Católicos e luteranos comemoram dez anos da Declaração Conjunta sobre a Justificação

A Igreja Católica e a Igreja de Confissão Luterana comemoram, amanhã, 31, os dez anos da Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação. A Declaração foi assinada em Augsburgo, na Alemanha, entre a Federação Luterana Mundial e a Igreja Católica Romana.

“Esta Declaração Conjunta sobre a Justificação pela graça revela a possibilidade de vivermos a mesma fé com expressões diferentes, como a grande comunidade do Pai, em Jesus Cristo, no Espírito Santo”, diz a nota divulga pela CNBB e pela Igreja de Confissão Luterana no Brasil. “Após séculos de história, o Espírito Santo conduziu nossas mentes e corações à escuta e ao diálogo, fazendo-nos mais próximos na profissão da fé no Senhor que nos chama a viver em conformidade com a graça recebida”, continua a nota. Resultado de um longo diálogo entre luteranos e católicos, a Declaração é uma referência no campo ecumênico. Com o documento a Federação Luterana Mundial e o Vaticano afirmam que as repetidas condenações recíprocas, ocorridas durante séculos em matéria de justificação, não seriam mais objeto da doutrina das respectivas Igrejas. Em 2006 a declaração foi assinada também pelas Igrejas pertencentes ao Conselho Mundial das Igrejas Metodistas. Em Augsburgo, um simpósio é realizado hoje e amanhã para celebrar a data. Participam das comemorações o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Walter Kasper, e o secretário geral da Federação Luterana Mundial, Ishmael Noko. Em Brasília, Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Brasília (CECLB) também comemora a histórica data com apoio do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic). No templo da CECLB, amanhã, às 17h, haverá palestra com o pastor sinodal Carlos Möller e exibição do filme que mostra o ato da Assinatura da Declaração Conjunta entre IECLB e a CNBB em Brasília em 1999. Às 20h, haverá uma celebração conjunta da Reforma com pregação do pastor Paulo Weirich.
www.cnbb.org.br - em 30/10/2009

FORMAÇÃO BÍBLICA

O Evangelho segundo Marcos (III)

Continuamos a nossa caminhada com a Comunidade de Marcos. Vamos tomar como referência o capítulo 8 do Evangelho – a Boa Notícia – que essa comunidade nos deixou. Nesse capítulo encontraremos o ponto central da mensagem da Comunidade. (ler o texto bíblico indicado antes de continuar).

No início do capítulo 8 a comunidade narra pela segunda vez a situação de fome que o povo enfrentava e o milagre da partilha que acontece, quando esse povo encontra Jesus e encontra os irmãos e irmãs.

A comunidade de Marcos, vivendo aproximadamente, nos anos 70 E.C (era comum), experimenta uma situação concreta de falta de pão. É uma realidade provocada por um sistema de opressão dos pobres para concentração de riquezas nas mãos do império romano. A comunidade aprendeu com Jesus que não é possível falar do Reino ignorando a fome do povo. A solução é a partilha: “Comeram até ficar satisfeitos e recolheram as sobras em sete cestos” (Mc 8,8).

Mesmo depois de tantos sinais algumas pessoas ainda não entendiam o Evangelho anunciado e vivido por Jesus. Discípulos e discípulas agiam como se fossem cegos. Andavam com Jesus, mas não conseguiam ver com clareza o significado de sua ação libertadora porque esperavam um messias glorioso. Para ilustrar essa realidade a comunidade conta o encontro de Jesus com um cego, em Betsaida. A ação de Jesus é feita em dois momentos, pois na primeira tentativa o cego confunde pessoas com árvores, vê apenas uma parte. No segundo momento a cegueira é vencida.

Na sequência da narrativa, vamos nos deparar com Jesus e seus discípulos e discípulas. É o momento vivido pela comunidade que se sente questionada: “E vocês, quem dizem que eu sou?” Responder a essa pergunta é aceitar o desafio do seguimento, do discipulado, com todas as consequências que essa escolha supõe: “Quem quiser vir após mim tome a sua cruz e siga-me!”

