Lançada declaração conjunta pela democracia

Em um contexto de memória dos 50 anos do golpe militar, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), em parceria com outras organizações, lançou hoje (27) a declaração pública “Compromisso coletivo pela democracia – Brasil: ditadura nunca mais”. O documento, lançado em parceria com CESE, INESC e CLAI, é uma voz profética nesse momento histórico para a sociedade brasileira. Ele alicerça mais uma vez a atuação das igrejas cristãs do país na luta pela plena democracia e pela garantia de direitos humanos.

Quando da ditadura militar, grupos ligados às Igrejas, em conjunto com movimentos da sociedade, foram imprescindíveis para a superação das violências e violações de direitos. Juntos, denunciaram as torturas e lançaram o projeto Brasil: Tortura nunca mais. Hoje, muitos grupos e organizações, bem como as Igrejas, fazem uma nova declaração com o objetivo de construir um compromisso coletivo pela democracia.

Nota Pública da Comissão Nacional da Verdade: 50 anos do golpe de estado de 1964

Há cinquenta anos um golpe de estado militar destituiu o governo constitucional do presidente João Goulart. Instaurou por longo tempo no país um regime autoritário que desrespeitava os direitos humanos; no qual os direitos sociais de muitos eram ignorados; em que os opositores e dissidentes foram rotineiramente perseguidos com a perda dos direitos políticos, a detenção arbitrária, a prisão e o exílio; onde a tortura, os assassinatos, os desaparecimentos forçados e a eliminação física foram sistematicamente utilizados contra aqueles que se insurgiam. Neste cinquentenário, a Comissão Nacional da Verdade quer homenagear essas vítimas e reafirmar sua determinação em ajudar a construir um Brasil cada vez mais democrático e mais justo.

Cuidar da Mãe Terra e amar todos os seres

O amor é a força maior existente no universo, nos seres vivos e nos humanos. Porque o amor é uma força de atração, de união e de transformação. Já o antigo mito grego o formulava com elegância: “Eros, o deus do amor, ergueu-se para criar a Terra. Antes, tudo era silêncio, desprovido e imóvel. Agora tudo é vida, alegria, movimento”. O amor é a expressão mais alta da vida que sempre irradia e pede cuidado, porque sem cuidado ela definha, adoece e morre.

Humberto Maturana, chileno, um dos expoentas maiores da biologia contemporânea, mostrou em seus estudos sobre a autopoiesis, vale dizer, sobre a auto-orgnização da matéria da qual resulta a vida, como o amor surge de dentro do processo evolucionário. Na natureza, afirma Maturana, se verificam dois tipos de conexões (ele chama de acoplamentos) dos seres com o meio e entre si: uma necessária, ligado à própria subsistência e outro espontânea, vinculado a relações gratuitas, por afinidades eletivas e por puro prazer, no fluir do próprio viver.

Vítima não pode ser culpada pela violência sofrida, diz assistente social

O resultado da pesquisa do Ipea é visto com preocupação pela assistente social Sonia Coelho, integrante da equipe técnica da Sempreviva Organização Feminista (SOF), que tem sede em São Paulo. Para ela, a sociedade trata como natural a violência contra a mulher, mas não poderia culpar as vítimas pelos ataques sofridos.

De acordo com o estudo divulgado nesta quinta-feira, a maioria da população brasileira acredita que "mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas" e que "se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros".

"É uma forma de justificar a violência pelo comportamento e pelo tipo de roupa que a mulher está usando", critica Sonia Coelho.

Direitos Humanos e Diversidade Religiosa - Programação de abril


Para acessar o calendário anual completo clique aqui

Maioria diz que mulher com roupa curta "merece" ser atacada, diz pesquisa

Um estudo divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revela que a maioria da população brasileira acredita que "mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas" e que "se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros".


A pesquisa do Sistema de Indicadores de Percepção Social, do Ipea, sobre a tolerância social à violência contra as mulheres, entrevistou 3.810 pessoas em todas as unidades da federação durante os meses de maio e junho de 2013, sendo que as próprias mulheres representaram 66,5% do universo de entrevistados.

Centro de Referência da Juventude no ES discute os direitos das mulheres

No Estado onde os índices de violência contra a mulher só aumentam, as discussões e reflexões sobre os direitos das mulheres e o espaço que elas ocupam na sociedade precisam ser constantes. Exemplo disso é o Centro de Referencia da Juventude (CRJ), que vem já há alguns anos promovendo, sempre no mês de março, um evento destinado a mulheres para incentivar o empoderamento feminino tanto político quanto artístico. 

Este ano a Comemoração ao Mês da Mulher acontece nesta sexta-feira (28), a partir das 16h e conta com a parceria do Fórum De Mulheres, Assédio Coletivo, Fejunes e Coletivo Dasmina. “Promovemos esse evento principalmente para chamar atenção às causas femininas e as dificuldades que todas as mulheres sofrem”, diz Weskley da Mota Costa, ou Kamale, coordenador do CRJ.

