Liturgia na Bíblia

Este foi o tema deste mês do grupo de estudo bíblico da Paróquia Divino Espírito Santo no município de Santa Leopoldina-ES. A partir da partilha das experências celebrativas (na comunidade, no trabalho, nas casas) e sua importância, o grupo foi refletindo sua realidade e dificuldades.
Com os elementos levantados pelo grupo, foi aprofundado os textos do Livro de Eclesiástico cap. 50, vers. de 1 até 21 que retrata a liturgia do templo e o livro de Judite cap. 15, vers. 8 até o cap. 16, vers. 20.
O grupo percebeu como a celebração a partir da casa é motivada pelas lutas e vitórias do povo com a participação de todos, enquanto a liturgia do templo tende a ser ritualista, com a participação de alguns e manifestar o poder dos que controlam a cidade de Jerusalém. Houve bastante envolvimento e participação de todos no encontro.
No próximo encontro que acontece no dia 27-05, o grupo continua esta reflexão sobre a liturgia na Bíblia.





Cacique Tupinikim será entrevistado no Programa Por trás da Palavra deste Domingo


O Cacique Vilson será o entrevistado no Programa por trás da Palavra deste domingo na rádio América AM 690kHz. Ele é da Aldeia dos indíos Tupinikim de Caieiras Velha em Aracruz. Falará sobre a realidade e as dificuldades em que vivem as aldeias indígenas naquela região
As comunidades indígenas de Aracruz sofreram violenta ação do batalhão de choque da Polícia Federal, ocorrida na manhã do dia 20 de janeiro deste ano. Muitos indígenas ficaram feridos por balas de borracha, num total desrespeito a dignidade humana. O objetivo da polícia era atender um pedido de reintegração de posse pedida pela Aracruz Celulose e injustamente atendida pela justiça por meio de um liminar. Esta fere um acordo acordo estabelecido entre as partes numa reunião em Brasília.

(Baseado na matéria do informativo "CMI na Rua", nº 5, publicado pelo Centro de Mídia Independente)

Descobrimento do Brasil e os Povos Indígenas

No ano de 1500, quando os portugueses desembarcaram nestas terras, aqui viviam aproximadamente 6 milhões de pessoas, de mais de 900 povos com culturas e maneiras de viver diferentes. Na carta que Pero Vaz de Caminha enviou ao rei de Portugal, ele conta que os primeiros encontros com os povos que viviam nestas terras foram cordiais, cercados de trocas de presentes e de entusiasmo. A primeira impressão dos navegantes europeus sobre os índios foi positiva, mas não foi suficiente para anular a carga de preconceitos que eles traziam. Assim, diferenças culturais passaram a ser vistas como pecados, atrasos, signos de primitivismo, que deveriam ser superados.

Até hoje a história oficial produzida e reproduzida nas escolas e nos meios de comunicação continua a chamar de "descobrimento" esse capítulo de uma história que começou milhões de anos antes. Descobrir, diz o dicionário, é achar pela primeira vez. Neste caso, foram os índios que descobriram o Brasil, pois seus ancestrais viviam aqui há mais de 40 mil anos. Por isso, a chegada dos portugueses e o processo de colonização deve ser considerado como invasão. Para os povos que viviam nestas terras, esta invasão é o princípio de uma história de dor e sofrimento.

O anseio de colonizadores em ocupar, escravizar e saquear as riquezas naturais do novo continente fez com que se implementasse uma política de extermínio e de escravização dos povos que aqui viviam. Desse modo, foram firmadas as bases da nação brasileira, dominando, pela força, as terras indígenas e suas riquezas naturais, exterminando muitos povos e submetendo outros a formas de viver que eram estranhas a eles.

(Texto extraido do texto-base da Campanha da Fraternidade de 2002: A Fraternidade e os Povo Indígenas pag. 20)

A Realidade dos Povos Indígenas no Brasil

Atualmente, sabe-se da existência de povos indígenas com suas respectivas terras tradicionais, demarcadas ou não, vivendo em 24 unidades da Federação. Estima-se que a população indígena total seja de 550.438 pessoas, pertencentes a 225 povos, falando cerca de 180 línguas diferentes. Dessa população, cerca de 358.31011 vivem em seus territórios, outros 191.22812 migraram para centros urbanos e há uma estimativa de 90013 índios que são pertencentes a povos não contactados.

