Estudo na AMUS

O último sábado de cada mês, desde maio de 2014, o CEBI-ES teve encontro marcado na Associação da Mulheres da Serra - AMUS.

Nesse ano estamos refletindo sobre "A presença das Deusas na Bíblia". No dia 27/09 aconteceu o último estudo deste ano. As mulheres também se reuniram para eleger a nova diretoria para o próximo triênio, bem como escolheram o tema a ser estudado em 2015: "Maria Madalena a Discípula amada". 

O CEBI-ES enviou Ivonete, Neli e Suely para ajudarem na reflexão.

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Reza na casa de Raquel e Penha

Celebrar o sagrado que está em nós e nas pessoas e coisas que nos rodeiam... 
Transmitir o bem-querer com o olhar, se permitir a lembrar dos tempos de criança... 
Tudo isso é sagrado se é feito e olhado com amor. 
Agradecemos pelo carinho e aconchego da Raquel, Penha e seus familiares e amigos. E a todos e todas pela presença.

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Até o próximo na casa de Joana!

Mateus 21,33-43: A vinha é boa... Os chefes é que são ruins - Pe. Luis Sartorel

Muitas comparações foram feitas para falar das atitudes e da história do povo de Israel e da sua relação amorosa (mas cheia de tempestades) com o seu Deus. A alegoria da vinha que encontramos no profeta Isaías (Is 5,1-7) era entre as mais conhecidas pelo povo. A vinha é Israel, cheia de ingratidão porque não produz os esperados frutos de justiça, e sim violência e opressão, apesar de todos os cuidados que Deus tem para com ela. Esta alegoria aparece de novo no cap. 21 do evangelho de Mateus. Em Mateus, para compreender melhor o desenvolver do drama, podemos notar a sequência das narrativas no capítulo 21: Jesus entra em Jerusalém (Mateus 21,1-17) e vai logo ao templo para expulsar os vendedores, entrando em conflito direto com os chefes do povo. Em continuidade, vem outra metáfora do povo e suas instituições, o episódio da figueira estéril (Mateus 21,18-22). Depois, segue a parábola dos dois filhos e o debate de Jesus com as autoridades sobre o batismo de João (Mateus 21,23-27), para, enfim, chegar ao texto deste domingo, onde Jesus retoma a imagem da vinha. É, portanto, um capítulo onde os conflitos vão se aguçando fortemente, tornando Jesus cada vez mais incômodo para as autoridades.

A história poderia ser diferente

Jesus retoma esta alegoria, mas mudando o acento: ele não acusa a vinha de não produzir uva, como o texto de Isaías, e sim os agricultores, os responsáveis pela produção. São os arrendatários que desviam o fruto da videira e sonegam o pagamento ao patrão. Mas aqui é bom fazer uma distinção e, para entender melhor, vou contar uma história.

Capitalismo versus Clima: é possível conciliá-los?

Na semana que antecedeu a massiva manifestação contra a inação dos governos quanto ao aquecimento global e a reunião na ONU sobre mudança climática, ambos em Nova Iorque, foi publicado o livro da ativista Naomi Klein – renomada mundialmente pela luta contra as mudanças climáticas no mundo -, chamado This Changes Everything: Capitalism vs. Climate (Isso Muda Tudo: Capitalismo vs. Clima).

Nesse novo livro, a “verdade inconveniente” – como diria o ex-vice presidente dos EUA Al Gore – sobre o aquecimento global é que a questão não é apenas sobre fixação do preço internacional para as emissões de dióxido de carbono, e sim sobre o capitalismo. Como se os interesses de nosso modelo econômico atual não condissessem com a natureza da Terra. “Se nós não mudarmos radicalmente o curso do clima, [ele] ficará ainda mais quente e as coisas ficarão ainda mais brutais”, sentencia Klein.

Cerca de 1.500 pessoas caminham pelo fim da intolerância religiosa no Rio

A Avenida Atlântica, em Copacabana, foi tomada por dezenas de cores e credos na tarde deste domingo, durante a Sétima Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa. Mesmo debaixo de chuva, cerca de 1.500 pessoas, segundo policiais militares, participaram do evento, entre candomblecistas, umbandistas, espíritas, judeus, católicos, muçulmanos, evangélicos e outros. Nos discursos, o tom era de cobrança por mais rigor no combate à intolerância religiosa que tem se manifestado na forma de ofensas e ataques a templos em todo o país, em especial aqueles que abrigam religiões de matriz africana.

A notícia mais comemorada foi dada pelo Regional do CONIC no Rio (CONIC-Rio), que prometeu agir na reconstrução de terreiros destruídos no estado em função de ataques.

- Precisamos ter um contratestemunho direcionado a uma ação tão poderosa quanto essa destruição. Queremos mostrar que essas atitudes, que são dadas como um comportamento cristão, não nos representa - disse a presidente do CONIC-Rio, Lusmarina Campos Garcia. - Fui pastora da Igreja Luterana em Genebra por nove anos e estou disposta a articular um apoio internacional.

Discutir o aborto por amor à vida - Leonardo Boff

Custa-me crer que haja pessoas que defendam o aborto pelo aborto. Ele implica eliminar uma vida ou interferir num processo vital que culmina com a emergência da vida humana. Eu pessoalmente sou contra o aborto pois amo a vida em cada uma de suas fases e em todas as suas formas.

Mas esta afirmação não me torna cego para uma realidade macabra que não pode ser ignorada e que desafia o bom senso e os poderes públicos. Por ano fazem-se no Brasil cerca de 800 mil abortos clandetinos. A cada dois dias morre uma mulher vítima de um aborto clandestino mal assistido.

Essa realidade deve ser enfrentada não com a polícia mas com uma saúde pública responsável e com senso de realismo. Considero farisaica a atitude daqueles que de forma intransigente defendem a vida embrionária e não adotam a mesma atitude face às milhares de crianças nascidas e lançadas na miséria, sem comida e sem carinho, perambulando pelas ruas de nossas cidades. A vida deve ser amada em todas as suas formas e idadees e não apenas em seu primeiro alvorecer no seio da mãe. Cabe ao Estado e à toda a sociedade criar as condições para que as mães não precisem abortar.

Estudo em Ponto Alto - Domingos Martins

Olá! No dia 20 de setembro retornamos a  Ponto Alto - Domingos Martins, na Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (ECLB - UP Jucu) para continuarmos a reflexão sobre a Terceira Geração de Cristãos e Cristãs.

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Até a próxima!

