Lucas 21, 25-28.34-36: um novo amanhecer - Instituto Humanitas Unisinos (IHU)

Segundo Tito (3,4), Lucas é o evangelista da "manifestação do carinho de Deus e de sua amizade para com os homens", dos pobres e dos pecadores, dos pagãos e dos valores humanísticos e também das mulheres, especialmente de Nossa Senhora.

O grande anseio de Lucas, ao escrever a Boa Notícia de Jesus, era "verificar a solidez dos ensinamentos recebidos" (1,4). Ele quer tirar dúvidas, quer mostrar a beleza do seguimento de Jesus, para fazer arder de novo o coração dos cristãos e cristãs e continuar, assim, a missão.

Lucas vai descrever como um homem de oração, de ternura humana, de convivência fraterna, ao mesmo tempo que é também o profeta por excelência, o novo Elias, o porta-voz credenciado do Altíssimo.

O que significa celebrar o tempo de Advento?

Podemos tomar como ponto de partida a palavra «Advento»; este termo não significa «espera», como poderia se supor, mas é a tradução da palavra grega parusia, que significa «presença», ou melhor, «chegada», quer dizer, presença começada.

Na Antiguidade, era usada para designar a presença de um rei ou senhor, ou também do deus ao qual se presta culto e que presenteia seus fiéis no tempo de sua parusia.

O Advento significa a presença começada do próprio Deus. Por isso, recorda-nos duas coisas: primeiro, que a presença de Deus no mundo já começou e que ele já está presente de uma maneira oculta; em segundo lugar, que essa presença de Deus acaba de começar, ainda que não seja total, mas está em processo de crescimento e amadurecimento.

Por isso, antes de continuar, paremos para refletir juntos onde já descobrimos a Presença de Deus em nosso mundo tão conturbado? 

Os cristãos e cristãs vivemos na certeza consoladora que «a luz do mundo» já foi acesa na noite escura de Belém e transformou a noite da morte, do pecado humano na noite santa da vida humana em plenitude.

O apelo do evangelho de hoje é a levantar e erguer nossas cabeças, porque o Filho de Deus já irrompeu na história humana, foi tecido nas entranhas da humanidade.

Seguindo a tradição do Antigo Testamento, na descrição de diferentes fenômenos cósmicos que Lucas apresenta no início do evangelho de hoje, o manifesto de Deus está presente na nossa vida, está agindo no mundo por meio de tantas pessoas de diferentes raças, culturas, religiões...

Somos nós que temos que descobrir sua Presença, e mais ainda, somos também nós que, por meio de nossa fé, esperança e amor, somos convidados a fazer brilhar continuamente sua Luz na noite do mundo.

Pode ser um bom "exercício" deste tempo, reunidos em comunidade, em família, partilhar juntos/as as luzes que cada um/a de nós temos acessas, pessoal ou comunitariamente.

Agora vem a outra orientação importante do evangelho de hoje: "Tomem cuidado para que os corações de vocês não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida".

Um dos males de nosso tempo é, sem dúvida, a falta de sensibilidade, vivemos uma vida centrada em nossos próprios interesses, fazendo-nos cegos, surdos e mudos ao sofrimento de nossos irmãos e irmãs.

Atitude totalmente contrária ao Deus de Jesus Cristo: "Eu vi a miséria de meu povo..., ouvi seu clamor...e conheço seus sofrimentos. Por isso, desci para libertá-los..." (cfr. Ex 3,7).

Neste tempo, na esperança de Deus que continua vindo e agindo em nosso mundo, somos convidados/as a aliviar nosso coração daquilo que nos "narcisiza" e desumaniza, para ter um coração mais fraterno e solidário.

Ali Deus se fará presente, "nascerá" novamente, porque onde dois ou mais estejam reunidos em meu nome, eu estarei presente no meio deles. 

IPAC 25 anos


A Arquidiocese de Vitória celebrou 25 anos do IPAC

Em comemoração aos 25 anos do Instituto de Pastoral Catequética da Arquidiocese (IPAC) aconteceu no dia 24 de novembro, em uma festa na quadra do Colégio Agostiniano, em Vitória. - http://www.aves.org.br














CONIC 30 anos


O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil – CONIC irá comemorar, no dia 30 de novembro, em Brasília (DF), 30 anos de atuação em prol do Ecumenismo e do diálogo inter-religioso.

Para celebrar essa data, O CONIC-ES promoveu,  no dia 10 de novembro de 2012,  o Seminário “ MULHER E RELIGIÃO, superando intolerâncias e afirmando direitos”.















