Você conhece a história da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC)?

Não é difícil perceber que a desunião entre as Igrejas cristãs é um escândalo que prejudica a própria pregação do evangelho. Quem vê, de fora, Igrejas em oposição fica com a triste impressão de que estamos disputando espaço em vez promover o projeto de Jesus. A união faz a força – diz o provérbio bem conhecido. Na mesma proporção a desunião produz fraqueza. Igrejas unidas terão mais condição de promover a paz e a justiça. Estarão, com seu próprio comportamento, gritando ao mundo que a reconciliação, o perdão, a retificação de caminhos são sempre possíveis, quando há abertura para a graça. Mas, ainda que essa razão seja poderosa, temos outra ainda maior para buscar a unidade: Jesus pediu que os seus seguidores fossem um como ele e o Pai são um. Como ignorar tal desejo do Senhor? A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é um momento especial para colocarmos nas mãos da Trindade nossos esforços e dificuldades no caminho da busca do relacionamento fraterno de Igrejas, superando séculos de uma história de enfrentamento mútuo.


Já o papa Leão XIII tinha pensado em fazer uma novena pela unidade, aproveitando a semana que vai do dia de Ascensão à festa de Pentecostes. Mais tarde a idéia foi muito divulgada por Lewis Thomas Wattson, um anglicano que se tornou católico romano. A proposta de data feita por Wattson era outra: de 18 de janeiro (festa da cátedra de S. Pedro em Roma) a 25 de janeiro (festa de S. Paulo); estariam assim representados nos dois apóstolos estilos diferentes de vivência cristã. Mas, de acordo com a mentalidade católica da época, pensava-se em unidade como retorno de todos os cristãos à Igreja com sede em Roma. Como era de se esperar, tal proposta não foi bem aceita por ortodoxos e evangélicos. Em 1926, o movimento Fé e Constituição, que mais tarde vai estar na origem da formação do Conselho Mundial de Igrejas, lançou um apelo para a realização de uma Semana de Oração pela Unidade, a ser feita nos dias que antecedem a festa de Pentecostes.

Estudo do Cântico dos Cânticos na AMUS

Aconteceu no último dia 23 de abril o nosso primeiro encontro do ano de 2016: “Mulheres na Bíblia” sobre o livro Cântico dos Cânticos, com o grupo da Amus (Associação das Mulheres da Serra). Nós da equipe: Rômulo, Ivonete, Suely e Ronaldo, preparamos com muito carinho esse encontro, cujo tema foi a relação entre homens e mulheres. 

Foi feita uma abordagem do contexto histórico do livro com destaque aos ambientes rural e urbano, o sistema patriarcal na sociedade judaica e os conflitos daquela época e de hoje.

Após trabalhamos em grupos os dois primeiros poemas do livro o estudo foi concluído com uma plenária onde os grupos trouxeram seus questionamentos e descobertas do estudo. Foi interessante o grupo descobrir a natureza sendo valorizada no livro Cântico dos Cânticos.

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O testamento de Jesus; Comunidade, espelho da Trindade (Jo 17,11-26) [Mesters, Lopes e Orofino]

1. Situando

1.1. O capítulo 17 traz uma oração de Jesus que, às vezes, é chamada de “Oração Sacerdotal”. Talvez seja melhor chamá-la de “Testamento de Jesus”. Ela é o final de uma longa e profunda reflexão de Jesus, iniciada no capítulo 15, sobre a sua missão no mundo. As comunidades conservaram estas reflexões para poderem entender melhor o momento difícil por que elas mesmas passavam: tribulação, abandono dúvidas, perseguição. A reflexão termina com uma oração de Jesus pelas comunidades (Jo 17,1-26). Nela transparecem os sentimentos e as preocupações que, conforme o evangelista, estavam em Jesus no momento de sair deste mundo. É com esta preocupação que Jesus está agora diante do Pai, intercedendo por nós. Por isso é o testamento de Jesus.

1.2. O capítulo 17 é um texto diferente. É mais de amizade do que de raciocínio. Antes de ser analisado pela cabeça, deve ser meditado e acolhido no coração. Aqui vale o que dissemos anteriormente a respeito do discurso do Pão da Vida: “É um texto não tanto para ser discutido, e sim para ser meditado e ruminado. Não se preocupe, se não entender tudo. É um texto que exige toda uma vida para meditá-lo e aprofundá-
lo. Um texto assim devemos ler, meditar, reler, repetir, ruminar, como se faz com uma bala gostosa na boca. Vai virando e virando, até se gastar.”

