Celebração de abertura das atividades 2015

 No dia 27/02/2015 realizamos a abertura de nossos estudos, trabalhos e atividades do ano com uma celebração. Ao som de música boa, gente animada e muita comida, celebramos e refletimos as nossas sedes e nossas águas para 2015. As sedes são muitas e as águas devem ser encontradas. Buscar as águas juntos parece ser bem mais fácil! 

Clique aqui e veja as fotos desse encontro de cebianas e cebianos.

Estudo Bíblico do 1º Semestre

Conquistas dos direitos humanos em 2014

SUCESSOS GLOBAIS

• Após mais de duas décadas de campanhas, 2014 viu o Tratado sobre o Comércio de Armas, assinado por 130 países e ratificado por 62, entrar em vigor. O tratado provê um sistema que limita a transferência internacional de armas e munições e, se implementado, ajudará a salvar milhares de vidas.

• Em dezembro, 117 países votaram a favor de uma resolução da Assembleia Geral da ONU para estabelecer uma moratória nas execuções com a perspectiva de abolir a pena de morte globalmente. Desde a última resolução, em dezembro de 2012, Guiné Equatorial, Eritreia, Fiji, Nigéria e Suriname mudaram seus votos em favor da resolução e Bahrein, Mianmar, Tonga e Uganda passaram da oposição para a abstenção.

• A publicação, em dezembro, do relatório do Comitê Seleto de Inteligência do senado dos EUA sobre o programa de detenção da CIA expôs não apenas os detalhes chocantes dos abusos envolvidos, mas também a extensão da cumplicidade dos países europeus que abrigavam campos de detenção secretos ou prestavam assistência ao governo americano na transferência ilegal, no desaparecimento forçado e na tortura e outros maus-tratos de dezenas de detidos.

Resposta global a atrocidades cometidas por Estados e grupos armados é ‘vergonhosa e ineficaz’

foto: Até o final de 2014, cerca de quatro milhões de pessoas fugiram do conflito na Síria.

Governos devem ‘parar de fingir’ que a proteção de civis está além de seu poder.

O relatório O Estado dos Direitos Humanos no Mundo 2014/2015 prevê mais civis em risco de abusos por grupos armados, contínuos ataques à liberdade de expressão, e um agravamento da crise humanitária e de refugiados, a menos que haja uma mudança fundamental na resposta global ao conflito.

A Anistia Internacional clama por ação global, incluindo a renúncia ao direito de veto pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas em situações de atrocidades em massa.

“Líderes mundiais devem agir urgentemente para confrontar as mudanças na natureza dos conflitos ao redor do mundo e proteger os civis de violência por Estados e grupos armados”, afirmou a Anistia Internacional em seu relatório anual.

Marcos 9,2-10: Este é o meu filho amado, escutai-o - Ildo Bohn Gass

Situando o texto na estrutura do Evangelho e na intenção de Marcos

No próximo domingo, muitas comunidades celebram, tendo como Evangelho a narrativa de Marcos que apresenta Jesus vitorioso sobre a morte e sobre os poderes que o mataram. É o texto mais conhecido como a transfiguração de Jesus no monte (Marcos 9,2-10).

Conforme o plano deste Evangelho, encontramo-nos na parte que se refere ao caminho do discipulado, do seguimento (Marcos 8,22-10,52). É o caminho em que Jesus vai abrindo os olhos, isto é, vai instruindo as pessoas que o seguem sobre quais os critérios e quais as exigências do seguimento ao projeto do Reino. Por isso, começa narrando a cura da cegueira como um processo (Marcos 8,22-26) que somente será completo, depois de todas as orientações de Jesus, quando Bartimeu, curado da cegueira, decide seguir Jesus pelo caminho (Marcos 10,46-52). Nesse caminho, estão os três anúncios da paixão (Marcos 8,31-32; 9,30-31; 10,32-34). Cada anúncio vem seguido pela incompreensão ou cegueira dos discípulos e por instruções de Jesus sobre o seguimento. O relato da transfiguração no monte faz parte das instruções após o primeiro anúncio da paixão. Sua função é contribuir na cura da cegueira, na falta de entendimento do caminho, do seguimento ontem e hoje.

Pastorais do Campo e movimentos sociais entregam Carta Denúncia a integrante da Comissão Interamericana de Direitos Humanos

Representantes das Pastorais do Campo e de movimentos sociais, reunidos entre os dias 6 e 8 de fevereiro em Luziânia (Goiás), entregaram Carta Denúncia ao representante da Comissão Interamericana de Direitos Humanos. No documento, as organizações destacam as ofensivas contra os povos do campo brasileiro. Confira a Carta na íntegra:

Ao prezado Senhor Felipe Gonzalez,
Comissão Interamericana de direitos Humanos

Brasília, 6 de fevereiro de 2015
Prezado Senhor Comissário,

Acolhendo o convite para contribuir na denúncia das graves violações dos direitos dos indígenas e do campesinato do Brasil, nos dirigimos a vossa senhoria para apontar algumas questões que vem ocorrendo no País.

Há uma ofensiva do capital sobre as sobre as comunidades camponesas, povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais, seringueiros, vazanteiros, quebradeiras de coco, litorâneos e ribeirinhos, comunidades de fundo e fecho de pasto, posseiros e acampados. Modos de vida estão sendo destruídos, sofrem todo tipo de violência e mortes.

Igreja, Sociedade e as Juventudes

Nos modos distintos de atuação da REJU podemos afirmar a relação da Campanha da Fraternidade promovida pela CNBB, ICAR, que neste ano possui como tema "Fraternidade: Igreja e Sociedade”, e o lema "Eu vim para servir” (cf. Mc 10,45).

Ampliando a perspectiva que ultrapassa as dimensões da análise pastoral Católica Romana podemos afirmar que o Brasil passa por um momento de embate onde as pautas da religião e política assumem destaque na dinâmica social. "Eu vim para servir ", provoca não só a comunidade católica, mas as diferentes comunidades de fé a se unirem para enfrentar à "globalização da indiferença ", sendo cada vez mais atuantes na luta contra as desigualdades sociais e superação das intolerâncias.

