Amor e egoísmo - Tiago França

“Nisto conhecemos o Amor: ele deu sua vida por nós. E nós também devemos dar nossa vida pelos irmãos. Se alguém, possuindo os bens deste mundo, vê seu irmão na necessidade e se fecha a toda compaixão, como permaneceria nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos com palavras, nem com a língua, mas com obras e em verdade”(1 Jo 3, 16 – 18).

Nestes dias, estamos ocupados com o tema da liberdade. Hoje iremos nos ocupar com a diferença que há entre o amor e o egoísmo. O amor é a expressão máxima da liberdade, pois quem ama encontra a liberdade e quem deseja ser livre encontra no amor o caminho e o fim de sua liberdade. São realidades intimamente ligadas, tanto o sentido de uma quanto da outra se constroem reciprocamente. 

Acertadamente, diríamos que pessoa livre é pessoa que ama. Para tornar-se pessoa é necessário passar pela experiência do amor. Não há ser verdadeiramente humano fora do amor. Este acontece na simplicidade e na humildade do cotidiano da vida. 

Hoje, mais do que em outras épocas da história, vivemos marcados pela imagem e pelo discurso. O desenvolvimento dos meios de comunicação facilita a criação de imagens e discursos. A respeito do amor, criaram-se inúmeras representações artísticas. Fala-se e visualiza-se o amor de diversas formas. Há um colorido bonito de ver, pois atrai e encanta multidões em todo o mundo. A criatividade e a fantasia humana são férteis.

Mateus 14,13-21: Dai-lhes vós mesmos de comer... - Ildo Bohn Gass

Banquete que mata e comensalidade que promove vida 

Depois do discurso das parábolas (Mt 13,1-52), a comunidade de Mateus apresenta Jesus vivendo a justiça do Reino (Mt 13,53-17,27). É um projeto alternativo e oposto ao sistema de opressão romana que, por fim, crucifica Jesus de Nazaré em Jerusalém. Para alcançar esse objetivo, conta com o apoio dos governantes dependentes do império, isto é, os sumos sacerdotes na Judeia e a família de Herodes na Galileia.

Em Mt 13,57, Jesus já constatara que não era bem acolhido em Nazaré. Na sequência, Mateus relata como o banquete dos poderosos é regado com o sangue do profeta João Batista (Mt 14,1-12). Ontem e hoje, o poder não suporta quem defende a vida dos mais pobres e de quem questiona as injustiças dos que estão a serviço do ídolo riqueza. Por isso, caluniam, difamam ou mesmo matam quem luta por uma sociedade justa, gerando mudanças que garantem cidadania para todo o povo.

Para fazer valer - Ivânia Vieira

A Lei da Ficha Limpa (lei complementar nº 135-2010) pela primeira vez será utilizada em um processo ampliado de eleições. A luta para ver a lei como matéria viva foi longa até chegar à sanção há quatro anos. Mobilizar 1 milhão e 300 mil pessoas em torno de uma ideia transformada em anteprojeto, manter o olhar vigilante para a matéria percorrer os espaços labirínticos exigidos dentro de um Congresso Nacional em grande conflito diante da possibilidade de o gesto virar lei exigiu muito fôlego e determinação simbolizados na articulação nacional erguida por meio do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE).

Visto por uma parcela dos legisladores e dos juristas como um monstrengo, o projeto sofreu todos os tipos de ataques e permaneceu na geladeira do Poder Legislativo por meses. Foram várias as armadilhas utilizadas para desqualificar a proposta e enfraquecer o instrumento nascido de uma das mais espetaculares mobilizações dos movimentos sociais brasileiros. A Lei da Ficha Limpa faz a primeira performance nestas eleições e esse é um grande motivo de animação diante da perplexidade acomodada com a política. Tem-se a chance de um bom embate nas formas de interpretação do que é legal, moral e legítimo na arte de fazer política e campanha eleitoral no Brasil.

Seminário Religiões de Matriz Africana

Dia 28/07/14 aconteceu na nossa sala, das 18:30 às 21:00, o Seminário Religiões de Matriz Africana com a presença de pessoas de várias religiões: cristãos, umbandistas, candomblecistas...

Estamos dialogando a partir da tematica Religioes de Matriz Africana. O momento foi importante para o exercício do diálogo e convivência! 

Clique aqui e veja as fotos desse encontro.

Semana Nacional de Mobilização pelo Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas

De 28 de julho a 1 de agosto de 2014

No dia 14 de novembro de 2013, a Assembléia Geral da ONU instituiu o dia 30 de Julho como Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Esta é a data em que foi aprovado o Plano Global de Combate ao Tráfico de Pessoas adotado pela Assembléia Geral em julho de 2010.
Os Escritórios das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e os Estados que aderiram à Campanha Coração Azul irão realizar, nesta data, em diversos países, ações de grande visibilidade para o alerta contra o Tráfico de Pessoas.
O governo brasileiro, que aderiu à Campanha Coração Azul da ONU em 2013 e irá mobilizar ações nacionais em conjunto com a rede de Núcleos de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e os Postos Avançados de Atendimento Humanizado ao Migrante, bem como os Comitês Sociais do Coração Azul. As organizações do Comitê Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas - CONATRAP também se comprometeram a se mobilizar durante a semana de 28 de julho a 1 de agosto de 2014.

