LUCAS 2, 42- 51: Mistério e encarnação: corpos em movimento - Tea Frigerio

Natal nos coloca no âmago do mistério da Encarnação.
A Divindade que se torna Humanidade.
Humanidade-Criança.
Este o Mistério! 
Este o Natal 
Esta a Realidade!

Mistério é linguagem. 
Linguagem que fala, podemos ouvir e ler. 
Então vamos ouvir e ler.
Primeiro, porem vamos ser humanas, ser corpo, nos olhar, nos ouvir, nos cheirar, nos tocar...

Encarnação: a Palavra se faz carne!
Encarnação é assumir uma carne, assumir um corpo. 
Fala de corpos que se gostam no amor se unem, se curtem dois numa carne só, e a vida acontece. 
Um corpo fica grávido, gestante, dá à luz. 
Criança, nova vida.

É movimento, encontro, acolhida, dar espaço, conviver, criar laços, deixar partir, não mais uma carne só, duas carnes, duas vidas. 
Movimento de três corpos: homem-mulher-criança.
Natal é movimento. 
Movimento profundamente Divino-Humano. 
Movimento-caminho para-nos encontrar, para se colocar a caminho conosco. 

Corpo divino-humano em movimento. 
Corpos que se movimentam. 

Zacarias o insucesso o deixou mudo. 
Volta, caminha para casa, caminha para Isabel. 
Outro caminhar, um encontro amoroso diferente. 
A que era estéril se torna fecunda.
Uma criança em seu ventre, a palavra na sua boca. 
Dá nome ao filho. 
Movimento que restitui a palavra ao esposo Zacarias.
Isabel e Zacarias, caminho que levou à circularidade.

Mulheres grávidas em movimento. 
Encontro de idades, Maria, Isabel, conversa, segredos, cumplicidade, ousadia, rebeldia, sororidade, e no ventre movimento, os filhos pulam de alegria anunciado o novo.

Novidade é perigosa!

O poder quer ser dono do caminho, do movimento, quer contar, quer controlar, quer tributar. José, Maria, burrinho, lá vão, em caminho, em movimento a profecia a cumprir, Belém, a casa do pão, manjedoura não de pão, berço da criança-deus.

Luminosidade, anjos e anjas, estrelas, movimentos brilhosos convidam a se movimentar, a caminhar, seguir o pulsar das estrelas, das vozes que convidam: Num casebre, uma mulher, com seu esposo, um recém-nascido precisando de tudo. O recém-nascido abandonou tudo para vir ao nosso encontro, para nos encontrar, precisa de nós... 

Então vamos! Então foram!

Então vamos... ... Como foram os Sábios caminhando com a estrela, aventurando, arriscando, desencontrando e encontrando. ... Peregrinado como peregrinou Simeão, que ao ver os três no Templo, os corpos fazendo o rito, reconheceu, este movimento não é do templo é da Casa, da manjedoura. Encontrei, meu peregrinar findou. ... Como Ana, profetiza de quem não ouvimos a voz. Se profeta é sem dúvida se movimentou, caminhou e anunciou: esta é a Boa Nova: Deus é Criança, Criança é Deus.

Deus-Criança, que mistério é este? Deus deve ser forte, onipotente, todo-poderoso.
Criança é Deus, que mistério é este? Criança é fragilidade, dependência, necessidade, pequenez, abandono, entrega, confiança.

Natal é tudo isso! Deus é Criança, Criança é Deus movimento para nos encontrar. Criança é Deus, Deus é Criança que se abandonou em confiança radical no ventre, nos braços, nos seios de Maria; confiança radical em José, ele cuidaria de tudo! Confiança radical na humanidade, em nós!

Natal, Mistério, linguagem, escutamos, vemos? 
O que esperamos a nos colocar em movimento, a caminho!

Tea Frigerio é de Belém (PA). É colaboradora na série Curso Popular de Bíblia e autora do livro Construir a Solidariedade a partir do Livro de Rute.

2ª CARREATA E CELEBRAÇÃO EM MEMÓRIA DOS MÁRTIRES DA CAMINHADA.


“Amanheceu, é novo dia, bendito seja Deus, quanta alegria”,  foi assim que companheiros de compromisso em defesa da vida se reuniram neste dia 23/12/2012, as 08:00h em Cobi, Vila Velha, ES, para a  Segunda Carreata  dos Mártires da Caminhada.





Este local foi escolhido  pois ali,  há 23 anos, foi assassinado o Profeta Gabriel.
Iniciou-se então uma Celebração, com todos e todas que acolheram o chamado, alguns vizinhos que mesmo de suas janelas observavam e acompanhavam atentamente este momento Celebrativo, relembrando os sinais de violência em nosso estado (principalmente contra mulheres e  jovens), saímos em carreta de Cobi, passando pelos bairros:  Nova América, Cobilândia, Rio Marinho de Vila Velha  e Cariacica, Sotelândia, Vila Izabel, até chegarmos a Comunidade Sagrada Família, no Bairro Maracanã, onde fomos acolhidos por pessoas daquela Comunidade e de Comunidades vizinhas para continuarmos a Celebração, 




momento este em que fizemos memória de vários Mártires da Caminhada do Espírito Santo. Sentimos em cada rosto presente  também o desejo de ser favorável a  vida  e de defende-la. O texto bíblico partilhado: Ap 7, 9 – 17,  nos trouxe uma mensagem de esperança, que haja paz, respeito a dignidade da vida e sem a necessidade de novos mártires. Que esta “Chama de Luz e de Calor”, Espírito força e amor, conduza o Teu Povo a caminho no caminho.