Mapa inédito coloca o Brasil em 3º lugar em conflitos ambientais

Em um projeto inédito, a Universidade Autônoma de Barcelona mapeou conflitos ambientais em todo mundo. No mapa, o Brasil aparece em terceiro lugar (ao lado da Nigéria) em número de disputas, enquanto a mineradora brasileira Vale ocupa a quinta posição no ranking de empresas envolvidas nessas questões.

O mapa (veja aqui), uma plataforma interativa, é o resultado do trabalho de uma equipe internacional de especialistas coordenados pelos pesquisadores do Instituto de Ciência e Tecnologia Ambiental da universidade espanhola.

Entre os 58 conflitos ambientais em curso no Brasil há disputas agrárias como o caso de Lábrea, cidade no Amazonas próxima à fronteira com o Acre e Rondônia, onde agricultores são vítimas da ameaça de madeireiros e grileiros.

Relatório da OMS aponta que 7 milhões de mortes em 2012 foram associadas à poluição

Segundo os dados, 80% das mortes associadas à poluição do ar interior devem-se a doenças cardiovasculares, como a cardiopatia isquêmica (40%) e o acidente vascular cerebral (40%)

Cerca de 7 milhões de pessoas morreram em 2012 por exposição à poluição do ar, que se transformou no maior fator de risco ambiental para a saúde no mundo, alerta hoje (25) a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo os novos dados divulgados nesta terça-feira, uma em cada oito mortes naquele ano foi causada pela exposição à poluição do ar, dado que duplica números anteriores e confirma que a poluição do ar é agora o maior fator de risco ambiental para a saúde humana.

Violência sexual ao interrogar mulheres durante Ditadura Militar no ES

Angela Milanez (rosa) e Jussara Martins (preto), foram presas e torturadas durante Regime Militar
Morava em Paul quando os policiais federais chegaram e disseram que eu deveria acompanhá-los até o 3º Batalhão de Caçadores para prestar depoimento. O depoimento durou dois meses
Ângela Milanez.

A ex-estudante de Geografia da Ufes, Ângela Milanez, 67, foi só mais uma das torturadas na atual sede do 38º Batalhão de Infantaria. Em Vila Velha e nos demais centros de tortura do país, o fato de serem mulheres as colocavam sob ameaças sexuais, além dos espancamentos tradicionais. A praxe era rasgar as roupas delas diante de vários homens. E sobram relatos de abortos e estupros.

O encontro de Jesus com um cego: É convivendo que os olhos se abrem (Jo 9,1-41) - Mesters, Lopes e Orofino

O texto sobre o qual meditamos é comprido. Mas é um texto muito vivo. Difícil de ser cortado pelo meio. Trata da cura de um cego, a quem Jesus devolve a luz aos olhos. É uma história cheia de simbolismo. Temos aqui mais um exemplo concreto de como o Quarto Evangelho tira raio-X para revelar o sentido mais profundo que existe escondido dentro dos fatos. É o sexto sinal, realizado em dia de sábado (Jo 9,14) e ligado à Festa das Tendas (Jo 7,2.37), que era a festa da água e da luz.

As comunidades do Discípulo Amado identificaram-se com o cego de nascença e com a sua cura. Cegas desde o nascimento por causa da prática legalista da Palavra de Deus, elas conseguiram enxergar a presença de Deus na pessoa de Jesus de Nazaré. Para chegar a isso, tiveram que fazer uma travessia, cheia de conflitos e de perseguições. Por isso, pela descrição das várias etapas e conflitos da cura do cego de nascença, descreveram também o itinerário espiritual que elas mesmas percorriam, desde a escuridão da cegueira até à luz plena da fé esclarecida em Jesus. Vejamos.

Caminhar para a Páscoa: A olhar que marca e transforma - Tea Frigerio

Olhares que se encontram. Olhares que marcam e transformam a vida. Assim foi para Moises, assim foi para André, João e Natanael. Ver, conhecer, seguir, assumir a missão.

O verbo ver marca o processo de maturação de Moisés (Ex 2,11.12.13.15). Criado na corte tem o olhar cego à semelhança do Faraó. Necessita sair da corte e conhecer o destino de seus irmãos, como mais tarde Elias, sob o olhar do Senhor saiu da corte para tornar-se profeta. Sair da corte e ir ao meio do povo: ver e conhecer. O que vê? Vê uma vida que deveria ser bonita, mas é embrutecida pela ambição cega do poder.

Olhar necessita purificar-se para passar ao ver, conhecer para mover-se a compaixão.
“... Conduzia as ovelhas para além do deserto e chegou ao Horeb, a montanha de Deus. O Anjo de Iahweh lhe apareceu numa chama de fogo... Moisés olhou... darei uma volta,verei este fenômeno... Viu Iahweh que ele deu meia volta para ver. E Deus o chamou do meio da sarça. Disse: ‘Moisés, Moisés.’ Este respondeu: ‘Eis-me aqui.’ ... Moisés cobriu o rosto, porque temia o olhar de Deus” (Ex 3,1-6).