Irmãs e irmãs da caminhada ecumênica do CONIC nacional
Nós do CONIC-ES agradecemos a Deus pelo dom da Unidade que Ele nos tem concedido, particularmente ao longo destes 30 últimos anos. Nosso testemunho de Unidade poderia ter sido ainda mais visível, estamos conscientes disto, porém, estamos contentes com muitas coisas boas que realizamos juntos a serviço do Reinado de Deus junto aos mais empobrecidos, excluídos e injustiçados deste nosso país.
            Celebrar mais um aniversário (três décadas!) é um grande motivo de ação de graças e júbilo, mas principalmente de fortalecimento, confirmação e compromisso a serviço da Unidade e da Vida Verdadeiras.
Aqui no Espírito Santo dia 10/11/2012, tivemos uma tarde e noite de celebração com a participação de quase 200 pessoas, de diversas Igrejas do CONIC-ES, destacando a influente missão da Mulher na movimentação ecumênica, nestes 30 anos de caminhada, a partir do tema: "Mulher e Religião: Superando Intolerâncias e Afirmando Direitos". A oração de abertura foi conduzida por uma Equipe da “Rede Celebra”. Estiveram conosco as Pastoras Luteranas: Marga (da Secretaria Nac. dos Direitos Humanos da Presidência da República) e Romi (Sec. Nacional do CONIC). Participaram também de uma Mesa de Diálogo, coordenada pela nossa Presidenta Regional, Pastora Rosane Pletsch (IECLB), Eusabethe (Rep. dos Mov. Sociais); Izabel (Militante dos Dir. humanos junto aos presídios capixabas por mais de 20 anos); Fatinha (do CEBI-ES) e Iriny Lopes (Dep. Federal do PT-ES). Além destes destaques, esteve também Dom Wladimir (Bispo auxiliar da ICAR), Pr. Joaninho (Pastor sinodal da IECLB), Anita Suewright (Presbítera e Moderadora da IPU) e o cantor e compositor Xico Esvael da Igreja Anglicana-SP, além de dezenas de representantes de Pastorais e Movimentos Sociais, Entidades e Partidos Políticos afinados à causa Ecumênica.
A noite cultural foi marcada pelas preciosas vozes de Raquel Passos (CEBI-ES), Eliane Milagre (IPU) e Xico Esvael (Anglicana). Durante todo o Evento, os participantes puderam conhecer e comprar livros, CD´s, DVD´s sobre ecumenismo das editoras: CEBI, Paulus e Paulinas que também nos apoiaram nesta celebração. Marga nos trouxe-nos livros e CD´s sobre as políticas públicas de Diálogo inter-religioso. Foram distribuídas centenas de textos impressos da Lei Maria da Penha. Havia também barracas de artesanatos da AMUS (Ass.de Mulheres Unidas da Serra) e comidas saudáveis e de qualidade, servidas pela Pastoral da Criança e da Saúde. A maioria dos membros atuais do CONIC-ES esteve presente organizando e participando ativamente, incluindo seus familiares. De modo que foi uma bela e comovente celebração, digna do nome e missão deste precioso Conselho que busca manter viva a chama da Unidade, ainda que com suas imperfeições.
Pe. Paulo Sérgio Vaillant
Secretário CONIC-ES - Serra-ES – 28-11-2012

16 DIAS ATIVISMO


16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres




Em 1991, com o objetivo de promover debates e denunciar as várias formas de violência contra as mulheres, foi lançada a campanha dos 16 dias de ativismo, para lutar contra toda forma de preconceito, opressão e discriminação sofridos pela mulher
As participantes do Centro de Liderança Global de Mulheres, ao todo 23, escolheram um período de significativas datas históricas e marcos de lutas, iniciando a abertura da campanha em 25 de novembro e com término em 10 de dezembro.
Com as diferentes lutas feministas possibilitou-se a visibilidade da violência de gênero, como uma questão a ser enfrentada nos direitos humanos, por uma sociedade menos individualista, em que o Estado seja mais atuante no âmbito privado.
No Brasil a campanha é iniciada em 20 de novembro, Dia Nacional da consciência negra, a importância da inclusão desta data não se resume somente na história da cultura negra no Brasil, mas na tripla discriminação sofrida pela mulher negra, que se baseia numa opressão de gênero, raça e classe social.
Seguindo a cronologia histórica, o dia 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra as Mulheres, é marcado pelo assassinato brutal das irmãs Minerva, Pátria e Maria Tereza, pela bravura de “Las Mariposas”, como eram conhecidas, uma vez que utilizavam este nome secreto nas atividades clandestinas, na tentativa da busca pela liberdade política do país, em oposição a Rafael Leônidas Trujillo, ditador que governou com mãos de ferro a República Dominicana, entre o período de1930 a 1961, o qual matava todos os seus opositores.
Em 1º de dezembro de 1988, por ocasião do Encontro Mundial de ministros de Saúde de 140 países, que ocorreu em Londres, foi criado o Dia Mundial de Combate à Aids em com o objetivo de mobilizar os governos, a sociedade civil e demais segmentos no sentido de incentivar a solidariedade, a reflexão sobre as formas de combater a epidemia e o preconceito com os portadores de HIV. As estatísticas indicam crescimento significativo e preocupante de casos de mulheres contaminadas, inclusive no Brasil, fato que levou o Governo a lançar o Plano de enfrentamento da Feminização da AIDS e outras DST’s.
O Dia internacional da Não violência contra as mulheres, marcado pelo massacre de mulheres em Montreal no Canadá, no dia 6 d dezembro de 1989, no qual Marc Lepine,  invadiu armado uma sala de aula da Escola Politécnica, ordenou que os 48 homens presentes se retirassem da sala, permanecendo no recinto somente as mulheres, Lepine atirou e assassinou 14 mulheres, à queima roupa. Em seguida, suicidou-se. Em uma carta deixada por ele, justificava seu ato dizendo que não suportava a ideia de ver mulheres estudando Engenharia, um curso tradicionalmente voltado para os homens. O massacre tornou-se símbolo da injustiça contra as mulheres e inspirou a criação da Campanha do Laço Branco, mobilização mundial de homens pelo fim da violência contra as mulheres. No Brasil, a partir de 2007, é o dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo fim da Violência contra as Mulheres consagrado pela Lei 11.489/07.
A Campanha dos 16 dias de Ativismo é encerrada por uma das datas mais Importantes, O Dia Internacional dos Direitos Humanos. Em 10 de dezembro de 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adotada pela ONU, como resposta à barbárie praticada pelo nazismo contra judeus, comunistas e ciganos e ainda às bombas atômicas lançadas pelos EUA sobre Hiroshima e Nagazaki, matando milhares de inocentes. Posteriormente, os artigos da Declaração fundamentaram inúmeros tratados e dispositivos voltados à proteção dos direitos fundamentais.
 Essa data é importante para lembrar que sem os direitos das mulheres, os direitos não são humanosA luta, atualmente, não consiste somente na conquistas de direitos, mas na possibilidade de exercê-los.

