, Domingo de Ramos, Romero havia proferido contundente homilia na catedral, exortando Exército e polícia da ditadura que governava o país a cessarem as violações dos direitos humanos.

Conheci-o no ano anterior, no México, durante a conferência episcopal de Puebla. Presenteei-lhe com meu “Cartas da prisão”. Ressaltou ao agradecer: “Um presente oportuno. Talvez eu vá precisar aprender a fazer o mesmo.”

Oscar Romero, enquanto padre e bispo, demonstrava nítidas tendências conservadoras. Avesso à Teologia da Libertação, sentia-se melhor entre as famílias da elite salvadorenha. Considerava as Comunidades Eclesiais de Base “grupos políticos”, como se os movimentos ultramontanos católicos fossem politicamente neutros...

Maioridade penal: 18 motivos contra a redução

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal está discutindo a redução da maioridade penal e o tema é considerado prioritário pela Bancada da Bala. A votação da Proposta de Emenda Constitucional PEC 171/93 foi adiada mas a discussão continua quente no congresso e também na sociedade civil. Separamos aqui 18 motivos que explicam porque reduzir a maioridade penal não resolve o problema na segurança pública.

1°. Porque já responsabilizamos adolescentes em ato infracional

A partir dos 12 anos, qualquer adolescente é responsabilizado pelo ato cometido contra a lei. Essa responsabilização, executada por meio de medidas socioeducativas previstas no ECA, têm o objetivo de ajudá-lo a recomeçar e a prepará-lo para uma vida adulta de acordo com o socialmente estabelecido. É parte do seu processo de aprendizagem que ele não volte a repetir o ato infracional.
Por isso, não devemos confundir impunidade com imputabilidade. A imputabilidade, segundo o Código Penal, é a capacidade da pessoa entender que o fato é ilícito e agir de acordo com esse entendimento, fundamentando em sua maturidade psíquica.

Marcos 11.1-11: Jesus, o empregado de tod@s, vem montado num animal de carga - Mesters e Lopes

Abrir os olhos para ver

Esse texto fala da grande manifestação popular em favor de Jesus no Domingo de Ramos. Sentado num jumento, animal de carga, Jesus entra em Jerusalém, capital do seu povo. Os discípulos, as discípulas e povo romeiro, vindos da Galileia, o aclamam como messias. Mas o povo da capital não participa. Apenas assiste, e as autoridades nem aparecem. A romaria termina na praça do Templo, a praça dos poderes. Parece uma passeata que termina diante da catedral e do Palácio do Planalto. Também hoje há manifestações populares. As suas reivindicações revelam o sofrimento do povo e a sua indignação frente às injustiças. Nem todos participam, pois têm medo. A maioria apenas assiste.

Situando

Finalmente, após uma longa caminhada de mais de 140 quilômetros, desde a Galileia até Jerusalém, a romaria está chegando ao seu destino. A cena se passa em Jerusalém, símbolo central da religião (Sl 122,3). No início do bloco, está o gesto simbólico de Jesus: aclamado pelo povo peregrino, ele entra na cidade montado num jumentinho, animal de carga.

Marcos 14.3-9: A Mulher que surpreendeu a tod@s e ungiu Jesus - João Bartsch e Pedro Osório

O texto que acabamos de ler é o relato da unção de Jesus em Betânia e é essencialmente relato de uma ação; visto que a mulher não fala uma palavra sequer - só age, faz acontecer. Olhemos mais de perto a ação desta mulher!

O texto não traz maiores informações sobre a mulher. Ela é apresentada de forma anônima. Para o evangelista parece que não é importante a identidade desta mulher e sim a sua ação.

A ação da mulher consistiu numa unção que provocou forte reação por parte dos presentes à ceia. Os presentes indignaram-se com a atitude da mulher de ungir Jesus com perfume. O texto traz que o principal motivo da indignação foi o desperdício nesta ação da mulher. Ela derramou perfume da melhor qualidade sobre a cabeça de Jesus. Esse perfume custava o salário de um ano de trabalho. Porém, suspeita-se que podem ter sido outros motivos que causaram a indignação dos presentes. Pode ter sido porque a mulher invadiu um lugar essencialmente de homens. As mulheres entravam na sala de refeição só para servir a refeição. E esta mulher entra sem falar nada e age! Sua ação causa grande impacto. Mas sabe-se também, que o ato de ungir era amplamente praticado no meio judaico. A unção era muitas vezes uma cortesia da dona da casa para com o visitante. Já a unção na cabeça era essencialmente um ato dos profetas e sacerdotes do povo de Israel. Com este ato proclamava-se a pessoa ungida rei. Neste texto uma mulher, sem pedir permissão, pratica um ato messiânico que era efetuado apenas por homens. Este parece ser o principal motivo da indignação dos presentes na ceia.

Índios, empreiteiras, Petrobrás e parlamentares - Egon Heck

O que existe em comum abaixo da linha do Equador? Não é preciso ser nenhum sociólogo ou adivinho, para perceber que os três interesses tem em comum a corrupção e serem contra os índios. Ou melhor, a cobiça pelas terras indígenas, articula hoje uma espécie de "frente ampla contra os povos indígenas, suas terras e recursos naturais!"

Poderíamos somar a esses setores já citados, como partícipes e aliados dessa frente, o agronegócio, o latifúndio, as mineradoras, setores militares dentre outros.

E se quiséssemos dar um mergulho histórico nos mais de cinco séculos de invasão e saque das terras e recursos naturais dos povos indígenas,chegaríamos ao Pau Brasil, ao ouro, aos diamantes, à cana de açúcar, ao café, ao gado, à soja, ao eucalipto e tantos outros fetiches e encantamentos do desenvolvimento e progresso nacional.

A que custo isso se deu? Não restam dúvidas que as maiores vítimas foram os povos indígenas. Talvez mais de seis milhões de indígenas sacrificados, centenas de povos extintos e vários ameaçados de extinção ainda hoje.

