MATEUS 5,1-12


As bem-aventuranças como caminho de santidade
                                                               (Ildo Bohn Gass)
"Felizes os que são pobres no espírito, porque deles é o reino dos céus"
(Mateus 5,3).
Todas as pessoas são chamadas à santidade, a fim de serem bem-aventuradas. "Sede santos, porque eu, Javé vosso Deus, sou santo" (Levítico 19,2). A comunidade de Mateus faria uma releitura desse chamado da seguinte forma: "Sede perfeitos, como o Pai celeste é perfeito" (Mateus 5,48). Coerente com sua experiência com o Deus da misericórdia, a comunidade de Lucas formula assim o mesmo convite: "Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso" (Lucas 6,36).
Dia 02 de novembro é um dia especial em que milhões de pessoas refletem sobre todas as pessoas bem-aventuradas e que já se encontram na glória do Pai. Para nós, que ainda peregrinamos neste mundo na promoção de vida digna, Jesus nos propõe um caminho de santidade e que já começa nesta vida. Conforme a comunidade de Mateus, as oito bem-aventuranças são esse caminho.
Quando Mateus apresenta Jesus fazendo cinco grandes discursos (Mateus 5-7; 10; 13,1-52; 18; 24-25), sua intenção é apresentá-lo como o novo Moisés, a quem eram atribuídos os cinco livros da Lei, o Pentateuco. A Lei era considerada a expressão da vontade de Deus. No tempo de Jesus, muitos fariseus estavam preocupados em viver a Lei em todos os seus pormenores. Jesus, porém, vive e anuncia essa vontade de Deus indo além da letra da Lei. Diz que, mais que a letra, é o espírito da Lei que interessa. Disse ainda que o espírito da Lei consiste na vivência do amor a Deus e ao próximo como a si mesmo (Mateus 22,34-40). Assim, o amor passa a ser a orientação fundamental para o nosso agir (cf. Mateus 12,1-8; 23). Mateus chama essa vontade de Deus de justiça do Reino (cf. Mateus 6,33). Se Moisés era o antigo mestre da Lei, Jesus é o novo mestre da justiça a nos ensinar o caminho de Deus, o caminho da santidade no amor.
O primeiro grande ensinamento do mestre da justiça, o Sermão da Montanha (Mateus 5-7), é um conjunto de orientações para a boa convivência na comunidade. Tal como Moisés escrevera as palavras da Lei estando sobre um monte, Jesus dá as novas orientações também numa montanha (Êxodo 34,28; Mateus 5,1).
As bem-aventuranças (Mateus 5,1-12) são a porta de entrada ao Sermão da Montanha (Mateus 5-7). São um programa de vida para trazer felicidade plena a quem adere à Boa-Nova de Jesus.
A justiça do Reino dos Céus (= de Deus), isto é, a vontade de Deus, é o carro-chefe das bem-aventuranças. O Reino é o projeto na primeira e na oitava bem-aventurança. E, no centro, estão a busca da justiça (do projeto do Reino) e a busca da misericórdia (ter o coração voltado para quem está na miséria). Uma vez realizada a justiça de Deus, os empobrecidos deixarão de ser oprimidos, pois haverá partilha e solidariedade. Por isso, Jesus os declara felizes.
A primeira bem-aventurança é a mais importante. As demais são desdobramentos desta. Os pobres são aqueles que choram, são os mansos ou humildes (no Salmo 37,11, texto-base para esta bem-aventurança, são chamados de anawim, isto é, de pobres), os que têm fome, os misericordiosos, os puros de coração, os que promovem a paz e as pessoas perseguidas por causa da justiça. E as dádivas para os empobrecidos são: o Reino de Deus, o conforto, a terra partilhada, a fartura, a misericórdia, a contemplação de Deus e a filiação divina (agir à imagem e semelhança de Deus ou ter as mesmas atitudes de Deus).
Porém, ser pobre não é suficiente. Está claro que os empobrecidos são os preferidos de Deus, justamente porque ele não pode ver nenhum de seus filhos e nenhuma de suas filhas passando por necessidades. Ainda mais, quando a pobreza é fruto da injustiça humana. É interessante notar que esta mesma bem-aventurança, no Evangelho segundo Lucas, reza assim: "Felizes vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus" (Lucas 6,20).
Quando a comunidade de Mateus acrescentou "no espírito" à primeira bem-aventurança de Jesus (Mateus 5,3), também estava preocupada com o fato de que há pobres com coração e mente impregnados com o espírito de rico, buscando o sentido mais profundo para a vida na riqueza e no poder. Por isso, quis deixar bem claro para seus destinatários que não basta ser pobre, mas que é preciso ser "pobre no espírito", isto é, viver de acordo com o espírito do próprio Deus. É possível que a comunidade de Mateus, ao acrescentar à parábola do banquete a presença de um homem sem a veste nupcial (Mateus 22,1-14; comparar com Lucas 14,16-24), queira justamente se referir à necessidade de também ser pobre no espírito, ou seja, livre de tudo que escraviza. Ser pobre no espírito também é a opção pelo projeto da justiça e da misericórdia, é viver na total confiança e dependência de Deus, é confiar na partilha, na vida simples e na fraternidade.
Aliás, são justamente as pessoas que buscam a felicidade no consumismo, na acumulação e no individualismo que perseguem aos que lutam pela justiça do Reino, pela paz e pela partilha. Foi assim que, no passado, os poderosos perseguiram os profetas (Mateus 5,10-12).
E hoje, Jesus renova o convite para nós: "Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão dadas por acréscimo" (Mateus 6,33). E o caminho da justiça do Reino, o caminho da santidade está na prática do espírito da Lei proposto nas orientações fundamentais para a vida, e que Jesus sintetiza nas bem-aventuranças.
Mais informações em cebies@yahoo.com.br

