Decreto de Natal

Decreto de Natal
Frei Betto

Fica decretado que, neste Natal, em vez de dar presentes, nos faremos presentes junto aos famintos, carentes e excluídos. Papai Noel será malhado como Judas e, lacradas as chaminés, abriremos corações e portas à chegada salvífica do Menino Jesus.

Por trazer a muitos mais constrangimentos que alegrias, fica decretado que o Natal não mais nos travestirá no que não somos: neste verão escaldante, arrancaremos da árvore de Natal todos os algodões de falsas neves; trocaremos nozes e castanhas por frutas tropicais; renas e trenós por carroças repletas de alimentos não perecíveis; e se algum Papai Noel sobrar por aí, que apareça de bermuda e chinelas.

Fica decretado que, cartas de crianças, só as endereçadas ao Menino Jesus, como a do Lucas, que escreveu convencido de que Caim e Abel não teriam brigado se dormissem em quartos separados; propôs ao Criador ninguém mais nascer nem morrer, e todos nós vivermos para sempre; e, ao ver o presépio, prometeu enviar seu agasalho ao filho desnudo de Maria e José.

Fica decretado que as crianças, em vez de brinquedos e bolas, pedirão bênçãos e graças, abrindo seus corações para destinar aos pobres todo o supérfluo que entulha armários e gavetas. A sobra de um é a necessidade de outro, e quem reparte bens partilha Deus.

Fica decretado que, pelo menos um dia, desligaremos toda a parafernália eletrônica, inclusive o telefone e, recolhidos à solidão, faremos uma viagem ao interior de nosso espírito, lá onde habita Aquele que, distinto de nós, funda a nossa verdadeira identidade. Entregues à meditação, fecharemos os olhos para ver melhor.

Fica decretado que, despidas de pudores, as famílias farão ao menos um momento de oração, lerão um texto bíblico, agradecendo ao Pai de Amor o dom da vida, as alegrias do ano que finda, e até dores que exacerbam a emoção sem que se possa entender com a razão. Finita, a vida é um rio que sabe ter o mar como destino, mas jamais quantas curvas, cachoeiras e pedras haverá de encontrar em seu percurso.

Fica decretado que arrancaremos a espada das mãos de Herodes e nenhuma criança será mais condenada ao trabalho precoce, violentada, surrada ou humilhada. Todas terão direito à ternura e à alegria, à saúde e à escola, ao pão e à paz, ao sonho e à beleza.

Fica decretado que, nos locais de trabalho, as festas de fim de ano terão o dobro de seus custo convertido em cestas básicas a famílias carentes. E será considerado grave pecado abrir uma bebida de valor superior ao salário mensal do empregado que a serve.

Como Deus não tem religião, fica decretado que nenhum fiel considerará a sua mais perfeita que a do outro, nem fará rastejar a sua língua, qual serpente venenosa, nas trilhas da injúria e da perfídia. O Menino do presépio veio para todos, indistintamente, e não há como professar o "Pai Nosso" se o pão também não for nosso, mas privilégio da minoria abastada.

Fica decretado que toda dieta se reverterá em benefício do prato vazio de quem tem fome, e que ninguém dará ao outro um presente embrulhado em bajulação ou escusas intenções. O tempo gasto em fazer laços seja muito inferior ao dedicado a dar abraços.

Fica decretado que as mesas de Natal estarão cobertas de afeto e, dispostos a renascer com o Menino, trataremos de sepultar iras e invejas, amarguras e ambições desmedidas, para que o nosso coração seja acolhedor como a manjedoura de Belém.

Fica decretado que, como os reis magos, todos daremos um voto de confiança à estrela, para que ela conduza este país a dias melhores. Não buscaremos o nosso próprio interesse, mas o da maioria, sobretudo dos que, à semelhança de José e Maria, foram excluídos da cidade e, como uma família sem-terra, obrigados a ocupar um pasto, onde brilhou a esperança.




"PREFIRO MORRER PELA VIDA DO QUE VIVER PELA MORTE!"
(Padre Gabriel)

Memória dos 22 anos de martírio de Padre Gabriel
DATA: 23 de dezembro



19h: COBI de Cima
(local onde o corpo do Pe. Gabriel foi encontrado);

19h30 - Carreata até a Comunidade de Castelo Branco;
                                      
20h - Concentração na Comunidade de Castelo Branco.

Dia Nacional da Juventude

Programação oficial do Evento:


08h - Concentração - saída da Praia de Camburi

8h30 - Marcha capixaba contra a violência e o extermínio de jovens

10h - Abertura Oficial e Fala sobre os 25 anos da PJ no Espírito Santo

10h30 - Celebração Eucarística

12h - Banda de Congo Jovem

13h - Apresentações culturais (Vitória e Cachoeiro)

13h30 - Show da banda católica - Banda Dogma

14h30 - Apresentações culturais (São Mateus e Colatina)

15h - Mística de Envio

15h30 - Bateria de uma Escola de Samba

16h - Show de Artistas Capixaba pela vida

18h - Encerramento



Acompanhe notícias sobre o evento pelo Twitter:@pjcapixaba e use a Tag: #dnjcapixaba ou acompanhe pelo facebook.com/pjcapixaba

ENCONTRO ECUMÊNICO PELA PAZ


Aconteceu no dia 06 de outubro, no Centro de Formação Martim Lutero, em Vitória - ES, um encontro ecumênico pela Paz.


Foi um momento de reflexão sobre a situação de violência tão desafiadora experimentada, em especial, no ES em vista de uma ação unificada pela PAZ.


 A reflexão foi conduzida a partir da fala de Pe Xavier (Pastoral Carcerária e Pastoral do Menor), da Professora Eugência (UFES) e do Luiz Inácio (Direitos Humanos e PJ).
 Atentos/as às falas estavam os representantes do CONIC-ES, membros da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil, Igreja Presbiteriana Unida, Igreja Metodista, Igreja Católica e também do CEBI-ES.



O encontro foi animado pelo Coral da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil, Comunidade de Vila Velha.