Os cristãos e a corrupção - Tiago de França

Há pouco mais de um ano, o povo brasileiro assiste, estarrecido, aos escândalos de corrupção. Parece novidade, mas não o é. Fala-se que o povo está cansado de corrupção, mas de que povo estamos falando? Qual o nível de integridade do povo brasileiro? Por que políticos corruptos chegam tão facilmente ao poder? Onde está a corrupção? O que o evangelho de Jesus pode nos ensinar a respeito da missão do cristão diante desta vergonhosa situação? Sobre estas indagações, queremos oferecer algumas provocações, que julgamos oportunas para o momento atual.

Geralmente, imputa-se a uma pessoa, grupo ou partido o mal da corrupção. A mídia dar esta ênfase. Atualmente, a culpa da crise que assola o país é do PT, partido do governo. A oposição, aproveitando-se da situação que lhe parece favorável, fala de ética e de combate à corrupção. Alguns políticos falam como se não devessem boas explicações à Justiça por causa de seus crimes não apurados. Pessoas da situação e da oposição estão metidas na corrupção, e esta não faz parte somente da história recente do Brasil, mas é inerente às relações humanas e institucionais desde que o homem inventou de viver em sociedade.

Igreja faz denúncia internacional contra impactos da indústria extrativista na Amazônia

A Rede Eclesiástica Pan-Amazônica (Repam), juntamente com delegação do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam), alertam a Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA), sobre os graves impactos que a indústrias extrativistas geram às populações na América Latina, em especial as da Amazônia. Esta foi a primeira vez que a Igreja Católica latino-americana recorreu à CIDH para avançar na defesa dos povos do continente.

A Repam ressalta que a Igreja, em sua atividade pastoral, vem resistindo à propagação desses efeitos, na defesa dos direitos humanos dos atingidos em toda a região. Segundo o secretário-executivo da Rede, Maurício López, a intenção é apresentar não somente a visão da instituição sobre a questão, mas lutar pela garantia de providências àqueles casos mais emblemáticos.

Cidade amazônica de Huepetuhe, no Peru, virou local fantasma após a instalação de uma mineradora. Da população original de 22 mil habitantes, pouco mais de 3 mil ainda vivem ali. 

Debate sobre Reforma Política

No dia 24/03/14, na sala do CEBI-ES aconteceu o debate sobre Reforma Política, promovido pela equipe de Juventudes do CEBI-ES. Na oportunidade, Claudio Vereza e Mariana nos ajudaram na reflexão do desafio de mudar a política brasileira. Foram apresentados os principais pontos do "Projeto de iniciativa popular" e o "plebiscito popular: por uma constituinte exclusiva do sistema político".

O encontro foi muito esclarecedor e ficamos motivados a acompanhar neste ano os debates e votações no Congresso Nacional sobre o assunto. É ligando fé e vida que caminhamos na busca do bem comum.

Clique aqui e veja as fotos desse debate.

Cerca e 1,6 bilhão de pessoas depende das florestas para viver

“As florestas são essenciais para a agenda de desenvolvimento pós-2015″, disse o secretário-geral da ONU em sua mensagem para o Dia. “Para construir um futuro sustentável, temos que investir nas florestas de todo o mundo.”

Mulher descarregando toras serão utilizadas para a produção de carvão vegetal na Tailândia. A FAO contribui para a produção sustentável de combustíveis de madeira. 

A gestão sustentável e a conservação das florestas devem ser incluídas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e no acordo sobre mudanças climáticas que serão adotados no segundo semestre de 2015, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, antecipando o Dia Internacional das Florestas, celebrado em todo o mundo no dia 21 de março.

Matamos nossos rios, não há partido que resolva’, diz Sebastião Salgado

“Matamos os nossos rios e as nossas florestas, e não há partido ou político que vá resolver isso sozinho”, atesta Sebastião Salgado. Para ele, o problema da crise hídrica brasileira é “de toda a sociedade. Todos somos seres políticos e temos responsabilidades sociais”.

As ações do fotógrafo de 71 anos vão além do discurso afinado. Desde 1998, ele e sua esposa,Lélia Wanick, mantém o Instituto Terra, responsável pelo plantio de mais 2 milhões de árvores em Aimorés, no interior de Minas Gerais. De acordo com Salgado, a falta de água tem sido mais sentida agora, “mas esse problema já vem acontecendo há muito tempo. Se estivéssemos cuidando dos rios e das florestas, não estaríamos tão dependentes das chuvas para encher os reservatórios”.

É este Sebastião Salgadoengajado que o filme O Sal da Terra revela. Dirigido pelo alemãoWim Wenders e por Juliano Ribeiro Salgado, filho do casal, o filme concorreu ao Oscar na categoria documentário. Com lançamento no Brasil previsto para o dia 26, o longa vai além da obra do artista e mostra o agente social, o ambientalista. Para Lélia, o documentário “é mais do que um filme sobre a fotografia ou sobre a história de um homem, é um filme que mostra um ponto de vista sobre o mundo”.

Carta da PJMP contra redução da maior idade penal

A PJMP que tem como objetivo nacional Vivenciar e testemunhar a proposta do Reino de Deus, estando presente na VIDA, na luta e nos SONHOS dos empobrecidos [...] não pode concordar com a proposta que vai de encontro com os direitos conquistados do segmento juvenil. Uma vez que se percebe o serviço de contramão social que será executado caso tal proposta da redução da maioridade penal seja aprovada.

Nesta perspectiva, compreendendo a missão cristã, social e política a PJMP, bem como, a gravidade das PEC ́s em discussão, vimos afirmar nosso posicionamento contrário à Redução da Maioridade Penal e a qualquer outra proposta que represente um retrocesso nos direitos infanto-juvenis no país, e ao mesmo tempo, pedir para que os congressistas votem contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171 de 1993, que pede que seja reduzida de 18 para 16 anos a idade mínima para se punir um adolescente no país, a ser discutida no dia 24 de março no Congresso Nacional.

Igualdade entre mulheres e homens na economia só será atingida em 81 anos, diz ONU

A igualdade entre homens e mulheres tem avançado lentamente, conclui relatório das Nações Unidas (ONU) que avaliou a equidade de gênero em 167 países. O documento será apresentado nesta segunda-feira (9) pelo secretário-geral Ban Ki-moon, em referência ao Dia Internacional da Mulher comemorado no último domingo (8).

