BELO MONTE: O DIÁLOGO QUE NÃO HOUVE



Carta aberta à Opinião Pública Nacional e Internacional

Venho mais uma vez manifestar-me publicamente em relação ao projeto do Governo Federal de construir a Usina Hidrelétrica Belo Monte cujas consequências irreversíveis atingirão especialmente os municípios paraenses de Altamira, Anapu, Brasil Novo, Porto de Moz, Senador José Porfírio, Vitória do Xingu e os povos indígenas da região.

Como Bispo do Xingu e presidente do Cimi, solicitei uma audiência com a Presidente Dilma Rousseff para apresentar-lhe, à viva voz, nossas preocupações, questionamentos e todos os motivos que corroboram nossa posição contra Belo Monte. Lamento profundamente não ter sido recebido.

Diferentemente do que foi solicitado, o Governo me propôs um encontro com o Ministro de Estado da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. No entanto, o Senhor Ministro declarou na última quarta-feira, 16 de março, em Brasília, diante de mais de uma centena de lideranças sociais e eclesiais, participantes de um Simpósio Sobre Mudanças Climáticas que “há no governo uma convicção firmada e fundada que tem que haver Belo Monte, que é possível, que é viável... Então, eu não vou dizer prá Dilma não fazer Belo Monte, porque eu acho que Belo Monte vai ter que ser construída”.

Esse posicionamento evidencia mais uma vez que ao Governo só interessa comunicar-nos as decisões tomadas, negando-nos qualquer diálogo aberto e substancial. Assim, uma reunião com o Ministro de Estado Gilberto Carvalho não faz nenhum sentido, razão pela qual resolvi declinar do convite.

Nestes últimos anos não medimos esforços para estabelecer um canal de diálogo com o Governo brasileiro acerca deste projeto. Infelizmente, constatamos que esse almejado diálogo foi inviabilizado já desde o início. As duas audiências realizadas com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 19 de março e 22 de julho de 2009, não passaram de formalidades. Na segunda audiência, o ex-presidente nos prometeu que os representantes do setor energético, com brevidade, apresentariam uma resposta aos bem fundamentados questionamentos técnicos feitos à obra pelo Dr. Célio Bermann, professor do curso de pós-graduação em energia do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo. Essa resposta nunca foi dada, como também nunca foram levados em conta os argumentos técnicos contidos na Nota Pública do Painel de Especialistas, composto por 40 cientistas, pesquisadores e professores universitários.

Observamos, pelo contrário, na sequência a essas audiências, que técnicos do Ibama reclamaram estar sob pressão política para concluir com maior rapidez os seus pareceres e emitir a Licença Prévia para a construção da usina. Tais pressões políticas são de conhecimento público e motivaram, inclusive, a demissão de diversos diretores e presidentes do órgão ambiental oficial. Em seguida, foi concedida uma "Licença Específica", não prevista na legislação ambiental brasileira, para a instalação do canteiro de obras.

No dia 8 de fevereiro de 2011, povos indígenas, ribeirinhos, pequenos agricultores e representantes de diversas organizações da sociedade realizaram uma manifestação pública em frente ao Palácio do Planalto. Na ocasião, foi entregue um abaixo-assinado contrário à obra, contendo mais de 600 mil assinaturas. Embora houvessem solicitado uma audiência com bastante antecedência, não foram recebidos pela Presidente. Conseguiram apenas entregar ao ministro substituto da Secretaria Geral da Presidência, Rogério Sottili, uma carta em que apontaram uma série de argumentos para justificar o posicionamento contrário à obra. O ministro prometeu mais uma vez o diálogo e considerou a carta "um relato que prezo, talvez um dos mais importantes da minha relação política no Governo (...) vou levar este relato, esta carta, este manifesto de vocês, os reclamos de vocês...". Até o momento, nenhuma resposta!

As quatro audiências - realizadas em Altamira, Brasil Novo, Vitória do Xingu e Belém - não passaram de mero formalismo para chancelar decisões já tomadas pelo Governo e cumprir um protocolo. A maioria da população ameaçada não conseguiu se fazer presente. Pessoas contrárias à obra que conseguiram chegar aos locais das audiências não tiveram oportunidade real de participação e manifestação, devido ao descabido aparato bélico montado pela Polícia.

Até o presente momento, os índios não foram ouvidos. As "oitivas" indígenas não aconteceram. Algumas reuniões foram realizadas com o objetivo de informar os índios sobre a Usina. Os indígenas que fizeram constar em ata sua posição contrária à UHE Belo Monte foram tranquilizados por funcionários da Funai que as "oitivas" seriam realizadas posteriormente. Para surpresa de todos nós, as atas das reuniões informativas foram publicadas pelo Governo de maneira fraudulenta em um documento intitulado "Oitivas Indígenas". Esse fato foi denunciado pelos indígenas que participaram das reuniões. Com base nestas denúncias, peticionamos à Procuradoria Geral da República investigação e tomada de providências cabíveis.

A tese defendida pelo Sr. Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), de que as aldeias indígenas não serão afetadas pela UHE Belo Monte, por não serem inundadas, é mera tentativa de confundir a opinião pública. Ocorrerá justamente o contrário: os habitantes, tanto nas aldeias como na margem do rio, ficarão praticamente sem água, em decorrência da redução do volume hídrico. Ora, esses povos vivem da pesca e da agricultura familiar e utilizam o rio para se locomover. Como chegarão a Altamira para fazer compras ou levar doentes, quando um paredão de 1.620 metros de comprimento e de 93 metros de altura for erguido diante deles?

Julgo fundamental esclarecer que não há nenhum estudo sobre o impacto que sofrerão os municípios à jusante, Senador José Porfírio e Porto de Moz, como também sobre a qualidade da água do reservatório a ser formado. Qual será o futuro de Altamira, com uma população atual de 105 mil habitantes, ao ser transformada numa península margeada por um lago podre e morto? Os atingidos pela barragem de Tucuruí tiveram que abandonar a região por causa de inúmeras pragas de mosquitos e doenças endêmicas. Mas os tecnocratas e políticos que vivem na capital federal, simplesmente menosprezam a possibilidade de que o mesmo venha a acontecer em Altamira.