DIA DA REFORMA


UM MARCO NA HISTÓRIA DAS RELIGIÕES
30 de outubro de 2012  - A reportagem é de Moisés Sbardelotto.
Martinho Lutero, nascido em 10 de novembro de 1483, em Eisleben, iniciou sua formação aos 18 anos, na Universidade de Erfurt. Aos 21 anos, tornou-se doutor em filosofia. Em 1505, completou o curso de artes. Com 22 anos, entrou para o mosteiro dos Eremitas Agostinianos. Em setembro de 1508, aos 24 anos de idade, mudou-se para Wittenberg, onde pretendia continuar seus estudos. Nove anos mais tarde, em 1517, conta a história que ele pregaria na porta da igreja do castelo de Wittenberg suas 95 teses desafiando os ensinamentos da Igreja sobre a penitência, a autoridade do papa e a utilidade das indulgências e com um convite aberto ao debate sobre elas, o que marcaria o início da Reforma Protestante.
Afirmava Lutero, na abertura de suas Teses: "Por amor à verdade e no empenho de elucidá-la, discutir-se-á o seguinte em Wittenberg, sob a presidência do reverendo padre Martinho Lutero, mestre de Artes e de Santa Teologia e professor catedrático desta última, naquela localidade. Por esta razão, ele solicita que os que não puderem estar presentes e debater conosco oralmente o façam por escrito, mesmo que ausentes. Em nome do nosso Senhor Jesus Cristo. Amém”.
A partir da publicação-protesto do "Debate para o esclarecimento do valor das indulgências", o texto foi traduzido do latim para o alemão, o holandês e o espanhol em menos de um mês, iniciando-se aí um forte processo de divulgação e estudo das Teses. Em 1518, Lutero foi considerado herege pela Igreja Católica e, em 1521, a bula papal de Leão X "Decet Romanum Pontificem" determinava a excomunhão do monge.
Lutero foi então exilado no Castelo de Wartburg, em Eisenach, onde permaneceu por cerca de um ano. Durante esse período, trabalhou na sua tradução da Bíblia para o alemão, publicando o Novo Testamento em setembro de 1522.
Assim, começaram a ocorrer renúncias ao voto de castidade e do celibato, ao mesmo tempo em que outros tantos atacavam os votos monásticos, além da eliminação das imagens nas igrejas. O casamento de Lutero com a ex-freira cisterciense Catarina von Bora incentivou o casamento de outros padres e freiras que haviam adotado a Reforma. Em janeiro de 1521 foi realizada a Dieta de Worms, que teve um papel importante na Reforma. Nela, em vez de Lutero desmentir as suas teses, como lhe era pedido, defendeu-as e pediu a reforma, o que ficou registrado na história pela suas palavras: "Hier stehe ich. Ich kann nicht anders" (Aqui estou. Não posso renunciar).
Para responder a esse processo, a Igreja Católica realizou o Concílio de Trento (1545-1563), que resultou no inicio da Contra-Reforma ou Reforma Católica. A Inquisição e a censura exercidas pela Igreja foram a resposta para evitar que as ideias reformadoras encontrassem divulgação em outros países. Foi nesse período que ocorreu o Massacre da Noite de São Bartolomeu, na França, em 24 de agosto de 1572, tendo se estendido por vários meses, inicialmente em Paris e depois em outras cidades francesas, vitimando entre 70 mil e 100 mil protestantes franceses, os chamados huguenotes.