Estudo em Rio Ponte - Domingos Martins

Olá! No dia 23 de agosto de 2014 estivemos em Rio Ponte - Domingos Martins, na Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (ECLB - UP Jucu) para estudarmos sobre a Segunda Geração de Cristãos e Cristãs. Pela manhã o encontro com os Ministros pastores e, à tarde, com animadores de ensino confirmatório. 

O frio era bastante, mas fomos aconchegados pelo calor desse povo animado e motivado.

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Palestra: "As eleições e a conjuntura econômica"

Olá!

No dia 23 de setembro de 2014 recebemos o Professor Helder Gomes para um bate papo sobre o cenário econômico atual e o momento eleitoral. O Professor trouxe diversos dados e reflexões sobre a evolução de indicadores econômicos e sociais desde o início do Plano Real. O encontro foi importante para saber onde estamos, que caminho escolhemos e se queremos manter esse curso daqui pra frente.

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Documento da ONU abre as portas para que igrejas façam mais pelos indígenas

Ao longo da história recente dos povos indígenas, há diversos tratados, declarações e leis que acabaram definhando na obscuridade ou são simplesmente ignorados.

Num misto de insulto e injúria, governos ao redor do mundo têm dito que a igreja não deve se meter em assuntos políticos. No entanto, elas, atualmente, tem cada vez mais tentado denunciar a privação de direitos dos Povos Indígenas.

O documento final da Conferência Mundial das Nações Unidas sobre os Povos Indígenas está prestes a transformar essa perspectiva. Governos do mundo todo estão, agora, convidando igrejas e outros grupos da sociedade civil para serem vistos e ouvidos quando o assunto é a defesa dos direitos humanos dos povos indígenas.

Para os representantes ecumênicos de comunidades religiosas indígenas que participaram da conferência da ONU, que ocorreu em Nova Iorque, entre 22 e 23 de setembro, o documento de 6 páginas oferece motivação extra aos que que buscam assegurar os direitos dos povos indígenas ao redor do mundo.

7.754.436 milhões de pessoas votaram no Plebiscito!

O Resultado Oficial da Votação do Plebiscito Constituinte é anunciado em Coletiva de Imprensa em São Paulo. Foram 7.754.436 MILHÕES DE PESSOAS VOTARAM NO PLEBISCITO!

Um dos próximos passos será o acampamento nacional em Brasília que será montado no mês de outubro, quando milhares de pessoas entregarão o resultado do plebiscito aos três poderes e à presidenta Dilma Rousseff.

O Plebiscito Popular da Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político produziu uma unidade entre as forças sociais e populares que não se via desde a campanha contra a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), comprovando a força desta proposta no atual momento histórico.

Foram mais de 100 mil militantes e ativistas voluntários em todo o país, a imensa maioria de jovens, dedicando-se de forma incansável em instalar urnas em toda parte. O primeiro Plebiscito Popular da era das redes sociais produziu uma infinidade de imagens, gerando a bem-humorada modalidade que foi apelidada de #PlebiSelfie, envolvendo artistas, intelectuais, lideranças populares numa campanha onde todos puderam acompanhar o ânimo e o esforço militante nos mais distantes pontos.

Quem devasta as florestas brasileiras

Estudo internacional sugere: desmatamento caiu 70% na última década, mas ainda é o mais grave do mundo. Agronegócio é responsável por 90% da devastação ilegal

Entre 2000 e 2012, a agropecuária foi responsável por metade do desmatamento ilegal nos países tropicais. No Brasil, até 90% da derrubada ilegal da floresta neste período ocorreu para dar lugar ao gado e à soja. Os números fazem parte de um estudo da organização Forest Trends, divulgado nesta quinta-feira (11/09).

Segundo o relatório da ONG americana baseada em Washington, as situações mais críticas foram registradas no Brasil e na Indonésia. No Brasil, parte considerável dos produtos cultivados nessas áreas ilegais vai para o mercado externo: até 17% da carne e 75% da soja. Os destinos incluem Rússia, China, Índia, União Europeia e Estados Unidos.

Líderes religiosos indígenas refletem sobre resistência e mudanças climáticas

"Os povos indígenas têm um papel importante a desempenhar na luta contra as mudanças climáticas", declararam líderes religiosos indígenas durante um painel da Conferência Inter-religiosa sobre Mudanças Climáticas, realizado no Centro de Igrejas para as Nações Unidas, em Nova Iorque.

Ao mesmo tempo em que os participantes no Centro de Igrejas escutavam os três líderes religiosos indígenas, no outro lado da rua, na sede da ONU, a Assembleia Geral das Nações Unidas promovia a I Conferência dos Povos Indígenas.

"É a primeira vez que tivemos uma conferência de alto nível sobre o tema dos povos indígenas", declarou Tore Johnsen, secretário geral do Conselho de Igrejas Sami, da Noruega. "Quando saí de lá, pensei: este é um espaço em que a política e a esiritualidade se juntam de maneira muito forte".

O painel com os líderes religiosos indígenas fez parte da programação da Conferência Inter-religiosa sobre Mudanças Climáticas, organizada pelo Conselho Mundial de Igrejas e Religiões pela Paz, poucos dias antes da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, marcado para este dia 23 de setembro.

Mt 21,23-27: Prostitutas e pubicanos entrarão primeiro no Reino dos Céus -CEBI-GO

A frase está no comentário de Jesus à parábola dos dois filhos: um diz que vai fazer o que o pai pediu e não faz. O outro diz que não quer, mas depois faz a vontade do pai. Texto intrigante!

Esses versículos precisam ser lidos no conjunto do capítulo 21 do Evangelho segundo Mateus: Jesus entrara em Jerusalém (Mt 21,1-11) e tinha entrado em confronto direto com a religião do templo, recorrendo à denúncia já feita por Jeremias: “vocês transformaram a casa de meu pai num covil de ladrões” (Jr 7,11; Mt 21,12-17).

Da boca dos pequeninos, o verdadeiro louvor

O episódio da expulsão dos vendedores do templo é descrito pelos quatro evangelhos. Mateus, entretanto, acrescenta outra provocação de Jesus: cegos e coxos, até então impedidos de entrar no templo por serem considerados pecadores, são curados por Jesus no próprio santuário (Mt 21,14-17). E diante da indignação dos principais sacerdotes e escribas, responde: “Vocês nunca leram que é da boca dos pequeninos e crianças de peito que vem o perfeito louvor?” Desta vez, ele recorreu ao Salmo 8. 

