Reuniões do Núcleo CEBI Guarapari


15/11/2015

Confraternização do Núcleo do CEBI-ES em Guarapari

Dia 15/11/15 o núcleo do CEBI Guarapari se reuniu na casa de Claudeci e Marcieni para um gostoso e animado almoço.

Gente bacana, bom papo, boa comida e ainda teve algumas rodadas de bingo!

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24/04/2015

No dia 24/04/15, 19:30, nos reunimos na Comunidade Luterana, em Guarapari, para prepararmos a Celebração Ecumênica do dia 20/05. Essa celebração acontece dentro da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos - SOUC 2015. 


Estavam presentes, além do CEBI-ES, que é membro fraterno do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs), Luteranos e Católicos 4 Paróquias da cidade.

Neste ano, a Celebração acontecerá na Comunidade Matriz São Pedro, na Paróquia São Pedro, às 19:30.

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19/04/2015
No dia 19/04/15, o Núcleo do CEBI-ES em Guarapari se encontrou com algumas pessoas do CEBI-ES, vindas de Vitória e Serra, para partilha de estudos e aprofundamento do Primeiro Livro da Coleção "Uma Introdução à Bíblia: Porta de Entrada". A coleção completa conta com 8 livros e o núcleo se comprometeu a ler e estudá-los. A troca de experiências e as descobertas são muitas e nos motivam a estudar cada vez vez mais. Obrigado a todos e todas pela companhia nessa caminhada! 

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17/03/2015
Mais uma vez, no dia 17/03/15, nos reunimos para trocar descobertas e dificuldades. Terminamos o estudo do primeiro livro da coleção "Uma introdução à Bíblia". Dia 19/04 nos encontraremos novamente com alguns membros do CEBI em Vitória para trocarmos experiências e aprendizados.

20/02/2015
No dia 20 de fevereiro de 2015 tivemos nossa primeira reunião do ano. Caminhamos bem no estudo do Livro "Porta de Entrada", que é o primeiro livro da coleção "Uma Introdução à Bíblia". 

Aproveitamos ainda para comemorar o aniversário do Márcio.

O próximo encontro será dia 17 de março.

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A visita do anjo aos pastores - Paz aos Excluídos! (Lc 2,1-20) [Mesters e Lopes]

1. SITUANDO

O motivo que levou José e Maria a viajar para Belém foi o recenseamento decretado pelo imperador de Roma (Lc 2,1-7). Periodicamente, as autoridades romanas decretavam tais recenseamentos nas várias regiões do seu imenso império. Era para recadastrar a população e saber quanto cada pessoa tinha que pagar de imposto. Os ricos pagavam imposto sobre a terra e sobre os bens que possuíam. Os pobres pagavam pelo número de filhos. Às vezes, o imposto total chegava a mais de 50% dos rendimentos da pessoa.
Há uma diferença significativa entre o nascimento de Jesus e o nascimento de João. João nasce em casa, na sua terra, no meio dos parentes e vizinhos e é acolhido por todos (Lc 1,57-58). Jesus nasce desconhecido, fora de sua terra, no meio dos pobres, fora do ambiente da família e da vizinhança. "Não havia lugar para ele na hospedaria". Teve que ser deitado numa manjedoura. 

2. COMENTANDO

2.1 Lucas 2,8-9: Os primeiros convidados
Os pastores eram pessoas marginalizadas, pouco apreciadas. Viviam junto com os animais, separados do convívio humano. Por causa do contato permanente com os animais eram considerados impuros. Ninguém jamais os convidava para vir visitar um recém-nascido. É a estes pastores que aparece o anjo do Senhor para transmitir a grande notícia do nascimento de Jesus. Diante da aparição dos anjos, eles ficam com medo.

Natal: sempre que nasce uma criança é sinal de que Deus ainda acredita no ser humano - Leonardo Boff

Estamos na época de Natal mas a aura não é natalina, é antes de sexta-feira santa. Tantas são as crises, os atentados terroristas, as guerras que, juntas, as potências belicistas e militaristas (USA, França, Inglaterra, Russa e Alemanha) conduzem contra o Estado Islâmico, destruindo praticamente a Síria com uma espantosa mortandade de civis e de crianças como a própria imprensa tem mostrado, a atmosfera contaminada por rancores e espírito de vindita na política brasileira, sem falar dos níveis astronômicos de corrupção: tudo isso apaga as luzes natalinas e amortecem os pinheirinhos que deveriam criar uma atmosfera de alegria e de inocência infantil que ainda persiste em cada pessoa humana.

Quem pôde assistir o filme Crianças Invisíveis, em sete cenas diferentes, dirigido por diretores renomados como Spike Lee, Katia Lund, John Woo entre outros, pode se dar conta da vida destruída de crianças, de várias partes do mundo, condenadas a viver do lixo e no lixo; e ainda assim há cenas comovedoras de camaradagem, de pequenas alegrias nos olhos tristes e de solidariedade entre elas.

E pensar que são milhões hoje no mundo e que o próprio menino Jesus, segundo os textos bíblicos, nasceu fora de casa, numa mangedoura de animais porque não havia lugar para Maria, em serviço de parto, em nenhuma estalagem de Belém. Ele se misturou com o destino de todas estas crianças maltratadas pela nossa insensibilidade.

Lc 2,41-52: Um Menino entre os mestres - Edmilson Schinelo

A narrativa da perda e do encontro do menino Jesus no templo (Lc 2,41-52) faz parte dos chamados “evangelhos da infância”. Presentes nos livros de Mateus e de Lucas, esses relatos são escritos mais tardios, ainda que recolham tradições antigas. Como numa casa, em que a porta não é a primeira parte a ser construída, muito provavelmente foram a última parte a ser escrita. Hoje, os “evangelhos da infância” constituem os dois primeiros capítulos tanto de Mateus como de Lucas.

Mateus concentra as narrativas na pessoa de José e busca mostrar que Jesus, em paralelo com Moisés, é o verdadeiro libertador do novo e definitivo êxodo. Por isso, apresenta um menino tendo que ser salvo de um novo faraó (Herodes) e lembra as palavras de Oséias: “Do Egito chamei o meu filho” (Os 11,1). Como exilado político, Jesus também faz a caminhada libertadora de seu povo e vem realizar a libertação plena de tudo o que oprime e diminui a vida.

Lucas, por sua vez, além de centrar mais a narrativa na figura de Maria, traça um paralelo entre a figura de Jesus e a de João Batista. Enquanto em Mateus são os sábios do Oriente quem visita Jesus (representando as nações que chegam para homenagear a criança recém-nascida), em Lucas os primeiros a visitar Jesus são os pastores, que deixam maravilhadas a todas as pessoas que escutam o seu anúncio. Também, de acordo com a narrativa de Lucas, Jesus nunca foi ao Egito: Terminando de fazer tudo conforme a lei do Senhor, voltaram à Galileia, para Nazaré, a sua cidade (Lc 2,39). São jeitos diferentes de misturar tradição e teologia. E a beleza dessas narrativas está, justamente, em buscar o seu significado teológico mais profundo, o seu sentido de vida. E isso não se alcança ficando preso nas figuras. Porém, olhando para além das imagens.

A antecipação da Páscoa definitiva

Nota do CEBI-ES

O CEBI-ES tem recebido alguns questionamentos sobre a camisa que produziu como peça de uma campanha sobre a violência contra a mulher, com o lema: "Já não posso dar a outra face.". Os questionamentos vêm sendo feitos pelo fato de a campanha estar supostamente contrariando um versículo do Evangelho de Mateus: "Se baterem numa face, dê a outra." (Mt 5,39; Lc 6,29).

Diante das estatísticas da violência contra a mulher, o CEBI-ES viu a necessidade urgente de se colocar contra essa realidade. O estado do Espírito Santo está entre os que registram os maiores números de homicídios de mulheres, segundo dados do Mapa da Violência 2015, divulgado em 09 de novembro. O estudo, elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), aponta que o estado está em segundo lugar no ranking de assassinato de pessoas do sexo feminino, com uma taxa média de 9,3 homicídios a cada 100 mil mulheres, perdendo somente para Roraima, onde essa taxa é de 15,3.

