ASSEMBLÉIA ANUAL DE PLANEJAMENTO DO CEBI-ES 2009/10





Estamos num tempo de conflitos generalizados, crises das instituições, intolerâncias diversas e desrespeito aos direitos humanos. E nós tentando ser humanos.

Assim realizamos nos dias 04, 05 4e 06 de dezembro, na Praia do Morro, em Guarapari, a nossa Assembléia Anual de Planejamento. Ao final, domingo à tarde, no encerrar da assembléia uma expressão nos marcou: “vivemos a Assembléia mais tranqüila dos últimos anos e saímos daqui cansados sim, mas não desgastados”! O clima de companheirismo continuou nas despedidas, como se o povo não quisesse ir embora dali.

As pessoas na sua absoluta maioria eram as mesmas; as diferenças também; os posicionamentos diversos e até contrários não deixaram de aparecer, mas o clima era outro.

As propostas de trabalho de assessoria para 2010 foram muitas; a busca em atender a quase todos os pedidos foi determinante; o empenho das diversas Equipes de trabalho, inclusive da Paróquia que nos acolheu, era visível.

O que mudou então?
Podemos afirmar com segurança: o desarmamento das pessoas entre si; o desejo de contribuir no Caminho de Libertação através da Leitura Popular da Bíblia; o reconhecimento da necessidade de vivermos um CEBI Adulto – 30 anos CEBI Nacional; a preparação para celebrarmos 25 anos de CEBI-ES em 2011.
Mas com certeza, um fator determinante na Assembléia, que teve como tema “CEBI 30 anos – Celebrar a Memória e Resgatar os Compromissos”, foi a da pessoa da Neli de Almeida – CEBI-MG e membro do Conselho Nacional, que nos ajudou com a sua presença mineira, simples, simpática, agradável.

Dentro deste tema, a Neli ouviu e viu todo o nosso VER – com as avaliações dos trabalhos deste ano e em seguida foi nos ajudando – JULGAR – a enxergar, a perceber todo o bem que fizemos a um número incalculável de pessoas com nossos encontros de 2009. Ela também nos ajudou a perceber os nossos compromissos atuais, em sintonia com os 30 anos de história, a necessidade de voltar às origens, beber da fonte. Mostrou-nos a firmeza dos primeiros passos, apesar da insegurança e incerteza do caminho desconhecido que se estava buscando. 30 anos se passaram e a Palavra de Deus fez caminho no Brasil e no ES, e sem nenhuma falsa modéstia, também através das inúmeras atividades que o CEBI desenvolveu.

Assim, o nosso AGIR já estava se encaminhando, seja pela Avaliação dos trabalhos deste ano, seja na iluminação que a presença da Neli com a sua reflexão trouxe, completamos o que faltava tomando decisões necessárias e analisando os diversos pedidos, e como atendê-los na medida do tamanho do nosso grupo. UFA! Não foi fácil!

Neste Caminho de Emaús que fizemos, pudemos também celebrar os 30 anos de Matrimônio de nosso companheiro Braz Adelque Luchu e sua esposa Selma – que estava na infraestrutura. Não podíamos também esquecer a memória dos 20 anos de Martírio de nosso amigo Pe. Gabriel Félix Roger Maire, francês de nascimento e brasileiro de coração, parceiro dos pobres, amante da palavra de Deus, amigo dos pobres e marginalizados que tombou em solo capixaba, regando com seu sangue nossa vida e nossa história, a serviço das comunidades Eclesiais de Base e das lutas populares.

Tudo isso contribui para o clima reinante e para hoje podermos dizer uma ação de graças esfuziante ao Deus que vem ao nosso encontro em seu Verbo que se fez carne.




CEBI lança livro pelos seus 30 anos de atuação


Um livro para olhar, ler e guardar como recordação. Essa é a proposta do livro "30 anos, lendo a Bíblia e vestindo a camisa do povo", que o CEBI acaba de lançar alusivo ao seu trigésimo aniversário.
No livro, a história do CEBI é narrada a partir das imagens estampadas em camisetas, produzidas em cada estado onde o CEBI construiu a sua caminhada, lendo a Bíblia e engajando-se nas realidades em favor da libertação e da transformação da vida das pessoas.
A ideia de fazer um livro assim, que mistura depoimentos, história e estampas de camisas nasceu durante a 17ª Assembleia Nacional do CEBI, em Belo Horizonte, quando Frei Carlos Mesters comentou com a equipe da Dimensão de Espiritualidade como "seria bonito conhecer as camisas do CEBI que já foram feitas em todo Brasil".
O comentário nos levou a costurarmos a ideia de pedir aos estados que reunissem as camisas confeccionadas em todas as regiões. Esta tecitura virou este livrotestemunho da espiritualidade bíblica, da espiritualidade libertadora que o CEBI se propõe viver com sua Leitura Popular da Bíblia e que se mostra em desenhos e símbolos estampados em camisas.
Quando um grupo confecciona uma camisa, é porque há uma motivação, há um ideal, há uma luta. Vestir a camisa, na verdade, é uma forma de abraçar uma ideia, uma luta, os sonhos do grupo e até mesmo do povo.
A proposta do projeto de recolher as camisas foi encaminhada à coordenação de cada estado. A resposta foi bonita! Muitas camisas foram fotografadas, e uma diversidade de ideias que encantam apareceu! O desenho e o texto estampados expressam utopias, revelam "artistas da caminhada", resgatam raízes e falam ao coração da gente.
A história do CEBI, nos seus trinta anos, é, assim, contada e cantada em imagens e versos que retratam as diferentes realidades deste Brasil tão grande, o Brasil do campo e da cidade, onde se vive a espiritualidade desenhada e pintada nas camisas.
Os sóis, os mares, os mandacarus, as montanhas, as casas e os tuiuiús, as lamparinas, os mapas, as peneiras, os barcos, as panelas de barro e os coqueiros, as araucárias, as romarias e os tambores, tudo feito de mil amores, revelam os caminhos traçados, aqui e ali, pela Leitura Popular da Bíblia feita pelo CEBI.
O livro também vai servir como fonte de renda para subsidiar o trabalho local do CEBI. Em cada livro comprado, uma parte do dinheiro arrecadado vai para o estado.
Com um acabamento fino nos detalhes, o livro é um presente que cada participante do CEBI pode dar à caminhada da Leitura Popular da Bíblia. O preço de venda é de R$ 30,00 por trinta anos de história.

fonte: http://www.cebi.org.br/ - 28/10/2009

CEBI-ES REALIZA ASSEMBLÉIA DE PLANEJAMENTO


Acontece nos dias 4, 5 e 6 de dezembro em Guarapari, a Assembléia Anual de Planejamento do CEBI-ES. A Assembléia tem a finalidade de avaliar os trabalhos realizados neste ano bem como planejar 2010.

