Pe. Gabriel: dor e sofrimento, Martírio e doação

“Se o grão de trigo não cai na terra não morre, ele fica sozinho” (Jo 12,24).

A história de Pe. Gabriel Félix Roger Maire, missionário francês martirizado em 23 de dezembro de 1989, entre Cariacica e Vila Velha, está impregnada de doação e amor a Deus, a serviço dos mais pobres nas periferias da Grande Vitória na década de noventa. Mas hoje, além da dor da sua entrega estamos também sofrendo pelo fato de se tripudiar em cima do seu cadáver como foi feito recentemente.

Ao celebrarmos o 18º ano de seu assassinato duas questões reaparecem: o papel do martírio na Igreja, por causa do Reino de Deus e a Evangélica opção preferencial pelos pobres. A Igreja nascente, quando ainda não estava comprometida nem com os impérios, nem com o poderio econômico, entendia que o Martírio era semente de novos cristãos. Assim muitos gastaram a sua vida como o grão de trigo que morre para dar vida a uma nova planta que iria produzir cem, sessenta, trinta frutos por um (cf. Mt 13,1-23).

Por sua vez a Evangélica opção preferencial pelos pobres sempre convocou a todos olhar com cuidado e carinho a situação dos empobrecidos, não por que eles são mais santos que os outros, e sim porque eles estão desprovidos das condições básicas para terem vida e vida em abundância, como disse Jesus ao jovem rico (cf. Mt 19,16-30).

Que os Santos Mártires dos nossos dias intercedam por nós junto a Jesus Cristo.

(Enviado por mitra.vitória039@terra.com.br em 21/12/07)

Santa Leopodina continua sua reflexão sobre o Evangelho de João

Aconteceu no último dia 27 (sábado) o estudo do Evangelho de João capítulos de 13 a 21 pelo grupo da paróquia católica Divino Espírito Santo em Santa Leopoldina. O grupo estudou os blocos formados pelos capílulos 13 a 17 conhecidos como o Livro da Comunidade, capítulos 18 a 20 onde encontramos os relatos da paixão e da ressurreição e o capítulo 21 que é um acréscimo posterior a redação final do evangelho. O encontro foi marcado pela reflexão a respeito do serviço, onde foram levantados alguns serviços importantes em nosso dia-a-dia. Em seguida foi feita a preparação, a escuta e a vivência do texto de Jo 13,1-15, conhecido como o texto de lava-pés.

O grupo continuou o estudo aprofundando os blocos finais do evangelho.

Começa o Curso sobre Gênesis na Sala do CEBI

No dia 2 deste mês teve início o curso sobre Gênesis capítulos de 1 a 11 na sala do CEBI-ES. A proposta é um estudo desses 11 primeiros capítulos de Gênesis que falam da criação do mundo, do dilúvio, da torre de Babel entre outros textos que formam esse bloco.

No encontro de abertura os participantes formam motivados a criar e recriar um novo mundo e de partilhar esta experiência. Em seguida foi exibido um vídeo sobre a Carta da Terra apresentado por Leonardo Boff que foi um dos participantes da elaboração desta carta.

Dia 9 deste mês aconteceu o 2º encontro. Os participantes refletiram em grupos sobre narrativas de histórias antigas presentes em cultura brasileira, principalmente entre os povos indígenas. Procuravam explicar o mundo e muitas situações para dar segurança e certezas diante de ameaças. Foram estudadas as histórias do Boto Rosa, do Curupira e da Criação do Mundo por Tupã, o Deus indígena.

Com essa temática queremos repensar a criação do mundo a partir do nosso espaço de vida: o planeta Terra, a cidade e o campo e nossas relações com estes espaços. Também a forma como os povos que formam a nossa cultura brasileira entendem o mundo e seus espaços. Isso ajudará a entender a nós mesmos e buscar alternativas para recriar nosso espaço de vida.

Grupo de Acompanhamento ao Legislativo é destaque no programa “A Palavra na Vida”

O programa “A Palavra na Vida” deste domingo teve como tema o GAL – grupo de acompanhamento ao legislativo.