Alertamos a sociedade nacional e internacional que Belo Monte está sendo alicerçada na ilegalidade e na negação de diálogo com as populações atingidas, correndo o risco de ser construída sob o império da força armada, a exemplo do que vem ocorrendo com a Transposição das águas do rio São Francisco, no nordeste do país.

O Governo Federal, no caso da construção da UHE Belo Monte, será diretamente responsável pela desgraça que desabará sobre a região do Xingu e sobre toda a Amazônia.

Por fim, declaramos que nenhuma “condicionante será capaz de justificar a UHE Belo Monte. Jamais aceitaremos esse projeto de morte. Continuaremos a apoiar a luta dos povos do Xingu contra a construção desse “monumento à insanidade”.


Brasília, 25 de março de 2011

Dom Erwin Kräutler

Bispo do Xingu e Presidente do

Cimi – Conselho Indigenista Missionário

Como o profeta Amós, Padre José Comblin incomodava - Carlos Mesters



Padre José Comblin morreu. Um bispo o criticou, como: "Comblin, homem cansado e pessimista". O pessoal das Comunidades por onde ele andava não o chamava de Comblin, mas sim de "Padre José". Padre Comblin incomodava as pessoas de poder, mas era amado pelos pobres que o acolhiam carinhosamente como Padre José.

Padre José Comblin nasceu na Bélgica nos anos 20 do século passado e nos anos 50 veio trabalhar e anunciar a Boa Nova aqui no Brasil. O profeta Amós era de Judá no Sul e foi trabalhar e anunciar a Boa Nova de Deus em Israel no Norte, no santuário de Betel. Amasias, o sacerdote de Betel, não gostou e denunciou o profeta junto ao rei Jeroboão, dizendo que já não se podia tolerar as palavras de Amós. E mandou dizer ao próprio Amós: "Ó, seu profeta, vá embora daqui. Retire-se para sua terra Judá. Vá ganhar sua vida por lá com suas profecias. Mas não me venha mais fazer suas profecias aqui em Betel, pois isto aqui é o santuário do Rei e o templo do Rei". Amós mandou dizer: "Eu não sou profeta nem filho de profeta. Sou camponês, criador de gado e cultivador de sicômoros. Foi Javé que me tirou de trás do rebanho e me ordenou, ‘Vá profetizar ao meu povo Israel'!" (Amós 7,10-15).

Como o profeta Amós, Padre José Comblin incomodava aos homens do poder no tempo da ditadura e foi expulso várias vezes. Incomodava também aos que exercem o poder na Igreja. Alguns deles chegaram a dizer que já não se podia tolerar as coisas que ele dizia, e eles proibiram a fala dele várias vezes em vários lugares.

Como o profeta Amós, Padre José, ele mesmo, nunca se apresentou como profeta. Ele se apresentava como ser humano cristão e sacerdote, cumpridor fiel do seu dever. Posso testemunhar: convidado para falar nas comunidades e nos grupos do CEBI, Padre José convencia as pessoas pela simplicidade do seu jeito de conversar e dialogar, pelo testemunho da sua sinceridade e profundidade de vida e pela quantidade enorme de informações de que dispunha para confirmar as coisas que dizia e as denúncias que fazia.

Mesmo ausente ele continua presente. Como o profeta Amós, "seu corpo foi sepultado em paz, mas o seu nome viverá através das gerações" (Eclo 44,14). Eternamente grato.

Frei Carlos Mesters, 0.Carm. Convento do Carmo, São Paulo, 28 de março-2011.

Biblista popular, Carlos Mesters é um dos fundadores do CEBI. É autor delos Mesters é um dos fundadores do CEBI. É autor de

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Jesus da Escuta Amorosa

Entre nós está e não O conhecemos: Jesus nosso irmão

Elogio da Amizade

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José Comblin: migrante, guerreiro, teólogo

ADEUS MEDELLÍN

José Comblin: migrante, guerreiro, teólogo


“Cansado da viagem, Jesus sentou-se junto ao poço de Jacó, num terreno que Jacó tinha dado ao seu filho José” (cf. Jo 4,5s). Este foi o Evangelho que José Comblin preparava para celebrar a Missa deste 3º Domingo da Quaresma (27.3.2012). Comblin estava de passagem em Simões Filho, município logo ao lado de Salvador (BA), para fazer uma revisão de seu estado de saúde e assessorar um grupo de base. José Comblin, um poço de sabedoria, morreu sentado, junto ao poço de Jacó - a vida toda ao lado de Jesus conversando com a Samaritana, a excluída do templo, da sociedade machista e do pretório. O templo e o pretório nunca lhe perdoaram essa proximidade à Samaritana. O fizeram refugiado em Talca (Chile), Riobamba (Equador) e, por fim, no Brasil, em Barra (BA), no sertão da Bahia, onde o profeta franciscano D. Luiz Cappio, o confessor Jose Comblin e a samaritana leiga Mônica constituíram uma comunidade teológico-pastoral. Comblin marcava anualmente presença em nosso curso de pós-graduação em Missiologia. Provocava os estudantes com sua “Teologia da Enxada”, com sua ênfase ao laicato, com seu espírito libertário, com sua radicalidade missionária e autenticidade vivencial. Comblin sempre soube que vale virar esse mundo, viver e lutar de paixão. No terreno que Jacó tinha dado ao seu filho José, Comblin era posseiro militante. De cavernas remotas trouxe notícias de vida e sobreviventes. Lutou quando era fácil ceder. Quantas lutas teve que assumir por um poço de paz! Em Medellín, no Congresso dos 40 anos da “Segunda Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano”, em 2008, encontrei Comblin uma última vez. Depois de sua palestra, um aceno significativo que parecia dizer: adeus Medellín, adeus companheiros e companheiras. Hoje, dia 27 de março, José Comblin morreu aos 88 anos numa hospedaria de Simões Filho (BA). No brasão desta cidade está escrito: Angelus Pacis, anjo da paz. Que o anjo da paz ampare nosso guerreiro na grande travessia!