O tema da assembléia será: "CEBI 30 anos - Celebrar a Memória e resgatar os Compromissos" e está organizada dentro do método VER, JULGAR e AGIR, consagrado na América Latina há várias décadas.

A Assembléia, além de todos os membros do CEBI-ES, e de alguns convidados, contará também com a presença da Neli - de Astolfo Dutra - MG - representando o CEBI Nacional que irá nos ajudar a retomar os principais aspectos da caminhada na celebração dos 30 anos de CEBI.
Os 30 anos do CEBI Nacional, já celebrado de diversas formas pelo Brasil afora, agora se encontra gravado no livro "30 anos, lendo a Bíblia e vestindo a camisa do povo", que o CEBI acaba de lançar alusivo ao seu trigésimo aniversário. Na sala do CEBI-ES esse livro já está à disposição de quem deseja dar uma contribuição à Leitura Popular da Bíblia ao preço de R$30,00.

Vaticano interfere em questões internas de igreja irmã, lamenta primaz

Surpresos e preocupados, líderes da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) questionam o anúncio, “unilateral”, do Vaticano de criar uma provisão constitucional especial de acolhida aos episcopais anglicanos descontentes com a ordenação feminina e de pessoas homoafetivas promovida por essa família confessional.
Se a medida do Vaticano fosse destinada a pessoas que já saíram da Comunhão Anglicana por razões de divergência teológica, ela seria de fato um acolhimento pastoral a quem já não mais a integra, argumenta o bispo primaz da IEAB, dom Maurício Andrade, em posicionamento oficial.
"Mas, na medida em que se destina a pessoas e comunidades que ainda estão dentro da Comunhão, mesmo que em dissenso, a provisão representa um problema ético de interferência em assuntos internos de outra igreja irmã", agrega o bispo primaz.
A IEAB lamenta que nenhuma instância oficial da Comunhão Anglicana tenha participado do processo de construção da provisão e, "para surpresa de muitos, a própria Congregação para a Unidade dos Cristãos não participou do processo interno, em Roma, sequer para o anúncio da iniciativa", que ficou, de forma privada, sob a coordenação da Congregação para a Doutrina e Fé, menciona Andrade.
O posicionamento da IEAB chama a atenção para os documentos oficiais recentes da Igreja Católica Romana, que têm reafirmado "não a sua identidade apenas como Igreja universal, mas sua singularidade como sinal verdadeiro e original da presença de Cristo entre os povos. Isso implica uma autocompreensão de exclusividade eclesiológica e organizacional que dificulta o avanço do diálogo entre as duas igrejas."
Os episcopais anglicanos brasileiros lembram os 40 anos de diálogo entre as duas Comunhões, por iniciativa do papa Paulo VI e do arcebispo de Canteburry, Michael Ramsey, que quebrou séculos de silêncio entre as duas partes.
Eles esperam, agora, que o anúncio dessa interferência do Vaticano "não venha a se constituir em empecilho para o futuro do nosso diálogo", e que possam conhecer em tempo o teor da provisão, que ainda não se tornou pública, "e aplicar, quando possível, o princípio do respeito à autonomia interna de nossas igrejas".
fonte: www.cebi.org.br - 11/11/2009

O fundamentalismo é analisado em livro



O Fórum Ecumênico Brasil (FE-Brasil) e o CEBI acabam de lançar o livro organizado por Zwinglio M. Dias, "Os vários rostos do fundamentalismo". O livro reúne as reflexões desenvolvidas por ocasião da realização do Seminário Fundamentalismo Hoje, promovido pelo FE-Brasil, em agosto de 2008.
O livro tem cinco capítulos. No primeiro, Juliana Guedes Cordeiro desenvolve algumas considerações históricas sobre o fenômeno do fundamentalismo, e afirma que, "desde o final do século XIX, os fundamentalistas americanos reagiram ao desafio da modernidae com a tentativa de racionalizar inteiramente sua fé" (p. 16), ou seja, "transformaram o mythos de sua religião em logos, fosse insistindo na verdade científica de seus dogmas, fosse convertendo sua complexa mitologia numa compacta ideologia" (p. 17).
No capítulo dois, Zwinglio Dias traz algumas anotações socioteológicas sobre uma atitude religiosa, falando do fundamentalismo como "o delírio dos amedrontados". Ele conclui que o fundamentalismo convida para o suicídio do pensamento.
Brenda Carranza, no capítulo três tenta responder a pegunta se o Brasil é fundamentalista. Para ela, "uma era pós-fundamentalista só pode ser iniciada quando se eduquem as novas gerações na tolerância e na não-violência, integradas numa visão cultural, democrática e religiosa, do contrário estaremos realizando ações paliativas" (p. 62).
Finalmente, no quarto capítulo, Leonildo Siveira Campos traz para reflexão a relação entre fundamentalismo e ecumenismo como exercícios de (in)tolerância. Para ele, a união entre "fundamentalismo e pentecostalismo poderá se tornar letal para o ecumenismo que valoriza exatamente os inimigos de ambos: relativismo, criticimo, pluralismo e oportunidades oriundas do processo de secularização" (p. 84-5)
O último capítulo do livro traz a síntese final da consulta, com os copromissos assumidos, dentre os quais, destaca-se o fortalecimento dos espaços ecumênicos, procurando aumentar a sua visibilidade junto à base.
O seminário que deu origem ao livro foi organizado pela ASTE e Koionia, com recursos da CESE. O livro está à venda pelo CEBI ao preço de R$ 15,00.

fonte: http://www.cebi.org.br/ 28/10/2009

PARA REFLETIR

DIA DA REFORMA 2009 (parte 02)

Pr Norberto Berger

Aponto para mais uma qualidade do sal e também da luz, que é a segunda imagem que identifica a presença e atuação da comunidade de discípulos/as na realidade quotidiana. (Vejamos algumas propriedades da luz: ela sempre traz consigo a eliminação da escuridão. A luz não só faz enxergar os objetos, mas, ao mesmo tempo, a pessoa se enxerga e compreende que não perambula na escuridão. Ela enxerga seu caminho. A luz ilumina o ambiente em que nos encontramos. A comunidade de discípulos não guarda o que recebeu como dom gratuito de Deus. Essa comunidade se tornaria daí sal que não salga mais e luz que não ilumina mais.)

A simbologia do sal e da luz deixa evidente que as testemunhas de Jesus, as pessoas que Deus tornou justas diante DELE, não vivem para si mesmas. Sublinho, mais uma vez, que sal e luz existem para se entregar, se doar, se transformar em serviço ao próximo em suas necessidades existenciais. Sal e luz não desejam ser armazenados e conservados intactos. O sal age de forma invisível. As conseqüências, porém, são transformadoras. A luz, por outro lado, age publica e visivelmente.