Existem dois segmentos da população indígena: são os índios que vivem nas cidades e os povos considerados "ressurgidos ou emergentes".
As famílias indígenas que vivem em centros urbanos, em sua grande maioria, foram forçadas a migrar. Elas geralmente não deixam suas terras por opção, mas para tentar encontrar melhores condições de vida. Suas histórias são marcadas pela violência, fogem das ameaças constantes, da escassez intensa ou do preconceito. A migração não ocorre apenas em direção às cidades. Em várias regiões encontram-se grupos familiares dispersos, que nas migrações vão se afastando, tanto de suas terras tradicionais quanto de outros membros de seu povo. Podemos citar o exemplo do povo Atikum, que embora seu território tradicional se localize na Região Nordeste, no Estado de Pernambuco, encontra-se hoje distribuído entre os Estados do Pará, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Bahia.

Outro segmento da população indígena desassistido pelo governo brasileiro são os povos ressurgidos. São povos que foram forçados a manter no anonimato as suas identidades étnicas e culturais durante anos e até séculos, em conseqüência de violentos processos de perseguição e de discriminação. A conjuntura dos últimos anos tem possibilitado que esses povos reassumam suas identidades e reivindiquem a devolução de seus territórios tradicionais, cabendo ao Estado brasileiro demarcá-los, conforme determina a Constituição. Nos encontros, assembléias e momentos coletivos, os povos indígenas têm alertado para a necessidade de se assegurar aos índios que vivem nas cidades e aos povos ressurgidos os mesmos direitos consagrados na Constituição.

(Extraído do texto-base CF-2002: A Fraternidade e os Povos Indígenas pag. 31 e 32)

Curso sobre o Pentateuco - Os 5 primeiros Livros da Bíblia

Este é o tema do curso que está sendo ministrado às quintas-feiras na sala do CEBI de 19 às 21 horas. O Pentateuco é um dos blocos que formam o Primeiro testamento (que nos acostumamos a chamar de Antigo) e a Bíblia Hebraica. Após uma Introdução sobre este bloco, a turma passou a estudar o Livro do Êxodo. O curso está sendo assessorado por Fatinha e terminará no dia 04 de Maio.
O próximo tema será sobre os Livros Proféticos com ênfase no livro do profeta Amós. As inscrições já estão abertas. Participe!

Programa sobre os Povos Indígenas

Atenção: em virtude da transmissão da festa da Penha, no próximo domingo não teremos o programa "Por trás da Palavra" que volta em seu horário normal no domingo seguinte dia 30 de Abril.
Mais uma vez agradecemos a todas as pessoas que estão comentando, dando sugestões, levantando questionamentos e divulgando nosso blog, os programas de rádio e os demais trabalhos do CEBI. Vamos discutir todas as sugestões que forem dadas para cada vez melhorar nosso trabalho do CEBI-ES.
Muito Obrigado!

O CEBI também está na rádio FM Líder

De segunda a sexta a partir das 06:00h, após o programa oração da manhã, na rádio FM Líder - 99,1 MHz, o CEBI apresenta o programa "Por trás da Palavra", com duração de 5 minutos, refletindo sobre um livro bíblico e sua ligação com nossa vida.

Páscoa: Festa da Transformação


O Programa "A Palavra na Vida" abordou neste domingo o tema da Páscoa com a pergunta: o que precisa ser transformado em nossa realidade? Através de uma enquete nas ruas e de muitas participações dos ouvintes foram levantadas muitas situações da vida que precisam ser transformadas. Entre elas a necessidade de um maior acesso a educação para crianças e jovens que são as maiores vítimas das drogas e da violência. Mas é preciso se posicionar diante destes fatos e mudar nossa atitude para que a páscoa aconteça.
No quadro "iluminando a vida" foi feita uma reflexão da páscoa judaica e cristã a partir do texto do Evangelho de Marcos capítulo 14, versículos de 12 a 16. Ambas as cebrações judaica e cristã fazem memória de realidades transformadas: passagem da escravidão para a liberdade (páscoa judaica); passagem da morte para a vida (páscoa cristã). Jesus como judeu do seu tempo e conservando suas tradições também celebra a páscoa judaica, mas esta recebe um sentido novo.
O próximo programa abordará o tema: Os Povos Indígenas. Até lá!

O CEBI-ES
deseja a todas e todos
uma feliz Páscoa!