A morte de cruz, no tempo de Jesus e da comunidade, era imposta pelo império romano às pessoas consideradas perigosas para o poder. Portanto, tomar a cruz e carregá-la era assumir a perseguição, a exclusão, a marginalização. A cruz não é fatalismo, nem exigência de Deus. A cruz é consequência do compromisso assumido livremente por Jesus e por todas as pessoas que aceitarem o desafio de seguí-Lo.

De acordo com a Comunidade de Marcos o critério para seguir Jesus e participar da plenitude do Reino é assumir a causa dos empobrecidos, aqueles que estão na “Galiléia”. Encontrando o Crucificado/Ressuscitado no meio do povo empobrecido, os discípulos e discípulas saberão que caminho trilhar.

Para conversar em grupo:

1 – Que outras descobertas importantes fizemos no capítulo 8 de Marcos? Partilhar!

2 – Que diferença existe entre a nossa imagem de Jesus e aquela apresentada pela comunidade de Marcos?

3 – Quais são as principais cruzes carregadas hoje pelo povo e como temos vencido essas cruzes?

Maria de Fátima Castelan - Fatinha

PARA REFLETIR

DIA DA REFORMA 2009 (PARTE 01)
Pastor Norberto Berger
A mensagem da Reforma Luterana encoraja a fincar nossos pés no chão da vida do dia-a-dia. Pois, seu cerne é a confissão que Deus agiu, em Jesus Cristo, de forma insuperável em favor de toda a sua criação. A criação relembra-nos, portanto, com destaque o seu amor, a sua paixão pela vida.

Imagino que leitores/as estranhem a afirmação acerca do amor de Deus, ligada à mensagem da Reforma. Sublinho que exatamente o amor de Deus para com toda a humanidade o impulsionou a nos tornar justos de forma imerecida. Menciono, apenas, duas mensagens centrais da Reforma Luterana: a justificação por graça mediante a fé em Jesus Cristo (Rm 1,17; 3,21-26) e a liberdade cristã (Gl 5). Façamos, agora, uma acareação entre a vida comunitária nas comunidades evangélicas de confissão luterana e a vivência da justificação por graça. Detectaremos enormes dificuldades em ligar as mensagens centrais da Reforma com os fatos, as crises na caminhada da fé e os desesperadores enfrentamentos diários: falta de trabalho, salário injusto, preços não justos para os produtos agrícolas, violência, falta de moradia, enfermidades na família, desentendimento familiar. Cabe-nos redescobrir e recolocar a importância vital e decisiva da mensagem da Reforma à vivência da fé no dia-a-dia. Assumamos, com mais garra e convicção, os compromissos que temos na comunidade e sociedade como cidadãos e cidadãs de confissão luterana.

Escolhi as propriedades/qualidades do sal e da luz para exemplificar a mensagem da justificação por graça mediante a fé em Jesus Cristo (Mt 5,13-16). A comunidade de discípulos/as é identificada como sal da terra. A prática comunitária, comprometida com os desafios da Reforma comparo com a ação, a força do sal. (Vejamos algumas propriedades do sal: transmite seu sabor para todo o conteúdo da panela. O sal torna a comida mais saborosa e a preserva de se tornar inaproveitável. Ele tem que ter força para salgar alimentos).

Conforme Mateus, a comunidade de discípulos recebeu a incumbência de salgar o mundo com o anúncio do Evangelho. A comunidade tem a tarefa de tornar o mundo mais saboroso e preservá-lo de podridão. A tarefa de fazer o mundo mais saboroso faz a comunidade não girar em torno de si mesma ou se proteger do mundo (querer ficar no saleiro). A comunidade está aí para o serviço para o mundo. Isso não significa tornar-se mundo ou se dissolver no mundo, mas preservar seus contornos próprios, sua identidade.

