Reza na casa de Raquel e Penha

Celebrar a alegria e cantar a vida!

O dia 27 de março (sexta-feira) foi marcado pela alegria do encontro de amigos/as na Reza do CEBI/ES. Estavam presentes pessoas queridas/os, com a maravilhosa companhia das crianças que também trouxeram suas energias positivas ao Cantinho do Céu! 
Conversamos, rememoramos! Orientados pelo texto – Palavra-Vida, em Eclesiastes 9, 7-11 “...Vai, come teu pão com alegria e bebe gostosamente teu vinho, porque Deus já aceitou tuas obras.”
Assim, também cantamos! 
Nessa noite cada um/a foi convidado a lembrar de uma canção que tivesse marcado sua vida. E tantas músicas emocionaram nossos corações! E nessas lembranças trouxemos presentes aqueles/as que aqui não puderam estar, mas que estiveram presentes conosco. 
Também dividimos energias positivas nos bons pensamentos sintonizados com a saúde e bem estar.
Não pôde faltar a partilha de um delicioso vinho e um caldinho especial de abóbora!
Estamos agradecidas por essa oportunidade de nos encontrarmos na Reza do CEBI/ES!

Voltem sempre que quiser! O Cantinho do céu agradece!
Abraço fraterno.
Raquel Passos e Penha Dalva.

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Jovens da IEAB repudiam redução da maioridade penal

“... Eu vos escolhi, jovens, porque sois fortes,
e a Palavra de Deus está em vós...” (I João 2:14).

Nós, jovens da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil - IEAB, abaixo assinados, repudiamos a decisão proferida na última terça-feira (31 de março) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados autorizando que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 171/93 siga seu trâmite legislativo normal no Congresso Nacional. A PEC em questão tem como objeto reduzir a maioridade penal dos atuais 18 para os 16 anos de idade.

Em primeiro lugar, a medida em questão é constitucionalmente inviável, uma vez que compromete direitos e garantias individuais previstos na Constituição Federal de 1988, como os dos artigos 227 e 228, os quais reconhecem as crianças e os adolescentes como pessoas em condição peculiar de desenvolvimento, inimputabilidade penal, e estabelecem que as medidas de responsabilização por atos infracionais devem ser específicas, não integradas ao código penal. O artigo 60 da Constituição define que é inadmissível emenda tendente a abolir esses direitos e garantias, a menos que seja convocada nova Assembleia Constituinte. 

Vai e faz a mesma coisa...

Uma das narrativas mais conhecidas da Bíblia cristã é a “Parábola do Bom Samaritano”. Nela, um judeu que viajava por uma estrada perigosa foi assaltado, ferido e largado nu e quase morto na beira do caminho. Um líder religioso (sacerdote) transitava por ali, viu a cena e passou pelo outro lado. Logo depois, outro líder religioso, o que zelava pelo funcionamento do templo e cuidava da música nos cultos (levita), passou pelo mesmo lugar, viu aquele que sofreu violência e foi embora pelo outro lado. Em seguida, um samaritano, membro de etnia inimiga dos judeus, cujas disputas históricas não permitiam que sequer se falassem, chegou ao local, viu o judeu caído, machucado e sem roupa, e teve “compaixão” dele. Aproximou-se, limpou as feridas do homem, colocou-o no lombo do seu animal e o levou a uma hospedaria, onde cuidou dele. No dia seguinte, pagou as despesas e pediu que o dono do lugar continuasse com os cuidados. Jesus perguntou, então, ao mestre da lei judaica para quem narrava a história: “quem dos três foi‘o’ próximo daquele homem?” A partir da resposta “aquele que o socorreu”, Jesus então disse: “vai e faz a mesma coisa”.

CPT lança dados de conflitos em 2014 e destaca impunidade como mantenedora da violência

Ontem, 13 de abril, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) lançou sua publicação anual, Conflitos no Campo Brasil 2014. Na coletiva de imprensa, realizada na sede da CNBB, em Brasília, a Pastoral destacou a impunidade como a principal mantenedora da violência no campo. Além dela, a falta de uma efetiva reforma agrária e de políticas públicas que privilegiem os pequenos do campo, contribuem para os altos números de violência contra os pobres do campo.

A CPT destacou, ainda, que o estado com maior número de assassinatos foi o Pará, com nove casos, seguido de Rondônia e Mato Grosso. Outro dado alarmante destacado pela Pastoral foi o crescimento do número de tentativas de assassinato, que apresentou um aumento de 273%, passando de 15 casos em 2013, para 56 em 2014.

O maior índice de crescimento de conflitos e da violência no ano passado foi verificado nas regiões Sul e Sudeste. O total de conflitos no campo cresceu 91% na Região Sul, passando de 56 ocorrências em 2013, para 107 em 2014. O mesmo ocorreu no Sudeste, com aumento de 56% nos casos - 62 em 2013 para 253 em 2014. Mesmo com o Sul e o Sudeste apresentando grande crescimento do número de conflitos, o Nordeste foi o que teve mais casos (418), seguido pela Região Norte (379).