Mais do que expor essa realidade, o CEBI quer, com essa mobilização, encorajar as mulheres a denunciar todas as formas de violência previstas pela Lei Maria da Penha: violência verbal, psicológica, física, sexual ou moral.

O lema da campanha, "Já não posso dar a outra face", quer em outras palavras ser um grito de "basta, não aceitamos mais a violência contra a mulher!".

De nenhuma forma o lema quer negar o versículo do Evangelho. Até mesmo porque nós, como Centro de Estudos Bíblicos, sabemos bem que esse versículo não pode ser lido de modo simplório, ao pé da letra, sem a devida contextualização. Os Evangelhos de Mateus e Lucas, que citam esse versículo, são memórias de comunidades cristãs acerca da pessoa de Jesus e seu movimento e não querem incentivar a submissão dos oprimidos. Isso não condiz com a trajetória do próprio Jesus, que se colocou profeticamente ao lado dos sofredores e marginalizados.

Aproveitamos para convidar todos e todas a participar desta tão importante campanha e de outras atividades que o CEBI venha a realizar com o objetivo de contribuir para a mudança desse quadro de violência contra a mulher em nosso estado.

#euvistoestacamisa

CEBI-ES,
Vitória, 05 de dezembro de 2015

Celebração da luz de Deus e da voz do anjo que sussurra no ouvido - Anete Roese

1. ACOLHIDA

Preparar o espaço para sentar em círculo. Ao meio, colocar luz, luz de velas – tantas quantas forem as semanas de Advento – e símbolos de Advento, mas não em excesso, para que haja simplicidade. Fazer a acolhida com a leitura do Evangelho.

Lucas 1,76-79

Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo,
porque precederás o Senhor, preparando-lhe os caminhos,
para dar ao seu povo conhecimento da salvação,
no redimi-lo dos seus pecados;
graças à entranhável misericórdia de nosso Deus,
pela qual nos visitará o sol nascente das alturas,
para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte,
e dirigir os nossos pés pelo caminho da paz.

Salmo 27 (Fazer uma leitura alternada ou alguém lê e a comunidade reunida repete cada frase.)
1. Deus é a minha luz e a minha salvação;
2. Deus é a fortaleza desta vida;
1. Se Deus é minha luz,
2. A quem temerei?
1. Nada me fará tremer.

As metas do milênio para promover a igualdade de gênero

No contexto dos objetivos do milênio, igualdade de gênero envolve condições de acesso à educação, remuneração no trabalho e presença em espaços de poder, como o Congresso Nacional. E, apesar de não haver um indicador específico para a política, o aumento da presença das mulheres em espaços de decisão era um dos elementos perseguidos dentro desta meta, que buscava a igualdade entre os sexos e a autonomia da mulher.

A eleição da primeira presidente do Brasil, em 2010, trouxe a expectativa de ampliação das mulheres em cargos políticos. Além disso, uma minirreforma eleitoral, feita em 2009, criou cotas para candidaturas femininas dentro dos partidos. Mas, entre as eleições gerais de 2010 e de 2014, o que se viu foi uma queda no número de mulheres eleitas. Em 2014, apenas 10,5% dos cargos em disputa foram ocupados por mulheres.

Em 2015, deputados e senadores discutiram uma nova cota: a de vagas nas casas políticas, câmaras de vereadores, assembleias legislativas, Câmara dos Deputados e Senado Federal. Os deputados rejeitaram uma proposta sobre o tema. Os senadores aprovaram outra similar, mas que não contemplava o próprio Senado. A deputada Professora Dorinha Seabra Rezende, do DEM do Tocantins, opina sobre o resultado:

“O preconceito é gigantesco. Existe um discurso, um discurso falso de condições iguais: a mulher já ocupou todos os espaços, estamos nas mesmas condições, então não precisa ter cota ou tratamento diferenciado. E que na verdade não têm mais mulheres na política porque elas não querem. Esse é um discurso habitual, usual de deputados de todas as regiões, sendo que na verdade as mulheres passam uma restrição; a maioria dos partidos políticos são presididos por homens, a sua estrutura política é direcionada aos homens.”

Confusão entre público e estatal é entrave à comunicação pública no país

Um dos principais problemas enfrentados pela comunicação pública no Brasil é justamente a falta de entendimento do que seja, de fato, comunicação pública. Embora não seja novidade, a questão, mais uma vez, adquiriu relevância durante o Seminário Um Ano do Fórum Brasil de Comunicação Pública, realizado pela Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular (FrenteCom) nesta terça (15/12), na Câmara dos Deputados. 

Ingerência política na pauta dos programas jornalísticos, sucateamento da infraestrutura das emissoras e aparelhamento dos conselhos curadores foram temas comuns apontados por representantes de algumas entidades participantes do evento, como as associações brasileiras de TVs e Rádios Legislativas (Astral) e das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec), trabalhadores e trabalhadoras da Fundação Piratini (TVE RS) e do Movimento Cultura Viva, além da representação dos trabalhadores e trabalhadoras da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Natal: a celebração da Esperança

“Minha alma exalta a Deus e meu espírito se encheu de júbilo por causa de Deus, meu Salvador, porque ele pôs os olhos sobre a sua humilde serva. Sim, doravante todas as gerações me proclamarão bem-aventurada, porque o Todo-Poderoso fez por mim grandes coisas: santo é o seu Nome. A sua bondade se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem. Ele interveio com toda a força do seu braço, dispersou as pessoas de pensamento orgulhoso, precipitou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes, os famintos, cobrindo-os de bens e os ricos, despediu-os de mãos vazias” (Lc 1. 47-53).

Dos muitos textos bíblicos que anunciam o nascimento de Jesus, o texto conhecido como Magnificat talvez seja um dos mais belos e fortes. A beleza e a força do texto residem no anúncio do sentido do nascimento do Messias esperado. O Magnificat é repleto de conteúdo humanizador que expressa a esperança de transformação.

Para a tradição cristã, o nascimento de Jesus representa exatamente essa esperança por transformação. Mais do que uma data festiva, o Natal é a reafirmação desse sonho de transformação.

Ao longo do ano, muitos fatos e acontecimentos revelaram a urgência de repensar o processo de humanização da sociedade. Foi um ano de deslocamentos humanos provocados por profundos conflitos territoriais, cuja consequência foi o aumento do número de pessoas refugiadas no mundo. Foi também um ano de extremismos religiosos, que trouxeram à tona as muitas intolerâncias.

Todas essas experiências exigem a necessidade do resgate do sentido e do conteúdo do nascimento de Jesus. O nascimento dessa criança, em um lugar esvaziado de riquezas e poder, mais do que uma história extraordinária, representa a irrupção de um projeto de humanidade. Nesse projeto, alicerçado na certeza de que o amor de Deus é princípio, meio e fim, não cabe a negação da igualdade entre todas as pessoas e nem as arrogâncias exclusivistas que negam os direitos humanos universais. É um projeto de inversão da ordem em que as diversidades terão sua dignidade reconhecida e em que o poder não significará sujeição, mas colocar-se a serviço do outro.

Assumir o conteúdo do nascimento de Jesus, para cristãos e cristãs, é urgente, pois isso abre a possibilidade de ensaiar uma nova humanidade, cuja premissa é o amor, evidenciado na boa vontade e nas boas obras. Do sucesso desse ensaio depende a sobrevivência da humanidade.

Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil – CONIC

Mapa revela segregação racial no Brasil

Acesse o mapa completo e interativo AQUI! 

O que o mapa racial do Brasil revela sobre a segregação no país?

Pelo menos por um século perdurou no Brasil a ideia de que a democracia brasileira não fazia distinção de cor ou raça e que, por aqui, “todos são iguais”. O mito da democracia racial, hoje, é questionado. E contribui para isso o reconhecimento do problema do racismo pelo governo brasileiro. Observar o mapa da segregação racial (acima), com especial atenção à diferença norte-sul do país e à formação de periferias nas grandes cidades, dá uma ideia de por que essa máxima, que ainda ecoa no senso comum e em alguns discursos, não encontra correspondência no plano real.