ES REFORÇA COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES

25/11 – DOMINGO 
DIA INTERNACIONAL DE COMBATE A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
CAMINHADA EM JACARAÍPE
SAÍDA DA PRAÇA ENCONTRO DAS ÁGUAS.
08 ÀS 12 HORAS

PASSEATA EM PINHEIROS





O Estado integra a ação internacional denominada "16 Dias de Ativismo pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher". A programação capixaba seguirá até o dia 06 de dezembro e, nesse período, em todo o mundo serão realizados debates sobre a violência, o preconceito e a opressão contra as mulheres. Ações que serão regionalizadas com campanhas publicitárias, palestras, seminários, e intervenções culturais buscando sensibilizar a população.
PROGRAMAÇÃO – 16 Dias de Ativismo
20/11 (terça-feira)
Abertura dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres
Comemoração do Dia Nacional da Consciência Negra
Local: Salão São Tiago - Palácio Anchieta
Horário: 10 horas
21/11 (quarta feira)
Mesa redonda: A Mulher Negra Capixaba – Realidade Vivida e Perspectivas de Políticas Públicas
Local: Palácio da Fonte Grande
Horário: 14 horas
22/11 (quinta-feira)
Atividade em Colatina – Abordagem, Panfletagem e Grafitagem
1º Seminário Pelo Enfrentamento da Violência Contra a Mulher - Colatina
Local: Auditório da Escola Estadual Conde de Linhares
Horário: 08 às 17 horas
23/11 (sexta-feira)
Atividade em Cachoeiro do Itapemirim – Praça Jerônimo Monteiro: Abordagem, sensibilização e panfletagem.
Local: Centro da Cidade
Horário: durante todo o dia
Panfletagem - PMV
Local: Praça Costa Pereira - Vitória
Horário: 13 às 18 horas
24/11 (sábado)
Cariacica em Ação Temática: Enfrentamento a Violência contra a Mulher
O Ventre Sagrado: Um encontro com o feminino (Projeto Pano da Costa) - Associação Religiosa beneficente e cultural Ilê Asé Ará Madara
Local: Rua Cabo Ermindo Costa Longa, s/nº, Morro da Lagoa, Ponta da Fruta, Vila Velha-ES
Horário: 18 horas
25/11 (DOMINGO)
DIA INTERNACIONAL DE COMBATE A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
CAMINHADA EM JACARAÍPE – PREFEITURA MUNICIPAL DA SERRA
LOCAL: JACARAÍPE – SERRA
SAÍDA DA PRAÇA ENCONTRO DAS ÁGUAS.
HORÁRIO: 08 ÀS 12 HORAS