Altenyr Gomes, 23 de Dezembro de 2012.


MÁRTIRES DA CAMINHADA DO ESPÍRITO SANTO

IRMÃ CLEUSA nasceu em Cachoeiro de Itapemirim-ES, aos 12/11/1933, entrando na Congregação das Missionárias Agostinianas Recoletas em 1952. Dedicou 32 anos de sua vida missionária ao serviço dos mais empobrecidos: os hansenianos, os presidiários, os cegos, os menores de rua, os índios, etc. E foi na defesa da TERRA e da PAZ INDÍGENA que irmã Cleusa, no dia 28 de abril de 1985, foi assassinada, às margens do rio Paciá, na Prelazia de Lábrea-Amazonas.
FRANCISCO DOMINGOS RAMOS, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pancas. Aos 33 anos, casado, pai de dois filhos, foi assassinado no dia 05 de fevereiro de 1988. Ele foi emboscado a cerca de quatro quilômetros da sede do município. Francisco foi atingido por três disparos, sendo dois nas costas e um na nuca. Seu corpo foi encontrado às 23 horas, em um matagal à margem da estrada.
Em função de suas atividades sindicais que envolvia a luta pela posse da terra, Francisco antes do seu assassinato sofreu várias ameaças de morte.
 PAULO DAMIÃO TRISTÃO (PURINHA) 
Morre tragicamente assassinado, em Linhares, Espírito Santo,
Paulo Damião Tristão, 36 anos de idade, casado, duas filhas, popularmente conhecido como Purinha; morto em emboscada no dia 19 de Junho de 1989Alvejado com 8 tiros pelas costas, caiu morto quando voltava do trabalho para casa, no bairro Novo Horizonte, as 20:30 horas, distante 50 metros de sua residência. Purinha, participava do Grupo de Pastoral Operária da Comunidade de São José Operário de Linhares.
VERINO SOSSAI
Assassinado com 6 tiros no dia 19 de julho de 1989, em frente a sua casa no município de Montanha, o lavrador Verino Sossai, 40 anos, casado, pai de dois filhos menores, exercia a função de Secretário do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Montanha. O presidente do Sindicato na época, Jesuino Pereira Borges, afirmou que Verino foi assassinado por pistoleiros contratados pela U.D.R (União Democrática Ruralista), relatando  a conclusão a que chegaram os líderes sindicais.
VALDÍCIO BARBOSA DOS SANTOS, LÉO
Mais um trabalhador foi assassinado covardemente. A vítima foi o sindicalista, Valdício Barbosa dos Santos, o Léo, 42 anos. O crime aconteceu dia 12 de setembro de 1989 por volta das 8 horas da manhã, na Região de Floresta do Sul, a 13 Km de Pedro Canário. Ele foi alvejado por três tiros. Léo era meeiro e presidente da associação de Trabalhadores Rurais de Pedro Canário. Seu nome estava na lista dos marcados para morrer. Léo era casado com Edite França Barbosa, pai de 7 filhos, saiu de casa levando sua filha para a Escola Família de Pinheiros. Depois reuniu-se com companheiros sindicalista, decidindo voltar para casa naquela noite. Mas por causa da onda de violência e das ameaças que as lideranças rurais estavam sofrendo na região, seus companheiros o convenceram a permanecer em Pinheiros e só retornar no outro dia. Porém,  os pistoleiros o aguardavam numa emboscada. 
PADRE GABRIEL 
Padre Gabriel, missionário e Profeta francês  entrou para a galeria dos mártires da caminhada no dia 23/ 12/ 1989, entre os municípios de Cariacica e Vila Velha – ES. Na Arquidiocese de Vitória trabalhou por nove anos, sempre gastando sua vida a favor dos pobres deste estado. Junto com os Grupos de Mulheres, Pastoral Operária, Grupo de Fé e Política, Juventude operária Católica, Pastoral da Juventude, e muitas outras pastorais e lutas populares, como “Paz e Democracia em Cariacica, respeitem o voto do povo!”, Pe. Gabriel sempre esteve presente. Sua vida, seu serviço, seu sacerdócio, seu trabalho com as Comunidades Eclesiais de Base e seu sangue são testemunhas de seu amor a Deus na pessoa dos mais pobres. Gabriel insistia sempre: “Uma Igreja que não incomoda, é uma igreja acomodada” e diante do peso das inúmeras ameaças que recebeu ele não fugiu à luta e dizia: “Prefiro morrer pela vida do que viver pela morte”.
 JOSÉ MODENEZI
Foi assassinado em 21 de julho de 1992, José Modenezi da Diocese  de Colatina.  Morava no bairro Nova Betânia em Linhares, onde vivia com a família. Tinha 45 anos, participava das CEB’s, onde tinha uma forte atuação. Ele foi assassinado a tiro no quintal de sua residência por dois homens desconhecidos.
JEAN DA CUNHA
Jean da Cunha foi assassinado aos 13 anos no dia 12 de novembro de 1992. A partir de abril de 1992 Jean começou a participar  da organização dos meninos e meninas de rua, com a finalidade de preparar o Encontro Nacional. Participou de encontros regionais e do Encontro Estadual. Nessa preparação se destacou muito entre os meninos. Foi evidenciado pelos relatos que fez de toda a problemática dos meninos  de rua e as denúncias contra autoridades e policiais que usavam da condição de miséria dos meninos e das suas necessidades. No Encontro Estadual de preparação, se sobressaiu tanto que foi eleito para representar  os outros meninos no Encontro Nacional em Brasília. Porém, antes que o encontro acontecesse Jean foi assassinado. 
PAULO VINHA
Paulo Vinha se destacava na luta em defesa do meio ambiente, principalmente na preservação da restinga, que estava sendo destruída pela extração de areia de forma ilegal em vila Velha, E.S.  Após várias ameaças de morte Paulo Vinha foi assassinado aos 37 anos, na manhã do dia 28 de abril de 1993, enquanto fotografava a retirada de areia de forma ilegal entre a praia da Ponta da Fruta e Setiba.
 ALEXANDRE MARTINS
O juiz Alexandre Martins  de Castro Filho foi morto a tiros por motoqueiros em Vila Velha, no dia 24 de março de 2003, aos 32 anos, quando estacionava seu carro em frente a uma academia. Ele denunciou à corregedoria-geral de Justiça, em 2001, a existência de um esquema de corrupção na Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, onde trabalhava e investigava também a prática de crime organizado no Espírito Santo. O Ministério Público do Espírito Santo diz que há oito indícios de uma rede existente entre o crime, seus executores, os intermediários e o mandante. O juiz Leopoldo Teixeira foi apontado como autor intelectual e direto do assassinato.
"O Deus da vida e da resistência, que se revela nos mártires da caminhada, nos faça ser testemunhas fiéis do seu amor, agora e para sempre".