Brasil e Argentina assinam acordo para combater o tráfico de pessoas

PAÍSES FARÃO CAMPANHAS DE CONSCIENTIZAÇÃO EM MASSA, PESQUISAS E OUTRAS AÇÕES DE ENFRENTAMENTO DESTE CRIME. PACTO AMPLIA ATUAÇÃO INTERNACIONAL BRASILEIRA

Brasília, 19/03/2014 – Brasil e Argentina assinaram acordo para reforçar a coordenação e a cooperação conjunta na prevenção do crime de tráfico de pessoas. O documento assinado pelos representantes dos dois países, o secretário Nacional de Justiça do Ministério da Justiça (SNJ/MJ), Paulo Abrão, e o procurador-geral do governo argentino, Julian Alvarez, prevê que os Estados cooperem um com outro para realização de campanhas de conscientização em massa, pesquisas e outras ferramentas.

Hermenêutica Feminista e Divindades

Nos dias 21, 22 e 23 de março, com a ajuda da Nancy Cardoso Pereira, realizamos o estudo sobre um assunto provocante e, até certo ponto,  pouco discutido nos nossos grupos de estudo e meios comunitários: "Hermenêutica Feminista e Divindades".

A experiência nos ajudou a compreender que o encontro da Palavra de Deus na Vida com a Palavra de Deus na Bíblia gera libertação. É através da leitura popular libertadora, que podemos enxergar e sentir as lutas, conquistas e perdas das mulheres de ontem e de hoje.

Pudemos também compreender como a cultura patriarcal minou os espaços de representação da mulher, impondo a elas uma forte submissão nos vários ambientes sociais. Somente com uma leitura bíblica  criativa, comprometida com um olhar crítico, é que podemos ser promotores de uma nova sociedade, onde todas e todos possam ser valorizados, ouvidos, sentidos e amados.

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Dia internacional da Água: Água fonte de vida ou de lucro?

Neste dia mundial da água, convém fazermos pequena reflexão sobre o que ela significa e as ameaças que pesam sobre esse bem tão vital. Pois a questão da água potável constitui um dos maiores problemas da humanidade, tão grave quanto o aquecimento global. Consideremos os dados básicos acerca da água. Ela é extremamente abundante e simultaneamente extremamente escassa.

Existe cerca de um bilhão e 360 milhões de km cúbicos de água na Terra. Se tomarmos toda essa água que está nos aceanos, lagos, rios, aquíferos e calotas polares e distribuissemos equitativamente sobre a superfície terrestre, toda a Terra ficaria mergulhada na água a três km de profundidade. 97% é água salgada e 3% é água doce. Mas somente 0,7% desta é diretamente acessível ao uso humano.

Beber água do poço

A água é um elemento vital para o ser humano, assim como a comida. Quando Jesus utiliza estas imagens, comunica-nos algo muito além do visível, do palpável. O mais importante não é o pão de trigo ou a água do poço, mas o alimento e a bebida da vida eterna. A água é o sentido da vida, é a graça divina, o dom da salvação, o Espírito... 

O Senhor nos deseja dar da água viva, mas nem sempre estamos abertos para receber este dom. Somos resistentes. No AT, o povo quer voltar para trás, duvida do êxodo, deixa morrer a esperança no Deus que salva, pois percebe que o deserto é árido. A consequência é a murmuração. Hoje também murmuramos diante das circunstâncias, deixamos a fé e a esperança morrer, com facilidade. Deus, por sua vez, convida-nos a arriscar. A samaritana também manifesta sua descrença: “é você que me dará de beber?” Deus nos concede a água viva como um dom genuíno. Mesmo diante de nossas resistências e murmurações, Ele quer nos saciar. Mas fica o alerta: sem o consentimento humano, a graça não pode acontecer. 

Somos todos Claudia Ferreira da Silva

Ilustração de Marília Nobre

Papa encontra membros de outras religiões

Um encontro realizado em um clima de grande simplicidade e espírito de família: assim foi definido o encontro vivido na manhã desta quarta-feira, no Vaticano por um grupo de 20 representantes de oito religiões com o Papa Francisco, representando 250 pessoas, entre cristãos, muçulmanos, hindus, hebreus, sikhs, budistas e de outras religiões, participantes do encontro “Chiara e as religiões. Juntos rumo à unidade da família humana”, em andamento desta a última terça-feira em Castel Gandolfo. O Papa Francisco expressou seu apreço pela iniciativa em recordação de Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares, seis anos após a sua morte e concluiu: “Importante é caminhar e nunca parar”. A todos então o pedido “rezem por mim”.

