Ato em defesa dos Direitos das Mulheres: 5 de março, em Brasília

“As Religiões pelos direitos das Mulheres” é o tema do Ato que pretende reunir mulheres de todas as religiões, na Avenida das Bandeiras – Esplanada dos Ministérios, em Brasília-DF, no próximo dia 5, por ocasião do Dia Internacional da Mulher a ser celebrado no dia 8 de março.

O Ato, que é organizado pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), Fé Bahai, Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), Abrawica e Federação Umbanda e Candomblé consistirá em momentos de reflexão e uma caminhada celebrativa do Dia da Mulher.

A secretária-geral do CONIC, Romi Benke, falou sobre as razões da realização deste evento. “Ao celebrarmos o Ano de Hypatia, considerada a primeira mulher que sofreu as consequências da intolerância religiosa, queremos reafirmar nosso compromisso em favor do diálogo, da promoção de uma cultura de paz e, principalmente, chamar a atenção para os altos índices de violência contra a mulher que ocorrem em nosso país. Esta violência é resultado de um sistema que se assegura em pilares patriarcalistas e colonialistas”, disse.

Celebração de abertura das atividades 2015

 No dia 27/02/2015 realizamos a abertura de nossos estudos, trabalhos e atividades do ano com uma celebração. Ao som de música boa, gente animada e muita comida, celebramos e refletimos as nossas sedes e nossas águas para 2015. As sedes são muitas e as águas devem ser encontradas. Buscar as águas juntos parece ser bem mais fácil! 

Clique aqui e veja as fotos desse encontro de cebianas e cebianos.

Estudo Bíblico do 1º Semestre

Conquistas dos direitos humanos em 2014

SUCESSOS GLOBAIS

• Após mais de duas décadas de campanhas, 2014 viu o Tratado sobre o Comércio de Armas, assinado por 130 países e ratificado por 62, entrar em vigor. O tratado provê um sistema que limita a transferência internacional de armas e munições e, se implementado, ajudará a salvar milhares de vidas.

• Em dezembro, 117 países votaram a favor de uma resolução da Assembleia Geral da ONU para estabelecer uma moratória nas execuções com a perspectiva de abolir a pena de morte globalmente. Desde a última resolução, em dezembro de 2012, Guiné Equatorial, Eritreia, Fiji, Nigéria e Suriname mudaram seus votos em favor da resolução e Bahrein, Mianmar, Tonga e Uganda passaram da oposição para a abstenção.

• A publicação, em dezembro, do relatório do Comitê Seleto de Inteligência do senado dos EUA sobre o programa de detenção da CIA expôs não apenas os detalhes chocantes dos abusos envolvidos, mas também a extensão da cumplicidade dos países europeus que abrigavam campos de detenção secretos ou prestavam assistência ao governo americano na transferência ilegal, no desaparecimento forçado e na tortura e outros maus-tratos de dezenas de detidos.

Resposta global a atrocidades cometidas por Estados e grupos armados é ‘vergonhosa e ineficaz’

foto: Até o final de 2014, cerca de quatro milhões de pessoas fugiram do conflito na Síria.

Governos devem ‘parar de fingir’ que a proteção de civis está além de seu poder.

O relatório O Estado dos Direitos Humanos no Mundo 2014/2015 prevê mais civis em risco de abusos por grupos armados, contínuos ataques à liberdade de expressão, e um agravamento da crise humanitária e de refugiados, a menos que haja uma mudança fundamental na resposta global ao conflito.

A Anistia Internacional clama por ação global, incluindo a renúncia ao direito de veto pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas em situações de atrocidades em massa.

“Líderes mundiais devem agir urgentemente para confrontar as mudanças na natureza dos conflitos ao redor do mundo e proteger os civis de violência por Estados e grupos armados”, afirmou a Anistia Internacional em seu relatório anual.

Marcos 9,2-10: Este é o meu filho amado, escutai-o - Ildo Bohn Gass

Situando o texto na estrutura do Evangelho e na intenção de Marcos

No próximo domingo, muitas comunidades celebram, tendo como Evangelho a narrativa de Marcos que apresenta Jesus vitorioso sobre a morte e sobre os poderes que o mataram. É o texto mais conhecido como a transfiguração de Jesus no monte (Marcos 9,2-10).

Conforme o plano deste Evangelho, encontramo-nos na parte que se refere ao caminho do discipulado, do seguimento (Marcos 8,22-10,52). É o caminho em que Jesus vai abrindo os olhos, isto é, vai instruindo as pessoas que o seguem sobre quais os critérios e quais as exigências do seguimento ao projeto do Reino. Por isso, começa narrando a cura da cegueira como um processo (Marcos 8,22-26) que somente será completo, depois de todas as orientações de Jesus, quando Bartimeu, curado da cegueira, decide seguir Jesus pelo caminho (Marcos 10,46-52). Nesse caminho, estão os três anúncios da paixão (Marcos 8,31-32; 9,30-31; 10,32-34). Cada anúncio vem seguido pela incompreensão ou cegueira dos discípulos e por instruções de Jesus sobre o seguimento. O relato da transfiguração no monte faz parte das instruções após o primeiro anúncio da paixão. Sua função é contribuir na cura da cegueira, na falta de entendimento do caminho, do seguimento ontem e hoje.