Lucas 1, 39 - 56: A visita de Maria a Isabel - Alegria no Espírito!

O assunto da vida: para começo de conversa

O texto de hoje nos fala da visita de Maria a sua prima Isabel. As duas eram conhecidas uma da outra. E, no entanto, neste encontro elas descobrem, uma na outra, o mistério que ainda não conheciam e que as encheu de muita alegria. Hoje também encontramos pessoas que nos surpreendem com a sabedoria que possuem e com o testemunho de fé que nos dão. 

Chave de leitura

Na leitura que vamos refletir, sobretudo no Cântico de Maria, percebemos que ela descobriu o mistério de Deus não só na pessoa de Isabel, mas também na história do seu povo. Durante a reflexão vamos prestar atenção no seguinte: ''Com que palavras e comparações Maria expressou a descoberta de que Deus está presente em sua vida e na vida do seu povo?''

Situando

Quando Lucas fala de Maria, ele pensa nas comunidades do seu tempo que viviam espalhadas pelas cidades do império romano. Maria é, para ele, o modelo da comunidade fiel. Descrevendo a visita de Maria a Isabel, ele ensina como aquelas comunidades devem fazer para transformar a visita de Deus em serviço aos irmãos e irmãs. 

O episódio da visita de Maria a Isabel mostra ainda outro aspecto bem próprio de Lucas. Todas as palavras e atitudes, sobretudo o Cântico de Maria, formam uma grande celebração de louvor. Parece a descrição de uma solene liturgia. Assim, Lucas evoca o ambiente litúrgico e celebrativo, em que as comunidades devem viver a sua fé.

Comentando

1. Lucas 1, 39 - 40: Maria sai para visitar Isabel

Lucas acentua a prontidão de Maria em atender as exigências da Palavra de Deus. O anjo lhe falou da gravidez de Isabel e, imediatamente, Maria se levanta para verificar o que o anjo lhe tinha anunciado, e sai de casa para ir ajudar a uma pessoa necessitada. De Nazaré até as montanhas de Judá são mais de 100 quilômetros! Não havia ônibus nem trem.

2. Lucas 1, 41- 44: Saudação de Isabel

Isabel representa o Antigo Testamento que termina. Maria, o Novo que começa. O AT acolhe o NT com gratidão e confiança, reconhecendo nele o dom gratuito de Deus que vem realizar e completar toda a expectativa do povo. No encontro entre as duas mulheres manifesta-se o dom do Espírito que faz a criança estremecer de alegria no seio de Isabel. A Boa Nova de Deus revela a sua presença numa das coisas mais comuns da vida humana: duas donas de casa se visitando para se ajudar. Visita, alegria, gravidez, criança, ajuda mútua, casa, família: É nisto que Lucas quer que as comunidades (e nós todos) percebamos e descubramos a presença do Reino. As palavras de Isabel, até hoje, fazem parte do salmo mais conhecido e mais rezado da América Latina, que é a Ave Maria.

3. Lucas 1, 45: O elogio que Isabel faz a Maria

"Feliz aquela que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor vai acontecer". É o recado de Lucas às comunidades: crer na Palavra de Deus, pois ela tem força para realizar aquilo que nos diz. É Palavra criadora. Gera vida nova no seio de uma virgem, o seio do povo pobre e abandonado que a acolhe com fé.

4. Lucas 1, 46 - 56: O Cântico de Maria

Muito provavelmente, este cântico já era conhecido e cantado nas comunidades. Ele ensina como se deve rezar e cantar.