Paulo Suess

Morreu Pe. José Comblin


O teólogo padre José Comblin, de 88 anos, morreu na manhã deste domingo, 27, no interior da Bahia onde assessorava grupos de base. Segundo padre José Oscar Beozzo, padre Comblin levantou-se cedo, tomou banho, aprontou-se, mas não apareceu para a oração da manhã. Procuram-no e o encontraram-no sentado no quarto e já morto. “Perdemos um mestre e um guia inquieto e exigente como os velhos profetas, denunciando sempre nossas incoerências na fidelidade aos preferidos de Deus: o pobre, o órfão, a viúva, o estrangeiro. Trabalhou por uma Igreja profética a serviço destes últimos nas nossas sociedades”, lamenta padre Beozzo. Nascido em Bruxelas, na Bélgica, em 1923, Comblin foi ordenado padre em 1947. Fez doutorado em teologia pela Universidade Católica de Louvaina e chegou ao Brasil em 1958. Em Recife, a convite de dom Helder Câmara, foi professor no Instituto de Teologia do Recife. Expulso do Brasil em 1971 pelo regime militar, padre Comblin exilou-se no Chile durante oito anos, de onde também foi expulso, em 1980, pelo general Pinochet. Voltando ao Brasil, passa a morar na Paraíba, em Serra Redonda. É autor de uma vasta obra. Padre Comblin morava, atualmente, em Barra, na Bahia. “Comblin dedicou praticamente toda sua vida ao povo e à Igreja da América Latina, no Brasil, no Chile e no Equador e em centenas de assessorias por todos os países”, recorda padre Beozzo. Share/Save/Bookmark
fonte: www.cnbb.org.br

No dia 20 de março, Dom Francisco de Assis da Silva, 1º vice-presidente do CONIC, foi sagrado bispo da Diocese Sul-Ocidental da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, em Santa Maria (RS). A cerimônia de sagração episcopal foi realizada na Catedral do Mediador, e contou com a presença do secretário geral do CONIC, Rev. Luiz Alberto Barbosa.

O evento teve a presença de muitos cristãos, que foram desafiados e chamados, através da liturgia e da palavra, à prática do verdadeiro cristianismo em união aos irmãos cristãos ou de outras religiões. O pregador Revdo. Côn. Michel Pollesel, secretário geral da Igreja do Canadá, refletiu a partir de textos bíblicos sobre a vocação assumida no batismo, explicando que, por palavras ou gestos, deve-se proclamar a Palavra do Senhor, relembrando que este é um mandamento recebido do próprio Jesus.

Em sua fala, Dom Francisco reforçou a visão ecumênica, acolhendo pessoas cristãs de outras denominações, bem como as de outros credos. Ao final, ele deixou um pedido para que os clérigos e leigos da Diocese Sul Ocidental trilhassem junto a ele a missão que recebe, pedindo paciência, pois não está plenamente preparado dentro da condição de bispo/pastor, colocando-se à disposição para estar crescendo e amadurecendo dentro do ministério.

O ofício teve a presença de todos os bispos anglicanos em atividade no Brasil: Dom Maurício Andrade, bispo de Brasília e primaz da IEAB; Dom Orlando de Oliveira, Porto Alegre; Dom Filadelfo Neto, Rio de Janeiro; Dom Naudal Gomes, Curitiba; Dom Sebastião Gameleira, Recife; Dom Saulo Barros, Belém; Dom Renato Raatz, Pelotas; Dom Roger Bird, São Paulo; dois bispos eméritos, Dom Clóvis Rodrigues e Dom Almir dos Santos; e bispos do exterior, Dom Julio Murray, da Diocese do Panamá; Dom Miguél Tamayo, Uruguai e Dom Gilberto Porcal, sufragâneo do Uruguai. O atual bispo diocesano, Dom Jubal Pereira Neves, não esteve presente por estar se recuperando de recente enfermidade.

Religiosos de outras igrejas e organismos ecumênicos também marcaram presença, como o bispo diocesano da Igreja Católica Romana de Santa Maria, Dom Hélio e o bispo católico presidente do CONIC regional, Dom Sinésio, além de clérigos e clérigas do Brasil como do exterior, bem como representantes ecumênicos da ICAR, IECLB, CESE, CLAI, CREAS e KOINONIA.

Lema do Episcopado
Vale destacar que o lema do Episcopado de Dom Francisco será: “...E andai em amor, assim como Cristo vos amou...”. Palavras que refletirão a importância de se viver o amor em todas as relações, seja dentro ou fora da Igreja, lembrando sempre do grande exemplo de vida deixado por Jesus Cristo, que amou até os inimigos e, ainda, ama a todos incondicionalmente.
fonte: www.conic.org.br