Analisar a segregação espacial tomando como base o indicador de raça e cor (colhido pelo IBGE, que classifica as respostas de acordo com a autodeclaração dos entrevistados) em conjunto com outros indicadores se tornou um modo eficiente de demonstrar que para entender as dinâmicas sociais no Brasil, levar em conta sua constituição de raça e cor é fundamental. 

Como a história explica a divisão norte-sul do Brasil?

Confraternização do CONIC ES 2015

No dia 11/12/15 o CONIC ES se reuniu na Comunidade Luterana Bom Pastor, em Vila Velha - ES, para a sua confraternização anual. O encontro foi marcado pela alegria da espera do Natal motivada pela recordação da origem da Coroa do Advento, na Alemanha. Clique aqui e veja um resumo de como surgiu esse importante simbolo litúrgico cristão.

Fizemos uma ceia partilhada! O encontro foi muito animado e festivo. Estavam presentes da Igreja Luterana, a Pastora Rosane, os Pastores Antônio e Emil, além da Sra Arlete. Da Igreja Anglicana, o Bispo Filadelfio, o Reverendo Ariel com sua esposa Gabriela e o filho Francisco. A Irmã Rita representado a Igreja Católica Romana. A Reverenda Anita e o Pastor Wilson da Igreja Presbiteriana Unida. Do CEBI-ES marcaram presença Aguinaldo, Claudeci, Fatinha e Ivonete.

Foi muito bom reencontrar e celebrar com amigos de caminhada ecumênica. 

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CONIC organiza visita a terreiro e diz NÃO à intolerância religiosa

Nesta terça-feira, 15 de dezembro, o CONIC organizou uma ida ao terreiro Ylê Axé Oyá Bagan, também conhecido como Casa da Mãe Baiana, localizado no Distrito Federal. O local foi incendiado no dia 27 de novembro. As suspeitas são de que o ataque foi em decorrência da intolerância religiosa. Dossiê da Subsecretaria de Igualdade Racial de Brasília soma, este ano, 13 denúncias de ataques a templos de religiões de matriz africana, sendo 11 em municípios do Entorno. Além disso, há registro de depredações na Praça dos Orixás, no Lago Paranoá.

O objetivo dessa visita foi expressar solidariedade a todos os adeptos e adeptas de religiões de matriz africana e dizer um uníssono NÃO à intolerância religiosa. Como gesto concreto, foi plantada uma muda de Pau Brasil no quintal do templo, uma vez que as árvores são símbolos de unidade, mas também de resistência e renovação, sendo consideradas sagradas em vários cultos. Vale lembrar que o regional do CONIC no Rio de Janeiro está atuando na reconstrução de outro terreiro em Duque de Caxias (RJ), que também foi alvo ataques (saiba mais aqui: http://bit.ly/1MdWVRd).

Lucas 1,39-56: A vida nasce aonde menos se espera... - Ildo Bohn Gass

Para muitas igrejas, a Palavra evangélica proposta para a liturgia do próximo final de semana é a visita de Maria a Isabel (Lucas 1,39-56), que faz parte dos relatos da Infância de Jesus segundo Lucas (Lucas 1-2). Essas narrativas, mais do que dizerem como os fatos aconteceram, indicam para realidades mais profundas que iluminem a caminhada das comunidades a quem se destinam. Em resumo, o primeiro capítulo do Evangelho da Infância mostra como é reconhecida a ação de Deus em meio ao povo excluído, mas cheio de esperança, representado por Zacarias, Isabel e Maria. Dois eram idosos, uma era estéril e a outra ainda não havia tido relações sexuais com homem. Portanto, eram pessoas de quem não se esperava que pudesse nascer vida nova, que pudessem dar à luz uma criança.

Maria pôs-se a caminho... (Lucas 1,39) 

A narrativa proposta pode ser dividida em três momentos. O primeiro descreve a ida de Maria à casa de Isabel e de Zacarias, próxima de Jerusalém (Lucas 1,39-41), uma caminhada de mais de 100 km. De um lado, essa saída de casa faz-nos lembrar de tantas jovens que, como Maria, também deixam seus povoados quando engravidam, a fim de encontrar apoio em familiares que moram distante.

Igreja Anglicana emite nota reforçando a defesa da Democracia

“O fruto da justiça será paz;
o resultado da justiça será tranquilidade
e confiança para sempre”. Isaías 32:17

Nós, Bispos da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, vemos com preocupação a crise política que tem se instaurado no país envolvendo a busca do impeachment da Presidente Dilma Rousseff, baseada nas chamadas “pedaladas fiscais” praticadas, da mesma forma, por todos os governos anteriores. Como pano de fundo deste movimento, é colocada a crise econômica, que não é apenas recorrente no Brasil, mas também presente em países da União Europeia, nos EUA, e em outros países tanto desenvolvidos quanto em desenvolvimento sendo, portanto, uma crise do sistema capitalista que domina a economia mundial.

Vemos com alegria que nunca, desde a redemocratização do Brasil, houve tão intenso combate a corrupção, inclusive com prisão de dirigentes de grandes empresas e detentores de cargos públicos. Sabemos que há muito mais a ser revelado neste processo de transparência, que a cada dia se faz mais necessário acabar com o financiamento das campanhas por pessoa jurídicas que claramente institucionaliza a cultura da troca de favores tão nocivos ao interesse da sociedade. O processo de aperfeiçoamento da democracia exige a correção de outras tantas falhas no sistema político e econômico do Brasil e que tem facilitado a corrupção e a manipulação da “coisa pública” em favor de benefícios privados (como mostra a tragédia de Mariana em Minas Gerais).

Direitos Humanos em 2015 – anúncio e denúncia

Este talvez deva ser o ano que, pelos desejos, gostaríamos de esquecer – marcado por resistente crise institucional. Nosso incipiente estado de direito está passando por dura prova, trazendo didaticamente à vista, como um axioma sociológico, aquela opinião de ser um “estado feito para não funcionar”, ao menos na direção dos interesses maiores do povo brasileiro. Passado mais de um ano das eleições gerais que reelegeu Dilma Roussef, o rescaldo eleitoral continua a alimentar o vezo golpista. O cientista Emir Sader associa este quadro instável ao conceito de crise hegemônica, onde nenhuma força consegue se impor na sociedade.

O que tem a ver esta paralisia e perda de horizontes com os Direitos Humanos?

Primeiramente, vale destacar este clima de ódio e ressentimentos que se acirrou depois das grandes manifestações de 2013. Elas foram sumamente positivas ao sinalizar para o país o cansaço e a descrença com as formas de representação política e a necessidade de melhorar os serviços públicos, depois de ter experimentado na última década um ‘gostinho’ de inclusão econômica e atendimento inicial de alguns direitos básicos e políticas discriminatórias positivas em favor de milhões de brasileiros colocados historicamente à margem.

Carta Pública - Escravidão no Brasil, basta!

Brígida Rocha, asssistente social do CDVDH e educadora da Campanha De Olho Aberto Para Não Virar Escravo, da CPT, receberá amanhão o Prêmio Nacional de Direitos Humanos, na categoria Combate e Enfrentamento ao Trabalho Escravo. Hoje, dia da Declaração Internacional de Direitos Humanos, Brígida e toda a sociedade brasileira se depararam com a notícia da votação no Senado, em caráter de urgência, da readequação do conceito de trabalho escravo, construído a partir de uma luta que já dura 40 anos para erradicar essa prática no Brasil. Confira o desabafo de Brígida:

Hoje 10 de dezembro de 2015, Dia Internacional dos Direitos Humanos, na calada da noite escura que encobre um Congresso Nacional mais que nunca ilhado do povo real, o Senado Federal está pronto para dar um golpe fatal a um direito humano duramente conquistado pela sociedade brasileira nestes mais de 40 anos de combate à escravidão moderna.