5. Lucas 1,46-50

Maria começa proclamando a mudança que aconteceu na sua própria vida sob o olhar amoroso de Deus, cheio de misericórdia. Por isso, ela canta feliz: "Exulto de alegria em Deus, meu Salvador". 

6. Lucas 1,51-53

Em seguida, canta a fidelidade de Javé para com seu povo e proclama a mudança que o braço de Javé estava realizando a favor dos pobres e famintos. A expressão "braço de Deus" lembra a libertação do Êxodo. É esta força salvadora de Javé que faz acontecer a mudança: dispersa os orgulhosos (1,51), destrona os poderosos e eleva os humildes (1,52), manda os ricos embora sem nada e aos famintos enche de bens (1,53). 

7. Lucas 1,54-55

No fim, ela lembra que tudo isto é expressão da misericórdia de Deus para com o seu povo e expressão de sua fidelidade às promessas feitas a Abraão. A Boa Nova veio não como recompensa pela observância da Lei, mas como expressão da bondade e da fidelidade de Deus às promessas. É o que Paulo ensinava nas cartas aos Gálatas e aos Romanos.

Alargando

O Segundo Livro de Samuel conta a história da Arca da Aliança. Davi quis colocá-la em sua casa, mas ficou com medo e disse: "Como virá a Arca de Javé para ficar na minha casa?" (2 Samuel 6,9) Davi mandou que a Arca fosse para a casa de Obed-Edom. "E a Arca de Javé ficou três meses na casa de Obed-Edom, e Javé abençoou a Obed-Edom e a toda a sua família" (2 Samuel 6,11). Maria, grávida de Jesus, é como a Arca da Aliança que, no AT, visitava as casas das pessoas trazendo benefícios. Ela vai para a casa de Isabel e fica lá três meses. E enquanto está na casa de Isabel, ela e toda a sua família são abençoadas por Deus. A comunidade deve ser como a Nova Aliança. Visitando a casa das pessoas, deve trazer benefícios e graça de Deus para o povo.

A atitude de Maria frente à Palavra expressa o ideal que Lucas quer comunicar às comunidades: não fechar-se sobre si mesmas, mas sair de si, sair de casa, e estar atentas às necessidades bem concretas das pessoas e procurar ajuda na medida das necessidades. 

Texto extraído do livro O AVESSO É O LADO CERTO. Círculos Bíblicos sobre o Evangelho de Lucas de autoria de Carlos Mesters e Mercedes Lopes.

PADRE GABRIEL PRESENTE


Convidamos todos e todas  para participarem da 2ª Celebração dos Mártires da Caminhada, fazendo memória dos 23 anos de Martírio de Padre Gabriel.


DATA: 23 de Dezembro

HORÁRIO:
08h: Concentração
em Cobi de Cima - Vila Velha
(local onde o corpo do Pe. Gabriel foi encontrado);

8h30min: Carreata
Saindo de Cobi
Até a comunidade Sagrada Família
Maracanã, da Paróquia     Jesus Libertador - Cariacica

9h: Inicio da Celebração
Em memória dos
Mártires da caminhada.
(Comunidade Sagrada Família - Maracanã).

É PRECISO DEIXAR CLARO NOSSO COMPROMISSO EM DEFESA DA VIDA.

AGUARDAMOS TODOS E TODAS.

“Prefiro morrer pela vida do que viver pela morte”
(Pe. Gabriel)


  
“UMA IGREJA QUE NÃO INCOMODA,
É UMA IGREJA ACOMODADA”.
(Pe. Gabriel)

Padre Gabriel Félix Roger Maire. Missionário e profeta francês, nasceu no dia 01/08/1936 e foi assassinado no dia 23/12/1989, com 53 anos. Gabriel sempre teve grande preocupação com as condições de vida que o povo vivia. Insistia que ser cristão é fazer diferença, é entrar na luta em defesa da vida. Quantas vezes dizia: que... “Uma Igreja que não incomoda é uma Igreja acomodada”, com isso incentivou as comunidades a junto com ele, assumir verdadeiramente a missão de Jesus na sociedade de hoje.
Já se passaram 23 anos e até hoje sonhamos e gritamos por Justiça. O processo que apura os mandantes do crime foi reaberto, é um passo importantíssimo. Porém, não podemos ficar parados precisamos nos organizar para dar visibilidade ao fato.
O sangue de Pe Gabriel se juntou ao sangue de tantas outras pessoas, homens e mulheres, que por amor a vida doaram suas vidas. Negar o martírio é negar o cristianismo e Jesus.
Tem gente, na própria Igreja, que acha que chega de falar de mártires. O dia que chegar de falar de mártires deveríamos apagar o Novo Testamento, fechar o rosto de Jesus” (Dom Pedro Casaldáliga).

LUCAS 3, 10 - 18: Partilha: a condição para receber a visita de Deus - Mesters e Lopes

Lucas 3, 10-14: O que devemos fazer?

Três categorias de pessoas vêm perguntar: "O que devemos fazer?": o povo, os publicanos e os soldados. A resposta para o povo é simples: Quem tiver duas túnicas deve repartir com quem não tem. "Quem tiver comida deve dar a quem não tem!" Resposta clara: a partilha dos bens é a condição para a pessoa poder receber a visita de Deus e passar do Antigo para o Novo. A resposta para os publicanos e os soldados diz a mesma coisa, mas aplicada à categoria deles. Os publicanos já não podem cobrar mais do que o permitido. A exploração do povo pelos publicanos era a chaga da sociedade daquela época. Os soldados já não podem fazer extorsão nem fazer denúncias falsas e devem contentar-se com o salário. Se João voltasse hoje, muito provavelmente não exigiria dos pobres "contentar-se com o salário", mas diria: "lutar por um salário justo!"