O relatório destaca que, no ritmo atual, serão necessários 81 anos para se alcançar a paridade de gênero na economia e 50 anos para a igualdade na representação parlamentar.

O levantamento é um balanço da aplicação das normas adotadas pelos países na Quarta Conferência Mundial sobre a Mulher, em Pequim, na China, há 20 anos. Lá, foi pactuada uma plataforma de ação para ser cumprida pelos governos, iniciativa privada e sociedade.

“Há uma lacuna decepcionante entre as normas e a implementação da Plataforma de Ação de Pequim, e um fracasso coletivo de liderança nos progressos para as mulheres”, disse a diretora executiva da agência da ONU para Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, na sexta-feira (6). “Os líderes com poder para fazer essas ações falharam com mulheres e meninas”, avaliou.

Discurso contra corrupção e o déficit democrático na sociedade brasileira. Entrevista especial com Márlon Reis

“Teremos um Brasil que ganhou as ruas com as bandeiras as mais diversas. Também teremos um Brasil irrequieto, inconformado, sedento por mudanças estruturais que possam recuperar a credibilidade dessa nobre missão que é a atividade política”, projeta o juiz.

Apesar do discurso contra a corrupção tomar as ruas e as discussões dos últimos dias, “a sociedade brasileira sempre foi vista como tolerante à corrupção” e “as queixas” dos brasileiros “não são dirigidas”, adverte Márlon Reis em entrevista à IHU On-Line, concedida por e-mail. Para ele, isso é consequência do fato de a sociedade ressentir-se de “um evidente déficit de democracia. E agora busca meios de se exprimir coletivamente”.

Conhecido por defender a lei da “Ficha Limpa”, Márlon Reis enfatiza que “não se podem ignorar os aspectos culturais que fomentam a corrupção” e frisa que o combate a essa situação depende de “mudanças institucionais”, mas também “é preciso influir positivamente sobre o ser humano a partir da construção de valores de probidade, para o que as escolas devem ser chamadas a exercer papel mais protagonista”.

PJ lança nota sobre a redução da maioridade penal

A Pastoral da Juventude (PJ), organização da Igreja Católica ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), possui mais de 40 anos de história e tem articulação nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal, com mais de 10 mil grupos de jovens, coordenações locais, estaduais e nacional. Diante desse acúmulo histórico de inserção, defesa e promoção da vida da juventude, a PJ vem por meio desta nota, manifestar seu REPÚDIO a todas tentativas de redução da maioridade penal.

O Brasil possui a quarta maior população carcerária do mundo, com mais de 563 mil pessoas encarceradas, atrás apenas dos Estados Unidos (2,2 milhões), da China (1,7 milhão) e Rússia (676 mil), conforme dados apresentados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em junho de 2014. Cerca de 80% da população carcerária brasileira está presa por crime contra o patrimônio ou por tráfico de entorpecentes; 55% tem menos de 29 anos; mais de 60% é negra; aproximadamente 90% sequer concluiu o ensino médio.

Uma experiência de choque: o encontro com José Mujica - Leonardo Boff

Participando de um congresso iberoamericano sobre Medicina Familiar e Comunitária, realizado em Montevidéu dos dias 18-22 de março, tive a oportunidade sempre desejada de um encontro com o ex-presidente do Uruguai José Mujica. Finalmente foi possível no dia 17 de março por volta das 16.00 horas. Tal encontro deu-se em sua Chácara, nos arredores da capital Montevidéu.

Encontramos uma pessoa que vendo-a e ouvindo-a somos imediatamente remetidos a figuras clássicas do passado, como Leon Tolstoi, Maathma Gandhi, Chico Mendes e até com Francisco de Assis. Aí estava ele com sua camisa suada e rasgada pelo trabalho no campo, com uma calça de esporte muito usada e sandálias rudes, deixando ver uns pés empoeirados como quem vem da faina da terra. Vive numa casa humilde e ao lado, o velho fusca que não anda mais que 70 km a hora. Já lhe ofereceram um milhão de dólares por ele; rejeitou a ofeta por respeito ao velho carro que diariamente o levava ao palácio presidencial e por consideração do amigo que lho havia dado de presente.

Conselho Nacional do CEBI reunido em São Leopoldo - RS

Na acolhedora sede da Secretaria Nacional do CEBI, encontra-se reunido entre os dias 20 a 22 de março o Conselho Nacional do CEBI. Em sua primeira reunião do ano, a equipe eleita na Assembleia Nacional realizada em novembro de 2014 se dedica a conhecer melhor os diversos assuntos do CEBI e, de forma especial, a definir os rumos para o próximo triênio da caminhada do CEBI.

Na oração inicial, realizada em conjunto com a equipe que trabalha na Secretaria Nacional, o grupo lembrou o texto de 1 Coríntios 12: somos membros de um mesmo corpo, cada qual com sua especifidade e sua importância. Precisamos todos e todas um do outro e da outra. No CEBI não somos apenas uma instituição, somos um corpo onde cada membro se cuida com carinho.

Conforme definição da Assembleia Nacional, Juventudes e Justiça socioambiental serão os eixos assumidos pelo CEBI para os próximos anos. O Conselho busca definir melhor a forma de como oferecer sua contribuição às igrejas e à sociedade brasileira. Por isso, dedica-se também a fazer análise da conjuntura, especialmente em relação à temática das juventudes.

João 12, 20-33: Só começamos a entender algo da fé quando nos sentimos amados por Deus - José Pagola

O atrativo de Jesus

Uns peregrinos gregos que vieram celebrar a Páscoa dos judeus aproximaram-se de Felipe com uma petição: "Queremos ver Jesus". Não é curiosidade. É um desejo profundo de conhecer o mistério que se encerra naquele Homem de Deus. Também a eles lhes pode fazer bem.

Jesus é visto preocupado. Dentro de alguns dias será crucificado. Quando lhe comunicam o desejo dos peregrinos gregos, pronuncia umas palavras desconcertantes: "Chega a hora de que seja glorificado o Filho do Homem". Quando for crucificado, todos poderão ver com claridade onde está a Sua verdadeira grandeza e a Sua glória.