OBJETIVOS DA SEMANA DE MOBILIZAÇÃO:

Historiador judeu pede que Brasil lidere pressão contra Israel

O historiador Shlomo Sand, nascido na Áustria e radicado em Israel desde os primeiros momentos da criação do estado judeu no Oriente Médio, na década de 1940, é uma das figuras mais conhecidas da esquerda israelense: seu livro A Invenção do Povo Judeu, de 2008, em que o autor questiona a promiscuidade entre fato histórico e mitologia nacionalista na narrativa de construção de Israel, esteve no topo dos mais vendidos no país por 19 semanas e é o texto acadêmico israelense mais traduzido para outras línguas na história, com mais de 80 mil exemplares vendidos apenas na França.

A notoriedade, no entanto, não significa popularidade na terra natal. Rechaçado por militantes sionistas, judeus ortodoxos, articulistas da mídia israelense e especialistas da historiografia judaica tradicional, Sand segue investindo na polêmica como forma de chacoalhar uma sociedade que está "mais cruel, mais feia e muito mais racista" do que nunca. "Não sei se seus leitores sabem que muitos dos israelenses sobem em montanhas no entorno de Gaza para assistir aos bombardeios", conta o professor, ao falar sobre o conflito entre Israel e o grupo Hamas, que já deixou mais de 600 civis palestinos mortos por bombardeios aéreos e ações militares em terra.

Conselho Mundial de Igrejas (CMI) expressa preocupação com êxodo de cristãos no Iraque

Em declaração oficial, emitida no dia 21 de julho, o secretário geral do CMI, Rev. Dr Olav Fykse Tveit, expressou profunda preocupação com o êxodo de comunidades cristãs na cidade iraquiana de Mosul devido às ameaças do autoproclamado Estado Islâmico do Iraque e Síria (EIIS). Tveit descreveu o fenômeno como “uma tragédia tanto para cristãos como para muçulmanos".

De acordo com relatos locais, os cristãos foram intimados pelos que controlam a cidade de Mosul a converterem-se ao Islã, pagar a Jizya (espécie de pedágio para não-muçulmanos) ou abandonar a cidade. Quando não tomam uma destas duas atitudes, os cristãos passam a ser ameaçados de execução. Por conta desta situação, a comunidade Shia em Mosul também passou a sentir-se pressionada a deixar a cidade. Atualmente, vários cristãos buscam refúgio em monastérios e vilarejos vizinhos, assim como na região kurda do Iraque.

Reza na casa de Laurinha e Josué


Olá!

Nos reunimos para reza do mês de julho na casa de Laurinha e Josué. Muito bom rever os amigos de caminhada! Rezamos e compartilhamos fazendo memória das mulheres de nossas vidas: as de ontem e as de hoje. Foi revendo as bandeiras de lutas das mulheres negras que também percebemos as conquistas e o que ainda temos que alcançar. Os desafios são grandes, mas juntos vamos fazendo e refazendo o caminho. 

No final tivemos dois caldos: pela-égua e caldo de pinto. Muito bom!!!
Agradecemos a família pela acolhida !!!

Clique aqui e veja as demais fotos desse momento de alegria e partilha.

Clique aqui e veja a programação das rezas para o próximo mês.

Abraço a todos e todas e até a reza de Agosto na casa de Tereza e Cláudio.

CEBI denuncia massacre do povo palestino

Ele liberta o indigente que grita por socorro e o pobre que não tem quem o ajude (Salmo 72,12)

Reunido em Brasília, o Conselho Nacional do Centro de Estudos Bíblicos - CEBI - expressa sua solidariedade ao povo palestino e denuncia o massacre realizado pelo Estado de Israel, que vem ceifando a vida de centenas de pessoas, especialmente crianças.

O CEBI reconhece que a violência no território de Palestina-Israel é proveniente de ambas as partes. Entretanto, o terrorismo é provocado majoritariamente pelo governo israelita, que, fortemente armado e com a conivência de potências ocidentais, coloca em prática um projeto de extermínio do povo palestino. 

Antes de se formar o Antigo Israel como estado, naquelas terras já moravam outros povos, que nem sempre tiveram sua dignidade respeitada. Na época moderna, o mesmo aconteceu com a agressiva ocupação das terras palestinas por parte de grupos judeus. 

Plebiscito Constituinte: Como Participar?






Queremos que essa proposta se espalhe por todo o Brasil, e desde Agosto de 2013 diversos Movimentos Sociais, Sindicais e Organizações Políticas se juntaram para começar este trabalho. Saiba quais organizações participam.

E com muita alegria e disposição começamos a nos organizar para que cada vez mais pessoas participem desse processo de debates e de organização que culminará na votação do Plebiscito que terá uma única pergunta: Você é a favor de uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político?

A votação ocorrerá na Semana da Pátria (1 a 7 de Setembro) de 2014, e qualquer pessoa ou grupo pode organizar um local de votação com uma urna!