Quando a grande tribulação chegar a terra terá enfim seu merecido descanso - Leonardo Boff

Achamos muito oportunas as reflexões deste autor que trabalha a ecologia com pequenos produtores rurais junto ao rio Surui, na Baixada Fluminense. Eis seu texto:
“Ninguém sabe ao certo o dia e hora. É que já estamos no meio dela, sem notarmos. Mas que está vindo, está, cada vez com mais intensidade e nitidez. Quando acontecer a grande virada, tudo vai parecer como se fosse de surpresa.

Embora haja dados seguros que apontam a inevitabilidade das mudanças globais devidas ao clima, com conseqüências que os cientistas tentam adivinhar, mas que seguramente serão para o pior, os interesses econômicos das grandes nações e a falta de visão a longo termo de seus líderes, não lhes permitem tomar as medidas necessárias para mitigar os efeitos e adaptar seu modo de vida ao estado febril da Terra.

Celebração ecumênica dos 500 anos da Reforma

Em 2017, luteranos e católicos vão celebrar juntos os quinhentos anos da Reforma Protestante e recordar com alegria os cinquenta anos de diálogo ecumênico oficial conduzido a nível mundial, na esteira do Concílio Vaticano II.

A Comissão Internacional de Diálogo Luterano-católica pela Unidade, já há alguns anos organizou uma programação com vistas a uma possível declaração comum por ocasião do ano da comemoração da Reforma, em 2017. Nos últimos ciquenta anos, o diálogo ecumênico realizou grandes esforços buscando relacionar a teologia dos reformadores às decisões do Concílio de Trento e do Vaticano II, avaliando se as respectivas posições se excluem ou se completam mutuamente.

A Bíblia na vida e luta dos movimentos de mulheres

A oposição a Francisco e às suas propostas

“Durante o século XX nenhum Papa teve tantas resistências como Francisco”, e todas elas “são sinal de que o Papa está mudando a Igreja”. São palavras fortes e em certo sentido surpreendentes. Elas foram escritas pelo professorAndrea Riccardi, historiador da Igreja, em um comentário publicado na revistaFamiglia Cristiana. O Vatican Insider o entrevistou para indagar a respeito. A entrevista é de Andrea Tornielli e foi publicada em 18/03/2014.

Você escreveu que durante o último século nenhum Papa teve “tantas resistências como Francisco”. Não lhe parece exagerado?
Fiz essas afirmações como historiador. Francisco encontra-se diante de resistências internas nas estruturas eclesiásticas, nos episcopados e no clero. Enquanto é evidente a aliança que se instaurou com o povo.

Espírito Santo ocupa o primeiro lugar no ranking de assassinatos de mulheres no país

Bárbara, Izabella, Katiane, Jéssica, Adriana, Patrícia, Karla... esses são apenas alguns nomes das muitas mulheres que foram mortas nos últimos meses no Estado. Umas eram mães, trabalhavam, outras eram estudantes, mas todas tiveram algo em comum: elas foram mortas pelos próprios companheiros.

O caso mais recente é o da Bárbara Richardelle, 18 anos, estrangulada e morta pelo namorado Christian Cunha, 19, porque, segundo ele, ela sabia demais e não poderia terminar o relacionamento. Para a professora e psicóloga Mônica Trindade, esse tipo de crime acontece quando a relação de amor se confunde com a posse. “Ele acha que ela é propriedade dele. Se ela não faz o que ele quer, é como se ela desafiasse o lugar de poder que esse homem ocupa”, diz.

A samaritana encontra Jesus: Em busca da fonte de água viva - João 4,1-42 [Carlos Mesters, Mercedes Lopes e Francisco Orofino]

Os samaritanos eram desprezados pelos judeus. Este desprezo vinha de longe, desde o século VIII antes de Cristo (2Rs 17,24-41), e transparece em alguns livros do Antigo Testamento. O livro do Eclesiástico, por exemplo, fala de um “povo estúpido que mora em Siquém, que nem sequer é nação” (Eclo 50,25-26). Muitos judeus da Galileia, quando viajavam para Jerusalém, não passavam pela Samaria. O Evangelho de João mostra Jesus fazendo o contrário, passando pela Samaria e acolhendo os samaritanos. Por causa disso, era criticado pelos judeus, que o xingavam de “samaritano, possesso de demônio” (Jo 8,48). Depois da ressurreição, os seguidores e as seguidoras de Jesus, seguindo o exemplo de Jesus, superaram seus preconceitos e anunciaram a Boa-nova aos samaritanos (At 8,4-8). Nas comunidades do Discípulo Amado, havia muitos samaritanos.

Tráfico de pessoas: a indiferença, o fetichismo do dinheiro e o prazer ambivalente

Neste ano, a CNBB escolheu como tema da Campanha da Fraternidade a silenciosa, porém gravíssima e desafiante, questão do tráfico de pessoas. O lema, que faz alusão à Carta de Paulo dirigida à comunidade dos Gálatas, chama a atenção para a vocação humana para a liberdade: "É para a liberdade que Cristo nos libertou". A relação entre o tema da Campanha e seu lema é eloquente: o tráfico de pessoas constitui umas das versões modernas de escravidão.