Provavelmente ninguém entendeu nada. Mas Jesus, pensando na forma de morte que o espera, insiste: "Quando Eu for elevado sobre a terra, atrairei todos até Mim". Que se esconde no crucificado para que tenha esse poder de atração? Apenas uma coisa: O Seu amor incrível a todos.

A crise de água e as mudanças climáticas

“As consequências do aquecimento global, do qual os eventos climáticos extremos são a manifestação mais dramática, convenceram a maioria dos países a adotar medidas sérias a respeito”, escreve José Goldemberg, professor emérito da USP e foi secretário de Ciências e Tecnologia da Presidência da República, em artigo publicado pelo jornal O Estado de S.Paulo, 16-03-2015.

Eis o artigo.

Todos sabemos que o clima varia constantemente e é difícil de prever: ora chove muito, ora chove pouco, ora faz calor, ora faz frio. Nunca há dois dias exatamente iguais, mas os cientistas aprenderam que essa variabilidade ocorre em torno de valores médios.

Por exemplo, a média anual da precipitação de chuva de 1961 a 1990 em São Paulo foi de 1.441 milímetros e bastaria para cobrir toda a área da capital com uma camada de água de 1 metro e 44 centímetros. A precipitação mínima foi no mês de agosto, 39,6 milímetros, e a precipitação máxima, no mês de janeiro, 237,4 milímetros. O mesmo se dá com a temperatura: nos meses mais quentes as temperaturas raramente são superiores a 23 graus centígrados e nos meses mais frios a temperatura máxima poucas vezes ultrapassa os 15 graus.

2014 bate recorde de conflitos pela água e famílias envolvidas

Desde 2002, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) faz o registro dos Conflitos pela Água no campo. Antes desta data, já desde o início da publicação do Conflitos no Campo Brasil, em 1985, entre os conflitos por terra registravam-se os conflitos gerados pelas barragens para construção de hidrelétricas ou outros pequenos açudes. A decisão de registrar distintamente deu-se, exatamente, pelos cenários desenhados à época, tanto em nível nacional, como internacional, em que se vislumbrava que a disputa pela água se acirraria no mundo inteiro. Era o estabelecimento da chamada “crise da água”.

Aquilo que era um cenário, hoje é realidade na vida de milhões de pessoas ao redor do mundo, inclusive no Brasil. Porém, há uma novidade surpreendente que não estava no script dos vários experts no assunto, isto é, a crise urbana da água. Essa é a novidade no Brasil de hoje. Vamos aqui nos ater a uma análise dos Conflitos pela Água no campo, nos últimos dez anos, entre 2005 e 2014, período em que o crescimento dos conflitos por esse bem essencial a todas as formas de vida cresceu de forma evidente. Em 2014 foi registrado o maior número de conflitos pela água e de famílias envolvidas nos últimos dez anos.

Neste período de 10 anos, 322.508 famílias estiveram envolvidas em conflitos pela água.

O melhor presente para as mulheres é uma cidade segura para se viver

“Eu gostaria de ser livre e viver sem medo. Eu gostaria que tivéssemos ruas bem iluminadas no meu bairro, que ele fosse bem patrulhado e eu não precisasse ter medo da polícia. Seria maravilhoso se eu pudesse me sentir segura no ônibus e ir à escola ou a outro lugar sem sentir medo. Mas a vida aqui não é assim”.

Este é o sentimento de uma adolescente de 15 anos, moradora do Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco. Na ocasião em que celebramos o Dia Internacional da Mulher e caminhamos para o 20º aniversário da Declaração de Pequim – um momento histórico para os direitos das mulheres – a resignação da adolescente acima inspira uma reflexão sobre quão gritante e generalizada é a desigualdade de gênero nas cidades no mundo todo.

Como desmontar o ódio social - Leonardo Boff

Estamos constatando que vigora atualmente muito ódio e raiva na sociedade, seja pela situação geral de insatisfação que perpassa a humanidade, mergulhada numa profunda crise civilizacional, sem que ninguém nos possa dizer como seria a sua superação e para onde este voo cego nos poderia conduzir. O inconsciente coletivo detecta este mal-estar como já antes Freud o descrevera em seu famoso texto O mal estar na cultura (1929-1930) e que, de alguma forma, previa os sinais de uma nova guerra mundial.

O nosso mal-estar é singular e se deriva das várias vitórias do PT com suas políticas de inclusão social que beneficiaram 36 milhões de pessoas e elevaram 44 milhões à classe média. Os privilegiados históricos, a classe alta e também a classe média se assustaram com um pouco de igualdade conseguida pelos do andar de baixo. O fato é que, por um lado vigora uma concentração espantosa de renda e, por outro, uma desigualdade social que se conta entre as maiores do mundo. Essa desigualdade, segundo Marcio Pochmann no segundo volume de seu Atlas da Exclusão social no Brasil (Cortez 2014) diminuiu significativamente nos últimos dez anos mas é ainda muito profunda, fator permanente de desestabilização social.

Reunião núcleo Guarapari - 17/03/15

Mais uma vez nos reunimos para trocar descobertas e dificuldades. Terminamos o estudo do primeiro livro da coleção "Uma introdução à Bíblia". Dia 19/04 nos encontraremos novamente com alguns membros do CEBI em Vitória para trocarmos experiências e aprendizados.

PJMP divulga carta para as bases

Olá, companheiras e companheiros da Pastoral da Juventude do Meio Popular do Brasil!

Nós, da Pastoral da Juventude do Meio Popular, em 2014 vivemos um ano de grandes momentos para a PJMP, uma viagem pelo Brasil iniciando por Recife/PE, onde bebemos da fonte que jorra desde 1978, celebramos nosso 4ª Congresso Nacional, com o tema “PJMP: Terra fértil, Canto Forte”, onde reafirmamos nosso compromisso enquanto Pastoral e colaboradora da vida de milhares de jovens brasileiros.