A parábola dos dois filhos vem na sequência da figueira estéril (Mt 21,18-22), imagem de um templo e de uma religião que não produzem mais frutos, e do debate de Jesus com as autoridades sobre o batismo de João (Mt 21,23-27). 

Jesus, a Lei e a Justiça

Dia Internacional contra a exploração sexual e o tráfico de mulheres e crianças

Semana Mundial pela Paz na Palestina Israel: de 21 a 27 setembro

O Fórum Ecumênico Palestina Israel (PIEF) do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) convida as igrejas membros, comunidades religiosas e organizações da sociedade civil de todo o mundo para que se unam em 2014 para uma semana de advocacia e ação em prol do fim da ocupação ilegal da Palestina e uma paz justa para todos na Palestina e em Israel. Congregações e indivíduos em todo o mundo que compartilham a esperança de justiça devem se unir durante a semana para desenvolver atividades e medidas pacíficas, em conjunto, para criar um testemunho público internacional comum.

O tema da semana é: “Deixe meu povo ir!” com especial atenção para o dramático problema de crianças, homens e mulheres da Palestina que são prisioneiros políticos em Israel sem garantia de direitos e diversos mecanismos de violência.

Como Participar?

IEAB: carta pastoral da Câmara dos Bispos sobre as eleições 2014

Ó Deus, dá aos que governam os teus juízos,
e a tua justiça aos filhos dos que governam. Sl 72,1

Estamos nos aproximando de mais um pleito eleitoral em nosso país no qual iremos escolher os mandatários dos cargos governamentais e de representação nas Assembleias Legislativas e Congresso Nacional. Desde 1985 o povo brasileiro tem livremente escolhidos seus representantes e de- vemos manter vivo em nossa memória o custo dessa conquista e o valor das liberdades civis e políticas. Entendemos que a liberdade de escolha é um dom de Deus que devemos preservar.

Um dos componentes essenciais do exercício da liberdade de escolha é a avaliação das opções disponíveis. Isto vale para todas as situações, raramente a realidade nos confronta com situações sem alternativa. Porém, algumas vezes o desencanto com a política se transforma em cinismo. Pessoas são levadas a suspender sua capacidade de julgamento da realidade e passam a acreditar que ninguém tem autoridade moral para liderar politicamente.

Exortamos os(as) anglicanos(as) brasileiros(as) à responsabilidade de agirmos de forma íntegra no mundo público e isto nos inclui como eleitores(as) tanto quanto como candidatos(as). Cremos no Deus de amor e justiça que nos guia e aponta caminhos em todas as circunstâncias. Encorajamos nossos irmãos e irmãs a se colocarem em reflexão e escuta da voz de Deus nesse momento, para discernirem o que lhes pareça melhor para sua comunidade local e para nosso país. Entendemos que a vida é plural, que há muitas perspectivas possíveis de compreensão da realidade e que isto significa faremos escolhas diferentes. Estamos certos de que responderemos com fidelidade ao chamado de Deus se o fizermos inspirados pelos princípios da justiça e da solidariedade com os mais pobres e marginalizados.

Estudo em Jacupemba, Aracruz

Aconteceu dos dias 12 a 14 de setembro de 2104 o encontro com as Irmãs de Santa Catarina, em Jacupemba, município de Aracruz, com o tema "Jesus e a inserção". O CEBI-ES enviou Fatinha e Ivonete para ajudá-las na reflexão a partir dos discípulos de Emaús (Lc 24).

O desenvolvimento se deu com ajuda dos seguintes textos: quem sou eu para Jesus e quem é Jesus para mim? (Mc 8, 27-29); a mulher Sírio-fenícia (Mc 7, 24-30); o filho da viúva de Naim (Lc 7, 11-17); a hemorroísa e a cura da filha de Jairo (Mc 5, 21-43); a cura do cego (Mc 8, 22-26) e o encontro de Maria Madalena com o ressuscitado (Jo 20, 11-18).  

Com ajuda de mulheres animadas, foram realizados trabalhos em grupo, dinâmicas, bibliodrama  e encenações. Nos momentos de intervalo a turma aproveitou a linda "Lagoa do Aguiar" para nadar, passear de barco... Foi muito legal estar na natureza com um grupo legal e um assunto tão profundo.

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Frei Betto: “Uma das causas da crise na atualidade é a falta de utopia”

Entre os dias 8 a 12 de setembro, várias conferências, mesas temáticas, oficinas e palestras ocuparam os espaços da Faculdades EST, no Congresso Internacional da Faculdades EST - Religião, Mídia e Cultura, em São Leopoldo (RS). 

Uma das falas mais aguardadas foi a de Frei Betto, que palestrou na quinta-feira, dia 11 de setembro, sobre Comunicação imagética e a quebra da historicidade. Frei Betto afirmou que um dos motivos da crise vivenciada pela humanidade é a quebra das grandes narrativas, o que pode estar relacionado com a falta de utopia das novas gerações. “A pergunta que devemos fazer é: ‘que fé é essa, que não questiona?'”, indicando a atual dificuldade de visualizar uma historicidade. “É preciso criticar o hoje para projetar o futuro”, alertou, salientando que os processos libertários foram movidos por gerações que tinham consciência histórica.

Mt 20,1–16: A parábola do patrão diferente - Marcelo Barros

Queridos irmãos e irmãs,

Certamente essa parábola de Jesus serviu a vocês para clarear a posição que vocês, e certamente, desde o início Jesus, tomaram com relação aos não judeus. Na Bíblia, "a vinha" é uma imagem clássica do povo de Deus e da obra que Deus faz conosco - Cf. Is 5 e Salmo 80).

Nessa história, os "operários que trabalharam o dia inteiro na lavoura" significam o povo judeu. Os trabalhadores da última hora são os não judeus, pagãos (goims). Para nós que vivemos num país no qual ainda é normal o trabalho diário dos assalariados volantes (boias-frias), parece familiar o fato de Jesus (ou vocês) descrever a realidade social da Judéia como sendo de desemprego e de trabalhos por contrato diário.

Conhecemos ainda hoje essa realidade de pessoas sem emprego, aceitando qualquer oferta que lhe façam. Diferente é esse patrão que age completamente fora das leis sociais vigentes em qualquer sociedade. A maioria dos comentadores chamam essa história de "parábola dos trabalhadores da vinha". O nome mais indicado seria "Parábola do patrão original ou diferente".