Descartando qualquer discussão democrática, está para ser votada hoje a redução da definição legal do que é trabalho escravo no Brasil, numa lamentável tentativa para tornar inócua a Emenda Constitucional 81/2014 que determinou o confisco da propriedade onde trabalho escravo for encontrado. Ao ser aprovado o PLS 432/2013 de autoria do senador Romero Jucá, ficarão descartados como elementos caracterizadores deste crime a imposição de condições degradantes e de jornada exaustiva de trabalho.

CONIC: ‘não podemos tornar religiosas as estruturas do Estado’

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC), nº 99, de 2011, que autoriza igrejas a questionarem regras e leis no Supremo Tribunal Federal (STF), teve, recentemente, parecer aprovado pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados. Está é composta, em sua maioria, por integrantes da Bancada Evangélica do Congresso.

A Emenda, de autoria do deputado João Campos [Partido da Social Democracia Brasileira – PSDB – Goiás], deve passar ainda por votação no plenário da Câmara e no Senado. Caso seja novamente aprovada, as associações religiosas de âmbito nacional poderão apresentar Ações de Inconstitucionalidade e Ações Declaratórias de Constitucionalidade de Leis, além de Atos Normativos junto a Constituição Federal.

Para o presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs no Brasil (CONIC), nesta entrevista exclusiva à Adital, reverendo Flávio Irala, da Igreja Anglicana, a aprovação dessa PEC provocaria uma aumento mais forte dos casos de intolerância religiosa no país.

Ele afirma que a verdadeira necessidade da sociedade brasileira é de distribuição de renda, mudanças nas políticas de segurança pública, garantias de direitos de território aos povos indígenas, de ações concretas para superar o racismo e de combate à violência contra a mulher.

Confira a entrevista de Dom Flávio Irala concedida à Adital:

Adital - Qual o posicionamento do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs no Brasil a respeito da PEC 99/2011, tendo em vista que, constitucionalmente, o Brasil é um país laico? As igrejas devem ter esse privilégio no Poder Judiciário?

Retrato da crise brasileira - Frei Betto

Nau sem rumo, o governo Dilma, refém de sucessivos escândalos de corrupção, se depara com a corrosão de sua “joia da coroa”: o social. Segundo dados do governo federal (Pnad 2014, o principal levantamento socioeconômico do Brasil), o país conta, hoje, com menos miseráveis e menos desigualdades do que há dez anos, porém com mais desemprego e informalidade no mercado de trabalho.

O analfabetismo refluiu um pouco, mas ainda temos 13,7 milhões de brasileiros, com mais de 15 anos, que não sabem ler.

O desemprego atinge sobretudo os jovens entre 15 e 24 anos. Eles eram 75,5% dos 617 mil desempregados em 2014.

Voltou a crescer o trabalho infanto-juvenil, que vinha em queda contínua nos últimos oito anos. Hoje, são 3,3 milhões de trabalhadores com idades entre 5 e 17 anos. Um crime de lesa-pátria e lesa-humanidade!

Com o aumento do desemprego e da inflação, as famílias de baixa renda se veem obrigadas a apelar para um recurso trágico: mandar suas crianças para o mercado de trabalho. Na faixa etária entre 5 e 13 anos, na qual todo trabalho é ilegal, o aumento foi de 9,5% - 554 mil crianças! Resultado: a taxa de escolarização caiu para 80,3%. Entre crianças e jovens que não trabalham a escolarização abrange 95,6%.

Dia 08 de dezembro, dia da família; o que é família?

Este ano várias propostas polêmicas surgiram no Congresso Nacional, entre elas muitas foram aprovadas mesmo com a manifestação contrária por parte da população. Um exemplo foi a votação da maioridade penal, que foi reduzida de 18 para 16 anos. Além disso, frente o avanço conservador da bancada evangélica, até mesmo o conceito de família foi posto à prova.

O Estatuto da Família, como foi chamado o projeto, foi aprovado em 24 de setembro. Por meio do estatuto estaria definido o conceito de família aprovado pelo Senado: apenas a união entre homem e mulher, por meio de casamento ou união estável, ou a comunidade formada por qualquer um dos pais com os filhos. Tal regulação não contempla a diversidade e a gama de sujeitos que surgem nas novas configurações das famílias. Ainda mais no Brasil, um país tão plural em diferentes cores, etnias, credos, bandeiras, classes.

No CEBI encontramos a palavra de Deus como uma forma de trazer a verdadeira mensagem sobre a aceitação dos povos e suas singularidades. Acompanhe um trecho do livro “As Sagradas Famílias – Círculos Bíblicos sobre as famílias do Gênesis ao Apocalipse”, escrito por Carlos Mesters e Francisco Orofino. Neste livro os autores percorrem o álbum de fotografias das famílias que aparecem na Bíblia e mostram o que de fato elas têm de Sagrado. 

O sonho de Deus para as nossas famílias

Terceiro domingo do Advento (Lucas 3, 10-18) - Pe. Tomaz Hughes

“Ele é quem batizará vocês com o Espírito Santo e com fogo”

Esta passagem trata da pregação de João Batista, que: “Percorria toda a região do rio Jordão, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados” ( v.3)

O início do texto, versículos 10-14, que constam somente em Lucas, mostra bem a sua teologia e contexto - não são os líderes religiosos que estão prontos para arrepender-se, mas o povo comum e até pessoas que estavam à margem da sociedade - como cobradores de impostos e soldados. Mais adiante no Evangelho são estas as pessoas que vão responder positivamente diante da pregação do próprio Jesus. Escrevendo para as comunidades, lá pelo ano 80-85 d.C., Lucas quer lembrar aos cristãos que eles também devam estar abertos para achar sinceridade e bondade fora das vias “aceitáveis” - como fizeram João e Jesus!

A frase lapidar do trecho é a pergunta que os diversos grupos formulam para João: “O que devemos fazer?” Esta pergunta aparece mais vezes no Terceiro Evangelho, em Lc 10, 25 (na boca dum doutor da Lei) e Lc 18,18 (uma pessoa importante), e também nos Atos dos Apóstolos: At 2,37 (os judeus depois da pregação do Pedro), At 16,30 (o carcereiro gentio de Filipos), At 22,10 (Saulo, o perseguidor). Usando este artifício, Lucas quer salientar que é uma pergunta que tem que ser feita constantemente durante a nossa caminhada. Não há cristão que possa se dispensar de fazê-la sempre, por achar que já sabe a resposta.

Desastre de Mariana: um mês de graves violações de direitos humanos

Passado um mês do maior desastre ambiental da história do país, graves violações de direitos humanos seguem ocorrendo na região da Bacia do Rio Doce, em Minas Gerais. O acesso precário à água limpa, à moradia segura para as comunidades atingidas e à informações confiáveis têm sido a regra desde o rompimento da barragem de rejeitos de mineração da empresa Samarco, controlada pela Vale e BHP Billington, no início de novembro.

O rio de lama tóxica não apenas condenou o direito à subsistência dos pescadores e de outros trabalhadores que dependem direta ou indiretamente das águas do Rio Doce, mas revelou, de forma nua e crua, as contradições do atual modelo de desenvolvimento em relação a justiça social e ambiental, a garantia de direitos e a proteção da vida das pessoas, animais e ecossistemas. Ancorado em processos de licitação inconsistentes e incompletos, sem envolvimento das comunidades diretamente afetadas, sem planos de contingência estruturados para minimizar impactos de desastres e primando pela falta de transparência e desrespeito às salvaguardas socioambientais, o rompimento das barragens era considerado por muitos uma “tragédia anunciada”.

Nos últimos dias, algumas medidas judiciais começaram a ser encaminhadas. Em 27/11, os governos federal e dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo anunciaram ação civil pública contra a Samarco e suas controladoras para criar um fundo de R$ 20 bilhões para iniciativas de minimização dos impactos e indenização dos afetados. O Ministério Público do Trabalho (MPT) de Minas Gerais declarou a intenção de pedir bloqueio dos bens da Vale e BHP caso a Samarco não garanta ajuda financeira aos pescadores e outros trabalhadores afetados.