ZÉ VICENTE PARTICIPA DA FESTA DE 25 ANOS DO CEBI-ES

ENCONTRO PALAVRA, POESIA E MÚSICA PELO PLANETA
“Uma noite inesquecível!” Assim diziam os participantes da Apresentação Musical organizada pelo Centro de Estudos Bíblicos (CEBI-ES), para celebrar os 25 anos de Serviço à Leitura Popular da Bíblia no estado.
A apresentação foi realizada no último dia 09 de setembro, no Socyet Covre, no bairro Alvorada, em Vila Velha e contou com as participações do Grupo de Dança Afro Kisile, de Jacaraípe, Serra e a cantora capixaba Raquel Passos.
A grande atração da noite foi a presença do Cantor Cearense, de Orós, Zé Vicente, que está celebrando 30 anos de caminhada a serviço das Comunidades Eclesiais de Base em nosso país.
Desde a sua primeira canção que explodiu em todo Brasil “Quando o espírito de Deus soprou”, Zé Vicente não mais parou. Ele tem andado pelo país afora, do Oiapoque ao Chuí, passando pela Europa, África e América compondo e cantando as canções que embalam a esperança, as utopias e os sonhos de um outro mundo possível.
Acompanhado pela cantora cearense Eliane Brasileiro e pelo músico-índio José Heriberto, Zé Vicente contagiou todas as pessoas presentes naquela noite cantando canções que estão presentes nas celebrações, na vida e na alma do povo de nossas comunidades: “Utopia”, “Me fala de você”; “Baião das Comunidades”, “Quando o espírito de Deus soprou”. Zé Vicente também apresentou poemas e poesias de sua autoria convidando às pessoas a uma reflexão sobre a vida e o planeta como presentes de Deus.
Foi um momento muito bonito de juntar pessoas que estão na diáspora da vida eclesial e outros que continuam fazendo a história acontecer nos dias de hoje. Fica o agradecimento a Deus, em primeiro lugar, pela oportunidade que Ele nos concedeu de reencontrar velhos/as amigos/as e fazer novos/as. De Linhares, Guarapari, Sete Lagoas, Belo Horizonte, Serra, Vila Velha, Vitória, Cariacica, Viana e do Ceará e de outros lugares não nomeados naquele momento.
Fica também o nosso carinho a todas as Equipes de trabalho do CEBI-ES e aos amigos que apostaram e apoiaram o nosso Encontro. Foi imprescindível o trabalho de cada um e de cada uma.
“Deus nos abençoe e nos dê a paz, a paz que só a amor é que nos traz!”
Muito Obrigado!
Pe. Manoel David Neto – Equipe de Divulgação do CEBI-ES

  

4ª edição da Marcha das Margaridas deve reunir 100 mil mulheres do campo em Brasília Quarta-feira, 27 de julho de 2011 - 19h02min

"Duas mil e onze razões para marchar para o desenvolvimento, sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade". Este será o lema 4ª edição da Marcha das Margaridas que acontecerá nos dias 16 e 17 de agosto em Brasília, região Centro-oeste do país. A Marcha reunirá cerca de 100 mil mulheres de diversas regiões do país na luta por melhores condições de vida e trabalho no campo e contra todas as formas de discriminação e violência.
Para Rosângela Ferreira, integrante da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura do Estado do Ceará (Fetraece) e da organização estadual da Marcha, a atividade tem um grande significado para a garantia dos direitos das mulheres, principalmente daquelas das zonas rurais. "A Marcha é necessária para garantir a visibilidade. Por mais que o governo seja democrático, não existe governo bonzinho. O movimento precisa estar mobilizado ou então não consegue [visibilizar suas demandas]", afirma.
O evento acontece a cada quatro anos sempre no mês de agosto, para fazer a memória ao assassinato da líder sindical Margarida Alves morta com um tiro no rosto no dia 12 de agosto de 1983 no município de alagoa grande, Paraíba, região nordeste do país.
A atividade foi lançada nacionalmente em novembro de 2010, e desde então, os movimentos de mulheres vêm se organizando em vários pólos do país com o objetivo de se articular e preparar a pauta de reivindicação através de debates, palestras, estudos, planejamento e captação de recurso.
Essas mobilizações resultaram na elaboração de um caderno de texto que teve como base os eixos da plataforma política do movimento de mulheres. São elas: biodiversidade, terra, água e agroecologia, soberania e segurança alimentar, autonomia econômica, saúde pública e direitos reprodutivos, educação não sexista e democracia, poder e participação política. O caderno reuniu cerca de 158 propostas que foram entregues na semana passada (13), em ato político, no Palácio do Planalto em Brasília.
Rosângela aponta conquistas significativas nesses anos de caminhada. Uma delas foi a aposentadoria para trabalhadoras rurais aos 55 anos de idade; a emissão de documentação das mulheres que não conseguiam acesso às políticas públicas, como o Bolsa Família; a titularização na divisão da reforma agrária no nome das mulheres; criação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) Mulher, a visibilidade sobre os casos de violência e discriminação contra as mulheres, entre outras.
Ela ressalta, ainda, que as mulheres fizeram parte da construção da história do país, mas nunca apareceram de fato, e que a Marcha tem também essa finalidade: Despertar nas mulheres para que elas exijam seus direitos e sejam sujeitas de uma nova história e construtoras de uma sociedade igualitária.
Programação
As mulheres chegarão no dia 15 de agosto no Parque das Cidades, centro de Brasília. Dia 16, pela manhã, a abertura terá a exposição de dois painéis. Neste mesmo dia, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) fará uma pesquisa aplicada com as mulheres presentes na marcha sobre perfil econômico e condições de vida das mulheres trabalhadoras do campo e da floresta.
À noite, haverá o lançamento do CD "Canto das Margaridas", produzido por mulheres de todo pais, com a presença da cantora Margareth Menezes. No dia 17, as mulheres seguem em marcha do Parque das Cidades até a Esplanada dos Ministérios onde serão recebidas por ministros, autoridades, e pela presidenta Dilma Rousseff. Às 15h, Rousseff fará o anúncio da decisão das propostas encaminhadas na semana passada pela coordenação da Marcha.

CONVITE BÍBLICO


CURSO BÍBLICO: EVANGELHO DA COMUNIDADE DE MARCOS

Destinatários: O Curso é direcionado a todas as pessoas que querem conhecer um pouco mais do Evangelho segundo a Comunidade do Evangelista Marcos. De maneira especial o Curso servirá para ajudar pessoas que em suas Igrejas fazem reflexão do Evangelho nos Cultos Dominicais, participam de Escolas Dominicais ou Curso da Palavra.

Dia: QUINTAS FEIRAS
Hora: de 19 às 21hs
Período: 04 de agosto a 27 de outubro 2011
Local: Sala do CEBI-ES, em cima da LIVRARIA PAULUS, próximo à Escadaria Maria Ortiz, atrás da Praça Oito - Vitória

Dentro das Celebrações Litúrgicas o Evangelho da Comunidade de Marcos será proclamado em 2012, sempre aos domingos, durante os dias da semana e nos Círculos Bíblicos, para algumas Igrejas Cristãs, especialmente a Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) e a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB).

Inscrições abertas até 04 de agosto -3223-0823/ 9945-2068 cebies@yahoo.com.br

Romaria dos Mártires da Caminhada: testemunhas do reino! - Zé Vicente

Sexta-feira, 22 de julho de 2011 - 8h44min

O sol do dia 16 de julho lançou seus últimos raios sobre a grande fogueira erguida no pátio da matriz da pequena cidade de Ribeirão Cascalheira - MT, entregando para a lua cheia, esplêndida no céu, o brilho a ser derramado sobre a 5ª Romaria dos Mártires da Caminhada Latino Americana, que reuniu cerca de sete a dez mil pessoas, sem contar os que olhavam das calçadas, admirados e atentos e muitos que, mesmo distantes, se uniram em espírito.

Todos vestidos com vestes de festa, vindos dos quatro cantos do Brasil e de vários outros países, estamos postos num grande círculo, movidos pela energia vibrante dos abraços, beijos e sorrisos, trocados na emoção de reencontrarmos velhas amizades e sentirmos o calor de novos aconchegos.