Pastorais do Campo e movimentos sociais entregam Carta Denúncia a integrante da Comissão Interamericana de Direitos Humanos

Representantes das Pastorais do Campo e de movimentos sociais, reunidos entre os dias 6 e 8 de fevereiro em Luziânia (Goiás), entregaram Carta Denúncia ao representante da Comissão Interamericana de Direitos Humanos. No documento, as organizações destacam as ofensivas contra os povos do campo brasileiro. Confira a Carta na íntegra:

Ao prezado Senhor Felipe Gonzalez,
Comissão Interamericana de direitos Humanos

Brasília, 6 de fevereiro de 2015
Prezado Senhor Comissário,

Acolhendo o convite para contribuir na denúncia das graves violações dos direitos dos indígenas e do campesinato do Brasil, nos dirigimos a vossa senhoria para apontar algumas questões que vem ocorrendo no País.

Há uma ofensiva do capital sobre as sobre as comunidades camponesas, povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais, seringueiros, vazanteiros, quebradeiras de coco, litorâneos e ribeirinhos, comunidades de fundo e fecho de pasto, posseiros e acampados. Modos de vida estão sendo destruídos, sofrem todo tipo de violência e mortes.

Igreja, Sociedade e as Juventudes

Nos modos distintos de atuação da REJU podemos afirmar a relação da Campanha da Fraternidade promovida pela CNBB, ICAR, que neste ano possui como tema "Fraternidade: Igreja e Sociedade”, e o lema "Eu vim para servir” (cf. Mc 10,45).

Ampliando a perspectiva que ultrapassa as dimensões da análise pastoral Católica Romana podemos afirmar que o Brasil passa por um momento de embate onde as pautas da religião e política assumem destaque na dinâmica social. "Eu vim para servir ", provoca não só a comunidade católica, mas as diferentes comunidades de fé a se unirem para enfrentar à "globalização da indiferença ", sendo cada vez mais atuantes na luta contra as desigualdades sociais e superação das intolerâncias.

Como Juventude Ecumênica nos sentimos amparados quanto ao discurso da Campanha que professa o desafio de servir e a missão de se buscar a plenitude do Reino na sociedade, o que de modo concreto, compreendemos pela promoção da Justiça Social. Com a consciência de que a igualdade vem cercada da equidade. E assim pelo dever de reparar problemáticas históricas inerentes ao nosso passado.

Queremos ver os jovens vivos

Em 2012, 56.000 pessoas foram assassinadas no Brasil. Destas, 30.000 são jovens entre 15 a 29 anos e, desse total, 77% são negros. A maioria dos homicídios é praticado por armas de fogo, e menos de 8% dos casos chegam a ser julgados.

Apesar dos altíssimos índices de homicídio de jovens negros, o tema é em geral tratado com indiferença na agenda pública nacional. As consequências do preconceito e dos estereótipos negativos associados a estes jovens e aos territórios das favelas e das periferias devem ser amplamente debatidas e repudiadas.

Com o objetivo de mobilizar a sociedade e romper com a indiferença, a Anistia Internacional Brasil lança a campanha Jovem Negro Vivo.

O destino de todos os jovens é viver!

Todos os jovens têm direito a uma vida livre de violência e preconceito. Vamos lutar por isso, e exigir políticas públicas de segurança, educação, saúde, trabalho, cultura, mobilidade urbana, entre outras, que possam contribuir para transformar esta realidade.

Confira os dados da campanha no infográfico animado (abaixo) e veja de que realidade estamos falando. Mais chocante que essa realidade, só a indiferença. Queremos ver os jovens vivos! Assine aqui o manifesto da Anistia Internacional.

Relatório 2014/2015: Anistia Internacional destaca crise da segurança pública no Brasil

Foto: Polícia prende manifestante em Porto Alegre, Brasil, junho 2014 

O ano de 2014 foi marcado pelo agravamento da crise da segurança pública no Brasil. Esta é a principal questão levantada no capítulo brasileiro do Relatório 2014/15– O Estado dos Direitos Humanos no Mundo, lançado na quarta-feira (25) pela Anistia Internacional em todo o mundo. A curva ascendente dos homicídios no país; a alta letalidade nas operações policiais, em especial nas realizadas em favelas e territórios de periferia; o uso excessivo da força no policiamento dos protestos que antecederam a Copa do Mundo; as rebeliões com mortes violentas em presídios superlotados, e casos de tortura mostram que a segurança pública no país precisa de atenção especial por parte das autoridades brasileiras.

“O Brasil é um dos países onde mais se mata no mundo”, destaca Atila Roque, diretor executivo da Anistia Internacional no Brasil. “Cultivamos a ideia de um país pacífico, mas convivemos com números de homicídios que superam, inclusive, situações onde existem conflitos armados e guerras. É inadmissível que haja cerca de 56 mil vítimas de homicídios por ano, a maior parte composta de jovens, e este não seja o principal tema de debate na agenda pública nacional”, conclui.

O capítulo brasileiro no relatório traz uma retrospectiva sobre os principais acontecimentos de 2014 e alguns destaques de 2013, a começar pelos protestos que antecederam a Copa do Mundo. Milhares de manifestantes saíram às ruas e muitos deles foram cercados e detidos arbitrariamente. Jornalistas também foram agredidos. Os episódios demonstraram que as polícias não estão preparadas para assegurar direitos fundamentais da democracia: a liberdade de expressão e de manifestação pacífica.