Assembleia 2015 do CEBI-ES

No dia 05/12/15 as equipes de serviço, os assessores/as e o núcleo de Guarapari se reuniram em assembleia para planejar os trabalhos do ano 2016. 

Formou-se o calendário de acordo com as atividades previstas no nosso Planejamento Trienal 2015-2018, em que os eixos prioritários de atuação são Juventudes e Relações de Gênero. Nesse calçendário demos uma atenção especial as mobilizações e às festividades dos 30 anos do CEBI-ES.

Com certeza, 2016 será um ano de muito trabalho e de muita alegria para nós cebian@s. Você é noss@ convidad@ para participar desse tempo!

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Saneamento: das Olimpíadas ao Zika vírus - Roberto Malvezzi

Que o Brasil ainda é um país de ponta cabeça, todos sabemos. Tanto é que realizou copa do mundo, vai bancar uma Olimpíada, mas a lagoa Rodrigo de Freitas e a Baía da Guanabara, escolhidas para esportes aquáticos, estão contaminadas por esgotos e assusta atletas do mundo inteiro por riscos de doenças.

Ao mesmo tempo temos o mosquito Aedes Aegypty, que transmite dengue, Chikungunya e agora o Zica vírus, capaz de causar microcefalia e doenças no sistema nervoso central. Assim, uma das maiores economias do mundo patina sobre um alicerce erguido sobre areia movediça.

O saneamento básico será tema da Campanha da Fraternidade de 2016. Realizado pelo Conselho Nacional das Igrejas (CONIC), com espaço cedido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), vai abordar essa temática fundamental para qualquer país civilizado, mas que não tem padrinho político algum no Brasil.

A situação começou a mudar – ao menos no papel – quando Olívio Dutra foi ministro das cidades e, em seu mandato, foi elaborado o Plano Nacional de Saneamento Básico. Agora, ao menos, temos um plano e uma lei.

Francisco: “Os povos originários nos ensinam a cuidar da casa comum”

O Papa Francisco recebeu, no dia 20 de novembro, no Vaticano, em uma audiência particular, o bispo de Reconquista e presidente da Comissão Episcopal de Pastoral Aborígene, dom Ángel José Macín, na qual conversaram sobre a realidade dos povos originários no país e a tarefa de acompanhamento destas comunidades que é realizada pela Equipe Nacional de Pastoral Aborígene (Endepa).

A reportagem é publicada por Religión Digital, 03-12-2015. A tradução é do Cepat.

De retorno a Buenos Aires, e por ocasião da última reunião do ano dos delegados da Endepa, dom Macín compartilhou sua experiência sobre o conversado com o Pontífice e o estímulo que recebeu para continuar com esta missão que já existe há décadas no país, e que foi marcada pela presença de figuras que deram sua vida por esta causa.

No relato, o prelado comentou que após entregar ao Papa materiais que refletem o trabalho da Endepa e de outras organizações que desenvolvem suas atividades neste âmbito, algumas cartas e saudações de integrantes dos povos originários e de outros presentes, o Papa destacou que a Pastoral Aborígene na Argentina tem “uma trajetória que é preciso cuidar e fortalecer”.

Religiosos apresentam sugestões para acolhimento de migrantes

Religiosos apresentaram na Câmara nesta quarta-feira (2) sugestões para melhorar o acolhimento de migrantes no País. A ideia é evitar que a lei doméstica criminalize as pessoas que chegam ao Brasil fugindo de catástrofes ambientais, conflitos políticos e violência. Eles debateram o tema na comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a proposta de nova Lei de Migração (PL 2516/15).

Para o assessor político da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Daniel Seidel, os artigos que tipificam crimes praticados por migrantes devem ser excluídos do projeto e incorporados ao Código Penal (Decreto-lei 2848/40).

"Todo capítulo que está no PL 2516 que tipifica algumas possibilidades da devolução (do migrante) deve ser excluído, porque isso ocupa mais de 50% dos artigos, desequilibrando a proposta”, disse. “Nossa ideia é limpar a lei e deixá-la na perspectiva dos direitos humanos", completou.

Em vez de reduzir o poder discricionário da Polícia Federal sobre os migrantes, Seidel argumenta que a enumeração das medidas coercitivas (exclusão, deportação e repatriação) pode reforçar a criminalização, em especial, no caso de refugiados. “Como está escrita, a proposta dificulta a acolhida do migrante como cidadão universal, porque para cada situação haverá uma interpretação divergente sobre que pena adotar, sem considerar as razões humanitárias, apenas o ponto de vista factual”, disse.

Formação sobre a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016

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O CEBI do Espírito Santo realizou no último dia 28 de novembro um Encontro de Formação sobre a Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2016. O encontro aconteceu nas dependências do Colégio Agostiniano, centro de Vitória-ES e teve a participação de mais de 130 pessoas das Igrejas que compõe o CONIC, além da Federação Batista, a Faculdade Unidade, a ANEC – Associação Nacional de Escolas Católicas (Professores e alunos dos Colégios São José, Maristas, Agostinianos), pastores, padres e religiosas, e também movimentos sociais como CDDH (Centro de Defesa de Direitos Humanos) e Pastoral Operária. Participou também do encontro a Presidente do CONIC-ES, a Presbítera Anita Sue Wright Torres, (IPU-VV).

Usando a metodologia VER, JULGAR E AGIR, o encontro teve como pontos principais: a Espiritualidade da Leitura Popular da Bíblia (LPB); os Desafios do Ecumenismo e das Campanhas da Fraternidade Ecumênica; os Desafios do Saneamento Básico no Brasil e no Espírito Santo, o Profetismo de Amós e outros profetas na Bíblia; Ações Concretas para Agir a partir desta Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016.

A assessoria do encontro ficou a cargo de: Pastora Eliane Breda (IPU-VV); Ricardo Vereza (Engenheiro Civil e Militante na área ambiental); Maria de Fátima Castelan (CEBI-ES), Pe. Manoel David Neto (ICAR E CEBI-ES) e Equipe de Redação e Elaboração de Círculos Bíblicos do CEBI-ES.

Em nota, CONIC defende respeito às regras da democracia

DECLARAÇÃO EM DEFESA DA DEMOCRACIA

“A justiça caminhará à nossa frente e os seus passos traçarão um caminho” (Sl 85.16)

O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), nesse contexto de tensões e incertezas que paira sobre o mandato da presidente Dilma Rousseff, une-se às demais organizações da sociedade civil e reafirma o compromisso e engajamento em favor do respeito às regras da democracia.

Como já afirmamos em diferentes ocasiões, nossa história democrática foi conquista com a luta e engajamento de muitos brasileiros e brasileiras, muitos perderam suas vidas. Ela precisa, portanto ser diariamente reafirmada. Vemos com muita preocupação que o presidente da Câmara tenha acolhido um pedido de impeachment com argumentos frágeis, ambíguos e sem a devida sustentação fática para acusação de crime de responsabilidade contra a presidente da república.

O momento pelo qual passamos pede serenidade e profunda reflexão. Vivemos um tempo difícil na economia e na política. Ainda estamos estarrecidos com o crime ambiental ocorrido em Mariana (MG) e que afeta também o estado do Espírito Santo. Temos, portanto, razões para afirmar e conclamar que os e as parlamentares se dediquem para a defesa dos interesses das pessoas que, nesse momento, sofrem os impactos dos crimes ambientais, da violência e do desemprego.

Perguntamos quais seriam as consequências para a democracia brasileira diante de um processo de deposição de um governo eleito democraticamente em um processo sem a devida fundamentação. Um impeachment sem legitimidade nos conduziria para situações caóticas.

No calendário cristão, estamos no período de advento. Tempo de renovação e reafirmação da esperança. Que este tempo contribua para refletirmos de fato um projeto para o país que leve em consideração não os interesses materiais e imediatos das elites econômicas e políticas, mas sim as necessidades das grandes maiorias, especialmente dos e das trabalhadores e trabalhadoras do campo e das cidades. Afinal, este é o sentido maior da res publica - atender ao bem comum e contribuir para melhorar a vida daqueles que mais necessitam do apoio do Estado na saúde, na segurança, na educação e na proteção social em momentos de crise econômica.

Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil - CONIC

Fonte: CONIC

Lc 3,1-6: João Batista - Partilha: a condição para receber a visita de Deus - Mesters e Lopes

Neste texto, Lucas fala da grande expectativa que se criou no povo ao redor da pregação de João Batista. Ele anunciava um batismo de conversão para o perdão dos pecados. Hoje também existe uma grande expectativa de conversão e de reconciliação com Deus que se manifesta de muitas maneiras.

Situando

Lucas situa a atividade de João Batista no 15º ano do governo de Tibério, imperador de Roma. Tibério foi imperador de 14 a 37 depois de Cristo. No ano 63 antes de Cristo, o império romano tinha invadido a Palestina, impondo ao povo uma dura escravidão. As revoltas populares se sucediam, uma depois da outra, sobretudo na Galileia, mas foram duramente reprimidas. De 4 antes a 6 depois de Cristo, durante o governo de Arquelau, a violência estourou na Judeia. Este fato levou José e Maria a voltarem para Nazaré na Galileia e não para Belém na Judeia (Mt 2,22). No ano 6, Arquelau foi deposto e a Judeia foi transformada numa província romana com procurador diretamente nomeado pelo imperador de Roma. Pilatos foi um destes procuradores. Governou do ano de 26 a 36. Esta mudança no regime político trouxe certa calma, mas as revoltas esporádicas, como aquela de Barrabás (Mc 15,7) e a imediata repressão romana (Lc 13,1), lembravam a extrema gravidade da situação. 

Bastava alguém soprar na brasa e o incêndio da revolta explodia!A calma era apenas uma trégua, uma ocasião oferecida pela história, por Deus, para o povo fazer uma revisão do rumo da caminhada e, assim, evitar a destruição total. Pois Roma era cruel. Em caso de uma revolta, viria e acabaria com o Templo e a Nação. É nesse contexto que, em torno do ano 28 depois de Cristo, João Batista aparece anunciando um batismo de arrependimento para o perdão dos pecados.

NOTA PÚBLICA - Somos ameaçados, estamos morrendo

O Conselho Nacional da CPT, formado pela Direção Nacional e por representantes dos 21 regionais da CPT, reunido em Luziânia (GO) vem a público denunciar as graves situações de assassinatos e ameaças de morte, ocorridas no contexto de conflitos no campo.

Neste ano de 2015, registros parciais do Banco de Dados do Centro de Documentação Dom Tomás Balduino dão conta de 46 pessoas assassinadas e 79 ameaçadas até a presente data. O número de pessoas assassinadas é o maior desde 2004.

O grave desta situação é que as ameaças, registradas em Boletins de Ocorrência feitos nas delegacias de Polícia ou denúncias feitas à Ouvidoria Agrária Nacional, à Secretaria de Direitos Humanos ou a outros órgãos públicos, não encontram a merecida atenção e não são elucidadas. Com isso, os que ameaçam ficam impunes e as vítimas desprotegidas. A omissão do Estado é gritante. Poucas das vítimas são inseridas no Programa de Defensores dos Direitos Humanos, que tem se mostrado com sérias fragilidades nos acompanhamentos.

Das 79 pessoas que receberam ameaças em 2015, quatro foram executadas:

- A líder comunitária, Maria das Dores Salvador Priante, ‘Dora’, assassinada no dia 12 de agosto deste ano, em Iranduba, AM. Ela havia registrado dois Boletins de Ocorrência das ameaças que recebia. Também as havia denunciado à Assembleia Legislativa do Amazonas.

Lc 3,1-6 : Preparai o caminho! - Marcel Domergue

Domingo passado (1º domingo do Advento/2015 = chegada, vinda), as leituras nos remetiam ao fim dos tempos: Cristo virá! Hoje e no domingo próximo, levam-nos à nossa vida de cada dia: Cristo vem hoje! Se, de verdade, pomos mãos à obra e preparamos o caminho do Senhor, Deus passará pelo coração do ser humano.

Referências bíblicas:
1ª leitura: Br 5,1-9
Salmo 125 (126)
2ª leitura: Fl 1,4-6.8-11
Evangelho: Lc 3,1-6

João, modelo de transparência Os dois primeiros capítulos do Evangelho de Lucas narram a teologia da infância de Jesus. Formam como que um Evangelho especial. Já este terceiro capítulo inicia um novo relato, comparável ao Evangelho de Marcos. Lucas começa enumerando os potentados que governavam a região e, também, o Império. O contraste é marcante: a palavra de Deus, que faz o universo existir, não se dirige a nenhum destes importantes personagens, mas sim ao filho de Zacarias, de quem sequer se diz ser sacerdote, nem mesmo um dentre tantos, em Israel. 

Este João que Mateus e Marcos descrevem como um asceta é, de qualquer modo, uma pessoa transparente. Voz que clama no deserto é a voz de Outrem, pois o que é falado por ele é a palavra de Deus. Assim, João desaparece diante d’Aquele que anuncia. Com seu dedo apontado, não atrai os olhares e a atenção de todos para si mesmo, mas para quem ele está indicando. 

O capitalismo será derrotado pela Terra - Leonardo Boff

Há um fato incontestável e desolador: o capitalismo como modo de produção e sua ideologia política, o neoliberalismo, se sedimentaram globalmente de forma tão consistente que parece tornar qualquer alternativa real inviável. De fato, ele ocupou todos os espaços e alinhou praticamente todos os países a seus interesses globais. Depois que a sociedade passou a ser de mercado e tudo virou oportunidade de ganho, até as coisas mais sagradas como órgãos humanos, água e a capacidade de polinização das flores, os chefes de Estados, em sua grande parte, são forçados a gerir a macroeconomia globalmente integrada e menos atender ao bem comum de seu povo.

O socialismo democrático em sua versão avançada de eco-socialismo representa uma opção teórica importante, mas com pouca base social mundial de implementação. A tese de Rosa Luxemburgo em seu livro Reforma ou Revolução de que “a teoria do colapso capitalista é o cerne do socialismo científico” não se verificou. E o socialismo, na sua pior forma como ditadura do Estado, ruiu.

A fúria da acumulação capitalista alcançou os níveis mais altos de sua história. Praticamente 1% da população rica mundial controla cerca de 90% de todas as riquezas. 85 opulentos, conforme a séria ONG Oxfam Intermon, de 2014, têm dinheiro igual a 3,5 bilhões de pobres do mundo. O grau de irracionalidade e também de desumanidade do sistema falam por si. Vivemos tempos de explícita barbárie.

Reza de Novembro na casa do Márcio

No dia 27/11/15 estivemos em Guarapari para a reza de novembro. Rezamos e refletimos sobre o cuidado com a nossa "casa comum" e os problemas ambientais de nosso tempo, em especial com os povos do Rio Doce.

Apesar da nossa triste realidade a Palavra do Deus da Vida nos anima, e nos dá esperança e força para seguir lutando pela vida do Planeta, nossa casa.

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Encerramento do Estudo do Livro do Apocalipse de João

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Esta é a revelação de Jesus Cristo: Deus a concedeu a Jesus, para ele mostrar aos seus servos as coisas que devem acontecer muito em breve. Deus enviou ao seu servo João o Anjo, que lhe mostrou estas coisas através de sinais. (Ap 1,1)

Assim começa o livro do Apocalipse de João. Esse livro foi objeto de estudo no período de 06 de agosto a 26 de novembro de 2015 na sala do CEBI-ES. O estudo contou com a participação média de 17 a 25 pessoas e foi facilitado pela equipe composta por Irmã Luiza, Eliete e Bimbo. Além dessa equipe, também tiverem uma participação expressiva no início do estudo os companheiros Claudio Vereza e Perly Cipriano, que ajudaram a esclarecer pontos importantes sobre a ditadura militar no Brasil, fazendo um paralelo com a dominação do império romano no final do primeiro século da Era Comum.

