24 anos de Martírio de Pe Gabriel

A Celebração de 24 anos do Martírio de Pe Gabriel foi marcada pela manifestação de fé na Caminhada pela Vida e pela Libertação. 


A memória de Gabriel e de tantos mártires do ES e da América Latina renova em nós a certeza da opção de Deus pelos empobrecidos e a necessidade de um engajamento cada vez mais firme pela transformação da sociedade.

"Haveremos de ver qualquer dia chegando a vitória o povo nas ruas fazendo a história Crianças sorrindo em toda a nação."
Para ver mais fotos da Celebração clique aqui no nosso facebook 

Mensagem de Natal

A alegria do Emanuel (Mt 1,18-25)

Em cada encontro de preparação ao Natal, somos convidados e convidadas a proclamar profeticamente que o Senhor está chegando como libertador e seus sinais se manifestam nas lutas concretas das pessoas empobrecidas e de quem com elas se faz solidário. Que esse nosso encontro nos ajude na construção do mundo proposto por Jesus.

Neste tempo de Advento, de preparação para o Natal, uma figura central é José, que aparece silencioso, sem o poder violento da fala, mas que age em favor da vida dos pequenos e excluídos. No encontro de hoje, vamos nos preparar para o Natal renovando com José, o carpinteiro de Nazaré, nossa esperança e certeza de que outro mundo é possível, onde os homens reconstroem relações de ternura, de amizade, de carinho, de acolhida... na família, na comunidade, no trabalho, na sociedade...

Comunidades Eclesiais de Base preparam-se para o 13º Intereclesial

Com a finalidade de partilhar as experiências e reflexões das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) do Brasil, nasceram, na década de 70, os Intereclesiais. A 13ª edição do encontro será de 7 a 11 de janeiro de 2014, na cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará. O evento terá como tema “Justiça e profecia a serviço da vida” e lema, “Romeiras do Reino no campo e na cidade”. A expectativa é de que 4 mil pessoas, representando as comunidades de todo o Brasil e de vários continentes, participem do encontro.

De acordo com o bispo da diocese de Crato (CE), dom Fernando Panico, várias paróquias e comunidades já estão envolvidas na preparação do evento. “Temos certeza de que toda a fase de preparação é para a diocese de Crato uma grande benção. Podemos constatar todo o movimento nas nossas comunidades que estão se organizando para acolher os delegados”, disse o bispo.

CEBI Realiza Seminário Nacional

O Centro de Estudos Bíblicos realizou no período de 15 a 17 de novembro de 2013, na Cidade de Guarulhos – SP, um Seminário Nacional com o tema: “Povos Originários e Diversidade nos rostos de Deus”.

O evento contou com a presença de representante dos seguintes Estados do Brasil: Piauí, São Paulo, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Espírito Santo, Ceará, Alagoas, Pará, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Maranhão, Paraíba, Bahia, Sergipe, Amazonas e Rio Grande do Sul, com um total de 33 (trinta e três) pessoas dentre as quais a atual Diretora do CEBI, Adeodata e biblistas que participam da caminhada desta grande instituição – Luiz Dietrich, Ildo Bonn Gass, Luiz Sartorel, Edmilson Schinello, Maria Soave.

Bíblia e Tráfico de Pessoas

Realizamos no dia 14 de dezembro, na sala do CEBI ES um estudo sobre o Tema da CF 2014. Foi um momento de profunda oração e reflexão sobre essa temática tão desafiadora que é o Tráfico de Pessoas. Já estamos nos preparando para elaborar os Círculos Bíblicos que nos ajudarão durante a quaresma de 2014.

Novena em preparação ao Natal de Jesus

Irmãos e Irmãs,

Estamos chegando ao final de um ano muito intenso, marcado especialmente por acontecimentos inesquecíveis para todos nós.

O susto da renúncia programada do Papa Bento XVI; a eleição do desconhecido Cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio como papa; a plataforma de vida escolhida por ele com o nome de Francisco e o seu carisma reformador; a Semana Missionária em preparação para a Jornada Mundial da Juventude; a realização da JMJ com os seus 3 milhões de pessoas; as manifestações sociais de rua expressando a indignação popular; o 19º Grito dos Excluídos; os 25 anos de promulgação da Constituição Brasileira de 1988; a nomeação pelo Papa Francisco de um padre capixaba para ser bispo de Crateús-CE; a Celebração Arquidiocesana do Ano da Fé; além é claro daqueles acontecimentos aí mais próximos de vocês.

Nossa Reza

Olá!

Todo mês fazemos nossa reza na casa de algum membro do CEBI. Celebrar nos ajuda a recuperar nossas forças para caminhar.

Você é nosso (a) convidado (a) para vivenciar esse momento de partilha espiritual. Entre em contato conosco para saber como chegar ao local da próxima reza.

Veja a programação das rezas de 2016:

DATA
LOCAL
04/03/2016
Abertura do ano – 30 anos - SALA - CEBI
29/04/2016
Vania
11/05/2016
Na Sala do CEBI: SOUC 2016
24/06/2016
Luísa e Rafael
29/07/2016
Aguinaldo e Juliana/Virgílio e Madalena
26/08/2016
Curso na sala com Odyja
24/09/2016
Confraternização – Equipe Juventudes
28/10/2016
Sidinéia e Gildo
25/11/2016
Glorinha – Núcleo de Guarapari
16/12/2016
Raquel e Penha

Bíblia e Criança

Olá!

Em parceria com a Paulus faremos um dia de reflexão sobre a importância da criança na Bíblia. 
Será no dia 12 de abril (sábado), de 08:30 às 17:00, na nossa sala no Centro de Vitória: Rua Duque de Caxias, 121, Ed. Juel, 2º. Andar, sala 206. Fica em cima da Livraria Paulus. 
Inscreva-se pelos telefones (27)3223-0823 ou (27)9945-2068, sempre de 13:00 às 19:00.

Venha participar conosco!!!

Colação de Grau de Rômulo

Parabéns Rômulo, amigo de caminhada. Que sua vontade de estudar impulsione também nossos estudos e nossa caminhada no CEBI, e fortaleça nossos passos rumo a uma sociedade mais justa e solidária.