Como Juventude Ecumênica nos sentimos amparados quanto ao discurso da Campanha que professa o desafio de servir e a missão de se buscar a plenitude do Reino na sociedade, o que de modo concreto, compreendemos pela promoção da Justiça Social. Com a consciência de que a igualdade vem cercada da equidade. E assim pelo dever de reparar problemáticas históricas inerentes ao nosso passado.

Queremos ver os jovens vivos

Em 2012, 56.000 pessoas foram assassinadas no Brasil. Destas, 30.000 são jovens entre 15 a 29 anos e, desse total, 77% são negros. A maioria dos homicídios é praticado por armas de fogo, e menos de 8% dos casos chegam a ser julgados.

Apesar dos altíssimos índices de homicídio de jovens negros, o tema é em geral tratado com indiferença na agenda pública nacional. As consequências do preconceito e dos estereótipos negativos associados a estes jovens e aos territórios das favelas e das periferias devem ser amplamente debatidas e repudiadas.

Com o objetivo de mobilizar a sociedade e romper com a indiferença, a Anistia Internacional Brasil lança a campanha Jovem Negro Vivo.

O destino de todos os jovens é viver!

Todos os jovens têm direito a uma vida livre de violência e preconceito. Vamos lutar por isso, e exigir políticas públicas de segurança, educação, saúde, trabalho, cultura, mobilidade urbana, entre outras, que possam contribuir para transformar esta realidade.

Confira os dados da campanha no infográfico animado (abaixo) e veja de que realidade estamos falando. Mais chocante que essa realidade, só a indiferença. Queremos ver os jovens vivos! Assine aqui o manifesto da Anistia Internacional.

Relatório 2014/2015: Anistia Internacional destaca crise da segurança pública no Brasil

Foto: Polícia prende manifestante em Porto Alegre, Brasil, junho 2014 

O ano de 2014 foi marcado pelo agravamento da crise da segurança pública no Brasil. Esta é a principal questão levantada no capítulo brasileiro do Relatório 2014/15– O Estado dos Direitos Humanos no Mundo, lançado na quarta-feira (25) pela Anistia Internacional em todo o mundo. A curva ascendente dos homicídios no país; a alta letalidade nas operações policiais, em especial nas realizadas em favelas e territórios de periferia; o uso excessivo da força no policiamento dos protestos que antecederam a Copa do Mundo; as rebeliões com mortes violentas em presídios superlotados, e casos de tortura mostram que a segurança pública no país precisa de atenção especial por parte das autoridades brasileiras.

“O Brasil é um dos países onde mais se mata no mundo”, destaca Atila Roque, diretor executivo da Anistia Internacional no Brasil. “Cultivamos a ideia de um país pacífico, mas convivemos com números de homicídios que superam, inclusive, situações onde existem conflitos armados e guerras. É inadmissível que haja cerca de 56 mil vítimas de homicídios por ano, a maior parte composta de jovens, e este não seja o principal tema de debate na agenda pública nacional”, conclui.

O capítulo brasileiro no relatório traz uma retrospectiva sobre os principais acontecimentos de 2014 e alguns destaques de 2013, a começar pelos protestos que antecederam a Copa do Mundo. Milhares de manifestantes saíram às ruas e muitos deles foram cercados e detidos arbitrariamente. Jornalistas também foram agredidos. Os episódios demonstraram que as polícias não estão preparadas para assegurar direitos fundamentais da democracia: a liberdade de expressão e de manifestação pacífica.

Desmatamento cresce 169% na Amazônia Legal

Em janeiro de 2015, foram desmatados 288 km² na Amazônia Legal - aumento de 169% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando a devastação se estendeu por 107 km².

O monitoramento, não oficial, foi realizado pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), de Belém, no Pará.

Além dos dados sobre o corte raso, o boletim publicado pelo Imazon também incluiu números relativos à degradação florestal - áreas onde a floresta não foi inteiramente suprimida, mas foi muito explorada ou atingida por queimadas.

Em janeiro, as áreas degradadas chegaram a 389 km², um salto de 1.116% em relação ao mesmo mês de 2014, quando foram registrados 32 km². Segundo o boletim, toda a degradação florestal detectada em 2015 aconteceu em Mato Grosso.

Às agressões humanas, a Terra responde com flores

Mais que no âmago de uma crise de proporções planetárias, nos confrontamos hoje com um processo de irreversibilidade. A Terra nunca mais será a mesma. Ela foi transformada em sua base fisico-quimica-ecológica de forma tão profunda que acabou perdendo seu equilíbrio interno. Entrou num processo de caos, vale dizer, perdeu sua sustentabilidade e afetou a continuação do que, por milênios, vinha fazendo: produzindo e reproduzindo vida.

Todo caos possui dois lados: um destrutivo e outro criativo. O destrutivo representa a desmontagem de um tipo de equilíbro que implica a erosão de parte da biodiversidade e, no limite, a diminuição da espécie humana. Esta resulta ou por incapacidade de se adaptar à nova situação ou por não conseguir mitigar os efeitos letais. Concluído esse processo de purificação, o caos começa mostrar sua face generativa. Cria novas ordens, equilibra os climas e permite os seres humanos sobreviventes construírem outro tipo de civilização.

Da história da Terra aprendemos que ela passou por cerca de quinze grandes dizimações, como a do cambriano há 480 milhões de anos, que dizimou 80-90% das espécies. Mas por ser mãe generosa, lentamente, refez a diversidade da vida.

Igreja e Sociedade - Marcelo Barros

"Igreja e Sociedade" é o tema que a Igreja Católica no Brasil assumiu para a Campanha da Fraternidade 2015. Essa é aberta por uma palavra do papa Francisco nessa quarta feira que dá início ao tempo da Quaresma e à preparação para a celebração da Páscoa. A Campanha da Fraternidade nos lembra que a verdadeira espiritualidade passa pelo cuidado com as outras pessoas. A Campanha da Fraternidade desse ano recorda que há 50 anos, a Igreja Católica encerrava o Concílio Vaticano II. Essa reunião de todos os bispos católicos do mundo se propunha a renovar profundamente a vida e a ação das Igrejas cristãs. Para isso, refletiu sobre a natureza da Igreja, as bases de sua fé e a sua missão no mundo. Produziu 16 documentos que, até hoje, são referência para a ação pastoral. Um dos mais importantes, publicado em dezembro de 1965 é a Constituição sobre a Igreja no mundo de hoje (Gaudium et Spes). Tanto através desse documento, como pelo testemunho dos bispos reunidos no Concílio, a Igreja Católica se propôs a aprofundar o diálogo amigo e humilde que o papa João XXIII tinha iniciado com a humanidade, com as pessoas crentes e também as descrentes. Esse diálogo que, nas últimas décadas, tinha sido interrompido, foi retomado, nos nossos dias, pelo papa Francisco.

