Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2009


Um tempo de crescimento, de partilha e de testemunho através da oração. Em sua persistente missão de acolher e de partilhar, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil está, mais uma vez, organizando a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que acontece de 24 a 31 de maio de 2009.

As Comissões de Liturgia e de Comunicação do CONIC estão trabalhando na adaptação dos textos originais que vieram da Coréia, tendo como palavra bíblica inspiradora uma profecia de Ezequiel, que nos faz pensar que Deus não quer o seu povo dividido, nem naquela época nem hoje.

O CONIC assume a coordenação nacional da Semana através de suas Igrejas-membro e de suas representações regionais e locais, bem como através de denominações religiosas e grupos ecumênicos dispostos a trabalhar pela unidade no território nacional.

A Semana pode acontecer também nas escolas, nas universidades, nas famílias e no coração de cada um. O site do CONIC divulga muitos subsídios. Queremos mais uma vez estimular a formação de núcleos ecumênicos locais para celebrar a Semana, especialmente pensando em 2010, quando teremos mais uma Campanha da Fraternidade Ecumênica. Saudemos a todos com as palavras bíblicas que nos dizem: “Que todos sejam um em tuas mãos” (Ezequiel 37.17).

Comissão de Comunicação
Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil

www.conic.org.br

Escolhe, pois a vida! Violência contra mulheres e crianças e excomunhão

Nota da Direção Nacional do CEBI
Escolhe, pois a vida! Violência contra mulheres e crianças e excomunhão
A Direção Nacional do Centro de Estudos Bíblicos (CEBI) manifesta-se solidária com a mãe, os médicos e demais pessoas envolvidas na interrupção da gravidez de uma menina de 9 anos, que foram excomungados da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) pelo arcebispo de Olinda e Recife, D. José Sobrinho.
A intervenção médica, neste caso, está duplamente amparada pela legislação brasileira: além da situação de estupro pelo padrasto, a criança corria risco de danos irreparáveis à saúde e até mesmo de morte.
A interrupção da gravidez foi uma decisão tomada para uma situação extraordinária, e, portanto, foi uma escolha inquestionável a favor da vida. Nesse sentido, vale lembrar as palavras de Jesus ao ensinar que as instituições existem para as pessoas e não o contrário. Jesus sempre lembra de que "a pessoa não foi feita para o sábado, mas o sábado para a pessoa" (Mc 2,27).
A igreja, como disse o bispo "não pode trair o princípio de defender a vida desde o seu início até o seu fim". Neste caso, todas aquelas pessoas que defenderam a menina de 9 anos, realizando o procedimento cirúrgico, mantiveram-se fiéis a este princípio, oferecendo-lhe a oportunidade de continuar sendo criança e de buscar refazer a sua vida tão brutalmente atingida por uma pessoa de sua convivência íntima.
O CEBI entende também que, ao dar acento para o ato unilateral da excomunhão, esvazia-se a verdadeira questão que o caso da menina revela: que a violência masculina intrafamiliar continua a vitimar milhões de mulheres e crianças todos os dias neste país. Este aliás é o tema da CF-2009 da ICAR neste ano! É contra esta violência, que aniquila a vida e a dignidade femininas, que se devem levantar as vozes e ser tomadas as medidas necessárias para seu combate, tanto pelo poder público como por toda a sociedade e sua mídia e, inclusive, as igrejas.

"Escolhe, pois, a vida" (Dt 30,19). E viverás....
São Leopoldo, 8 de março de 2009

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Mulher

Mulher,
Geradora de vida!
Que traz em seu ventre
A possibilidade do futuro:

vida nova,
Tempo novo.
Com seu jeito,
Sua coragem
E medo também,
vai trançando os fios,
decodificando sons,

juntando as letras,
administrando situações,
propondo leis,
fazendo a semente germinar,
tirando da terra o pão,
tomando posse da Palavra - Vida
gerando libertação.
Eu, você, nós,
Mulheres em ação!
Às vezes só coração,
Sempre presença ativa.
Mulher – semente!
Mulher – possibilidade!
Mulher – transformação!


(Fatinha - 08/03/09)


UM POUCO DE HISTÓRIA SOBRE O DIA 8 DE MARÇO

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

CEBI-ES NAS PARÓQUIAS

Aconteceu na Paróquia Divino Espírito Santo - Santa Leopoldina, no dia 28 de fevereiro, o primeiro encontro deste ano que contou com a participação de mais de 40 pessoas, representantes das comunidades que compõem aquela Paróquia. O assunto foi a Campanha da Fraternidade de 2009. O encontro foi marcado por um forte momento de espiritualidade, a fala do Pe. Carlos, pároco da Paróquia e uma reflexão sobre o tema: Fraternidade e Segurança Pública. Junto com a equipe do Cebi, a assembleia levantou tipos de violência que atingem as famílias, as comunidades e o país. Para fortalecer a reflexão, cada comunidade presente formou um grupo para estudar textos bíblicos e propor ação concreta diante do tema da Campanha que serão apresentados no próximo encontro que está marcado para o dia 28 de março.







"A PAZ É FRUTO DA JUSTIÇA" (Is 32,17)

ABERTURA DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2009





A Arquidiocese de Vitória realizou em grande estilo popular, no 1º domingo da Quaresma (1º/03) a Abertura da Campanha da Fraternidade 2009.

A Via Sacra aconteceu sob a presidência de seu pastor D. Luiz Mancilha Vilela, com a participação de D. Silvestre e a coordenação de Pe. Kélder Brandão Filgueiras. O trajeto feito foi: escadarias do Palácio Anchieta, passando pela Praça oito, Praça Costa Pereira, Cidade Alta, Colina de São Francisco, Fórum Des. Moniz Freire encerrando na Porta da Catedral Metropolitana.

Atendendo a uma carta do Coordenador de Pastoral, Pe. Kélder, lá estavam milhares de fiéis – leigos, religiosos/as, padres – debaixo de um sol escaldante, desde as 13h30minhs até 17h30min aproximadamente, vindo de diversas comunidades, paróquias, áreas pastorais da Arquidiocese.

Eles carregavam as cruzes feitas especialmente para aquela ocasião, além das suas cruzes pessoais do medo, da insegurança, da violência que cresce assustadoramente e assola nosso estado, embora as propagandas do governo estadual afirmem o contrário.

O Povo de Deus que lá estava levou também o nome dos seus falecidos estampados em camisas, cartazes, pregados nas cruzes, colocando em evidência a lista dos crimes insolúveis que acontecem no estado desde a década de 1980 por causa muitas vezes de políticos ou até magistrados com envolvimento com grupos de crimes organizados.

Mas o povo levou também a sua esperança de mudanças, a contribuição da não-violência, a solidariedade com as vítimas, o encontro festivo de irmãos na fé que acreditam na vitória do amor sobre o ódio, do perdão sobre a vingança, da vida sobre a morte. Esse foi mais um sinal de que o povo continua acreditando na Páscoa de Jesus Cristo e também na sua Ressurreição.

Lá estavam também muitos políticos. Diversos deles, sabemos nós, que têm seu berço de fé nas Comunidades Eclesiais de Base. Outros... queriam ver o que estava acontecendo.

Agora fica a esperança e a expectativa para os próximos eventos que a Arquidiocese irá promover: o Encontro Estadual de Ceb’s (de 05 a 07 de junho), e o encerramento do 1º Sínodo Arquidiocesano (em 23 de agosto).