Adotei a simbologia do sal e da luz para exemplificar a postura, o jeito de agir dos/as cristãos/ãs que Deus tornou justos/as diante DELE. Fomos libertados daquela atitude de querer ficar no saleiro. Muitos cristãos evangélicos de confissão luterana preferem ficar no saleiro, pois julgam estarem protegidos das ameaças do mundo em que vivem. Julgam-se, portanto, prudentes! Podemos pensar aqui numa vida de fé que só enxerga o próprio umbigo, curvada em si mesma. Avaliem a espiritualidade introvertida, preocupada, sempre, apenas com a própria salvação. Estou me referindo ao egoísmo da salvação. O cristão, tornado justo por graça, não está preocupado com sua própria salvação. Ele confia na fidelidade de Deus e, por isso, sua caminhada de fé é comparável à ação do sal e da luz. Sua maneira de proceder é uma resposta ao agir gratuito de Deus.

Essa decisão de Deus jamais será invalidada. Não somos possuidores da justiça. A justiça é uma relação, construída única e exclusivamente por Deus. As pessoas, portanto, não a têm para si mesmas. Paulo destaca a justificação por graça. A graça é o agir de Deus que aceita incondicionalmente o ser humano em sua imperfeição. Essa atitude de Deus não sofreu nenhuma influência do agir humano e, por conseqüência, nunca perderá seu efeito por decisão humana.

Percebemos que a justificação por graça mediante a fé é uma atitude a ser assumida na comunidade e sociedade. É um jeito de organizar a vida e de desincumbir-se de suas tarefas bem específicas. É a maneira como a pessoa se posiciona diante e em meio às dificuldades que aparecem na vida. O justificado por Deus assume uma vida comunitária espontânea, alicerçada na prática da solidariedade, da justiça social, do serviço diacônico. Participa, valorizando os dons recebidos, partilhando-os em favor da missão de Deus na comunidade e sociedade. O justificado por graça envolve-se na comunidade com espírito crítico, criativo e transformador. Portanto, a importância da justificação por graça mediante a fé em Jesus Cristo manifesta-se na sua eficiência de transmitir consolo e encorajamento para todas as pessoas que se engajam para concretizar uma proposta de vida que fortalece, em nós, gestos de esperança na realidade em que estamos inseridos. Estes pequenos gestos de esperança identificam a vivência da justificação por graça.

Católicos e luteranos comemoram dez anos da Declaração Conjunta sobre a Justificação

A Igreja Católica e a Igreja de Confissão Luterana comemoram, amanhã, 31, os dez anos da Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação. A Declaração foi assinada em Augsburgo, na Alemanha, entre a Federação Luterana Mundial e a Igreja Católica Romana.

“Esta Declaração Conjunta sobre a Justificação pela graça revela a possibilidade de vivermos a mesma fé com expressões diferentes, como a grande comunidade do Pai, em Jesus Cristo, no Espírito Santo”, diz a nota divulga pela CNBB e pela Igreja de Confissão Luterana no Brasil. “Após séculos de história, o Espírito Santo conduziu nossas mentes e corações à escuta e ao diálogo, fazendo-nos mais próximos na profissão da fé no Senhor que nos chama a viver em conformidade com a graça recebida”, continua a nota. Resultado de um longo diálogo entre luteranos e católicos, a Declaração é uma referência no campo ecumênico. Com o documento a Federação Luterana Mundial e o Vaticano afirmam que as repetidas condenações recíprocas, ocorridas durante séculos em matéria de justificação, não seriam mais objeto da doutrina das respectivas Igrejas. Em 2006 a declaração foi assinada também pelas Igrejas pertencentes ao Conselho Mundial das Igrejas Metodistas. Em Augsburgo, um simpósio é realizado hoje e amanhã para celebrar a data. Participam das comemorações o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Walter Kasper, e o secretário geral da Federação Luterana Mundial, Ishmael Noko. Em Brasília, Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Brasília (CECLB) também comemora a histórica data com apoio do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic). No templo da CECLB, amanhã, às 17h, haverá palestra com o pastor sinodal Carlos Möller e exibição do filme que mostra o ato da Assinatura da Declaração Conjunta entre IECLB e a CNBB em Brasília em 1999. Às 20h, haverá uma celebração conjunta da Reforma com pregação do pastor Paulo Weirich.
www.cnbb.org.br - em 30/10/2009

FORMAÇÃO BÍBLICA

O Evangelho segundo Marcos (III)

Continuamos a nossa caminhada com a Comunidade de Marcos. Vamos tomar como referência o capítulo 8 do Evangelho – a Boa Notícia – que essa comunidade nos deixou. Nesse capítulo encontraremos o ponto central da mensagem da Comunidade. (ler o texto bíblico indicado antes de continuar).

No início do capítulo 8 a comunidade narra pela segunda vez a situação de fome que o povo enfrentava e o milagre da partilha que acontece, quando esse povo encontra Jesus e encontra os irmãos e irmãs.

A comunidade de Marcos, vivendo aproximadamente, nos anos 70 E.C (era comum), experimenta uma situação concreta de falta de pão. É uma realidade provocada por um sistema de opressão dos pobres para concentração de riquezas nas mãos do império romano. A comunidade aprendeu com Jesus que não é possível falar do Reino ignorando a fome do povo. A solução é a partilha: “Comeram até ficar satisfeitos e recolheram as sobras em sete cestos” (Mc 8,8).

Mesmo depois de tantos sinais algumas pessoas ainda não entendiam o Evangelho anunciado e vivido por Jesus. Discípulos e discípulas agiam como se fossem cegos. Andavam com Jesus, mas não conseguiam ver com clareza o significado de sua ação libertadora porque esperavam um messias glorioso. Para ilustrar essa realidade a comunidade conta o encontro de Jesus com um cego, em Betsaida. A ação de Jesus é feita em dois momentos, pois na primeira tentativa o cego confunde pessoas com árvores, vê apenas uma parte. No segundo momento a cegueira é vencida.

Na sequência da narrativa, vamos nos deparar com Jesus e seus discípulos e discípulas. É o momento vivido pela comunidade que se sente questionada: “E vocês, quem dizem que eu sou?” Responder a essa pergunta é aceitar o desafio do seguimento, do discipulado, com todas as consequências que essa escolha supõe: “Quem quiser vir após mim tome a sua cruz e siga-me!”

A morte de cruz, no tempo de Jesus e da comunidade, era imposta pelo império romano às pessoas consideradas perigosas para o poder. Portanto, tomar a cruz e carregá-la era assumir a perseguição, a exclusão, a marginalização. A cruz não é fatalismo, nem exigência de Deus. A cruz é consequência do compromisso assumido livremente por Jesus e por todas as pessoas que aceitarem o desafio de seguí-Lo.