2. Comentando

2.1. João 17,1-3: Chegou a hora!

“Pai, chegou a hora!” É a hora longamente esperada (Jo 2,4; 7,30; 8,20; 12,23.27; 13,1; 16,32). É o momento da glorificação que se fará através da morte e ressurreição. Chegando ao fim da sua missão, Jesus olha para trás e faz uma revisão. Nesta prece, ele expressa o sentimento mais íntimo do seu coração e a sua descoberta mais profunda: a presença do Pai em sua vida.

Na praça – um encontro e reencontro com Deus - Antonio Marcos Lacerda Dos Santos

E lá estava eu, perdido na praça, sem rumo, sem família e sem esperança.
A morte era minha companheira e o meu teto era o céu estrelado.
Não podia confiar em ninguém, pois o inimigo estava ao meu lado, 
dividindo a morte comigo e me ajudando a ir mais fundo.
Em um lamaçal de pecados, de dor e gritos no escuro,
não tinha com quem falar ou me abrir
e quando tentei me expressar,
chorar é o que consegui.
As noites que eu menos comia eram as noites de domingo.
Eu via crentes voltando dos cultos, mas eles não me viam.
Devem estar muito ocupados em voltar para casa e certamente desconfiados
afinal eu não sou gente,
sou um maltrapilho e desgraçado
O que Jesus faria aos domingos?
Sentaria ele comigo na praça, pois veria que estou morrendo,
ou sairia de um culto "avivado" como se nada estivesse acontecendo?
Pai, se o que eles mostram nas igrejas atuais é a tua face,
eu não, eu não quero te conhecer,
pois eles investem em templos e paredes, enquanto me veem morrer
Fique longe de mim, por favor, mantenha distancia,
pois se essa é a tua face, confesso perder esperanças.
Deus onde tu estás? Deus onde tu te escondes?
Na praça Te reencontrei!

*Por Antonio Marcos Lacerda Dos Santos – Estudante de Teologia na Faculdade unida. Ele atua numa pastoral junto às pessoas em situação de rua. Escreveu esta poesia depois de um encontro e conversa com Rafael, jovem em situação de rua, de apenas 28 anos, usuário de craque. O encontro e o reencontro com Deus abscôndito no praça, espaço público dos pobres. Enviado por Claudete Beise Ulrich – professora de teologia – Faculdade Unida de Vitória-ES.

Fonte: CEBI Nacional

Agrotóxicos, terra e dinheiro: a discussão que vem antes da prateleira

A geógrafa Larissa Mies Bombardi fala sobre a legislação que regula estes produtos no Brasil e defende uma agricultura sem agrotóxicos

O Brasil ocupa o primeiro lugar na lista de países que mais consomem agrotóxicos. O uso massivo desses produtos é explicado por uma economia que exporta commodities em grande escala, em especial a soja, e um modelo de agronegócio baseado em grandes extensões de terra produzindo poucas culturas.

Nos últimos cinco anos, a geógrafa Larissa Mies Bombardi tem se dedicado a estudar o impacto do uso dos agrotóxicos no país, em especial a partir do mapeamento dos casos de intoxicação – segundo a professora, de 2007 a 2014 foram notificados 1186 casos de morte por intoxicação com agrotóxicos.

Coordenadora do Laboratório de Geografia Agrária da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Larissa comenta o Projeto de Lei em tramitação na Câmara que concentra no Ministério da Agricultura o controle do registro dos agrotóxicos, responsabilidade que hoje é compartilhada com órgãos dos Ministério da Saúde e do Meio Ambiente. A pesquisadora fala também sobre como os recentes casos de microcefalia associados ao vírus zika podem acabar contribuindo para a aprovação de medidas que autorizam a pulverização de áreas urbanas com agrotóxicos para o combate ao mosquito.Larissa Mies Bombardi | Foto: Cecília Bastos

Qual o foco da sua pesquisa sobre o uso de agrotóxicos no Brasil?

Estudo em Cariacica

Foi numa quarta-feira, dia 06 de abril de 2016 ainda em clima pascal que nos reunimos, Ivonete, Suely e Vania com mais vinte pessoas da Comunidade Nossa Senhora da Penha de Morada de Santa Fé - Paróquia do Bom Pastor de Campo Grande - Cariacica. Era um grupo de pessoas ligadas aos Círculos Bíblicos ou Evangelho no Lar como eles dizem aqui que se reuniu para aprofundar a metodologia da Leitura Popular da Bíblia.

Desenvolvemos o trabalho a partir do Bibliodrama com o texto de Lc 24, 13-35: @s discípul@s de Emaús. No final do encontro partilhamos o pão e pedimos "Fica conosco Senhor, é tarde e a noite já vem, fica conosco Senhor somos teus seguidores também".