LANÇAMENTO DE DVDs E ENCONTRO DE ASSESSORES/AS DO CEBI-ES


O CEBI-ES, dentro da Celebração de seus 25 anos de Serviço ao Povo de Deus através da Leitura Popular da Bíblia no estado do Espírito Santo, realizou dois momentos muito signicativos neste mês de março: o lançamento de DVDs relacionados com a Bíblia e um encontro formação para os/as assessores/as. Os eventos foram organizados na Sala do CEBI-ES, em cima da Livraria Paulus, com quem foi feita a parceria e contaram com a participação do biblista do CEBI-SP, prof. Rafael Rodrigues da Silva.
Na sexta feira dia 18/03 aconteceu o lançamento dos DVDs: “Desvelando os Enigmas da Bíblia”, sobre o Pentateuco. O evento foi aberto ao grande público e contou com a participação de pessoas da Grande-Vitória e de Guarapari.
Rafael apresentou o seu recente trabalho feito em parceria com a Paulus Livraria. Ele visa ajudar Igrejas, Comunidades, grupos de Catequistas em todos os níveis, Círculos Bíblicos ou de reflexão bíblica, a conhecer um pouco mais do ambiente dos Livros do Pentateuco, especialmente o Êxodo, os Dez Mandamentos e da sua formação, além de seus diversos mitos. Foi um sucesso o acontecimento.
Em continuidade, no dia 19 e 20 de março, o professor Rafael trabalhou com o grupo de assessores e assessoras do CEBI-ES sobre “História e Literatura do 1º Testamento”. Este assunto faz parte do processo de formação de Assessores. Ele visa atender às demandas que o grupo tem no trabalho junto às diversas realidades do estado do Espírito Santo. No sábado o dia inteiro e domingo até o meio dia, o grupo acompanhou Rafael caminhando pela história e Literatura Bíblica do Primeiro Testamento, a sua elaboração e alguns dos aspectos míticos.
Foi gratificante e ao mesmo tempo desafiante, pois quanto mais se conhece, mais se descobre o quanto temos por conhecer.

LANÇAMENTO DVDs BÍBLICOS


"DESVELANDO OS ENÍGMAS DA BÍBLIA"
Teólogo e Biblista RAFAEL RODRIGUES DA SILVA


ACONTECE DIA 18 DE MARÇO 2011

19hs em cima da Livraria Paulus


Promoção CEBI-ES 25 anos e Livraria Paulus


Preço na noite de lançamento: de R$35 por R$25

CEBI-ES - Centro de Estudos Bíblicos do Espírito Santo
Rua Duque de Caxias, 121 Ed. Juel, Sala 206
Centro - Vitória - ES Cep: 29010-120
Tel.: (27)3223-0823/9945-2068
E-mail: cebies@yahoo.com.br
Blog: http://portrasdapalavra.blogspot.com

LANÇAMENTO DE DVDs

DVDs EXPLORAM TEMAS FUNDAMENTAIS DO ANTIGO TESTAMENTO E EXPLICAM AS MENSAGENS EXPRESSAS NOS TEXTOS BÍBLICOS DESTE PERÍODO
O EVENTO SERÁ HOJE (18 DE MARÇO)
ÀS 19 HORAS
NA SALA DO CEBI-ES
Pentateuco, Mitos, Êxodo, As leis e Os dez mandamentos. Estes são os cinco títulos que compõem a série Desvelando os Enigmas da Bíblia, lançamento da PAULUS em parceria com a Nato – 4Motion. Organizada por Rafael Rodrigues Silva, a coleção foi elaborada com o objetivo de ser um subsídio para catequistas, agentes pastorais, lideranças religiosas e pessoas que desejam aprofundar-se nos estudos da história bíblica.
“Pensamos em atingir tanto as pessoas que atuam nas comunidades eclesiais de fé e que, de certa maneira, lidam com a leitura da Bíblia quanto agentes especializados, como estudantes de teologia, seminaristas e aqueles que utilizam o material como ferramenta nos seus trabalhos de evangelização e formação teológica e cristã de suas comunidades” explica o autor.
No primeiro vídeo, “Pentateuco”, Rafael Silva fala sobre o conjunto de

narrativas que trata da história do povo desde os grupos patriarcais até a caminhada rumo à terra prometida, destacando que, neste conjunto, é possível encontrar os textos a respeito da criação da humanidade como uma forma de interpretar a realidade. Já no DVD “Mitos”, o telespectador encontrará as narrativas das origens, que são as que, normalmente, mais geram questionamentos e interpretações.
Em “Êxodo”,

terceiro vídeo da coleção, o especialista discute sobre o livro que, segundo ele, tem dois objetivos: fazer memória dos nomes de mulheres e homens que resistiram aos propósitos do faraó do Egito e narrar a ação de Deus para libertar o povo daquele país. “Neste livro está condensada a história de vários grupos que produziram seus êxodos diante da dominação egípcia e da crise do domínio dos faraós. A grande saída desse grupo de hebreus é buscar a sobrevivência distante do poderio dos reis”, complementa o autor.
No quarto vídeo, “As leis”, é feita uma análise dos três códigos de leis, elaborados em diferentes momentos do povo de Israel: O Código da Aliança; o Código Deuteronômico e o Código Levítico, nos quais é possível encontrar leis antiquíssimas que marcaram a história e fundamentam a justiça de hoje. E, por fim, em “Os dez mandamentos”, último volume da série, o autor fala das leis que defendem a vida: “Não matarás”, explicando que, ao redor desta, há outras leis que visam a combater os abusos de poder e o uso da religião.
De acordo com Rafael Silva, muitos grupos já produzem materiais e reflexões nas suas comunidades e estes vídeos auxiliam este trabalho. “O intuito desta coleção não é interferir na fé das pessoas, mas apontar possibilidades e perspectivas de um crescimento no compromisso de construção de um mundo e sociedade mais justo, solidário e humano. Sinto-me feliz em contribuir e estar a serviço do crescimento de fé de muitas pessoas que buscam viver o Evangelho”, afirma.
Desvelando os Enigmas da Bíblia conta com belíssimas imagens e excelente edição, consolidando-se como um verdadeiro guia de reflexão bíblico-teológica em sala de aula e também para a formação eclesial e religiosa desenvolvida nas mais variadas comunidades e grupos pastorais, sempre enfatizando a proposta de uma leitura da Bíblia de acordo com a vida e a realidade das pessoas.