Mc 1, 12-15: A Boa Nova é testada e provada no deserto - Mesters e Lopes

Depois do batismo, o Espírito de Deus toma conta de Jesus e o empurra para o deserto, onde ele se prepara para a missão (Mc 1,12s). Marcos diz que Jesus esteve no deserto 40 dias e que foi tentado por Satanás. Em Mateus 4,1-11 se explicita a tentação: tentação do pão, tentação do prestígio, tantação do poder. Foram três tentações que derrubaram o povo no deserto, depois da saída do Egito (Dt 8,3; 6,16; Dt 6,13). Tentação é tudo aquilo que afasta alguém do caminho de Deus.

Orientando-se pela Palavra de Deus, Jesus enfrentava as tentações e não se deixava deviar (Mt 4,4.7.10). Ele é igual a nós em tudo, até nas tentações, menos no pecado (Hb 4,15). Inserido no meio dos pobres e unido ao Pai pela oração, fiel a ambos, ele resistia e seguia pelo caminho do Messias-Servidor, o caminho do serviço a Deus e ao povo (Mt 20,28).

ALARGANDO

A semente da Boa Notícia, o início do anúncio do Evangelho na América Latina

Marcos inicia dizendo como foi o começo. Você esperaria de Marcos uma data bem precisa. Em vez disso, recebe uma resposta aparentemente confusa. Para descrever esse começo, Marcos cita Isaías e Malaquias (Mc 1,2-3). Fala de João Batista (Mc 1,4-5). Alude ao profeta Elias (Mc 1,4). Evoca a profecia do Servo de Javé (Mc 1,11) e as tentações do povo no deserto, depois da saída do Egito (Mc 1,13). Você pergunta: "Mas afinal, o começo foi quando: na saída do Egito, no deserto, em Moisés, em Elias, em Isaías, em Malaquias, em João Batista?" O começo, a semente pode ser tudo isso ao mesmo tempo. O que Marcos quer sugerir é que olhemos a nossa história com outros olhos. O começo a semente da Boa Nova de Deus, está escondida dentro da vida da gente, dentro do nosso passado, dentro da história que vivemos.

Tempo de rever projetos de vida - Magali Cunha

Vivemos o tempo da Quaresma. Estou entre os poucos evangélicos que tiveram chance de aprender e valorizar este período como oportunidade de revisão da vida. Digo isto porque, por conta de sua história e teologia, a maior parte das igrejas evangélicas no Brasil desconsidera o calendário litúrgico cristão e seus ensinamentos.

Os 40 dias, Quaresma, que antecedem a Páscoa, procuram recuperar o sentido do número 40 registrado nos textos sagrados. Da narrativa do dilúvio, passando pelo tempo de viagem do povo hebreu no deserto, do Egito à Terra Prometida, ao número de dias que Jesus passou no deserto antes de iniciar sua intensa vida pública, são muitas as referências ao 40 na Bíblia cristã. Em todas, o número revela não um tempo cronológico exato, mas um momento vivido na sua completude, que, frequentemente, marca decisões e mudanças.

É por isso que um dos textos mais importantes para reflexão durante a Quaresma é a narrativa sobre Jesus no deserto, conhecida como “As tentações de Cristo”. O texto conta que, quando retirado para um momento de preparação, Jesus foi tentado três vezes pelo Diabo. As três tentações representavam desafios e, se respondidos como sugerido pelo Diabo (do grego diabolos, caluniador, opositor), dariam novo rumo às ações do Nazareno. São elas: transformar pedras em pães, receber autoridade e poder sobre todos os reinos do mundo (no caso, o romano), subir ao ponto mais alto do templo de Jerusalém e se jogar para que anjos o amparassem.

Suíça: Igrejas pedem diminuição no consumo de carne para reduzir fome e mudanças climáticas

Durante a quaresma de 2015, igrejas e organizações da Suíça realizarão uma campanha ecumênica pela redução do consumo de carne. A iniciativa quer ajudar a sociedade a enxergar como o consumo abusivo de carne na Europa está interligado com as alterações climáticas e com a fome nos países do Terceiro Mundo.

Na Suiça, alerta a campanha, frangos e animais são frequentemente engordados com soja produzida no Brasil e em outros países do Hemisfério Sul em regime de monocultura, latifúndio e agronegócio. Esse modelo de produção de grãos incentiva a destruição de florestas e cerrados e expulsa pequenos agricultores de suas terras. Além disso, a destruição da floresta tropical, o emprego de adubos químicos e a criação intensiva de animais contribuem para o aquecimento climático. Acrescentando-se os custos indiretos, a produção industrial de alimentos é responsável por cerca de 40% do total de emissões de gases que aceleram o chamado efeito estufa.

“Menos para nós, o suficiente para todos e todas”

Tendo como lema “Menos para nós, o suficiente para todos e todas”, a campanha argumenta que comer carne não é incompatível com um estilo de vida saudável e respeitoso para com o meio ambiente. É o que a campanha quer mostrar, propondo pistas de ação que estão ao alcance de todas as pessoas: reduzir pela metade o consumo de carne; preparar com mais frequência legumes e leguminosas, adquirir carne e leite de animais não confinados e não desperdiçar alimentos. Na Suíça, atualmente, quase um terço dos alimentos comprados acabam no lixo (Infelizmente, é a mesma realidade junto às elites brasileiras).

Jejum pelo Clima

A Federação Luterana Mundial lançou o programa “Fast for the Climate”, “Jejum pelo Clima, em português, que busca abrir espaço nas discussões das questões socioambientais e chamar a atenção para a importância da questão ambiental, através de jejuns programados para o primeiro dia de cada mês.

O jejum é uma atitude corajosa, que já foi usada por vários líderes como ferramenta de mudança, sendo o exemplo mais lembrado o do indiano Mohandas Gandhi, mais conhecido pelo apelido de Mahatma, “grande alma”, em sânscrito.