Ainda sim, o plebiscito está em construção desde já e prevê muitas atividades de organização, formação política e lutas até chegar a semana da Pátria. Você pode participar do Plebiscito Popular de várias formas, para te ajudar a saber como organizamos um pequeno roteiro:

Do pão à organização - Campanha Plebiscito pela Constituinte 2014

Mundo tem 2,2 bilhões de pessoas pobres ou quase pobres, adverte Relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)

O Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) 2014 convoca os países à prestação universal de serviços sociais básicos e à implementação de políticas mais fortes de proteção social e de pleno emprego para garantir o desenvolvimento.

A vulnerabilidade persistente ameaça o desenvolvimento humano. E se não for combatida sistematicamente por políticas e normas sociais, o progresso não será nem equitativo nem sustentável. Esta é a premissa central do Relatório do Desenvolvimento Humano 2014, divulgado hoje pelo Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD).

Intitulado Sustentar o Progresso Humano: Reduzir as Vulnerabilidades e Reforçar a Resiliência, o relatório fornece uma nova perspectiva sobre a vulnerabilidade e propõe maneiras de fortalecer a resiliência. 

De acordo com as medidas de pobreza com base na renda, 1,2 bilhão de pessoas vivem com US$ 1,25 ou menos por dia. No entanto, as estimativas mais recentes do Índice de Pobreza Multidimensional (IPM) do PNUD revelam que quase 1,5 bilhão de pessoas em 91 países em desenvolvimento estão vivendo na pobreza, com a sobreposição de privações em saúde, educação e padrão de vida. Embora a pobreza esteja diminuindo em geral, quase 800 milhões de pessoas estão sob o risco de voltar à pobreza caso ocorram contratempos.

Igrejas pedem o fim imediato das hostilidades em Gaza

Expressando grave preocupação com a escalada das operações militares em Gaza, o secretário-geral do CMI - Conselho Mundial de Igrejas, Rev. Dr. Olav Fykse Tveit, afirmou que “as hostilidades devem parar. Há que se oferecer a Israel, à Palestina e a toda a região a esperança da paz, uma paz baseada na justiça, uma paz duradoura que leve à reconciliação".

Em declaração oficial, emitida pelo CMI em 22 de julho, Tveit expressou profunda tristeza com "a devastação humana nos dois lados e o número desproporcionalmente alto de palestinos mortos, incluindo mulheres e crianças".

Em nome das 345 igrejas-membro do CMI, Tveit apelou "que todos os lados respeitem as leis internacionais humanitárias e de direitos humanos" que condenam e proíbem todos os tipos de extermínio desproporcional e indiscriminado de civis.

Papa nomeia mulheres consultoras para Dicastério Romano

Da esquerda para direita: Lourdes Grosso García, Irmã Marcella Farina,fma e Irmã Maria Domenica Melone, afa.

As religiosas Marcella Farina, salesiana, docente de Teologia Fundamental e Sistemática na Pontifícia Faculdade de Ciência da Educação “Auxilium”; Maria Domenica Melone, reitora da Universidade Antonianum de Roma, da Associação das Franciscanas Angelinas, a patrona do Tribunal Eclesiástico Regional Lombardo, Elena Lucia Bolchi, consagrada da Ordo Virginum da arquidiocese de Milão e a leiga Lourdes Grosso García, diretora do secretariado da comissão episcopal para a Vida Consagrada da Conferência Episcopal Espanhola, foram nomeadas, na quarta, 16, pelo Papa Francisco, como consultoras da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, um dos dicastérios da Cúria Romana.

Na festa de Maria Madalena, mulheres católicas pedem acesso ao sacerdócio feminino

O coletivo de Mulheres na Igreja pela Paridade reivindicou hoje, por ocasião da celebração da festividade de Santa Maria de Magdala (Maria Madalena), nesta terça-feira, que a Igreja católica “revise os ministérios e o acesso a estes à luz do Espírito Santo e o sentir das comunidades de crentes”.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 21-07-2014. A tradução é do Cepat.

Em um comunicado, o coletivo questiona as lendas que asseguram que Maria Madalena foi uma prostituta. “De tudo o que lemos, o que para nós fica claro é que foi uma mulher muito próxima de Jesus, a quem era unida por uma profunda amizade. Acompanhou-lhe durante os anos de pregação, inclusive, possivelmente, foi uma das que o assistiam com seus bens”, ressaltou o coletivo.

Mateus 13.44-52 - O Reino de Deus Se Revela quando Botamos a Mão na Massa - Maristela L. Freiberg

1. Pra Início de Conversa

O conjunto de nossos textos fala de discernimento e justiça. Através do Espírito Santo é que nós somos capacitados/as a optar pela justiça. Julgar não é função nossa, mas discernir, sim. Com a presença do Espírito, discernir é um processo inevitável e impulsionador, que gera mesmo as mudanças mais radicais.

