Mensagem de Natal do CEBI

Brincar de roda e dançar ciranda
– sinais da presença de Deus!

Para poder brincar de roda, é preciso acreditar no sonho de uma criança, que vem ao nosso encontro como Deus-gente.

Para poder brincar de roda, é preciso acreditar no sabor amargo e doce da vida, que é paixão e luta, encontro e desencontro, conquista e horizonte.

Nas rodas e cirandas da vida, na vida que faz rodas, nas cirandas do povo, Deus vem ao nosso encontro e nos convida a dançar e cirandar cantorias que animem a luta.

Brincar e cirandar são posturas metodológicas: inclusivas, ecumênicas, ecológicas que nos levam ao encontro dos movimentos sociais, dos grupos mais empobrecidos e violentados em seus direitos, para que ali, em rodas e círculos, partilhemos a vida e aprendamos a sonhar de novo!

Deus-criança vem nos visitar nestes tempos de Natal e nos convida a relembrar as nossas brincadeiras de roda e as nossas cirandas, como opções metodológicas de vida justa que se abrem e se movimentam como testemunho de acolhida e de inclusão.

Em meio a luzes e sombras, caminhamos para que os sinais da presença de Deus sejam visíveis em nosso mundo marcado pela violência, exclusão e injustiça. As pequenas rodas e cirandas nos trazem à memória que outros movimentos são possíveis, que outras formas de se organizar e de se relacionar são capazes de animar e curar os corações desesperançados.

Advento e Natal são momentos oportunos – kairós – para recordar – trazer ao coração – a presença de Deus, que é luz, vento e movimento.

Que nossas vidas se encham de espera ativa, de cantos de ciranda e passos de roda que nos levem a compromissos e testemunhos pela justiça, paz e relações recriadas. Que nossos pés caminhem ao encontro de irmãs e irmãos excluídos, que nossos braços e nossas mãos se estendam ao aconchego e à acolhida. Que nossos corpos se inclinem em solidariedade e compromisso com a vida digna. Que nossas relações testemunhem a cura e a paz! Deus-criança, que teu Espírito dê alento e nos anime para firmar nossos passos em cirandas e rodas de paz e amor!

Um Natal cheio de Paz e Luz!
Um 2007 com muito ânimo e vontade de cirandar e brincar de roda!
Em nome de toda a equipe do CEBI,

Elaine Gleci Neuenfeldt
Diretora do CEBI-Nacional

Comunidades de Cariacica celebram o 17º Ano de Martírio de Pe. Gabriel


As comunidades da Paróquia Católica de Jesus Libertador em Cariacica-ES celebram no próximo dia 23 o Martírio de Pe. Gabriel.

Padre Gabriel Félix Roger Maire, missionário e profeta francês, entrou para a história no mundo no dia 01/08/1936 e entrou para a galeria dos mártires no dia 23/12/1989, entre o município de Cariacica e Vila Velha-ES.

Na Arquidiocese de Vitória trabalhou por nove anos, sem­pre gastando sua vida a favor dos pobres deste Estado. Junto com os Grupos de Mulheres, a Pastoral Operária, o Grupo "Fé e Política", a Juventude Operária Ca­tólica, a Pastoral da Juventude, e muitas outras pastorais e lutas populares, como o movimento "PAZ E DEMOCRACIA EM CARIACICA, respeitem o voto do povo", Gabriel sempre esteve presente. Sua vida, seu serviço, seu sacerdócio, seu trabalho com as Comunidades Eclesiais de Base, e seu sangue, testemunha o seu amor a Deus na pessoa dos mais pobres. Eis uma de suas frases que marca este testemunho:
"PREFIRO MORRER PELA VIDA DO QUE VIVER PELA MORTE!”

O CEBI-ES em sintonia com a luta de Pe. Gabriel e das comunidades convida você para este momento celebrativo.

Dia: 23/12/06
Hora: 19:30h
Local: Comunidade Bela Vista - Paróquia Católica Jesus Libertador (ponto final da Linha 734 Dom Bosco - Castelo Branco)

Leonardo Boff fala das virtudes para um mundo melhor no 1º Fórum Espiritual Mundial

Aplaudido demoradamente de pé, o teólogo Leonardo Boff ensinou para mais de duas mil pessoas, na noite de ontem (07/12), cinco virtudes necessárias para a construção de um mundo melhor. A palestra aconteceu no 1º Fórum Espiritual Mundial, que está sendo realizado até o próximo domingo, em Brasília, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Depois de apresentar um vídeo da Carta da Terra, documento que, segundo o teólogo, será enviado brevemente à ONU para integrar a Declaração Mundial dos Direitos Humanos, Leonardo Boff iniciou a palestra convocando todos a uma séria reflexão: “Ou formamos uma aliança global para cuidarmos da terra e uns dos outros ou estaremos colocando nossa existência sob ameaça”.


Jesus, a Samaritana e o Preconceito

O capítulo 4 do Evangelho segundo João nos narra o encontro de Jesus com a Samaritana. O encontro de Jesus com a Samaritana a beira do poço. A conversa num primeiro momento pode nos parecer tranqüila. Mas se olharmos bem para o conteúdo da conversa, vemos que ela não é tão tranqüila assim. Jesus pede água para beber a uma mulher samaritana e esta se recusa: “Como é que tu, sendo judeu, pedes de beber a mim, que sou samaritana”. Afinal “os judeus não se dão bem com os samaritanos” (Jo 4,9).

Por terem existido dois reinos em Israel, as rivalidades já existiam. Com a destruição do reino do Norte, grupos de sobreviventes se uniram a grupos de outros povos. Passaram a morar nos arredores das cidades de Siquém e Samaria e a partir daí foram chamados de samaritanos. Após o exílio, as rivalidades entre judeus e samaritanos aumentaram. Mas os judeus, principalmente as elites, sempre apoiaram as dominações de outros impérios. Por isso impuseram sua forma de ser, seu culto e sua organização na Palestina. Mas os samaritanos tinham o seu culto e suas tradições. Não reconheciam nem o culto, nem a sociedade de Jerusalém. Por isso eram menosprezados pelos judeus.

E entre os judeus o preconceito, de fato, era grande. Para estes, samaritano nem povo é. Isso podemos ver bem no livro de Eclesiástico: “Há duas nações que detesto, e uma que nem sequer é nação: os habitantes da montanha de Seir, os filisteus e o povo idiota que habita em Siquém (Eclo 50,25-26). E Chega a tal ponto que se alguém tocasse em um judeu ficaria impuro.

E hoje não é diferente. Normalmente o preconceito é causado por ignorar o conhecimento do outro que é diferente. O preconceito leva à discriminação, à marginalização e à violência.

Diante da nossa situação, o grande desafio é o diálogo. É preciso conhecer a cultura do outro, enfrentar e superar barreiras que impede a verdadeira convivência, sem esquecer ou sufocar diferenças. Assim construiremos uma sociedade onde caibam todos sem exclusão.

Novas Publicações no Blog do CEBI-ES

Olá amigos e amigas do CEBI-ES!

Estaremos fazendo novas publicações a partir desta semana, com reflexões, indicações de leitura e sobre as atividades para o ano de 2007.

Comentem, divulguem, participem!

Um abraço,

Rômulo Luiz