Arcebispo de Cantuária reflete sobre a “peregrinação de justiça e paz”

O arcebispo de Cantuária Sua Graça Rev. Justin Welby generosamente concedeu uma entrevista sobre a "peregrinação de justiça e paz", em São Paulo, no dia 4 de setembro. Sua visita ao país deu-se no contexto de uma jornada pessoal empreendida por Welby que já incluiu 31 províncias anglicanas ao redor do mundo desde sua coroação como arcebispo, em março de 2013. 

O arcebispo da Cantuária é o líder da Igreja da Inglaterra, uma das fundadoras do Conselho Mundial de Igrejas (CMI).

O conceito de "peregrinação de justiça e paz" é fruto do chamado a todos os cristãos e todas as pessoas de boa vontade feito pela 10a Assembleia do CMI, um evento prestigiado por Welby, em novembro de 2013, na República da Coreia.

Papa Francisco e a Teologia da Libertação, sinais de um novo diálogo

Tem a Teologia da Libertação respaldo do Papa Francisco? Mais que uma reabilitação, Francisco pretende superar uma fratura do passado recente da América Latina entre partidários e adversários, estendendo a mão aos mais pobres, segundo os observadores do Vaticano.

A reportagem está publicada no sítioReligión Digital, 02-09-2014. A tradução é de André Langer.

Vários gestos recentes parecem corroborar a intenção de uma aproximação por parte da Igreja a essa corrente do pensamento cristão, nascida na América Latina nos anos 1970, que defende a causa de um clero mais próximo dos pobres e deserdados.

Em agosto, o Papa Francisco reafirmou seu apoio à causa da beatificação do arcebispo de San Salvador, Óscar Romero, "um homem de Deus”, defensor dos camponeses sem terra, assassinado em 1980 por um comando de extrema direita.

Reunião do núcleo CEBI em Guarapari

Realizamos dia 17/09/14, na Igreja Luterana, a segunda reunião do Núcleo Guarapari. Foi com grande alegria que tivemos a oportunidade de conhecer o desafio da Leitura Popular da Bíblia. Nessa conversa percebemos que a caminhada será feita cuidadosamente, mas com os pés bem firmes no chão da vida. Marcamos a próxima reunião para o dia 29.10.14, 19:30, no mesmo local, para organizarmos nossa caminhada para 2015. 

Obrigado a todos e todas pela presença!

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Plataforma Política dos Movimentos Sociais

Nesse mês de setembro mais de 60 organizações e movimentos sociais de todo o Brasil divulgaram sua plataforma política para o debate no processo eleitoral de 2014.

A “Plataforma Política dos Movimentos Sociais – Para resolver os problemas do povo brasileiro” - direcionada à sociedade e aos candidatos - surgiu da análise de movimentos e organizações sobre o desvirtuamento do processo eleitoral, que passou do que deveria ser espaços de debates e afirmações de projetos dos partidos e candidatos, para a “venda” destes como mercadorias, em propagandas e marketing.

Segue a íntegra do documento.

Plataforma Política dos Movimentos Sociais:
Para resolver os problemas do povo brasileiro

Brasil, Setembro de 2014 

Os processos eleitorais devem ser espaços de debate e afirmações de projetos, que impliquem uma concepção de sociedade e de Estado, pautem as rupturas necessárias para enfrentar as grandes questões estruturais da sociedade, apontem a natureza de nossos problemas e as soluções necessárias. Mas não é isso que percebemos. Apesar das candidaturas expressarem projetos distintos para o Brasil, cada vez mais os processo eleitorais discutem menos política e se tornam grandes estratégias de marketing, vendendo os/as candidatos/as como mercadorias. Neste “jogo”, o poder econômico ganha de goleada subjugando a política e as instituições públicas aos seus interesses de classe, impedindo as transformações políticas, econômicas, Sociais, culturais e ambientais que interessam ao povo brasileiro.

O obstáculo básico à luta pelos direitos humanos

O tema dos direitos humanos é uma constante em todas as agendas. Há momentos em que se torna um clamor universal como atualmente com a criação do Estado Islâmico que comete sistemático genocídio das minorias. Por que não conseguimos fazer valer efetivamente os direitos não só humanos mas também os da natureza? Onde reside o impasse fundamental?

A Carta da ONU de 1948 confia ao Estado a obrigação de criar as condições concretas para que os direitos possam ser realizados para todos. Ocorre que o tipo de Estado dominante é um Estado classista. Como tal é perpassado pelas desigualdades que as classes sociais originam. Concretamente: a ideologia política deste Estado é neoliberalismo que se expressa pela democracia representativa e pela exaltação dos valores do indivíduo; a economia é capitalista que operou a “Grande Transformação”, substituindo a economia de mercado pela sociedade de mercado para a qual tudo vira mercadoria. Por ser capitalista vigora a hegemonia da propriedade privada, o mercado livre e a lógica da concorrência. Esse Estado é controlado pelos grandes conglomerados que hegemonizam o poder econômico, político e ideológico. Em grande parte é privatizado por eles. Usam o Estado para a garantia de seus privilégios e não dos direios de todos. Atender os direitos sociais a todos seria contraditório com sua lógica interna.

Carta pública aos candidatos e candidatas à Presidência da República

A relação do Estado e da sociedade brasileira com os povos indígenas, mesmos com os novos paradigmas constitucionais que colocaram fim ao integracionismo, reconhecendo o caráter multiétnico e pluricultural do Brasil, em 1988, tem sido marcada por princípios e práticas colonialistas, autoritárias, racistas, preconceituosas e discriminatórias, subestimando a sociodiversidade e a contribuição dos mais de 300 povos indígenas, falantes de 274 línguas, e dos territórios indígenas ao país.

Ao invés de efetivar os direitos indígenas assegurados pela Carta Magna (Artigos 231 e 232), sucessivos governos tem se dobrado aos interesses do capital, dos setores vinculados ao agronegócio, às mineradoras, às madeireiras, às empreiteiras e grandes empreendimentos que impactam as terras indígenas, e outros tantos empreendedores, que visam a apropriação e exploração descontrolada dos territórios e das riquezas neles existentes: os bens naturais, os recursos hídricos, a biodiversidade, o patrimônio genético e os conhecimentos e saberes milenares dos nossos povos. Em razão dessa perspectiva os nossos povos tem sido considerados entraves e empecilhos ao (neo) desenvolvimento, que governantes e donos do poder econômico querem implementar a qualquer custo. Ataques sistemáticos, de regressão e supressão dos direitos indígenas verificam-se nos distintos poderes do Estado e na sociedade, notadamente nos grandes meios de comunicação. A flexibilização ou mudança na legislação indigenista e ambiental está em curso por meio de Projetos de Lei (PL 1610, da mineração em terras indígenas, PL 7735/2014, do Patrimônio genético, entre outros), Emendas constitucionais (PEC 215, PEC 038 etc.), Portarias (Portaria 303, Portaria 419, Minuta de Portaria para mudar os procedimentos de demarcação das terras indígenas), Decretos (Decreto 7957). Ao mesmo tempo, lideranças e comunidades indígenas que lutam na defesa de seus direitos à terra são criminalizadas, vitimas de assassinatos, prisões arbitrarias e ameaças de morte.