Neste texto o evangelista Mateus mostra um Jesus que dá ênfase ao ensino. O cap. 13 contém o terceiro grande discurso que reúne sete parábolas, das quais três estão em nosso texto. As parábolas mostram como a comunidade de Mateus entendia sua maneira de fazer teologia, como lidava com a sua fé. Nas parábolas, não só o conteúdo é importante, mas também a metodologia, a qual aponta para a formação da comunidade e sua mobilização no cotidiano para encontrar o tesouro: a presença de Deus. Nas três parábolas existe uma metodologia comum: primeiro, identifica-se o achado ou o separado com algo valioso. Segundo, o tesouro é encontrado no meio da ação. É o Espírito de Deus que nos invade e nos faz agir. Terceiro, o tesouro fixa as pessoas ao chão e não as arrebata ao céu.

Mt 13, 44-52: “Vocês compreenderam tudo isso?” - Tomaz Hughes SVD

No décimo sétimo domingo comum, terminamos a leitura do capítulo treze de Mateus, com as últimas três parábolas do Reino – as do tesouro escondido, da pérola preciosa e da rede lançada ao mar. Nas primeiras duas, podemos notar duas ênfases – uma sobre o grande valor do achado (simbolizando o Reino) e outra sobre a atitude de quem o acha. A parábola da rede no mar ecoa a mensagem da parábola do campo de trigo e joio, que fez parte do texto do domingo passado.

O contexto histórico do tesouro achado é do Oriente Médio Antigo, palco de tantas invasões e guerras. Era prática comum enterrar os valores diante da ameaça de uma invasão ou guerra. Só que, muitas vezes, o dono morria na violência, e o tesouro ficava escondido por muito tempo, até ser achado por acaso.

Nota pública de repúdio à decisão do TJ/SP que considerou uma menina de 13 anos prostituta e inocentou o acusado de estupro

A Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente – ANCED/Seção DCI Brasil, o Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes, o ECPAT Brasil, o Fórum Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente – Fórum Nacional DCA e o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil – FNPETI vêm a público tecer as seguintes considerações sobre a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que considerou menina de 13 anos prostituta e inocentou acusado de estupro:
  • Direitos Sexuais são direitos humanos e toda criança e adolescente tem direito a um desenvolvimento sexual saudável e livre de qualquer forma de violência ou discriminação;
  • A prática sexual com adolescentes mediante pagamento ou outra forma de retribuição constitui o delito de exploração sexual, nos termos do Código Penal e do Estatuto da Criança e do Adolescente. Ademais, a legislação brasileira tratou a prática sexual com pessoas com menos de 14 anos como estupro de vulnerável;
  • A decisão mostra todo o preconceito de setores do Judiciário brasileiro que considera que o mercado do sexo cria meninas e mulheres de segunda categoria, com menos direitos;
  • Os desembargadores relativizaram a violência praticada contra adolescentes, desconsiderando seus direitos sexuais e sua condição de pessoa em processo de desenvolvimento.

O conflito entre Israel e a Palestina

Quando se fala do conflito no mundo árabe, que assola a população de ambos os lados há mais de 50 anos, busca-se entender o que de fato está em jogo. 

Quais as origens do conflito? Trata-se de uma questão econômica e geopolítica, ou religiosa e cultural? Ou todas elas estão mutuamente implicadas?

Os entrevistados desta edição buscam responder à questão.

Com certeza econômica e geopolítica, pois a Palestina sempre foi um território estratégico para os impérios e potências da região. Sua localização fez dela uma importante rota comercial terrestre e marítima. Ela está próxima da Europa, banhada pelo mar Mediterrâneo, e está na porta de entrada para a Ásia fazendo fronteira com a África. Pelo seu litoral sempre entraram e saíram pessoas e mercadorias, e também exércitos. A Palestina era para ser uma nação livre, soberana e independente, com judeus, cristãos e muçulmanos compartilhando o território em paz. No século XIX, época de dominação da Palestina pelo Império Turco-Otomano, surge, na Europa, o movimento sionista.
Marcelo Buzetto, do Setor de Re-lações Internacionais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST e professor de Geopolítica do Mundo Contemporâneo no curso de Relações Internacionais do Centro Universitário Fundação Santo André.

Estudando o tema Palestina e Israel

Olá! 

Recomendamos a leitura dos artigos da Revista 408 do Instituto Unisinos para os que quiserem entender um pouco mais sobre o que está por trás desses conflitos entre palestinos e israelenses. Apesar de ser de 2012, o tema nos parece bem atual.

Clique aqui  e baixe a Revista. Boa leitura.



Kairós Palestina Brasil: CONIC entrega documento ao governo brasileiro

O CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs) entregou dia 18 de julho, para o chefe da assessoria internacional da Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR), Fabrício Prado, a petição do Kairós Palestina Brasil que, entre outras coisas, pede que o “governo brasileiro use todos os caminhos e instrumentos do direito internacional para terminar com a ocupação israelense na Palestina”. O documento foi assinado por 240 religiosos e religiosas de diferentes tradições.

Fabrício citou um documento da Secretaria-Geral sobre o atual conflito entre Israel e Palestina. Na declaração, o governo expressa solidariedade com os feridos e às famílias das vítimas. Além disto, condena com veemência os bombardeios de Israel e conclama para que as partes envolvidas estabeleçam um cessar fogo duradouro.

