Noite de Espiritualidade do CEBI-ES




Normalmente cada última sexta feira do mês os membros da Coordenação do CEBI-ES se reúnem, livremente, para um momento de "reza" ou de espiritualidade na casa de algum dos seus membros. Seguindo essa tradição aconteceu no dia 25 de setembro. de 19 às 21:30hs, na Casa das Irmãs Missionárias Agostinianas Recoletas, em Tabajara, Cariacica mais uma dessas noites com algumas características próprias. A noite foi uma proposta da Equipe encarregada de preparar a Assembléia anual de planejamento que acontecerá em dezembro. Uma outra característica peculiar e significativa está no fato da noite ter sido conduzida pelo Pastor Helmar R. Roelke (IECLB) de Vila Velha. Ele aceitou gentilmente o convite feito pelo Pastor Norberto Berger, com quem trabalho em tempos Sinodais na Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil. O clima reinante na noite foi o de uma profunda, silenciosa e cativante tranquilidade, revelando assim que a verdadeira espiritualidade ou mística se dá no silêncio, na busca de sintonia consigo mesmo, com o outro e com Deus. Esses aspectos ficaram bem evidenciados pelo Pastor Helmar R. Roelke. No final do encontro todos os participantes estavam felizes com o encontro - a reza - mas também convidados a se questionar sobre o ministério que o CEBI-ES exerce na partilha da Palavra de Deus por onde anda. Nosso obrigado ao Pastor Helmar pela sua disponibilidade e generosidade na condução daquela noite.

INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DO CRISTIANISMO

INÍCIO DO CURSO

Começa na próxima 2a feira dia 28/09 o Curso de Introdução à História do Cristianismo

Seu Objetivo: Ajudar os fiéis leigos/as a terem uma visão geral da História do Cristianismo com os seus pontos relevantes.

Público alvo: Fiéis leigos/as engajados/as nas comunidades das diversas Igrejas Cristãs que buscam o conhecimento de alguns dos diversos momentos do cristianismo na História.

Metodologia: Partindo da metodologia do CEBI, buscar através de estudos, dinâmicas, exposição e trabalhos em grupos, mergulhar nos diversos momentos do Cristianismo ao longo da história.

A uração do Curso será de 02 meses e são essas as Datas: 28/09; 05/10; 19/10; 26/10; 09/11; 16/11; 23/11; 30/11.

O Local do Curso será a Sala do CEBI-ES com vagas limitadas

Inscrições: até 21 de setembro na Sala do CEBI-ES

Investimento: R$40,00 pelo Curso todo, pagos no ato da inscrição.

Assessoria: Equipe do CEBI-ES

Certificado: Será fornecido aos que solicitarem, desde que tenham tido pelo menos 75% de frequência.

DIA NACIONAL DA JUVENTUDE 2009

Tema: Contra o extermínio da juventude, na luta pela vida
Lema: “Juventude em marcha contra a violência”




Neste ano vamos celebrar a 25ª edição do DNJ - Dia Nacional da Juventude. Alegra-nos o testemunho e a persistência das Pastorais da Juventude ao ser voz das multidões silenciadas, ao pautar temáticas na defesa da vida e dos direitos juvenis, confrontando com o modo pelo qual a juventude é considerada pelo estado brasileiro, pela sociedade, pelas famílias, pela Igreja.

É hora de avançar! O DNJ já não encontra mais sentido isoladamente. Ele se liga com a Campanha da Fraternidade e as atividades permanentes das PJs: Semana da Cidadania (de 14 a 21 de abril) e Semana do/a Estudante (09 a 15 de agosto).

O DNJ é parte de um todo maior que busca a dignidade jovem, celebra as lutas anuais dos/as jovens organizados, é a mobilização maior, concentrando multidões de jovens que buscam novas relações de vida pautadas na justiça social, no poder popular, na legitimidade da diversidade, no protagonismo juvenil, na educação libertadora, na construção da paz.

Ecumenismo e diálogo inter-religioso é tema de debate no Instituto de Teologia de Passo Fundo


Ecumenismo e diálogo inter-religioso é tema de debate no Instituto de Teologia de Passo Fundo













O Instituto de Teologia e Pastoral (Itepa) de Passo Fundo (RS) realizou um dia de Estudos sobre Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso. O evento foi assessorado pelo assessor da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Elias Wolff.

Além dos estudantes e professores do Curso Regular de Teologia, estiveram presentes representantes de várias denominações religiosas e membros do Conselho de Ensino Religioso (Coner) – Seccional da 7ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE).