A entrevistada foi Penha Curitiba que atua no GAL do município de Cariacica. Ela falou sobre o surgimento do grupo no município foi motivado pela Campanha da Fraternidade de 1996 que teve como tema a Fraternidade e a Política e lema Justiça e Paz se abraçarão. As motivações desta campanha levaram ao gesto concreto de formação de um grupo que acompanhasse as ações dos vereadores do município. O início foi marcado por encontros de formação e aprofundamento sobre a política, a constituição dos poderes e como funcionam. A partir daí começou o acompanhamento das atividades dos vereadores do município de Cariacica na câmara municipal nas sessões que acontecem às terças e quintas-feiras. Os principais acontecimentos são divulgados em um boletim elaborado pelo grupo. Abusos e projetos sem compromisso são denunciados, como por exemplo falta de vereadores às sessões, aumento do próprio salário, contratação de parentes para trabalhar na câmara. Penha destaca que no início houve represarias e ameaças ao grupo, inclusive ela mesma. Posteriormente os vereadores se limitaram a fazer críticas ao grupo. A entrevistada destacou que a atuação do GAL foi decisivo para que projetos votados na “calada da noite”, ou seja, às escondidas não fossem aprovados e que vereadores envolvidos em esquemas de corrupção não fossem reeleitos.

No quadro “iluminando a vida”, Luiza Dalvi da equipe do CEBI-ES fez a reflexão do texto bíblico do profeta Miquéias capítulo 3. Luiza destacou que o profeta atuou entre os anos 760 e 740 a.C. no interior de Judá, no reinado de Ezequias. Era da mesma época do profeta Isaías que atuou na cidade de Jerusalém. Sua profecia denunciou diretamente as ações do rei Ezequias e sua corte que não governavam de forma justa, explorando o povo camponês.

Para conhecer melhor e ajudar o GAL de Cariacica, procurar André no telefone (27) 33865030.
O Programa "A Palavra na Vida" vai ao ar aos domingos a partir das 10h da manhã na rádio América AM 690KHz.

Fraternidade e Amazônia

A Amazônia será tema em 2007 da Campanha da Fraternidade da Igreja Católica Romana, com o lema: “vida e missão neste chão”.
Em 2002, a CNBB - Conferência Episcopal dos Bispos do Brasil (Igreja Católica Romana) constituiu a Comissão Episcopal de Bispos Católicos Romanos para a Amazônia com o objetivo de ajudar toda a Igreja Católica Romana no Brasil a voltar os olhos para a Amazônia e a tomar consciência dos grandes desafios da evangelização naquela região. A escolha do tema “Fraternidade e Amazônia” é expressão da mesma preocupação pastoral do episcopado; a Campanha da Fraternidade de 2007 poderá ser uma ocasião privilegiada para que também todo o Brasil tome consciência mais aprofundada sobre a complexa problemática da Amazônia e se volte para lá com políticas e iniciativas eficazes.

Ao falar em Amazônia, vem imediatamente à memória a preocupante questão ambiental: grandes rios e florestas imensas, devastação do verde e ameaça à riquíssima biodiversidade. Acompanhamos com apreensão a ocupação, muitas vezes predatória, das terras amazônicas, sem que seu complexo e delicado eco-sistema seja respeitado. O egoísmo e a ganância na exploração das riquezas, o descuido e a imprudência ameaçam seriamente esse patrimônio natural, que não é somente dos brasileiros; a devastação da Amazônia configura-se como uma perda e uma ameaça para toda a humanidade.

Amazônia também faz pensar em questões sociais e antropológicas: indígenas perturbados e agredidos em suas culturas; esvaziamento do território, já tão pouco povoado, crescimento caótico dos centros urbanos; ocupação de vastas áreas com projetos agropecuários, conflitos pela ocupação e posse das terras. O impacto da urbanização, da economia e da cultura globalizadas sobre as populações locais gera migrações, desenraizamento social, cultural e religioso; no coração da Amazônia, e não apenas na área de Manaus, apresentam-se os problemas sociais típicos de áreas metropolitanas e industriais do centro-sul do País: falta de infra-estrutura e de serviços públicos nas novas áreas de povoamento e nas explosivas realidades urbanas, desemprego, violência e degradação dos costumes.