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10º Encontro Nacional de Fé e Política

Foi realizado, nos dias 22, 23 e 24 de abril, o 10º Encontro Nacional de Fé e Política. O evento reuniu cerca de 500 pessoas, entre lideranças, religiosos de diferentes igrejas, sociólogos, professores, militantes e estudantes vindos de todas as regiões do Brasil, na Universidade Federal de Campina Grande (PB).

A ação foi uma realização do Movimento Nacional de Fé e Política, em parceria com a Diocese local e a Cáritas. Houve momentos de plenárias e de grupos temáticos, além de palestras e painéis, com temas como “Entendendo as Crises”, “Águas da Solidariedade, Convivência com o Semiárido”, “Espiritualidade do Cuidado com a Vida” e “Sementes de Esperança”. Nos grupos temáticos, o participante pôde escolher uma das 22 opções, que traziam temáticas diversificadas, como Crise Climática, Juventude e Transformação Social, Protagonismo Popular, Democratização da Mídia, Crise do Modelo Partido Político, entre outros.

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Dia da Terra é comemorado com encontro internacional na ONU

O Dia Internacional da Terra, data comemorada todos os anos em 22 de abril, começou com um momento histórico. Nesta sexta-feira (22), mandatários e representantes de 171 países estão reunidos na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova York, para assinar o Acordo de Paris sobre a Mudança do Clima. 

Começando com um discurso do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o encontro entre nações tem como objetivo a ratificação do documento que foi criado com base na reunião internacional sobre o clima que aconteceu na capital francesa em dezembro do ano passado. 

No acordo, a principal meta apresentada é a de limitar o aumento da temperatura global em pelo menos de 2°C. 

"É uma corrida contra o tempo, a janela para manter o aumento da temperatura global abaixo 2 °C e, ainda mais importante, abaixo de 1,5 °C, está se fechando rapidamente", afirmou o secretário em seu discurso de abertura da cerimônia. 

"São 171 os países que estão aqui para ratificar. Estamos alcançando um recorde nesta sala, mas também fora, sobre as temperaturas globais, sobre o derretimento das geleiras e sobre o nível de gás carbônico na atmosfera. Por isso, peço a todas as nações que assinem rapidamente o Acordo de Paris, de modo que este possa entrar em vigor o mais rápido possível", concluiu Ban Ki-Moon. 

O encontro já representa um recorde já que ao menos 160 países já afirmaram que que assinarão o acordo, volume que supera o recorde anterior de 119 assinaturas conseguidas na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, que ocorreu na Jamaica em 1982. 

Semana dos Povos Indígenas 2016 Povos indígenas: sementes de solução e fontes de esperança

Na luta pelo Cuidado da Casa Comum, todos os povos filhos da Mãe Terra são chamados a somar. Os povos indígenas são mestres e sábios nesta reciprocidade e solidariedade cuidadosa com a Casa Comum, Mãe Terra, e com todos os seres que nela habitam. Os povos indígenas são sementes de solução e fontes de esperança para a humanidade e o planeta.

Na Encíclica Laudato Si (LS) — Louvado Sejas: Sobre o Cuidado da Casa Comum, divulgada em junho de 2015, o Papa Francisco faz questionamentos profundos para todos nós, para a humanidade, e convida-nos a ter coragem. “O que está acontecendo na nossa casa?” (LS, Cap. I); “Que tipo de mundo queremos deixar a quem vai suceder-nos, às crianças que estão a crescer?” e “Com que finalidade passamos por este mundo? Para que viemos a esta vida? Para que trabalhamos e lutamos? Que necessidade tem de nós esta terra?” (LS, 160), são alguns desses questionamentos.

O Papa insiste e menciona “a relação íntima entre os pobres e a fragilidade do planeta, a convicção de que tudo está estreitamente interligado no mundo, a crítica do novo paradigma e das formas de poder que derivam da tecnologia, o convite a procurar outras maneiras de entender a economia e o progresso, o valor próprio de cada criatura, o sentido humano da ecologia, a necessidade de debates sinceros e honestos, a grave responsabilidade da política internacional e local, a cultura do descarte e a proposta de um novo estilo de vida” (LS, 16).

Estas perguntas, questionamentos e denúncias são profundamente indígenas. Os povos indígenas vêm questionando há 500 anos toda a depredação e violência contra a Mãe Terra, imposta pelo Ocidente com seu modelo econômico e de desenvolvimento severamente destruidor.

Na luta pelo Cuidado da Casa Comum, todos os povos filhos da Mãe Terra são chamados a somar. Os povos indígenas são mestres e sábios nesta reciprocidade e solidariedade cuidadosa com a Casa Comum, Mãe Terra, e com todos os seres que nela habitam. Os povos indígenas são sementes de solução e fontes de esperança para a humanidade e o planeta.