Rafael Rodrigues da Silva possui graduação em Filosofia – Faculdades Associadas Ipiranga (1987), mestrado em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (1996), doutorado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2006) e livre-docência em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2009). Atualmente é professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, professor do Instituto Teológico São Paulo, professor da UNISAL (campus Pio XI), parecerista da FAPESP, membro da equipe editorial da Revista Religião e Cultura, publica artigos no Portal Latino-Americano de leitura da Bíblia e no portal Ciberteologia. Tem experiência na área de Teologia, com ênfase em Análise Literária dos Textos Antigos, atuando principalmente nos seguintes temas: contexto cultural e histórico, exegese e hermenêutica, sabedoria, hermenêutica e Bíblia hebraica.












SEMINÁRIO TEOLÓGICO DO CONIC DETECTA DESAFIOS PARA O ECUMENISMO

O diálogo inter-religioso tem fundamentação bíblico-teológica e, junto com o movimento ecumênico, é uma maneira privilegiada pelas quais a igreja cumpre sua missão no mundo, concluíram participantes de seminário teológico promovido pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), dias 8 e 10 de março, no Rio de Janeiro.
Com o tema “Ecumenismo no Brasil - Desafios, Anseios e Perspectiva: Uma reflexão sobre o papel das igrejas e organismos no contexto do movimento ecumênico brasileiro”, o evento refletiu a atuação das igrejas cristãs frente ao diálogo inter-religioso, e discutiu estratégias para o estabelecimento de um ecumenismo cada vez mais abrangente.
“É necessário que as igrejas desenvolvam nas comunidades um processo de educação para o diálogo inter-religioso considerando três elementos: conhecimento das tradições religiosas locais, incentivar a prática da convivência efetiva e desenvolver uma espiritualidade de acolhida das diferentes expressões de fé”, defendeu o coordenador da Comissão Teológica do CONIC, padre Elias Wolff.
Uma das tônicas do seminário foi a convergência em torno de um dos passos metodológicos propostos pela Comissão. O primeiro grande passo para o diálogo seria o reconhecimento do valor do outro. Conforme o documento síntese do encontro, “reconhecer é mais do que tolerar. Reconhecer é acolher o outro no seu próprio modo de ser, de agir e de crer”.
O evento antecedeu a XIV Assembleia do CONIC e propôs aos representantes das igrejas brasileiras refletir sobre a atuação das igrejas cristãs no diálogo inter-religioso, discutindo estratégias para o estabelecimento de uma atuação ecumênica cada vez mais ampla.
“A diversidade das igrejas no Brasil é muito grande. Não há uma resposta única sobre a questão do diálogo inter-religioso. A partir daí, constatamos que nos diversos níveis, institucional ou pessoal, há, a rigor, dificuldade de comunicação de como fazer chegar ao povo a posição oficial da igreja. Falta traduzir para o povo o que a igreja tem a dizer acerca do diálogo e da cooperação com outras expressões de fé”, afirmou o pastor Ervino Schmidt, ex-secretário executivo do CONIC e delegado do Centro Ecumênico de Capacitação e Assessoria (CECA) na assembleia.
Os participantes passaram a elaborar sugestões claras de incidência ecumênica no diálogo inter-religioso. Assim, os participantes propuseram a inclusão do tema como matéria no currículo de ensino religioso e a vigilância e eventual denúncia, por parte do CONIC, de situações de intolerância religiosa no país.
Para o pastor sinodal Jorge Schieferdecker, da delegação da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), “a pluralidade cultural e religiosa do Brasil é um desafio para a Igreja cristã, especialmente no que tange à prática missionária. Reverência a diferentes expressões de fé é um dos pontos de partida do testemunho evangélico”.
As dicotomias inerentes na relação entre igrejas e organismos ecumênicos também estiveram presente na pauta das discussões. A área da diaconia, não raro, através de seus projetos, tem tido mais contato e incidência em cenários e grupos inter-religiosos.
Diante deste cenário, há temor, por parte das igrejas, que o sentido missionário e a abordagem teológica da diaconia se percam ao longo do processo de profissionalização da ajuda humanitária e apoio a projetos de desenvolvimento e defesa de causa.
O aspecto missionário, também no serviço das igrejas, foi destacado como sendo uma das ferramentas importantes na reaproximação das duas áreas. “O movimento ecumênico e o diálogo inter-religioso são formas privilegiadas pelas quais a Igreja cumpre sua missão no mundo”, assinala o documento do encontro.
Conferências
Fizeram parte da programação as conferências “Pluralismo religioso no contexto brasileiro e seus desafios para o diálogo”, com a Profª Magali Cunha; “Fundamentação bíblico-teológico do movimento ecumênico”, com Dom Sebastião Gameleira; “História do Movimento Ecumênico no Brasil”, com o Profº Zwinglio Dias e, por fim, um painel sobre as práticas ecumênicas do CONIC - CLAI e CESE, moderado pelo P. Ervino Schmidt.
fonte: www.cebi.org.br

Católicos tradicionalistas atravancam caminhada ecumênica

Um grupo de católicos tradicionalistas, seguidores de Marcel Lefebvre, pressionou o bispo da Diocese de Santa Maria, dom Hélio Adelar Rubert, a retirar a cedência da igreja católica local para a sagração do bispo eleito da Igreja Episcopal Anglicana (IEAB), cônego Francisco de Assis Silva, no dia 20 de março.

A notícia é da Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC), 02-03-2011.

O templo anglicano local está em reformas, daí o pedido de empréstimo do templo católico. Além de ser contrário a qualquer atividade ecumênica, o grupo tradicionalista frisou que anglicanos ordenam gays e mulheres. O cônego José de Deus Luongo da Silveira, da IEAB local, lamentou o fato em carta, destacando que se tratava de um desserviço à causa ecumênica.

Encontro no dia 20 de fevereiro reuniu, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, o primaz anglicano, dom Maurício de Andrade, o bispo católico local, o presidente regional do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), bispo católico emérito dom Sinésio Bohn, o cônego José Luongo, o bispo anglicano eleito e outras autoridades das duas denominações para análise da situação.