A Amazônia, além disso, representa para a Igreja um conjunto de desafios novos postos à sua ação evangelizadora. As migrações levaram para a Amazônia centenas de milhares de pessoas de todas as partes do Brasil; sugiram novas áreas de povoamento, que necessitam de assistência religiosa às populações e de estruturas de vida eclesial. As dioceses e prelazias católicas daquela região, no passado, eram geralmente socorridas por missionários estrangeiros, que as serviam com recursos humanos e materiais vindos de fora do País; hoje essas forças ficaram drasticamente reduzidas e as Igrejas da Amazônia ainda não estão em condições de enfrentar sozinhas a sua imensa tarefa evangelizadora. Como atender adequadamente as comunidades católicas esparsas pelo vasto território? A ação intensa de grupos religiosos não-católicos está questionando seriamente a capacidade e a agilidade de nossa Igreja católica em atender devidamente às necessidades religiosas dos seus próprios fiéis. Chegou a hora de uma grande ação solidária de toda a Igreja no Brasil para a evangelização da região amazônica. O apoio e o revigoramento daquela Igreja local tornou-se urgente e requer a ajuda de voluntários e missionários das outras regiões do País, além de recursos econômicos e logísticos.

“Vida e missão nesse chão”. A Igreja católica romana esteve presente no meio dos povos amazônicos desde o início da evangelização do Brasil e quer agora aprofundar sua presença e ação no meio deles. O lema aponta para os objetivos e a dupla preocupação da Campanha da Fraternidade de 2007. De um lado, fraternidade efetiva e corresponsabilidade na defesa e promoção da vida, que se manifesta de maneiras tão exuberantes e de tantos modos na Amazônia; por outro lado, fraternidade em relação à Igreja local, com todas as suas organizações e expressões, para que ela esteja em condições de assumir sua missão de anunciar o Evangelho da vida e da esperança aos povos amazônicos.

A Campanha da Fraternidade de 2007 poderá ser um grande momento para trazer a Amazônia para dentro do coração da Igreja no Brasil e de todos os brasileiros; será ocasião também para suscitar iniciativas e ações eficazes de valorização e defesa daquela vasta e ameaçada região brasileira. Antes que seja tarde demais.

O lançamento nacional da Campanha da Fraternidade (CF) O evento acontece em Belém (PA), dia 21 de fevereiro, quarta-feira de Cinzas, de 12h às 13h (horário de Brasília), com a presença do secretário-geral da CNBB, Dom Odilo Pedro Scherer, e o arcebispo de Belém, Dom Orani João Tempesta. Durante o lançamento serão apresentadas as diversas realidades amazônicas.

Fonte: CNBB - Conferência dos Bispos Católicos Romanos do Brasil

O Compromisso com a Restauração da natureza

O primeiro passo é ter uma visão crítica. Avaliar as causas e as conseqüências do que vemos e fazer um juízo. Com isso, percebemos que não podemos ficar indiferentes como se a realidade nada tivesse a ver conosco. Temos uma dose de responsabilidade pelo que acontece em volta de nós. A consciência dessa responsabilidade nos leva a agir.

Estamos diante de uma dramática destruição da natureza. Os movimentos ecológicos são um alerta, um clamor. Um clamor que sobe aos céus na certeza de que "Deus ouve o clamor do seu povo". Ouve o clamor e nos convoca para libertá-lo. Deus nos está convocando para a restauração da natureza.

Muitas espécies vivas já desapareceram da terra e muitas estão em extinção. É grande o cemitério de povos que existiram e deixaram de existir: como exemplo, as centenas de povos indíge­nas que habitavam nosso território, antes da chegada dos coloni­zadores. As previsões para um futuro não muito longínquo são catastróficas.

Faltará água potável e o ar se tomará irrespirável. A vida na terra está ameaçada. A terra está agonizante. Ora, nós ain­da estamos vivos e precisamos reagir forte e urgentemente para salvar o planeta terra. Nada podemos esperar dos "grandes do mundo", cada vez interessados pelo povo, pois vivem no seu mundo de suas ambi­ções.