Migração transforma o jeito das igrejas fazerem teologia

"Diante da realidade da migração, a educação teológica pode levar a transformações na igreja", afirmaram participantes de um seminário organizado pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI), no Instituto Ecumênico de Bossey, Suíça, entre os dias 1 e 5 de setembro.

Os participantes destacaram que a transformação na paisagem eclesial é um elemento fundamental na forma como os cristãos percebem "o corpo de Cristo e o chamado a serem um só". Por conta da presença das igrejas de migração, declararam, as relações ecumênicas estão sendo redescobertas.

Vindos da Suíça, Alemanha, Bélgica, Guiné, Indonésia, Itália, Reino Unido, Suécia e Holanda, os participantes do seminário eram teólogos, representantes de igrejas de migração e de organismos cristãos e ecumênicos.

Confraternização do CEBI 2014

Olá!

Dia 13/09/2014 reunimos para nos confraternizarmos. Muita alegria, música boa e um tantão de comida... Fizemos a festa na casa de Tereza e Cláudio. Invadimos a Barra do Jucú. Obrigado a todos e todas pela presença, e ao casal pela acolhida!

Até a próxima!!!

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VI Congresso Brasileiro de Pesquisa Bíblica


Estivemos presentes no VI Congresso Brasileiro de Pesquisa Bíblica, nos dias 09 a 11 de setembro, em Vitória. O tema foi Bíblia e Cultura.

Estudo do Evangelho das Com. de Mateus em Conc. Castelo

No dia 30 de agosto de 2014 aconteceu na Paróquia Nossa Senhora da Conceição o 3º estudo sobre o Evangelho da Comunidade de Mateus. Vinte pessoas animadas e desejosas de aprofundarem em novos conhecimentos contribuíram para o bom desenrolar do encontro. 

Na mística inicial foi lançado para o grupo o questionamento sobre o Reino de Deus para cada um(a), em seguida cada participante expressou em forma de desenho a concepção sobre o Reino de Deus. Dando prosseguimento ao estudo foi feito uma retrospectiva dos dois primeiros encontros que aconteceram nos meses de março e maio. Entrando no tema do 3º encontro: 3º discurso de Jesus (parábolas) e 4º discurso de Jesus (eclesiológico), foi realizado uma pequena reflexão sobre gêneros literários na bíblia. 

Em seguida, de forma bem divertida, foi feito a dinâmica da casa, morador e tempestade para a divisão dos grupos. A divisão foi de cinco pequenos grupos que trabalharam os seguintes textos: Mt 13,10-17; Mt 13,24-30; Mt 15,21-28; Mt 20,19-34 e Mt 23,13-32. Os grupos foram motivados a utilizarem o método do tatu(cavucar o texto) para extraírem o máximo de informações dos textos, o que foi de grande valia. Após uma parada para o lanche, cada grupo(alguns usando as habilidades teatrais) fez a exposição do resultado dos estudos dos textos. A cada apresentação os assessores contribuíram com uma pequena releitura dos textos estudados. Avaliando o encontro o grupo destacou os seguintes pontos: a dinâmica do reino utilizada na mística inicial, a riqueza dos trabalhos em grupo onde todos tiveram a oportunidade de expor suas idéias, a explanação sobre gêneros literários(a grande novidade do encontro para a maioria), a boa utilização do tempo e os teatros. Finalizando o estudo, rezou-se a oração do Pai Nosso pedindo ao nosso bondoso Deus força e sabedoria para que dada um(a) sejam construtores do reino de paz, amor e justiça.

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Incoerência de Gênero - Flávia Oliveira

Há três mulheres na corrida presidencial de 2014: Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Luciana Genro (Psol). A um mês das eleições, pesquisas de intenção de voto sugerem que duas disputarão o segundo turno, o primeiro da História sem a presença masculina. Também inédita no pleito será a participação de brasileiras entre os votantes. São 74,4 milhões de eleitoras, 52% do total. O trio de fatos nunca antes observados, contudo, não pôs sob os holofotes a agenda feminina. Mazelas tão graves quanto antigas, caso da desigualdade de gênero no mercado de trabalho, da violência doméstica e da restrição de direitos sexuais e reprodutivos, seguem no escuro. Numa evidente incoerência, estão distantes dos debates, da propaganda eleitoral e das entrevistas das candidatas.

As presidenciáveis gastam tempo e palavras enfileirando problemas do Brasil, sem fazer referência aos dramas cotidianos de um eleitorado predominantemente feminino. A oferta de vagas em creches e na pré-escola aparece em questionamentos sobre educação, como se não estivesse relacionada também à inserção das mães no mercado de trabalho. A falta de políticas públicas de atenção aos idosos é outro entrave à ascensão profissional das mulheres, culturalmente atreladas ao papel de cuidadoras.

Convite


Bem Comum

Um dos princípios da Doutrina Social da Igreja Católica é o Bem Comum. Para ela, Bem Comum “é o conjunto daquelas condições da vida social que permitem aos grupos e a cada um de seus membros atingirem de maneira mais completa e desembaraçadamente a própria perfeição” (Gaudium et Spes, n. 26).

Todos nós somos responsáveis pelo Bem Comum e precisamos colaborar na sua busca e no seu desenvolvimento, tomando parte na vida pública, pois isso faz parte do dever ético do cristão.

O Bem Comum exige a busca constante do bem de outras pessoas como se eu estivesse procurando o meu próprio bem, de modo que todos tenham o direito de aproveitar as condições da vida social.

Votação encerrada! Comunicado da Secretaria Operativa Nacional

Estimados brasileiros e brasileiras 

Como Secretaria Operativa Nacional da nossa Campanha, em nome de mais de 450 organizações participantes e 1800 Comitês Populares, queremos saudar os milhões de Brasileiros e Brasileiras que participaram do Plebiscito Popular dando o seu voto em Urnas Físicas ou pela Internet. 