“A reação dos católicos tradicionalistas foi violenta. Aqui, ocorreu um mal-entendido, que foi resolvido”, disse à ALC o coordenador diocesano de pastoral, padre Rubens Natal Dotto.

Dom Maurício agradeceu “a firme e reiterada disposição” da Igreja Católica de acolher os anglicanos em sua catedral, mas, ouvindo as suas lideranças clericais e leigas, resolveu transferir a ordenação e sagração do cônego Francisco de Assis Silva para o templo anglicano.

Depois do episódio, anglicanos e católicos romanos de Santa Maria, apesar dos esforços do grupo tradicionalista, “selam o compromisso de estreita caminhada ecumênica” e entendem o ecumenismo como irreversível, como expressão da vontade de Deus.

“Cremos que o verdadeiro ecumenismo não se realiza só por decreto das autoridades eclesiásticas se nas bases, nas pequenas comunidades e no meio do povo de Deus esse espírito de unidade não fizer parte das lideranças locais”, manifestam católicos e anglicanos de Santa Maria.

A catedral católica de Santa Maria já foi cedida, quando dom Ivo Lorscheiter pastoreava a diocese, para a ordenação de bispo anglicano. “Cremos que todos os batizados que aceitam a Jesus Cristo como seu Salvador estão em comunhão entre si, ainda que imperfeita, e que se torna imprescindível buscar a superação das divergências doutrinárias, históricas e culturais”, testemunham os líderes das duas denominações.

fonte: www.ihu.humanitas.br

IGREJAS EVANGÉLICAS PRECISAM DE OUTRA REFORMA, AFIRMA PASTOR

Em reação ao artigo do historiador e teólogo Eduardo Hoonaert, A igreja necessita hoje de uma reforma protestante, Pastor Seno (IECLB) afirmou que o historiador se dirigia a Igreja Católica, mas que as igrejas evangélicas também precisam de nova reforma protestante.

Segundo o líder luterano, que atua em Gurupi,no Tocantins, "há muitas igrejas prostituídas, para quem cobrar o dízimo não é mais suficiente. Agora exigem o trízimo". Pastor Seno se refere à prática do auto-intitulado apóstolo Valdomiro, líder da Igreja Mundial. "Daqui a pouco teremos uma igreja de esfera interplanetária", brinca o pastor. "Afinal, o que ele tem de apóstolo?"

"Está na hora de acontecer outra reforma dentro das igrejas evangélicas", insiste o pastor. "Que palavra se prega hoje? De Deus, da graça, ou da prosperidade, do neoliberalismo e do capital?" Por fim, o pastor conclama: "Tenhamos misericórdia e força, capacidade e esperança, que somente podemos esperar de Deus pelo seu Espírito Santo, para que consigamos salvar alguns dessa massa de povo, dessas mãos de bispos, pastores, apóstolos corruptos, enganadores, exploradores da miséria de fé e financeira desse povo inculto, pobre de espírito, sedentos por um Verdadeiro Evangelho que liberta".

Fonte:www.cebi.org.br - segunda feira 14 de março de 2011 - 09h11min

D. MANOEL É O NOVO PRESIDENTE DO CONIC

Fonte: www.cnbb.org.br

O bispo da diocese de Chapecó (SC), dom Manoel João Francisco, é o novo presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC). Ele foi eleito durante a 14ª Assembleia Geral do Conselho, que terminou neste sábado, 12, no Rio de Janeiro. Dom Manoel sucederá ao pastor sinodal Carlos Augusto Möller, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), no cargo desde 2006.

Fundado em 1982, em Porto Alegre (RS), o CONIC é uma associação que reúne cinco Igrejas cristãs: Católica Apostólica Romana; Episcopal Anglicana do Brasil; Evangélica de Confissão Luterana no Brasil; Sirian Ortodoxa de Antioquia; Presbiteriana Unida. Com sede em Brasília, tem entre seus objetivos promover as relações ecumênicas entre as Igrejas cristãs e o testemunho das Igrejas membros na defesa dos direitos humanos.

O atual primeiro vice-presidente do Conselho, dom José Alberto Moura, presidente da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso da CNBB, presidiu a celebração de abertura da Assembleia, que discutiu o tema “Unidade e compromisso com o povo de Deus”. Participaram da reunião, que começou ontem, 30 pessoas das cinco Igrejas que compõem o CONIC.

“A Assembleia foi marcada por uma atitude de diálogo e convivência entre os delegados das Igrejas membros”, disse o assessor da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso da CNBB, padre Elias Wolff.

Para a presbítera Elinete Wanderley Paes Miller, da Igreja Presbiteriana Unida (IPU), “as igrejas estão se fechando cada vez mais”, por isso, é preciso “ampliar o exercício do diálogo, para que o conselho não se restrinja a relações institucionais, mas esteja vivo no cotidiano de nossas comunidades”.

Já a reverenda Cacilene Nobre, também da IPU, é necessário investir mais na defesa dos direitos humanos. “O CONIC tem uma boa expressão, mas pode melhorar. Precisamos trabalhar mais intensamente na defesa dos Direitos Humanos. Sonhamos com um conselho de igrejas que lute incessantemente pelos direitos das mulheres”.

O assessor da CNBB, por sua vez, ressaltou a esperança no futuro do CONIC. “Não obstante as dificuldades atuais no mundo ecumênico, é de se esperar que esse Conselho de Igrejas, com o apoio das Igrejas membro, consiga fortalecer seus projetos de ação, favorecendo sempre mais o diálogo e a cooperação ecumênica no Brasil”, observou.

Nova diretoria
Além de dom Manoel, da Igreja Católica Romana (ICAR), foram eleitos, para a 1ª vice-presidência, o bispo dom Francisco de Assis da Silva, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), e para a 2ª vice-presidência, a presbítera Elinete wanderlei Paes Muller, da Igreja Presbiteriana Unida (IPU). A secretária eleita foi Zulmira Ines Lourena Gomes da Costa, da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia (ISOA) e para tesoureiro a Assembleia escolheu o pastor sinodal Altermir Labes, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB).