O estudo transcorreu de forma bem dinâmica e seguindo um modelo de estudo dirigido. Cada capítulo estudado, cada símbolo que foi esclarecido, era um passo gigantesco para um maior entendimento da literatura apocalíptica. Os trabalhos em grupos, as leituras e discussões partilhadas ajudou no envolvimento e interação dos participantes, possibilitando um estudo tranquilo, agradável e nada cansativo, apesar das pessoas virem diretas do seu trabalho.

Estudo na Pastoral Operária

Com objetivo de refletir sua caminhada e fortalecer ideias e ações para direcionar os próximos passos, a Pastoral Operária se reuniu no dia 22/11/2015, em Cariacica, na casa das irmãs Agostinianas. O CEBI-ES se fez presente nessa vivência nas pessoas de Izalete, Aguinaldo e Adriano.

Partilhamos com vocês, um recorte dessa grande colcha de retalhos que foi fiada, um poema que brotou nas conversas dos trabalhos em grupo: 

“Do campo o trabalho sofrido,
Povo oprimido, povo que chora, gritos, gemidos...
Povo que clama por um socorro, uma vez que canta a liberdade.

O povo sofrido ainda continua perseguido, 
Corrupção, desvalorização, o culto ao dinheiro
E como fica o povo nesse meio desordeiro?

Eis que surge um novo tempo,
Um despertar para liberdade,
Uma nova terra, de direitos, sem preconceitos.

A igreja ouve o grupo do oprimido 
E vem para proclamar um tempo de esperança com o Papa Francisco.

Celebrar a fé e vida faz parte deste retiro
Alimentando o espírito para viver o dia a dia.

Nessa luta de P.O só tem povo vivido.”

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Neste Natal, livre uma criança indígena da fome!

É impossível visitar uma comunidade indígena em Mato Grosso do Sul e não se sensibilizar. A fome e a miséria estão escancaradas, ainda que contrastando com a esperança e a resistência. O sorriso das crianças, mesmo se alimentando de migalhas, é um permanente à solidariedade e à partilha. 

Apesar dos direitos garantidos na Constituição Federal, o povo Guarani Kaiowá não tem acesso à terra e a direitos mínimos, como alimentação, moradia digna e saúde. As crianças são as quem mais sofrem. Por isso, aceite o convite do CEBI e da CESE:Neste Natal, livre uma criança indígena da fome!

Você pode colaborar de qualquer parte do Brasil. Faça a doação de qualquer valor por meio da conta corrente 25200-X, agência 2904-1 Banco do Brasil, em nome do Centro de Estudos Bíblicos. Envie a confirmação para articulacao@cebi.org.br.

Divulgue e colabore! 

Desnutridas, crianças muitas vezes presenciam o assassinato de suas lideranças

A fome e a miséria entre as crianças indígenas não são acidentais. Trata-se de um processo de genocídio. Nos últimos 12 anos, 390 Guarani Kaiowá foram assassinados Em uma década e meia foram registrados 707 casos de suicídios. Pistoleiros contratados por latifundiários torturam e espancam mulheres e jovens, às vezes na frente das crianças. Por isso as igrejas e os movimentos populares se esforçam para estar nestas áreas: além de partilhar os alimentos, a presença é também uma forma de intimidar ataques e reduzir a violência.

Manifesto de criação do Fórum Capixaba de Entidades em Defesa do Rio Doce

CONSTERNADAS com a dimensão da tragédia socioambiental que se abateu sobre a Bacia do 
Rio Doce a partir do rompimento das barragens com 60 milhões de m³ de resíduos de mineração da Empresa SAMARCO (Vale e BHP Billiton) no município de Mariana‐MG;

SOLIDÁRIAS com as famílias dos mortos e desaparecidos; com as 651 pessoas desabrigadas; com as populações ribeirinhas ao Rio Doce; ao Povo Indígena Krenak; e todas as cerca de 800 mil pessoas atingidas direta ou indiretamente pela lama despejada;

INDIGNADAS com as informações divulgadas pela Procuradoria Geral da República segundo as quais a barragem estava sobrecarregada, tendo havido, possivelmente, negligência e omissão da empresa SAMARCO (Vale e BHP Billiton) e dos órgãos públicos competentes;

APREENSIVAS com os impactos socioambientais que já são sentidos pela desertificação do solo, pela destruição da biodiversidade fluvial e da mata ciliar, pela possível extinção de espécies, pela toxidade da água utilizada por milhares de seres humanos, pela chegada da lama até à Foz no Oceano Atlântico e pelo risco real de rompimento da barragem de Germano e Santarém, ainda maior do que a de Fundão;

A alegria pela IV Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE)

1. As Igrejas que integram o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) assumem como missão expressar em gestos e ações o mandato evangélico da unidade, que diz: “Que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti; que também eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17,21).

2. O testemunho ecumênico coloca-se na contramão de todo tipo de competição e de proselitismo, tão frequentes no nosso contexto religioso. É uma clara manifestação de que a paz é possível. É um apelo dirigido a todas as pessoas religiosas e de boa vontade para que contribuam com as suas capacidades para a promoção do diálogo, da justiça, da paz e do cuidado com a criação. É, também, uma comprovação de que Igrejas irmãs são capazes de repartir dons e recursos na sua missão.

3. A caminhada ecumênica realizada pelo CONIC tem mais de três décadas. É uma trajetória marcada por fraternidade, confiança, parceria e protagonismo. Dessa trajetória, podem ser destacados como expressões concretas de comunhão fraterna as três Campanhas da Fraternidade Ecumênicas, realizadas nos anos 2000, 2005 e 2010. Todas elas marcaram profundamente a vida das Igrejas que nelas se envolveram.

4. A motivação para essas Campanhas fundamentou-se na compreensão de que, no centro da vivência ecumênica está a fé em Jesus Cristo. Isso se deu porque o movimento ecumênico está marcado pela ação e pelo desafio de construir uma Casa Comum (oikoumene) justa, sustentável e habitável para todos os seres vivos. Essa luta é profética, pois questiona as estruturas que causam e legitimam vários tipos de exclusão: econômica, ambiental, social, racial, étnica. São discriminações que fragilizam a dignidade de mulheres e homens.

Unicef destaca proteção de crianças da exploração sexual online

Brasil é um dos 17 países no programa global da agência para proteger menores deste problema; pesquisa do Fundo mostra que o número de páginas na internet que contém material de abuso sexual infantil cresceu 147% de 2012 a 2014.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, afirmou que empresas de tecnologia de informação, governos e organizações internacionais prometeram proteger milhões de crianças de exploração sexual na internet.

O compromisso foi feito durante encontro global sobre o tema, terça-feira, chamado #WeProtect Children Online, ou nós protegemos crianças online, em tradução livre. O evento foi promovido pelos Emirados Árabes Unidos e o Reino Unido em Abu Dhabi.

Prioridade Urgente

Em nota, a vice-diretora-executiva do Unicef , Fatoumata Ndiaye, afirmou que as “crianças representam um terço de todos os usuários da internet” em todo mundo e protegê-las neste ambiente é “uma prioridade global urgente”.

De acordo com a agência da ONU, governos em cada região do mundo concordaram em criar respostas nacionais coordenadas entre os sistemas de justiça criminal, agências de aplicação da lei e setores de serviços sociais e educação para melhor proteger as crianças online.

Consciência negra e feminista - Gisele Brito

Cerca de 20 mil pessoas participaram da primeira Marcha das Mulheres Negras no último dia 18 em Brasília. Poderia ser apenas mais um ato da chamada Primavera Feminista, nome dado à série de protestos protagonizados por mulheres em repúdio a Eduardo Cunha e seu Projeto de Lei N° 5.069, que dificulta o acesso ao aborto mesmo em casos já previstos em lei. Mas era mais que isso. Realizada às vésperas do Dia da Consciência Negra, a marcha foi organizada ao longo de um ano e reuniu diferentes movimentos e correntes de pensamento, em uma demonstração de articulação e força que faz questão de apontar que, se está ruim para as mulheres de modo geral, está pior para as mulheres negras.