Também queremos saudar e parabenizar os milhares de militantes e ativistas voluntários que, em todos os rincões do nosso imenso Brasil, do Oiapoque ao Chuí, construíram com muita dedicação, força, coragem e alegria o Plebiscito Popular pela Constituinte. Se dedicaram desde o Lançamento Nacional - em Novembro de 2013 -, na construção de Lançamentos Estaduais, Cursos de Formação de Ativistas, Organização de Comitês Populares, Ações Públicas nos Dias de Luta, até chegar a tão esperada Semana da Pátria, em que se instalaram mais de 40.000 urnas por todo o país, e todos trabalharam em mutirão para conversar com a população sobre as necessárias mudanças do sistema político e os rumos do nosso país. 

Mt 18,21-35: Perdoar Sempre! - Sônia Mota e Nelson Kilpp

O contexto

Com o texto de reflexão para o próximo domingo, chegamos ao fim do sermão das comunidades ou sermão eclesiástico. O perdão de dívidas e ofensas não era uma prática desconhecida do povo de Israel nos tempos de Jesus. Mas parece que essa prática era bem difícil. De um lado, havia as minuciosas leis judaicas que exigiam uma série de procedimentos. De outro lado, estava a sociedade romana implacável e cruel especialmente para com os mais pobres. Nesse contexto, estão se formando novas comunidades cristãs. Algumas dessas comunidades querem seguir as exigentes leis da sinagoga, outras, pelo contrário, as práticas romanas. É para dentro deste contexto comunitário que Mateus está escrevendo.

A pergunta

O texto começa com uma pergunta de Pedro:
- Senhor, quantas vezes devo perdoar ao irmão que pecar contra mim? Até sete vezes?

A legislação judaica exigia que se perdoasse até três vezes o irmão. Com sua pergunta, Pedro revela uma disponibilidade maior de perdoar do que a costumeira. Afinal, o número sete significa completude, perfeição. Mas a pergunta de Pedro ainda pressupõe que as possibilidades humanas para perdoar são limitadas.

O exercício da fé cidadã - Nestor Paulo Friedrich

O povo brasileiro experimenta um período democrático duradouro. Ao longo de várias décadas ele vem tendo a oportunidade para se manifestar e expressar a sua opinião por ocasião da eleição de pessoas para funções nos níveis municipal, estadual e federal. No mês de outubro deste ano, milhões de brasileiros e de brasileiras irão se dirigir às urnas com o objetivo de eleger representantes para os legislativos e executivos estaduais e federais.

O cenário eleitoral mostra que essa rotina está permeada por sentimentos contraditórios. Observa-se, de um lado, entusiasmo e grande paixão. De outro lado, verifica-se um desânimo em setores significativos da sociedade. Apesar das mudanças e das melhorias acontecidas em diversas áreas, podem ser elencados problemas e dificuldades que perduram.

A consolidação de uma rotina eleitoral, sinal de amadurecimento da democracia, por sua vez, também desperta certa frustração com o sistema político brasileiro. O nível de informação sobre a realidade cresce em meio à população e a democracia representativa parece não dar conta das dificuldades que perduram.

A tentação da religião fácil - Odilo Pedro Scherer

Não está fácil ser cristão, em várias partes do mundo! Muitos estão sendo cerceados em sua liberdade de consciência, perseguidos e martirizados, apenas por serem discípulos de Jesus Cristo. São muito atuais as palavras de advertência de Jesus, ao encorajar os discípulos, falando-lhes do que os esperava: “sereis perseguidos e odiados por minha causa” (cf Lc 21, 12-19). Jesus não prometeu vida fácil a seus seguidores!

A cena de Jesus com seus discípulos no caminho para Jerusalém, retratada no Evangelho de São Mateus (cf Mt 16,21-27), é muito ilustrativa. Jesus lhes fala da própria rejeição pelas autoridades do templo de Salomão, em Jerusalém, de seus sofrimentos, morte na cruz e ressurreição ao terceiro dia. Pedro, cheio de vontade de “defender” o Mestre, quer convencê-lo a desistir do caminho para Jerusalém: “Deus te livre, isso não te acontecerá!”

Nota Pública sobre processo eleitoral 2014

Procedei como filhos e filhas da luz.
E o fruto da luz é toda espécie de bondade e justiça e de verdade
Ef 5.9).

Estamos em pleno processo eleitoral, período de debates, reflexões e exercício da cidadania. Novamente o povo brasileiro renova suas expectativas de que poderá participar na construção do país a partir de suas mais profundas aspirações.

Nas ruas e na mídia os candidatos e as candidatas apresentam suas propostas de continuar políticas públicas redutoras de pobreza. Também vemos as alianças partidárias acontecendo,com o objetivo de mais recursos para as campanhas e aumento do tempo na mídia. Muitas destas alianças não apresentam a preocupação com coerência programática. O critério que geralmente orienta estas alianças é a pergunta pelo melhor caminho para garantir a vitória eleitoral. Também vemos candidatos e candidatas procurando legitimar-se através do apoio de lideranças religiosas. Os espaços sagrados tornam-se uma espécie de novo palanque. Para tanto, o discurso político é adequado conforme a percepção de mundo do fiel a ser conquistado. Nesta busca, pautas e agendas relevantes para ampliação de direitos humanos são facilmente colocadas em segundo plano.

GRITO DOS EXCLUÍDOS 2014 - “Ocupar ruas e praças por liberdade e direitos”

Não é necessário ser historiador ou es­tudioso das ciências sociais para dar-se con­ta que as mudanças, a exemplo das espigas e das flores, das plantas e dos edifícios, se levantam do chão. Não descem magicamente do céu ou dos tronos estabelecidos, mas mer­gulham suas raízes da terra úmida e escura dos embates, tensões e conflitos de interesses humanos. Especialmente depois da Revolução Francesa (1789), das manifestações estudan­tis em várias partes do mundo (1968) e, mais perto de nós, dos episódios que marcaram o impeachement do ex-presidente Fernando Collor (1992). Três ingredientes de peso for­mam o pano de fundo para as transformações estruturais de caráter socioeconômico e po­lítico: a) um mal-estar generalizado (O mal estar da civilização, escreveu S. Freud nos anos de 1930); b) a presença e a pressão da população nas ruas; e c) o peso e estímulo de uma juventude crítica e rebelde. Essa tríade no seu conjunto contribui decisivamente para o sonho, antigo e sempre novo, de um projeto popular para o Brasil.