Apesar da seriedade da questão, o tráfico de pessoas é ainda tema pouco conhecido e debatido na sociedade brasileira. É verdade que, em 2013, a Rede Globo trouxe à tona, em novela, a situação de mulheres brasileiras no exterior, vítimas do tráfico de pessoas para fins de exploração sexual. Do mesmo modo, em 2006, o Governo Federal lançou Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, por meio do Decreto nº 5.948, de 26 de outubro, como ponto de partida para o enfrentamento dessa prática criminosa. Apesar disso, ainda prevalece na população certa ingenuidade a respeito não somente das raízes dessa chaga social, como também das formas de erradicá-la. Seguramente, uma das principais razões disso é a indiferença em torno do assunto.

Profissionais da Educação cobram melhorias no ES

Aproveitando a paralisação nacional promovida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), representantes dos profissionais da Educação no Espírito Santo se reuniram nesta terça-feira (18) no gabinete da presidência da Ales e entregaram pauta de reivindicações. O grupo, que pretende protocolar cópia do documento com cada deputado, cobra melhorias para a categoria no Estado.

Um dos pedidos feitos aos deputados é a intermediação da Casa para marcar reunião com o governador Renato Casagrande (PSB). “Contamos com a ajuda dos deputados para nos reunirmos com o Governo e levarmos a demanda da categoria”, pediu o coordenador estadual do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes), Rodrigo da Fonseca Agapito. Segundo Agapito a atual diretoria do sindicato não foi recebida pelo chefe do Executivo.

Somos Todas Cláudia

Por: Thandara Santos

"Eu não conhecia a Cláudia.

Mas apesar de nunca ter conhecido a Cláudia, eu sei que ela limpava chão no Hospital Naval Marcílio Dias. Sei também que ela era negra, assim como todos os seus filhos, e sei também que ela morava em um morro e que não era um daqueles morros com segurança particular, guaritas e helipontos. Não, era daqueles morros em que de vez em sempre falta água, de vez em quando falta comida e quase sempre falta sossego.

Sei também que ela estava acostumada a ouvir tiro de fuzil e que ela tinha medo que seus filhos fossem assassinados pela PM.

Pensando bem, talvez eu conhecesse a Cláudia. Talvez eu conhecesse também os filhos da Cláudia.

O nosso lugar no conjunto dos seres - Leonardo Boff

A ética da sociedade dominante no mundo é utilitarista e antropocêntrica. Quer dizer: ilusoriamente considera que os seres da natureza somente possuem razão de existir na medida em que servem ao ser humano e que este pode dispor deles a seu bel-prazer. Ele comparece como rei e rainha da criação.

A tradição judaico-cristão reforçou esta idéia com o seu “subjugai a Terra e dominai sobre tudo o que vive e se move sobre ela”(Gn 1,28).

Mal sabemos que, nós humanos, fomos um dos últimos seres a entrar no teatro da criação. Quando 99,98% de tudo já estava pronto, surgimos nós. O universo, a Terra e os ecossistemas não precisaram de nós para se organizarem e ordenarem sua majestática complexidade e beleza.

Cada ser possui valor intrínseco, independente do uso que fazemos dele. Ele representa uma emergência daquela Energia de fundo, como dizem os cosmólogos, ou daquele Abismo gerador de todos os seres. Tem algo a revelar que só ele o pode fazer, mesmo o menos adaptado, que em seuguida, pela seleção natural, desaparecerá para sempre. Mas a nós cabe escutar e celebrar a mensagem que nos tem a revelar.

Comemorações do Dia Internacional da Síndrome de Down



Estudo em Domingos Martins

Dia 15 de Março de 2014

Iniciamos a caminhada 2014 em Domingos Martins (Califórnia), Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB - UP Jucu), com o estudo da Visão Geral do Segundo Testamento.

O CEBI-ES enviou a Sidinéia, Fatinha e Gildo para ajudar na reflexão

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aprendizado.





Dia 03 de maio de 2014
Retornamos a Domingos Martins (Califórnia), na Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB - UP Jucu), para continuarmo nosso estudo. Dessa vez nos nos debruçamos sobre a primeira geração de Cristão e Cristãs, aprofundando as Cartas Paulinas.

O grupo presente é formado por orientadores e orientadoras do ensino confirmatório da IECLB da União Paroquial Jucu. A facilitação foi feita por uma equipe do CEBI-ES: Sidineia, Gildo e Fatinha, com apoio de Jorge.

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No mesmo dia (03/05/14) aconteceu um encontro de reflexão bíblica com pastores da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB - UP Jucu), motivado por uma equipe do CEBI-ES: Gildo, Sidineia, Fatinha e apoio de Jorge. 

Apesar do frio, a acolhida foi muito calorosa e aqueceu nossos corações.