Ser sal, portanto, é uma opção de vida que traz consigo muitos desafios. Um deles é assumir, como prática diária, que Deus nos tornou justos mediante a fé em Jesus Cristo. Este agir de Deus, se assumir as propriedades do sal, manifestar-se-á como atitude, como um jeito de ser na vida diária que seja compatível com a identidade que Deus nos outorgou: justificados por graça mediante a fé no Cristo Ressurreto.

SEMINÁRIO DE ESTUDOS SOBRE A CAMPANHA DA FRATERNIDADE ECUMÊNICA 2010






2ª Noite – 20/10/2009
Aconteceu no dia 20 de outubro a 2a noite do Seminário sobre a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010, promovida pelo CEBI-ES, visando estudar alguns aspectos desta mesma Campanha.
Nesta 2a noite os facilitadores foram o Pastor Norberto Berger (IECLB) com o tema - Economia e Bíblia - sistema de poder/opressão e Maria de Fátima Castelan - Fatinha com o tema: Economia e Bíblia - sistema popular/resitência - ambos assessores do CEBI-ES.

O Seminário de Estudos aconteceu como forma de começar a discussão em torno da CFE 2010 cujo lema é “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro. (Mt 6,24c)” e o local foi a sala do CEBI-ES, no centro de Vitória: Rua Duque de Caxias, 121, sala 206, Ed. Juel, (em cima da livraria Paulus) - (27) 3223-0823 e 9945-2068





FORMAÇÃO BÍBLICA

A liberdade conforme Gálatas 5,1-6

Os/as seguidores/as de Jesus Cristo são convocados/as e desafiados/as a exemplificar, na realidade do dia-a-dia, a opção de vida, comprometida com a vivência da liberdade. Na carta de Paulo aos Gálatas a liberdade recebe um destaque singular. Estou refletindo sobre a liberdade que Jesus Cristo nos conquistou mediante a concretização do projeto de vida, incumbência recebida de Deus.
O apóstolo Paulo percebeu que surgiram pregadores na comunidade da Galácia que procuravam amenizar os desafios do Evangelho para evitar conflitos com o Império Romano. Eram pregadores judaico-cristãos que afirmavam que os novos cristãos teriam de assumir a confissão de fé dos judeus. Vejamos algumas conseqüências: viver conforme as exigências da lei judaica, assumir a cultura do judaísmo, as tradições dos judeus....
Esses pregadores ofereciam uma garantia aos membros da comunidade: A autoridade imperial não os perseguirá por causa da religião. O culto judeu era tolerado pelos romanos (53 EC). Paulo questiona a proposta dos pregadores judaico-cristãos.
Para convencer a comunidade na Galácia, o apóstolo Paulo desenvolveu o seguinte testemunho: Cristo já aceitou as pessoas sem apresentar um listão de exigências a ser cumprido pelos cristãos recém ingressos na comunidade. Essa aceitação/acolhimento acontecera mediante a vivência da fé em Jesus. Cristo libertou as pessoas de todas as imposições/opressões daquela época e também das de hoje, que da mesma forma impedem a prática de uma vida liberta.
A fé em Jesus liberta de todas as formas de opressão que grupos ou pessoas objetivam impor aos cristãos. Os/as seguidores/as de Jesus, no entanto, não se deixam manipular, intimidar, espremer por defensores de esquemas que têm por fim rapinar a liberdade que Cristo trouxe por graça e amor.
Somos, portanto, livres de nós mesmos. Fomos libertados das garras de nosso próprio EU. Cristo tornou-nos livres para o serviço aos semelhantes. Uma convivência entre pessoas que está arraigada na prática da liberdade não conhece mais o serviço paternalista (forte que serve o mais fraco). Pratica-se o servir mútuo sem interesses próprios.
A liberdade, que se alimenta do agir de Cristo, impulsiona-nos a colocar nossa vida a serviço da justiça, da solidariedade, da partilha e do bem-estar para todas as pessoas. As ações que provém da fé em Jesus Cristo, a Bíblia chama de amor ao próximo. Este amor necessita do constante fortalecimento que vem da fé para que não seja subjugado aos interesses próprios. Quando não atentarmos para esse perigo, corremos o risco de desvirtuar o presente de Deus – amor – transformando-o numa posse própria.
Viver como pessoas libertas por Cristo num mundo cheio de escravizações é uma tarefa que traz inúmeras dificuldades. Além dos conflitos com as propostas individulizantes, estamos demasiadamente presos às leis e prescrições. Julgamos que as leis ajudam a transformar a vida em comunidade. A realidade das comunidades, no entanto, prova-nos que não é assim.
Jesus também nos libertou de leis que cerceiam a nossa criatividade. Limitam-na! Desestimulam-na! Limitam a nossa participação, nosso agir na caminhada diária. As leis particularizam a fé!
Quando deixarmos de assumir a liberdade que Cristo nos trouxe, não acontecerão mudanças mais profundas em nossa vida comunitária. Esta fraqueza na fé faz-nos transformar toda a nossa vida numa única corrida atrás dos interesses próprios.
Corremos atrás de uma liberdade que deseja se libertar dos compromissos com os semelhantes.
A corrida atrás dos interesses próprios torna-nos pessoas insatisfeitas, ásperas, injustas, arrogantes, individualistas, desumanas para conosco mesmas e para com nossos semelhantes. Desaprendemos a amar porque não vivemos como pessoas libertas.
As pessoas que vivem a liberdade oram pelo fortalecimento da fé. Elas oram pelo dom do Espírito Santo. Este Espírito abre-nos os olhos, a mente e o coração para as grandes possibilidades que temos por termos sido libertados por Cristo. As testemunhas de Jesus confessam que querem aceitar e assumir as conseqüências da liberdade. A vivência da liberdade é a condição para o amor ao próximo. Sempre que sentirmos dificuldades para colocar em prática o amor ao próximo, precisamos reconhecer, com humildade, que abandonamos a liberdade para a qual Cristo nos libertou. Cristo convida-nos a voltar para a liberdade e viver como pessoas por ELE libertadas.