Seminário ‘Pelo Fim da Violência contra as Mulheres’ Parceria União Geral dos Trabalhadores – setorial de Mulheres
Local: Paróquia São Pedro, Rua Goiás, 10 – Jacaraípe - Serra – ES
Horário: 14 às 18 horas
26 e 27/11 (segunda e terça-feira)
Abordagem, sensibilização e panfletagem.
Locais: UFES e aglomerados do Estado Presente.
28 a 30/11 (quarta a sexta-feira)
V Seminário Nacional de Educação das Relações Raciais Afro-Brasileiras: Lei 10639/03 – Políticas Públicas e Saberes Tradicionais
Local: UFES – Teatro Universitário e Centro de Educação.
Horários: Durante todo o dia
29/11 (quinta-feira)
Mesa: As Políticas Estaduais de Enfrentamento à Violência contra a Mulher
Local: Palácio da Fonte Grande
Horário: 14 horas
30/11 (sexta-feira)
Programa Mulheres Mil (Empreendedorismo e Incubadoras Sociais)
Local: Palácio da Fonte Grande
Horário: 14 horas
Teste rápido de HIV/AIDS
Local: SESA - Av. Marechal Mascarenhas de Moraes –2025, Bento Ferreira - Vitória – ES.
Horário: 09 às 17 horas
01/12 (sábado)
Dia Nacional de Combate ao HIV/AIDS
Abordagem Prefeitura de Serra sobre HIV/AIDS e da Prefeitura de Cariacica sobre HIV/AIDS
Show Canto Solidário – Elaine Rowena – alusivo ao Dia Mundial de Enfrentamento a AIDS
Local: Teatro Carlos Gomes
Horário: 19h30min
Atividade com as Mulheres Jovens – Grafite, Hip Hop.
Local: Alça da 3ª Ponte
Horário: 09 às 17 horas.

02/12 (domingo)

Manifesto LGBT
Panfletagem na tenda da Prefeitura Municipal de Vitória – Praia de Camburi – Vitória
Horário: 13 às 18 horas
04/12 (terça-feira)
Mostra de Vídeo na Penitenciária Feminina do ES
Horário: 14 horas
06/12 (quinta-feira)
Campanha - Homens pelo fim da violência contra as Mulheres
Local: Palácio Anchieta
Horário: 10 horas

















Panfletagem e distribuição do “Laço Branco” em frente a ALES
Horário: 13 às 18 horas
Local: Em frente a ALES
Parceria PMV
Abordagens aos Homens
Horário: 09 às 16 horas
Local: Praça da Serra
 
http://www.es.gov.br,

O Tribunal de Justiça do Estado (TJES) vai se juntar à iniciativa do poder executivo na PASSEATA QUE VAI SER REALIZADA NO PRÓXIMO DOMINGO (25/11/2012), EM PINHEIROS, para alertar sobre a violência doméstica contra a mulher. O ato público vai chamar a atenção da sociedade sobre os altos índices de agressões e homicídios de mulheres que acontecem no Estado. 
A atualização do Mapa da Violência 2012 – Homicídios de Mulheres consolidou o Estado como o campeão nacional nas mortes violentas de mulheres. O Espírito Santo registra mais que o dobro da média brasileira em homicídios de mulheres por grupo de 100 mil habitantes.
A taxa do Estado é de 9,8 homicídios de mulheres por 100 mil habitantes. O segundo lugar ficou com Alagoas, com 8,3 mortes violentas por 100 mil. A média do País é 4,6 homicídios por 100 mil, mais do que a metade registrada no Estado. 
Ainda de acordo com o Mapa, Vitória é a capital mais violenta do País, com 13,2 mortes por 100 mil habitantes. O índice também é mais que o dobro da média das capitais do País, que foi de 5,4 homicídios por 100 mil. 
NÃO É SÓ A TAXA DE HOMICÍDIOS DE MULHERES QUE É ALTA NO ESTADO, O ESPÍRITO SANTO TAMBÉM É LÍDER NACIONAL EM VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER. O MUNICÍPIO DE PINHEIROS, NO NORTE DO ESTADO, É O QUE TEM O MAIOR NÚMERO DE MEDIDAS PROTETIVAS, APESAR DE SER UM MUNICÍPIO PEQUENO.
De acordo com um levantamento feito pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), até 31 de outubro, foram assassinadas 139 mulheres no Espírito Santo, sendo que mais da metade delas (78) foram mortas na Grande Vitória.

IPAC 25 ANOS


Amigo (a),
O IPAC - Instituto de Pastoral Catequética, da Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo, comemora seu Jubileu de Prata no dia 24/11/2012, e contamos com sua presença, para juntos celebrarmos esta tão importante data, no Colégio Agostiniano a partir de 14 horas.
A Celebração Eucarística terá inicio às 18.00h e será presidida por nosso Arcebispo, Dom Luiz Mancilha VilelaEm seguida teremos momento de descontração e confraternização. 
Mariângela da costa Soares
p/comissão do IPAC
saiba mais em www.aves.org.br

João 18, 33-37: Meu Reino não é deste mundo? - Edmilson Schinelo e Ildo Bohn Gass

Para Jesus, a morte se mostrava iminente. Talvez lhe restasse apenas uma saída: fazer o jogo do poder, oferecido por Pilatos. Isso significaria abandonar o projeto que tinha assumido e proposto a seu grupo de seguidoras e seguidores. A conversa é tensa e Jesus pouco fala. O mundo de Pilatos não é o seu. 

É assim que a comunidade joanina nos descreve o confronto entre dois projetos: o "mundo" e o "Reino". Ao ser indagado, Jesus assume a sua realeza. Mas esclarece: "Meu Reino não é como os reinos deste mundo" (João 18,36). 