Entre nós e em nós, se manifesta a presença deles e delas, os mártires, testemunhas fiéis do Reino da Vida, cujo sangue foi derramado no colo da mãe terra, por mãos assassinas, quase sempre a mando de quem, na cegueira da ambição desenfreada, pela posse do dinheiro, dos bens de toda a terra e do poder, pagam pistoleiros violentos, para executarem quem atravessa seu caminho, denunciando seus intentos criminosos e anunciando com a verdade da própria vida, a solidariedade irrestrita com os injustiçados e oprimidos.

Nas camisetas e faixas, nos estandartes e cantos, nos corpos de seus parentes que estão conosco e nas palavras testemunhais dos pastores, especialmente do Poeta e Profeta, Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia, com seus mais de 80 anos, 40 dos quais vividos nessa região, uma das mais violentas do Brasil. Marcado, há vários anos pelo Parkinson, Pedro, fez ecoar ainda com vigor que a fé lhe confere, sua mensagem de teimosa e resistente esperança pascal.

Ao som dos tambores e mantras de diversas tradições místicas, entra no grande espaço, o cortejo de mulheres, portando vasilhas pintadas com motivos indígenas, levando águas e flores. Circulam e dançam em volta da fogueira. Em seguida chegam crianças, meninos e meninas do povo dali, trazendo belos estandartes, com fotos e nomes dos (as) mártires, para o centro da grande roda. A equipe de coordenação vai orientando. A saudação de acolhida, com um toque orante, veio do atual bispo da Prelazia, Dom Leonardo. Finalmente, entra a Cruz do P.e João, conduzida por jovens mulheres. Do Círio Pascal, sai o fogo, posto na fogueira e nas velas das pequenas lanternas, recebidas por cada pessoa presente. A praça, rapidamente, se transforma numa constelação de luz. Um casal de Araras passa sobre nós, num belo e sereno vôo, costurando uma linha livre e sutil, ligando a lua, a fogueira e o ultimo vestígio do sol, exatamente na direção por onde seguimos em Caminhada, entoando os cânticos conhecidos: "Sou, sou teu, Senhor, sou povo novo, retirante, lutador!", "Vidas pela vida, vidas pelo Reino", "Ribeirão Bonito, cruz do P.e João!"...

 Foram mais de três quilômetros até o pequeno Santuário dos Mártires, construído na margem esquerda da rodovia de quem sai de Cascalheira, logo após o pequeno rio, chamado Ribeirão Bonito. No trajeto alguns testemunhos, gritos de denuncia, das vitimas indígenas, jovens, mulheres, trabalhadores (as), cujos direitos sagrados estão sendo desrespeitados pelos atuais senhores do latifúndio, do agro-negócio, da droga, do sistema bancário. Passamos bem ao lado, da capelinha, onde o Padre João Bosco Penido Burnier, Missionário Jesuíta, viveu a sua última agonia, depois de ser alvejado à queima roupa, por um policial, no dia 12 de outubro de 1976. P.e João, acompanhava D. Pedro e foram pedir em favor de duas mulheres que estavam presas e eram torturadas injustamente. Ali, foi celebrada uma emocionante Vigília no dia anterior.

Ao chegarmos ao Santuário, mais alguns testemunhos. Um momento para a leitura Bíblica, a prece do Pai Nosso, a benção e partilha de um tipo de bolinho popular na região. Para encerrar a noitada festiva, nós, artistas presentes animamos o povo, com cantos e poesias. Pelas onze horas da noite, retornamos para as casas e escolas, onde fomos acolhidos, com carinho pelas famílias da cidade.

NA EUCARISTIA, O BRILHO DA GLÓRIA PASCAL!

A manhã do domingo, 17 de julho, estava luminosa pelo sol e a beleza de cores, no espaço, atrás do Santuário dos Mártires, preparado para a Missa de despedida da Romaria, concelebrada pelos bispos D. Leonardo, D. Eugênio, bispo da cidade de Goiás e pelo próprio D. Pedro e mais de 30 padres.

Toda celebração teve como foco principal a vitória pascal de Jesus e de todas as testemunhas da Ressurreição, desde os discípulos de Emaús (Lc 24,13), lembrando a multidão dos que lavaram suas vestes existenciais no sangue do Cordeiro (AP 7,9) e de quem, neste tempo presente, mantém a fidelidade a causa maior da vida!

Após a comunhão, ainda alguns testemunhos e denuncias, pela boca dos representantes indígenas; Cacique Marcos e sua mãe, do povo Xucuru, de Pernambuco, que fez uma bela prece aos Encantados, pela proteção da terra e dos seres vivos. Os Xavante, na sua dura luta pela retomada de sua terra tradicional Marãiwatsédé, no Mato Grosso, de onde foram deportados na década de 1960 e que retornaram em 2004 decididos a não abrir mão da terra sagrada, onde está sua memória e foram plantados os corpos de seus ancestrais.

Antes da benção e envio final, a mensagem emocionada de Pedro, temperada de carinho, profecia e convocação para a fidelidade no testemunho pascal: "multipliquem as romarias dos mártires da caminhada!... Esta, possivelmente será minha ultima Romaria com os pés nesta terra...!"

Com esta imagem inesquecível e ao som do hino: "Ribeirão Bonito, Cruz do Padre João, Alta Cascalheira, gente do sertão, o suor e o sangue, fecundando o chão!",romeiros e romeiras da Caminhada, nos despedimos, para as longas viagens de volta, com os corações unidos e aquecidos na fogueira da esperança para a missão urgente, assumida, sem reserva, até o fim, por tantas testemunhas do reinado pleno e eterno da Vida para todas as vidas: João, Chicão, Marçal, Zumbi, Conselheiro, Margarida, Zé Claudio, Maria, Dorothy, Nativo...

Fortaleza, 19 de julho de 2011

Em memória da experiência da Revolução Sandinista de Nicarágua, cujos 32 anos se comemora neste dia.

Zé Vicente - poeta-cantor





60 ANOS DE PRESENÇA LUTERANA EM VILA PAVÃO

60 anos de Presença Luterana em Vila Pavão/ES

Deixei-me motivar pelo lema bíblico dessa semana, do evangelho de Lucas, cap. 8, 15: “A semente que caiu na boa terra são os que, tendo ouvido de bom e reto coração, retém a palavra; estes frutificam com perseverança”. O v. foi extraído da parábola do semeador, do evangelho segundo Lucas.

A comunidade de Lucas utiliza experiências de agricultores/as para abordar aspectos essenciais da fé em Jesus Cristo.

A celebração de 60 anos de Presença Luterana, em Vila Pavão, é uma conseqüência do agir de Deus, em nossa história. Relembro de algumas facetas dessa caminhada de fé, que não foram fáceis, porém, lançaram grandes desafios à identidade evangélico-luterana. Os evangélicos de confissão luterana estão conscientes da responsabilidade que a comunidade de Jesus Cristo tem nos momentos difíceis da caminhada. Hoje estão celebrando 60 anos com uma profunda gratidão ao Deus, que optou em nunca abandonar seu povo. Essa presença de Deus vocês vivenciaram, agarrando e assumindo, sobretudo, propostas de seu agir, destacadas pela confissão evangélico-luterana. Menciono a justificação por graça; da liberdade cristã; o sacerdócio universal de todas as pessoas batizadas.