Romi Benke recebe Prêmio Direitos Humanos 2013

A secretária geral do CONIC e pastora luterana (IECLB) Romi Bencke foi homenageada nesta quinta-feira, 12, com Prêmio Direitos Humanos 2013, na categoria Promoção e Respeito à Diversidade Religiosa, em cerimônia presidida pela presidenta Dilma Rousseff, no Centro Internacional de Convenções do Brasil, por ocasião do Fórum Mundial de Direitos Humanos.

O prêmio é um reconhecimento ao trabalho de Romi à frente da Secretaria Geral do CONIC, sobretudo na constante defesa dos direitos humanos e empenho em favor da justiça, afinal, tem sido função constante do Conselho Nacional de Igrejas reafirmar que religião e direitos humanos não são dimensões separadas.

Curar as Feridas (Mt 11,2-11) - por José A. Pagola

A atuação de Jesus deixou João Batista desconcertado. Ele esperava um Messias que eliminaria o pecado do mundo impondo o juízo rigoroso de Deus, ao invés de um Messias dedicado a curar feridas e aliviar sofrimentos. Da prisão de Maqueronte, envia uma mensagem a Jesus: “És tu o que viria ou devemos esperar por outro?”

Jesus responde com sua vida de profeta curador: “Digam a João o que estão vendo e ouvindo: os cegos veem e os paralíticos andam; os leprosos estão curados e os surdos ouvem; os mortos ressuscitam e aos pobres se anuncia a Boa Notícia.”

Jesus se sente enviado por um Pai misericordioso que deseja para todos um mundo mais digno e feliz. Por isso, se entrega a curar feridas, sanar doenças e liberar a vida. E, por isso, pede a todos: “Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso”.

Guarapari: encerramento do estudo sobre o Evangelho das Comunidades de Lucas

Os encontros nos ajudaram a descobrir qual era o povo das Comunidades de Lucas, seus valores, suas dificuldades e como viviam o projeto de Jesus. Tivemos neste ano 04 encontros no interior, na Comunidade Santa Luzia, e 04 encontros na cidade, na Comunidade Nossa Senhora da Conceição. O que não faltou foi alegria, criatividade, boa conversa e uma boa comida. Assim como na caminhada dos discípulos de Emaús nosso coração "ardeu" ao ouvir as palavras de Jesus.

Em 2014 estudaremos juntos o Evangelho da Comunidade de Mateus. Venha! Junte-se a nós! Sua presença alegrará ainda mais nosso estudo! Em breve divulgaremos o calendário dos encontros para o ano que vem.

Seminário: diversidades e grupos minoritários

Olá! 

Durante o ano realizaremos na nossa sala, no Centro de Vitória, o Seminário "Diversidade e grupos minoritários". Vamos aprofundar o assunto e você é nosso (a) convidado (a). Será uma alegria tê-la, tê-lo conosco.

Nos encontraremos de dois em dois meses, sempre numa segunda-feira, de 19:00 às 21:00. Veja as datas abaixo:

28 de julho  (segunda-feira), 19:00 às 21:00

29 de setembro  (segunda-feira), 19:00 às 21:00

24 de novembro  (segunda-feira), 19:00 às 21:00

Inscreva-se !!!
Faça sua inscrição na própria sala do CEBI, na Rua Duque de Caxias, 121, Ed. Juel, 2º. Andar, sala 206, Centro Vitória - ES (sempre das 13h às 19h) ou pelos telefones (27)3223-0823 ou (27)99945-2068.
cebies@yahoo.com.br

Assembleia CEBI-ES 2013


Nos dias 06 a 08 de dezembro, aconteceu na Barra do Jucu - Vila Velha, a Assembleia Estadual do CEBI-ES, com a presença de 35 membros, sendo: 16 homens e 19 mulheres, 32 católicos, 2 luteranos e 1 anglicano. Já na acolhida carinhosa de Tereza e Cláudio, os anfitriões, a chama do fogo ardia em nosso coração. Na celebração da chegada a leitura de Romanos 16, 1-16 motivou a acolhida mútua com o cuidado de trazer presente cada membro e sua dedicação nas equipes de trabalho e nas assessorias, a partir da leitura popular da Bíblia.

Cada pessoa motivada pela música: "vem me fala de você" foi convidada a acender uma vela na chama maior e a falar um pouco de si partilhando a mensagem que trouxe para Assembleia. A dinâmica do abraço conduzida pela música "Dá-me um abraço" encerrou a noite de sexta e abriu os trabalhos do sábado. Assim, não faltou calor humano, afetividade e acolhimento em nosso encontro!

Muito rico o painel sobre a conjuntura do Espírito Santo feito na perspectiva da psicologia social e da ciência política, com a partilha de conhecimentos das professoras Edinete Rosa, Mariana Bonomo e Célia Maria Vilela Tavares. O restante do tempo foi dedicado a avaliação das assessorias, (re)formulação das equipes e planejamento das atividades para 2014. Sob a orientação e companhia leve de Ildo Bohn Gass, Secretário Nacional de Formação do CEBI, revisitamos a metodologia da leitura popular da bíblia.
Dentre os desafios ficou a necessidade de estudo e aprofundamento da equipe sobre a metodologia do CEBI.

Na confraternização do sábado à noite, a revelação do/a amigo/a planta regado à boa música, ao bom vinho, à alegria, ao aconchego. Aliás, o ambiente propiciou satisfação para todos os gostos: passeios na praia, caminhadas, conversas animadas, quando enfim tínhamos um tempo gratuito para curtir o espaço gostoso da tenda no fundo do quintal.

Assim também foi o clima do querer bem na celebração final onde o coração de fato ardeu e bateu forte, caminhando com os discípulos de Emaús e concluindo o texto de Lc 24,13-35 que perpassou toda a Assembleia. Recebemos uns/umas das/os outras/os a vela no envio para a Jerusalém que nos espera hoje.

"Não ardia nosso coração quando Ele nos falava pelo caminho?" (Lc 24,32)

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METODOLOGIA

Hoje é possível dizer que a identidade do CEBI está diretamente ligada ao seu jeito de trabalhar com a Bíblia. O método usado é o elemento primeiro a identificar o que faz, quem é e como trabalha o CEBI. Frei Carlos popularizou o método com o triângulo hermenêutico: Realidade - Bíblia - Comunidade. Já faz mais de 20 anos que esse método está sendo difundido e hoje ele está bem arraigado, tornando-se inclusive um carisma particular do CEBI.


