CEBI lança livro pelos seus 30 anos de atuação


Um livro para olhar, ler e guardar como recordação. Essa é a proposta do livro "30 anos, lendo a Bíblia e vestindo a camisa do povo", que o CEBI acaba de lançar alusivo ao seu trigésimo aniversário.
No livro, a história do CEBI é narrada a partir das imagens estampadas em camisetas, produzidas em cada estado onde o CEBI construiu a sua caminhada, lendo a Bíblia e engajando-se nas realidades em favor da libertação e da transformação da vida das pessoas.
A ideia de fazer um livro assim, que mistura depoimentos, história e estampas de camisas nasceu durante a 17ª Assembleia Nacional do CEBI, em Belo Horizonte, quando Frei Carlos Mesters comentou com a equipe da Dimensão de Espiritualidade como "seria bonito conhecer as camisas do CEBI que já foram feitas em todo Brasil".
O comentário nos levou a costurarmos a ideia de pedir aos estados que reunissem as camisas confeccionadas em todas as regiões. Esta tecitura virou este livrotestemunho da espiritualidade bíblica, da espiritualidade libertadora que o CEBI se propõe viver com sua Leitura Popular da Bíblia e que se mostra em desenhos e símbolos estampados em camisas.
Quando um grupo confecciona uma camisa, é porque há uma motivação, há um ideal, há uma luta. Vestir a camisa, na verdade, é uma forma de abraçar uma ideia, uma luta, os sonhos do grupo e até mesmo do povo.
A proposta do projeto de recolher as camisas foi encaminhada à coordenação de cada estado. A resposta foi bonita! Muitas camisas foram fotografadas, e uma diversidade de ideias que encantam apareceu! O desenho e o texto estampados expressam utopias, revelam "artistas da caminhada", resgatam raízes e falam ao coração da gente.
A história do CEBI, nos seus trinta anos, é, assim, contada e cantada em imagens e versos que retratam as diferentes realidades deste Brasil tão grande, o Brasil do campo e da cidade, onde se vive a espiritualidade desenhada e pintada nas camisas.
Os sóis, os mares, os mandacarus, as montanhas, as casas e os tuiuiús, as lamparinas, os mapas, as peneiras, os barcos, as panelas de barro e os coqueiros, as araucárias, as romarias e os tambores, tudo feito de mil amores, revelam os caminhos traçados, aqui e ali, pela Leitura Popular da Bíblia feita pelo CEBI.
O livro também vai servir como fonte de renda para subsidiar o trabalho local do CEBI. Em cada livro comprado, uma parte do dinheiro arrecadado vai para o estado.
Com um acabamento fino nos detalhes, o livro é um presente que cada participante do CEBI pode dar à caminhada da Leitura Popular da Bíblia. O preço de venda é de R$ 30,00 por trinta anos de história.

fonte: http://www.cebi.org.br/ - 28/10/2009

CEBI-ES REALIZA ASSEMBLÉIA DE PLANEJAMENTO


Acontece nos dias 4, 5 e 6 de dezembro em Guarapari, a Assembléia Anual de Planejamento do CEBI-ES. A Assembléia tem a finalidade de avaliar os trabalhos realizados neste ano bem como planejar 2010.

O tema da assembléia será: "CEBI 30 anos - Celebrar a Memória e resgatar os Compromissos" e está organizada dentro do método VER, JULGAR e AGIR, consagrado na América Latina há várias décadas.

A Assembléia, além de todos os membros do CEBI-ES, e de alguns convidados, contará também com a presença da Neli - de Astolfo Dutra - MG - representando o CEBI Nacional que irá nos ajudar a retomar os principais aspectos da caminhada na celebração dos 30 anos de CEBI.
Os 30 anos do CEBI Nacional, já celebrado de diversas formas pelo Brasil afora, agora se encontra gravado no livro "30 anos, lendo a Bíblia e vestindo a camisa do povo", que o CEBI acaba de lançar alusivo ao seu trigésimo aniversário. Na sala do CEBI-ES esse livro já está à disposição de quem deseja dar uma contribuição à Leitura Popular da Bíblia ao preço de R$30,00.