Segundo padre Elias Woff, o diálogo é uma atitude de fé e uma atitude humana. “Deus mesmo se manifesta na forma do diálogo, da relação, do encontro, da comunhão. O ser relação, comunicação, também é o modo de ser humano”.

O diálogo inter-religioso só pode acontecer, na opinião do professor, mediante três conversões: do coração: “ecumenismo é sentir o coração do outro com o teu coração”, disse ele. Conversão da inteligência: “é o diálogo da mente, que torna possível o diálogo doutrinal”; e conversão confessional: “possibilita os atos eclesiais e institucionais de reconciliação”.

O assessor recordou ainda, que o diálogo não existe se a pretensão é mudar o outro na sua verdade. “Antes, o diálogo serve para compreender a verdade do outro”, completou.

fonte: www.cnbb.org.br - 22/09/2009

Diocese de Umuarama: Curso intensivo de teologia estuda o “Ecumenismo”

A Escola Diocesana de Teologia de Umuarama realizou no último fim de semana, dias 12 e 13, um curso intensivo para os alunos do curso de Teologia Pastoral, com o tema “Ecumenismo”.

O evento reuniu cerca de 230 pessoas, e teve como assessor, o diretor da Escola Diocesana de Teologia, o padre Audinei Carreira da Silva.


Diocese de Umuarama: Curso intensivo de teologia estuda o “Ecumenismo”

MCCE consegue assinaturas necessárias para levar Projeto Ficha Limpa ao Congresso

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) comemora a marca de mais de 1,3 milhão de assinaturas de eleitores de todo o Brasil em apoio ao projeto de lei de iniciativa popular que proíbe a candidatura de pessoas que tenham sido condenadas em processos judiciais em primeira instância ou que respondam a ações em tribunais de Justiça. O texto com o projeto, apelidado de Ficha Limpa, será encaminhado ao Congresso Nacional no próximo dia 29, durante ato solene em comemoração aos 10 anos da Lei nº 9.840/99, a primeira de iniciativa popular na história do país e que combate a compra de votos durante o período eleitoral.

Os organizadores da Campanha Ficha Limpa já iniciaram contatos com deputados federais e senadores na tentativa de garantir a aprovação da proposta o mais rápido possível. A reforma eleitoral votada na terça-feira no Senado até prevê que só poderão ser candidatas pessoas com “reputação ilibada”, o que foi considerado insuficiente pelo grupo. “O que foi aprovado é geral e abstrato. O que é uma conduta ilibada? Cada juiz é que vai interpretar esse artigo de acordo com sua convicção. O projeto da Ficha Limpa esclarece isso”, afirmou ontem o secretário-executivo-adjunto da Comissão Brasileira de Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Daniel Seidel.

Qualquer alteração na legislação eleitoral precisa ser aprovada até 2 de outubro para que entre em vigor já em 2010 — prazo impossível de ser cumprido para a votação do projeto da Ficha Limpa. Mas para Daniel Seidel, esse não será um problema, pois o que a proposta faz é apenas regulamentar algo que já está previsto na Constituição Federal. O artigo 14 diz que lei complementar vai estabelecer os casos de inelegibilidade e os prazos para sua cessação, considerando, entre outros pontos, a vida pregressa do candidato.

Ciente de que não será fácil convencer os parlamentares a aprovar um texto tão polêmico e que pode prejudicar vários deputados e senadores, Seidel afirmou que já iniciou contatos em Brasília, e conta com o clamor de mais de 1,3 milhão de brasileiros que aderiram à campanha iniciada em abril do ano passado. “Claro que vamos encontrar resistência no parlamento, até porque muitos parlamentares já estão com processos na Justiça. Mas faz parte do processo democrático ter candidatos livres de ações. Que eles respondam aos processos e depois voltem à vida pública.”

Até a próxima semana, o grupo fará um mutirão para finalizar a contagem das assinaturas — que ainda podem ser coletadas nas igrejas em todo o país ou pelo site www.mcce.org.br.