A experimentação desse método e a disseminação do conteúdo da releitura bíblica, a partir da aplicação do mesmo, marcaram a primeira etapa da caminhada. Isso não significa, todavia, que o método estagnou. Ao contrário, a cada etapa da caminhada, são descobertas novas facetas e novos ângulos. E a fidelidade ao método exige a permanente abertura às novidades que a luta revela. Foi, dessa maneira, que a releitura integrou, por exemplo, a análise literária da Bíblia, a análise sociológica, a leitura espiritual, a leitura orante, a leitura feminista, a leitura étnica, a leitura a partir do cotidiano, a leitura que leva em conta as relações interpessoais...

Afinal, método não é caminho? Caminho de vida, processo vivo! Simultaneamente, tanto o método quanto o conteúdo veiculado pelo CEBI vêm sendo enriquecidos por contribuições da ecologia, do bibliodrama, do ecumenismo, da leitura de gênero e por uma mais profunda compreensão dos processos de educação popular e cidadania.

Fonte: www.cebi.org.br

ESTAMOS NO CONIC


CONSELHO NACINAL DE IGREJAS CRISTÃS

O CONIC foi fundado no ano de 1982, na cidade de Porto Alegre (RS). Sua criação é fruto de um longo processo de discussão e articulação entre as igrejas Católica Apostólica Romana, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Episcopal Anglicana do Brasil e Metodista. As primeiras conversas para a criação do Conselho ocorreram em 1975. Ao todo, foram realizadas 13 reuniões entre as presidências nacionais das igrejas acima citadas para, no ano de 1982, definir-se pela criação do CONIC.

A mensagem final da Assembleia que deu origem ao Conselho apresentou a MISSÃO de “colocar-se a serviço da unidade das igrejas, empenhando-se em acompanhar a realidade brasileira, confrontado-a com o Evangelho e as exigências do Reino de Deus”. É compromisso do CONIC, portanto, atuar em favor da dignidade e dos direitos e deveres das pessoas, até como forma de fidelidade à mensagem evangélica.

Hoje, com sede em Brasília (DF), o CONIC mantém entre os seus objetivos a promoção das relações ecumênicas entre as igrejas cristãs e o fortalecimento do testemunho conjunto das igrejas-membro na defesa dos Direitos Humanos. Para alcançar essa meta, as igrejas que compõem o CONIC vivenciam uma parceria de diálogo, de valorização da vida humana, de amizade fraterna e de convivência enquanto entidades que buscam um caminho comum.

O CEBI é membro fraterno do CONIC. Mais informações visite o site: http://www.conic.org.br/

Os representantes do CEBI no CONIC-ES são Aguinaldo e o Herbert. Em 2013 o regional do CONIC no Espírito Santo comemorou 30 anos de caminhada nacional em busca do ecumenismo.

Clique aqui e veja algumas fotos da Semana de Oração pela Unidade de Cristãos.






Abertura dos Trabalhos 2014

O inícios dos trabalhos do CEBI-ES é momento de alegria e abastecimento de nossa esperança para a caminhada que faremos durante o ano. É sempre bom dizermos "fica conosco Senhor" (cf. Lc 24,13-35). É um encontro celebrativo e um envio para "águas mais profundas" (cf. Lc 5,1-11).

Aconteceu dia 21 de fevereiro (sexta-feira), às 19:00, na nossa sala.  click aqui e veja as demais fotos desse momento celebrativo.




Encontro com a Juventude


Em 2014 queremos iniciar um novo momento no CEBI-ES: trabalhar com a juventude. Primeiramente queremos nos encontrar para ouvir. Ouvir seus desabafos, suas angústias, seus anseios... A partir daí faremos um projeto para o CEBI se inserir no mundo e na linguagem do jovem. 

Marcamos uma primeira conversa para o dia 16 de março de 2014 (domingo), de 14:00 às 18:00, na nossa sala, na Rua Duque de Caxias, 121, Ed. Juel, 2º. Andar, sala 206, Centro de Vitória - ES. Fica em cima da Livraria Paulus, ao lado da escadaria que dá acesso à Cidade Alta.

Inscreva-se !!!
Faça sua inscrição na própria sala do CEBI, na Rua Duque de Caxias, 121, Ed. Juel, 2º. Andar, sala 206, Centro Vitória - ES (sempre das 13h às 19h) ou pelos telefones (27)3223-0823 ou (27)99945-2068.
cebies@yahoo.com.br

Click aqui e veja como chegar

Jovem, venha participar conosco!!!
Sua presença muito nos alegrará!

Estudo das Comunidades de Lucas, em Guarapari

Olá amigos e amigas de Guarapari!

A convite da Paróquia São Pedro, estudamos em 2013 o Evangelho das Comunidade de Lucas. Formamos dois grupos: um na Comunidade Santa Luzia (Amarelos), e outro na Comunidade Nossa Senhora da Conceição (bairro NSra da Conceição). Foram quatro encontros.

Veja as fotos do encerramento de 2013:

Bíblia e Tráfico de Pessoas

No dia 22 de fevereiro (sábado), de 08:30 às 17:00, na nossa sala, no Centro de Vitória - ES, realizamos o estudo sobre o tema desafiador proposto pela Igreja Católica Romana para a Campanha da Fraternidade 2014: Fraternidade e Tráfico Humano. É para a liberdade que Cristo nos libertou (Gl.5, 1).

O encontro foi muito enriquecedor. Muitas descobertas! Agora mais esclarecidos podemos Ver, Julgar e Agir com mais segurança.

Click aqui e veja as fotos do evento

Abaixo um pequeno texto explicando o cartaz da Campanha.

1-O cartaz da Campanha da Fraternidade quer refletir a crueldade do tráfico humano. As mãos acorrentadas e estendidas simbolizam a situação de dominação e exploração dos irmãos e irmãs traficados e o seu sentimento de impotência perante os traficantes. A mão que sustenta as correntes representa a força coercitiva do tráfico, que explora vítimas que estão distantes de sua terra, de sua família e de sua gente.