Participaram da reunião, além de Fabrício, o coordenador de Movimentos Religiosos da SGPR, Alexandre Brasil; o representante da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, dom Maurício Andrade; o pastor luterano Alberto Gallert e a secretária geral do CONIC, Romi Bencke.

Mateus 13,24-30: Joio e trigo crescem juntos - Mesters, Lopes e Orofino


O evangelho para a liturgia deste domingo nos leva a meditar sobre a parábola do joio e do trigo. Tanto na sociedade como na comunidade e na vida de todos nós, existe tudo misturado: qualidades boas e incoerências, limites e falhas. Nas nossas comunidades, reúnem-se pessoas que vêm dos vários cantos do Brasil, cada uma com a sua história, com a sua vivência, a sua opinião, os seus anseios, as suas diferenças. Existem pessoas que não sabem conviver com as diferenças. Querem ser juízes dos outros. Acham que só elas estão certas, e os outros errados. A parábola do joio e do trigo ajuda a não cair na tentação de querer excluir da comunidade os que não pensam como nós.>Os empregados que aparecem na parábola representam certos membros da comunidade. O dono da terra representa Deus. Prestemos atenção nas atitudes dos empregados e na reação do Dono da terra.

O lugar da parábola no Sermão das Parábolas 

Contra a derrubada da Política Nacional de Participação Social!

O decreto 8.243/14, assinado pela presidenta Dilma Rousseff no final de maio para a criação de uma Política Nacional de Participação Social (PNPS), tem sido combatido por diversos setores sociais, em especial a grande mídia e alguns partidos do Congresso Nacional.

O principal ataque veio de parlamentares dos partidos PSD, PSDB, DEM PPS e Solidariedade, que tentaram articular na Câmara a revogação da medida, que tem como um dos seus objetivos o fortalecimento de mecanismos e instâncias de diálogo entre a sociedade civil e o Estado. Sob a justificativa de o decreto não ter legitimidade por não ter sido submetido previamente ao Congresso, travaram a pauta de votações na Câmara e tentam intervir com um Projeto de Decreto Legislativo, o PDC 1491/2014.

Mulher é dona do próprio corpo: campanha

A mulher é dona do próprio corpo, mas sofre com o machismo e o preconceito para ser e fazer o que quer.

Para reforçar nas redes sociais que ninguém manda na vida da mulher, a ilustradora mineira Carol Rossetti está usando sua principal ferramenta: o desenho.

São pinturas e ideias que tornam a mulher mais livre, segura e feliz. Da celulite à opção por não ter filhos.

Carol Rossetti usa desenhos e frases certeiros. A ilustradora também aborda temas como o racismo e a homofobia. 

Veja algumas das ilustrações:

Francisco fala sobre participação dos cristãos na política.

No início de seu pontificado Francisco fala da importância do engajamento na política. Destaca a importância de nós, leigas e leigos cristãos, nos engajarmos na política. Segundo ele, se a política é 'suja' é porque faltam políticos que ajam com o espírito do evangelho. Diz o papa: "É fácil meter a culpa nos outros, mas eu? O que eu faço?". Devemos agir, não "lavar as mãos, como Pilatos. Temos que nos meter na política, porque ela é uma das formas mais altas de caridade".

Para garantir preservação, proposta quer tornar Caatinga e Cerrado patrimônio nacional

Proposta de Emenda Constitucional (PEC) tramita no Congresso Nacional para tornar a Caatinga e o Cerrado Patrimônio Nacional pela Constituição Brasileira. Com a aprovação da matéria, os dois biomas passariam a essa condição juntamente com a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira. Sua utilização, a partir desse novo status, poderá ser feita dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente e a melhoria da qualidade de vida da população.

Juntas, Caatinga e Cerrado abrangem 14 estados brasileiros, um total de 1.927 municípios (34% do total no Brasil) e o Distrito Federal, além de abrigarem 30% da população do país. A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, tendo cerce de um terço de suas plantas e 15% de seus animais como espécies exclusivas.

Conflitos no Campo Brasil, em 2013: Povos indígenas foram os mais violentados e os que mais resistiram

Síntese feita por frei Gilvander Moreira.

Não foi por acaso que a 29ª edição do livro-relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT)Conflitos no Campo Brasil 2013 trouxe na capa a foto de um indígena pintado, com olhar firme e destemido para a resistência. De fato, em 2013, Conflitos e Violência atingiram de forma veemente os povos indígenas e comunidades tradicionais. Das 1.266 ocorrências relacionadas ao conjunto dos conflitos no campo no Brasil, 205 estão relacionadas aos indígenas. 154 referem-se a conflitos por terra ou retomada de territórios e 11 a conflitos pela água. Das 34 mortes por assassinato, 15 são de indígenas. São também indígenas 10 das 15 vítimas de tentativas de assassinato.