De acordo com a Comunidade de Marcos o critério para seguir Jesus e participar da plenitude do Reino é assumir a causa dos empobrecidos, aqueles que estão na “Galiléia”. Encontrando o Crucificado/Ressuscitado no meio do povo empobrecido, os discípulos e discípulas saberão que caminho trilhar.

Para conversar em grupo:

1 – Que outras descobertas importantes fizemos no capítulo 8 de Marcos? Partilhar!

2 – Que diferença existe entre a nossa imagem de Jesus e aquela apresentada pela comunidade de Marcos?

3 – Quais são as principais cruzes carregadas hoje pelo povo e como temos vencido essas cruzes?

Maria de Fátima Castelan - Fatinha

PARA REFLETIR

DIA DA REFORMA 2009 (PARTE 01)
Pastor Norberto Berger
A mensagem da Reforma Luterana encoraja a fincar nossos pés no chão da vida do dia-a-dia. Pois, seu cerne é a confissão que Deus agiu, em Jesus Cristo, de forma insuperável em favor de toda a sua criação. A criação relembra-nos, portanto, com destaque o seu amor, a sua paixão pela vida.

Imagino que leitores/as estranhem a afirmação acerca do amor de Deus, ligada à mensagem da Reforma. Sublinho que exatamente o amor de Deus para com toda a humanidade o impulsionou a nos tornar justos de forma imerecida. Menciono, apenas, duas mensagens centrais da Reforma Luterana: a justificação por graça mediante a fé em Jesus Cristo (Rm 1,17; 3,21-26) e a liberdade cristã (Gl 5). Façamos, agora, uma acareação entre a vida comunitária nas comunidades evangélicas de confissão luterana e a vivência da justificação por graça. Detectaremos enormes dificuldades em ligar as mensagens centrais da Reforma com os fatos, as crises na caminhada da fé e os desesperadores enfrentamentos diários: falta de trabalho, salário injusto, preços não justos para os produtos agrícolas, violência, falta de moradia, enfermidades na família, desentendimento familiar. Cabe-nos redescobrir e recolocar a importância vital e decisiva da mensagem da Reforma à vivência da fé no dia-a-dia. Assumamos, com mais garra e convicção, os compromissos que temos na comunidade e sociedade como cidadãos e cidadãs de confissão luterana.

Escolhi as propriedades/qualidades do sal e da luz para exemplificar a mensagem da justificação por graça mediante a fé em Jesus Cristo (Mt 5,13-16). A comunidade de discípulos/as é identificada como sal da terra. A prática comunitária, comprometida com os desafios da Reforma comparo com a ação, a força do sal. (Vejamos algumas propriedades do sal: transmite seu sabor para todo o conteúdo da panela. O sal torna a comida mais saborosa e a preserva de se tornar inaproveitável. Ele tem que ter força para salgar alimentos).

Conforme Mateus, a comunidade de discípulos recebeu a incumbência de salgar o mundo com o anúncio do Evangelho. A comunidade tem a tarefa de tornar o mundo mais saboroso e preservá-lo de podridão. A tarefa de fazer o mundo mais saboroso faz a comunidade não girar em torno de si mesma ou se proteger do mundo (querer ficar no saleiro). A comunidade está aí para o serviço para o mundo. Isso não significa tornar-se mundo ou se dissolver no mundo, mas preservar seus contornos próprios, sua identidade.

Ser sal, portanto, é uma opção de vida que traz consigo muitos desafios. Um deles é assumir, como prática diária, que Deus nos tornou justos mediante a fé em Jesus Cristo. Este agir de Deus, se assumir as propriedades do sal, manifestar-se-á como atitude, como um jeito de ser na vida diária que seja compatível com a identidade que Deus nos outorgou: justificados por graça mediante a fé no Cristo Ressurreto.

SEMINÁRIO DE ESTUDOS SOBRE A CAMPANHA DA FRATERNIDADE ECUMÊNICA 2010






2ª Noite – 20/10/2009
Aconteceu no dia 20 de outubro a 2a noite do Seminário sobre a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010, promovida pelo CEBI-ES, visando estudar alguns aspectos desta mesma Campanha.
Nesta 2a noite os facilitadores foram o Pastor Norberto Berger (IECLB) com o tema - Economia e Bíblia - sistema de poder/opressão e Maria de Fátima Castelan - Fatinha com o tema: Economia e Bíblia - sistema popular/resitência - ambos assessores do CEBI-ES.

O Seminário de Estudos aconteceu como forma de começar a discussão em torno da CFE 2010 cujo lema é “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro. (Mt 6,24c)” e o local foi a sala do CEBI-ES, no centro de Vitória: Rua Duque de Caxias, 121, sala 206, Ed. Juel, (em cima da livraria Paulus) - (27) 3223-0823 e 9945-2068