O martírio de Jesus

Acompanhe esta reflexão do Pe. Francisco de Aquino Júnior, presbítero da diocese de Limoeiro do Norte - Ceará, publicada no site da ADITAL - Agência de notícias Frei Tito para a América Latina (www.adital.org.br) em 10-04-2006 com o título: "Os verdugos não tem a última Palavra - A esperança que vem do ressuscitado":
(...)
"Jesus de Nazaré, conduzido pelo Espírito, "passou fazendo o bem" (At 10, 38). Ao lermos as escrituras cristãs (Novo Testamento), somos imediatamente confrontados com a bondade e a misericórdia de Jesus para com os pobres, os órfãos, as viúvas e os estrangeiros. Ele aparece, antes de tudo, como uma pessoa boa, verdadeira, misericordiosa e justa: curou muitos doentes (cegos, surdos, coxos, leprosos...); libertou muitas pessoas do poder dos espíritos maus; acolheu "pecadores" (publicanos, prostituta, fariseus, samaritana...); sentou-se à mesa e comeu com pecadores e desprezados; denunciou autoridades religiosas e políticas; relativizou a lei e o templo; afrontou costumes e tradições que impediam a prática do bem e excluíam os pobres e fracos... E fez tudo isso em nome de Deus. Mais: reconheceu nessas práticas a ação mesma de Deus; a chegada de seu reinado.

Por causa disso foi condenado, crucificado e assassinado. Jesus não morreu. Foi assassinado. Sua morte não foi fruto do acaso ou do destino nem muito menos vontade de Deus (Deus não é sádico, não quer a morte de seu filho nem se alegra com ela) ou resultado de um espiritualismo maniqueísta (rejeição ou desprezo da matéria) ou masoquista (prazer em sofrer). Foi conseqüência de seu modo de vida, de sua prática. Vida/prática que representava uma ameaça para o poder político (Lc 23, 2) e religioso (Jo 11, 48) de seu tempo. Por isso ele foi eliminado. E tanto pelas autoridades políticas (as únicas que podiam condenar à morte de cruz) quanto pelas autoridades religiosas (tido por maldito Dt 21.23). Sua imagem e experiência de Deus, sua prática religiosa, enfim sua fé, estava em conflito com a das autoridades romanas e judaicas. Por isso o crucificaram.

Mas Deus o ressuscitou. A ressurreição de Jesus foi o grande sim de Deus a Jesus de Nazaré. Ele estava certo e fazia a vontade de Deus. É Deus mesmo quem o confirma ao ressuscitá-lo. Por sua bondade, misericórdia e justiça para com os pobres e injustiçados deste mundo revelou o rosto do Pai e se tornou mediador de sua presença (Lc 7, 17). Enquanto revelador e mediador de Deus, tornou-se um com Deus, participante da vida e da condição divina. Vive eternamente (Jo 17,3).

Ao mesmo tempo em que a ressurreição é a confirmação de Jesus por parte do Pai é fonte de alegria e de esperança para os pobres e para todas as vítimas deste mundo. Em primeiro lugar revela que Deus está do lado dos fracos, dos injustiçados, dos crucificados, como Jesus sempre esteve. Não é, como muitas vezes se pensa, o Deus dos poderosos, o Deus que está do lado dos que se "dão bem" na vida. Em segundo lugar revela que os verdugos não têm a última palavra: Deus faz justiça a um crucificado. A vida (mesmo que curta e sofrida) é mais forte que a morte e Deus é Deus da vida e da justiça - dá vida e justifica seu filho crucificado. Em terceiro lugar porque revela definitivamente que o caminho de acesso ao Pai é a prática do bem, da misericórdia, da justiça aos crucificados deste mundo. Quem quer estar em comunhão com Deus deve viver e agir com Jesus viveu e agiu. Deve "passar fazendo o bem". Esse é o caminho para Deus. E quem vive assim, vive já, aqui e agora, em Deus. Vive como ressuscitado.

[A páscoa] (...) é um tempo privilegiado para animar a comunidade cristã a viver como Jesus viveu, não obstante as dificuldades, os conflitos, as perseguições e, assim, viver como ressuscitada - sendo sinal da bondade, da misericórdia e da justiça de Deus neste mundo.

Isso é o mais fundamental: viver ressuscitadamente desde agora - naquela radical comunhão com Deus que nem a morte destrói. Desafio e tarefa cotidianos. Das coisas mais simples às mais complexas. Das relações familiares e interpessoais às relações sociais e institucionais. Dos sentimentos e pensamentos às ações. Do privado ao púbico. Do namoro à política... Enfim, a vida toda vivida com Jesus viveu. Afinal "quem diz que permanece com ele deve agir como ele agiu" (1Jo 2, ).

Assim (...) a páscoa será mais que um evento do passado ou uma boa temporada para o comércio de chocolate. (...) será um tempo fecundo de animação da fé - como um jeito de viver a vida. A páscoa será a atual vitória - ainda que limitada, crucificada... - sobre o pecado que oprime e mata.

E essa é certamente a grande boa notícia que os cristãos temos (devemos!) a dar ao mundo: testemunhar com nossa própria vida que os verdugos não têm a última palavra e que a vida é mais forte que a morte. O que só é possível sendo pessoas boas e assumindo, como Jesus, a Causa das vítimas dos verdugos deste mundo: pobres, doentes, idosos, sem terra, sem teto, pescadores, encarcerados, portadores de deficiência, negros, mulheres, empregadas domesticas..."