Vaticano interfere em questões internas de igreja irmã, lamenta primaz

Surpresos e preocupados, líderes da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) questionam o anúncio, “unilateral”, do Vaticano de criar uma provisão constitucional especial de acolhida aos episcopais anglicanos descontentes com a ordenação feminina e de pessoas homoafetivas promovida por essa família confessional.
Se a medida do Vaticano fosse destinada a pessoas que já saíram da Comunhão Anglicana por razões de divergência teológica, ela seria de fato um acolhimento pastoral a quem já não mais a integra, argumenta o bispo primaz da IEAB, dom Maurício Andrade, em posicionamento oficial.
"Mas, na medida em que se destina a pessoas e comunidades que ainda estão dentro da Comunhão, mesmo que em dissenso, a provisão representa um problema ético de interferência em assuntos internos de outra igreja irmã", agrega o bispo primaz.
A IEAB lamenta que nenhuma instância oficial da Comunhão Anglicana tenha participado do processo de construção da provisão e, "para surpresa de muitos, a própria Congregação para a Unidade dos Cristãos não participou do processo interno, em Roma, sequer para o anúncio da iniciativa", que ficou, de forma privada, sob a coordenação da Congregação para a Doutrina e Fé, menciona Andrade.
O posicionamento da IEAB chama a atenção para os documentos oficiais recentes da Igreja Católica Romana, que têm reafirmado "não a sua identidade apenas como Igreja universal, mas sua singularidade como sinal verdadeiro e original da presença de Cristo entre os povos. Isso implica uma autocompreensão de exclusividade eclesiológica e organizacional que dificulta o avanço do diálogo entre as duas igrejas."
Os episcopais anglicanos brasileiros lembram os 40 anos de diálogo entre as duas Comunhões, por iniciativa do papa Paulo VI e do arcebispo de Canteburry, Michael Ramsey, que quebrou séculos de silêncio entre as duas partes.
Eles esperam, agora, que o anúncio dessa interferência do Vaticano "não venha a se constituir em empecilho para o futuro do nosso diálogo", e que possam conhecer em tempo o teor da provisão, que ainda não se tornou pública, "e aplicar, quando possível, o princípio do respeito à autonomia interna de nossas igrejas".
fonte: www.cebi.org.br - 11/11/2009

O fundamentalismo é analisado em livro



O Fórum Ecumênico Brasil (FE-Brasil) e o CEBI acabam de lançar o livro organizado por Zwinglio M. Dias, "Os vários rostos do fundamentalismo". O livro reúne as reflexões desenvolvidas por ocasião da realização do Seminário Fundamentalismo Hoje, promovido pelo FE-Brasil, em agosto de 2008.
O livro tem cinco capítulos. No primeiro, Juliana Guedes Cordeiro desenvolve algumas considerações históricas sobre o fenômeno do fundamentalismo, e afirma que, "desde o final do século XIX, os fundamentalistas americanos reagiram ao desafio da modernidae com a tentativa de racionalizar inteiramente sua fé" (p. 16), ou seja, "transformaram o mythos de sua religião em logos, fosse insistindo na verdade científica de seus dogmas, fosse convertendo sua complexa mitologia numa compacta ideologia" (p. 17).
No capítulo dois, Zwinglio Dias traz algumas anotações socioteológicas sobre uma atitude religiosa, falando do fundamentalismo como "o delírio dos amedrontados". Ele conclui que o fundamentalismo convida para o suicídio do pensamento.
Brenda Carranza, no capítulo três tenta responder a pegunta se o Brasil é fundamentalista. Para ela, "uma era pós-fundamentalista só pode ser iniciada quando se eduquem as novas gerações na tolerância e na não-violência, integradas numa visão cultural, democrática e religiosa, do contrário estaremos realizando ações paliativas" (p. 62).
Finalmente, no quarto capítulo, Leonildo Siveira Campos traz para reflexão a relação entre fundamentalismo e ecumenismo como exercícios de (in)tolerância. Para ele, a união entre "fundamentalismo e pentecostalismo poderá se tornar letal para o ecumenismo que valoriza exatamente os inimigos de ambos: relativismo, criticimo, pluralismo e oportunidades oriundas do processo de secularização" (p. 84-5)
O último capítulo do livro traz a síntese final da consulta, com os copromissos assumidos, dentre os quais, destaca-se o fortalecimento dos espaços ecumênicos, procurando aumentar a sua visibilidade junto à base.
O seminário que deu origem ao livro foi organizado pela ASTE e Koionia, com recursos da CESE. O livro está à venda pelo CEBI ao preço de R$ 15,00.