Para o Conselho Fiscal foram eleitos o pastor Marcos Ebeling (IECLB), mons. Pacheco Filho, da Igreja Católica Romana (ICAR) e Fabiano Nunes (IEAB). O mandato da nova diretoria vai até 2015.

SEMINÁRIO TEOLÓGICO DO CONIC DISCUTE "ECUMENISMO NO BRASIL"


A Comissão Teológica do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) realizou entre os dias 9 e 10, no Rio de Janeiro, o Seminário Teológico, “Ecumenismo no Brasil - Desafios, Anseios e Perspectivas: Uma reflexão sobre o papel das igrejas e organismos no contexto do movimento ecumênico brasileiro”. O evento antecedeu a 14ª Assembleia do Conic, que começa nesta sexta-feira e segue até amanhã, 12.

De acordo com o coordenador da Comissão Teológica, padre Elias Wolff, o Seminário propôs-se a refletir a atuação das igrejas cristãs no diálogo inter-religioso, discutindo estratégias para o estabelecimento de uma atuação ecumênica cada vez mais ampla.

Uma das tônicas do seminário foi a convergência em torno de um dos passos metodológicos propostos pela Comissão. O primeiro grande passo para o diálogo seria o reconhecimento do valor do outro. Conforme o documento de síntese do encontro, “reconhecer é mais do que tolerar. Reconhecer é acolher o outro no seu próprio modo de ser, de agir e de crer”.

Em suas reflexões, os participantes passaram a elaborar sugestões claras de incidência ecumênica na questão do diálogo inter-religioso, como a inclusão do tema como matéria no currículo de ensino religioso e a vigilância e eventual denúncia, por parte do Conic, de situações de intolerância religiosa no país.

Tendo como principal finalidade a promoção do diálogo intereclesial, o Conic vem ampliando a sua ação e acompanhando as iniciativas de diálogo inter-religioso. A motivação para tal vai além dos fatores contextuais. “Mais do que uma exigência da realidade social, para as igrejas, o diálogo inter-religioso tem fundamentação bíblico-teológica”, destaca o texto de síntese.

Padre Elias aponta que, para promover o diálogo inter-religioso, é necessário que as Igrejas desenvolvam, nas comunidades, um processo de educação tendo como base três elementos: “Conhecimento das diferentes tradições religiosas locais, a prática da convivência efetiva e uma espiritualidade de acolhida das diferentes expressões de fé”, acrescentou padre Elias.

O pastor sinodal Jorge Schieferdecker, da delegação da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB), destaca que “a pluralidade cultural e religiosa do Brasil é um desafio para a Igreja Cristã, especialmente no que tange a prática missionária. Reverência a diferentes expressões de fé é um dos pontos de partida do testemunho evangélico”.

fonte: www.cnbb.org.br

Uma Mulher...



Uma mulher traz mãos estendidas e pulsos frágeis,
Mas suporta os pesos imprevisíveis da vida.
Traz uma urgência de amparo,
Sustenta um olhar firme e claro
Na obscuridade das ruas onde, às vezes, transita.
Traz o rosto entre lua e estrelas
E uma esperança que se levanta com o sol das manhãs.
Nos lábios, o gosto das maçãs,
E no riso, a aragem fresca da brisa.
Uma mulher possue, oculta e insuspeitada,
Uma força paradoxal,
Que pode ser mortal
Ou reordenar a vida.
Uma mulher traz a semente polinizada e nascida
Na aridez de qualquer tempo.
Traz uma referência de amor,
Dedos esculpidos para acariciar a flor
E um véu que lhe preserva o instinto.
Uma mulher traz um silêncio e uma explosão,
Um delírio e uma prostração,
E uma certeza que a torna triunfante.
Uma mulher traz uma vibração constante,
Uma busca por sentir-se livre
E um poder de inventar caminhos.
Traz os derradeiros carinhos,
O peito despojado,
E possui-se de ternuras.
Uma mulher acumula-se de procuras,
De persistências e de encantamento.
Uma mulher traz o sábio gesto de um momento
E uma luz projetada para o infinito!



de Lúcia Barcelos
Porto Alegre - RS

Nossa mãe terra, Senhor, geme de dor noite e dia!

1. Olha, meu povo, este planeta terra:
Das criaturas todas, a mais linda!
Eu a plasmei com todo amor materno,
Pra ser um berço de aconchego e vida. (Gn 1)

Nossa mãe terra, Senhor,
Geme de dor noite e dia.
Será de parto essa dor?
Ou simplesmente agonia?!
Vai depender só de nós!
Vai depender só de nós!

2. A terra é mãe, é criatura viva;
Também respira, se alimenta e sofre.
É de respeito que ela mais precisa!
Sem teu cuidado ela agoniza e morre.

3. Vê, nesta terra, os teus irmãos. São tantos...
Que a fome mata e a miséria humilha.
Eu sonho ver um mundo mais humano,
Sem tanto lucro e muito mais partilha!

4. Olha as florestas: pulmão verde e forte!
Sente esse ar que te entreguei tão puro...
Agora, gases disseminam morte;
O aquecimento queima o teu futuro.

5. Contempla os rios que agonizam tristes.
Não te incomoda poluir assim?!
Vê: tanta espécie já não mais existe!
Por mais cuidado implora esse jardim!

6. A humanidade anseia nova terra. (2Pd 3,13)
De dores geme toda a criação. (Rm 8,22)
Transforma em Páscoa as dores dessa espera,
Quero essa terra em plena gestação!