Somos um povo resistente, paciente e teimoso podemos alicerçar nossa esperança ancorada na Fé. Daí a necessidade de informarmos, de entrar em contato com grupos ecológicos, de mexer-nos, de organizar-nos.

É urgente revalorizar as culturas naturais, a medicina caseira, a sabedoria dos povos indígenas no trato com a natureza.

A Espiritualidade Ecológica

Deus se revela através da natureza e através da Bíblia. Nela podemos recuperar uma correta visão ecológica e de espiritualidade. São convocados para celebrar, para agradecer tudo o que existe no mundo. A natureza é um grande santuário e tudo nela é sagrado. E Deus nos convida a cuidar-mos de sua obra.

A criação é um poema de Amor e espiritualidade para mundo, um e outro estão a serviço da humanidade. E a humani­dade deve colocar-se a serviço de Deus. Na Bíblia, serviço é culto e culto é serviço. O serviço-culto de Deus exige, antes de tudo, que zelemos pela natureza que Ele nos confiou. Somos responsáveis por todas as maravilhas do universo. Essas maravilhas estão na terra e na água.

Esta espiritualidade esta presente neste chão amazônico onde pessoas são vitimas da violência pelo que se acham donos da terra, e o sangue deles derramado clama a Deus no solo da Amazônia. É um grito ao Deus que compadece do pobre, do excluído, do sem vez e sem voz. Também cria a humanidade para cuidar, guardar, preservar e continuar esta grande obra da criação.

Nosso compromisso há de ser não só de nutrir nossa espiritualidade com as maravilhas de Deus na natureza, mas de revestir nossa atividade com o zelo em preservá-la e restaurá-la. O que podemos e vamos fazer em relação à terra e à água onde estamos e atuamos?

O que fazer para que esta espiritualidade Ecológica faça de nós cristãos mais comprometidos como a Amazônia e o povo de Deus?

Na próxima postagem refletiremos sobre a relação entre Bíblia, Vida e Compromisso com a Natureza.

A criação de Deus em Gn 1

Embora esteja no começo da Bíblia, este relato da criação foi escrito no tempo do Cativeiro. O povo da Bíblia faz a experiência de Exílio nas terras da Babilônia. Sua condição era de prisioneiros de guerra. Guerra esta que arrasou a cidade de Jerusalém e o templo, devastou campos e aldeias do povo da terra. O grupo que foi exilado convive com realidades bem diferentes na Babilônia. O ritmo de vida é diferente.

Na Babilônia, o sol, a lua e os astros eram vistos como deuses, daí a afirmação de que foram criados para marcar o tempo. Na Babilônia, achavam que as águas e os ares eram habitados por seres grandiosos, daí a criação de tudo que está submerso nas águas e que esvoaça nos ares. O sexto dia é muito especial, porque, além de serem criados os animais com que o ser humano vai conviver ou dos quais vai precisar proteger-se, o próprio ser humano é criado "à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, criou-os homem e mulher".

Fomos colocados na natureza não como um rei que abusa do seu poder, mas como representante de Deus que, antes de tudo, deve respeitar os "direitos da natureza", defendê-la, preservá-la, cultivá-la.
Temos de nos comprometer com a "imagem de Deus", profanada em milhões e milhões de excluídos. Eis o desabafo de um menino de rua: "Eu sei que sou filho de Deus. Mas quando digo ninguém acredita".

Na próxima postagem falaremos sobre a espiritualidade que brota da experiência ecológica.

Os crimes e atentados contra a natureza

Tudo aquilo que agride ou destrói a natureza é considerado um crime ambiental. E são muitos os crimes praticados em todo o planeta.

Os países mais desenvolvidos são os que mais destroem a natureza. O presidente dos Estados Unidos se recusou a assumir o protocolo de Kioto que visa à redução do nível de poluição lançada na atmosfera. A amazônia com sua grandiosa riqueza e diversidade de animais e plantas está sendo devastada para dar lugar ao agronegócio, ao plantio de um só tipo de cultura.

Os crimes contra a natureza são crimes contra Deus. A humanidade tem a obrigação de preservar o bem que lhe foi confiado. Ela não é dona, mas protetora da natureza. Temos, portanto, a obrigação de conservar a natureza tal como Deus nos confiou. Em vista disso, qual o compromisso que devemos assumir con­cretamente diante dos atentados que cometemos ou vemos come­ter contra a natureza?