Lucas 3, 15-18: Ternura em vez de julgamento

João reconhece Jesus como o mais forte. A diferença entre ele e Jesus está no dom do Espírito que será dado através de Jesus. Nestes versículos, Lucas mostra como a ideia que João faz do Messias não é completa. Para João, o Messias seria como um juiz severo, pronto para iniciar o julgamento, a colheita (Lc 3,17). Talvez seja por isso que, mais tarde, João teve problema em reconhecer Jesus como Messias (Lc 7,18-28), pois Jesus não se comportava como um juiz severo que condenava. Ao contrário, chegou a dizer: "Eu não condeno ninguém!" (Jo 8,15;12,47). Em vez de julgamento e condenação, mostrava ternura, acolhia os pecadores e comia com eles. 

Alargando

Desde o século VI antes de Cristo, a profecia tinha cessado: "Não existem mais profetas", assim se dizia (Sl 74,9). O povo vivia à espera do profeta prometido por Moisés. Esta longa espera termina com a chegada de João (Lc 16,16). João era visto pelo povo não como um revoltoso do tipo Barrabás nem como um escriba ou fariseu, mas como o profeta que todos esperavam. Muitos achavam que ele fosse o Messias. Até na época de Lucas havia pessoas, sobretudo entre os judeus, que aceitavam João como Messias.

João chega e anuncia: "Mudem de vida, porque o Reino de Deus chegou!" Ele é preso por causa da sua coragem de denunciar os erros tanto do povo como dos homens do governo. Jesus, ouvindo que João foi preso, volta para a Galileia e faz o mesmo anúncio que João fazia: "Esgotou-se o prazo! O Reino de Deus chegou! Mudem de vida! Acreditem nesta Boa Nova!" Jesus continua a pregação de João e a ultrapassa. Em João termina o AT, em Jesus começa o NT. Jesus chegou a dizer: Dentre os nascidos de mulher, não há maior do que João, mas o menor do Reino é maior do que ele" (Lc 7,28). 

Texto extraído do livro "O AVESSO É O LADO CERTO" - Círculos Bíblicos sobre o Evangelho de Lucas. Autores: Carlos Mesters e Mercedes Lopes. Edição: CEBI e Paulinas.

O NATAL SÓ TEM SENTIDO SE APONTA PARA A RESSURREIÇÃO!


Reviver a experiência natalina é um convite a ver de novo os sinais da presença divina nas antigas imagens e cenários

Chega o mês de dezembro e com ele se aproxima a celebração de mais um natal e de mais um fim de ano. Nos dias do advento, tempo que antecede o natal, atravessamos espaços litúrgicos sempre em busca de um encontro renovado com Jesus de Nazaré.
Este período sempre traz consigo um convite para revisitarmos caminho e caminhada, perguntar como estamos e como chegamos a este instante da jornada. Talvez, alguns de nós estamos chegando como o casal de Emaús: Desgastados e desalentados da dura caminhada até aqui. Naquele mesmo dia, dois deles estavam indo para o povoado chamado Emaús, a onze quilômetros de Jerusalém. No caminho, conversavam a respeito de tudo o que havia acontecido. Enquanto conversavam a respeito de tudo, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles, mas os olhos deles foram impedidos de reconhecê-lo. (Lucas 24, 13-16)
Olhos cansados e desalentados são impedidos de ver, de reconhecer a presença de Jesus. Esta cena serve como um retrato das comunidades cristãs na época em que Lucas escreve seu Evangelho. Em nossos dias também cresce o número de pessoas que não acreditam mais em nada. Sem utopias e sem fé, muitas pessoas se encontram desiludidas com os problemas dentro das igrejas e na sociedade. Tudo isso faz crescer o medo, a violência e a falta de esperança no meio do povo.
O texto do caminho de Emaús tem inspirado não só a metodologia da Leitura Popular da Bíblia, mas toda a nossa espiritualidade. Nosso objetivo é conduzir o olhar não para o texto, mas para o caminho, para a vida e para os novos horizontes que se abrem a partir dela. Inspirados e inspiradas nesse texto, mais uma vez queremos convidar a todos nós que estamos na caminhada a levantar os olhos e reconhecer a presença do Menino que renasce. Reconhecê-lo no caminho a despeito de todos os sinais de violência, medo, dor e sofrimento. O natal só tem sentido se aponta para a páscoa da Ressurreição!
Reviver a experiência natalina é um convite a ver de novo os sinais da presença divina nas antigas imagens e cenários. Podemos, sob a inspiração do caminho de Emaús, olhar de novo a cena natalina e lá reconhecermos Jesus presente... na estrela que guia sempre no meio da noite escura... nos anjos que aparecem aos pastores e os fazem levantar e seguir em busca... no estábulo em sua tão rica humildade... no abraço de Maria e José diante do menino que mudou todo o curso e planos de suas vidas... e finalmente olhar e ver de novo o milagre de uma criança recém-nascida, pequena, vulnerável e frágil, mas, que traz consigo sinal de vida e esperança.
Com os olhos abertos e corações reaquecidos pela presença de Jesus contemplado na antiga cena natalina, tornemos a olhar ao nosso redor e olhemos outra vez a nosso cenário de vida e de luta! E quem sabe, como o casal  de Emaús que voltou ao mesmo cenário onde seus olhos tinham contemplado apenas a morte, agora veremos algo novo, gente reunida declarando: “É verdade! O Senhor ressuscitou!” (v.33,34).  É verdade, uma criança nasceu e nos faz renascer!
Gente reunida declarando que a vida venceu a morte, pequeno grupo que resiste, pois reconhece que Jesus vive e renasce sempre. Isso é natal! Jesus nascendo sempre de novo nesse mistério que envolve a vida.  Que sejam assim nossos grupos, gente da Leitura Popular da Bíblia, gente reunida com a vida e a fé renovadas pela certeza de Jesus presente nascendo sempre de novo!
Adeodata, Odja e Luiz,
Direção Nacional do CEBI,
Terça-feira, 11 de dezembro de 2012 - 23h34min