Na comunidade de Lucas brotou a necessidade de refletir e aprofundar aspectos da fé em Jesus Cristo. A fé, um dom de Deus, necessita ser exercitada para crescer e se desenvolver na vida das pessoas e na comunidade. A vivência da fé, portanto, requer um serviço. Este serviço é comparável ao trabalho do agricultor e da agricultora. As experiências que vocês fazem com o trabalho na terra, os membros da comunidade, também, fazem em sua vida de fé. Quero, apenas, destacar um procedimento muito comum entre os/as agricultores/as. É a espera paciente pela colheita. O decisivo no trabalho do/a agricultor/a é a colheita.

Os agricultores e as agricultoras, presentes nessa celebração, sabem que sua paciente espera pela colheita é muito ativa. Vocês lembram o que fazem entre o plantio e a colheita. Esta atividade é decisiva para uma boa colheita.

Sublinhei antes que a fé necessita de serviços e exercícios para que permaneça viva e produza frutos para a missão de Deus, em nossa realidade. Essa é uma conseqüência da justificação por graça. Este agir de Deus impulsiona-nos a fazer tudo para que a fé produza frutos. Estes frutos surgirão se a vivência da fé abranger todas as ramificações do nosso quotidiano.

A vida comunitária dessa comunidade tem como característica a paciência, a espera ativa. Assumiu-se a missão de Deus no cotidiano da vida.

Não esqueçamos, portanto, que a fé precisa do serviço de despertamento e fortalecimento. Pois, a colheita, que a fé produz, Deus deseja investir e aproveitar para seu projeto de vida entre nós.

Portanto, a fé dos evangélicos de confissão luterana não conhece o estocamento de sua produção para assegurar futuras garantias. Toda a colheita da fé é distribuída, partilhada. Ela reverte em benefício da obra de Deus entre nós. A sua meta é o crescimento do Reino de Deus em nossa realidade.

Acelerar e multiplicar essa prática da fé nas comunidades é uma tarefa que requer uma paciência que se agarra na certeza de que a fé não deixará de produzir frutos. Deus é sua fonte alimentadora. Na comunidade de Lucas destaca-se que o solo precisa ser trabalhado. O solo da fé é a nossa vida, que precisamos trabalhar para que a força da fé saia de nós e se transforme em ações que Deus possa aproveitar para fazer crescer seu Reino nas comunidades e, por conseqüência, também na sociedade.

Roguemos a Deus, o motivador e impulsionador da vivência da fé em Jesus Cristo, que continuem acelerando e aprofundando o serviço que a fé necessita, partindo das diferentes realidades em que pessoas e comunidades se encontram. Assim podemos ter a firme convicção de que o trabalho comunitário se transformará, cada vez mais, numa colheita abundante, uma conseqüência da fé em Jesus Cristo.

Roguemos a Deus que fortaleça, em vocês, aquela espera ativa que os/as agricultores/as têm enquanto esperam pela colheita.

Glória a Deus pelos 60 anos da Presença Luterana, em Vila Pavão.

Vila Velha, 28 de junho de 2011

P. Norberto Berger

CÍRCULOS BÍBLICOS NA ÁREA PASTORAL DE VITÓRIA


No dia 30 de julho de 2011, a Área Pastoral de Vitória e o Departamento de Pastoral da Arquidiocese de Vitória (ICAR) promovem, a partir das 08hs, na Casa de Maria - Centro de Vitória - ao lado do Colégio do Carmo, um Encontro de Formação para grupos e pessoas que participam dos Círculos Bíblicos das paróquias dessa Área. 
A Assessoria do encontro ficará a cargo do Centro de Estudos Bíblicos - CEBI-ES, que é a Equipe responsável pela elaboração dos Círculos Bíblicos da Arquidiocese de Vitória e acontecerá dentro do método VER, JULGAR e AGIR.
    Podem participar pessoas que participam das paróquias que compõe a Área Pastoral de Vitória, que deverá procurar a sua Secretaria Paroquial ou o Coordenador dá Área, Pe. Márcio Ferreira de Souza para verificar as informações necessárias e o número de pessoas que poderá representar os diversos grupos de Círculos Bíblicos.
    O encontro que aconteceria em abril, foi transferido para julho por causa de um choque de datas com o encontro do Pastoralista Pe. Agenor Bringenthi, promovido pela Área Pastoral de Vitória.
Esse encontro está acontecendo em todas as Áreas Pastorais da Arquidiocese de Vitória e vem sendo preparado pela Equipe do CEBI-ES, a partir de um questionário enviado às paróquias a respeito da realidade da vida da Comunidade e dos grupos de Círculos Bíblicos.

EVANGELHO DA COMUNIDADE DE MARCOS - ESTUDO BÍBLICO

O CEBI-ES ESTARÁ PROMOVENDO NO SEGUNDO SEMESTRE UM CURSO SOBRE O EVANGELHO DA COMUNIDADE DE MARCOS. DENTRO DAS CELEBRAÇÕES DA LITURGIA ESTE SERÁ O EVANGELHO PROCLAMADO EM 2012 SEMPRE AOS DOMINGOS E DURANTE A SEMANA  NOS CÍRCULOS BÍBLICOS, PARA ALGUMAS IGREJAS CRISTÃS, ESPECIALMENTE A IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA (ICAR) E A IGREJA EVANGÉLICA DE CONFISSÃO LUTERANA NO BRASIL (IECLB).

O CURSO SE DESTINA A PESSOAS QUE QUEREM CONHECER UM POUCO MAIS DO EVANGELHO SEGUNDO ESSA COMUNIDADE. DE MANEIRA ESPECIAL O CURSO SERVIRÁ PARA PESSOAS QUE EM SUAS COMUNIDADES PARTICIPAM DE ESCOLA DOMINICAL OU CURSO DA PALAVRA, OU MESMO FAZEM REFLEXÃO DO EVANGELHO NOS CULTOS DOMINICAIS.
O INICIO ACONTECE NA PRIMEIRA SEMANA DE AGOSTO E TERÁ DURAÇÃO DE 03 MESES, SEMPRE ÀS QUINTAS FEIRAS, DE 19 ÀS 21HS NA SALA DO CEBI-ES, EM CIMA DA LIVRARIA PAULUS, PRÓXIMO À ESCADARIA MARIA ORTIZ, ATRÁS DA PRAÇA OITO.

MAIORES INFORMAÇÕES ENTRE EM CONTATO COM O CEBI-ES PELO TELEFONE (27)3223-0823, DE 09 ÁS 12HS E DE 14 ÀS 19HS.

FORMAÇÃO PARA GRUPOS DE CÍRCULOS BÍBLICOS DA ÁREA PASTORAL CARIACICA-VIANA

Acontece dia 16 de julho de 2011, a partir das 14hs na Com. Matriz de Itacibá - Paróquia da Virgem Maria, mais um Encontro de Formação para Círculos Bíblicos na Arquidiocese de Vitória - Igreja Católica Apostólica Romana.
    O Encontro de Formação é uma promoção do Departamento de Pastoral da Arquidiocese de Vitória e do Conselho Pastoral da Área Cariacica/Viana (ICAR).
    A Assessoria do encontro ficará a cargo do Centro de Estudos Bíblicos - CEBI-ES, que é a Equipe responsável pela elaboração dos Círculos Bíblicos da Arquidiocese de Vitória e acontecerá dentro do método VER, JULGAR e AGIR.
    Cada uma das 15 paróquias que compõe a Área Pastoral Cariacica-Viana deverá enviar 10 pessoas representando os diversos grupos de Círculos Bíblicos.
    O encontro vem sendo preparado com carinho pela Equipe do CEBI-ES, a partir de um questionário enviado às paróquias a respeito da realidade da vida da Comunidade e dos grupos de Círculos Bíblicos. Esse questionário teve o seu prazo de entrega até o dia 18 de junho, no Conselho Pastoral da Area Cariacica/Viana.