IECLB: Dia da Igreja 2014 reúne milhares de pessoas

O culto eucarístico, conduzido pelo pastor sinodal Altemir Labes, do Sínodo Nordeste Gaúcho, vinculado à Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), com a participação do pastor 1º vice-presidente da IECLB, Carlos Möller, e pastores sinodais convidados e ministras e ministros do sínodo, abriu o Dia da Igreja 2014, no dia 31 de agosto, em Nova Petrópolis (RS). A prédica esteve sob a responsabilidade do pastor presidente da IECLB, Nestor Friedrich, que destacou a Diaconia – o servir – como uma das marcas mais bonitas do rosto da Igreja de Jesus Cristo.

Milhares de pessoas estiveram presentes, movidas pelo convite de Servir e Ser Feliz, tema que orientou, durante todo ano, a organização do evento, e, no domingo, a celebração.

“A fé e o cuidado para com os que estão em uma situação de fragilidade, desde o início da igreja cristã, sempre andaram de mãos dadas e se concretizaram em gestos de solidariedade, restauração de vidas, construção de sentido, atitudes e atitudes e gestos que culminaram na construção de vias e vidas em Comunhão, na construção de relações de paz entre as pessoas”, disse o pastor presidente.

Mateus 18,15-35: A graça de poder perdoar - Mesters, Lopes e Orofino

Nesta reflexão para o evangelho do próximo domingo, Jesus nos fala da necessidade de perdoar o irmão, a irmã. Não é fácil perdoar, pois certas mágoas continuam machucando o coração. Há pessoas que dizem: “Eu perdoo, mas não esqueço!” Rancor, tensões, brigas, opiniões diferentes, ofensas, provocações dificultam o perdão e a reconciliação. Vamos conversar sobre isso.

1. Por que é tão difícil perdoar?
2. Na nossa comunidade existe espaço para a reconciliação? De que maneira?

1 Situando

Uma ajuda para o grupo

1. Neste círculo, vamos ler a segunda parte do Sermão da Comunidade e meditar sobre ela. Veremos os assuntos da correção fraterna (18,15-18), da oração em comum (18,19-20), do perdão (18,21-22) e a parábola do perdão sem limites (18,23-35).
2. A organização das palavras de Jesus em cinco grandes Sermões mostra que, já no fim do primeiro século, as comunidades tinham formas bem concretas de catequese. O Sermão da Comunidade, por exemplo, traz instruções atualizadas de como proceder caso algum conflito surgisse entre os seus membros. Eram como cinco grandes setas no caminho que apontavam o rumo da caminhada e ofereciam critérios concretos para solucionar conflitos.

O seguimento de Jesus e a religião cristã (por ocasião do mês vocacional) - Tiago de França

“Eu vos dou um mandamento novo: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns pelos outros” (Jo 13, 34 – 35).

Amigos e amigas, irmãs e irmãos em Jesus de Nazaré, o Cristo,

Graça e paz!

Anualmente, no mês de agosto, a Igreja católica faz uma reflexão sobre o tema da vocação. Reflete-se sobre a vocação dos leigos, dos presbíteros e dos/as religiosos/as. Aproveitando a ocasião, costumo enviar às comunidades e amigos com os quais tenho contato algumas reflexões com o objetivo de ajudar a aprofundar o tema. Não iremos refletir sobre as chamadas vocações específicas (vocação do padre e dos/as religiosos/as). 

Uma indagação norteará nossa reflexão, a saber: Por que caímos na tentação de separar fé e vida? Nosso objetivo é, a partir do tema proposto, “O seguimento de Jesus e a religião cristã”, inspirados na citação joanina acima descrita, convidar cada um para responder pessoalmente, para si mesmo, com sinceridade e verdade, esta indagação norteadora de nossa reflexão.

A porção feminina de Deus - Leonardo Boff

Certa madrugada insone, retomei meu trabalho costumeiro ao computador. De repente, pretendi ter ouvido, não sei se do mundo celestial ou se de minha mente em estado alterado, uma voz, em forma de sussuro, que me dizia: “Filho, vou te revelar uma verdade que estava sempre lá, no meu evangelista Lucas, mas que os olhos dos homens, cegados por séculos de patriaracalismo não podiam enxergar”.

“Trata-se da relação íntima e inefável entre Maria e o Espírito Santo”. E a voz continuava sussurando: “aquele que é terceiro, na ordem da Trindade, o Espírito Santo, é o primeiro na ordem da criação. Ele chegou antes ao mundo; só depois veio o Filho de Deus. Foi o Espírito Santo, aquele mesmo que pairava sobre o caos primitivo e que de lá tirou todas as ordens da criação. Pois desse Espírito Criador, se diz pelo meu evangelista Lucas:’ virá sobre ti, Maria, e armará sua tenda sobre ti; por isso, o Santo gerado será chamado Filho de Deus”. “Armar a tenda”, como sabes, significa morar definitivamente. Se Maria, perplexa, não tivesse dito o seu “sim”, faça-se segundo a tua palavra, o Filho não ter-se-ia encarnado e o Espírito não ter-se-ia feminilizado”.

Círculos Bíblicos para a Arquidiocese de Vitória


O CEBI-ES elabora os Círculos Bíblicos para as Comunidades Eclesiais de Base da Arquidiocese de Vitória - ES. Tem uma enorme alegria de fazer parte dessa parceria e ajudar na evangelização e reflexão da Palavra de Deus nas famílias!

Informações sobre os círculos bíblicos você pode obter em contato diretamente com a secretaria da Arquidiocese pelo link:


Se tiver alguma sugestão sobre os Círculos Bíblicos favor encaminhar para o email cebies_sala@yahoo.com.br ou pode entrar em contato diretamente com a secretaria do CEBI-ES, pelo telefone (27) 3223-0823 ou (27) 9945-2068, das 13h às 19h. 

Seremos gratos por sua colaboração!

Um apelo dramático. Carta das Irmãs Dominicanas do Iraque

Estamos sendo perseguidos por causa da nossa religião. Nenhum de nós jamais pensou que iríamos viver em campos de refugiados por causa disso. É difícil acreditar que isso esteja acontecendo no século XXI.

Assim escrevem as Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Siena em uma carta onde descrevem a situação dos cristãos refugiados no norte do Iraque. O texto foi publicado na página do Facebook, Help for the Iraqi Dominican Sisters. A tradução é de Claudia Sbardelotto.

Eis a carta.

Queridos,

Continuamos a compartilhar com vocês a nossa luta diária, esperando que o nosso grito alcance o mundo. Somos como o cego de Jericó (Mc 10, 46-52), que não tinha outro modo de expressar-se, mas a sua voz, clamando a Jesus por misericórdia. Embora algumas pessoas tivessem ignorado sua voz, outras ouviram-na e lhe ajudaram. Contamos com as pessoas que irão ouvir!