Na história da interpretação dos textos joaninos, com certeza essa é uma das frases que mais serviu para manipular a proposta de Jesus. Muitos a interpretaram como a afirmação de que a missão de Jesus foi "salvar almas para depois da morte" e não salvar vidas. Seu Reino foi jogado apenas para o céu (o pós-morte), como se Jesus não tivesse dito em sua oração: "venha o teu reino, seja realizada na terra a tua vontade, como é realizada nos céus" (Mateus 6,10). 

Meu Reino não é como os reinos deste mundo 

Nos escritos joaninos, o termo mundo significa tudo o que se opõe ao projeto de Deus. Uma tradução mais adequada da resposta de Jesus a Pilatos poderia ser: Meu reino não é como (de acordo com, conforme) este mundo. Ora, as comunidades joaninas sabiam muito bem como era o mundo de Pilatos, representante do Império Romano na Judeia. O mundo do Império impunha seu poder pela força das armas e pelas negociatas e artimanhas, entre relações desleais, corruptas e corruptoras. A proposta de Jesus é outra, seu Reino não compactua com este mundo.

O Reino de Jesus se apoia no poder serviço (João 13), que não busca prestígios, mas que doa sua vida até a morte na cruz para que a vida aconteça em plenitude (João 10,10). 

Jesus é rei, mas de outro projeto político

Muitas vezes, a frase em questão também é utilizada para justificar a postura de gente que afirma que "política e religião não se misturam". No intuito de justificar seu comportamento religioso teoricamente apolítico, pessoas e grupos também "espiritualizam" a leitura do movimento de Jesus: enquanto "rei espiritual" dos judeus, o Mestre almejava anunciar uma mensagem de paz totalmente espiritual e religiosa. Infelizmente, não raras vezes, muitos dos que defendem essa postura, se líderes religiosos, vivem atrelamentos vergonhosos com políticos e empresários. E, se políticos ou empresários, quase sempre pedem as bênçãos de um líder religioso para suas ações e seus empreendimentos financeiros. Justificar o sistema com elementos e símbolos religiosos não seria, portanto, juntar religião e política. Questionar o sistema por meio da fé, isto seria. 

A proposta de Jesus é uma proposta religiosa, de vivência de uma espiritualidade radical, que não se contenta com a superficialidade, mas vai até raízes mais profundas. Por essa razão, uma proposta altamente política. Ele mesmo, no capítulo 17, roga ao Pai pelos seus: "Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo. Mas não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno" (João 17,14b-15).

Quem é da verdade, escuta minha voz 

A concepção hebraica de verdade difere da mentalidade greco-romana. Enquanto para Aristóteles "a verdade é a adequação do pensamento à realidade", para um hebreu autêntico, verdadeira é a pessoa fiel ao projeto de seu Deus e de sua comunidade. Verdade é sinônimo de fidelidade.

Em sua conversa com Pilatos, Jesus não tem receio de afirmar: "Vim ao mundo para dar testemunho da verdade" (João 18,37). Testemunhar a verdade é doar a vida até as últimas consequências. É fidelidade ao projeto amoroso do Pai. 

"E quem é da verdade, escuta a minha voz". Quem decide viver a verdade, o amor fiel, adere ao projeto de vida que vem do Pai, tal como a ovelha, ao ouvir a voz do seu pastor, segue-o pelo caminho (João 10).

Para a comunidade joanina, romper com os reinos deste mundo é assumir uma forma de espiritualidade que estimule relações alternativas, de justiça e de ternura, de partilha e de paz. A paz, fruto da justiça e não a paz imposta pelas armas dos impérios deste mundo (João 14,27).

DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA OU DIA DO ZUMBI



Marcha denuncia o descaso com o extermínio da juventude negra
Em sua 5ª edição, ato que será realizado nesta terça-feira, em Vitória, faz parte de campanha estadual.
A Marcha Estadual Contra o Extermínio da Juventude Negra chega à sua quinta edição nesta terça-feira – no memorável 20 de novembro, data da morte, em 1695, do líder quilombola Zumbi dos Palmares, quando é celebrado o Dia da Consciência Negra. Organizada pelo Fórum Estadual da Juventude Negra do Estado (Fejunes), a marcha faz parte do calendário dos militantes capixabas desde 2008, quando a entidade lançou campanha contra o extermínio de jovens negros.