CIRCULOS BÍBLICOS DOS MESES DA BÍBLIA E MISSIONÁRIO DE SETEMBRO E OUTUBRO

Está a todo vapor a correção dos Círculos Bíblicos para os meses da Bíblia e Missionário de 2011 da Igreja Católica. Para o mês de setembro e outubro o conteúdo principal será o Livro do Êxodo.
    O chamado Mês da Bíblia está centrado nos capítulos de 15 a 18. Ele terá como tema: “Travessia - Passo a passo, o caminho se faz” e como lema: “Aproximai-vos da presença do Senhor!” (Ex 16,9).
    Já o lema do Mês Missionário será “Êxodo hoje: a travessia precisa ser feita” e será baseado também no mesmo Livro do Êxodo. Ele está ligado com temas da realidade atual: a criança, a juventude, a ação e a presença de Deus hoje e as leis que geram vida.
    Como sempre acontece é fundamental que todos os grupos se preparem bem para esses dois momentos importantes da vida da comunidade eclesial, afinal de contas cada família a ser visitada os espera ansiosamente.
    Preparem-se!   

EVANGELHO DA COMUNIDADE DE MATEUS - 3o BLOCO

Está chegando às Comunidades da Igreja Católica, no estado do Espírito Santo, o 3o e último bloco do Evangelho da Comunidade de Mateus. O material é uma produção da Equipe do CEBI-ES, que coordena a elaboração dos Círculos Bíblicos. Ele tem como tema: “Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28,20b).
    Esse bloco de Círculos Bíblicos é composto por cinco encontros e poderá ser refletido até o mês de setembro, quando então as comunidades terão o material sobre o livro do Êxodo, que será refletido nos mês de setembro  e outubro de 2011.
    É fundamental que cada etapa dos Círculos Bíblicos seja bem preparada, pois ele tem se revelado como a característica principal de qualquer comunidade que quer ser discípula de Jesus, nos dias de hoje.
    Bom trabalho a todos os grupos!

II ENCONTRO DE CÍRCULOS BÍBLICOS DAS PARÓQUIAS ÁREA BENEVENTE

No dia 18 de junho, de 08hs às 12hs, aconteceu em Anchieta, no Centro de Pastoral dos Padres Jesuítas, o II Encontro de Círculos Bíblicos das Paróquias da Área Pastoral Benevente, promovido pelo Departamento de Pastoral da Arquidiocese de Vitória - Igreja Católica. A assessoria ficou a cargo do CEBI-ES, através da Equipe que coordena a elaboração dos Círculos Bíblicos.
    A preocupação central do encontro foi ajudar aos membros dos Círculos Bíblicos que lá estavam a se prepararem para o Mês da Bíblia da Igreja Católica. “Travessia: passo a passo, o caminho se faz” - Estudo do Livro do Êxodo de 15 a 18, será o conteúdo dos Círculos Bíblicos do mês de setembro. É importante ainda frisar que no mês de outubro o estudo do Livro do Êxodo nos Círculos Bíblicos continua.
    Todas as 06 paróquias da Área estavam representadas e houve assim a oportunidade de atualizar os dados dos Círculos Bíblicos nas Paróquias daquela Área.
O próximo encontro será na Área Pastoral Cariacica-Viana, que reúne 15 paróquias e acontecerá no dia 16 de julho de 2011, de 14hs às 17hs, no salão da Igreja Matriz de Itacibá. Ficará ainda faltando as Áreas Serrana e Vitória onde os encontros não aconteceram respectivamente, por causa de chuva e choque de datas com um Assessor Pastoralista, que esteve em Vitória.
    É muito importante que esses encontros sejam bem participado e possam assim, também ser avaliados pelos membros dos grupos de Círculos Bíblicos.

ENCONTRO DE AMIGOS

"É gostoso demais esse nosso aconchego, essa nossa vontade de ser feliz!” Assim, nossa Amiga e Cantora Raquel Passos abriu o “Encontro de Amigos” realizado na noite do sábado dia 04 de junho no Society Couvre em Vila Velha. Que noite linda e maravilhosa!  Estamos ainda extasiados com tudo aquilo que vivemos junto a tantos irmãos e irmãs que saíram da diáspora e vieram encontrar-se conosco. Lá estavam amigos e amigas que vieram de Linhares, Guarapari, Serra, Cariacica, Vitória e Linhares. Será com certeza uma noite inesquecível. Afinal de contas, começando pela quantidade de pessoas que lá estiveram, passando pela qualidade, disponibilidade, alegria contagiante, envolvimento, dedicação e trabalho de todos, nosso “Encontro de Amigos” foi um grande sucesso.   
Fica aqui o nosso agradecimento a cada uma e a todas as pessoas que se dispuseram a trabalhar conosco e a realizar esse momento contagiante. Lembramos aqui a Equipe de Coordenação do CEBI-ES, as pessoas das Comunidades São Pedro e São Bráz (Alvorada), assim como o Society Couvre, que capitaneados por Madalena e Aguinaldo deram todo suporte necessário para que a festa acontecesse. Agradecemos também aos MCS de uma uma forma em geral, que anunciaram e divulgaram a nossa festa. Lembramos aqui também os nossos apoiadores e patrocinadores como a Paulus Livraria. Dessa forma a noite trouxe também à memória a nossa Celebração de Abertura do ano em que iniciamos comemoração dos nossos 25 anos de existência.         No embalo dessa noite teremos ainda no 2º semestre dois outros momentos importantíssimos: dia 09 de setembro – o Show com o cantor Zé Vicente, que celebra 30 anos de carreira; e no dia 24 de setembro será a nossa Celebração dos 25 anos do CEBI-ES. 
.Abraçando a cada um e cada uma nos despedimos,
Pe. Manoel David Neto – Equipe de Divulgação do CEBI-ES 