Devemos assumir o compromisso não só de respeitar os "direitos da natureza", mas de protestar e lutar contra os que não os respeitam.

Na próxima postagem refletiremos um pouco sobre a Criação de Deus.

Ecologia e Bíblia

Hoje em dia estamos vivenciando uma grande ameaça à vida devido a agressão feita a nossa casa, o planeta Terra. Seus recursos naturais estão se esgotando, florestas estão sendo devastadas e isso afeta a harmonia do planeta. Mudanças no clima, por exemplo, já são uma realidade.

Mas são muito mais numerosos e terríveis os agres­sores da natureza. Queimadas, desmatamentos, monocultura e agropecuárias dos latifúndios, agrotóxicos, caça e pesca predatória e indiscriminada, grandes barragens, poluição das águas e do ar e por aí a fora.

O texto bíblico do livro de Gênesis no capítulo 1 nos apresenta Deus como criador. Cria a terra com toda a sua força de vida, o mar com todo o seu dinamismo, o céu com todos os seus fenômenos. De forma muito especial, além de criar os animais, cria o ser humano à sua imagem: “à imagem de Deus ele o criou, criou-os homem e mulher". Criou-os para proteger, preservar e continuar a obra da criação.

Não podemos ficar indiferentes diante dos atentados contra a natureza promovidos por um sistema econômico que tem como eixo o lucro a qualquer preço e uma ambição desmedida. Devastar a natureza é, portanto, uma profanação. Nosso compromisso é não só de nutrir nossa espiritualidade com as maravilhas de Deus na natureza, mas de revestir nossa atividade com o zelo em preservá-la e restaurá-la.

Portanto esta semana falaremos sobre a Ecologia e como a Bíblia ilumina esta realidade. Na próxima postagem refletiremos sobre os crimes e atentados contra a natureza. Até lá.

Curso de Grego Bíblico

OBJETIVO: Possibilitar formação no estudo da língua grega para uma melhor compreensão dos textos bíblicos do Novo Testamento.

DIA E HORÁRIO: sempre às quartas-feiras de 19 às 21h

INÍCIO: 07/03/07

TÉRMINO: 28/11/07

OBS.: Com pausa no mês de julho

PERÍODO: 8 meses

CARGA HORÁRIA: 60h (com certificado)

LOCAL: Sala do CEBI-ES localizada na rua Duque de Caxias, 121, Ed. Juel, Sala 206 - Centro -Vitória - ES (atrás da praça oito, em cima da Livraria Paulus )


VAGAS: LIMITADAS (35 pessoas)

ASSESSORIA: Pr. Norberto Berger

VALOR: R$12,00

INSCRIÇÕES:

- na sala do CEBI-ES
- ou pelo telefone 3223-0823 apartir de 01/02 até 27/02/07 de segunda a sexta à tarde;
- por e-mail: cebies@yahoo.com.br a partir de hoje.

Caminhos para se construir uma cultura de Paz

As reflexões que fizemos nos mostraram as dificuldades e os desafios do caminho para a paz. Ela parece quase impossível. Mas a humanidade nunca desistiu da busca pela paz. O coração não descansa enquanto não encontra a paz, bem tão necessário quanto o amor. Nós cremos na paz e na capacidade de construí-la.

Mas para isso precisamos acolher, com tranqüilidade, a nossa condição humana de amor e ódio, bondade e maldade. Mas devemos reforçar nossas dimensões positivas de amor, bondade para que o mal seja controlado e a paz aconteça.

É preciso cuidar da justiça, criando instituições mais justas. O funcionamento delas não deverá ser formal, mas humano, cuidadoso e sensível às realidades das pessoas e situações.

Criar uma cultura de cuidado para com a Terra, para com a natureza e para com as pessoas, principalmente as menos favorecidas.

Esse caminho deve ser vivido a cada momento, fazendo da paz o caminho mais curto e mais certo para se chegar a plenitude. Só os ambientes pacíficos e as mentes e corações pacíficos podem produzir a paz.