Neste ano, a manifestação está marcada com concentração às 8h, na antiga Capitania dos Portos, no Centro de Vitória. O tema do ato de 2012 é “O racismo mata: não fique parado”, remetendo ao problema do grande índice de mortalidade de jovens negros no Estado. Segundo o Fejunes, o objetivo da campanha é denunciar esse fato, no intuito de reverter o quadro de ausência de profunda falta de políticas públicas e ações afirmativas para o setor. 
Os índices estaduais mostram que, realmente, essa realidade está longe de ser fácil. A taxa de homicídio de negros do Espírito Santo é de 62,3 mortes por 100 mil habitantes, segundo o Mapa da Violência 2012. Para se ter uma noção, em relação aos brancos, o índice é de 17,1 por 100 mil.
Já em relação aos jovens, ou seja, pessoas entre 15 e 24 anos, o Estado apresenta a gigantesca taxa de 116,7 mortes por 100 mil habitantes. Considerando os dados do Ministério da Saúde que apontam que, no Brasil, 53% dos homicídios registrados são de jovens e, desses, 75% são negros, é possível estimar a alta posição do Espírito Santo no ranking de mortalidade da juventude negra.
Além disso, o Mapa da Violência mostra que a Região Metropolitana da Grande Vitória é a quarta do país em taxa de homicídios, com 68,6 mortes violentas por 100 mil habitantes. Vitória é a terceira capital mais violenta: 67,1 homicídios por 100 mil.
Os índices, principalmente pelo fato de que a maioria dos jovens assassinados encontra-se em regiões da periferia metropolitana, mostram o tamanho da falta de políticas públicas que garantam dignidade para essa população, hoje carente não só de segurança, mas também de empregos, acesso a ensino e à saúde e moradia de qualidade.
http://www.seculodiario.com.brKauê Scarim, 17/11/2012
CONFIRA MAIS EM  http://blog.fejunes.org.br

DIA DA INDUSTRIALIZAÇÃO DA ÁFRICA 

A 22 de Dezembro de 1989, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou o dia 20 de Novembro, como o Dia da Industrialização de África. O Dia destina-se a mobilizar a comunidade internacional a fortalecer a indústria africana, a fim de contribuir, para o crescimento econômico sustentável e a erradicação da pobreza.



Neste dia, em 1959, foi aprovada pela ONU a Declaração dos Direitos da Criança. Outros países comemoram o dia em outras datas: Portugal e Moçambique (15/11), China e Japão (05/05), além do Brasil em 12/10

MARCOS 13, 24 - 32: A chegada do Reino de Deus e a aparição do Filho do Homem - Mesters e Lopes

Marcos 13,24-27: A chegada do Reino de Deus e a aparição do Filho do Homem

A grande pergunta que fica é esta: o que vai acontecer depois da destruição de Jerusalém? Será que o mundo vai acabar? Será que a história vai continuar? Jesus responde com imagens tiradas da profecia de Daniel (Dn 7,1-14). Daniel diz que, depois das desgraças causadas pelos reinos deste mundo, virá o Reino de Deus. Os reinos deste mundo, todos eles, têm figura de animal: leão, urso, pantera e besta-fera (Dn 7,3-7). São reinos animalescos, desumanizam a vida, até hoje! O Reino de Deus, porém, aparece com o aspecto de Filho do Homem, isto é, com aspecto de gente (Dn 7,13). É um reino humano. Construir este reino que humaniza é a tarefa do povo das comunidades. É a nova história que devemos realizar e que deve reunir gente dos quatro cantos do mundo.

Marcos 13, 28-32: No fim, Jesus dá três conselhos:

Primeiro, com a parábola da figueira. É como se dissesse: "Aprendam das árvores como ler os sinais dos tempos para descobrir onde Deus está atuando e chagando!" (Mc 13,28-31). Em seguida, fala bem claramente sobre o dia e a hora do fim do mundo: "Quanto a esse dia e essa hora, ninguém sabe nada, nem os anjos, nem o Filho, mas somente o Pai!" (Mc 13,32). Finalmente, uma última advertência de vigilância. "O que digo a vocês, digo a todos: fiquem bem vigilantes!" (Mc 13,33-37).

Alargando

A vinda do Messias e o fim do mundo

Hoje, muita gente vive preocupada com o fim do mundo. Alguns, lendo o Apocalipse de João, chegam a predizer a data exata do fim. Durante muitos séculos se dizia: "De 1000 passou, mas de 2000 não passará!" Por isso, na medida em que o ano 2000 chegava mais perto, muitos ficavam preocupados. Teve até gente que, angustiada com a chegada do fim do mundo, chegou a cometer suicídio. Mas o ano 2000 passou e nada aconteceu. O fim não chegou! A mesma problemática havia nas comunidades cristãs dos primeiros séculos.

Elas viviam na expectativa da vinda iminente de Jesus. Jesus viria realizar o Juízo Final para encerrar a história injusta do mundo cá de baixo e inaugurar a nova fase da história, a fase definitiva do Novo Céu e da Nova Terra. Achavam que isto aconteceria dentro de uma ou duas gerações. Muita gente ainda estaria viva quando Jesus fosse aparecer glorioso do céu (1Ts 4,16-17; Mc 9,1). Havia até pessoas que já nem trabalhavam mais, porque achavam que a vinda fosse coisa de poucos dias ou semanas. Assim pensavam. Mas até hoje a vinda de Jesus ainda não aconteceu! Como entender esta demora? Nas ruas das cidades, a gente vê pintado nas paredes "Jesus voltará!" Vem ou não vem? E como será a vinda?