A força do Jejum pelo Clima está no trabalho global em rede, em que pessoas das mais diferentes culturas, expressões de fé e anseios pessoais se unem com o mesmo objetivo: a conscientização sobre a questão socioambiental.

O jejum talvez seja uma metáfora sobre a necessidade urgente da redução do consumo de recursos naturais, que já está causando alterações na relação do ser humano com a natureza.

Parece que pela primeira vez pudemos sentir a força dos efeitos das mudanças climáticas no Brasil, com a recente crise da água em São Paulo. Não que os efeitos não tivessem sido sentidos antes no país, mas talvez nunca ganharam tanta visibilidade quanto atualmente.

Pensando nisso e visando complementar a ação do Jejum pelo Clima, fizemos uma pequena e simplória lista de atitudes a serem incorporadas no nosso cotidiano, para contribuir com a manutenção de todas as formas de vida da Terra. São práticas que requerem uma certa mudança de hábitos, mas são simples e ganham ainda mais força quando trabalhadas em rede, e vão além dos tradicionais “reduza o tempo no banho” e “utilize o transporte público”.

O bem comum foi enviado ao limbo - Leonardo Boff

As atuais discussões políticas no Brasil em meio a uma ameaçadora crise hídrica e energética se perdem nos interesses particulares de cada partido. Há uma tentativa articulada pelos grupos dominantes, por detrás dos quais se escondem grandes corporações nacionais e multinacionais, a midia corporativa e, seguramente, a atuação do serviços de segurança do Império norte-americano, de desestabilizar o novo governo de Dilma Rousseff. Não se trata apenas de uma feroz critica às políticas oficiais mas há algo mais profundo em ação: a vontade de desmontar e, se possível, liquidar o PT que representa os intersses das populações que historicamente sempre foram marginalizadas. Custa muito às elites conservadores aceitarem o novo sujeito histórico – o povo organizado e sua expressão partidária – pois se sentem ameaçadas em seus privilégios. Como são notoriamente egoistas e nunca pensaram no bem comum, se empenham em tirar da cena essa força social e política que poderá mudar irreversivelmente o destino do Brasil.

Estamos esquecendo que a essência da política é a busca comum do bem comum. Um dos efeitos mais avassaladaores do capitalismo globalizado e de sua ideologia, o neo-liberalismo, é a demolição da noção de bem comum ou de bem-estar social. Sabemos que as sociedades civilizadas se constroem sobre três pilastras fundamentais: a participação (cidadania), a cooperação societária e respeito aos direitos humanos. Juntas criam o bem comum. Mas este foi enviado ao limbo da preocupação política. Em seu lugar, entraram as noções de rentabilidade, de flexibilização, de adaptação e de competividade. A liberdade do cidadão é substituida pela liberdade das forças do mercado, o bem comum, pelo bem particular e a cooperação, pela competição.

Cartaz da Semana da Cidadania é lançado

Juventude, Mídia e Sociedade”: esse é o tema da Semana da Cidadania de 2015, que será realizada de 11 a 18 de abril pela Pastoral da Juventude (PJ), Pastoral da Juventude Rural (PJR), Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP) e Pastoral da Juventude Estudantil (PJE). O cartaz traz os elementos da temática, que vai abordar a discussão da Comunicação e da Mídia na Sociedade Brasileira. O responsável pela arte é o baiano Aurélio Fred.

O artista ressaltou que tentou mostrar um olhar de utopia e esperança. “Esse cartaz mostra a utopia de quando nos deparamos com a questão da comunicação, pois hoje é muito difícil você ver na TV povos de realidades diferentes. Por exemplo, um palestino e um judeu se abraçando ou negros e índios apresentando programas. E você também pode ver na TV do cartaz uma mensagem de paz: o papa soltando as pombas. Por isso que pensei a arte como algo utópico, porque tanto TV, jornais ou rádio não mostram o que a gente gostaria de ver”, destaca Aurélio.

Por que existe fome no mundo?

Segundo um relatório da Fundação das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura do ano de 2000, no estágio alcançado pela produção agrícola, a Terra pode alimentar 12 bilhões de pessoas.

Contudo, a cada dia no planeta, por volta de 100 mil pessoas morrem de fome, e 826 milhões estão em um estado grave de desnutrição.

Mas como pode acontecer que mesmo com nossa capacidade tecnológica, não atendamos nossa necessidade mais básica?

Por que, mesmo na era do consumo desenfreado e do supérfluo, a perspectiva de uma penúria alimentar mundial nunca esteve tão próxima?

E o que fazer para reconquistar nossa segurança alimentar?

Em resumo, a fome no mundo:

- não acontece em razão de uma fatalidade, localização geográfica ou fenômeno climatológico;
- é resultado de uma escolha da economia;
- é agravada pela concentração agrícola e privatização da vida;
- pode ser combatida com eficácia através da soberania alimentar das populações sobre seus territórios, a fim de eliminar a fome e a desnutrição, através da agricultura natural, eficiente e respeitosa com os ecossistemas, para substituir o modelo da agricultura intensiva e química;
- exige que os agricultores se posicionem como guardiões do equilíbrio da terra.

Mc 1, 40-45: Manter viva a consciência da missão! - Mesters e Lopes

1 - SITUANDO

Nos versículos 16 a 45 do primeiro capítulo, Marcos descreve o objetivo da Boa Nova e a missão da comunidade, apresentando oito critérios para as comunidades do seu tempo poderem avaliar a sua missão. Tanto nos anos 70, época em que Marcos escreveu, como hoje, época em que nós vivemos, era e continua sendo importante ter diante de nós modelos de como viver e anunciar o Evangelho e de como avaliar a nossa missão.

2 - COMENTANDO

Mc 1, 40-42: Acolhendo e curando o leproso, Jesus revela um novo rosto de Deus
Um leproso chega perto de Jesus. Era um excluído. Devia viver afastado. Quem tocasse nele ficava impuro também! Mas aquele leproso teve muita coragem. Transgrediu as normas da religião para poder chegar perto de Jesus. Ele diz: "Se queres, podes curar-me!" Ou seja: "Não precisa tocar-me! Basta o senhor querer para eu ficar curado!" A frase revela duas doenças: 1) a doença da lepra que o tornava impuro; 2) a doença da solidão a que era condenado pela sociedade e pela religião. Revela também a grande fé do homem no poder de Jesus. Profundamente compadecido, Jesus cura as duas doenças. Primeiro, para curar a solidão, toca no leproso. É como se dissesse: "Para mim, você não é um excluído. Eu o acolho como irmão!" Em seguida, cura a lepra dizendo: "Quero! Seja curado!" O leproso, para poder entrar em contato com Jesus, tinha transgredido as normas da lei. Da mesma forma, Jesus, para poder ajudar aquele excluído e, assim, revelar um rosto novo de Deus, transgride as normas da sua religião e toca no leproso. Naquele tempo, quem tocava num leproso tornava-se um impuro perante as autoridades religiosas e perante a lei da época.