O sentido da paz na Bíblia

Paz é conceito básico na Bíblia. A palavra hebraica shalom é saudação que comunica uma paz completa. É resumo de tudo de bom que Deus quer oferecer quando faz aliança com o povo. O termo aparece na Escritura 239 vezes e abrange muitos significados: bem-estar, felicidade, saúde, segurança e relações sociais equilibradas; harmonia consigo mesmo, com o próximo e com Deus. A paz na Bíblia não é só o contrário de violência e ódio, é a vida como ela deve ser. Por isso, com os salmos, o povo ora: "Escuto o que diz Deus, o Senhor: Ele diz: "Paz". "Evita o mal, faze o bem, procura a paz e vai atrás dela!".

O caminho de Deus para a construção do Reino da paz não é o caminho da punição, mas da redenção pela oferta amorosa, pacífica, de um novo modo de viver. Jesus, vítima de uma grande violência, não responde com violência igual. Toda sua vida e missão estão a serviço da paz. Por isso, Paulo diz que Cristo é a nossa paz, que Jesus fez uma unidade daquilo que era dividido, que destruiu a separação e fez uma humanidade nova pelo restabelecimento da paz. Ele derruba fronteiras e limites, recusa a lógica da violência e nos deixa a paz: "Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não vos dou como o mundo a dá". Também não se esquiva do sofrimento que se tornou comum em nosso mundo violento: aceitando padecer, ele se torna solidário com todos os sofredores, com todas as vítimas de todos os tempos e lugares.

Portanto Jesus aponta caminhos de paz. À paz não se chega pela mentira, pela fome, pela guerra, pela imposição da vontade do mais forte, pela construção de muros de defesa. Não se alcança a paz por caminhos violentos. Os caminhos que Jesus aponta vão na contramão da violência: caridade, amor fraterno, perdão, solidariedade, resgate do pecador, inclusão dos excluídos. A paz exige meios pacíficos e pessoas com uma espiritualidade pacificadora.

Na próxima postagem falaremos sobre algumas ações pessoais e coletivas para se construir uma cultura de paz.

A violência provocada pela economia atual

A economia tem o objetivo de criar condições para a vida e sua reprodução. Ao longo da história da humanidade, ela era parte importante da sociedade, mas sempre controlada pela política. Esta é a forma como a sociedade distribui o poder, organizam e constroem um projeto para o bem comum. Mas atualmente a economia se separou da sociedade e obedece a sua própria lógica: aumentar os lucros, diminuir os investimentos e encurtar os prazos. O mundo virou um grande mercado e tudo é colocado a venda: saúde, educação, cultura, órgãos humanos e até a religião.

O resultado mais desastroso desta mudança é reduzir o ser humano a um mero produtor e a um simples consumidor. Este projeto desumano e materialista empobrece a experiência de vida. E como disse um senhor da comunidade “esta pessoa é tão pobre que ela possui apenas dinheiro”. Bondade, generosidade, espírito de cooperação e cuidado para com as coisas estão totalmente ausentes nela.
E o motor desta lógica é a competição de forma feroz. Só o forte vence. O fraco não resiste, desiste, perde.

Mas esta lógica tem um limite: a natureza com seus recursos limitados. Mas esta não é respeitada e tem mostrado sua revolta: superaquecimento, diminuição da camada de ozônio, tufões, secas, inundações avassaladoras e nas relações humanas, a crescente violência nas relações sociais. Não se trata somente da construção da paz, mas também de nossa sobrevivência. O futuro da vida humana corre alto risco de ser destruído ou gravemente prejudicado.

Como é possível que a paz aconteça diante desta ameaça da vida na Terra e da humanidade?

Quando acontecer uma mudança radical dos conceitos e das práticas de produção e distribuição dos bens necessários à vida. Assim o essencial não será a acumulação sem limites dos bens e serviços. Será a produção do suficiente e do decente para todos. E a Terra não será vista como um baú de recursos naturais, mas a Grande Mãe da qual somos seus filhos e filhas.