Muitas vezes, a afirmação "Jesus voltará!" é usada para meter medo nas pessoas e obrigá-las a frequentar uma determinada igreja! No Novo Testamento, porém, a volta de Jesus sempre é motivo de alegria e de paz! O medo é para os que oprimem e exploram o povo. Para os explorados e oprimidos, a vinda de Jesus é uma Boa Notícia!

Quando vai acontecer essa vinda? Entre os judeus, as opiniões eram variadas. Os saduceus e os herodianos diziam: "Os tempos messiânicos já chegaram!" Achavam que o bem-estar deles durante o governo de Herodes fosse expressão do Reino de Deus. Por isso, não queriam mudança e combatiam a pregação de Jesus que convocava o povo a mudar e a converter-se. Os fariseus diziam: "O Messias ainda deve chegar! Vai depender do nosso esforço na observância da lei!" Os essênios diziam: "O Reino prometido só chegará quando tivermos purificado o país de todas as impurezas."

Entre os cristãos havia a mesma variedade de opiniões. Alguns da comunidade de Tessalônica na Grécia, apoiando-se na pregação de Paulo, diziam: "Jesus vai voltar logo!" (1Ts 4,13-18; 2Ts 2,2). Paulo responde que não é tão simples como eles imaginavam. E aos que já não trabalhavam avisa: "Quem não quiser trabalhar não tem direito de comer!" Provavelmente, eram uns preguiçosos que, na hora do almoço, iam mendigar a comiga na casa do vizinho. Outros cristãos eram de opinião que Jesus só voltaria depois que o evangelho fosse anunciado no mundo inteiro (At 1,6-11). E achavam que, quanto maior o esforço de evangelizar, mais rápido viria o fim do mundo. Outros, cansados de esperar, diziam: "Ele não vai voltar nunca!" (1Pd 3,4). Outros, baseando-se em palavras do próprio Jesus, diziam acertadamente: "Ele já está o meio de nós!" (Mt 25,40).

Hoje acontece o mesmo. Tem gente que diz: "Do jeito que está, está bem, tanto na Igreja como na sociedade!" Eles não querem mudança. Outros esperam pela volta imediata de Jesus. Outros acham que Jesus só voltará através do nosso trabalho e anúncio. Para nós, Jesus já está no nosso meio (Mt 28,20). Ele já está do nosso lado na luta pela justiça, pela paz, pela vida. Mas a plenitude ainda não chegou. Por isso, aguardamos com firme esperança a libertação plena da humanidade e da natureza (Rm 8,22-25). 

Texto extraído do livro CAMINHANDO COM JESUS - Círculos Bíblicos do Evangelho de Marcos (2ª parte) - Coleção A Palavra na Vida 184/185. Autores: Carlos Mesters e Mercedes Lopes.

MARCOS 12, 38 - 44: quanto 10 centavos valem mais que 1.000 reais... Deus se revela na partilha da viúva pobre - Mesters e Lopes

No texto de hoje, Jesus elogia uma viúva pobre porque ela soube partilhar mais do que todos os ricos. Muitos pobres de hoje fazem o mesmo. O povo diz: "Pobre não deixa morrer de fome". Mas às vezes, nem isso é possível. Dona Cícera, que veio do interior da Paraíba para morar na periferia de João Pessoa, dizia: "No interior, a gente era pobre, mas tinha sempre uma coisinha para dividir com o pobre na porta. Agora que estou aqui na cidade, quando vejo um pobre que vem bater na porta, eu me escondo de vergonha, porque não tenho nada em casa para dividir com ele!" De um lado: gente rica que tem tudo, mas não quer partilhar. Do outro lado: gente pobre que não tem quase nada, mas quer partilhar o pouco que tem. Vamos conversar sobre isso. 

Comentando

Marcos 12, 38-40: Jesus critica os doutores da Lei.

Jesus chama a atenção dos discípulos para o comportamento ganancioso e hipócrita de alguns doutores da Lei. Estes tinham gosto em circular pelas praças com longas túnicas, receber as saudações do povo, ocupar os primeiros lugares nas sinagogas e os lugares de honra nos banquetes. Eles gostavam de entrar nas casas das viúvas e fazer longas preces em troca de dinheiro! E Jesus termina: "Essa gente vai receber um julgamento mais severo!"

Marcos 12, 41-42: A esmola da viúva.

Jesus e os discípulos, sentados em frente ao cofre do Templo, observavam como todo o mundo colocava aí a sua esmola. Os pobres jogavam poucos centavos, os ricos jogavam moedas de grande valor. Os cofres do Templo recebiam muito dinheiro. Todo o mundo trazia alguma coisa para a manutenção do culto, para o sustento do clero e para a conservação do prédio. Parte deste dinheiro era usada para ajudar os pobres, pois naquele tempo não havia previdência social. Os pobres viviam entregues à caridade pública. Os pobres que mais precisavam da ajuda dos outros eram os órfãos e as viúvas. Estas não tinham nada. Dependiam em tudo da caridade dos outros. Mas mesmo sem ter nada, elas faziam questão de partilhar. Assim, uma viúva bem pobre colocou sua esmola no cofre do Templo. Poucos centavos apenas!