fonte: http://www.cebi.org.br/ 28/10/2009

PARA REFLETIR

DIA DA REFORMA 2009 (parte 02)

Pr Norberto Berger

Aponto para mais uma qualidade do sal e também da luz, que é a segunda imagem que identifica a presença e atuação da comunidade de discípulos/as na realidade quotidiana. (Vejamos algumas propriedades da luz: ela sempre traz consigo a eliminação da escuridão. A luz não só faz enxergar os objetos, mas, ao mesmo tempo, a pessoa se enxerga e compreende que não perambula na escuridão. Ela enxerga seu caminho. A luz ilumina o ambiente em que nos encontramos. A comunidade de discípulos não guarda o que recebeu como dom gratuito de Deus. Essa comunidade se tornaria daí sal que não salga mais e luz que não ilumina mais.)

A simbologia do sal e da luz deixa evidente que as testemunhas de Jesus, as pessoas que Deus tornou justas diante DELE, não vivem para si mesmas. Sublinho, mais uma vez, que sal e luz existem para se entregar, se doar, se transformar em serviço ao próximo em suas necessidades existenciais. Sal e luz não desejam ser armazenados e conservados intactos. O sal age de forma invisível. As conseqüências, porém, são transformadoras. A luz, por outro lado, age publica e visivelmente.

Adotei a simbologia do sal e da luz para exemplificar a postura, o jeito de agir dos/as cristãos/ãs que Deus tornou justos/as diante DELE. Fomos libertados daquela atitude de querer ficar no saleiro. Muitos cristãos evangélicos de confissão luterana preferem ficar no saleiro, pois julgam estarem protegidos das ameaças do mundo em que vivem. Julgam-se, portanto, prudentes! Podemos pensar aqui numa vida de fé que só enxerga o próprio umbigo, curvada em si mesma. Avaliem a espiritualidade introvertida, preocupada, sempre, apenas com a própria salvação. Estou me referindo ao egoísmo da salvação. O cristão, tornado justo por graça, não está preocupado com sua própria salvação. Ele confia na fidelidade de Deus e, por isso, sua caminhada de fé é comparável à ação do sal e da luz. Sua maneira de proceder é uma resposta ao agir gratuito de Deus.

Essa decisão de Deus jamais será invalidada. Não somos possuidores da justiça. A justiça é uma relação, construída única e exclusivamente por Deus. As pessoas, portanto, não a têm para si mesmas. Paulo destaca a justificação por graça. A graça é o agir de Deus que aceita incondicionalmente o ser humano em sua imperfeição. Essa atitude de Deus não sofreu nenhuma influência do agir humano e, por conseqüência, nunca perderá seu efeito por decisão humana.

Percebemos que a justificação por graça mediante a fé é uma atitude a ser assumida na comunidade e sociedade. É um jeito de organizar a vida e de desincumbir-se de suas tarefas bem específicas. É a maneira como a pessoa se posiciona diante e em meio às dificuldades que aparecem na vida. O justificado por Deus assume uma vida comunitária espontânea, alicerçada na prática da solidariedade, da justiça social, do serviço diacônico. Participa, valorizando os dons recebidos, partilhando-os em favor da missão de Deus na comunidade e sociedade. O justificado por graça envolve-se na comunidade com espírito crítico, criativo e transformador. Portanto, a importância da justificação por graça mediante a fé em Jesus Cristo manifesta-se na sua eficiência de transmitir consolo e encorajamento para todas as pessoas que se engajam para concretizar uma proposta de vida que fortalece, em nós, gestos de esperança na realidade em que estamos inseridos. Estes pequenos gestos de esperança identificam a vivência da justificação por graça.