2-Essa situação rompe com o projeto de vida na liberdade e na paz e viola a dignidade e os direitos do ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus. A sombra na parte superior do cartaz expressa as violações do tráfico humano, que ferem a fraternidade e a solidariedade, que empobrecem e desumanizam a sociedade.

3-As correntes rompidas e envoltas em luz revigoram a vida sofrida das pessoas dominadas por esse crime e apontam para a esperança de libertação do tráfico humano. Essa esperança se nutre da entrega total de Jesus Cristo na cruz para vencer as situações de morte e conceder a liberdade a todos. “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1), especialmente os que sofrem com injustiças, como as presentes nas modalidades do tráfico humano, representadas pelas mãos na parte inferior.

4-A maioria das pessoas traficadas é pobre ou está em situação de grande vulnerabilidade. As redes criminosas do tráfico valem-se dessa condição, que facilita o aliciamento com enganosas promessas de vida mais digna. Uma vez nas mãos dos traficantes, mulheres, homens e crianças, adolescentes e jovens são explorados em atividades contra a própria vontade e por meios violentos. (Fonte: CF 2014).

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Equipe de Articulação

Finalidades e atribuições: 

a) Promover encontros com entidades nas diferentes regiões do Estado para refletir sobre a possibilidade de formação de núcleos do CEBI-ES;

b) Acompanhar os grupos que estão se organizando no Estado, subsidiando-os com materiais e informações;

c) Motivar o engajamento em atividades sócio-políticas (juventudes, mulheres, etnias, gêneros e outros);

d) Sugerir permanentemente propostas sobre recursos para autossustentação;

e) Participar da produção, realização e acompanhamento de programas nas diversas mídias, de acordo com cronograma anual e demandas extras;

f) Promover e incentivar o engajamento nos diferentes contextos sócio-políticos.

Equipe de Cidadania

Finalidades e atribuições: 


a) Viabilizar o diálogo e parceria do CEBI-ES com as diferentes instituições do movimento social (juventudes, mulheres, etnias, terra, mundo do trabalho e outros);

b) Promover ações e reflexões que possam subsidiar o CEBI-ES na atualização dos dados da realidade;

c) Representar o CEBI-ES nos eventos para estudos relacionados à dimensão sócio-política;

d) Encaminhar a venda de material em eventos (do CEBI e outros);

e) Sugerir permanentemente propostas sobre recursos para autossustentação;

f) Participar da produção, realização e acompanhamento de programas nas diversas mídias, de acordo com cronograma anual e demandas extras;

g) Promover e incentivar o engajamento nos diferentes contextos sócio-políticos.

Equipe de Finanças

Finalidades e atribuições: 


a) Administrar os recursos financeiros;

b) Controlar as receitas e despesas por meio de registro no livro caixa;

c) Efetuar pagamentos mediante previsão de gastos apresentada pelas equipes;

d) Apresentar, mensalmente, aos membros da Coordenação Estadual a situação financeira do CEBI-ES;

e) Encaminhar projetos para captação de recursos;

f) Sugerir permanentemente propostas sobre recursos para autossustentação;

g) Participar da produção, realização e acompanhamento de programas nas diversas mídias, de acordo com cronograma anual e demandas extras;

h) Promover e incentivar o engajamento nos diferentes contextos sócio-políticos.

Equipe de Secretaria

Finalidades e atribuições :

a) Dinamizar o funcionamento da sala conforme planejamento anual;

b) Efetuar a compra de material para suprir as necessidades da sala;

c) Organizar e controlar a compra e a venda de livros do CEBI e materiais afins;

d) Receber e encaminhar as correspondências e emails às equipes diversas, fazer contatos telefônicos;

e) Sugerir permanentemente propostas sobre recursos para autossustentação;

f) Coordenar o processo do cronograma de elaboração de programas das diversas mídias;

g) Acompanhar e orientar a/o Auxiliar Administrativo;

h) Promover e incentivar o engajamento nos diferentes contextos sócio-políticos.

i) Participar da produção, realização e acompanhamento dos programas nas diversas mídias, de acordo com cronograma anual e demandas extras;

Equipe de Divulgação

Finalidades e atribuições:

a) Divulgar as atividades do CEBI-ES e suas publicações nas diversas mídias;

b) Preparar material para divulgar o CEBI-ES e seus eventos;

c) Refletir e viabilizar publicações do CEBI - ES;

d) Analisar outras publicações;

e) Sugerir permanentemente propostas sobre recursos para autossustentação;

f) Encaminhar a venda de material em eventos (do CEBI e outros);

g) Promover e incentivar o engajamento nos diferentes contextos sócio-políticos.

h) Participar da produção, realização e acompanhamento dos programas nas diversas mídias, de acordo com cronograma anual e demandas extras;

Equipe de Formação

Finalidades e atribuições:


a) Articular e encaminhar encontros para a formação permanente dos assessores e assessoras e subsidiá-los, com temáticas específicas;

b) Encaminhar a reflexão e viabilizar a participação de assessores e assessoras em cursos promovidos pelos Regionais, CEBI-Nacional e outros;

c) Receber e viabilizar os pedidos de assessoria encaminhados ao CEBI-ES;

d) Acompanhar as Equipes de Assessoria a fim de garantir a metodologia do CEBI na Leitura Popular e Libertadora da Bíblia;

e) Coordenar o trabalho do Curso de Bíblia por Correspondência (CBC) com o acompanhamento dos monitores e cursistas;

f) Viabilizar e acompanhar os cursos promovidos na sala, pelo CEBI-ES e em parcerias, e a atuação das equipes de assessoria;

g) Promover e incentivar o engajamento nos diferentes contextos sócio-políticos;

h) Sugerir permanentemente propostas sobre recursos para autossustentação;

i) Participar da produção, realização e acompanhamento dos programas nas diversas mídias, de acordo com cronograma anual e demandas extras; Cuidar da formação permanente dos seus assessores e assessoras.