Católicos e luteranos avaliam caminhada ecumênica


Católicos romanos e evangélicos luteranos avançaram muito no diálogo ecumênico no país, mas ainda há passos importantes a dar, como o reconhecimento mútuo dos ministérios e a comunhão eucarística.
A constatação é do 2o Encontro de Bispos Católicos e Pastores Sinodais, que reuniu, de 18 a 20 de agosto, 34 representantes da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) e da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) em Curitiba.
O encontro celebrou os dez anos da assinatura da Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação, entre a Federação Luterana Mundial e o Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos.
“Tenho certeza de que esse encontro significa um impulso vigoroso para as causas ecumênicas das nossas igrejas”, declarou o pastor presidente da IECLB e moderador do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), Walter Altmann, que participou da reunião em Curitiba.
O coordenador da Comissão Bilateral Católica Luterana por parte da IECLB, pastor sinodal Manfredo Siegle, de Joinville, disse que o encontro mostrou muitos sinais de compreensão e de atividades conjuntas entre obreiros das duas igrejas, “mas que resultam muito mais pela vontade individual de cada um.”
O assessor da Comissão Bilateral do Diálogo Ecumênico e Inter-Religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Elias Wolff, citou a existência de novos agentes promotores do diálogo na busca de uma “mentalidade teológica ecumênica”, mas ainda sem a experiência de articulação.
“Não podemos abandonar o caminho aberto e profeticamente percorrido antes de nós. A questão é como prosseguir”, indagou o coordenador da Comissão Bilateral por parte da ICAR, bispo Remídio José Bohn.
Na avaliação de Altmann, avanços reais do diálogo teológico levaram a práticas importantes, como o reconhecimento mútuo do batismo e a Declaração Conjunta da Justificação, informa o boletim da CNBB. “No entanto, outras questões já tratadas, como a comunhão eucarística e o reconhecimento mútuo dos ministérios, ainda não são realidades”, apontou.
Para o moderador do CMI, o movimento ecumênico carece de uma reconfiguração criativa, buscando uma nova linguagem, método, objetivos e novas parcerias.
A doutrina da justificação pela fé, um dos pilares da Reforma protestante, provocou a divisão da Igreja no século XVI. A Declaração Conjunta, assinada em Augsburgo em 1999, estabelece que as confissões católica e luterana professam a mesma doutrina sobre a justificação pela fé, embora com diferentes desdobramentos.

fonte da notícia: ALC - Leila Gomes - CONIC - Inserido por: Pe. Manoel David Neto

Ser ecumênico? Por quê?

Quando se reúne gente desta ou daquela Igreja para falar de ecumenismo, dois tipos de reações são possíveis. Um é de alegria por finalmente termos acordado para essa necessidade; é a reação mais comum porque pessoas que se dão ao trabalho de sair de casa para ouvir falar desse assunto em geral já estão interessadas nele e até inquietas por perceberem a urgente importância do tema. Mas é possível um outro tipo de reação, que acontece mais quando o pessoal é apanhado de surpresa. Aí há pessoas que perguntam (ou pensam, sem coragem de falar): Isso existe mesmo? E pode? Não será conversa simpática para atrair a gente para outro grupo? É coisa séria, que a Igreja poderia aprovar? Como se faz? Por que deveríamos fazer isso?
Temos vários excelentes motivos para cultivar uma postura ecumênica. O primeiro – e mais importante – está embutido num pedido do próprio Jesus. Ele ora dizendo: Pai, que todos sejam um, para que o mundo creia. O movimento ecumênico mundial cresceu muito a partir do momento em que constatou na prática a sabedoria do que Jesus já tinha dito. Em 1910, na cidade de Edimburgo, houve uma grande assembléia missionária. Lá os destinatários da missão falaram da dificuldade que tinham em aceitar Jesus quando aqueles que anunciavam estavam divididos, quando um declarava que o Cristo da outra Igreja não era o verdadeiro. Em linguagem simples, poderíamos traduzir assim o recado que eles comunicaram: Entendam-se primeiro e depois venham juntos falar conosco porque de outro jeito fica difícil acreditar em vocês.
Às vezes não percebemos, mas para quem nos olha de fora nossas divisões são um contra testemunho poderoso. Quando uma Igreja tenta crescer combatendo as outras a evangelização fica parecendo briga de supermercado disputando freguês. O evangelho não merece isso!
Um segundo importante motivo é a própria necessidade de transformar a sociedade na direção dos valores do Reino. È tarefa gigantesca, que se realiza melhor em parceria. Muitas vezes nos dizem que não se pode mudar o mundo, que sempre houve guerra, injustiça, violência, que não há mesmo outro jeito de viver. Igrejas que conseguissem superar séculos de dolorosa história de rivalidades e acusações mútuas teriam uma autoridade muito maior para dizer ao mundo que a paz, a solidariedade, a superação do mal podem ser tarefas difíceis, mas não impossíveis. Além de serem mais fortes juntas, seriam um testemunho vivo da força reconciliadora do amor fraterno.
Uma outra vantagem está nas qualidades que pessoas e Igrejas precisam desenvolver para se envolverem em trabalho ecumênico. Não dá para ser ecumênico de verdade sem paciência, humildade, amor à verdade, alegria pelo bem que outros realizam, lealdade, talento para ouvir sem preconceito, sinceridade, espírito de serviço, reconhecimento do valor alheio. Qualquer pessoa ou Igreja que desenvolva essas qualidades não estará somente mais preparada para viver o ecumenismo: terá dado em salto de qualidade tanto na direção da santidade como na capacidade de desenvolver boas e construtivas relações humanas.
Temos também muito que aprender uns com os outros. Cada Igreja tem lá suas especialidades, suas experiências bem sucedidas. Todo ponto de vista é a vista a partir de um ponto. A realidade total é melhor percebida quando é vista de várias pontos que se complementam. O progresso, até mesmo na ciência, depende muito do confronto de posturas diferentes. A uniformidade não costuma ser criativa.
Para quem gosta de gente, o relacionamento ecumênico tem uma atração a mais, imperdível: ficamos conhecendo pessoas ótimas, com capacidade para se tornarem companheiras, amigas. E não há como negar: fazer amigos é muito mais gratificante do que combater concorrentes...
Therezinha Motta Lima de Cruz