ASSEMBLEIA ANUAL 2012


Tua Palavra é lâmpada para os meus passos, 
luz para o meu caminho”. (Sl. 119,105) 

A Assembleia anual do Centro de Estudos Bíblicos do Espírito Santo - CEBI-ES aconteceu nos dias 07, 08 e 09 de dezembro de 2012, em Santa Leopoldina.
Na sexta feira iniciamos com a acolhida aos membr@s e convidad@s
No sábado partilhamos a mística de abertura;
 
Seguida da  apresentação dos participantes e Análise de Conjuntura: “Conjuntura Política e Econômica do E.S.” - com assessoria de  Roberta Traspadini (economista, educadora popular e integrante da Consulta Popular/ES.)
 

Fazendo memória mostramos: “O que é o CEBI e o CEBI-ES” (como participar, como chegar...);
Em seguida falamos, ouvimos, meditamos, cantamos, confraternizamos ...
Enquanto fazíamos as avaliações:
- Avaliação das formações internas em 2012;
- Avaliação das atuais equipes de trabalho do CEBI-ES;
- Avaliação das assessorias solicitadas neste ano; E com um pouco mais de calor e trabalho chegamos ao momento de

Planejar  2013:
- prioridades para estudar; - onde e como atuar como parceiros; - atender as solicitações de assessorias enviadas em tempo hábil;









Agradecemos a todas e todos que nos acompanham nesta Caminhada, seja nos estudos, neste blog, no face do CEBI-ES, no e-mail cebies@yahoo.com.br, através dos Círculos Bíblicos e dos Programas de Rádio na  Rádio América Am 690, toda sexta feira as 09.20h, com Vanda Simas e aos Domingos, de 16.30h as 18.00h, com produção e apresentação do CEBI-ES.

Damos Graças pelo trabalho realizado e pedimos Bênçãos para realizar o que planejamos!

Amém, Shalon, axé, auere.

LUCAS 3,1- 6: João Batista - Mesters e Lopes

Ouvir a Palavra do Evangelho de Lucas que traz luz para nossa vida

Neste texto, Lucas fala da grande expectativa que se criou no povo ao redor da pregação de João Batista. Ele anunciava um batismo de conversão para o perdão dos pecados. Hoje também existe uma grande expectativa de conversão e de reconciliação com Deus que se manifesta de muitas maneiras.

Situando

Lucas situa a atividade de João Batista no 15º ano do governo de Tibério, imperador de Roma. Tibério foi imperador de 14 a 37 depois de Cristo. No ano 63 antes de Cristo, o império romano tinha invadido a Palestina, impondo ao povo uma dura escravidão. As revoltas populares se sucediam, uma depois da outra, sobretudo na Galileia, mas foram duramente reprimidas. De 4 antes a 6 depois de Cristo, durante o governo de Arquelau, a violência estourou na Judeia. Este fato levou José e Maria a voltarem para Nazaré na Galileia e não para Belém na Judeia (Mt 2,22). No ano 6, Arquelau foi deposto e a Judeia foi transformada numa província romana com procurador diretamente nomeado pelo imperador de Roma. Pilatos foi um destes procuradores. Governou do ano 26 a 36. Esta mudança no regime político trouxe certa calma, mas as revoltas esporádicas, como aquela de Barrabás (Mc 15,7) e a imediata repressão romana (Lc 13,1), lembravam a extrema gravidade da situação. Bastava alguém soprar na brasa e o incêndio da revolta explodia!

A calma era apenas uma trégua, uma ocasião oferecida pela história, por Deus, para o povo fazer uma revisão do rumo da caminhada e, assim, evitar a destruição total. Pois Roma era cruel. Em caso de uma revolta, viria e acabaria com o Templo e a Nação. É nesse contexto que, em torno do ano 28 depois de Cristo, João Batista aparece anunciando um batismo de arrependimento para o perdão dos pecados.

Comentando

1. Lucas 3,1-2: Lembrando os antigos profetas

Lucas tem a preocupação de situar os acontecimentos no tempo e no espaço. Ele dá os nomes dos governantes e descreve os lugares onde João atua. Pois a história da salvação não é uma história distinta da nossa. Ela é a nossa história. A maneira como Lucas introduz a pregação de João é semelhante ao início dos livros dos antigos profetas. Eles costumavam indicar quem era o rei na época em que o profeta exercia a sua atividade. Veja, por exemplo, Isaías (Is 1,1), Jeremias (Jr 1,1-3), Oseias (Os 1,1), Amós (Am 1,1) e outros. Lucas faz o mesmo para dizer que, após quase 500 anos sem profeta, aparece novamente um profeta. Ele se chama João, o filho de Isabel e Zacarias.