Mato Grosso do Sul e Bahia lideram o ranking da violência contra os indígenas. O Mato Grosso do Sul destaca-se: 15 foram ameaçados de morte, 7 sofreram tentativa de assassinato, 3 foram assassinados, 8 presos. 100% dos assassinados e dos que sofreram tentativa de assassinato são indígenas. Também 100% dos assassinados em Roraima são indígenas. Na Bahia, dos 6 assassinatos, 4 são de indígenas e das 3 tentativas de assassinato, 1 é contra indígena, além de 3 ocorrências de ameaça de morte.

Igreja Anglicana aprova ordenação de mulheres como bispos

Aprovação acontece dois anos após uma tentativa similar ter sido bloqueada

O sínodo geral da Igreja da Inglaterra aprovou nesta segunda-feira a ordenação de mulheres como bispos, uma medida histórica que a dividia há anos.

A proposta foi aprovada em uma votação realizada em York, no norte da Inglaterra, pelos membros das três câmaras que compõem o órgão executivo da Igreja Anglicana – laicos, clérigos e bispos. As primeiras nomeações de mulheres como bispas podem ser efetuadas já em 2015.

Entre os bispos, houve 37 votos a favor, dois contra e uma abstenção. Já a votação dos clérigos teve 162 favoráveis à medida, 25 contrários e quatro abstenções. Já entre os laicos, houve 152 votos a favor, 45 contra e cinco abstenções.

Declaração pública dos Comitês da Palestina Democrática

O crime de sequestro do adolescente Mohammed Abu Khudair e sua violenta morte, onde foi queimado vivo, confirma, sem dúvida, a brutalidade do Estado de Israel. A política criminal sionista está atacando Gaza. São ataques bárbaros contra nosso povo bombardeando, ferindo e matando dezenas de palestinos civis.

Os Comitês da Palestina Democrática - Brasil esclarecem para a opinião pública brasileira:

O que está acontecendo nos territórios palestinos é uma continuação da ocupação e colonialismo sionista, baseado na limpeza étnica contra o povo palestino desde 1948, onde se cometeram massacres e a expulsão de mais de 800 mil Palestinos que passaram a viver em campos de refugiados na diáspora. Hoje, são 6 milhões de refugiados vivendo nos países vizinhos e na própria Palestina, negando-lhes o direito de retorno às suas casas e as suas terras milenares.

A solidão da Palestina - Emir Sader

A nova ofensiva brutal contra Gaza revela, uma vez mais, a solidão dos palestinos. Não podem contar com ninguém que detenha Israel.

“O mais difícil é ser a vítima das vítimas”, dizia Edward Said, para expressar uma das dimensões dos obstáculos que encontram os palestinos para lutar contra a ocupação israelense de seus territórios.

A solidão atual dos palestinos demonstra como essa era apenas uma das tantas dificuldades que eles têm que enfrentar para sobreviver. O direito elementar, aprovado há décadas pela ONU, de ter um Estado Palestino, da mesma forma que existe o Estado de Israel, é bloqueado pelo voto dos EUA no Conselho de Segurança e a ONU não faz nada para contornar essa atitude norte-americana.

Seminário de Educação, Diversidade Sexual e Direitos Humanos

Mateus 13,1-23: A semente que cai em diferentes solos - Ildo Bohn Gass

As parábolas revelam a força do Reino (Mt 13,1-3)

Parábola vem do grego parabolê, verbete formado por duas palavras. Uma delas é pará, cujo significado é “ao lado de”, “ao longo de”, “para além de”, como, por exemplo, em parapsicologia. A outra é bolê, quem vem do verbo grego que significa “jogar”, “lançar”, como, por exemplo, em símbolo (jogar junto, unir) e diabo (do grego, diábolos, “jogar através”, “dividir”). Portanto, parábola quer dizer jogar para além de, lançar ao longo de. A parábola sinaliza algo além, provoca uma busca de algo mais profundo. É como o retrovisor de um carro. Olhamos para ele não para deter nosso olhar em seu formato, mas para alcançar o lugar além dele, para onde seu espelho orientar a nossa visão.

Os capítulos 11 e 12 de Mateus descrevem a prática libertadora de Jesus de Nazaré, a partir da qual “os cegos veem e os coxos andam, os leprosos ficam limpos e os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados” (Mt 11,5). Essa prática provocou a oposição de autoridades que tentaram desacreditar Jesus e buscar uma forma de “levá-lo à morte” (Mt 12,1-2.14.24).

Movimentos sociais saem às ruas em luta pelo Plebiscito Constituinte

Nesta segunda-feira (7), diversos movimentos sociais realizaram atos e intervenções artísticas pelo país no Dia Nacional de Luta pela Constituinte. Entre eles, o MST, Levante Popular da Juventude, a Consulta Popular, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e a Marcha Mundial das Mulheres (MMM). 

As ações, que aconteceram em 14 estados, tiveram como objetivo chamar a atenção da sociedade para o Plebiscito Popular pela Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político, cujas coletas de votos acontecem daqui a dois meses, entre os dias 1 a 7 de setembro.

Panfletagens, colagem de cartazes, pinturas, baterias de rua, aulas públicas e pequenas ocupações culturais foram algumas das formas usadas pelas organizações para debater o tema com a sociedade.