A Reforma, ao longo do tempo, foi se firmando em quatro pilares principais: somente a Escritura (sola scriptura), somente a graça de Deus (sola gratia), somente Jesus Cristo (solus Christus) e somente a fé (sola fide). Com isso, afirmava-se que a Escritura revela a verdade da salvação eterna através de Jesus Cristo, e nenhum outro livro ou mensagem pode tornar-nos capazes para a salvação. Daí vem o propósito de Lutero de traduzir essa verdade para a língua do seu povo. A Reforma também defendeu que, em seu grande amor e misericórdia, Deus tomou a iniciativa de salvar o homem. Porém, como foi concebido em pecado, o homem não tem forças para se salvar. Por isso, Jesus Cristo, por causa do sacrifício feito na cruz e por causa da sua ressurreição, é o Único que pode salvar o ser humano dos inimigos que o aprisionam. Assim, a Reforma está baseada na Escritura como regra ou norma única de fé e vida, e sobre a fé somente em Jesus como Salvador da humanidade.
A primeira tentativa de estabelecer uma igreja protestante no Brasil foi em 1555, que pretendia dar refúgio aos calvinistas franceses, perseguidos pela Inquisição europeia. A segunda tentativa foi em 1630, quando os holandeses tomaram Recife, Olinda e parte do Nordeste, registrando a presença do protestantismo. Após a expulsão dos holandeses, em 1654, o Brasil fechou as portas aos protestantes por mais de 150 anos.
Com a chegada da família real, em 1808, abriu-se uma brecha no monopólio católico, permitindo a presença de outras religiões. Os protestantes estrangeiros, no entanto, não podiam pregar nem construir igreja com torre, mais podiam reunir-se e cultuar a fé, comercializar a Bíblia e até distribuí-la.  O luteranismo foi trazido ao Brasil pelos primeiros imigrantes alemães que desembarcaram em São Leopoldo, no Vale do Sinos, no Rio Grande do Sul, em 1824.

SALVEMOS OS ÍNDIOS GUARANI-KAIOWÁ


HOJE
Capixabas se unem ao movimento contra genocídio dos Guarani-Kaiowá
Na próxima terça-feira (30), cidadãos capixabas prometem se organizar em frente à Universidade Federal do Estado (Ufes) para marchar pela Capital em protesto ao genocídio do povo Guarani-Kaiowá, residente em Pyelito Kue, no município de Navirai, Mato Grosso do Sul. O protesto capixaba se une às manifestações em todo o País contra o descaso com que vem sendo tratado o povo Guarani-Kaiowá. - Flávia Bernardes
  http://www.seculodiario.com.brAtualizado em 26/10/2012 17:29
MAIS INFORMAÇÕES
SALVEMOS OS ÍNDIOS GUARANI-KAIOWÁ - URGENTE!
Sábado, 27 de outubro de 2012 - 18h10min
por http://www.avaaz.org/po/petition/Salvemos os índios Guarani Kaiowa URGENTE