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23 de agosto 2014


Olá! No dia 23 de agosto de 2014 estivemos em Rio Ponte - Domingos Martins, na Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (ECLB - UP Jucu) para estudarmos sobre a Segunda Geração de Cristãos e Cristãs. Pela manhã o encontro com os Ministros pastores e, à tarde, com animadores de ensino confirmatório. 

O frio era bastante, mas fomos aconchegados pelo calor desse povo animado e motivado.

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20 de setembro de 2014

Olá! No dia 20 de setembro retornamos a Ponto Alto - Domingos Martins, na Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (ECLB - UP No dia 20 de setembro retornamos a Ponto Alto - Domingos Martins, na Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (ECLB - UP Jucu) para continuarmos a reflexão sobre a Terceira Geração de Cristãos e Cristãs.

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11 de outubro de 2014

Nos encontramos no dia 11 de outubro, na comunidade de Ponto alto, da Paróquia Luterana de Marechal Floriano para mais uma etapa de estudo bíblico. Foi o 5º encontro e o encerramento das atividades do ano de 2014, dedicado a um estudo do Segundo Testamento, com orientadores/as do ensino confirmatório. Na parte da manhã tivemos o 3º encontro com os ministros.

Neste encontro o assunto foi Apocalipse. E para dar o significado deste livro o grupo foi motivado, desde o início, a ficar atento às diferentes linguagens. O estudo foi muito bom e motivou o grupo a solicitar para o próximo ano um aprofundamento deste livro, ou melhor, da linguagem apocalíptica. 

Encerramos o encontro e os estudos de 2014 celebrando a esperança: “Esta é a tenda de Deus com os seres humanos. Deus vai morar com eles. Eles serão o seu povo, e ele, o Deus-com-eles, será o seu Deus.” (Ap 21, 3b). 

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Estudando o Cântico dos Cânticos

 Olá! 

Iniciamos no dia  13 de março de 2014  o estudo do Livro do Cântico dos Cânticos. Os encontros durarão todo o 1º semestre, sempre nas quintas-feiras e às 19:00. O enceramento do Curso será dia 26 de junho de 2014.

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No dia 06/06 tivemos a prazerosa presença do monge Macerlo Barros nos auxiliando na reflexão desse livro provocante e revelador do amor através da mulher e do homem.

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Abaixo um pequeno artigo que serviu de motivação para nosso estudo.

O ''não'' da mulher dos Cânticos ao rei Salomão - Armando Torno


por Instituto Humanitas Unisinos (IHU)

Na Bíblia, há um livro que fala de amor. É o mais curto dos textos sagrados. Ele figura entre os ketüvîm ("escritos"). O seu título: Cântico dos Cânticos. Por séculos, sobre ele, as interpretações se acumularam. E ainda continuam.

A tradição judaica o entendeu como uma representação alegórica da história de Israel. A cristã, ainda nos primeiros séculos com os Padres, viu nele a metáfora da paixão que une Cristo à Igreja. O escritor, mais simplesmente, deseja lembrar o amor que se percebe em cada uma de suas páginas. Um amor não consumado. Os sentidos excitados, em vez de procurar descanso no gozo, interrogam a fé.

Um ano de papa Francisco desafia paróquias a adotar sua proposta de simplicidade

“Uma igreja pobre para os pobres.” Se o pontificado de Francisco – que completa um ano nesta quinta – tivesse um slogan, seria este. A frase, dita pela primeira vez em uma audiência três dias após o conclave que o fez papa, tem sido repetida por ele em homilias, sermões aos cardeais e entrevistas. E, se alguém ainda não escutou, o comportamento do pontífice exemplifica o enunciado: preferiu o crucifixo de latão ao de ouro, recusou o palácio papal e se instalou em um aposento mais simples e, num aperitivo de sua visão de cristianismo, apresentou-se à Igreja como bispo de Roma - não como papa - e curvou-se para que a multidão o abençoasse. Além disso, tem dito coisas que não coincidem com o que se imagina do Vigário de Cristo, como a afirmação de que não cabe a ele julgar os homossexuais.

Atitudes que o popularizaram e fizeram com que o mundo olhasse com mais simpatia para a Igreja Católica, essa instituição bimilenar tida por muitos como retrógrada nos costumes, condescendente com religiosos pedófilos, apegada à ostentação e permissiva com a corrupção. O desafio agora, dizem os teólogos, é ver as ações de Francisco reproduzidas nas igrejas locais.

A Bíblia na vida e luta dos movimentos de mulheres



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TRÁFICO DE PESSOAS: nos últimos 15 anos, apenas 5 casos foram julgados no Ceará

O Crime é considerado um dos mais invisíveis e complexos de se investigar. Falta de conhecimento da sociedade sobre o assunto e frequente recusa das vítimas em cooperar são dois dos fatores responsáveis. A Campanha da Fraternidade deste ano alerta para o problema e investe na prevenção.