2. Lucas 3,3: Arrependimento e perdão

João percorre a região do Jordão pregando um batismo de arrependimento para o perdão dos pecados. Arrependimento (em grego: metonoia) significa mudança não só de comportamento, mas também de mentalidade. O povo devia tomar consciência de que o seu modo de pensar, marcado pela propaganda do Governo e do Templo, estava errado. Perdão traz consigo a reconciliação com Deus. João anuncia uma nova maneira do povo se relacionar com Deus. 

3. Lucas 3,4-6: Definindo a missão de João

Lucas cita o seguinte texto de Isaías para ajudar os leitores e as leitoras a entenderem melhor o significado da pregação de João: "Voz que clama no deserto! Preparem os caminhos do Senhor!" (Is 40,3). Neste texto, Isaías anunciava a volta do povo do exílio e a descrevia como se fosse um novo Êxodo. Era como se o povo, voltando do cativeiro da Babilônia, saísse do Egito e entrasse novamente no deserto. Para Lucas, Jesus inicia um novo Êxodo que estava sendo preparado pela pregação de João Batista no deserto.

Os Evangelhos de Mateus (Mt 3,3) e de Marcos (Mc 1,3) também citam a mesma frase de Isaías mas citam apenas o começo (Is 40,3). Lucas a cita por inteiro até onde Isaías diz: "E toda a carne verá a salvação de Deus" (Is 40,5). A expressão "toda a carne" significa todo o ser humano. Esta pequena diferença mostra a preocupação de Lucas em mostrar para as comunidades que a abertura para os pagãos já estava prevista pelos profetas! Jesus não veio só para os judeus, mas para que "toda a carne" pudesse ver a salvação de Deus. 

Texto extraído do livro "O AVESSO É O LADO CERTO" - Círculos Bíblicos sobre o Evangelho de Lucas. Autores: Carlos Mesters e Mercedes Lopes. Edição: CEBI e Paulinas.

CEBI-ES PRESENTE


Aconteceu no último final de semana, 01 e 02 de dezembro de 2012, a conclusão do Curso “Visão Global do Segundo Testamento”, realizado em 6 etapas, na Paróquia do Divino Espírito Santo, Bairro Maria das Graças, Colatina.  A equipe que esteve nesta Paróquia: Irmã Luíza Dalvi,  Josué Braga, Laurinha dos Santos e Bernadete Stein agradece o convite, a acolhida e principalmente a participação de todas e todos neste trabalho que construímos juntos neste ano. Felicidades e bênçãos.







Lucas 21, 25-28.34-36: um novo amanhecer - Instituto Humanitas Unisinos (IHU)

Segundo Tito (3,4), Lucas é o evangelista da "manifestação do carinho de Deus e de sua amizade para com os homens", dos pobres e dos pecadores, dos pagãos e dos valores humanísticos e também das mulheres, especialmente de Nossa Senhora.

O grande anseio de Lucas, ao escrever a Boa Notícia de Jesus, era "verificar a solidez dos ensinamentos recebidos" (1,4). Ele quer tirar dúvidas, quer mostrar a beleza do seguimento de Jesus, para fazer arder de novo o coração dos cristãos e cristãs e continuar, assim, a missão.

Lucas vai descrever como um homem de oração, de ternura humana, de convivência fraterna, ao mesmo tempo que é também o profeta por excelência, o novo Elias, o porta-voz credenciado do Altíssimo.

O que significa celebrar o tempo de Advento?

Podemos tomar como ponto de partida a palavra «Advento»; este termo não significa «espera», como poderia se supor, mas é a tradução da palavra grega parusia, que significa «presença», ou melhor, «chegada», quer dizer, presença começada.

Na Antiguidade, era usada para designar a presença de um rei ou senhor, ou também do deus ao qual se presta culto e que presenteia seus fiéis no tempo de sua parusia.

O Advento significa a presença começada do próprio Deus. Por isso, recorda-nos duas coisas: primeiro, que a presença de Deus no mundo já começou e que ele já está presente de uma maneira oculta; em segundo lugar, que essa presença de Deus acaba de começar, ainda que não seja total, mas está em processo de crescimento e amadurecimento.

Por isso, antes de continuar, paremos para refletir juntos onde já descobrimos a Presença de Deus em nosso mundo tão conturbado? 

Os cristãos e cristãs vivemos na certeza consoladora que «a luz do mundo» já foi acesa na noite escura de Belém e transformou a noite da morte, do pecado humano na noite santa da vida humana em plenitude.

O apelo do evangelho de hoje é a levantar e erguer nossas cabeças, porque o Filho de Deus já irrompeu na história humana, foi tecido nas entranhas da humanidade.

Seguindo a tradição do Antigo Testamento, na descrição de diferentes fenômenos cósmicos que Lucas apresenta no início do evangelho de hoje, o manifesto de Deus está presente na nossa vida, está agindo no mundo por meio de tantas pessoas de diferentes raças, culturas, religiões...