Feliz Páscoa!!!

Agradecimento


Queremos agradecer todos os que postaram seus comentários neste blog.
Estes são muito importantes para a avaliação dos trabalhos desenvolvidos pelo CEBI-ES, principalmente os mais recentes como o Programa "A Palavra na Vida" na rádio América e este blog na Internet. Continuem comentando e dando sugestões! O e-mail do CEBI-ES é:
A todas e todos muito obrigado!

Programa "A Palavra na Vida" aborda o tema do Martírio


O Programa "A Palavra na Vida" produzido e apresentado pelo CEBI-ES na Rádio América (AM 690kHz) abordou o tema: Os Mártires de Ontem e de Hoje. No quadro "O Chão da Vida" foi entrevistada Joana Penha de Souza da Paróquia Jesus Libertador (Município de Cariacica-ES) que falou das lutas, dos sonhos e do trabalho de Pe. Gabriel Maire, assassinado em 1989.
No quadro "Iluminando a Vida" foi feita uma reflexão do texto do Evangelho segundo João capítulo 12, versículos de 20 a 29. O próximo programa será sobre a Páscoa.

Conhecendo Melhor a Bíblia


Este foi o tema do primeiro encontro do Curso Bíblico do CEBI na Paróquia Nossa Senhora da Vitória (Catedral). Estiveram presentes participantes das comunidades da Fonte Grande, Piedade, Moscoso, Catedral e também de São Torquato (Vila Velha). Pe. Ivo Ferreira Amorim, pároco da Catedral Metropolitana também esteve presente, acolhendo os participantes. O curso foi assessorado por Rômulo Luiz. Foi abordado o método de leitura a partir dos textos de Lc 15, 9-10 ( A parábola da Moeda Perdida) e Lc 24,13-35 (Os Discípulos de Emaús). O próximo encontro será dia 13 de maio às 14h com tema: O Êxodo e Formação do Povo de Deus.

Cursos do CEBI oferecidos na Sala

O CEBI-ES está oferecendo cursos de formação Bíblica:
- Às Quartas-feiras das 14h às 17h com o tema: O Evangelho segundo Marcos;
- Às Quintas-feiras das 19h às 21h com o tema: Pentateuco - Um estudo sobre os 5 primeiros livros da Bíblia com ênfase no Livro do Êxodo.
Estes cursos tiveram início no dia 16 de Março e encerrarão no dia 27 de Abril.
Você que quer participar, faça já a sua inscrição para os próximos cursos. Início mês de Maio:
Quarta-feira: Livro de Eclesiastes;
Quinta-feira: Livros Proféticos com ênfase no Livro do Profeta Amós.
A sala do CEBI-ES está situada neste endereço:
Rua Duque de Caxias, 121, Ed. Juel, sala 206
Centro – Vitória-ES
CEP: 29.010-120

Atendimento na sala: toda terça, quarta e quinta-feira das 14h às 18h
Tel.: (27)3223-0823

Assessorias do CEBI-ES nas Paróquias em Abril

Fique atento às próximas assessorias do CEBI-ES neste mês de Abril:

Dia 08:
- Paróquia N. Senhora da Vitória (Catedral) a partir das 14h com o tema: Conhecendo Melhor a Bíblia e o Método de Leitura;
- Paróquia S. Pedro (Muquiçaba) Setor Amarelos a partir das 13h com o tema: As Primeiras Comunidades Cristãs;

Dia 09:
- Paróquia S. Pedro (Muquiçaba) Setor Muquiçaba a partir das 8h com o tema: As Primeiras Comunidades Cristãs;

Dia 29:
- Paróquia Divino Espírito Santo (Santa Leopoldina) a partir das 8h com o tema: Liturgia na Bíblia;
- Quase Paróquia de Santa Maria de Jetibá a partir das 12:30h com o tema: As primeiras comunidades Cristãs;
- Paróquia S. Pedro (Vila Rubim) a partir das 14h com o tema: o Livro de Rute.

O CEBI-ES está na Rádio AMÉRICA AM 690kHz!

Todos os domingos de 10h às 11h da manhã na Rádio AMÉRICA AM 690kHz o CEBI-ES produz e apresenta o Programa "A PALAVRA NA VIDA". Neste domingo foi abordado o tema: A distribuição da Terra no Brasil. A reflexão bíblica foi feita a partir do texto de Gn 12,1-9. O próximo programa refletirá sobre "OS MÁRTIRES DE ONTEM E DE HOJE". Ligue, participe e concorra a prêmios!