Pr. Norberto Berger

FORMAÇÃO BÍBLICA

O Evangelho segundo Marcos(II)

No último artigo vimos os vários títulos atribuídos a Jesus no Evangelho da comunidade de Marcos. Refletimos que, conhecendo o rosto de Jesus para essa comunidade, podemos conhecer também a sua realidade e entender o sentido da Boa Notícia que esses cristãos e cristãs nos deixaram.

A comunidade de Marcos estava vivendo um tempo difícil, de guerras externas e muitos conflitos internos. Era um tempo de crise. Mergulhados nessa realidade mulheres e homens, seguidores de Jesus sentiram a necessidade de registrar suas memórias e organizar o grupo, orientando a prática da comunidade. Afinal, muitos anos se passaram, os primeiros seguidores já não existiam e a memória não podia ser apagada.

A comunidade de Marcos foi a primeira a escrever um gênero literário como o que foi chamado de Evangelho, que é uma narrativa da prática e da mensagem de Jesus.

Na primeira parte do Evangelho podemos acompanhar o ministério de Jesus na Galiléia e nas regiões vizinhas de Tiro, Sidônia, Decápole e Cesaréia de Filipe (é bom conferir essas localidades no mapa da Palestina que tem na sua Bíblia). Nos textos que compõe essa parte há um destaque para a “casa”. É na casa, e não no templo, que acontecem as relações comunitárias, a promoção da vida (Mc 1,29; 5,19; 6,10).