VI Congresso de Pesquisa Bíblica em Vitória-ES



Luteranos em oração e ação solidária por conta das enchentes - Pr. Nestor Paulo Friedrich

O profeta Jeremias anunciou ao grupo de pessoas desalojadas da sua terra e desterradas para o exílio da Babilônia que o Senhor tem para com esse povo “pensamentos de paz e não de mal” (Jeremias 29.11). Em meio ao sofrimento e ao desespero, o Deus da vida enviou o profeta para dar uma notícia de esperança. “O Senhor diz: cuidarei deles e os trarei de volta para esta terra” (24.6). Ao refletir sobre esse exílio, essa vida forçada a ser vivida fora da terra e da casa da gente, um teólogo afirmou que o cativeiro foi visto como o chão em que se desenrola a libertação. “A libertação possível é aquela que não salta por cima das contingências circunstanciais, mas que as assume”.

Vivemos tempos em nosso país, de Norte a Sul, de Leste a Oeste, com excesso de chuva. O resultado disso é destruição. Plantações são destruídas. Habitações são levadas pelas enxurradas. Famílias inteiras são forçadas a abandonar seu lar. Sim, vivemos tempos de muito sofrimento por causa do excesso de chuva.

Em meio a essa realidade, em solidariedade com as pessoas que sofrem por causa das enchentes, há mobilização solidária. Há apoios. Há fantásticos gestos que criam e fortalecem viDas em comunhão. Nesses mutirões de solidariedade já estão envolvidos membros da IECLB, dando apoio e recebendo apoio. Mesmo assim, queremos nos mobilizar como Igreja, como conjunto de comunidades e seus membros. A sugestão que apresentamos às nossas comunidades é que as doações em dinheiro sejam canalizadas para a conta da IECLB no Banco do Brasil: Ag. 0010-8; C/c 60.000-8; CNPJ 92.926.864/0001-57. Pedimos a gentileza de informar valores e origem dos valores ( secretariageral@ieclb.org.br). A partir do levantamento das necessidades que os Sínodos apresentarem à Direção da IECLB, as doações serão devidamente encaminhadas.

Aberta a reunião do Comitê Central do Conselho Mundial de Igrejas

"Conduze-nos ao longo do caminho e anda conosco para que a viagem seja também uma forma de Te conhecer, ó Deus, e para que possamos nos tornar o próximo de todos e humildes servos do Teu amor”. Estas palavras fazem parte da pregação do culto de abertura da 62ª reunião do Comitê Central do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), que acontece em Genebra, Suíça, entre 2 e 8 de julho.

A oração, que tam também um tom de chamado, foi feita ao longo da reflexão da Profa. Dra. Mary Anne Plaatjies van Huffel, da Igreja Reformada Unida da África do Sul, na manhã do dia 2, e sintetiza tanto o interesse comum de união, que nutre a família ecumênica, como o desafio de dar testemunho ao mundo nas diversas e complexas realidades em que estão as comunidades de fé.

O Comitê Central, que se reúne a cada dois anos, é o órgão decisório mais importante do CMI no espaço de sete anos que separa cada assembleia geral. Sua responsabilidade é dar seguimento e complementar as políticas adotadas pela Assembleia, assim como revisar e supervisionar os programas e o orçamento do CMI.

O pacto das catacumbas vivido pelo Papa Francisco - Leonardo Boff

No dia 16 de novembro de 1965 ao findar o Concílo Vaticano II (1962-1965), algus bispos, animados por Dom Helder Camara, celebraram uma missa nas Catacumbas de Santa Domitila, fora de Roma e fizeram um Pacto das Catacumbas da Igreja serva e pobre. Propunham-se ideais de pobreza e simplicidade, deixando seus palácios e vivendo em simples casas ou apartamentos. Agora com o Papa Francisco este pacto ganha plena atualidade. Vale a pena rememorar os compromissos assumidos pelos bispos.

“Nós, Bispos, reunidos no Concílio Vaticano II, esclarecidos sobre as deficiências de nossa vida de pobreza segundo o Evangelho; incentivados uns pelos outros, numa iniciativa em que cada um de nós quereria evitar a excepcionalidade e a presunção; unidos a todos os nossos Irmãos no Episcopado; contando sobretudo com a graça e a força de Nosso Senhor Jesus Cristo, com a oração dos fiéis e dos sacerdotes de nossas respectivas dioceses; colocando-nos, pelo pensamento e pela oração, diante da Trindade, diante da Igreja de Cristo e diante dos sacerdotes e dos fiéis de nossas dioceses, na humildade e na consciência de nossa fraqueza, mas também com toda a determinação e toda a força de que Deus nos quer dar a graça, comprometemo-nos ao que se segue:

1) Procuraremos viver segundo o modo ordinário da nossa população, no que concerne à habitação, à alimentação, aos meios de locomoção e a tudo que daí se segue.

''Sobre o papel das mulheres, adiante, com cautela.'' Artigo de Lucetta Scaraffia

Diante de um mundo que cada vez mais fala a linguagem midiática, que efeito pode causar uma grande e importantíssima instituição global que fala apenas através de vozes masculinas?