ENCONTRO DE FORMAÇÃO PARA OS CÍRCULOS BÍBLICOS

Dentro da proposta de Formação para os grupos de Círculos Bíblicos nas Áreas Pastorais, programados pelo Departamento de Pastoral da Arquidiocese de Vitória, aconteceu no sábado dia 21 de maio, de 14 às 17hs, no salão da Paróquia N. S. Penha, em Jardim Limoeiro - Serra, o encontro para os Círculos Bíblicos das Paróquias da Área Pastoral da Serra.
    O Encontro de Formação foi puxado e organizado pelo Coordenador daquela Área Pastoral, Pe. Anderson Teixeira. Estiveram presentes representantes, coordenadores/as e pessoas que participam dos Círculos Bíblicos nas Paróquias de: N.S. Penha (Jd. Limoeiro); Epifania do Senhor aos Reis Magos (Nova Almeida); S. Pedro (Jacaraípe); N. Conceição (Serra-Sede); Beato José de Anchieta (José de Anchieta) Beato João XXIII (Planalto Serrano); S. Francisco (Laranjeiras); e S. José (Fundão) que estava acompanhado de seu pároco, Pe. Francisco. A Assessoria do Encontro esteve a cargo do grupo que elabora os Círculos Bíblicos da Arquidiocese de Vitória, o Centro de Estudos Bíblicos do Espírito Santo - (CEBI-ES)
    A dinâmica do encontro foi organizada dentro do consagrado método VER, JULGAR e AGIR, que sempre marcou a vida da Igreja de Vitória. Partindo da espiritualidade da presença do Ressuscitado em nosso caminhar, o encontro começou olhando para a realidade história das cidades de Serra e Fundão, além de seus desafios atuais. Em seguida cada paróquia apresentou o questionário sobre a realidade dos Círculos Bíblicos que tinham recebido e respondido. Em seguida foi feita uma iluminação dessas realidades a partir da Palavra de Deus. Um outro momento aconteceu com as respostas aos desafios bem como indicações para o AGIR, que começa no nível da Comunidade Eclseial de Base, passa pela Paróquia e Área até chegar na Arquidiocese, sempre levando em conta as diversas realidades daquela Área Pastoral.
    Os próximos Encontros de Formação para os Círculos Bíblicos estão previstos para as Áreas Pastorais Benevente (18 de junho) e Cariacica-Viana (16 de julho). Outras informações podem ser obtidas no Departamento de Pastoral da Arquidiocese de Vitória, ou no Conselho de cada Área Pastoral.

NOTA DE MORTE ANUNCIADA

A história se repete!
Novamente, choramos e revoltamo-nos:
Direitos Humanos e Justiça são para quem neste país?
 
Hoje, 24 de maio de 2011, foram assassinados nossos companheiros, José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, assentados no Projeto Agroextrativista Praialta-Piranheira, em Nova Ipixuna - PA. Os dois foram emboscados no meio da estrada por pistoleiros, executados com tiros na cabeça, tendo Zé Claúdio a orelha decepada e levada pelos seus assassinos provavelmente como prova do "serviço realizado". Camponeses e líderes dos assentados do Projeto Agroextratista, Zé Cláudio e Maria do Espírito Santo (estudante do Curso de Pedagogia do Campo UFPA/FETAGRI/PRONERA), foram o exemplo daquilo que defendiam como projeto coletivo de vida digna e integrada à biodiversidade presente na floresta. Integrantes do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), ONG fundada por Chico Mendes, os dois viviam e produziam de forma sustentável no lote de aproximadamente 20 hectares, onde 80% era de floresta preservada. Com a floresta se relacionavam e sobreviviam do extrativismo de óleos, castanhas e frutos de plantas nativas, como cupuaçu e açaí. No projeto de assentamento vive aproximadamente 500 famílias.
 
A denúncia das ameaças de morte de que eram alvo há anos alcançaram o Estado Brasileiro e a sociedade internacional. Elas apontavam seus algozes: madeireiros e carvoeiros, predadores da natureza na Amazônia. Nem por isso, houve proteção de suas vidas e da floresta, razão das lutas de José Cláudio e Maria contra a ação criminosa de exploradores capitalistas na reserva agroextrativista. Tamanha nossa tristeza! Desmedida nossa revolta! A história se repete! Novamente camponeses que defendem a vida e a construção de uma sociedade mais humana e digna são assassinados covardemente a mando daqueles a quem só importa o lucro: MADEREIROS e FAZENDEIROS QUE DEVASTAM A AMAZÔNIA. ATÉ QUANDO?
 
Não bastasse a ameaça ser um martírio a torturar aos poucos mentes e corações revolucionários, ainda temos de presenciar sua concretude brutal? Não bastasse tanto sangue escorrendo pelas mãos de todos que não se incomodam com a situação que vivemos, ainda precisamos ouvir as autoridades tratando como se o aqui fosse distante?
Não bastasse que nossos homens e mulheres de fibra fossem vistos com restrição, ainda continuaremos abrindo nossas portas para que os corruptos sejam nossos lideres?
 
Não bastasse tanta dificuldade de fazer acontecer outro projeto de sociedade, ainda assim temos que conviver com a desconfiança de que ele não existe? Não bastasse que a natureza fosse transformada em recurso, a vida tinha também que ser reduzida a um valor tão ínfimo? Não bastasse a morte orbitar nosso cotidiano como uma banalidade, ainda temos que conviver com a barbárie?

Mediante a recorrente impunidade nos casos de assassinatos das lideranças camponesas e a não investigação e punição dos crimes praticados pelos grupos econômicos que devastam a Amazônia, RESPONSABILIZAMOS O ESTADO BRASILEIRO - Presidência da República, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente, Polícia Federal, Ministério Público Federal - E COBRAMOS JUSTIÇA! ESTAMOS EM VÍGILIA!!! "Aos nossos mortos nenhum minuto de silêncio. Mas toda uma vida de lutas."
 
Marabá-PA, 24 de Maio de 2011.
Universidade Federal do Pará/ Coordenação do Campus de Marabá;
Curso de Pedagogia do Campo UFPA/FETAGRI/PRONERA;
Curso de Licenciatura Plena em Educação do Campo;
Movimento dos Trabalhadores Sem Terra - MST/ Pará;
Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura - FETAGRI/Sudeste do Pará; Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Familiar - FETRAF/ Pará; Movimento dos Atingidos por Barragens - MAB;
Comissão Pastoral da Terra - CPT Marabá;
Via Campesina - Pará;
Fórum Regional de Educação do Campo do Sul e Sudeste do Pará.

"CARÍSSIMO EUCALIPTO"