Voamos e pousamos no Rio de Janeiro, em abril, participando da partilha de experiências, nossa comissão nacional de jovens e assessores se reuniu em Petrópolis (RJ), para avaliar o congresso e planejar avanços para a caminhada da PJMP do Brasil, sabemos que é coletiva a construção e vivenciamos também o II Encontro Estadual da Juventude do Meio Popular do Rio de Janeiro com a presença de jovens da Rocinha e também de Nova Iguaçu que acolheram com amor e carinho a nossa CNPJMP e CNAPJMP. Logo após assumimos um desafio que era o de compor o Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE). Com o mesmo espírito desafiador de Jesus Libertador alçamos um voo mais alto, tendo como resultado a eleição vitoriosa das companheiras Rubia, de Alagoas, e Leoneide, do Rio Grande do Norte, respectivamente delegada e suplente que passaram a compor o CONJUVE, representando a PJMP do Brasil; nesta mesma viagem o companheiro Wellington, também de Alagoas, aceitou o desafio de assumir o trabalho missionário de secretário nacional.

Programa A Palavra na Vida dia 15/03/15

Domingo passado, nosso programa “A Palavra na vida” falamos de um marco importante da história capixaba: a insurreição de queimados, ocorrida em 19 de março de 1849, em São José do Queimado, portanto esse ano comemorando 166 anos. 

Aos poucos documentos históricos revelam também que o distrito teria sediado um movimento libertário baseado no ideal de alforria. O dia 19 de março de 1849 é um dos mais significativos do calendário da cultura negra. nesta data, aconteceu a Insurreição do queimado, esse emblemático episódio da história afro-brasileira. Apesar dos escassos registros sobre o assunto, a data é lembrada e celebrada, principalmente, aqui no estado do espírito santo, onde ocorreu o grito de liberdade dos negros escravizados.

Debate: reforma política

Jo 3.14-21: Quem não crer já está condenado. Condenado a quê? - Edmilson Schinelo

O texto do evangelho a ser proclamado neste domingo (Jo 3,14-21) traz uma bonita e ao mesmo tempo controversa frase: Deus amou o mundo de tal maneira que entregou seu Filho único para que todo aquele que crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3,16). Tamanho foi o amor de Deus que nos deu seu único filho! Mas por que o mesmo Deus que proibiu o sacrifício de Isaac (Gn 22) entregaria seu próprio filho? Queria o pai que seu Filho fosse morto por nós? Se não queria, por que permitiu isso? Era necessário que o Filho do Homem fosse levantado no madeiro (Jo 3,14)?

Sabemos que o quarto evangelho teve sua redação já no final do primeiro século, momento em que muita gente vinha entregando a vida pela causa do Evangelho, no serviço aos pobres, na partilha dos bens e até mesmo no enfrentamento com o Império Romano, por meio do martírio. Por outro lado, não era pequeno o grupo que contestava essa postura: para seguir Jesus bastava buscar a "iluminação", abrir-se ao conhecimento, à gnose. Para quem assim pensava, o logos era luz a ser atingida pelo esforço do intelecto, não pela prática concreta. Corrigindo esta distorção, o quarto evangelho afirma já em seu prólogo: o verbo, a luz verdadeira, fez-se carne, gente de fato, viveu acampado no nosso meio! (Jo 1, 9.14).

Procurando Jesus às escondidas

Sem democracia na mídia, mulher continuará sendo tratada como objeto

A psicóloga e coordenadora do Observatório da Mulher, Rachel Moreno, afirma que para mudar a representação feminina na mídia, quebrando com estereótipos e pondo fim à exploração sexual da imagem da mulher, é preciso democratizar os meios de comunicação. Para ela, não basta escalar repórteres mulheres para apresentar os principais jornais da maior emissora do país, na véspera e no Dia Internacional da Mulher (8 de março).

Rachel, que também é autora dos livros A Beleza do Impossível e A Imagem da Mulher na Mídia, ressalta que a atual forma de representação da mulher, em um cenário de concentração da mídia, é "absolutamente estreita", e que falta "diversidade e pluralidade".

"A mulher é sempre representada como branca, jovem, magra, cabelos lisos etc quando, na verdade, a mulher brasileira é branca, negra, jovem, velha, magra, gorda, de uma diversidade que, simplesmente, não se veem representadas."

A psicóloga afirma que a perpetuação de tais estereótipos estabelecem padrões de beleza inatingíveis, que atende aos interesses da indústria, do comércio e das cirurgias plásticas, com irremediável prejuízo à autoestima da mulher.

Direitos das mulheres: quanto avançamos?

Este ano, as comemorações do 8 de março, Dia Internacional da Mulher, serão um marco nos direitos das mulheres. Pouco depois desse dia, líderes mundiais comparecerão à sede da ONU, em Nova York, para fazer um balanço do que conseguiram em 20 anos desde a histórica reunião em Pequim, que prometeu proteger e promover os direitos das mulheres e meninas em todo o mundo. A Dra. Renu Adhikari, uma das muitas ativistas presentes à reunião, fala sobre o progresso que tem sido observado nas últimas duas décadas.

Trabalho pelos direitos das mulheres no Nepal há 24 anos. Comecei nos âmbitos do tratamento de mulheres e com HIV. Conheci uma menina vítima da doença, e sua história me fez refletir sobre se devia continuar sendo médica ou se, ao contrário, devia começar a fazer algo pelos direito das mulheres. Apesar de nessa época não ter ideia do que era uma ONG, em 1991 criei o Centro de Reabilitação de Mulheres (WOREC) motivada pelo entusiasmo com que desejava defender os direitos das mulheres.

Quando comecei a ir às aldeias, descobri que existia uma grande discriminação estrutural e que era necessário aprofundar mais nos direitos das mulheres. Uma vez, conheci uma mulher que se queixava de dor nas costas em um campo da saúde. Quando a examinei, encontrei um pedaço de borracha de sapato na vagina. Para removê-lo, saiu parte do útero, junto com pus, sangue e fluidos vaginais. Estremeci.