Na segunda parte, iniciada em Mc 8,34, a comunidade de Marcos usa a palavra “caminho” como principal característica para compreender a ação de Jesus até o desfecho na cruz. Em sua caminhada, Jesus vai demonstrando aos seus seguidores e seguidoras as exigências do Reino: o maior deve ser o servidor de todos; poder e riqueza são obstáculos para participação no Reino.

Após o confronto, em Jerusalém com o sistema de dominação, a comunidade anuncia que a morte não foi a vencedora. A Ressurreição é o anúncio da presença viva de Jesus em todos os tempos. Os discípulos e discípulas devem retornar à Galiléia para reencontrá-lo (Mc 16,7-8). Foi ali onde tudo começou. A Galiléia é o lugar da missão. É o lugar dos pobres, marginalizados pelo sistema econômico, político e religioso. Portanto, é na Galiléia que se encontra o Ressuscitado.

Para conversar em grupos:

1- Quais as principais descobertas esse texto traz para nós?

2 - Quais são as principais dúvidas que aparecem a partir do texto bíblico e do texto acima?

Maria de Fátima Castelan - Fatinha


SEMINÁRIO DE ESTUDOS SOBRE A CAMPANHA DA FRATERNIDADE ECUMÊNICA 2010


SEMINÁRIO DE ESTUDOS SOBRE A CAMPANHA DA FRATERNIDADE ECUMÊNICA 2010



1ª Noite – 13/10/2009

Aconteceu na terça feira dia 13/10 a 1ª noite do Seminário sobre a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010. O Seminário é uma forma de começar a discussão em torno da CFE 2010 cujo lema é “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro. (Mt 6,24c)”.

1 - Economia globalizada – situando a temática “hoje”; contexto econômico.
Facilitador – Claudeci Pereira Neto

2 - Economia solidária – o que é; como se desenvolve.
Facilitadores – Ana Rita Esgário e Valdemir.



A 2ª noite do Seminário sobre a mesma campanha e acontece no dia:

Dia 20 / 10 / 09 – 19h às 21:30h

3 - Economia e Bíblia – sistema de poder / opressão.
Facilitador - Pr. Norberto Berger.

4 - Economia e Bíblia – sistema popular / resistência.
Facilitadora – Maria de Fátima Castelan.

O Seminário de estudos referentes à Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010, acontece:
Local: na sala do CEBI-ES, Rua Duque de Caxias, 121, sala 206, Ed. Juel, Centro, Vitória (em cima da livraria Paulus) Telef. 3223-0823 e 9945-2068

Objetivo Geral da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010
Unir Igrejas Cristãs e pessoas de boa vontade na promoção de uma economia a serviço da vida, sem exclusões, construindo uma cultura de solidariedade e paz.

Dia Nacional da Juventude (DNJ)




Você jovem,

Venha participar do Dia Nacional da Juventude (DNJ), em Guarapari.

Será uma oportunidade para dizer “Chega de extermínio dos jovens... Vamos juntos gritar e girar o mundo!” (Pe. Gisley)

O dia: é 24 de outubro.

A hora de começar é 14hs.

O local de início: é a Matriz N.S. Conceição (Centro de Guarapari).

As atividades serão: concentração, músicas, caminhada, momentos de reflexão, teatros, oficinas, testemunho de vida, apresentação de bandas católicas.

O encerramento será: com a Celebração da Eucaristia (19:30) e mais bandas, tudo no ginásio da Faculdade Pitágoras.

Tema: Contra o extermínio da juventude!

Lema: Juventude em marcha contra a violência!

Realização: Paróquias N. S. Lourdes (Perocão); São José (B. S. José); N.S. Conceição (Centro) e São Pedro (Muquiçaba)

Você não pode perder!