Quero lhe contar a história de MaÍra, uma menina de sete anos. É uma das dezenas de crianças que ocupam a quadra de esporte de Barra do Riacho, distrito de Aracruz. Na quarta feira passada (18/05/2011) centenas de policiais militares invadiram o loteamento onde seus pais haviam construído uma casinha. Perdeu tudo. Sua casa foi derrubada por retro escavadeiras a mando da prefeitura. Agora não tem lugar para onde ir. Na quadra de esporte conta o terror daquele dia através do desenho. Na folha de caderno pintou um helicóptero jogando bombas e o povo correndo para não ser atingido. Na parte baixa da folha desenhou o caixão de dona Santa, morta durante a operação após ter passado mal, e um policial que atira em sua direção. Não sei se vai conseguir esquecer aquela dramática experiência? Talvez, se agora estivesse morando numa outra casa, o trauma fosse menor, mas naquela quadra onde dezenas de pessoas se amontoam de qualquer jeito não deve ser fácil esquecer.
Confesso-lhe que não conheço bem a história daquela ocupação. Não sei quem a liderou e se todas as famílias que aí estavam não tinham como pagar o aluguel. De qualquer jeito o tempo foi passando e o povo foi construindo suas casas. Várias famílias se endividaram para realizar o sonho da casa própria. Mas de uma hora pra outra o sonho foi esmagado por uma operação policial muito violenta. A fúria que foi utilizada naquele dia para demolir as casas daquelas famílias enterrou a alegria da demolição do presídio de Novo Horizonte que acontecera dois dias antes.
Eu sei que a Prefeitura de Aracruz está com um projeto para a construção de casas para famílias de baixa renda naquele terreno, mas será que não dava para pensar numa outra solução? Milhares de hectares de terra naquela região estão ocupados por você, amigo eucalipto. Por quilômetros e quilômetros só dá você. É você que toma conta de tudo. Inclusive você fede para caramba quando está sendo transformado em celulose. Será que você não poderia ter cedido um pouco de seu espaço para a construção das casas da Prefeitura e ter deixado o loteamento Nova Esperança para Maíra e suas coleguinhas? Confesso que estou com muita raiva de você. Por muito tempo expulsou os índios de suas terras. Também eles tiveram que encarar balas de borracha e bombas de efeito moral na luta para te botar para correr e garantir o direito de permanecer em seu território. Ainda está tomando conta das terras dos quilombolas. Com o avançar de tuas plantações, o povo está se amontoando nas periferias das grandes cidades. Quando vai parar de tomar conta de tudo? Não teria sido mais fácil erradicar você no lugar de arrancar a força aquelas famílias empobrecidas? Bastava só um pequeno pedaço das terras que você ocupa. Quando vai devolver a terra ao povo capixaba, somente quando a reduzirá a deserto? Eu sei que você é útil. De você arrancamos a matéria prima de onde produzimos o papel. Mas é melhor ficar sem papel do que ficar sem chão onde morar e de terra para cultivar os produtos para alegrar nossas mesas. Não acho que precise chegar a tanto. Basta que você desista de tomar conta de tudo. Se deixar mais espaço para as casas de Maíra e suas coleguinhas, a convivência vai ser bem melhor. Acredito que se isso acontecer, Maíra vai deixar você enfeitar o quintal de sua casa e naquela folha de caderno, no lugar de pintar o helicóptero da PM, vai desenhar você como seu melhor amigo.
Pe. Saverio Paolillo (Pe. Xavier)
Missionário Comboniano
Pastoral do Menor Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo
Rede AICA – Atendimento Integrado à Criança e ao Adolescente

BÍBLIA E CRIANÇA: O DESAFIO DE ENCANTAR

"Ser criança é bom demais..." Foi com essa idéia, cantada por Rubinho do Vale, que iniciamos, com muita animação o curso "Bíblia e Criança.
Já somos um grupo de 23 pessoas, com disposição para uma frutuosa troca de saberes.
O primeiro encontro foi marcado por um momento forte de partilha, trazendo à tona a criança que vive dentro de todos/as nós. Motivadas/os pela história "A onda do mar", foi possível falar de nossos medos, angústias, alegrias, superação, desafios...
Iluminamos nossa realidade com a memória de Jesus, desafiando seu tempo, sua religião e a sociedade da época, acolhendo e tocando crianças que se aproximavam dele.
Foi um bom começo...

A vida venceu!!! È Páscoa!

SOBRE MADALENA E AQUELA MADRUGADA
Madalena corria, o coração batia forte, o suor molhava o seu rosto, a alegria tomava conta do corpo da apóstola. A vida e o sonho voltavam a ser vivos no coração de Madalena.

Parou um instante para retomar o fôlego. Os seus olhos profundos e escuros fitavam longe à procura de algo. Devagarinho deu uma volta sobre si mesma, deixando cair o manto preto que a cobria. Olhava e, no alto, mergulhava num céu cada vez mais claro onde ainda só brilhava uma estrela.

Um sorriso largo e uma gargalhada cristalina romperam o silêncio daquela madrugada. Finalmente, a tinha encontrado, tímida amiga do dia. Meiga presença fecundadora da terra, do mar, do corpo das mulheres... sinal de vida, libertação, ressurreição... Lua cheia da Páscoa do Senhor Jesus... “Alegrai-vos, mulheres e homens. Não tenhais medo. O Senhor ressuscitou! Aleluia!” (Mt 28,11).
Maria Soave

CÍRCULO BÍBLICO - EVANGELHO DA COMUNIDADE DE MATEUS - 2º BLOCO

Já está chegando às Comunidades o 2º bloco do Evangelho da Comunidade de Mateus. São cinco roteiros para reflexão nos grupos de Círculos Bíblicos, em sintonia com o Ano Litúrgico (ano A).


Neste 2º bloco somos convidados e convidadas a acompanhar os passos de Jesus e da Comunidade, num contexto de perseguições, que exigia tomada de posição sobre o caminho a seguir.


O convite que fazemos aos grupos de Círculos Bíblicos é que preparem com carinho cada encontro, lendo o texto bíblico e o texto de apoio com antecedência. Que sejam momentos para refletir e rezar com a Bíblia e a vida.

RESSURREIÇÃO DE LÁZARO: O 7o SINAL É NA CASA DOS POBRES

A pequena comunidade de Betânia, onde Jesus gostava de hospedar-se, reflete a situação e o estilo de vida das conunidades do Discípulo Amado. Betânia quer dizer “casa dos pobres”. Marta quer dizer “senhora” (coordenadora): uma mulher coordenava a comunidade. Lázaro significa “Deus ajuda”: a comunidade pobre esperava tudo de Deus. Maria significa “amada de Javé”: era a discípula amada, imagem da comunidade. O episódio de Lázaro comunica esta certeza: Jesus traz vida para a comunidade dos pobres. Jesus é fonte de vida para todos os que nele acreditam.

Comentando o texto

1 . João 11,1-16: Uma chave para entender o sétimo sinal da ressurreição de Lázaro

Lázaro estava doente. As irmãs Marta e Maria mandam chamar Jesus “Aquele a quem amas está doente!” (Jo 11,3.5). Jesus atende ao pedido e explica: “Essa doença não é mortal, mas é para a glória de Deus, para que por ela seja glorificado o Filho de Deus!” (Jo 11,4). No Evangelho de João, a glorificação de Jesus acontece através da sua morte (Jo 12,23; 17, 1). Uma das causas da sua condenação à morte vai ser a ressurreição de Lázaro (Jo 11,50; 12,10). Assim, o sétimo sinal vai ser para manifestar a glória de Deus (Jo 11,4). Os discípulos não entendem (Jo 11 ,6-8). Jesus fala da morte de Lázaro e eles entendem que esteja falando do sono (Jo 11 , 11,15). Ainda não perceberam a identidade de Jesus como vida e luz (Jo 11 ,9- 10). Porém, mesmo sem entenderem, eles estão dispostos a ir morrer com ele (Jo 11,16). A doutrina deles é deficiente, mas a fé é correta.

2. João 11,17-19: Jesus chega em Betânia

Lázaro está morto mesmo. Depois de quatro dias, a morte é absolutamente certa, o corpo entra em decomposição e já cheira mal (Jo 11 ,39). Muitos judeus estão na casa de Marta e Maria para consolá-las da perda do irmão. Os representantes da Antiga Aliança não trazem vida nova. Só consolam. Jesus é que vai trazer vida nova! Os judeus são os adversários que querem matar Jesus (Jo 10,31). As duas mulheres criaram um espaço novo de contato entre Jesus e seus adversários. Assim, de um lado, a ameaça de morte contra Jesus! De outro lado, Jesus chegando para vencer a morte! E neste contexto de conflito entre vida e morte que vai ser realizado o sétimo sinal.