Leonardo Boff: a crise é induzida pela mídia


A crise econômica e política pela qual o país atravessa neste momento é "em grande parte forjada, mentirosa, induzida, ela não corresponde aos fatos", afirma o teólogo Leonardo Boff. Segundo ele, a crise é amplificada por uma dramatização da mídia. "Essa dramatização que se faz aqui é feita pela mídia conservadora, golpista, que nunca respeitou um governo popular. Devemos dizer os nomes: é o jornal O Globo, a TV Globo, a Folha de S. Paulo, o Estadão, a perversa e mentirosa revista Veja."

Em entrevista à Rádio Brasil Atual na segunda-feira (9), o teólogo disse que, no entanto, o atual nível de acirramento no cenário político não preocupa porque, para ele, comparado a outros contextos históricos, a "democracia amadureceu". Ele diz acreditar, ainda, na emergência de uma "nova consciência política".

Boff também considera que o cenário brasileiro é bastante diferente da Grécia, Espanha e Portugal, onde são registradas centenas de suicídios, por conta do fechamento de pequenas empresas e do desemprego, e até mesmo de países centrais, como os Estados Unidos, que veem a desigualdade social avançar.

Sancionada a lei que transforma o assassinato de mulheres por violência doméstica em crime hediondo

A presidente Dilma Rousseff sancionou, nesta segunda-feira, a Lei do Feminicídio, que transforma em crime hediondo o assassinato de mulheres por violência doméstica ou discriminação, e pediu que as mulheres não aceitem como algo inevitável a violência de gênero, que mata 15 brasileiras por dia.

“Sabemos que 15 mulheres morrem por dia no Brasil (…) só pelo fato de ser mulheres”, disse Dilma, ao dar o aval definitivo a uma lei aprovada no Congresso na semana passada.

A nova lei agrava as penas para aqueles que matam uma mulher por razões de gênero, ou seja, quando o crime envolve violência doméstica e familiar, ou menosprezo ou discriminação contra a condição de mulher da vítima.

A pena para quem cometer o crime de feminicídio pode variar entre 12 e 30 anos de prisão.

“Os números são chocantes, mostram como as brasileiras são submetidas a uma violência inaceitável, que ocorre em todas as classes sociais, nas ruas, nos locais de trabalho, nas escolas e, sobretudo, dentro de casa”, acrescentou.

Algumas raízes da corrupção, por Frei Antonio Moser

No artigo abaixo, o Frei Antonio Moser faz uma reflexão sobre as raízes da corrupção. Partindo de uma reflexão bíblica, ele chega ao ponto da questão: a concentração do poder que leva as pessoas a se corromperem. Veja o texto:

A história da corrupção vem de muito longe. Basta lembrar os capítulos 6 e 25 do Livro do Gênesis. Na primeira referência a palavra corrupção apresenta um sentido amplo, de decadência da humanidade toda. Na segunda, remete a dois personagens: Esaú e Jacó; o segundo assumindo o lugar do primeiro. Por aí já se percebe que a corrupção, tanto em sentido mais amplo quanto mais estrito, parece ser inerente à condição humana. Com isso não nos surpreende que em nossos dias, ao se falar de apropriação indébita de bens, haja uma espécie de índice que aponta os países menos e os mais corruptos. A Dinamarca estaria em primeiro lugar em termos de transparência, enquanto que a Somália e a Coreia do Norte estariam em último lugar. O Brasil ocuparia o 69º lugar, posição nada honrosa. Não obstante, apesar dos escândalos ligados à Petrobras e outros que os antecederam estarem no foco das denúncias, preferimos ficar num plano mais genérico, não nos restringindo ao nosso país.

Estudo Bíblico: Maria Madalena


No primeiro semestre de 2015 estudaremos Maria Madalena na sala do CEBI-ES, essa Mulher, Discípula e Missionária. Dia 05/03 foi nosso primeiro encontro. Todas às quintas-feiras, 19:00, nos encontraremos! 

Clique aqui e veja as fotos desse primeiro encontro.

Aguardamos sua visita!

“Não se conformem com uma teologia de gabinete”, pede Francisco aos futuros teólogos

“Não se conformem com uma teologia de gabinete. O lugar das reflexões de vocês são as fronteiras. E não caiam na tentação de pintá-las, perfumá-las, ajustá-las um pouco e domesticá-las”. O Papa Francisco marcou o caminho para o estudo da teologia, clamando para “viver na fronteira” e prevenindo contra “uma teologia que se esgota na disputa acadêmica ou que contempla a humanidade desde um castelo de vidro”.

Em uma carta escrita ao cardeal-arcebispo de Buenos Aires, Mario Poli, por ocasião do centenário da Pontifícia Universidade Católica Argentina(UCA), o Papa afirma que “o aniversário coincide com os 50 anos do encerramento do Concílio Vaticano II, que foi uma atualização, uma releitura do Evangelho na perspectiva da cultura contemporânea”, o que produziu “um movimento irreversível de renovação que vem do Evangelho. E agora é preciso seguir em frente”.

“Mas, como seguir em frente?”, pergunta-se Bergoglio, que insiste em que “ensinar e estudar teologia significa viver em uma fronteira, essa na qual o Evangelho encontra as necessidades das pessoas às quais se faz o anúncio, de maneira compreensível e significativa”.

Mulher, objeto descartável - Frei Betto

Hoje é o Dia da Mulher. Utilizada como isca de consumo pela publicidade, ela é peça de destaque na oferta de produtos.

A propaganda vende quimeras. Não se compra apenas xampu ou roupa. Compra-se, sobretudo, o sonho de ser uma entre dez atrizes que lavam os cabelos com aquele produto ou a fantasia de tornar-se tão sedutora quanto a jovem que entra fácil no jeans.

Destituída de mente e espírito, a mulher é reduzida a formas e trejeitos. Não apenas os homens fazem da mulher objeto do desejo. Basta observar capas de revistas femininas. Mulher se compara à mulher na busca de melhor performance social, sexual e estética.

Se além da roupa, a moda dita um corpo esquálido, a anorexia impõe-se como salário da vaidade. A medicina cria um novo ramo para atender ao luxo da ditadura estética, como se o corpo que foge ao modelo imperante portasse doenças e anomalias.

83 anos de voto feminino: por mais mulheres na política!