FORMAÇÃO BÍBLICA

A liberdade conforme Gálatas 5,1-6

Os/as seguidores/as de Jesus Cristo são convocados/as e desafiados/as a exemplificar, na realidade do dia-a-dia, a opção de vida, comprometida com a vivência da liberdade. Na carta de Paulo aos Gálatas a liberdade recebe um destaque singular. Estou refletindo sobre a liberdade que Jesus Cristo nos conquistou mediante a concretização do projeto de vida, incumbência recebida de Deus.
O apóstolo Paulo percebeu que surgiram pregadores na comunidade da Galácia que procuravam amenizar os desafios do Evangelho para evitar conflitos com o Império Romano. Eram pregadores judaico-cristãos que afirmavam que os novos cristãos teriam de assumir a confissão de fé dos judeus. Vejamos algumas conseqüências: viver conforme as exigências da lei judaica, assumir a cultura do judaísmo, as tradições dos judeus....
Esses pregadores ofereciam uma garantia aos membros da comunidade: A autoridade imperial não os perseguirá por causa da religião. O culto judeu era tolerado pelos romanos (53 EC). Paulo questiona a proposta dos pregadores judaico-cristãos.
Para convencer a comunidade na Galácia, o apóstolo Paulo desenvolveu o seguinte testemunho: Cristo já aceitou as pessoas sem apresentar um listão de exigências a ser cumprido pelos cristãos recém ingressos na comunidade. Essa aceitação/acolhimento acontecera mediante a vivência da fé em Jesus. Cristo libertou as pessoas de todas as imposições/opressões daquela época e também das de hoje, que da mesma forma impedem a prática de uma vida liberta.
A fé em Jesus liberta de todas as formas de opressão que grupos ou pessoas objetivam impor aos cristãos. Os/as seguidores/as de Jesus, no entanto, não se deixam manipular, intimidar, espremer por defensores de esquemas que têm por fim rapinar a liberdade que Cristo trouxe por graça e amor.
Somos, portanto, livres de nós mesmos. Fomos libertados das garras de nosso próprio EU. Cristo tornou-nos livres para o serviço aos semelhantes. Uma convivência entre pessoas que está arraigada na prática da liberdade não conhece mais o serviço paternalista (forte que serve o mais fraco). Pratica-se o servir mútuo sem interesses próprios.
A liberdade, que se alimenta do agir de Cristo, impulsiona-nos a colocar nossa vida a serviço da justiça, da solidariedade, da partilha e do bem-estar para todas as pessoas. As ações que provém da fé em Jesus Cristo, a Bíblia chama de amor ao próximo. Este amor necessita do constante fortalecimento que vem da fé para que não seja subjugado aos interesses próprios. Quando não atentarmos para esse perigo, corremos o risco de desvirtuar o presente de Deus – amor – transformando-o numa posse própria.
Viver como pessoas libertas por Cristo num mundo cheio de escravizações é uma tarefa que traz inúmeras dificuldades. Além dos conflitos com as propostas individulizantes, estamos demasiadamente presos às leis e prescrições. Julgamos que as leis ajudam a transformar a vida em comunidade. A realidade das comunidades, no entanto, prova-nos que não é assim.
Jesus também nos libertou de leis que cerceiam a nossa criatividade. Limitam-na! Desestimulam-na! Limitam a nossa participação, nosso agir na caminhada diária. As leis particularizam a fé!
Quando deixarmos de assumir a liberdade que Cristo nos trouxe, não acontecerão mudanças mais profundas em nossa vida comunitária. Esta fraqueza na fé faz-nos transformar toda a nossa vida numa única corrida atrás dos interesses próprios.
Corremos atrás de uma liberdade que deseja se libertar dos compromissos com os semelhantes.
A corrida atrás dos interesses próprios torna-nos pessoas insatisfeitas, ásperas, injustas, arrogantes, individualistas, desumanas para conosco mesmas e para com nossos semelhantes. Desaprendemos a amar porque não vivemos como pessoas libertas.
As pessoas que vivem a liberdade oram pelo fortalecimento da fé. Elas oram pelo dom do Espírito Santo. Este Espírito abre-nos os olhos, a mente e o coração para as grandes possibilidades que temos por termos sido libertados por Cristo. As testemunhas de Jesus confessam que querem aceitar e assumir as conseqüências da liberdade. A vivência da liberdade é a condição para o amor ao próximo. Sempre que sentirmos dificuldades para colocar em prática o amor ao próximo, precisamos reconhecer, com humildade, que abandonamos a liberdade para a qual Cristo nos libertou. Cristo convida-nos a voltar para a liberdade e viver como pessoas por ELE libertadas.

Pr. Norberto Berger

FORMAÇÃO BÍBLICA

O Evangelho segundo Marcos(II)

No último artigo vimos os vários títulos atribuídos a Jesus no Evangelho da comunidade de Marcos. Refletimos que, conhecendo o rosto de Jesus para essa comunidade, podemos conhecer também a sua realidade e entender o sentido da Boa Notícia que esses cristãos e cristãs nos deixaram.

A comunidade de Marcos estava vivendo um tempo difícil, de guerras externas e muitos conflitos internos. Era um tempo de crise. Mergulhados nessa realidade mulheres e homens, seguidores de Jesus sentiram a necessidade de registrar suas memórias e organizar o grupo, orientando a prática da comunidade. Afinal, muitos anos se passaram, os primeiros seguidores já não existiam e a memória não podia ser apagada.

A comunidade de Marcos foi a primeira a escrever um gênero literário como o que foi chamado de Evangelho, que é uma narrativa da prática e da mensagem de Jesus.

Na primeira parte do Evangelho podemos acompanhar o ministério de Jesus na Galiléia e nas regiões vizinhas de Tiro, Sidônia, Decápole e Cesaréia de Filipe (é bom conferir essas localidades no mapa da Palestina que tem na sua Bíblia). Nos textos que compõe essa parte há um destaque para a “casa”. É na casa, e não no templo, que acontecem as relações comunitárias, a promoção da vida (Mc 1,29; 5,19; 6,10).

Na segunda parte, iniciada em Mc 8,34, a comunidade de Marcos usa a palavra “caminho” como principal característica para compreender a ação de Jesus até o desfecho na cruz. Em sua caminhada, Jesus vai demonstrando aos seus seguidores e seguidoras as exigências do Reino: o maior deve ser o servidor de todos; poder e riqueza são obstáculos para participação no Reino.

Após o confronto, em Jerusalém com o sistema de dominação, a comunidade anuncia que a morte não foi a vencedora. A Ressurreição é o anúncio da presença viva de Jesus em todos os tempos. Os discípulos e discípulas devem retornar à Galiléia para reencontrá-lo (Mc 16,7-8). Foi ali onde tudo começou. A Galiléia é o lugar da missão. É o lugar dos pobres, marginalizados pelo sistema econômico, político e religioso. Portanto, é na Galiléia que se encontra o Ressuscitado.

Para conversar em grupos:

1- Quais as principais descobertas esse texto traz para nós?

2 - Quais são as principais dúvidas que aparecem a partir do texto bíblico e do texto acima?

Maria de Fátima Castelan - Fatinha


SEMINÁRIO DE ESTUDOS SOBRE A CAMPANHA DA FRATERNIDADE ECUMÊNICA 2010


SEMINÁRIO DE ESTUDOS SOBRE A CAMPANHA DA FRATERNIDADE ECUMÊNICA 2010



1ª Noite – 13/10/2009

Aconteceu na terça feira dia 13/10 a 1ª noite do Seminário sobre a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010. O Seminário é uma forma de começar a discussão em torno da CFE 2010 cujo lema é “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro. (Mt 6,24c)”.

1 - Economia globalizada – situando a temática “hoje”; contexto econômico.
Facilitador – Claudeci Pereira Neto

2 - Economia solidária – o que é; como se desenvolve.
Facilitadores – Ana Rita Esgário e Valdemir.



A 2ª noite do Seminário sobre a mesma campanha e acontece no dia:

Dia 20 / 10 / 09 – 19h às 21:30h

3 - Economia e Bíblia – sistema de poder / opressão.
Facilitador - Pr. Norberto Berger.

4 - Economia e Bíblia – sistema popular / resistência.
Facilitadora – Maria de Fátima Castelan.