Roda de Biodanza na sala do CEBI-ES


Mas é carnaval Não me diga mais quem é você! O que você pedir eu lhe dou, Seja você quem for, Seja o que Deus quiser! - anci Cardoso Pereira

O Levítico da Bíblia é um livro carnavalesco! a carne bem passada, mal passada ao ponto interessa aos rituais, as ordenações e as danações da religião e seu calendário. Os sacerdotes, todos eles homens, cheiram, cutucam, manipulam, esfregam o corpo do mundo e da gente na carne das ofertas em carros alegóricos de altares e sacristias. Tudo que não pode, tudo que é perigoso vai ser permitido na lista, no enunciado de todos os exageros possíveis da carne... até chegar o tempo de se arrepender, de recolher os excessos e repetir a liturgia de voltar à ordem... todo culto & missa acaba sendo quarta-feira de cinzas: tudo queimado, gasto, consumido nos dias de folia precisa reencontrar seu descanso e alguma santidade ordeira da vida comunitária. O Levítico é um desfile sem fim de corpos: pessoal, social... o corpo do mundo. Tudo goza, tudo geme... alalaô!

Abre Alas

O corpo das ofertas animais ou de grãos esta em relação com a pureza do sacerdote que esta em relação com as pessoas que ofertam que estão em relações familiares e sexuais aceitas ou não, que estão em relação com os pecados das lideranças e tudo vai parar na cabeça de um bode expiratório que vai ser abandonado no deserto com todos os pecados conhecidos e desconhecidos de toda a comunidade. Entre os diversos níveis de relações o Levítico propõe as festas como arranjos simbólicos e de sociabilidade que tornam a vida comunitária possível. A comunicação entre todas as esferas de vida vai até a estrutura social, a posse da terra e os sistemas de dividas sempre voltando até o altar e os olhares escrutinadores do sacerdote e sua capacidade de calculo dos ativos e passivos coletivos e individuais que fazem girar a economia do altar.

SOUC 2015: igrejas do Brasil promovem unidade com diversidade

Uma visão de unidade cristã acompanhada por respeito pela diversidade inspirou o processo de elaboração dos materiais deste ano da Semana Nacional de Oração pela Unidade dos Cristãos e Cristãs (SOUC). O grupo responsável pelo material, formado de representantes de igrejas e organismos ecumênicos, ressaltou o valor da unidade cristã numa época em que a intolerância religiosa cresce ao redor do mundo. O material é publicado em parceria pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e pelo Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos.

Tradicionalmente celebrada entre 18 e 25 de janeiro (no hemisfério Norte) ou em Pentecostes (no hemisfério Sul), a edição deste ano, que será comemorada entre 17 e 24 de maio, enfoca um tema inspirado no evangelho de João: “Dá-nos um pouco da tua água”.

Enviado em 2012 pela Comissão de Fé e Ordem do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), o convite para preparar o material foi, ao mesmo tempo, uma oportunidade e um desafio para o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC). Liderado pelo presidente, dom Manoel João Francisco, e pela secretária-geral, pastora Romi Bencke, o CONIC reuniu um grupo de representantes de suas igrejas-membro e membros fraternos, como o Centro de Estudos Bíblicos (CEBI) e o Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI).

O Carnaval da Libertação - Por Marcelo Barros

Em várias cidades brasileiras, já estamos em tempo de Carnaval. No Rio de Janeiro, Olinda, Salvador e outras cidades tradicionais, os blocos estão nas ruas e as pessoas superam as dores e angústias do cotidiano através da dança, das brincadeiras e da alegria do Carnaval. Ainda há pessoas e grupos que veem nisso mera alienação. Alguns grupos religiosos condenam o mundanismo e julgam o Carnaval como produto do diabo. Não há dúvidas de que o Capitalismo faz de tudo mercadoria. No Carnaval, explora um erotismo simplesmente comercial. Fomenta o uso exagerado de bebidas e mesmo de drogas. Tudo isso cria um circulo vicioso com a violência urbana que explode em alguns fenômenos de massa não bem canalizados. No entanto, apesar desses problemas, toda festa, mesmo a mais aparentemente mundana, reúne pessoas em uma expressão de alegria e tem, por isso, uma dimensão nobre e, podemos mesmo dizer: espiritual.

De um modo ou de outro, todas as culturas valorizam a festa como sinal e antecipação do pleno e definitivo encontro com a divindade. Jesus afirmou que o reinado divino vem ao mundo, qual uma música deliciosa que convida todos a dançarem. Ele se queixa de sua geração que parece com pessoas que, mesmo ao som da música, não reagem e ficam indiferentes (Lc 7, 31- 32). Ninguém deveria ficar apático diante dos sinais do amor e da comunhão humana que tornam a vida, mesmo sofrida, uma festa de alegria, inspirada pelo Espírito. Conforme o quarto evangelho, Jesus começou a anunciar o reinado divino no mundo, transformando água em vinho simplesmente para que não faltasse alegria em uma festa de casamento (Jo 2).

Encontros de 2014 com as Juventudes

23/11/2014

No dia 23/11/14 nos reunimos mais uma vez. Foi mais uma linda vivência! Nos encontramos na sala do CEBI-ES para partilhar a vida, iluminando-a com a Bíblia. Fizemos memória da caminhada deste ano de 2014 e já pensamos algumas atividades para 2015. Assim como os/as discípulos/as de Emaús podemos dizer: "Não ardia o nosso coração quando Ele nos falava pelo caminho...?"

Clique aqui e veja as demais fotos do nosso encontro! Ano que vem esperamos por você!