Por que isto é importante
Leia, abaixo, carta de socorro da comunidade Guarani-Kaiowá. Os índios da etnia Guarani-Kaiowá estão correndo sério risco de GENOCÍDIO, com total omissão da mídia local e nacional e permissão do governo. Se você tem consciência de que este sangue não pode ser derramado, assine esta petição. Exija conosco cobertura da mídia sobre o caso e ação urgente do governo DILMA e do governador ANDRÉ PUCCINELLI, para que impeçam tais matanças e junto com elas a extinção desse povo.
CARTA DA COMUNIDADE GUARANI-KAIOWÁ:
"Nós (50 homens, 50 mulheres, 70 crianças) comunidades Guarani-Kaiowá originárias de tekoha Pyelito kue/Mbrakay, vimos através desta carta apresentar a nossa situação histórica e decisão definitiva diante de despacho/ordem de nossa expulsão/despejo expressado pela Justiça Federal de Navirai-MS, conforme o processo nº 0000032-87.2012.4.03.6006, em 29/09/2012.
Recebemos esta informação de que nós comunidades, logo seremos atacada, violentada e expulsa da margem do rio pela própria Justiça Federal de Navirai-MS. Assim, fica evidente para nós, que a própria ação da Justiça Federal gera e aumenta as violências contra as nossas vidas, ignorando os nossos direitos de sobreviver na margem de um rio e próximo de nosso território tradicional Pyelito Kue/Mbarakay.
Assim, entendemos claramente que esta decisão da Justiça Federal de Navirai-MS é parte da ação de genocídio/extermínio histórico de povo indígena/nativo/autóctone do MS/Brasil, isto é, a própria ação da Justiça Federal está violentando e exterminado e as nossas vidas. Queremos deixar evidente ao Governo e Justiça Federal que por fim, já perdemos a esperança de sobreviver dignamente e sem violência em nosso território antigo, não acreditamos mais na Justiça Brasileira.
A quem vamos denunciar as violências praticadas contra nossas vidas?? Para qual Justiça do Brasil?? Se a própria Justiça Federal está gerando e alimentando violências contra nós. Nós já avaliamos a nossa situação atual e concluímos que vamos morrer todos mesmo em pouco tempo, não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui na margem do rio quanto longe daqui. Estamos aqui acampados 50 metros de rio Hovy onde já ocorreram 4 mortos, sendo 2 morreram por meio de suicídio, 2 morte em decorrência de espancamento e tortura de pistoleiros das fazendas. Moramos na margem deste rio Hovy há mais de um (01) ano, estamos sem assistência nenhuma, isolada, cercado de pistoleiros e resistimos até hoje. Comemos comida uma vez por dia. Tudo isso passamos dia-a-dia para recuperar o nosso território antigo Pyleito Kue/Mbarakay.
De fato, sabemos muito bem que no centro desse nosso território antigo estão enterrados vários os nossos avôs e avós, bisavôs e bisavós, ali estão o cemitérios de todos nossos antepassados. Cientes desse fato histórico, nós já vamos e queremos ser morto e enterrado junto aos nossos antepassados aqui mesmo onde estamos hoje, por isso, pedimos ao Governo e Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas solicitamos para decretar a nossa morte coletiva e para enterrar nós todos aqui. Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação/extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar os nossos corpos. Esse é nosso pedido aos juízes federais.
Já aguardamos esta decisão da Justiça Federal, Assim, é para decretar a nossa morte coletiva Guarani e Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay e para enterrar-nos todos aqui. Visto que decidimos integralmente a não sairmos daqui com vida e nem morto e sabemos que não temos mais chance em sobreviver dignamente aqui em nosso território antigo, já sofremos muito e estamos todos massacrados e morrendo de modo acelerado. Sabemos que seremos expulsas daqui da margem do rio pela justiça, porém não vamos sair da margem do rio. Como um povo nativo/indígena histórico, decidimos meramente em ser morto coletivamente aqui. Não temos outra opção, esta é a nossa última decisão unânime diante do despacho da Justiça Federal de Navirai-MS.''
Via Miguel Maron
Via Marina Soucasaux Mendes

NOITE DANÇANTE 03-11-2012


OS INGRESSOS  ESTÃO DISPONÍVEIS:

SALA DO CEBI-ES,
De segunda a sexta feira, de 13.00h ás 19.00h, na Rua Duque de Caxias 121, sala 206, Ed. Juel, Centro de Vitória, em cima da Livraria Paulus;
LIVRARIA PAULUS,
De segunda a sábado, em horário comercial, Duque de Caxias 121, sala 206, Ed. Juel, Centro de Vitória;
ÓTICA GLÓRIA
Rua Dom Pedro II, nº 11, Loja 05, Glória, Vila Velha3340 4565 
E Av. Expedito Garcia, nº 23, Campo Grande, Cariacica3343 7200
PARÓQUIA SANTÍSSIMA TRINDADE,
Rua Fundão, s/nº, Vila Capixaba, Cariacica, 3343 1189;
MEMBROS E CURSISTAS do CEBI-ES.
No valor de R$10,00, meia entrada e antecipadamente.

MAIS INFORMAÇÕES sobre como adquirir seus ingressos:
Nos telefones 32230823 E 9945 2068 e no email cebies@yahoo.com.br

CEBI-ES NA RÁDIO AMÉRICA AM 690


Fazer memória e celebrar a vida expressa no trabalho de tantas mãos.
No início do ano de 2006, uma nova semente foi lançada no seio da terra do CEBI-ES, a proposta de ampliarmos nossa participação na Rádio Local América AM 690, fruto de um trabalho que já realizado por nós dentro rádio. Nossa participação semanal, ao vivo na maioria das vezes, tinha duração de cinco minutos dentro do programa “Sintonia de amigos”, no quadro “Com a Bíblia na Mão”, apresentado por Vanda Simas, amante e parceira do CEBI.
A nova proposta ampliou horizontes, trouxe desafios e nos encheu de esperança. Trilhar um caminho que nos aproximaria ainda mais do povo, deu vida a projetos acalentados pelos limites que são próprios dos grupos de resistência como o nosso. A proposta de ampliar nossa participação na rádio de cinco minutos para uma hora de programa ao vivo, com produção e apresentação do próprio CEBI-ES, trouxe questionamentos e reflexão ao grupo. Havia as pessoas que eram a favor, as que não acreditavam que poderia dar certo, os que ficavam em cima do “muro”. As discussões ocorreram dentro da normalidade que é peculiar a grupos que tem objetivos comuns e o direito de expressar opiniões diferentes. Enfim, chegamos à decisão de abraçar o desafio. Esta experiência, além de multiplicar ideias e ações libertadoras, trouxe até nós crescimento imensurável, parcerias que de forma recíproca fortaleceu e abriu espaço para mulheres, homens, entidades, grupos populares, entre outros;
O programa “A Palavra na Vida” Traz em sua essência o chão da vida que é a realidade das pessoas, o texto bíblico que ilumina a vida e o compromisso de agir concretamente para um mundo onde a justiça e paz sejam comuns a todos. 
O programa de estreia foi em março de 2006, até a presente data produzimos a apresentamos o programa que vai ao ar sempre aos domingos, de 10h – 11h.
Após quase cinco anos de trabalho, as negociações e parceria com a rádio continuam, para que haja um melhor desenvolvimento bíblico dentro da programação. Neste segundo semestre de 2010, foi disponibilizado um horário no domingo à tarde, no qual vamos trabalhar a partir de outubro. Este ano, devido aos compromissos assumidos de assessorias bíblicas e a correria pessoal de cada participante do CEBI-E.S., vamos continuar com duração de uma hora e sem alterações nos quadros. Mas, tem novidades para 2011...!  A proposta feita pelo coordenador da rádio América AM 690, Cleilton Bastos, que deixa transparecer por meio de suas atitudes, o respeito e carinho que tem pelo grupo, ‘abriu o leque’, sugeriu que o programa passe de uma hora de apresentação para duas horas e, também renovação nos quadros já existentes. As propostas serão discutidas e planejadas em nossa assembleia estadual que se realizará de 03 a 05 de dezembro de 2010.
Queremos partilhar nossa alegria e celebrar junto a tantas vidas que foram fiando, desfiando e tecendo novas possibilidades de vivenciar a Divina Sabedoria, que pode ser menina e menino brincado na arte de viver e recriar a Vida.
Izalete Armani – CEBI – ES, 2010.