Situações no dia-a-dia que impedem a paz verdadeira

Para construir cultura de paz é necessário olhar para nós mesmos e superar nossos conflitos vividos na família, no trabalho, na comunidade e nas igrejas, enfim, onde estivermos. E para isto temos que ser realistas e sinceros. Há violência no mundo porque carregamos violência dentro de nós. Quantas vezes sentimos raiva quando no trânsito somos ultrapassados por um outro carro de forma apressada e perigosa.

Ficamos irritados quando nas calçadas lotadas de gente não conseguimos andar com pressa, porque estamos atrasados para algum compromisso. Ou quando estamos no ponto de ônibus, e ao sinalizar para o motorista, este simplesmente não pára. Quantas vezes não ouvimos alguém dizer: “me deu vontade de agarrar o pescoço de fulano” ou “ainda vou matar essa pessoa e cortá-la em mil pedaços”. Tais sentimentos estão dentro de nós.

Segundo alguns estudiosos, estes sentimentos se manifestam porque nos sentimos ameaçados. Na raiz da agressividade está o medo de perder a vida. Outros estudiosos vão dizer que a origem da agressividade é a permanente rivalidade existente entre as pessoas e grupos. Esta situação cria tensões.

Dentro dessa realidade, como construir uma cultura de paz? Só será possível na medida que as pessoas e os grupos estiverem dispostos a dar mais espaço e cultivar a hospitalidade, e convivência, de respeito, de tolerância, de cooperação, de solidariedade e de amor. Se prevalecer a confiança coletiva e o cuidado de todos para com todos. Assim não há por que alguém sentir-se ameaçado. Na cultura da paz estes valores têm que prevalecer. Mas também deve-se manter o cuidado com a dimensão da rivalidade, do egoísmo e da exclusão dos demais.

Na próxima postagem falaremos sobre violência provocada pela economia atual.

Até lá!

Curso sobre o Evangelho segundo João

OBJETIVO: Possibilitar uma formação sobre o Evangelho de João a partir do método de leitura popular da Bíblia (Realidade, Bíblia, Comunidade)

DIA E HORÁRIO: sempre às quintas-feiras de 19 às 21h

INÍCIO: 01/03/07

TÉRMINO: 28/06/07

PERÍODO: 4 meses

CARGA HORÁRIA: 30h (com certificado)

LOCAL: Sala do CEBI-ES localizada na rua Duque de Caxias, 121, Ed. Juel, Sala 206 - Centro – Vitória - ES (atrás da praça oito, em cima da Livraria Paulus )

VAGAS: LIMITADAS (35 pessoas)

ASSESSORIA e ORGANIZAÇÃO DO CURSO: Equipe do CEBI-ES (Fatinha, Rômulo, Izalete, Mácio, Verônica, Ir. Luíza).

VALOR: R$12,00

INSCRIÇÕES:
- na sala do CEBI-ES ou pelo telefone 3223-0823 apartir de 01/02 até 27/02/07;
- por e-mail:
cebies@yahoo.com.br a partir de hoje.

Viver em Paz: um desafio no ano que começa

Todo início de um novo ano todos se saúdam desejando muita paz. E são muitos os votos de Paz. Mas nos últimos anos tem sido um apelo constante não só nesta época, mas ao longo dos anos. O mundo vive e assiste à violência, conflitos, guerras. E as pessoas vivem com medo e muito ameaçadas.

Não só os conflitos mundiais e a violência urbana nos mostram a ausência de paz. As relações entre as pessoas também são marcadas pelos conflitos. Na política, nas empresas, nas igrejas e outros vários grupos de nossa sociedade experimentamos esta situação. Não há entendimento, tolerância, diálogo, mas rivalidades, espírito de competição, disputas pelo poder ou favorecimento de determinado grupo.

A verdadeira paz é muito mais do que ausência de guerra. É algo que envolve justiça social, dignidade, respeito pelos direitos humanos e muito mais.

Mas a paz não nasce por si só. Ela é fruto de valores, comportamentos e relações. É um dos bens mais desejados e necessários da humanidade atual.

Como construir a paz nesta realidade de competição, violência e guerras?

Esta semana estamos postando algumas reflexões sobre situações que provocam a violência, o que a Bíblia fala a respeito da paz e quais as ações concretas para construir uma cultura de paz.