O Seminário de estudos referentes à Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010, acontece:
Local: na sala do CEBI-ES, Rua Duque de Caxias, 121, sala 206, Ed. Juel, Centro, Vitória (em cima da livraria Paulus) Telef. 3223-0823 e 9945-2068

Objetivo Geral da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010
Unir Igrejas Cristãs e pessoas de boa vontade na promoção de uma economia a serviço da vida, sem exclusões, construindo uma cultura de solidariedade e paz.

Dia Nacional da Juventude (DNJ)




Você jovem,

Venha participar do Dia Nacional da Juventude (DNJ), em Guarapari.

Será uma oportunidade para dizer “Chega de extermínio dos jovens... Vamos juntos gritar e girar o mundo!” (Pe. Gisley)

O dia: é 24 de outubro.

A hora de começar é 14hs.

O local de início: é a Matriz N.S. Conceição (Centro de Guarapari).

As atividades serão: concentração, músicas, caminhada, momentos de reflexão, teatros, oficinas, testemunho de vida, apresentação de bandas católicas.

O encerramento será: com a Celebração da Eucaristia (19:30) e mais bandas, tudo no ginásio da Faculdade Pitágoras.

Tema: Contra o extermínio da juventude!

Lema: Juventude em marcha contra a violência!

Realização: Paróquias N. S. Lourdes (Perocão); São José (B. S. José); N.S. Conceição (Centro) e São Pedro (Muquiçaba)

Você não pode perder!

SAÚDE PÚBLICA E CINISMO


Todas as vezes que aparece uma reportagem sobre a saúde, ou a falta dela, ou mesmo o abandono da população neste aspecto, é incrível o cinismo que aparece no semblante das autoridades que buscam justificar aquela situação. Independente da esfera política a que se refere – municipal, estadual, ou mesmo federal, o cinismo é evidente.
Mas o que vem a ser Cinismo?
O dicionário Aurélio, traz como uma das definições de “cinismo” o seguinte: “impudência, desvergonha, desfaçatez, descaramento”.
Já com relação à definição de “cínico”, o mesmo dicionário diz entre outras coisas que o “cínico” é um substantivo masculino, “personagem-tipo que representa o indivíduo sem escrúpulos, hipócrita, sarcástico e oportunista”.

Como se vê estes termos se referem àqueles desprovidos de vergonha e de qualquer sentimento de generosidade em relação à dor do outro. Enfim, os cínicos estão desprovidos de qualquer tipo de preocupação com o sofrimento alheio.
O pior ainda é saber que não é por acaso que esse abandono da saúde pública acontece. Por trás desse cinismo há sempre, um comprometimento deliberado ou omissão assumida dessas autoridades. A ideia principal que os motiva é privatizar a saúde, ou seja, obrigar todos os cidadãos a adquirir planos de saúde, mesmo que até lá tenha que se perder muitas vidas inocentes. “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância”. (Jo 10,10)
É bom a gente ir se dando conta disso, afinal de contas, 2010 é um ano político eleitoral e será preciso dar as devidas respostas aos cínicos de hoje e ao seu cinismo.
Pe. Manoel David Neto

FORMAÇÃO BÍBLICA

O Evangelho segundo Marcos (I)

Iniciamos um estudo sobre o Evangelho da comunidade de Marcos. Vimos que essa comunidade relata as memórias de Jesus num contexto de guerra. É um momento difícil que exige um posicionamento da comunidade. Em meio à crise política e religiosa, esse grupo irá propor um caminho, buscando na prática libertadora de Jesus, a luz necessária para prosseguir. E uma pergunta precisa ser respondida: Quem é Jesus?

A Comunidade de Marcos no começo do Evangelho já apresenta Jesus: "Início da Boa Nova de Jesus Cristo, Filho de Deus" (Mc 1,1). No final do Evangelho, quando Jesus morre na cruz, um soldado pagão declara: "Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus!" (Mc 15,39). Mas, nesse Evangelho, Jesus receberá muitos outros nomes ou títulos:

Messias, Cristo (isto é, Ungido) (Mc 1, 1) / Senhor (Mc 1,3) / Filho amado (Mc 1,11) / Santo de Deus (Mc 1,24) / Nazareno (Mc 10, 47) / Filho do Homem (Mc 2,10) / Noivo (Mc 2,19) / Filho do Deus altíssimo (Mc 5,7)/ Carpinteiro (Mc 6,31) / Filho de Maria (Mc 6,3) / Profeta (Mc 6,4) / Bom Mestre (Mc 10,17) / Filho de Davi (Mc 10,47) / Rabboni (Mc 10,51) / Bendito o que vem em nome do Senhor (Mc 11,9) / Rabbi (Mc 11,21) / Filho (Mc 13,32) / Pastor (Mc 14,27) / Filho do Deus bendito (Mc 14,61) / Rei dos judeus (Mc 15,2) / Rei de Israel (Mc 15,32).

Conhecendo cada nome, título ou atributo dado a Jesus, podemos conhecer também um pouco sobre a própria Comunidade de Marcos e descobrir como esse grupo de seguidores e seguidoras compreendeu o Projeto Libertador de Jesus. Nem todos esses títulos são defendidos pela comunidade. Tem alguns que são questionados. É somente lendo e refletindo esse Evangelho que vamos descobrir qual o significado de cada expressão e, junto com a comunidade de Marcos, poderemos perguntar: quem é Jesus para mim, para nós?

Maria de Fátima Castelan - Fatinha


FORMAÇÃO BÍBLICA

O Evangelho segundo Marcos – Introdução

No caminho que percorremos com Paulo e a Comunidade de Filipos, descobrimos a comunidade iniciando sua trajetória no seguimento de Jesus. Assim como Filipos, muitos outros grupos se juntaram procurando viver essa proposta. Foram os primeiros passos dados em direção a construção de uma vivência em comunidade, que mais tarde será chamada de cristianismo. Esse grupo do tempo de Paulo representou a primeira geração de cristãos e cristãs.

Nesse segundo semestre, nossa caminhada será iluminada pelas memórias de Jesus deixadas pela Comunidade de Marcos. Com o Evangelho segundo Marcos vamos conhecer a segunda geração de cristãos e cristãs e descobrir como as experiências das primeiras comunidades foram registradas de uma maneira totalmente nova: na forma de Evangelho (Mc 1,1).

Vamos então, ao contexto, ao chão de onde brotou essa Boa Notícia que a Comunidade de Marcos nos deixou.

Podemos situar o Evangelho segundo Marcos entre os anos 66 a 70 da era comum, ou seja, depois de Cristo. Esse período foi marcado por uma grande guerra, conhecida como guerra judaico-romana.

Essa guerra entre judeus e romanos aconteceu na Palestina e significou anos de grande sofrimento pra todo o povo. O império romano mobilizou um grande exército para derrotar os grupos de judeus que se organizaram para defender sua terra das imposições e da exploração de Roma. Durante a guerra muitos judeus deixaram a Palestina, dentre eles muitos judeus-cristãos, ou seja, judeus seguidores de Jesus. Esses grupos se espalharam por todo o império, se juntando a outros que já viviam fora da Palestina.