ATUALMENTE ESTAMOS EM DOIS PROGRAMAS, SEMANAIS,
AO VIVIO NA RÁDIO AMÉRICA AM 690

Desde OUTUBRO DE 2011 o programa “A PALAVRA NA VIDA” vai ao ar sempre aos DOMINGOS, DE 16.30H ÀS 18.00H. – com produção e apresentação do CEBI-ES – Centro de Estudos Bíblicos do Espírito Santo – sempre iluminado pela Palavra de Deus, relacionando-a  as situações e  temas atuais: FÉ E VIDA.

E em 05 DE OUTUBRO DE 2012, sempre as SEXTAS FEIRAS, a partir de 09.20h, retomamos  nossa participação semanal, ao vivo, dentro do programa “SINTONIA DE AMIGOS”, no quadro “COM A BÍBLIA NA MÃO”, apresentado por VANDA SIMAS, amante e parceira do CEBI.

NOSSO AGRADECIMENTO a todos e todas que nos ajudam na PRODUÇÃO TÉCNICA,  NA DIVULGAÇÃO e em especial AOS OUVINTES, razão de nosso trabalho.
Bernadete Stein, CEBI – ES, 2012.

Marcos 10, 46-52: Bartimeu, o cego de Jericó, discípulo modelo para todos nós - Mesters e Lopes

Comentando

Finalmente, após longa travessia, chegam a Jericó, última parada antes da subida para Jerusalém. O cego Bartimeu está sentado à beira da estrada. Não pode participar da procissão que acompanha Jesus. Mas ele grita, invocando a ajuda de Jesus: "Filho de Davi! Tem dó de mim!" O grito do pobre incomoda. Os que vão à procissão tentam abafa-lo. Mas "ele gritava mais ainda!" E Jesus, o que faz? Ele escuta o grito, para e manda chama-lo! Os que queiram abafar o grito incômodo do pobre, agora, a pedido de Jesus, são obrigados a ajudar o pobre a chegar até Jesus.

Bartimeu larga tudo e vai até Jesus. Não tem muito. Apenas um manto. Mas era o que tinha para cobrir o seu corpo (cf. Ex. 22,25-26). Era a sua segurança, o seu chão! Jesus pergunta: "O que você quer que eu faça?" Não basta gritar. Tem que saber por que grita! "Mestre! Que eu possa ver novamente!" Bartimeu tinha invocado Jesus com ideias não inteiramente corretas, pois o título "Filho de Davi" não era muito bom.

O próprio Jesus o tinha criticado (Mc 12,35-37). Mas Bartimeu teve mais fé em Jesus do que nas suas ideias sobre Jesus. Assinou em branco. Não fez exigências como Pedro. Soube entregar sua vida aceitando Jesus sem impor condições. Jesus lhe disse: ‘Tua fé te curou! ' No mesmo instante, o cego recuperou a vista". Largo tudo e seguiu Jesus no caminho para o Calvário! (10,52).

Sua cura é fruto da sua fé em Jesus (Mc 10,46-52). Curado, Bartimeu segue Jesus e sobe com ele para Jerusalém. Tornou-se discípulo modelo para Pedro e para todos os que queremos "seguir Jesus no caminho" em direção a Jerusalém: acreditar mais em Jesus do que nas nossas ideias sobre Jesus! Nesta decisão de caminhar com Jesus estão a fonte da coragem e a semente da vitória sobre a cruz. Pois a cruz não é uma fatalidade, nem uma exigência de Deus. Ela é a consequência do compromisso assumido com Deus de servir aos irmãos e de recusar o privilégio.

Alargando

A fé é uma força que transforma as pessoas

A Boa Nova do Reino anunciada por Jesus era como um fertilizante. Fazia crescer a semente da vida que estava escondida no povo, escondida como fogo em brasa debaixo das cinzas das observâncias sem vida. Jesus soprou nas cinzas e o fogo acendeu, o Reino desabrochou e o povo se alegrou. A condição era sempre a mesma: crer em Jesus.