A reflexão é da historiadora italiana Lucetta Scaraffia, membro do Comitê Italiano de Bioética e professora da Universidade La Sapienza de Roma. O artigo foi publicado no jornal Il Messaggero, 30-06-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

O Papa Francisco não disse palavras novas sobre as mulheres na entrevista – a primeira concedida a uma mulher –, mas a novidade já está no fato de que, pela primeira vez, quem lhe fez perguntas sobre o lugar da mulher na Igreja está diretamente envolvida.

Brasil bate recorde em homicídios e fica em sétimo lugar entre 100 países

A cada dia, 154 pessoas morreram, em média, vítimas de homicídio no Brasil, em 2012. Ao todo, foram 56.337 pessoas que perderam a vida assassinadas, 7% a mais do que em 2011. Os dados são do Mapa da Violência 2014, que mostra um crescimento de 13,4% de registros desse tipo de morte em comparação com o número obtido em 2002. O percentual é um pouco maior que o de crescimento da população total do país: 11,1%.

As principais vítimas são jovens do sexo masculino e negros. Ao todo, foram vítimas desse tipo de morte 30.072 jovens, com idade entre 15 e 29 anos. O número representa 53,4% do total de homicídios do país. Também, desse total, 91,6% eram homens.

Os dados de 2012, último ano da série projetada pelo mapa, mostram ainda que, a partir dos 13 anos de idade, o percentual começa a crescer. Passa de quatro homicídios a cada 100 mil habitantes para 75, quando se chega aos 21 anos de idade.

Mateus 11,25-30: Jesus e os Pequenos na Comunidade, lugar de acolhida e de escuta - Mesters, Lopes e Orofino

Esta reflexão mostra a ternura com que Jesus acolhia os pequenos. Ele queria que os pobres encontrassem descanso e paz. Por causa disso, Jesus foi muito criticado e perseguido. Sofreu muito! O mesmo acontece hoje. Para uns, a comunidade é lugar de consolo, descanso e paz. Para outros, é lugar de crítica, desgaste e sofrimento.

Situando 

1. O Sermão da Missão ocupou o capítulo 10. A parte narrativa dos capítulos 11 e 12 descreve como Jesus realizava a Missão. Ao longo desses dois capítulos, aparece a contradição que a sua ação provocava. João Batista, que olhava Jesus com os olhos do passado, não conseguiu entendê-lo (Mt 11,1-15). O povo, que olhava para Jesus com finalidade interesseira, não foi capaz de entendê-lo (Mt 11,16-19). As grandes cidades ao redor do lago, que ouviram a pregação de Jesus e viram seus milagres, não quiseram abrir-se para a sua mensagem (Mt 11,20-24). Os sábios e doutores, que julgavam tudo com base em sua própria ciência, não foram capazes de entender a pregação de Jesus (Mt 11,25). Nem os parentes o entenderam (Mt 12,46-50). Só os pequenos o entenderam e aceitaram a Boa Nova do Reino (Mt 11,25-30). Os outros queriam sacrifício, mas Jesus quer misericórdia (Mt 12,1-8). A reação contra Jesus levou os fariseus a quererem matá-lo (Mt 12,9-14). Eles chamaram Jesus de Beelzebu (Mt 12,22-32). Mas Jesus não voltou atrás, e continuou assumindo a missão de Servo, descrita nas profecias (Mt 12,15-21).

Tráfico de pessoas e vulnerabilidade social - Jogue a favor da vida

O tráfico de pessoas é um crime organizado considerado invisível. A Vulnerabilidade social, cultural e econômica favorece o aliciamento de meninas que buscam melhores condições de vida. Exploradas, elas seguem numa vida sem perspectivas, dando lucro para gente que vende gente. A Rede Um Grito pela Vida tem como compromisso o enfrentamento a esse crime e lançou a campanha Jogue a favor da vida - Denuncie o tráfico de pessoas. Sensibilizar, informar e contribuir para um mundo melhor. Compartilhe e participe!

Dá-me de beber! Nossas sedes e nossas águas João 4,1-42

Retomando o texto identificamos as cenas que compõem a narração:
 
vv. 1-6 contextualização – tinha que passar pela Samaria
vv. 7-15 sede – água – como é que tu, judeu, pedes de beber a mim, que sou samaritana
vv. 16-18 maridos – não tenho marido
vv. 19-24 onde adorar a Deus – em espirito e verdade profeta
vv. 25-26 Messias que há de vir – Sou eu que falo contigo Messias – Sou eu
vv. 28-30 deixou o cântaro – vinde e vede um homem que me disse quem sou Cristo
vv. 8.27.31-33 discípulos – Mestre, come... uma comida que vos não conheceis
vv. 34-38 parábola da colheita – envie a ceifar... onde outros trabalharem
vv. 39-42 samaritanos permanece conosco Salvador do mundo

Apresentamos algumas reflexões que nos ajudam a aprofundar e a encaminhar as reflexões. 

A Samaritana e o desmoronamento do culto sacerdotal

A cultura e religião judaica separavam e diferenciava a esfera do sagrado do profano, o puro do impuro, criando um sistema religioso que definia as modalidades de relação entre os dois campos através de mediações.