Encontro de formação de lideranças com jovens da IECLB, em Vila Valério

Aconteceu nos dias 20 e 21 de setembro de 2014, em Vila Valério – ES, um encontro de formação de lideranças com jovens da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil. 

Este encontro contou com a presença e participação de 51 jovens e dois 02 pastores e foi trabalhado o tema estudado foi “A Linguagem Apocalíptica e Apocalipse de João”. Estiveram presentes jovens de várias cidades do Estado do Espírito Santo: Domingos Martins, Marechal Floriano, Vila Valério, Itaguaçu, Jaguaré, Vila Velha, Santa Maria de Jetibá. Foi um encontro extremamente agradável e, para o CEBI – ES, foi muito importante, pois o trabalho teve como público justamente uma das linhas de ação que o CEBI-ES pretende sempre avançar, que é a juventude.

Estudo Bíblico da CF 2015

O CEBI-ES realizou no sábado dia 07 de fevereiro um dia inteiro de Estudo Bíblico sobre a Campanha da Fraternidade 2015, com o tema: Fraternidade, Igreja e Sociedade e o lema: "Eu vim para servir" (Mc 10,45).O Encontro contou a com a participação de 63 pessoas vindas das cidades de Vitória, Viana, Cariacica, Vila Velha, Serra, Guarapari (região metropolitana).

Partindo da Leitura Popular da Bíblia, parte central da metodologia do CEBI, a Equipe responsável pelo encontro procurou desenvolver o conteúdo proposto levando em conta um outro método consagrado pela Igreja Católica na América Latina - VER, JULGAR E AGIR. 

O Encontro começou com a acolhida e a apresentação de cada um dos participantes, o seu município e a paróquia. Uma vez apresentados fomos convidados à oração com a introdução do Ofício Divino das Comunidades e a Oração Oficial da CF 2015. Em seguida, houve a apresentação dos principais objetivos da CF 2015.

Já o desenvolvimento do Encontro se deu assim: 

No momento do VER os participantes foram convidados a levantar, em pequenos grupos, os principais desafios da Igreja e da Sociedade no mundo atual. Uma parte do vídeo da CNBB sobre a CF 2015 concluiu esse momento.

Reflexão sobre a CF 2015 na Rádio América

Hoje, 08/02/2015, refletimos o tema "CF-2015: Igreja e Sociedade", em mais um Programa Palavra na Vida, na Rádio América 690 AM. O CEBI-ES enviou: Aguinaldo Bortolini, Roberta Estefania Soares e Ivonete Maria da Silva. Além disso, contamos com o apoio de Marco Romanha nessa reflexão.

O Programa vai ao ar todos os domingos de 16:30 às 18:00. Até domingo!

Estudos de 2014


Iniciamos no dia 13 de março de 2014 o estudo do Livro do Cântico dos Cânticos. Os encontros durarão todo o 1º semestre, sempre nas quintas-feiras e às 19:00. O enceramento do Curso foi no dia 26 de junho de 2014. 

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No dia 06/06 tivemos a prazerosa presença do monge Marcelo Barros nos auxiliando na reflexão desse livro provocante e revelador do amor através da mulher e do homem.

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No dia 10 de maio de 2014 tivemos um dia dedicado a estudar uma Visão Geral do Evangelho da Comunidade de Mateus. O encontro foi na nossa sala, no centro de Vitória. Estudar juntos é sempre muito bom e prazeroso! Como diz a canção: "... aprender um pouco mais, é Evangelho permanente, crescer na fé, em Jesus Cristo é missão de toda gente ...". E foi nessa motivação que olhamos para a nossa realidade e estudamos como o Evangelho da Comunidade de Mateus lança luzes para o nosso caminhar. 

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Relembrando as atividades de 2014

Abertura dos Trabalhos 2014

O inícios dos trabalhos do CEBI-ES é momento de alegria e abastecimento de nossa esperança para a caminhada que faremos durante o ano. É sempre bom dizermos "fica conosco Senhor" (cf. Lc 24,13-35). É um encontro celebrativo e um envio para "águas mais profundas" (cf. Lc 5,1-11).

Aconteceu dia 21 de fevereiro (sexta-feira), às 19:00, na nossa sala. clique aqui e veja as demais fotos desse momento celebrativo.


Bíblia e Tráfico de Pessoas

No dia 22 de fevereiro (sábado), de 08:30 às 17:00, na nossa sala, no Centro de Vitória - ES, realizamos o estudo sobre o tema desafiador proposto pela Igreja Católica Romana para a Campanha da Fraternidade 2014: Fraternidade e Tráfico Humano. É para a liberdade que Cristo nos libertou (Gl.5, 1).

O encontro foi muito enriquecedor. Muitas descobertas! Agora mais esclarecidos podemos Ver, Julgar e Agir com mais segurança. 

Marco de Referência sobre Participação Cidadã de Adolescentes e Jovens

A Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Comunicadores (Renajoc), parceira da FLD via o Programa de Pequenos Projetos, compartilhou o Marco de Referência sobre Participação Cidadã de Adolescentes e Jovens, divulgado no dia 2 de fevereiro de 2015. O material - disponível abaixo para download - foi elaborado pela Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) e o Unicef, com apoio da Agência Brasileira de Cooperação. A Renajoc é citada como exemplo positivo de espaço de discussão e de exercício do direito humano à Comunicação.

"O Unicef e a Secretária Nacional da Juventude (SNJ) publicam, com apoio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), o primeiro Marco de Referência sobre Participação Cidadã de Adolescentes e Jovens, com o objetivo dar um primeiro e consistente passo para a sistematização das experiências de participação e para a construção de um marco de referência sobre esse tema. O documento busca organizar e atualizar os conceitos mais básicos sobre a participação na perspectiva dos próprios jovens, compilar a normativa internacional e as leis nacionais, além de registrar práticas e espaços de participação para inspirar debates e reflexões, fortalecendo, cada vez mais, o direito à participação, conforme prevê o artigo 12 da Convenção sobre os Direitos da Criança.

Marcos 1,29-39: A Cura da sogra de Pedro [Ildo Bohn Gass]

Aproximando-se, ele a tomou pela mão e a fez levantar-se (1,29-39)

A passagem do evangelho segundo Marcos proposta para este final de semana está claramente dividida em três partes.