A cura de Bartimeu (Mc 10,46-52) esclarece um aspecto muito importante da longa instrução de Jesus aos discípulos. Bartimeu tinha invocado Jesus com o título messiânico "Filho de Davi" (Mc 10,47). Jesus não gostava deste título (Mc 12,35-37). Porém, mesmo invocando Jesus com ideias não inteiramente corretas, Bartimeu teve fé e foi curado!

Diferentemente de Pedro (Mc 8,32-33), acreditou mais em Jesus do que nas ideias que tinha sobre Jesus. Converteu-se, largou tudo e seguiu Jesus no caminho para o Calvário! (Mc 10,52). A compreensão plena do seguimento de Jesus não se obtém pela instrução teórica, mas sim pelo compromisso prático, caminhando com ele no caminho do serviço, desde a Galiléia até Jerusalém.

Quem insiste em manter a ideia de Pedro, isto é, do Messias glorioso sem a cruz, nada vai entender de Jesus e nunca chegará a tomar a atitude do verdadeiro discípulo. Quem souber crer em Jesus e fazer a "entrega de si" (Mc 8,35), aceitar "ser o último" (Mc 9,35), "beber o cálice e carregar sua cruz" (Mc 10,38), este, como Bartimeu, mesmo tendo ideias não inteiramente corretas, conseguirá enxergar e "seguirá Jesus no caminho" (Mc 10,52). Nesta certeza de caminhar com Jesus estão a fonte da coragem e a semente da vitória sobre a cruz.

Texto extraído do livro ''CAMINHANDO COM JESUS'' - Círculos Bíblicos do Evangelho de Marcos - Coleção A Palavra na Vida 184/185. CEBI Publicações. 

Marcos 10, 35-45: quem é cego ver. Quem tem olhos não quer enxergar - Mesters e Lopes

Abrir os olhos para ver

O texto de hoje traz a discussão dos discípulos pelo primeiro lugar. Pelo jeito, os discípulos continuavam cegos! Enquanto Jesus insistia no serviço e na doação, eles teimavam em pedir os primeiros lugares no Reino, um à direita e outro à esquerda do trono. Sinal da ideologia dominante da época tinha penetrado profundamente na mentalidade dos discípulos. Apesar da convivência de vários anos com Jesus, eles não tinham renovado sua maneira de ver as coisas. Eles olhavam para Jesus com o olhar antigo. Queriam uma retribuição pelo fato de seguir a Jesus. Vamos conversar mais sobre isto.

Comentando

1. Marcos 10,35-37: O pedido pelo primeiro lugar.

Os discípulos não só não entendem, mas continuam com suas ambições pessoais. Tiago e João pedem um lugar na glória do Reino, um à direita e outro à esquerda de Jesus. Querem passar na frente de Pedro! Não entenderam a proposta de Jesus. Estavam preocupados só com os próprios interesses. Isto reflete a briga e as tensões que existiam nas comunidades no tempo de Marcos, e que existem até hoje nas nossas comunidades.

2. Marcos 10,38- 40: A resposta de Jesus.

Jesus reage com firmeza: "Vocês não sabem o que estão pedindo!" E pergunta se eles são capazes de beber o cálice que ele, Jesus vai beber e se estão dispostos a receber o batismo que ele vai receber. É o cálice do sofrimento, o batismo de sangue! Jesus quer saber se eles, em vez do lugar de honra, aceitam entregar a vida até a morte. Os dois respondem: "Podemos!" Parece uma resposta da boca para fora, pois, poucos dias depois, abandonaram Jesus e o deixaram sozinho na hora do sofrimento (Mc 14,50). Eles não têm muita consciência crítica, nem percebem sua realidade pessoal. Quanto ao lugar de honra no Reino ao lado de Jesus, quem o dá é o Pai. O que ele, Jesus, tem para oferecer é o cálice e o batismo, o sofrimento e a cruz.