Marcos 12, 43-44: Jesus aponta onde se manifesta a vontade de Deus.

O que vale mais: os 10 centavos da viúva ou os 1.000 reais dos ricos? Para os discípulos, os 1.000 reais dos ricos eram muito mais úteis para fazer a caridade do que os 10 centavos da viúva. Eles pensavam que o problema do povo só poderia ser resolvido com muito dinheiro. Por ocasião da multiplicação dos pães, eles tinham dito a Jesus: "O senhor quer que vamos comprar pão por 200 denários para dar de comer ao povo?" (Mc 6,37). De fato, para quem pensa assim, os 10 centavos da viúva não servem para nada. Mas Jesus diz: "Esta viúva que é pobre lançou mais do que todos os que ofereceram moedas ao Tesouro". Jesus tem critérios diferentes. Chamando a atenção dos discípulos para o gesto da viúva, ele ensina onde eles e nós devemos procurar a manifestação da vontade de Deus, a saber, nos pobres e na partilha. 

Alargando

Esmola, partilha, riqueza

A prática de dar esmolas era muito importante para os judeus. Era considerada uma "boa obra", pois dizia a lei do AT: "Nunca deixará de haver pobres na terra; por isso, eu te ordeno: abre a mão em favor do teu irmão, do teu humilde e do teu pobre em tua terra" (Dt 15,11). As esmolas, colocadas no cofre do Templo, seja para o culto, seja para os necessitados, os órfãos ou viúvas, eram consideradas como uma ação agradável a Deus. Dar esmolas era uma maneira de se reconhecer que todos os bens e dons pertencem a Deus e que nós somos apenas administradores e administradoras desses dons, para que haja vida em abundância para todas as pessoas. 

Foi a partir do Êxodo que o povo de Israel aprendeu a importância da esmola, da partilha. A caminhada dos 40 anos pelo deserto foi necessária para superar o projeto de acumulação que vinha do faraó e que estava na cabeça do povo. É mais fácil sair do país do faraó que deixar a mentalidade dele. Ela é sutil demais. Foi preciso experimentar a fome no deserto para aprender que os bens necessários à vida são para todos. Este é o ensinamento da história do maná: "Nem aquele que tinha juntado mais tinha maior quantidade, nem aquele que tinha colhido menos encontrou menos" (Ex 16,18). 

Mas a tendência à acumulação era e continua muito forte. Fica difícil uma pessoa livrar-se dela totalmente. Ela renasce sempre no coração humano. É com base nesta tendência que os grandes impérios da história da humanidade se formaram. Ela está no coração da ideologia destes impérios. Assim, cerca de 1.200 anos depois da saída do Egito, Jesus vai mostrar a conversão necessária para a entrada no Reino. Ele disse ao jovem rico: "Vai, vende tudo o que tens, dá aos pobres" (Mc 10,21). A mesma exigência é repetida nos outros evangelhos: "Vendei vossos bens e dai esmolas. Fazei bolsas que não fiquem velhas, um tesouro inesgotável nos céus, onde o ladrão não chega nem a traça rói" (Lc 12,33-34; Mt 6,9-20). E Mateus acrescenta o porquê dessa exigência: "Pois onde está o teu tesouro aí estará também o teu coração" (Mt 6,21). 

A prática da partilha e da solidariedade é uma das características que o Espírito de Jesus, comunicado no dia de Pentecostes (At 2,1-13), quer realizar nas comunidades. O resultado da efusão do Espírito é este: "Não havia entre eles necessitado algum. De fato, os que possuíam terrenos ou casas, vendendo-os, traziam o resultado da venda e o colocavam aos pés dos apóstolos" (At 4,34-35a; 2,44-45). Estas esmolas recebidas pelos apóstolos não eram acumuladas, mas "distribuía-se, então, a cada um, segundo a sua necessidade" (At 4,35b; 2,45).

A entrada de ricos na comunidade cristã, por outro lado, possibilitou uma expansão do cristianismo, dando melhores condições para o movimento missionário. Mas, por outro lado, a acumulação dos bens bloqueava o movimento da solidariedade e da partilha provocado pela força do Espírito de Pentecostes. Tiago quer ajudar estas pessoas a perceberem o caminho equivocado no qual estão metidas: "Pois bem, agora vós, ricos, chorai por causa das desgraças que estão a sobrevir. A vossa riqueza apodreceu e as vossas vestes estão carcomidas pelas traças" (Tg 5,1-3). Para aprender o caminho do Reino, todos precisam tornar-se alunos daquela viúva pobre, que partilhou tudo o que tinha, o necessário para viver (Mc 12,41-44). 

Texto extraído do livro CAMINHANDO COM JESUS - Círculos Bíblicos do Evangelho de Marcos (2ª parte) - Coleção A Palavra na Vida 184/185. Autores: Carlos Mesters e Mercedes Lopes. CEBI Publicações.