fonte da notícia: Therezinha M. Lima da Cruz
inserido por: Pe. Manoel David Neto

CARTA DE PAULO AOS FILIPENSES


Irmãos e irmãs,

Embora estejamos acostumados a dizer que o mês de setembro é o mês da Bíblia, (para os católicos romanos) sabemos por experiência pessoal e comunitária que nas diversas Igrejas, inclusive a Católica Romana, não é bem assim.

Estamos sempre lendo a Bíblia cada dia e cada domingo nas celebrações, escutando assim, a Palavra de Deus.

Também é grande o número de grupos que se reúnem semanalmente em torno da Palavra de Deus, através dos Círculos Bíblicos.

Neste sentido a Carta de Paulo aos Filipenses (que na verdade são três cartinhas), estudada a entre os católicos, a partir do Ano Paulino, vai nos ajudar a compreender as relações de afetividade, companheirismo, solidariedade, existentes naquela comunidade.

Essa comunidade nasceu à beira de um rio, foi iniciada por um grupo de mulheres, que Paulo e seus companheiros encontraram quando elas faziam as suas orações.

Era também uma Comunidade comprometida com o projeto de Jesus, e Paulo a convida e a motiva, carinhosamente, para que continuasse tendo os mesmos sentimentos de Cristo.

É isso que queremos desejar a todos vocês nesse tempo forte de aprofundamento da Palavra de Deus, ou seja, “que tenham entre vocês os mesmos sentimentos de Cristo Jesus” (Fl 2,5).

Bom trabalho a todos e todas,

Um abração,

Pe. Manoel David Neto

pela Equipe de Redação do CEBI-ES

Campanha da Fraternidade 2010

cartaz da Campanha da Fraternidade 2010
Igrejas cristãs entram no debate sobre economia na próxima Campanha da Fraternidade

“A Campanha da Fraternidade Ecumênica visa a fortalecer os laços de fraternidade e de cooperação do povo cristão a serviço da transformação da sociedade brasileira para que seja mais justa e solidária”. A afirmação é do presidente do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), pastor luterano Carlos Möller, ao abrir ontem, 10, o ato de lançamento do material da Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2010, que abordará o tema “Economia e Vida”. O evento aconteceu no Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

Além de religiosos das cinco Igrejas que compõem o Conic, o ato contou com a presença da senadora Mariana Silva, do economista Paul Singer e do subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Perly Cipriano, além de turistas que visitavam o local. Um grupo que trabalha com a economia solidária, em Duque de Caxias (RJ), veio especialmente para o evento, carregando uma faixa de apoio à Campanha da Fraternidade do ano que vem.

“O Conic não quer criticar os sistemas econômicos, mas espera que a Campanha da Fraternidade mobilize as Igrejas e a sociedade para dar respostas concretas às necessidades básicas da pessoa humana e à salvaguarda da natureza”, disse o secretário geral do Conic, reverendo Luiz Alberto Barbosa, um dos coordenadores da próxima Campanha da Fraternidade que, pela terceira vez, será ecumênica.