A primeira brasileira a votar foi Celina Guimarães Viana, no estado do Rio Grande do Norte, em 1927. A façanha, naqueles tempos de exclusão completa da mulher na vida pública, aconteceu devido aos conflitos entre a legislação daquele estado e a Constituição Federal brasileira. Pouco tempo depois, a estudante mineira Mietta Santiago, na época com 20 anos e regressando da Europa, fez o mesmo, utilizando-se de uma sentença judicial até então inédita nas cortes brasileiras. Começava um movimento nacional de mobilização de ativistas, escritoras, militantes políticas, trabalhadoras e muitas outras que levaram o presidente Getúlio Vargas a suprimir, em um decreto de 24 de fevereiro de 1932, qualquer restrição ao voto feminino.

Oitenta e três anos depois, elas são a maioria do eleitorado no país, porém a representatividade nas urnas não corresponde à participação das mulheres na política. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número de eleitoras chega a 52%, enquanto entre os 513 deputados federais somente 51 são mulheres (10%). Nas últimas eleições elas representaram apenas 30,7% dos candidatos.

João 2.13-22: Jesus expulsa os comerciantes do templo - Pa. Evelyne Regina Goebel

Para os judeus, o templo era o lugar privilegiado de encontro com Deus. Ali, colocavam-se as ofertas e sacrifícios levados pelos judeus do mundo inteiro, formando, assim, um verdadeiro tesouro, administrado pelos sacerdotes. A casa de oração tornara-se lugar de comércio e de poder, disfarçados em culto piedoso.

Expulsando os comerciantes, Jesus denuncia a opressão e a exploração dos pobres pelas autoridades religiosas. Prevendo a ruína do templo, ele mostra que essa instituição religiosa já estava falida. Doravante, o verdadeiro Templo é o corpo de Jesus, que é morto, mas ressuscita. Deus não quer habitar em edifícios, mas na própria pessoa. O apóstolo Paulo afirma que nosso corpo é templo do Espírito Santo (cf. 1Cor 3.16; 6.20).

O Evangelho de João é conhecido como “Evangelho do amor”. Nesse relato, no entanto, ele apresenta Jesus em um momento de ira, de revolta. João aponta para um Jesus humano, que também teve seus momentos de raiva e indignação. Ele estava ali para cuidar da casa de seu Pai, para mudar práticas.

O 8 de março é dia de luta! - Nancy Cardoso Pereira

Dia de luta dos movimentos internacionalistas de mulheres, o 8 de março nunca foi um dia fácil de engolir! Entre o fim de fevereiro e o começo de março as mulheres socialistas dos inícios de 1900 na Rússia, na Europa e nos Estados Unidos celebravam seu dia de luta a partir de acontecimentos importantes: greves, manifestações, enfrentamentos!

Em plena Guerra Mundial, em 1917, na Rússia, as mulheres socialistas realizaram seu Dia da Mulher no dia 23 de fevereiro, pelo calendário russo. No calendário ocidental, a data correspondia ao dia 8 de março. Neste dia, em Petrogrado, um grande número de mulheres operárias, na maioria tecelãs e costureiras, contrariando a posição do Partido, que achava que aquele não era o momento oportuno para qualquer greve, saíram às ruas em manifestação; foi o estopim do começo da primeira fase da Revolução Russa, conhecida depois como a Revolução de Fevereiro. 

O que elas queriam? O que nós queremos?

Abolir a propriedade privada? Com certeza!! Abolir a propriedade privada como base da sociedade que estrutura desigualdades, cria hierarquias de poder e mantém uma sistemática guerra contra a natureza e seus seres. O 8 de março é um dia de luta contra a propriedade privada... também no âmbito das relações sociais, do casamento e da sexualidade. Cama, mesa e banho. É isto mesmo... queremos abolir os poderes de latifundiários, empresários, políticos, patrões, maridos e senhores. Horrorizai-vos! O 8 de março é um dia anti-burguês, contra as ridículas homenagens burguesas que tentam continuar emburrecendo as mulheres com tradição, família & propriedade ou flores, bombons & um laço de fita, ou mitos do amor romântico, da beleza e da maternidade. Horrorizai-vos! é contra tudo isso que lutamos, articulando classe-gênero e etnia na construção de um eco-socialismo feminista.

Essência do Serviço

"O serviço é um caminho de profunda compaixão, não há condições nem expectativas, há apenas uma doação que vem da presença e do sentir do seu coração."

O serviço é um caminho...
Não é o fim de um caminho, mas é ele mesmo um caminho.
Portanto você não precisa adquirir esta ou aquela habilidade específica para começar a servir.
Ao começar a servir, aí sim, você entra num caminho.
Caminho é símbolo de transformação, de evolução.
O lugar de chegada é diferente do lugar de partida.
E a riqueza do símbolo é maior quando o lugar de chegada é desconhecido.
Caminho é símbolo do mistério.
Serviço é caminho rumo ao mistério.

... profunda compaixão.
Compaixão é uma forma de entrar em relação com o outro.
Como você vê o outro? Como você o escuta? Como você sente o outro?
Compaixão é ver, ouvir, sentir, sem nenhuma expectativa.
Ver o outro como ele é.
Aceitação da realidade tal como ela é.
Sem julgamentos.
Se há julgamento, não é compaixão.
Você pode não dizer nada, mas o outro pode sentir quando o seu olhar tem um julgamento, seja de aprovação ou de reprovação.
O que será olhar sem aprovar ou reprovar? O que será esse simples olhar, puro, sem julgamentos?

Povos indígenas, Povos e Comunidades tradicionais e agricultores familiares repudiam projeto de lei que vende e destrói a biodiversidade nacional

Carta Circular Aberta

Brasília, 27 de fevereiro de 2015.

Os Povos Indígenas, Povos e Comunidades Tradicionais e os Agricultores Familiares do Brasil, representados por suas entidades e organizações parceiras abaixo assinadas, vêm expor o seu posicionamento sobre o Projeto de Lei n.º 7.735/2014 (atual PLC n.º 02/2015), que pretende regulamentar o acesso e a exploração econômica da biodiversidade e da agrobiodiversidade brasileiras, bem como dos conhecimentos tradicionais associados.