NOSSA HISTÓRIA

Certo dia, nos anos sessenta, numa comunidade pobre no interior do Brasil, um estudioso da Bíblia explicava a lei bíblica que proíbe comer carne de porco (Lv 11,7; Dt 14,8). Dizia que essa lei nasceu no deserto. Devido ao forte calor e sem sal, a carne de porco estragava, e o povo que a comesse naquela situação poderia morrer. Essa lei visava a defender a vida da comunidade.

Escutando isso, uma pessoa ali presente disse: "Então hoje, com essa mesma lei, Deus nos manda comer carne de porco!" Diante do assombro causado por essa conclusão, o agricultor, de mãos calejadas e rosto queimado pelos muitos anos de luta pela vida, explicou: "Hoje, a única carne que temos para nós e nossos filhos são os porquinhos que nós mesmos criamos. Então, se aquela lei era para defender a vida da comunidade, hoje, para defender a vida de nossas crianças e de nossa comunidade, Deus nos manda comer carne de porco!"

Assim surgia diante dos olhos daquele biblista um novo jeito de ler a Bíblia. Ele havia chegado às suas conclusões estudando geografia, história, exegese. Mas aquele homem, quase sem instrução, fez, a partir da realidade dura e pobre em que vivia e da sua luta em defesa da vida e de sua gente, uma interpretação muito mais profunda do texto. Descobriu o Espírito de Deus por trás daquelas palavras antigas e, ao mesmo tempo, trouxe esse Espírito, a defesa da vida, para o momento presente e para sua situação concreta. Dessa experiência nasceu um novo método de leitura da Bíblia, uma leitura a partir da realidade e em defesa da vida, que ficou conhecida como a "Leitura Popular da Bíblia".

Os fundadores

Jether e Lucilia Ramalho, Agostinha Vieira de Mello e Carlos Mesters.

Para divulgar, aprimorar e capacitar pessoas no uso dessa forma nova de ler e interpretar a Bíblia (metodologia), foi fundado, em 20 de julho de 1979, o Centro de Estudos Bíblicos-CEBI. O CEBI constitui uma associação ecumênica sem fins lucrativos, formada por mulheres e homens de diversas denominações cristãs, reunidos pelo propósito de captar e fortalecer esse jeito de ler a Bíblia para que, junto com Jesus, possamos orar: "Pai, eu te agradeço porque escondeste essas coisas dos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos. Sim, Pai, assim foi do teu agrado!" (Mt 11,25).

O CEBI-ES - Centro de Estudos Bíblicos do Espírito Santo - nasceu em 1986 também com vocação ecumênica, em vista de uma leitura da Bíblia articulada com a realidade da vida.

Nossos Objetivos

I - Aprofundar e consolidar a Leitura Popular e Libertadora da Bíblia que defende e promove a vida, através da inserção em comunidades cristãs, grupos populares e movimentos sociais;

II - Divulgar, a partir das pessoas empobrecidas, esse jeito comprometido de ler a Bíblia e, assim, devolver ao povo o que nasceu do povo, a Palavra de Deus, a Palavra da Bíblia;

III - Articular e organizar a prática da leitura orante feita a partir da realidade e da comunidade, despertando a solidariedade e a cooperação na busca de soluções para os problemas do cotidiano;

IV - Promover uma espiritualidade que defenda todas as formas de vida;

V - Contribuir para que as pessoas busquem uma formação cada vez mais aprofundada e façam do estudo e das ciências um instrumento de serviço ao povo;

VI – Descobrir a Palavra de Deus na vida do povo, a partir de uma leitura crítica, popular e libertadora da Bíblia, a fim de se chegar a uma nova consciência de cidadania, colaborando para a construção de um mundo justo e sustentável.

VII - Incentivar e promover o ecumenismo;

VIII – Incentivar o diálogo interreligioso no Estado;

QUEM SOMOS

O CENTRO DE ESTUDOS BÍBLICOS - CEBI nasceu com o objetivo de ser um serviço da Palavra ao povo das comunidades cristãs e dos movimentos sociais. Como tal, vem realizando o seu trabalho nas várias igrejas e grupos populares. O que o CEBI pre­tende é uma coisa muito simples: “ouvir o que o Espírito diz às Igrejas” (Ap 2,7) e transformá-lo em serviço ao povo.

Muito antes do CEBI, já existia nos grupos de base um jeito diferente de ler e inter­pretar a Bíblia. O CEBI se compromete a apreender e explicitar esse jeito próprio de ler a Bíblia, a articulá-lo e organizá-lo para que cada vez mais pessoas dele se beneficiem. Procura incorporar na vida das igrejas o que ele mesmo aprende da prática dos pobres (Mt 11,25) e a iluminar com a luz da Palavra a realidade tão sofrida e tão conflitiva da vida do povo.

Este jeito de ler, estudar e interpretar a Bíblia tenta fazer o que Jesus fez ao interpretar as Escrituras para os discípulos de Emaús (Lc 24, 13-31):

1. Parte da realidade do povo, dos seus problemas, tanto pessoais quanto sociais, tanto espirituais quanto materiais;

2. Tem nos olhos a fé das comunidades em Jesus Cristo, vivo no meio dos que nele creem e invoca a ação do Espírito com muita oração e celebração;

3. Tem um respeito profundo pelo texto e o estuda, usando os meios que a ciência coloca à disposição, a fim de que o texto possa ajudar a iluminar a nossa rea­lidade.

Deste modo, o CEBI contribui para que o povo descubra e experimente que Deus está com ele, escuta seu clamor, caminha a seu lado na luta por uma sociedade justa e fraterna, para que ele mesmo se capacite a ler, ouvir, estudar e interpretar comunitariamente a Palavra de Deus, em defesa da vida, e descobrir nela a força para a sua caminhada.

O objetivo último da Leitura Popular e Libertadora da Bíblia não é a sua explicação, mas, com a ajuda da Bíblia, interpretar a vida e descobrir nela os apelos de Deus e os sinais de sua presença amiga: Deus-conosco.

O CEBI realiza este serviço de várias maneiras: escolas bíblicas diversificadas, projetos de estudo e aprofundamento bíblico, atualização e capacitação de assessores, intercâmbio de experiências, elaboração e distribuição de subsídios, apoio aos movimentos populares, publicações e atuação nas diversas mídias.