“É preciso educar a sociedade afirmando que um novo modelo econômico é possível e denunciar as distorções da realidade econômica existente para que a economia esteja a serviço da vida”, completou o reverendo.

“Eu sonhava com a Campanha da Fraternidade sobre economia e vida. Este sonho está se realizando neste momento”, disse o economista Paul Singer, um dos convidados para o evento. Singer criticou a economia capitalista “que não gera vida” e “que não realiza justiça”. “Antes eu queria que o capitalismo fosse destruído. Agora penso que ele precisa ser superado”, disse o economista. “O amor deve entrar na discussão da economia. Além de água e alimento, carecemos de ser amados”, acentuou. Para o economista, não existe apenas uma economia, mas “economias”.

A ex-ministra e senadora, Marina Silva, destacou que a economia deve ser vista na perspectiva da solidariedade que implica uma “nova forma de nos relacionarmos com os outros e com a natureza”. Ela condenou o pragmatismo que tem tirado dos jovens o direito de sonhar. “O pragmatismo tem destruído a natureza, as relações políticas e tem levado os jovens a não sonhar e a não querer transformar o mundo”, disse Marina.

Segundo a ex-ministra, é necessário pensar a economia como fonte de vida. “Precisamos mudar a nossa forma de produzir, de consumir e de nos relacionarmos com a natureza”, disse.

Já o subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Perly Cipriano, entende que a próxima CF será dirigia “aos que têm fome de pão e sede de justiça”. “O material (da CF) servirá a todas as pessoas, escolas, sindicatos, mídia e Igrejas. Ajudará para que as pessoas pensem: a economia (que temos) serve para atender às necessidades das pessoas ou para oprimi-las”, sublinhou.

A Campanha da Fraternidade de 2010 só começará na quarta-feira de Cinzas, dia 17 de fevereiro. O material é lançado com antecedência para que as lideranças se capacitem a fim de levar o debate às comunidades. O lema que vai animar as discussões desta Campanha é extraído do evangelho de São Mateus: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”.

A principal publicação sobre o conteúdo da CF é o texto base, um livro de 80 páginas, escrito com a participação de peritos em economia. “O sistema econômico deve visar o bem comum. Recebemos os bens para a vida e não a vida para a riqueza”, disse o reverendo Luiz Alberto. Um kit com todo o material foi entregue aos participantes do evento, inclusive à imprensa. Publicado pelas Edições CNBB, o material estará disponível nas livrarias católicas na próxima semana.

A cerimônia no Cristo Redentor foi encerrada com uma oração ecumênica presidida pelo secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, e pelos pastores das outras Igrejas presentes ao ato.

GRITO DOS EXCLUÍDOS 2009

"Vida em primeiro lugar:
a força da transformação está na organização popular"


O Grito dos Excluídos 2009, neste ano, na sua 15ª edição, reforça a Campanha da Fraternidade com o tema “Vida em primeiro lugar” e lema “A força da transformação está na organização popular”.

O evento, ocorrerá no dia 07 de setembro, com concentração a partir de 08 horas da manhã, na Praça dos Namorados, e está sendo articulado pela Arquidiocese de Vitória através do Fórum das Pastorais Sociais juntamente com movimentos sociais e populares e conta com o apoio e a participação de todas as comunidades, escolas e organizações sociais.

Diante da exclusão, Jesus defende os direitos dos fracos e o direito a uma vida digna para todo o ser humano. O Grito condena as formas de exclusão e as causas que levam o povo a viver em condições de vida precárias e muitas vezes sem perspectiva de futuro; denuncia a política econômica que privilegia o capital financeiro em detrimento dos direitos sociais básicos; propõe alternativas que tragam esperança aos excluídos e perspectivas de vida para as comunidades locais; promove a pluralidade e igualdade de direitos, bem como o respeito nas relações de gênero, raça e etnia e, também, pretende multiplicar as assembléias populares para discutir a organização social a partir do Município, fortalecendo o poder popular.

O compromisso com esta causa nos compromete no esforço de superação da exclusão em nosso País, participando da construção de uma sociedade justa e solidária.

Ao invés de irmos ver e aplaudir tanques, canhões, metralhadoras, fuzis e outras armas que ferem e matam, vamos levar para a rua nossa indignação, nossa fé, nossa coragem, nosso compromisso, nossa alegria e nossa vontade de ver a vida sendo gerada e defendida. Vamos levar nosso grito, o Grito de centenas, de milhares, de milhões de brasileiros que amam a vida acima de tudo e creem que um outro Estado é possível.