De início, registramos que os Povos e Comunidades acima mencionados estão plenamente cientes da atual ofensiva verificada no Brasil contra seus direitos fundamentais, garantidos pela Constituição Federal, pela legislação ordinária e por Tratados Internacionais ratificados pelo Brasil, contexto no qual se insere o PL n.º 7.735/2014, apresentado ao Congresso Nacional pelo governo federal em regime de urgência. Em razão desse cenário, que ameaça a própria existência dos Povos e Comunidades Tradicionais, informamos que as entidades representativas encontram-se unidas e mobilizadas com a determinação de lutar conjuntamente na defesa de seus direitos historicamente conquistados, os quais constituem a base da soberania e democracia constitucional do País.

Pastorais da Juventude lançam subsídio para Semana da Cidadania

A partir de agora, os grupos de jovens de todo país podem começar as vivências da Semana da Cidadania. O material, elaborado pela Pastoral da Juventude Estudantil (PJE), Pastoral da Juventude Rural (PJR), Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP) e Pastoral da Juventude (PJ), já está disponível em versão pdf para download livre.

São quatro materiais diferentes: apresentação, roda de conversa, roteiro de encontro e um roteiro de Ofício Divino da Juventude. A equipe que elaborou o material deste ano explica que a ideia é dinamizar a vivência da Atividade.

A proposta é que a Roda de Conversa e o Roteiro de Encontro sejam realizados durante todo o mês de março. Nesses dois materiais existem propostas de Gestos Concretos, que devem ser realizados durante a Semana da Cidadania, que acontece de 11 a 18 de abril. Já o Ofício Divino fica como uma proposta de Celebração para depois das atividades realizadas.

Para realizar o download do material Clique Aqui

Dia Mundial de Oração

O DIA MUNDIAL DA ORAÇÃO é um movimento que reúne mulheres cristãs, de muitas tradições, em todo o mundo, para observar um dia comum de oração por ano. Em muitos países esse contato tem continuidade em reuniões de oração e trabalho.

As origens do Dia Mundial de Oração remontam ao século XIX, quando mulheres cristãs dos Estados Unidos e Canadá iniciaram através da oração, uma variedade de atividades de cooperação e apoio à participação de mulheres em obra missionária nacional e estrangeira.

Atualmente é realizado em mais de 170 países e regiões, simbolizado por uma celebração anual – primeira sexta-feira de março.

Participam da celebração, no Espírito Santo a Igreja Presbiteriana Unida, Igreja Episcopal Anglicana, Igreja Evangélica de Confissão Luterana e Igreja Presbiteriana Unida e as Igrejas da Arquidiocese de Vitória.

Na próxima sexta-feira, dia 06 de março, haverá a celebração do DIA MUNDIAL DA ORAÇÃO, na Primeira Igreja Presbiteriana Unida de Vitória ( Rua 7 de setembro, 421, Centro), às 19 horas, à qual todos são bem-vindos, homens, mulheres e crianças.

Primeira Reunião de Coordenação de 2015

No dia 01 de março de 2015 tivemos nossa primeira reunião de coordenação de 2015. Aprovamos nossas ações para o triênio 2015-2017. 

Refletindo sobre nossas sedes e nossas águas, encontramos na música dos Engenheiros do Hawaii inspiração para nossa caminhada.

Clique aqui e veja as fotos.

Curtam aí a música "Somos quem podemos ser..."

Crônica da destruição do Cerrado

“A ideologia mórbida do capitalismo rural detonou o bioma mais antigo no país - responsável por quase 20 mil nascentes - e isso impacta o Brasil inteiro”. Confira a matéria: 

O professor Altair Sales Barbosa, da PUC de Goiás, criador do Memorial do Cerrado, em Goiânia, nos últimos anos tem argumentado que o cerrado como bioma não existe mais, tamanha a destruição pelo avanço do agronegócio. Ele não é o único. Os mais otimistas consideram que em 2030 o cerrado não existirá mais, seguindo a média de extinção de dois milhões de hectares por ano. Ou seja, em 45 anos, contando do início da década de 1970 – O Programa de Desenvolvimento do Cerrado, chamado polo centro pelos militares, foi instituído em 1975-, a ideologia mórbida do capitalismo rural brasileiro detonou o bioma mais antigo no país, responsável por quase 20 mil nascentes, que abastecem oito das 12 regiões hidrográficas. As quatro mais importantes: do rio Paraná, do rio São Francisco e dos rios Araguaia e Tocantins.

Como diz o professor Altair Sales as águas que nascem no cerrado abastecem as grandes bacias do continente sul-americano, e todas elas nascem de aquíferos, sendo os três mais importantes o Guarani, o Bambuí e o Urucaia. O cerrado é conhecido pela pobreza de nutrientes no solo, embora tenha 12.365 espécies de plantas catalogadas, além do excesso de alumínio, o que aumenta o problema. Então são plantas que crescem retorcidas, as folhas parecem couro, a densidade é menor, embora o bioma em si tenha algumas divisões, desde regiões com gramíneas, arbustos até árvores de 30 metros.

Ato em defesa dos Direitos das Mulheres: 5 de março, em Brasília

“As Religiões pelos direitos das Mulheres” é o tema do Ato que pretende reunir mulheres de todas as religiões, na Avenida das Bandeiras – Esplanada dos Ministérios, em Brasília-DF, no próximo dia 5, por ocasião do Dia Internacional da Mulher a ser celebrado no dia 8 de março.

O Ato, que é organizado pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), Fé Bahai, Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), Abrawica e Federação Umbanda e Candomblé consistirá em momentos de reflexão e uma caminhada celebrativa do Dia da Mulher.

A secretária-geral do CONIC, Romi Benke, falou sobre as razões da realização deste evento. “Ao celebrarmos o Ano de Hypatia, considerada a primeira mulher que sofreu as consequências da intolerância religiosa, queremos reafirmar nosso compromisso em favor do diálogo, da promoção de uma cultura de paz e, principalmente, chamar a atenção para os altos índices de violência contra a mulher que ocorrem em nosso país. Esta violência é resultado de um sistema que se assegura em pilares patriarcalistas e colonialistas”, disse.