Papa nomeia mulheres consultoras para Dicastério Romano

Da esquerda para direita: Lourdes Grosso García, Irmã Marcella Farina,fma e Irmã Maria Domenica Melone, afa.

As religiosas Marcella Farina, salesiana, docente de Teologia Fundamental e Sistemática na Pontifícia Faculdade de Ciência da Educação “Auxilium”; Maria Domenica Melone, reitora da Universidade Antonianum de Roma, da Associação das Franciscanas Angelinas, a patrona do Tribunal Eclesiástico Regional Lombardo, Elena Lucia Bolchi, consagrada da Ordo Virginum da arquidiocese de Milão e a leiga Lourdes Grosso García, diretora do secretariado da comissão episcopal para a Vida Consagrada da Conferência Episcopal Espanhola, foram nomeadas, na quarta, 16, pelo Papa Francisco, como consultoras da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, um dos dicastérios da Cúria Romana.

Na festa de Maria Madalena, mulheres católicas pedem acesso ao sacerdócio feminino

O coletivo de Mulheres na Igreja pela Paridade reivindicou hoje, por ocasião da celebração da festividade de Santa Maria de Magdala (Maria Madalena), nesta terça-feira, que a Igreja católica “revise os ministérios e o acesso a estes à luz do Espírito Santo e o sentir das comunidades de crentes”.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 21-07-2014. A tradução é do Cepat.

Em um comunicado, o coletivo questiona as lendas que asseguram que Maria Madalena foi uma prostituta. “De tudo o que lemos, o que para nós fica claro é que foi uma mulher muito próxima de Jesus, a quem era unida por uma profunda amizade. Acompanhou-lhe durante os anos de pregação, inclusive, possivelmente, foi uma das que o assistiam com seus bens”, ressaltou o coletivo.

Mateus 13.44-52 - O Reino de Deus Se Revela quando Botamos a Mão na Massa - Maristela L. Freiberg

1. Pra Início de Conversa

O conjunto de nossos textos fala de discernimento e justiça. Através do Espírito Santo é que nós somos capacitados/as a optar pela justiça. Julgar não é função nossa, mas discernir, sim. Com a presença do Espírito, discernir é um processo inevitável e impulsionador, que gera mesmo as mudanças mais radicais.

Neste texto o evangelista Mateus mostra um Jesus que dá ênfase ao ensino. O cap. 13 contém o terceiro grande discurso que reúne sete parábolas, das quais três estão em nosso texto. As parábolas mostram como a comunidade de Mateus entendia sua maneira de fazer teologia, como lidava com a sua fé. Nas parábolas, não só o conteúdo é importante, mas também a metodologia, a qual aponta para a formação da comunidade e sua mobilização no cotidiano para encontrar o tesouro: a presença de Deus. Nas três parábolas existe uma metodologia comum: primeiro, identifica-se o achado ou o separado com algo valioso. Segundo, o tesouro é encontrado no meio da ação. É o Espírito de Deus que nos invade e nos faz agir. Terceiro, o tesouro fixa as pessoas ao chão e não as arrebata ao céu.

Mt 13, 44-52: “Vocês compreenderam tudo isso?” - Tomaz Hughes SVD

No décimo sétimo domingo comum, terminamos a leitura do capítulo treze de Mateus, com as últimas três parábolas do Reino – as do tesouro escondido, da pérola preciosa e da rede lançada ao mar. Nas primeiras duas, podemos notar duas ênfases – uma sobre o grande valor do achado (simbolizando o Reino) e outra sobre a atitude de quem o acha. A parábola da rede no mar ecoa a mensagem da parábola do campo de trigo e joio, que fez parte do texto do domingo passado.

O contexto histórico do tesouro achado é do Oriente Médio Antigo, palco de tantas invasões e guerras. Era prática comum enterrar os valores diante da ameaça de uma invasão ou guerra. Só que, muitas vezes, o dono morria na violência, e o tesouro ficava escondido por muito tempo, até ser achado por acaso.

Nota pública de repúdio à decisão do TJ/SP que considerou uma menina de 13 anos prostituta e inocentou o acusado de estupro

A Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente – ANCED/Seção DCI Brasil, o Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes, o ECPAT Brasil, o Fórum Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente – Fórum Nacional DCA e o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil – FNPETI vêm a público tecer as seguintes considerações sobre a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que considerou menina de 13 anos prostituta e inocentou acusado de estupro:
  • Direitos Sexuais são direitos humanos e toda criança e adolescente tem direito a um desenvolvimento sexual saudável e livre de qualquer forma de violência ou discriminação;
  • A prática sexual com adolescentes mediante pagamento ou outra forma de retribuição constitui o delito de exploração sexual, nos termos do Código Penal e do Estatuto da Criança e do Adolescente. Ademais, a legislação brasileira tratou a prática sexual com pessoas com menos de 14 anos como estupro de vulnerável;
  • A decisão mostra todo o preconceito de setores do Judiciário brasileiro que considera que o mercado do sexo cria meninas e mulheres de segunda categoria, com menos direitos;
  • Os desembargadores relativizaram a violência praticada contra adolescentes, desconsiderando seus direitos sexuais e sua condição de pessoa em processo de desenvolvimento.