É nesse contexto de guerra que começa a ser gestado o Evangelho segundo Marcos. Os grupos que saíram de sua terra, que estão vivendo um tempo de guerra e incertezas, sentem a necessidade de anunciar o projeto de vida que escolheram. Passam, então, a recolher memórias de Jesus e organizá-las por escrito, tendo como base a própria vida daquele grupo: suas dúvidas, questionamentos e proposta de seguimento.
Maria de Fátima Castelan - Fatinha

Igreja Católica celebra Semana Nacional da Vida




Semana Nacional da Vida
Com o tema “Amor e Vida”, a Igreja Católica no Brasil realiza, entre os dias 1 e 7 de outubro, a Semana Nacional da Vida, cujo objetivo é celebrar a vida da pessoa humana, desde seu nascimento até a morte natural. A comemoração termina no dia 8, com a celebração do Dia do Nascituro.

Instituída pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em 2005, a Semana é coordenada pela Comissão Episcopal para a Vida e Família e pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar.

A Semana é também fruto da Declaração sobre Exigências Éticas em Defesa da Vida, que nasceu durante a 43ª Assembleia Geral dos Bispos e conclama toda a Igreja a refletir, em profundidade, através de celebrações, cursos, encontros e seminários sobre temas de bioética e a se manifestar, sem que necessário, sobre o valor da vida em todas as suas dimensões.

De acordo com as Comissões, o objetivo do evento é criar um espaço para anunciar, debater e esclarecer as pessoas sobre a grandeza e o valor da vida.

Durante os sete dias, as dioceses são convidadas a desenvolver atividades em favor da vida. Como sugestões para discutir a temática desse ano, bem como vivenciá-la com os fiéis, estão: fazer orações habituais em cada comunidade cristã, em grupos e em família; instituir na comunidade um dia por mês para celebrar o Dia de Oração pela Vida; promover encontros de casais, pais e filhos, namorados e noivos; visitar asilos, orfanatos e maternidades, entre outros.

Dia do Nascituro

No dia 8 de outubro a Igreja celebra o Dia do Nascituro. O objetivo é dar destaque à sua importância como ser humano já concebido que se encontra no ventre materno, que, por conseguinte, ainda não veio à luz. “É por isso que este ser humano possui o direito de ser respeitado na sua integridade e dignidade como a de qualquer pessoa já nascida”, lembra as Comissões.

Noite de Espiritualidade do CEBI-ES




Normalmente cada última sexta feira do mês os membros da Coordenação do CEBI-ES se reúnem, livremente, para um momento de "reza" ou de espiritualidade na casa de algum dos seus membros. Seguindo essa tradição aconteceu no dia 25 de setembro. de 19 às 21:30hs, na Casa das Irmãs Missionárias Agostinianas Recoletas, em Tabajara, Cariacica mais uma dessas noites com algumas características próprias. A noite foi uma proposta da Equipe encarregada de preparar a Assembléia anual de planejamento que acontecerá em dezembro. Uma outra característica peculiar e significativa está no fato da noite ter sido conduzida pelo Pastor Helmar R. Roelke (IECLB) de Vila Velha. Ele aceitou gentilmente o convite feito pelo Pastor Norberto Berger, com quem trabalho em tempos Sinodais na Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil. O clima reinante na noite foi o de uma profunda, silenciosa e cativante tranquilidade, revelando assim que a verdadeira espiritualidade ou mística se dá no silêncio, na busca de sintonia consigo mesmo, com o outro e com Deus. Esses aspectos ficaram bem evidenciados pelo Pastor Helmar R. Roelke. No final do encontro todos os participantes estavam felizes com o encontro - a reza - mas também convidados a se questionar sobre o ministério que o CEBI-ES exerce na partilha da Palavra de Deus por onde anda. Nosso obrigado ao Pastor Helmar pela sua disponibilidade e generosidade na condução daquela noite.

INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DO CRISTIANISMO

INÍCIO DO CURSO

Começa na próxima 2a feira dia 28/09 o Curso de Introdução à História do Cristianismo

Seu Objetivo: Ajudar os fiéis leigos/as a terem uma visão geral da História do Cristianismo com os seus pontos relevantes.

Público alvo: Fiéis leigos/as engajados/as nas comunidades das diversas Igrejas Cristãs que buscam o conhecimento de alguns dos diversos momentos do cristianismo na História.

Metodologia: Partindo da metodologia do CEBI, buscar através de estudos, dinâmicas, exposição e trabalhos em grupos, mergulhar nos diversos momentos do Cristianismo ao longo da história.

A uração do Curso será de 02 meses e são essas as Datas: 28/09; 05/10; 19/10; 26/10; 09/11; 16/11; 23/11; 30/11.

O Local do Curso será a Sala do CEBI-ES com vagas limitadas

Inscrições: até 21 de setembro na Sala do CEBI-ES

Investimento: R$40,00 pelo Curso todo, pagos no ato da inscrição.

Assessoria: Equipe do CEBI-ES

Certificado: Será fornecido aos que solicitarem, desde que tenham tido pelo menos 75% de frequência.

DIA NACIONAL DA JUVENTUDE 2009

Tema: Contra o extermínio da juventude, na luta pela vida
Lema: “Juventude em marcha contra a violência”




Neste ano vamos celebrar a 25ª edição do DNJ - Dia Nacional da Juventude. Alegra-nos o testemunho e a persistência das Pastorais da Juventude ao ser voz das multidões silenciadas, ao pautar temáticas na defesa da vida e dos direitos juvenis, confrontando com o modo pelo qual a juventude é considerada pelo estado brasileiro, pela sociedade, pelas famílias, pela Igreja.

É hora de avançar! O DNJ já não encontra mais sentido isoladamente. Ele se liga com a Campanha da Fraternidade e as atividades permanentes das PJs: Semana da Cidadania (de 14 a 21 de abril) e Semana do/a Estudante (09 a 15 de agosto).

O DNJ é parte de um todo maior que busca a dignidade jovem, celebra as lutas anuais dos/as jovens organizados, é a mobilização maior, concentrando multidões de jovens que buscam novas relações de vida pautadas na justiça social, no poder popular, na legitimidade da diversidade, no protagonismo juvenil, na educação libertadora, na construção da paz.

Ecumenismo e diálogo inter-religioso é tema de debate no Instituto de Teologia de Passo Fundo


Ecumenismo e diálogo inter-religioso é tema de debate no Instituto de Teologia de Passo Fundo













O Instituto de Teologia e Pastoral (Itepa) de Passo Fundo (RS) realizou um dia de Estudos sobre Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso. O evento foi assessorado pelo assessor da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Elias Wolff.