SAÚDE PÚBLICA E CINISMO


Todas as vezes que aparece uma reportagem sobre a saúde, ou a falta dela, ou mesmo o abandono da população neste aspecto, é incrível o cinismo que aparece no semblante das autoridades que buscam justificar aquela situação. Independente da esfera política a que se refere – municipal, estadual, ou mesmo federal, o cinismo é evidente.
Mas o que vem a ser Cinismo?
O dicionário Aurélio, traz como uma das definições de “cinismo” o seguinte: “impudência, desvergonha, desfaçatez, descaramento”.
Já com relação à definição de “cínico”, o mesmo dicionário diz entre outras coisas que o “cínico” é um substantivo masculino, “personagem-tipo que representa o indivíduo sem escrúpulos, hipócrita, sarcástico e oportunista”.

Como se vê estes termos se referem àqueles desprovidos de vergonha e de qualquer sentimento de generosidade em relação à dor do outro. Enfim, os cínicos estão desprovidos de qualquer tipo de preocupação com o sofrimento alheio.
O pior ainda é saber que não é por acaso que esse abandono da saúde pública acontece. Por trás desse cinismo há sempre, um comprometimento deliberado ou omissão assumida dessas autoridades. A ideia principal que os motiva é privatizar a saúde, ou seja, obrigar todos os cidadãos a adquirir planos de saúde, mesmo que até lá tenha que se perder muitas vidas inocentes. “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância”. (Jo 10,10)
É bom a gente ir se dando conta disso, afinal de contas, 2010 é um ano político eleitoral e será preciso dar as devidas respostas aos cínicos de hoje e ao seu cinismo.
Pe. Manoel David Neto

FORMAÇÃO BÍBLICA

O Evangelho segundo Marcos (I)

Iniciamos um estudo sobre o Evangelho da comunidade de Marcos. Vimos que essa comunidade relata as memórias de Jesus num contexto de guerra. É um momento difícil que exige um posicionamento da comunidade. Em meio à crise política e religiosa, esse grupo irá propor um caminho, buscando na prática libertadora de Jesus, a luz necessária para prosseguir. E uma pergunta precisa ser respondida: Quem é Jesus?

A Comunidade de Marcos no começo do Evangelho já apresenta Jesus: "Início da Boa Nova de Jesus Cristo, Filho de Deus" (Mc 1,1). No final do Evangelho, quando Jesus morre na cruz, um soldado pagão declara: "Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus!" (Mc 15,39). Mas, nesse Evangelho, Jesus receberá muitos outros nomes ou títulos:

Messias, Cristo (isto é, Ungido) (Mc 1, 1) / Senhor (Mc 1,3) / Filho amado (Mc 1,11) / Santo de Deus (Mc 1,24) / Nazareno (Mc 10, 47) / Filho do Homem (Mc 2,10) / Noivo (Mc 2,19) / Filho do Deus altíssimo (Mc 5,7)/ Carpinteiro (Mc 6,31) / Filho de Maria (Mc 6,3) / Profeta (Mc 6,4) / Bom Mestre (Mc 10,17) / Filho de Davi (Mc 10,47) / Rabboni (Mc 10,51) / Bendito o que vem em nome do Senhor (Mc 11,9) / Rabbi (Mc 11,21) / Filho (Mc 13,32) / Pastor (Mc 14,27) / Filho do Deus bendito (Mc 14,61) / Rei dos judeus (Mc 15,2) / Rei de Israel (Mc 15,32).

Conhecendo cada nome, título ou atributo dado a Jesus, podemos conhecer também um pouco sobre a própria Comunidade de Marcos e descobrir como esse grupo de seguidores e seguidoras compreendeu o Projeto Libertador de Jesus. Nem todos esses títulos são defendidos pela comunidade. Tem alguns que são questionados. É somente lendo e refletindo esse Evangelho que vamos descobrir qual o significado de cada expressão e, junto com a comunidade de Marcos, poderemos perguntar: quem é Jesus para mim, para nós?