O CEBI é ecumênico, tanto na sua prática e espiritua­lidade quanto na sua organização, em fidelidade ao que Jesus pediu: “Para que sejam um, ó Pai, e o mundo creia que tu me enviaste!” (Jo 17,21). A fidelidade à Palavra leva as pessoas cristãs ao comprometimento com a causa dos grupos empobrecidos e a engajar-se pela transformação da sociedade em defesa da vida.

Estamos nas ondas da Rádio América AM


O CEBI-ES faz um trabalho importante de reflexão da Palavra de Deus sempre antenado com a nossa realidade. Conduzimos o Programa “Palavra na Vida”, que vai ao ar todos os sábados, das 09:00 às 10:00, na Rádio América 690 AM.

Você pode participar ao vivo do Programa debatendo o tema
apresentado e dando sua opinião. É só ligar no telefone: (27) 3223-6402.

Participe!!!  Clique aqui para ouvir a Rádio América AM



NOSSA SALA

Estamos na Rua Duque de Caxias, 121, Ed. Juel, 2º. Andar, sala 206, Centro
Vitória - ES, das 13:30 às 19:30. Em cima da Livraria Paulus.

Telefones: (27) 3223-0823 ou (27) 99945-2068

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LUCAS 15


As Parábolas em Lucas

Contos, causos e parábolas são narrativas envolventes e sempre abertas a diferentes releituras. São ensinamentos extraídos da vida cotidiana. Cada pessoa, de acordo com sua realidade, ouve a história e a aplica para a sua vida. As histórias sempre trazem uma lição de vida. No tempo de Jesus e das comunidades cristãs era muito comum o ensinamento em parábolas.

No capítulo 15, há três parábolas: a ovelha reencontrada (Lc 15,4-7), a moeda reencontrada (Lc 15,8-10) e o filho reencontrado (Lc 15,11-32). A primeira encontra-se também no evangelho de Mateus (Mt 18,12-14). As três parábolas precisam ser lidas como uma resposta aos v. 1-2: “Todos os publicanos e pecadores aproximavam-se para ouvi-lo. Os fariseus e escribas, porém, murmuravam: ‘Esse homem recebe os pecadores e come com eles!”.

(Maria Antônia Marques, Assessora do CBV; Professora na Dehoniana, Dominicana, ITEFIST, ITESP).
 

TERNURA E MISERICÓRDIA DE DEUS

No texto de hoje, vamos refletir sobre uma parábola que Jesus contou para ajudar as pessoas a fazerem uma ideia de Deus como Pai cheio de ternura. No tempo de Jesus, a ideia que o povo fazia de Deus era de alguém muito distante, severo, como um juiz que ameaçava com castigo. Jesus revela uma nova imagem de Deus.

 SITUANDO

O capítulo 15 do Evangelho de Lucas é um ponto central na longa caminhada de Jesus para Jerusalém. É como o alto da serra, de onde se vê o caminho percorrido e se enxerga o caminho que ainda falta. É o capítulo da ternura e da misericórdia acolhedora de Deus, que está no centro das preocupações de Lucas. As comunidades devem ser a revelação do rosto deste Deus para a humanidade.

Todo o capítulo 15 está pendurado na seguinte informação inicial de Lucas: “Todos os publicanos e pecadores se aproximavam para ouvir Jesus. Os fariseus e os escribas, porém, murmuravam: Esse homem recebe os pecadores e come com eles!” (Lucas 15,1-2). Era isto que estava acontecendo na época de Lucas. Os pagãos se aproximavam das comunidades, querendo entrar e participar. Muitos irmãos judeus murmuravam, achando que acolhê-los era contra o ensinamento de Jesus. Em seguida, Lucas traz três parábolas ligadas entre si pelo assunto: a ovelha perdida (Lucas 15,4-7), a moeda perdida (Lucas 15,8-10), o filho perdido (Lucas 15,11-32).

A última parábola é o assunto deste texto. Geralmente é chamada “A parábola do Filho Pródigo”. Como veremos, é melhor chamá-la “A parábola do Pai com seus dois filhos”.

COMENTANDO

1. Lucas 15,11-13: A decisão do filho mais novo

Um homem tinha dois filhos. O mais novo pede a parte da herança que lhe toca. O pai divide tudo entre os dois. Tanto o mais velho como o mais novo recebem a sua parte. Receber herança não é mérito. É um dom gratuito. A herança dos dons de Deus está distribuída entre todos os seres humanos, tanto judeus como pagãos, tanto cristãos como não-cristãos. Todos têm algo da herança do Pai. Mas nem todos cuidam da mesma maneira. Assim, o filho mais novo parte para longe e gasta a sua herança numa vida dissipada, esquecendo-se do pai. No tempo de Lucas, o mais velho representava as comunidades vindas do judaísmo, e o mais novo, as comunidades vindas do paganismo. Hoje, o mais velho representa aqueles que sempre foram fiéis e praticantes e, por isso, pensam ter algum privilégio diante de Deus. O mais novo representa os que nunca se preocuparam com a religião e agora recebem toda a atenção.

2. Lucas 15,14-19: A desilusão e a vontade de voltar para a casa do Pai

A necessidade de ter o que comer faz com que o mais novo perca a sua liberdade e se torne escravo para cuidar dos porcos. Recebe tratamento pior que os porcos. Esta era a condição de vida de milhões de escravos no império romano no tempo de Lucas. A situação em que está faz o mais novo cair em si e lembrar-se da casa do pai. Ele faz uma revisão de vida e decide voltar para casa. Prepara até as palavras que vai dizer ao Pai: “Já não mereço ser teu filho! Trata-me como um dos teus empregados!” Empregado executa ordens, cumpre a lei da servidão. O filho mais novo quer ser cumpridor da lei, como o queriam os fariseus e escribas no tempo de Jesus (Lucas 15,1-2). Era isto que os missionários dos fariseus impunham aos pagãos que se convertiam ao Deus de Abraão (Mateus 23,15). No tempo de Lucas, cristãos vindos do judaísmo conseguiram que alguns cristãos convertidos do paganismo se submetessem ao jugo da lei (Gálatas 1,6-10).