3. Marcos 10,41- 44: Entre vocês não seja assim.

Neste final da sua instrução sobre a cruz, Jesus fala, novamente, sobre o exercício do poder (cf. Mc 9,33-35). Naquele tempo, os que detinham o poder, não prestavam contas ao povo. Agiam conforme bem entendiam (cf. Mc 6,17-29). O Império Romano controlava o mundo e o mantinha submisso pela força das armas, e, assim, através de tributos, taxas e impostos, conseguia concentrar a riqueza dos povos na mão de poucos lá em Roma. A sociedade era caracterizada pelo exercício repressivo e abusivo do poder. Jesus tem outra proposta. Ele diz: "Entre vocês não deve ser assim! Quem quiser ser o maior, seja o servidor de todos!" Ele traz ensinamentos contra os privilégios e contra a rivalidade. Inverte o sistema e insiste no serviço como remédio contra a ambição pessoal.

4. Marcos 10, 45: O resumo da vida de Jesus.

Jesus define a sua missão e a sua vida: "Não vim para ser servido, mas para servir!" Veio para dar sua vida em resgate para muitos. Ele é o Messias Servidor, anunciado pelo profeta Isaías (cf. Is 42,1-9; 49,1-6; 50,4-9; 52,13-53,12). Aprendeu da mãe que disse: "Eis aqui a serva do Senhor!" (Lc 1,38). Proposta totalmente nova para a sociedade daquele tempo.

Alargando

A fé é uma força que transforma as pessoas

A Boa Nova do Reino anunciada por Jesus era como um fertilizante. Fazia crescer a semente da vida que estava escondida no povo, escondida como fogo em brasa debaixo das cinzas das observâncias sem vida. Jesus soprou nas cinzas e o fogo acendeu, o Reino desabrochou e o povo se alegrou. A condição era sempre a mesma: crer em Jesus.

Mas quando o medo toma conta, a fé desaparece e a esperança se apaga. Na hora da tempestade, Jesus reclamou da falta de fé dos discípulos (Mc 4,40). Eles não acreditavam, pois tinham medo (Mc 4,41). Por falta de fé dos moradores de Nazaré, Jesus não pôde fazer aí nenhum milagre (Mc 6,6). Aquele povo não quis acreditar, porque Jesus não era como eles queriam que ele fosse (Mc 6,2-3). Foi ainda a falta de fé que impediu os discípulos de expulsar "um espírito mudo" que maltratava um menino doente (Mc 9,17). Jesus os criticou: "Ó gente sem fé!" (Mc 9,19). E indicou o caminho para reanimar a fé: "Essa espécie de demônios não pode ser expulsa a não ser pela oração" (Mc 9,29).

Jesus estimulava as pessoas a ter fé nele e, por conseguinte, a criar confiança em si mesmas (Mc 5,34.36; 7,25-29; 9,23-29; 10,52; 12,34.41-44). Ao longo das páginas do Evangelho de Marcos, a fé em Jesus e na sua palavra aparece como uma força que transforma as pessoas. Ela faz receber o perdão dos pecados (Mc 2,5), enfrenta e vence a tempestade (Mc 4,40), faz renascer as pessoas e aciona nelas o poder de se curar e de se purificar (Mc 5,34). A fé consegue vencer a própria morte, pois a menina de 12 anos ressuscitou graças à fé de Jairo, seu pai, na palavra de Jesus (Mc 5,36). A fé faz o cego Bartimeu enxergar de novo: "Tua fé te salvou!" (Mc 10,52). Se você disser à montanha: "Atire-se ao mar!", ela vai cair no mar, contanto que você não duvide no coração (Mc 11,23-24). "Para quem tem fé tudo é possível!" (Mc 9,23). "Tende fé em Deus!" (Mc 11,22). Pelas suas conversas e ações, Jesus despertava no povo uma força adormecida que o próprio povo não conhecia. Assim, Jairo (Mc 5,36), a mulher do fluxo de sangue (Mc 5,34), o pai do menino epilético (Mc 9,23-24), o cego Bartimeu (Mc 10,52) e tantas outras pessoas, pela fé em Jesus, fizeram nascer vida nova em si mesmas e nos outros.

Texto extraído do livro ''CAMINHANDO COM JESUS'' - Círculos Bíblicos do Evangelho de Marcos - Coleção A Palavra na Vida 184/185. CEBI Publicações.