Igrejas portuguesas assinam reconhecimento mútuo do Batismo

Os representantes das igrejas Católica, Lusitana, Presbiteriana e Metodista em Portugal assinaram em Lisboa, no dia 25 de janeiro, uma declaração de reconhecimento mútuo do Batismo.

A assinatura aconteceu durante a celebração ecumênica nacional, na catedral Lusitana (igreja Anglicana) de São Paulo, na presença de D. Manuel Clemente, patriarca de Lisboa e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.

“Sejamos consequentes e avancemos”, pediu o patriarca aos presentes na celebração que juntou, ao final da tarde, dezenas de jovens das diferentes igrejas cristãs.

O representante da igreja Ortodoxa (Patriarcado Ecumênico de Constantinopla) em Portugal não esteve presente na celebração por motivos de saúde, tendo sido assegurado a sua assinatura posterior.

D. Sifredo Teixeira, bispo da igreja Metodista, em declarações à Agência ECCLESIA, não escondeu que a “grande esperança” é a “celebração conjunta da eucaristia”, mas sublinhou a importância da declaração como sinal de que “a fé cristã não fique só por palavras mas mostre gestos concretos”.

A declaração mostra a “unidade básica” a Cristo, explicou o bispo Jorge Pina Cabral, da igreja Lusitana, que expressou ainda a convicção de que “a celebração conjunta da eucaristia” acontecerá no tempo que testemunhamos, “providenciada pela vontade de Deus”.

O documento assinado oficializa a “concordância” das várias igrejas “sobre os pontos fundamentais de doutrina e prática batismal”.

As comunidades cristãs que o assinam dizem “esperar que este reconhecimento constitua um passo em frente no caminho da unidade visível do único Corpo de Cristo” e “contribua para uma maior comunhão entre todos os batizados”.

Os oito pontos da declaração destacam a validade do Batismo “instituído” por Jesus Cristo como “vínculo básico da unidade” entre cristãos, para formar uma “comunidade do Espírito Santo que, em testemunho, serviço e comunhão, proclama o seu reino”.

A partir desta assinatura, as igrejas que assinaram o documento passam a excluir a possibilidade do “rebatismo” nos casos de passagem de membros de uma igreja para outra e a aceitar como válidos os certificados de Batismo emitidos pelas respetivas igrejas.

O reconhecimento estipula que o Batismo tem de ser administrado “com água e em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, para a remissão dos pecados, de acordo com a intenção e o mandamento de Cristo”.

Reconhecimento no Brasil

No Brasil também há um documento semelhante, CLIQUE AQUI.

Fonte: CONIC
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