Em 1998, a cearense Silvania Cleide Barros Vasconcelos foi condenada pela Justiça Federal a quatro anos de reclusão por traficar mulheres para o estrangeiro. No inquérito, duas vítimas relatam como foram abordadas por ela na Beira Mar, em Fortaleza, e receberam convites para trabalharem como garçonetes no restaurante de seu suposto marido em Paris. As duas fortalezenses viajaram juntas, com todas as despesas pagas por Silvania, incluídos os custos com a emissão dos passaportes e passagens áreas. Mas quando chegaram à capital francesa, foram encaminhadas a uma casa de prostituição em Tel-Aviv, Israel. A fuga de uma das mulheres foi o que revelou o esquema.

A cearense foi condenada. No entanto, outras dificuldades na investigação, incluindo até a escassez de tradutores no Ceará da língua hebráica, inviabilizaram a condenação dos estrangeiros envolvidos no crime, a exemplo do suposto marido de Silvania, um israelense que trabalhava como segurança na casa de prostituição em Tel-Aviv e que teve seu crime prescrito em 2009.

Mensagem do bispo primaz da IEAB sobre a Quaresma

“E não vos conformeis com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, perfeita vontade de Deus”, Rom 12,2

Uma das possíveis - entre outras - conotações da Quaresma é a de que ela representa o retiro de Jesus no deserto antes de seu ministério público ser iniciado. Foi um período de enfrentamento das tentações e - garante-nos o depoimento dos evangelhos - que ele venceu cada uma com serenidade calcada na vontade de Deus.

Para nós cristãos em pleno século 21, é desafiador viver o retiro espiritual no meio dos enfrentamentos dos modernos demônios que estão sempre a nos desafiar em nossa fé e compromisso com o Reino de Deus. Vivemos tempos em que o discernimento espiritual nosso é turvado a cada instante pelos apelos de uma sociedade consumista, individualista e que premia apenas aqueles que se submetem às suas sutis sugestões.

Governo brasileiro é denunciado na ONU por violação de direitos indígenas



Nesta segunda (10/3), organizações e lideranças da sociedade civil denunciaram o governo brasileiro na 25ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas por violações de direitos indígenas no processo de construção de grandes hidrelétricas na Amazônia. As denúncias foram apresentadas pela coordenadora da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Sônia Guajajara, e pelo advogado da Associação Interamericana de Defesa Ambiental (Aida), Alexandre Sampaio, no evento “O direito das populações indígenas à consulta sobre grandes projetos hidrelétricos no Brasil”, organizado pela coalizão de ONGs internacionaisFrance Libertes, em Genebra, Suíça.

De acordo com a coordenadora da APIB, a violação do direito dos povos indígenas à consulta e ao consentimento livre, prévio e informado sobre empreendimentos e medidas administrativas que afetem seus territórios, previstos pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e não aplicados pelo Brasil, tem criado um perigoso precedente de ilegalidades no tocante à observância dos tratados internacionais e está pondo em risco a sobrevivência da população indígena.

Pedofilia: pesadelo que começa na infância e em casa

Quando uma família de militares a tirou da vida de menina de rua no Rio de Janeiro,Maura de Oliveira Lobo achava que teria uma infância melhor. Mas além de ter que trabalhar como empregada doméstica sem remuneração, aos 6 anos de idade ela conheceu um tipo de violência que mesmo hoje, casada e com dois filhos, não esquece. Foi abusada sexualmente por dez anos por dois de seus “patrões”, dentro das casas onde morou, em vilas militares.

A reportagem é de Marcelle Ribeiro, publicada pelo jornal O Globo, 10-03-2014.

Atualmente, à frente de uma organização não governamental que atende pessoas vítimas de pedofilia e jovens carentes,Maura diz que só conseguiu superar medos e formar uma família porque sempre se sentiu muito sozinha. Mas conta que a dor de ser vítima da violência sexual na infância vai permanecer pelo resto de sua vida.

Campanha estimula denúncia de violência contra mulheres

A violência contra a mulher é uma prática que permeia os mais variados segmentos da sociedade brasileira, independente da região, etnia, renda, escolaridade ou religião. No meio evangélico, que abrange 42,2 milhões de pessoas (22,2% da população nacional, segundo dados do último Censo), a realidade não é diferente. O assunto, na maioria das vezes, é tratado de modo inadequado nos círculos protestantes, que carecem de indivíduos preparados para abordar a questão. Com os objetivos de apoiar as igrejas na reflexão sobre seu papel na defesa dos direitos de mulheres, assim como sensibilizar, despertar e motivar mulheres evangélicas no encorajamento à denúncia das diferentes expressões de violência, a ONG Diaconia lança no mês da mulher a campanha “Eu sou uma mulher de coragem: eu denuncio”.