Maria de Fátima Castelan - Fatinha


FORMAÇÃO BÍBLICA

O Evangelho segundo Marcos – Introdução

No caminho que percorremos com Paulo e a Comunidade de Filipos, descobrimos a comunidade iniciando sua trajetória no seguimento de Jesus. Assim como Filipos, muitos outros grupos se juntaram procurando viver essa proposta. Foram os primeiros passos dados em direção a construção de uma vivência em comunidade, que mais tarde será chamada de cristianismo. Esse grupo do tempo de Paulo representou a primeira geração de cristãos e cristãs.

Nesse segundo semestre, nossa caminhada será iluminada pelas memórias de Jesus deixadas pela Comunidade de Marcos. Com o Evangelho segundo Marcos vamos conhecer a segunda geração de cristãos e cristãs e descobrir como as experiências das primeiras comunidades foram registradas de uma maneira totalmente nova: na forma de Evangelho (Mc 1,1).

Vamos então, ao contexto, ao chão de onde brotou essa Boa Notícia que a Comunidade de Marcos nos deixou.

Podemos situar o Evangelho segundo Marcos entre os anos 66 a 70 da era comum, ou seja, depois de Cristo. Esse período foi marcado por uma grande guerra, conhecida como guerra judaico-romana.

Essa guerra entre judeus e romanos aconteceu na Palestina e significou anos de grande sofrimento pra todo o povo. O império romano mobilizou um grande exército para derrotar os grupos de judeus que se organizaram para defender sua terra das imposições e da exploração de Roma. Durante a guerra muitos judeus deixaram a Palestina, dentre eles muitos judeus-cristãos, ou seja, judeus seguidores de Jesus. Esses grupos se espalharam por todo o império, se juntando a outros que já viviam fora da Palestina.

É nesse contexto de guerra que começa a ser gestado o Evangelho segundo Marcos. Os grupos que saíram de sua terra, que estão vivendo um tempo de guerra e incertezas, sentem a necessidade de anunciar o projeto de vida que escolheram. Passam, então, a recolher memórias de Jesus e organizá-las por escrito, tendo como base a própria vida daquele grupo: suas dúvidas, questionamentos e proposta de seguimento.
Maria de Fátima Castelan - Fatinha

Igreja Católica celebra Semana Nacional da Vida




Semana Nacional da Vida
Com o tema “Amor e Vida”, a Igreja Católica no Brasil realiza, entre os dias 1 e 7 de outubro, a Semana Nacional da Vida, cujo objetivo é celebrar a vida da pessoa humana, desde seu nascimento até a morte natural. A comemoração termina no dia 8, com a celebração do Dia do Nascituro.

Instituída pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em 2005, a Semana é coordenada pela Comissão Episcopal para a Vida e Família e pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar.

A Semana é também fruto da Declaração sobre Exigências Éticas em Defesa da Vida, que nasceu durante a 43ª Assembleia Geral dos Bispos e conclama toda a Igreja a refletir, em profundidade, através de celebrações, cursos, encontros e seminários sobre temas de bioética e a se manifestar, sem que necessário, sobre o valor da vida em todas as suas dimensões.

De acordo com as Comissões, o objetivo do evento é criar um espaço para anunciar, debater e esclarecer as pessoas sobre a grandeza e o valor da vida.

Durante os sete dias, as dioceses são convidadas a desenvolver atividades em favor da vida. Como sugestões para discutir a temática desse ano, bem como vivenciá-la com os fiéis, estão: fazer orações habituais em cada comunidade cristã, em grupos e em família; instituir na comunidade um dia por mês para celebrar o Dia de Oração pela Vida; promover encontros de casais, pais e filhos, namorados e noivos; visitar asilos, orfanatos e maternidades, entre outros.

Dia do Nascituro

No dia 8 de outubro a Igreja celebra o Dia do Nascituro. O objetivo é dar destaque à sua importância como ser humano já concebido que se encontra no ventre materno, que, por conseguinte, ainda não veio à luz. “É por isso que este ser humano possui o direito de ser respeitado na sua integridade e dignidade como a de qualquer pessoa já nascida”, lembra as Comissões.