(HIno da Campanha da Fraternidade de 2011. Autoria: José Antônio de Oliveira e Casimiro Nogueira)

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

EU SOU AQUELA MULHER


Eu sou aquela mulher
a quem o tempo muito ensinou.
Ensinou a amar a vida
e não desistir da luta,
recomeçar na derrota,
renunciar a palavras
e pensamentos negativos.
Acreditar nos valores humanos
E ser otimista.

Creio na força imanente
que vai gerando a família humana,
numa corrente luminosa
da fraternidade universal.

Creio na solidariedade humana,
na superação dos erros
e angústias do presente.
Aprendi que mais vale lutar
do que recolher tudo fácil.
Antes acreditar do que duvidar.

Cora Coralina



CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2011



Numa tradição que completa 47 anos, a Igreja Católica Romana inicia na próxima quarta-feira, dia 9, a Chamada Campanha da Fraternidade. A campanha ocorre durante a quaresma e tem por objetivo principal a sensibilização em torno de algum tema importante na sociedade, além da arrecadação de fundos para ações sociais e de evangelização.

A Campanha da Fraternidade 2011 (CF) tem por tema: "Fraternidade e a Vida no Planeta" e lema: "A criação geme em dores de parto" (Rm 8,22). Esta não é a primeira vez que a CF aborda o tema meio ambiente. Em 1979, a Campanha discutiu o tema "Preserve o que é de todos"; em 2004, "Fraternidade e Água - Água, fonte de vida"; e, em 2007, a Amazônia foi lembrada: "Fraternidade e Amazônia - vida e missão neste chão".


Em três edições (2000, 2005 e 2010), a Campanha foi ecumênica, tendo sido coordenada pelo CONIC - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs. Ainda que não seja o caso de 2011, o tema escolhido é mais do que ecumênico, uma vez que o planeta é a casa comum (em grego, oikoumene) de todos os povos.
O CEBI tem à disposição diversos subsídios sobre o tema da Ecologia:

• Águas da Vida – Celebrações – CEBI
• Água de beber – encontros comunitários sobre o gerenciamento de águas – CEBI
• A criação de um outro mundo: Genesis 1-11 – Rogério de Almeida Cunha (Org) – CEBI
• Terra Eco Sagrado – Arno Kayser e Ivone Gebara – CEBI
• Deus, criação e mudanças climáticas – CEBI/IECLB
• Sustentabilidade… eis a questão – Eloir Antônio Vial e Fabiane Asquidamini – CEBI
• Bíblia e Ecologia – PNV nº 53/54 – Uwe Wegner – CEBI
• Bíblia e Cidadania – PNV nº 137/138 – José Edmilson Schinelo (org) – CEBI
• Bíblia e Ecologia – PNV nº 171 – CEBI-RO
• Ecofeminismo: novas relações, nova terra, novos céus… - PNV nº 174 – Tea Frigério (org) – CEBI
• Ecologia: solidariedade com o cosmos – PNV nº 189 – Luiz J. Dietrich (Org) – CEBI
• Reciclar a Vida – PNV nº 193/194 – Carlos Mesters, Tea Frigério e Francisco Orofino – CEBI
• Os biomas que recebemos e o Brasil que queremos – PNV nº 228 – João Inácio Wenzel (Org) – CEBI
• A Terra é nossa mãe – Gênesis 1-12 – PNV nº 235/236 – Carlos Mesters e Francisco Orofino – CEBI
• Bíblia, Terra e Água – PNV nº 259 – Dionísio Vandresen (Org) – CEBI
• O grito do Planeta Terra – PNV nº 275 – Anna Maria R. Gallazzi e Sandro Gallazzi – CEBI
• Humanidade e Planeta Terra: quem precisa de quem? – PNV nº 276 – Nélio Schneider – CEBI

CELEBRAÇÃO DE ABERTURA DOS 25 ANOS DO CEBI-ES

Ficará marcada em nossos corações e em nossas mentes a Celebração de Abertura dos 25 anos do Centro de Estudos Bíblicos do Espírito Santo - CEBI-ES.

Ela aconteceu na Sala do CEBI-ES na sexta feira dia 25 de fevereiro a partir das 18:30hs.
Participaram pessoas dos diversos municípios da Grande Vitória. Estavam lá irmãos e irmãs da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) e da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). Entre esses estavam pastores, padres, diversas religiosas e diversos fiéis das duas Igrejas membros do Conic.
Um registro que se faz necessário é o grupo de crianças presente. Elas viveram o ecumenismo na prática, seja através do canto, dos instrumentos, das brincadeiras, da convivência, enfim da vida como ela é.


Nem a chuva, nem o trânsito conturbado, por causa do carnaval antecipado e dos buracos, impediram às pessoas de chegarem. O lanche inicial com frutas, sucos, chás, café, patês e pães abriu os sinais de comunhão vividos no decorrer da celebração.


O canto, a música e os músicos também revelaram o que significa unidade na diversidade. A flauta doce, o teclado, a acordeom, os atabaques, os tambores, os chocalhos, o agogô, o violão, a casaca e a sonoridade das vozes marcaram a espiritualidade da noite.
Entre os pontos principais queremos destacar também a História da Criação, inspirada no livro do Gênesis e História da gênesis do CEBI-ES contadas pela Rosa, uma das matriarcas e porque não, parteiras do CEBI-ES.


Foi neste espírito que o Livro da Palavra de Deus brotou da terra, “nasceu de um útero” montado no meio da sala. O “parto” foi feito por Rosa e o Pr. Norberto Berger.
A Oração sobre os quatro elementos da Natureza e a oração da Unidade dos filhos e filhas de Deus foi conduzido pelo Pr. Antonio. Em seguida aconteceu a apresentação das atividades CEBI-ES do 1o semestre, abertas ao público.
Daí em diante a alegria continuou com a apresentação do Grupo de Cantos da Igreja Luterana e também com o violão, triângulo e o acordeom, de Raquel, Herbert e Ir. Wesley (marista) e muita dança.
Valeu mesmo, equipes que trabalharam e fizeram esse momento acontecer!