3. João 11,20-24 Encontro de Marta com Jesus - promessa de vida e de ressurreição

No encontro com Jesus, Marta diz que crê na ressurreição. Ela está dentro da cultura e da religião do povo do seu tempo. Os fariseus e a maioria do povo já acreditavam na ressurreição (At 23,6-10; Mc 12,18). Acreditavam, mas não a revelavam. Era fé na ressurreição no final dos tempos e não na ressurreição presente na história, aqui e agora. Não renovava a vida. Faltava dar um salto. A vida nova da ressurreição só vai aparecer com Jesus.

4. João 11,25-27: A revelação de Jesus provoca a profissão de fé

Jesus desafia Marta a dar este salto. Não basta crer na ressurrição que vai acontecer no final dos tempos, mas tem que crer que a ressurreição já está presente hoje na pessoa de Jesus e naqueles que acreditam em Jesus. Sobre eles a morte não tem mais nenhum poder, porque Jesus é a “ressurreição e a vida”. Então, Marta, mesmo sem ver o sinal concreto da ressurreição de Lázaro, confessa a sua fé: “Eu creio que tu és o Cristo, o filho de Deus que vem ao mundo”.

5. João 11,28-31: O encontro de Maria com Jesus

Depois da profissão de fé, Marta vai chamar Maria, sua irmã. E o mesmo processo que já encontramos na chamada dos primeiros discípulos: encontrar; experimentar, partilhar, testemunhar, conduzir até Jesus! Maria vai ao encontro de Jesus, que continuava no mesmo lugar onde Marta o tinha encontrado. Tal como a sabedoria, que se manifesta nas ruas e nas encruzilhadas (Pr 1 ,20-2 1), assïm Jesus é encontrado no caminho fora do povoado. Hoje, tanta gente busca saídas para os problemas da sua vida nas ruas e nas encruzilhadas! João diz que osj udeus acompanhavam Maria. Pensavam que ela fosse ao sepulcro do irmão. Eles só entendiam de morte, e não de vida!

6. João 11,32-37: A resposta de Jesus

Maria repete a mesma frase de Marta: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido” (Jo 11,21). Ela chora, todos choram. Jesus se comove. Quando os pobres choram, Jesus se emociona e chora. Diante do choro de Jesus, os outros concluem: “Vede como ele o amava!” Esta é a característica das comunidades do Discípulo Amado: o amor mútuo entre Jesus e os membros da comunidade Alguns ainda não acreditam e levantam dúvidas: “Esse que curou o cego, por que não impediu a morte de Lázaro?”

7. João 11,38-40: Retirem a pedra!

Pela terceira vez, Jesus se comove (Jo 11,33.35.38) E assim que João acentua a humanidade de Jesus contra aqueles que, no fim do século 1, espiritualizavam a fé e negavam a humanidade de Jesus. Jesus manda tirar a pedra. Marta reage: “Senhor, já cheira mal! E o quarto dia!” Novamente, Jesus a desafia apelando para a fé na ressurreição, aqui e agora, como um sinal da glória de Deus: “Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?”

8. João 11,41-44: A ressurreição de Lázaro

Retiraram a pedra. Diante do sepulcro aberto e diante da incredulidade das pessoas, Jesus se dirige ao Pai. Na sua prece, primeiro, faz ação de graças: “Pai, dou-te graças, porque me ouviste. Eu sabia que tu sempre me ouves!” O Pai de Jesus é o mesmo Deus que sempre escuta o grito do pobre (Ex 2,24: 3,7). Jesus conhece o Pai e confia nele. Mas agora ele pede um sinal por causa da multidão que o rodeia. para que possa acreditar que ele, Jesus, é o enviado do Pai. Em seguida, grita em alta voz: “Lázaro, vem para fora!” E Lázaro vem para fora. É o triunfo da vida sobre a morte, da fé sobre a incredulidade! Um agricultor do interior de Minas comentou: “A nós cabe retirar a pedra! E aí Deus ressuscita a comunidade Tem gente que não quer tirar a pedra, e por isso a comunidade deles não tem vida!”

9. João 11,45-54: O resultado do sétimo sinal no meio do povo

O capítulo 11 descreveu o último sinal, o mais importante dos sete: a ressurreição de Lázaro (Jo 11 ,1-44). E o ponto alto da revelação que Jesus vinha fazendo. Terminada a revelação, vem a descrição do resultado: muita gente começa a crer em Jesus (Jo 11,45). Outros ficam em cima do muro e fazem a denúncia (Jo 11,46). Os líderes, preocupados com o crescimento da liderança de Jesus e. não querendo perder a sua própria posição, decidem matar Jesus (Jo 11,47-53). O resultado final é que Jesus tem que viver na clandestinidade (Jo 11,54). Da mesma maneira, na época em que foi escrito o evangelho, a comunidade que trazia a vida para os outros se via obrigada a viver na clandestinidade.

10. A confissão de Marta e o significado da ressurreição

Se lemos todo o capítulo 1 1 , vamos encontrar no centro dele a revelação de Jesus como ressurreição e vida, provocando como resposta a profissão de fé, proclamada publicamente por Marta (Jo 11,25-27). Em Jo 11,4, Jesus afirma que a doença de Lázaro não é para a morte, mas para afirmar seu poder sobre a morte. Jesus é a vida e nele está a vida (Jo 1 ,4). Este é um aspecto muito importante da identidade de Jesus para as comunidades do Discípulo Amado. A força de vida que há nele manifesta que ele é verdadeiramente o Messias e Filho de Deus, capaz de trazer um morto de volta à vida. Marta acolhe esta revelação mesmo antes de ver o sinal que revela o poder de Jesus sobre a morte, manifestado na ressurreição de Lázaro. Assim Marta recebe a bem-aventurança: “Felizes os que não viram e creram “ (Jo 20,28) e torna-se um modelo para as pessoas que desejam seguir Jesus.

A vitória de Jesus sobre a morte mudou a seqüência dos tempos históricos. O que era próprio do tempo final entrou para o tempo presente. Por isso, o Jesus apresentado pelo Evangelho de João pode afirmar: “Quem vive e crê em mim jamais morrerá!” (Jo 11,26). Como é que Jesus pode afirmar que viveremos para sempre? Na Primeira Carta de João, este mistério é esclarecido: “Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos” (iJo 3, 14). O amor é a força mais poderosa que existe. Ele transforma as pessoas e os acontecimentos. O amor faz o futuro virar presente e a ressurreição acontecer hoje. É interessante a comparação de Mt 16,16-17 com Jo 11,27. Em Mateus, a profissão de fé está na boca de Pedro, que por esse motivo foi reconhecido nas comunidades apostólicas como autoridade.

Em João a confissão de fé está na boca de Marta. É uma tríplice confissão: “Senho, eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus que vem ao mundo” (Jo 11,27). Marta confessa que Jesus é Senhor, Messias e Filho de Deus. Isto indica que nas comunidades do Discípulo Amado é Marta quem desempenha um papel semelhante ao de Pedro nas comunidades apostólicas. Sua confissão de fé está repetida em Jo 20,3 1, indicando o objetivo do evangelho: “foi escrito para que acreditem que Jesus éo Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenham a vida em seu nome ".

fonte: www.cebi.org.br

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