O conflito entre Israel e a Palestina

Quando se fala do conflito no mundo árabe, que assola a população de ambos os lados há mais de 50 anos, busca-se entender o que de fato está em jogo. 

Quais as origens do conflito? Trata-se de uma questão econômica e geopolítica, ou religiosa e cultural? Ou todas elas estão mutuamente implicadas?

Os entrevistados desta edição buscam responder à questão.

Com certeza econômica e geopolítica, pois a Palestina sempre foi um território estratégico para os impérios e potências da região. Sua localização fez dela uma importante rota comercial terrestre e marítima. Ela está próxima da Europa, banhada pelo mar Mediterrâneo, e está na porta de entrada para a Ásia fazendo fronteira com a África. Pelo seu litoral sempre entraram e saíram pessoas e mercadorias, e também exércitos. A Palestina era para ser uma nação livre, soberana e independente, com judeus, cristãos e muçulmanos compartilhando o território em paz. No século XIX, época de dominação da Palestina pelo Império Turco-Otomano, surge, na Europa, o movimento sionista.
Marcelo Buzetto, do Setor de Re-lações Internacionais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST e professor de Geopolítica do Mundo Contemporâneo no curso de Relações Internacionais do Centro Universitário Fundação Santo André.

Estudando o tema Palestina e Israel

Olá! 

Recomendamos a leitura dos artigos da Revista 408 do Instituto Unisinos para os que quiserem entender um pouco mais sobre o que está por trás desses conflitos entre palestinos e israelenses. Apesar de ser de 2012, o tema nos parece bem atual.

Clique aqui  e baixe a Revista. Boa leitura.



Kairós Palestina Brasil: CONIC entrega documento ao governo brasileiro

O CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs) entregou dia 18 de julho, para o chefe da assessoria internacional da Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR), Fabrício Prado, a petição do Kairós Palestina Brasil que, entre outras coisas, pede que o “governo brasileiro use todos os caminhos e instrumentos do direito internacional para terminar com a ocupação israelense na Palestina”. O documento foi assinado por 240 religiosos e religiosas de diferentes tradições.

Fabrício citou um documento da Secretaria-Geral sobre o atual conflito entre Israel e Palestina. Na declaração, o governo expressa solidariedade com os feridos e às famílias das vítimas. Além disto, condena com veemência os bombardeios de Israel e conclama para que as partes envolvidas estabeleçam um cessar fogo duradouro.

Participaram da reunião, além de Fabrício, o coordenador de Movimentos Religiosos da SGPR, Alexandre Brasil; o representante da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, dom Maurício Andrade; o pastor luterano Alberto Gallert e a secretária geral do CONIC, Romi Bencke.

Mateus 13,24-30: Joio e trigo crescem juntos - Mesters, Lopes e Orofino


O evangelho para a liturgia deste domingo nos leva a meditar sobre a parábola do joio e do trigo. Tanto na sociedade como na comunidade e na vida de todos nós, existe tudo misturado: qualidades boas e incoerências, limites e falhas. Nas nossas comunidades, reúnem-se pessoas que vêm dos vários cantos do Brasil, cada uma com a sua história, com a sua vivência, a sua opinião, os seus anseios, as suas diferenças. Existem pessoas que não sabem conviver com as diferenças. Querem ser juízes dos outros. Acham que só elas estão certas, e os outros errados. A parábola do joio e do trigo ajuda a não cair na tentação de querer excluir da comunidade os que não pensam como nós.>Os empregados que aparecem na parábola representam certos membros da comunidade. O dono da terra representa Deus. Prestemos atenção nas atitudes dos empregados e na reação do Dono da terra.

O lugar da parábola no Sermão das Parábolas 

Contra a derrubada da Política Nacional de Participação Social!

O decreto 8.243/14, assinado pela presidenta Dilma Rousseff no final de maio para a criação de uma Política Nacional de Participação Social (PNPS), tem sido combatido por diversos setores sociais, em especial a grande mídia e alguns partidos do Congresso Nacional.

O principal ataque veio de parlamentares dos partidos PSD, PSDB, DEM PPS e Solidariedade, que tentaram articular na Câmara a revogação da medida, que tem como um dos seus objetivos o fortalecimento de mecanismos e instâncias de diálogo entre a sociedade civil e o Estado. Sob a justificativa de o decreto não ter legitimidade por não ter sido submetido previamente ao Congresso, travaram a pauta de votações na Câmara e tentam intervir com um Projeto de Decreto Legislativo, o PDC 1491/2014.