Além dos estudantes e professores do Curso Regular de Teologia, estiveram presentes representantes de várias denominações religiosas e membros do Conselho de Ensino Religioso (Coner) – Seccional da 7ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE).

Segundo padre Elias Woff, o diálogo é uma atitude de fé e uma atitude humana. “Deus mesmo se manifesta na forma do diálogo, da relação, do encontro, da comunhão. O ser relação, comunicação, também é o modo de ser humano”.

O diálogo inter-religioso só pode acontecer, na opinião do professor, mediante três conversões: do coração: “ecumenismo é sentir o coração do outro com o teu coração”, disse ele. Conversão da inteligência: “é o diálogo da mente, que torna possível o diálogo doutrinal”; e conversão confessional: “possibilita os atos eclesiais e institucionais de reconciliação”.

O assessor recordou ainda, que o diálogo não existe se a pretensão é mudar o outro na sua verdade. “Antes, o diálogo serve para compreender a verdade do outro”, completou.

fonte: www.cnbb.org.br - 22/09/2009

Diocese de Umuarama: Curso intensivo de teologia estuda o “Ecumenismo”

A Escola Diocesana de Teologia de Umuarama realizou no último fim de semana, dias 12 e 13, um curso intensivo para os alunos do curso de Teologia Pastoral, com o tema “Ecumenismo”.

O evento reuniu cerca de 230 pessoas, e teve como assessor, o diretor da Escola Diocesana de Teologia, o padre Audinei Carreira da Silva.


Diocese de Umuarama: Curso intensivo de teologia estuda o “Ecumenismo”

MCCE consegue assinaturas necessárias para levar Projeto Ficha Limpa ao Congresso

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) comemora a marca de mais de 1,3 milhão de assinaturas de eleitores de todo o Brasil em apoio ao projeto de lei de iniciativa popular que proíbe a candidatura de pessoas que tenham sido condenadas em processos judiciais em primeira instância ou que respondam a ações em tribunais de Justiça. O texto com o projeto, apelidado de Ficha Limpa, será encaminhado ao Congresso Nacional no próximo dia 29, durante ato solene em comemoração aos 10 anos da Lei nº 9.840/99, a primeira de iniciativa popular na história do país e que combate a compra de votos durante o período eleitoral.

Os organizadores da Campanha Ficha Limpa já iniciaram contatos com deputados federais e senadores na tentativa de garantir a aprovação da proposta o mais rápido possível. A reforma eleitoral votada na terça-feira no Senado até prevê que só poderão ser candidatas pessoas com “reputação ilibada”, o que foi considerado insuficiente pelo grupo. “O que foi aprovado é geral e abstrato. O que é uma conduta ilibada? Cada juiz é que vai interpretar esse artigo de acordo com sua convicção. O projeto da Ficha Limpa esclarece isso”, afirmou ontem o secretário-executivo-adjunto da Comissão Brasileira de Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Daniel Seidel.

Qualquer alteração na legislação eleitoral precisa ser aprovada até 2 de outubro para que entre em vigor já em 2010 — prazo impossível de ser cumprido para a votação do projeto da Ficha Limpa. Mas para Daniel Seidel, esse não será um problema, pois o que a proposta faz é apenas regulamentar algo que já está previsto na Constituição Federal. O artigo 14 diz que lei complementar vai estabelecer os casos de inelegibilidade e os prazos para sua cessação, considerando, entre outros pontos, a vida pregressa do candidato.

Ciente de que não será fácil convencer os parlamentares a aprovar um texto tão polêmico e que pode prejudicar vários deputados e senadores, Seidel afirmou que já iniciou contatos em Brasília, e conta com o clamor de mais de 1,3 milhão de brasileiros que aderiram à campanha iniciada em abril do ano passado. “Claro que vamos encontrar resistência no parlamento, até porque muitos parlamentares já estão com processos na Justiça. Mas faz parte do processo democrático ter candidatos livres de ações. Que eles respondam aos processos e depois voltem à vida pública.”

Até a próxima semana, o grupo fará um mutirão para finalizar a contagem das assinaturas — que ainda podem ser coletadas nas igrejas em todo o país ou pelo site www.mcce.org.br.


Católicos e luteranos avaliam caminhada ecumênica


Católicos romanos e evangélicos luteranos avançaram muito no diálogo ecumênico no país, mas ainda há passos importantes a dar, como o reconhecimento mútuo dos ministérios e a comunhão eucarística.
A constatação é do 2o Encontro de Bispos Católicos e Pastores Sinodais, que reuniu, de 18 a 20 de agosto, 34 representantes da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) e da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) em Curitiba.
O encontro celebrou os dez anos da assinatura da Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação, entre a Federação Luterana Mundial e o Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos.
“Tenho certeza de que esse encontro significa um impulso vigoroso para as causas ecumênicas das nossas igrejas”, declarou o pastor presidente da IECLB e moderador do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), Walter Altmann, que participou da reunião em Curitiba.
O coordenador da Comissão Bilateral Católica Luterana por parte da IECLB, pastor sinodal Manfredo Siegle, de Joinville, disse que o encontro mostrou muitos sinais de compreensão e de atividades conjuntas entre obreiros das duas igrejas, “mas que resultam muito mais pela vontade individual de cada um.”
O assessor da Comissão Bilateral do Diálogo Ecumênico e Inter-Religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Elias Wolff, citou a existência de novos agentes promotores do diálogo na busca de uma “mentalidade teológica ecumênica”, mas ainda sem a experiência de articulação.
“Não podemos abandonar o caminho aberto e profeticamente percorrido antes de nós. A questão é como prosseguir”, indagou o coordenador da Comissão Bilateral por parte da ICAR, bispo Remídio José Bohn.
Na avaliação de Altmann, avanços reais do diálogo teológico levaram a práticas importantes, como o reconhecimento mútuo do batismo e a Declaração Conjunta da Justificação, informa o boletim da CNBB. “No entanto, outras questões já tratadas, como a comunhão eucarística e o reconhecimento mútuo dos ministérios, ainda não são realidades”, apontou.
Para o moderador do CMI, o movimento ecumênico carece de uma reconfiguração criativa, buscando uma nova linguagem, método, objetivos e novas parcerias.
A doutrina da justificação pela fé, um dos pilares da Reforma protestante, provocou a divisão da Igreja no século XVI. A Declaração Conjunta, assinada em Augsburgo em 1999, estabelece que as confissões católica e luterana professam a mesma doutrina sobre a justificação pela fé, embora com diferentes desdobramentos.

fonte da notícia: ALC - Leila Gomes - CONIC - Inserido por: Pe. Manoel David Neto