3. Lucas 15,20-24: A alegria do Pai ao reencontrar o filho mais novo

A parábola diz que o filho mais novo ainda está longe da casa e o Pai já o vê, corre ao seu encontro e o cumula de beijos. A impressão que Jesus nos dá é que o Pai ficou o tempo todo na janela olhando a estrada para ver o filho apontar lá longe da esquina! Conforme o nosso modo humano de pensar e de sentir, a alegria do Pai parece exagerada! Nem deixa o filho terminar as palavras que tinha preparado. Nem escuta! O Pai não quer que o filho seja seu escravo. Quer que seja seu filho! Esta é a grande boa-nova que Jesus nos trouxe! Túnica nova, sandálias novas, anel no dedo, churrasco, festa! Nesta alegria imensa do reencontro, Jesus deixa transparecer como era grande a tristeza do Pai pela perda do filho. Deus estava muito triste e isto a gente só fica sabendo agora, vendo o tamanho da alegria do Pai quando reencontra o filho! E é uma alegria partilhada com todo o mundo na festa que ele manda preparar.

4. Lucas 15,25-28: A reação do filho mais velho

O filho mais velho volta do serviço do campo e encontra a casa em festa. Não entra. Quer saber de que se trata. Quando sabe do motivo da festa, fica com muita raiva e não quer entrar. Fechado em si mesmo, ele pensa ter o seu dinheiro. Não gosta da festa e não entende a alegria do Pai. Sinal de que não tinha intimidade com o Pai, apesar de viver na mesma casa. Pois, se tivesse, teria notado a imensa tristeza do pai pela perda do filho mais novo e teria entendido a alegria dele pela volta do filho. Quem fica muito preocupado em observar a lei de Deus corre o perigo de esquecer o próprio Deus! O filho mais novo, mesmo longe de casa, parecia conhecer o pai melhor que o filho mais velho, que morava com ele na mesma casa! Pois o mais novo teve a coragem de voltar para a casa do pai, enquanto o mais velho não quer mais entrar na casa do pai! Ele não se dá conta de que o pai, sem ele, vai perder a alegria. Pois também ele, o mais velho, é filho do mesmo jeito que o novo

5. Lucas 14,28-30: A atitude do pai e a resposta do filho mais velho

O pai sai de casa e suplica ao filho mais velho que entre. Mas este responde: “Pai, tantos anos que eu sirvo o senhor. Jamais transgredi um só dos teus mandamentos, e o senhor nunca me deu um cabrito para festejar com meus amigos. E vem esse seu filho, que devorou seus bens com prostitutas e o senhor manda matar até o novilho gordo”. O mais velho também quer festa e alegria, mas só com os amigos. Não com o irmão, nem com o pai. Ele nem sequer chama o mais novo de irmão, mas “esse seu filho”, como se não fosse mais irmão dele. E é ele, o mais velho, que fala em prostitutas. É a malícia dele que interpretou assim a vida do irmão mais novo! Quantas vezes nós interpretamos mal a vida e a religião dos outros! A atitude do pai é outra. Ele acolheu o filho mais novo, mas não que perder o filho mais velho. Os dois fazem parte da família. Um não pode excluir o outro.

6. Lucas 15,31-32: A resposta final do Pai

Da mesma maneira como pai não deu atenção aos argumentos do filho mais novo, assim também não dá atenção aos argumentos do mais velho e diz: “Filho, tu estás sempre comigo e tudo o que é meu é teu! Mas este teu irmão estava morto e tornou a viver. Estava perdido e foi reencontrado!” Será que o mais velho tinha realmente consciência de estar sempre com o pai e de encontrar nesta presença a causa da sua alegria? A expressão do pai “Tudo que é meu é teu!” inclui também o filho mais novo que voltou! O mais velho não tem o direito de fazer distinção. Se ele quer ser mesmo filho do pai, terá que aceitá-lo do jeito que ele é e não do jeito que ele gostaria que o pai fosse! A parábola não diz qual foi a resposta final do irmão mais velho. Isto fica por conta do próprio irmão mais velho que somos nós!

ALARGANDO

Quem experimenta a gratuita e surpreendente entrada do amor de Deus em sua vida torna-se alegria e quer comunicar esta alegria aos outros. A ação salvadora de Deus é fonte de alegria: “Alegrem-se comigo!” (Lucas 15,6.9). É desta experiência da gratuidade de Deus que nasce o sentido da festa e da alegria (Lucas 15,32). No fim da parábola, o pai manda ser alegre e fazer festa. A alegria fica ameaçada por causa do filho mais velho que se recusa a entrar. Ele pensa ter direito a uma alegria só com os seus amigos e não quer a alegria com todos da mesma família humana. Ele representa os que se consideram justos e observantes e acham que não precisam de conversão.

(texto extraído do livro “O avesso é o lado certo” - CEBI,  de Carlos Mesters e Mercedes Lopes). 

“PARA CONSTRUIR UM ESTADO MAIS JUSTO”


Protesto pega Casagrande de surpresa na Conferência de Promoção à Igualdade Racial

''A manifestação era um pedido para construir um Estado mais justo, mas o senhor não percebeu isso. Mandou o BME pra cima da gente'', disse Feijão se referindo ao ato do dia 19 de julho.

José Rabelo, 26/08/2013 22:13 - Atualizado em 27/08/2013 11:31

O primeiro dos três dias (23, 24 e 25) da III Conferência Estadual de Promoção de Igualdade Racial, no Sesc Aracruz, norte do Estado, saiu da monotonia que quase sempre domina a cerimônia de abertura de um evento oficial. Uma manifestação inusitada surpreendeu as mais de 400 pessoas presentes à conferência e, sobretudo, o alvo do protesto: o governador Renato Casagrande (PSB). 

Na noite de sexta (23), uma dúzia de manifestantes vestidos ao estilo “black blocs”  (foto) – com camisetas amarradas no rosto – acompanhava a abertura da conferência disposta a abordar a “Democracia e Desenvolvimento Sem Racismo: Por um Espírito Santo Afirmativo”. A conferência é preparativo para o evento nacional, que acontece em novembro, em Brasília. 

Os manifestantes, mesmo imóveis e calados, criavam um clima de apreensão no auditório do Sesc Aracruz. “Acho que as pessoas imaginavam que iríamos sair quebrando tudo”, palpitou um manifestante. 