CMI lança compromisso pela erradicação da pobreza extrema até 2030

O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) uniu-se a mais de 30 líderes das grandes religiões mundiais e dirigentes de organizações baseadas na fé no lançamento de um chamado à ação pela erradicação da pobreza extrema até 2030, um objetivo compartilhado com o Banco Mundial.

A declaração "Erradicando a Pobreza Extrema: Um Imperativo Moral e Espiritual" aponta que já houve progresso notável nos esforços pela erradicação da pobreza. Ao longo de 25 anos, o mundo passou de 2 bilhões de pessoas a menos de 1 bilhão vivendo em situações de extrema pobreza. Agora, pela primeira vez na história da humanidade, existe tanto capacidade quanto reconhecimento da responsabilidade moral de assegurar de que ninguém deva viver em tais condições.

"Temos amplas evidências do Grupo do Banco Mundial e outros que mostram que agora podemos erradicar a pobreza extrema em 15 anos", assinala a declaração. "Em 2015, nossos governos decidirão acerca da nova agenda global para desenvolvimento sustentável que tem o potencial de basear-se em nosso valores comuns para completar a tarefa urgente de erradicar a pobreza extrema".

Bíblia e Juventudes

Lucas 24,36-49: Jesus e um bom peixe assado - Edmilson Schinelo

Algumas correntes dos cristianismos originários espiritualizaram muito cedo a pessoa e a proposta de Jesus. Para esses grupos, as chagas do Crucificado desapareceram e passando a cultuar uma religião que negava a encarnação. Muitos afirmavam que Jesus morreu na cruz aparentemente, seu corpo era apenas um corpo aparente (docetismo). Tal negação teórica tinha uma implicação prática: para ser uma boa pessoa cristã, bastava buscar conhecer (gnose) de verdade esse espírito e a ele chegar pelo esforço intelectual/espiritual.

Por essa razão, as comunidades joaninas, já no convívio com correntes de influência gnóstica, são enfáticas em afirmar: "o Verbo se fez carne e acampou no nosso meio" (João 1,14). Se, por um lado, a fala de Tomé é expressão de sua dúvida, por outro, é sinal de que acredita em um Deus encarnado e sofredor: "Se eu não vir nas suas mãos os sinais dos cravos, e ali não puser o meu dedo, e não puser a minha mão no seu lado, de modo algum acreditarei" (João 20,25).

Sobre a PEC da Maioridade Penal - Moção do CONIC, subscrita pelo CEBI

Nós, reunidos(as) na Assembleia do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, na cidade de Brasília, nos dias 9 a 11 de Abril de 2015, constatamos que o Brasil está vivendo uma onda de rearticulação de forças conservadoras que tem colocado na pauta do Congresso Nacional, propostas que representam um enorme retrocesso no campo dos direitos coletivos. Uma dessas pautas é a discussão em torno da redução da maioridade penal, proposta que há anos estava na agenda oculta das elites brasileiras e que agora, estimulada pela grande mídia, emerge com enorme força no marco de um Congresso ainda mais submisso aos detentores do poder econômico.

O debate sobre a matéria deixa claro quais os lados em conflito: os defensores da proposta são em sua grande maioria representantes das elites brasileiras que querem empurrar para debaixo do tapete uma questão que deveria ser enfrentada com eficientes políticas públicas para as Juventudes. Os movimentos sociais e as Igrejas comprometidas com uma plataforma de direitos humanos são contrarias porque entendem que, em nosso país, as elites econômicas vivem a hipocrisia de não oferecer as garantias mínimas de vida digna para as pessoas jovens e adolescentes, mas cobram delas o que não lhe é dado, esquecendo que elas são as maiores vítimas da violência em todas as suas formas.

PLENÁRIA INICIA SEMANA DE MOBILIZAÇÃO NACIONAL INDÍGENA EM BRASÍLIA

Sala lotada para a primeira plenária da Mobilização Nacional Indígena, que reúne mais de 1200 lideranças indígenas de diversas regiões do país, entre 13 e 16 de abril, em Brasília (DF). Organizada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), a plenária antecede o Acampamento Terra Livre, que será montado na Esplanada dos Ministérios.

A plenária foi aberta às 16h por falas de membros da coordenação da Apib pautados pelo cenário de crescente criminalização de lideranças indígenas e de paralisação dos processos de demarcação de terras. Lindomar Terena, da Apib, pediu às lideranças que não aceitem os retrocessos do contexto atual: “Não viemos aqui para brincar, viemos dizer que estamos vivos. Nós vamos defender nossos territórios nem que seja com nossas próprias vidas”.

Durante a plenária, também foi reiterada a necessidade de enfrentamento às ofensivas que partem das três esferas de poder do Estado brasileiro. No âmbito do Legislativo, lembrou-se do processo da Constituinte de 1988, situação em que surgiu a primeira organização indígena de alcance nacional, a União das Nações Indígenas (UNI). Foi essa articulação que permitiu que os povos indígenas participassem do processo de elaboração do texto constitucional, cravando o capítulo específico “Dos índios”.