A campanha acontece, até o final de março, nos municípios de atuação da entidade nos estados do Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Em Fortaleza, serão mobilizadas dez igrejas evangélicas de diferentes denominações. “Por meio da campanha, a Diaconia investe na promoção de processos de mobilização, sensibilização, despertamento e capacitação de lideranças e membros de igrejas no reconhecimento do seu potencial para a superação das diferentes formas de violência que atinge as mulheres das nossas regiões”, explica a coordenadora da Unidade Territorial da Diaconia na Região Metropolitana do Recife, Gleizy Gueiros.

Este é o meu filho amado, em quem me comprazo, ouvi-o. (Mateus 17,1-9) - Ildo Bohn Gass

Neste segundo domingo da quaresma, a liturgia nos propõe a reflexão sobre a transfiguração de Jesus, uma vez que está no contexto pascal. A narrativa apresenta Jesus transfigurado, sugerindo a experiência das comunidades, ali representadas por Pedro, Tiago e João, com Jesus ressuscitado.

Segundo os evangelistas, a cena da transfiguração está em meio aos anúncios da paixão. A intenção é mostrar como a cruz faz parte da vida de quem assume o projeto do Pai e lhe é fiel até as últimas consequências. A fidelidade a Deus e ao resgate da vida dos pobres contraria interesses religiosos, econômicos e políticos. Nesse sentido, a perseguição pelos poderes que governam este mundo é inevitável na vida de quem assume a causa do Reino e de sua justiça. Não é por acaso que a comunidade de Mateus incluiu a seguinte bem aventurança para quem é perseguido e julgado injustamente: “Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Felizes sois quando vos injuriarem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós (...), pois foi assim que perseguiram os profetas que vieram antes de vós” (Mateus 5,10-12).

Simpósio de Missiologia debate leitura da Bíblia na prática da Missão.

“A leitura bíblica deve começar do chão das maiorias oprimidas”, afirmou a pastora metodista, Nancy Cardoso Pereira, ao abrir as reflexões no 3º Simpósio de Missiologia, que acontece ao longo desta semana em Brasília (DF). Promovido pelo Centro Cultural Missionário (CCM) e a Rede Ecumênica Latino Americana de Missiólogos e Missiólogas (RELAMI), o evento reúne 50 pessoas entre, docentes, teólogos, pesquisadores, representantes de instituições missionárias, agentes de pastoral e animadores missionários, de todo o Brasil e convidados da Bolívia e do México. Os estudos se concentram no tema: “Palavra de Deus e Missão: identidade, alteridade e universalidade na Bíblia”.

Nancy Cardoso é doutora em Ciências da Religião e membro da equipe de reflexão do Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), grupo que em suas investigações toma como base a realidade, a bíblia e a comunidade. “O biblista popular deve começar sua reflexão, a partir das desconfianças do povo. A missão deve ser alimentada pela leitura e pela crítica popular. Desta crítica e autocrítica, nasce a espiritualidade, as ações políticas e a missão”, destacou a pastora. “Quem estuda Bíblia deve se expor às contradições da realidade, ler a Palavra e ter uma vivência na comunidade”, completou. A questão em debate é como utilizar a Bíblia na prática da Missão.

Bíblia e Missão: "A letra sozinha mata, o Espírito dá vida", afirma Frei Carlos Mesters

O 3º Simpósio de Missiologia, que acontece em Brasília (DF), recebeu dia 26/02, frei Carlos Mesters e o professor Francisco Orofino, da equipe de coordenação do Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), para refletir sobre o uso da Bíblica na prática missionária. O evento teve início na segunda-feira, 24/02, e conta com a participação de 50 pessoas entre, docentes, teólogos, pesquisadores, representantes de instituições missionárias e agentes de pastoral do Brasil e convidados da Bolívia e do México.

“Mais do que encontrar um sentido exato dos textos através da exegese, o importante é adquirir uma atitude interpretativa correta diante do texto”, afirma o frei carmelita, Carlos Mesters, biblista holandês que popularizou o estudo da Bíblia no Brasil e na América Latina. Segundo ele, “não devemos perder a liberdade profética dos filhos e filhas de Deus presente na interpretação que o Novo Testamento faz do Antigo Testamento”.

IECLB lança a campanha nacional “Em comunhão com as vidas das mulheres”

Na última sexta-feira, 7 de março, o Espaço Diversidade da Faculdades EST sediou o lançamento oficial da Campanha Nacional “Em comunhão com as viDas das mulheres”. A Campanha é promovida pela IECLB em parceria com a Faculdades EST e apoio da Federação Luterana mundial e foi construída pela Coordenação de Gênero da IECLB e pelo Programa de Gênero e Religião da Faculdades EST.

Participaram do lançamento estudantes, docentes, funcionários/as da Faculdades EST, representantes dos grupos que compõem o Espaço Diversidade da Faculdades EST (Conselho de Missão com Indígenas – COMIN e Grupo Identidade de Negros e Negras), de comunidades e sínodos e outros grupos da IECLB, do Poder Público Municipal, de organizações da sociedade civil, do movimento ecumênico, locais, nacionais e internacionais.