Apesar do protesto, o evento seguia os protocolos de praxe. A mesa de abertura estava composta pelo governador Renato Casagrande, a deputada federal Iriny Lopes, o deputado Roberto Carlos (ambos do PT), a subsecretária de Movimentos Sociais Leonora Araújo, uma representante da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR-PR), entre outras autoridades. A cadeira reservada ao representante dos movimentos populares, no entanto, estava vaga. 

O interlocutor da sociedade civil tivera um contratempo e a solução foi convocar um substituto de última hora. A partir daquele momento, as agruras do destino preparavam uma peça memorável para o governador. 

Luiz Inácio, do Fórum da Juventude Negra do Espírito Santo (Fejunes), foi anunciado para compor a mesa. No caminho ao palco ele ainda tentou explicar aos colegas que não havia preparado uma fala para conferência. Alguém sugeriu: “Improvisa”. 

Mal tomou assento, o representante do Fejunes foi convocado a falar. Ele pensou um pouco e iniciou sua fala dizendo que queria aproveitar o momento para fazer uma homenagem a um companheiro negro preso pelo governador Renato Casagrande, durante o protesto do dia 19 de julho, em Vitória. Disse olhando de soslaio para o governador, que imediatamente enrijeceu na cadeira. 

Os cerca de 250 delegados estaduais dos movimentos sociais que estavam na plateia não economizaram nas palmas de apoio à justa homenagem do representante do Fejunes, que se referia a Rafael Miranda, o popular Feijão. 

Luiz Inácio levantou a cabeça e mirou o olhar para um dos “black blocs” que estavam na turma do fundão. “Foi tudo de improviso. Sai andando em direção à mesa. À medida que andava fui tirando da carteira o alvará de soltura que carrego comigo para todos os lugares. Quando estava frente a frente com o governador, tirei a camiseta que envolvia meu rosto, olhei bem nos fundos dos olhos dele e disse: ‘A gente estava usando isto [a camiseta no rosto] para evitar isto’”, disse exibindo o alvará de soltura. 

“Mostrei o alvará para todos os integrantes da mesa e para a plateia. Disse ao governador que as prisões foram arbitrárias”. Feijão explicou que nunca foi de sair quebrando as coisas, mas também admitiu que não teve coragem de recriminar os manifestantes que optaram por essa forma de protesto. 

“Sempre que há conflito, os movimentos sociais são logo criminalizados. Quando o MST entra em luta por terras é criminalizado; quando os quilombolas põem fogo nos eucaliptos, em protesto pela ocupação de suas terras, são criminalizados. Esses conflitos que são recentes no meio urbano, e que também estão sendo criminalizados pelo Estado, são recorrentes no campo”, disse com o olhar fixo no governador, que permanecia calado. 

O representante do Fejunes tentou quebrar o semblante impassível do governador: “Peço que o senhor faça uma retratação, um pedido de desculpas ao nosso companheiro”, suplicou. 

O silêncio de Casagrande encorajou Feijão a continuar o desabafo. Sempre olhando para o governador, o ativista relembrou dos maus momentos em que passou na prisão. Disse que nenhum manifestante imaginava que passaria por tal situação. “Estávamos sendo tratados como presos políticos, pensei que isso não fosse mais possível nos dias de hoje. Achei que isso só acontecia na ditadura”. 

Feijão compartilhou com o público presente ao Sesc sua revolta com o sistema. “Percebi que mais de 90% das pessoas que estavam presas eram gente do meu povo [se referindo aos negros]. Essas pessoas, que também são criminalizadas, estão ali, na sua maioria, por que o Estado não promove políticas públicas para esse segmento da população: os pobres e negros”, protestou. 

Feijão ainda disse a Casagrande que o governo não conseguiu entender os protestos. “A manifestação era um pedido para construir um Estado mais democrático e justo. O senhor não conseguiu perceber isso. O senhor simplesmente mandou a BME pra cima da gente”. 

O militante do CDDH disse que tinha muito mais coisas para falar ao governador, "mas na hora é tanta emoção... Gostaria de ter falado, por exemplo, que num pude comemorar o aniversário de três anos do meu filho (21 de julho), porque estava preso", lamentou o jovem de 33 anos, que é casado e tem três filhos.

Antes de encerrar sua manifestação, o militante fez um pedido ao governador: “Gostaria que quando o senhor colocar a cabeça no travesseiro, pense no que quer para o nosso Estado”. 

As críticas do militante do Centro de Defesa de Direitos Humanos da Serra duraram mais dez minutos. Para o governador Renato Casagrande deve ter sido uma eternidade. 

“Foi tudo de improviso. Ninguém tinha combinado nada. Só mesmo o protesto de se vestir como ‘black blocs’. Confesso que quando estava na prisão pensei que um dia ainda teria a oportunidade de dizer algumas verdades para o governador. Só não esperava que esse dia chegaria tão rápido”. 

Quando Feijão caminhava de volta para o seu lugar, o grito das ruas tomou conta do auditório e deixou muita gente arrepiada: algumas por emoção, outras por medo: “Poder para o povo e o poder do povo, vai fazer um mundo novo. Poder, poder, poder!”

“Quando me aproximei do grupo, a galera foi descobrindo o rosto. Naquele momento, todo mundo queria mostrar a cara”.


Casagrande reage


Depois da constrangedora fala do representante do CDDH, muita gente pensou que o governador fosse sair à francesa. Mas Casagrande decidiu falar. 

O governador admitiu que sua assessoria recomendou que ele evitasse participar de atos públicos. Segundo Feijão, o governador fez uma fala confusa. “Acho que ele estava meio desnorteado. Perdido mesmo. Ele chegou a dizer: ‘Sabia que poderia sofrer protestos sobre as injustiças que fiz’. Eu entendi isso”, garantiu Feijão. 

Segundo o militante, o governador em seguida afirmou que era um homem corajoso para enfrentar aquela situação. “Depois ele começou a destacar as realizações do governo na área social. Mas, embora o Luiz Inácio tenha sugerido, o governador não teve humildade para pedir desculpas para mim e para todos os outros manifestantes que foram presos naquele fatídico 19 de julho”.