A cura de uma mulher para a diaconia, o serviço (1,29-31)

No Evangelho segundo Marcos, a primeira cura realizada por Jesus é a expulsão de um espírito impuro de um homem que está sob o domínio de escribas e da sinagoga de Cafarnaum, cidade onde Jesus foi morar, ao iniciar sua missão (Marcos 1,21-28). A lei imposta pelos escribas na sinagoga e no templo, além de ser um peso na vida das pessoas (cf. Mateus 23,1-4; Lucas 13,10-17), impedia que se pensasse e agisse orientado pelo Espírito de Deus. Pois, no dizer de Paulo,“a letra mata, o Espírito é que dá a vida” (2Coríntios 3,6). Por isso, Jesus salva as pessoas dessa força demoníaca que cria dependência e não liberta. 

“Logo que saíram da sinagoga, foram com Tiago e João para a casa de Simão e André” (Marcos 1,29). Convém lembrar que, mais do que frequentar o templo, Jesus prefere as casas, prefere o encontro com povo nos caminhos. Ali, todas as pessoas têm acesso ao encontro com Deus. No templo, só podiam entrar os sacerdotes.

A água no mundo e sua escassez no Brasil - Leonardo Boff

A atual situação de grave escassez de água potável, afetando boa parte do Sudeste brasileiro onde se situam as grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, nos obriga, como nunca antes, a repensar a questão da água e a desenvolver uma cultura do cuidado, acolitado por seus famosos erres (r): reduzir, reusar, reciclar, respeitar e reflorestar.

Nenhuma questão hoje é mais importante do que a da água. Dela depende a sobrevivência de toda a cadeia da vida e, consequentemente, de nosso próprio futuro. Ela pode ser motivo de guerra como de solidariedade social e cooperação entre os povos. Especialistas e grupos humanistas já sugeriram um pacto social mundial ao redor daquilo que é vital para todos: a água. Ao redor da água se criaria um consenso mínimo entre todos, povos e governos, em vista de um bem comum, nosso e do sistema-vida.

Independentemente das discussões que cercam o tema da água, podemos fazer uma afirmação segura e indiscutível: a água é um bem natural, vital, insubstituível e comum. Nenhum ser vivo, humano ou não humano, pode viver sem a água. A ONU no dia 21 de julho de 2010, aprovou esta resolução: “a água potável e segura e o saneamento básico constituem um direito humano esencial.”

Liberdade de expressão e (In)tolerância Religiosa – espaço aberto ao diálogo?

Vinte e um de janeiro foi denominado o Dia Nacional contra a Intolerância Religiosa no Brasil. Líderes religiosos brasileiros se reuniram na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, para dialogarem sobre os dois assuntos que estão em grande evidência hoje no mundo: religião e liberdade de expressão. No país, os religiosos pedem a criação de um Plano Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. A Rede Ecumênica da Juventude (Reju) também programou várias atividades pelo Brasil e lançou a Campanha "Visto Branco pelo fim da intolerância religiosa".

A temática da intolerância religiosa e sua relação com a liberdade de expressão voltou à tona novamente este ano tendo em vista o atentado à revista Charlie Hebdo, ocorrido no último dia 07 de janeiro, matando 17 pessoas. A ação terrorista teria partido de islâmicos fundamentalistas em represália às charges publicadas pela revista que ofendiam o profeta Maomé, o que tem resultado no fortalecimento do que se chama "islamofobia”.

Realidade brasileira

Segundo dados do Disque 100 (Disque Direitos Humanos), da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), no Brasil, em 2014, foram registradas 149 denúncias de discriminação religiosa, uma diminuição se comparado a 2013, quando foram registradas 228 denúncias. Porém, os números podem não revelar a real dimensão do problema e demonstram que a questão religiosa ainda é um desafio. Das 149 denúncias, 26,17% foram no Rio de Janeiro e 19,46% em São Paulo.

E a luta continua: aumentam as ameaças aos povos originários do Brasil

O ano de 2015 apresenta graves ameaças e importantes desafios aos povos indígenas do Brasil. A vitória na batalha relativa à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215/00, no final de 2014, foi emocionante e enaltecedora, mas não decretou o fim dos ataques e da guerra imposta pelos ruralistas e demais inimigos contra os povos e seus direitos fundamentais.

Fortalecidos por vultosos financiamentos subsidiados com recursos públicos e abastecidos com doações milionárias de grandes corporações, inclusive multinacionais, o ruralismo saiu ainda maior das urnas em 2014. Sedentos, insaciáveis e raivosos, tudo indica que aumentarão ainda mais a pressão e o ataque contra os povos e seus direitos em todos os níveis.

No Legislativo, o texto constitucional continuará sendo alvejado. Antes mesmo de iniciar oficialmente a nova legislatura, os ruralistas se movimentaram a fim de retomar a tramitação de instrumentos danosos aos povos, tais como a PEC 215/00 e o Projeto de Lei Complementar 227/12. As negociações da Frente Parlamentar da Agricultura e Pecuária com Eduardo Cunha (PMDB/RJ), eleito presidente Câmara dos Deputados neste domingo, 01 de fevereiro, foram concluídas com o compromisso público deste em criar uma nova Comissão Especial para tratar da PEC 215/00 em troca da adesão dos ruralistas à sua candidatura. Cunha contou ainda com o apoio manifesto da bancada evangélica.

Equipe de Juventudes

Finalidades e atribuições: 
a) Articular e promover encontros de formação, reflexão e espiritualidade para as juventudes e subsidiá-los, com temáticas específicas;
b) Promover encontros e vivências com jovens do Estado, com prioridade para os espaços ecumênicos;
c) Estar atenta a demanda das juventudes que estão se organizando, subsidiando-os com materiais e informações;
d) Promover e incentivar o engajamento das juventudes nos diferentes contextos sociopolíticos; 
e) Sugerir permanentemente propostas sobre recursos para autossustentação;
f) Participar da produção, realização e acompanhamento dos programas nas diversas mídias, de acordo com cronograma anual e demandas extras;

Formações Bíblicas 2014

Clique nos links abaixo e veja onde o CEBI-ES ajudou na reflexão da Leitura Popular da Bíblia em 2014:

Associação de Mulheres Unidas de Serra - AMUS

Pastoral Operária

Conceição do Castelo

Guarapari

Linhares

Cariacica

Domingos Martins

Santa Maria de Jetibá

Vila Velha - Comunidade Santo Expedito

Vila Velha - Paróquia Santa Rita

Vila Valério

Pauini - Amazonas

Núcleo Guarapari 2014


Início da Caminhada

Com grande alegria que no dia 31/08/2014 inciamos a conversa para formarmos um núcleo em Guarapari. Estiveram presentes pessoas da Paróquia Luterana e de 04 Paróquias Católicas da cidade. O encontro foi animado pela deliciosa comida da Glorinha. O segundo passo será a apresentação da metodologia da leitura popular da bíblia proposta pelo Cebi, que será realizada no dia 17/09, às 19:00, na Igreja Luterana. 