Mensagem da CNBB sobre Reforma Política no Brasil

Durante coletiva de imprensa, que marcou o encerramento da reunião do Conselho Episcopal de Pastoral (Consep), a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou mensagem sobre a Reforma Política. Os bispos reconhecem que “uma verdadeira reforma política melhorará a realidade política e possibilitará a realização de várias outras reformas necessárias ao Brasil, por exemplo a reforma tributária”.

A CNBB recorda que “várias tentativas de reforma política foram feitas no Congresso Nacional e todas foram infrutíferas”. Diante disso, une-se a outras entidades e ao povo brasileiro na mobilização Reforma Política Democrática no país. Abaixo, a íntegra do texto:

Brasília, 29 de agosto de 2014

Mensagem sobre a Reforma Política

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, atenta à sua missão evangelizadora e à realidade do Brasil, reafirma sua convicção, como muitos segmentos importantes da sociedade brasileira, de que urge uma séria e profunda Reforma Política no País. Uma verdadeira reforma política melhorará a realidade política e possibilitará a realização de várias outras reformas necessárias ao Brasil, por exemplo a reforma tributária.

Início do Núcleo CEBI-ES em Guarapari

Com grande alegria que no dia 31/08/2014 inciamos a conversa para formarmos um núcleo em Guarapari. Estiveram presentes pessoas da Paróquia Luterana e de 04 Paróquias Católicas da cidade. O encontro foi animado pela deliciosa comida da Glorinha. O segundo passo será a apresentação da metodologia da leitura popular da bíblia proposta pelo Cebi, que será realizada no dia 17/09, às 19:00, na Igreja Luterana. Você é nosso (a) convidado (a). Agradecemos a todos e todas pela presença.

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Estudo do Evangelho da Comunidade de Mateus em Guarapari

08 e 09/11/2014


No sábado, dia 08/11/14, à tarde, fizemos o encerramento do estudo do Evangelho da Comunidade de Mateus, em Amarelos (Guarapari), Paróquia São Pedro.

As dificuldades e lutas das Comunidades de Mateus se parecem com as nossas hoje! O tempo passa, mas a busca por justiça continua presente na vida das nossas comunidades. Foi uma alegria compartilhar desse estudo ao lado de pessoas animadas e motivadas!

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Dia 09/11/14 (domingo), pela manhã, foi a vez de nos encontramos com as pessoas do setor Muquiçaba, Paróquia São Pedro de Guarapari, para finalizarmos o estudo do Evangelho da Comunidade de Mateus.

Percebemos durante o ano a nova proposta de justiça e cumprimento da Lei assumida pelas Comunidades de Mateus. Nosso gesto de lavar as mãos significa para nós o compromisso com a caminhada de fé e luta pela justiça. Ao larvarmos as mãos do outro temos a certeza de não estarmos sozinhos nessa empreitada.

O companheirismo e motivação das pessoas foram pontos marcantes na partilha do estudo.

Ano que vem estaremos juntos novamente!

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30 e 31/08/2014
Estivemos em Guarapari partilhando a reflexão de nossa vida com a ajuda do Evangelho das Comunidades de Mateus. Esse foi o terceiro encontro. Dia 30/08, sábado, aconteceu na Comunidade Sta Luzia (Amarelos) e no domingo, na Comunidade NSra Conceição,  setor Muquiçaba. No estudo comparamos algumas passagens do Pentateuco com alguns textos exclusivos do Evangelho de Mateus e tentamos responder as seguintes questões: O que os textos tem em comum? Quais as principais diferenças?  O que a Comunidade de Mateus propõe de novo, a partir do anúncio e testemunho de Jesus? E hoje, como estamos agindo?

Foi muito interessante descobrir como as Comunidades de Mateus enfrentavam seus desafios à época e isso nos fortaleceu para também nós nos buscarmos saídas para nossas dificuldades. Agradecemos a todos e todas pela partilha.

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07 e 08/06/2014

O segundo encontro para o estudo do Evangelho da Comunidade de Mateus aconteceu nos dias 07 e 08 de junho de 2014. Estivemos nos setores Amarelos (dia 07/06) e Muquiçaba (08/06), da Paróquia São Pedro - Guarapari.

Estudamos cinco textos nos quais encontramos como a Comunidade retrata a problemática da discriminação contra a mulher, as bem aventuranças e, muito forte, a questão da justiça. O que é a prática da justiça para essa comunidade? Para representar as sementes do Reino de Deus dividimos os grupos por sementes de plantas de jardim que dão flores muito bonitas. São elas: cravo (Mt 1,18-25); petúnia (Mt 5,1-12); dahlia (Mt 9,18-26); balsamina (Mt 10,16-24); margarida (Mt 11,25-30).

A conversa e reflexão se desenvolveu em tentarmos perceber o que atualmente nós entendemos por justiça e qual a luz que o Evangelho de Mateus lança sobre o nosso caminhar.

O que não faltou foi alegria!!! Nos vemos nos próximos encontros dias 30 e 31 de agosto.

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29 e 30/03/2014
Nos dias 29 e 30 de março de 2014 iniciamos a caminhada 2014 com o estudo do Evangelho da Comunidade de Mateus.

Fizemos uma reflexão a partir problemática da violência contra a mulher hoje no Brasil e, principalmente no Espírito Santo. Nos dividimos em 4 grupos para todos lermos o texto da genealogia de Jesus (Mateus 1, 1-17) e descobrirmos quais os períodos da história do povo da bíblia e quais as mulheres que aparecem no texto (Tamar, Raab, Betzabéia, Rute e Maria). Cada grupo leu a história de uma dessas mulheres, exceto a de Maria. Tamar (Gn 38,6-26), Raab (Js 2,1-18), Betzabéia (2Sm 11,2-27), Rute (capítulo 1).
Cada grupo para caracterizou e trouxe cada uma dessas mulheres para serem apresentadas no plenário. Antes de voltarmos fizemos uma animada partilha (lanche). Os grupos apresentaram essas mulheres de forma muito espontânea e criativa.

Depois fizemos a ligação dessas mulheres com os períodos da história do povo da Bíblia contada no Primeiro Testamento, qual a importância dessas mulheres para a Comunidade de Mateus, e quais os problemas e preconceitos de ontem e de hoje enfrentados por elas.

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Encerramento 2013

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