O relatório do Mapa da Violência, realizado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) e divulgado este mês, apontou que o Brasil é um dos cinco países do mundo onde mais ocorrem feminicídios – assassinatos de mulheres motivados por questões de gênero. Mas enquanto entre as mulheres brancas o índice teve uma redução de 9,8%, entre as negras a matança avançou 54% entre 2003 e 2013.

Enquanto 35,6% da mortalidade materna atinge mulheres brancas, 62,8% atinge as negras, que também têm menos acesso a consultas pré-natal, segundo dados do Relatório Anual Socioeconômico da Mulher de 2014.

Dia Internacional para Eliminação da Violência contra Mulheres

Mensagem do Secretário-Geral – Dia Internacional para Eliminação da Violência contra Mulheres

Dez anos após a Assembleia Geral ter declarado 25 de Novembro Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, são cada vez mais numerosos os grupos e indivíduos, que se comprometem com esta causa e participam nos esforços para prevenir e combater as violações odiosas dos direitos humanos das mulheres. Registram-se também avanços significativos a nível nacional, com a promulgação de leis e a adoção de planos de ação ambiciosos em muitos países.

Contudo, ainda há muito por fazer. Em todos os países, as mulheres continuam sendo vítimas de uma violência que lhes causa grande sofrimento. Essa violência compromete o desenvolvimento, gera instabilidade e torna muito mais difícil alcançar a paz. Devemos exigir que os responsáveis por estas violações respondam pelos seus atos e tomar medidas concretas para pôr fim à impunidade. Devemos ouvir e ajudar as vítimas que sobrevivem.

O nosso objetivo é claro: pôr fim a estes crimes imperdoáveis, quer se trate do uso da violação sexual como arma de guerra, da violência doméstica, do tráfico de mulheres para fins de exploração sexual, dos chamados “crimes de honra” ou de mutilações genitais femininas. Devemos combater as causas desta violência, eliminando a discriminação e alterando as mentalidades que a perpetuam.

Lucas 21,25-28.34-36: Está próxima a vossa libertação - Ildo Bohn Gass

Faz uma semana, no último domingo do ano litúrgico, que celebramos a festa de Cristo rei. Jesus é o nosso rei. Ele conduz nossas vidas pelo caminho do Reino de Deus. Como seus discípulos e suas discípulas, buscamos testemunhar as relações desse Reino. Relações que são de amor e de verdade. Com a força de Jesus ressuscitado, lutamos contra outro reinado, isto é, as forças do ídolo riqueza, que nos seduz cotidianamente. 

Neste final de semana, com o primeiro domingo do Advento, iniciamos um novo ano litúrgico. E, mais uma vez, em todas as comunidades, anunciamos a chegada de Jesus. No domingo passado, celebramos Jesus como rei cuja montaria humilde é um jumento (João 12,12-19), cujo cinto é a toalha do serviço (João 113,1-17), cujo trono é a fidelidade até a cruz (João 19,19) e cuja injusta coroa é de espinhos (João 19,2.5). 

Hoje, celebramos a presença de Jesus como nosso rei na fragilidade e na ternura de uma criança. Definitivamente, as relações com base na ternura, na humildade e no serviço, na fidelidade e na justiça são próprias do Reino de Deus. Não, porém, dos reinos deste mundo. Estes alimentam o ódio, a ganância, o individualismo, a posse sobre bens e pessoas como sentido de vida.

Islam um código de vida, amor e paz - por Francirosy Campos Barbosa

“Nós te enviamos como uma misericórdia para os povos” (Alcorão 21:107)

A pluralidade, diversidade da nossa sociedade atual não impede que sejamos completamente aversos ao diferente. O brasileiro forja a ideia de “homem cordial”, mas o que temos visto em todos lugares, no cotidiano das ruas e das redes sociais é uma onda de preconceito avassalador depois do último atentado em Paris. Os muçulmanos viraram alvos de ofensas, que vão de xingamentos a dizer para uma criança na escola que ela que explodiu a bomba em Paris. Mulheres muçulmanas foram acometidas pelo medo de andar nas ruas, de usar transporte público. Só nesta semana quase 100% delas me disseram ter medo de sair às ruas e me narraram episódios que me faz refletir que falta conhecimento ao povo brasileiro da religião muçulmana. Ainda vemos o Islam como uma religião étnica, árabe e contida no Oriente Médio e mesmo que fosse uma religião tal qual as pessoas imaginam ser, também não justificaria tanta islamofobia, xenofobia. O Brasil é também um país que deve muito aos árabes, é um país de imigrantes, misturado.

O que os brasileiros ainda não sabem é que a maioria dos muçulmanos está no continente asiático e africano. No último sermão do Profeta Muhammad ele diz como ensinamento aos muçulmanos: “Um árabe não é superior a um não-árabe, nem um não-árabe tem qualquer superioridade sobre um árabe; o branco não tem superioridade sobre o negro, nem o negro é superior ao branco; ninguém é superior, exceto pela piedade e boas ações...”.

Encontro de Jon Sobrino com o papa reflete resgate da ‘Igreja dos pobres’

Em celebração aos 50 anos do Pacto das Catacumbas, o Vaticano realizou, no último sábado, 14 de novembro, um seminário, em Roma, para tratar da atualidade da proposta firmada por 42 padres conciliares, nas Catacumbas de Domitila, em 1965. Na ocasião, o teólogo espanhol Jon Sobrino palestrou sobre o impacto desse acordo na Igreja de hoje e sobre a urgência de se voltar à "Igreja dos pobres”. Na segunda-feira, 16, foi celebrada uma Eucaristia nas Catacumbas, com a presença do Papa Francisco, quando então o renomado teólogo da libertação, já censurado anteriormente pelo Vaticano, encontrou-se com o Papa, que recomendou a ele: "continue escrevendo”.

Em sua homilia durante o seminário, Sobrino ressaltou que o Pacto das Catacumbas se converteu no legado "secreto” do Concílio Vaticano II. E citou os aspectos que mais ajudaram a criar uma corrente episcopal, como o fato do Pacto ter sido reconhecido na Conferência de Medellín [1968], onde os bispos levaram a sério o clamor dos pobres. Sobrino se referiu ao monsenhor salvadorenho Oscar Romero como "fiel aos pobres até o martírio”, e lembrou os mártires da Universidade Centro-Americana (UCA), que, por sua vida e morte, ainda geram esperança. "Que sua paz nos transmita aos vivos a esperança, e que sua lembrança nos deixe descansar em paz.”, destacou.

Mesa redonda sobre Reforma Política


Contra o terrorismo e a guerra, a necessidade de uma cultura da paz - Leonardo Boff

Os fatos recentes de terrorismo e a declaração de guerra dos países ocidentais ao Estado Islâmico suscita de forma tenebrosa o fantasma da guerra moderna com grande capacidade de destruição. Nestas guerras apenas 2% dos mortos são soldados. Os demais são civis, especialmente mulheres e crianças inocentes. o que mostra o nível de barbárie a que chegamos. Os aviões militares atuais parecem figuras apocalípticas, carregadas de bombas que matam pessoas, destroem construções e danificam a natureza.

Precisamos ter presente que a cultura dominante, hoje mundializada, se estrutura ao redor da vontade de poder que se traduz por vontade de dominação da natureza, do outro, dos povos e dos mercados. Essa é a lógica dos dinossauros que criou a cultura do terrorismo, da guerra, da insegurança e do medo. Por causa do terrorismo, atualmente, os EUA e a Europa são reféns do medo. A persistirem as atuais tensões, nunca mais terão paz. Todos necessitam sentar juntos, dialogar, chegar a convergências, por mínimas que sejam, convergências nas diferenças, caso quisermos desfazer os mecanismos que geram permamentemente espírito de vindita e de atos de terror ou de guerra.

Praticamente em todos os países as festas nacionais e seus heróis são ligados a feitos de guerra e de violência. Os meios de comunicação levam ao paroxismo a magnificação de todo tipo de violência, bem simbolizado nos filmes de Schwazenegger como o “Exterminador do Futuro”. Grande parte das películas atuais abordam temas de violência a mais absurda; até o contos infantis são contaminados pela ideia de destruição e de guerra.