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Segundo Passo

Realizamos dia 17/09/14, na Igreja Luterana, a segunda reunião do Núcleo Guarapari. Foi com grande alegria que tivemos a oportunidade de conhecer o desafio da Leitura Popular da Bíblia. Nessa conversa percebemos que a caminhada será feita cuidadosamente, mas com os pés bem firmes no chão da vida. Marcamos a próxima reunião para o dia 29.10.14, 19:30, no mesmo local, para organizarmos nossa caminhada para 2015. 

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Terceiro Passo

No dia 29/10/2014 nos reunimos mais uma vez para continuarmos nossa organização e inciarmos nosso planejamento 2015. Fizemos uma proposta de programação de estudo, que será levada para a assembléia anual do CEBI-ES, nos dias 05, 06 e 07 de dezembro de 2014, para avaliação e aprovação. Nossa intenção é iniciarmos a formação a passos curtos, mas de forma contínua.

Nossa próxima reunião ficou agendada para dia 11/12/14, 19:30, na Comunidade Luterana. Abraço e até lá!

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Planejamento 2015

Os cebianos e cebianas do núcleo Guarapari se reuniram dia 11/12/14 e decidiram iniciar, em 2015, o estudo dos 8 livros da coleção "Uma introdução à Bíblia" do ldo Bohn Gass, assessor do CEBI Nacional.

Vol. 1: Porta de Entrada
Vol. 2: Formação do Povo de Israel
Vol. 3: Formação do Império de Davi e Salomão
Vol. 4: Reino Dividido
Vol. 5: Exílio Babilônico e Dominação Persa
Vol. 6: Período Grego e Vida de Jesus
Vol. 7: As Comunidades Cristãs da Primeira Geração
Vol. 8: As Comunidades Cristãs a partir da Segunda Geração

A próxima reunião será dia 21/02/2015, 19:30, na Comunidade Luterana, para compartilharmos as descobertas e dúvidas do primeiro livro: "Vol. 1: Porta de Entrada". Nos vemos lá!

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Nossas Parcerias

ARQUIDIOCESE DE VITÓRIA


O CEBI-ES elabora os Círculos Bíblicos para as Comunidades Eclesiais de Base da Arquidiocese de Vitória - ES. Tem uma enorme alegria de fazer parte dessa parceria e ajudar na evangelização e reflexão da Palavra de Deus nas famílias!

Informações sobre os círculos bíblicos você pode obter em contato diretamente com a secretaria da Arquidiocese: clique aqui.

Clique aqui  e acesse os Círculos Bíblicos

Se tiver alguma sugestão sobre os Círculos Bíblicos favor encaminhar para o email cebies_sala@yahoo.com.br ou pode entrar em contato diretamente com a secretaria do CEBI-ES, pelo telefone (27) 3223-0823 ou (27) 9945-2068, das 13h às 19h.

LIVRARIA PAULUS


A PAULUS (Pia Sociedade de São Paulo) é parceira nos nossos trabalhos, além de utilizarmos seu espaço, em cima da livraria Paulus, no Centro de Vitória - ES.

É acreditando que entidades possam se unir para desenvolver trabalhos religiosos e sociais, que regamos essa parceria com muito carinho.

Um abraço a todos os amigos da Família Paulus!!!




CONSELHO NACINAL DE IGREJAS CRISTÃS

O CONIC foi fundado no ano de 1982, na cidade de Porto Alegre (RS). Sua criação é fruto de um longo processo de discussão e articulação entre as igrejas Católica Apostólica Romana, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Episcopal Anglicana do Brasil e Metodista. As primeiras conversas para a criação do Conselho ocorreram em 1975. Ao todo, foram realizadas 13 reuniões entre as presidências nacionais das igrejas acima citadas para, no ano de 1982, definir-se pela criação do CONIC.

A mensagem final da Assembleia que deu origem ao Conselho apresentou a MISSÃO de “colocar-se a serviço da unidade das igrejas, empenhando-se em acompanhar a realidade brasileira, confrontado-a com o Evangelho e as exigências do Reino de Deus”. É compromisso do CONIC, portanto, atuar em favor da dignidade e dos direitos e deveres das pessoas, até como forma de fidelidade à mensagem evangélica.

Hoje, com sede em Brasília (DF), o CONIC mantém entre os seus objetivos a promoção das relações ecumênicas entre as igrejas cristãs e o fortalecimento do testemunho conjunto das igrejas-membro na defesa dos Direitos Humanos. Para alcançar essa meta, as igrejas que compõem o CONIC vivenciam uma parceria de diálogo, de valorização da vida humana, de amizade fraterna e de convivência enquanto entidades que buscam um caminho comum.

O CEBI é membro fraterno do CONIC. Mais informações visite o site: http://www.conic.org.br/

Os representantes do CEBI no CONIC-ES são Aguinaldo e o Herbert. Em 2013 o regional do CONIC no Espírito Santo comemorou 30 anos de caminhada nacional em busca do ecumenismo.

Clique aqui e veja algumas fotos da Semana de Oração pela Unidade de Cristãos.



ADVENIAT

O CEBI-ES, em parceria com a Adveniat, desenvolve seis ações para a formação de pessoas comprometidas com a Leitura Popular da Bíblia. Trata-se de ler e interpretar os textos bíblicos de modo que sejam luz para compreender a realidade social, econômica, política, cultural e religiosa do nosso tempo, alimentando e fortalecendo a cultura por uma sociedade do bem viver. Além disso, fazer ecoar a Palavra de Deus na caminhada de Fé das pessoas e das comunidades é o objetivo central do CEBI. E o faz abrangendo as dimensões ecumênica, ecológica, de gênero, da espiritualidade e das relações étnico-raciais.