Somos nós que temos que descobrir sua Presença, e mais ainda, somos também nós que, por meio de nossa fé, esperança e amor, somos convidados a fazer brilhar continuamente sua Luz na noite do mundo.

Pode ser um bom "exercício" deste tempo, reunidos em comunidade, em família, partilhar juntos/as as luzes que cada um/a de nós temos acessas, pessoal ou comunitariamente.

Agora vem a outra orientação importante do evangelho de hoje: "Tomem cuidado para que os corações de vocês não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida".

Um dos males de nosso tempo é, sem dúvida, a falta de sensibilidade, vivemos uma vida centrada em nossos próprios interesses, fazendo-nos cegos, surdos e mudos ao sofrimento de nossos irmãos e irmãs.

Atitude totalmente contrária ao Deus de Jesus Cristo: "Eu vi a miséria de meu povo..., ouvi seu clamor...e conheço seus sofrimentos. Por isso, desci para libertá-los..." (cfr. Ex 3,7).

Neste tempo, na esperança de Deus que continua vindo e agindo em nosso mundo, somos convidados/as a aliviar nosso coração daquilo que nos "narcisiza" e desumaniza, para ter um coração mais fraterno e solidário.

Ali Deus se fará presente, "nascerá" novamente, porque onde dois ou mais estejam reunidos em meu nome, eu estarei presente no meio deles. 

IPAC 25 anos


A Arquidiocese de Vitória celebrou 25 anos do IPAC

Em comemoração aos 25 anos do Instituto de Pastoral Catequética da Arquidiocese (IPAC) aconteceu no dia 24 de novembro, em uma festa na quadra do Colégio Agostiniano, em Vitória. - http://www.aves.org.br














CONIC 30 anos


O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil – CONIC irá comemorar, no dia 30 de novembro, em Brasília (DF), 30 anos de atuação em prol do Ecumenismo e do diálogo inter-religioso.

Para celebrar essa data, O CONIC-ES promoveu,  no dia 10 de novembro de 2012,  o Seminário “ MULHER E RELIGIÃO, superando intolerâncias e afirmando direitos”.















Irmãs e irmãs da caminhada ecumênica do CONIC nacional
Nós do CONIC-ES agradecemos a Deus pelo dom da Unidade que Ele nos tem concedido, particularmente ao longo destes 30 últimos anos. Nosso testemunho de Unidade poderia ter sido ainda mais visível, estamos conscientes disto, porém, estamos contentes com muitas coisas boas que realizamos juntos a serviço do Reinado de Deus junto aos mais empobrecidos, excluídos e injustiçados deste nosso país.
            Celebrar mais um aniversário (três décadas!) é um grande motivo de ação de graças e júbilo, mas principalmente de fortalecimento, confirmação e compromisso a serviço da Unidade e da Vida Verdadeiras.
Aqui no Espírito Santo dia 10/11/2012, tivemos uma tarde e noite de celebração com a participação de quase 200 pessoas, de diversas Igrejas do CONIC-ES, destacando a influente missão da Mulher na movimentação ecumênica, nestes 30 anos de caminhada, a partir do tema: "Mulher e Religião: Superando Intolerâncias e Afirmando Direitos". A oração de abertura foi conduzida por uma Equipe da “Rede Celebra”. Estiveram conosco as Pastoras Luteranas: Marga (da Secretaria Nac. dos Direitos Humanos da Presidência da República) e Romi (Sec. Nacional do CONIC). Participaram também de uma Mesa de Diálogo, coordenada pela nossa Presidenta Regional, Pastora Rosane Pletsch (IECLB), Eusabethe (Rep. dos Mov. Sociais); Izabel (Militante dos Dir. humanos junto aos presídios capixabas por mais de 20 anos); Fatinha (do CEBI-ES) e Iriny Lopes (Dep. Federal do PT-ES). Além destes destaques, esteve também Dom Wladimir (Bispo auxiliar da ICAR), Pr. Joaninho (Pastor sinodal da IECLB), Anita Suewright (Presbítera e Moderadora da IPU) e o cantor e compositor Xico Esvael da Igreja Anglicana-SP, além de dezenas de representantes de Pastorais e Movimentos Sociais, Entidades e Partidos Políticos afinados à causa Ecumênica.
A noite cultural foi marcada pelas preciosas vozes de Raquel Passos (CEBI-ES), Eliane Milagre (IPU) e Xico Esvael (Anglicana). Durante todo o Evento, os participantes puderam conhecer e comprar livros, CD´s, DVD´s sobre ecumenismo das editoras: CEBI, Paulus e Paulinas que também nos apoiaram nesta celebração. Marga nos trouxe-nos livros e CD´s sobre as políticas públicas de Diálogo inter-religioso. Foram distribuídas centenas de textos impressos da Lei Maria da Penha. Havia também barracas de artesanatos da AMUS (Ass.de Mulheres Unidas da Serra) e comidas saudáveis e de qualidade, servidas pela Pastoral da Criança e da Saúde. A maioria dos membros atuais do CONIC-ES esteve presente organizando e participando ativamente, incluindo seus familiares. De modo que foi uma bela e comovente celebração, digna do nome e missão deste precioso Conselho que busca manter viva a chama da Unidade, ainda que com suas imperfeições.
Pe. Paulo Sérgio Vaillant
Secretário CONIC-ES - Serra-ES – 28-11-2012