Estudo em Jacupemba, Aracruz

Aconteceu dos dias 12 a 14 de setembro de 2104 o encontro com as Irmãs de Santa Catarina, em Jacupemba, município de Aracruz, com o tema "Jesus e a inserção". O CEBI-ES enviou Fatinha e Ivonete para ajudá-las na reflexão a partir dos discípulos de Emaús (Lc 24).

O desenvolvimento se deu com ajuda dos seguintes textos: quem sou eu para Jesus e quem é Jesus para mim? (Mc 8, 27-29); a mulher Sírio-fenícia (Mc 7, 24-30); o filho da viúva de Naim (Lc 7, 11-17); a hemorroísa e a cura da filha de Jairo (Mc 5, 21-43); a cura do cego (Mc 8, 22-26) e o encontro de Maria Madalena com o ressuscitado (Jo 20, 11-18).  

Com ajuda de mulheres animadas, foram realizados trabalhos em grupo, dinâmicas, bibliodrama  e encenações. Nos momentos de intervalo a turma aproveitou a linda "Lagoa do Aguiar" para nadar, passear de barco... Foi muito legal estar na natureza com um grupo legal e um assunto tão profundo.

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Convite

Frei Betto: “Uma das causas da crise na atualidade é a falta de utopia”

Entre os dias 8 a 12 de setembro, várias conferências, mesas temáticas, oficinas e palestras ocuparam os espaços da Faculdades EST, no Congresso Internacional da Faculdades EST - Religião, Mídia e Cultura, em São Leopoldo (RS). 

Uma das falas mais aguardadas foi a de Frei Betto, que palestrou na quinta-feira, dia 11 de setembro, sobre Comunicação imagética e a quebra da historicidade. Frei Betto afirmou que um dos motivos da crise vivenciada pela humanidade é a quebra das grandes narrativas, o que pode estar relacionado com a falta de utopia das novas gerações. “A pergunta que devemos fazer é: ‘que fé é essa, que não questiona?'”, indicando a atual dificuldade de visualizar uma historicidade. “É preciso criticar o hoje para projetar o futuro”, alertou, salientando que os processos libertários foram movidos por gerações que tinham consciência histórica.

Mt 20,1–16: A parábola do patrão diferente - Marcelo Barros

Queridos irmãos e irmãs,

Certamente essa parábola de Jesus serviu a vocês para clarear a posição que vocês, e certamente, desde o início Jesus, tomaram com relação aos não judeus. Na Bíblia, "a vinha" é uma imagem clássica do povo de Deus e da obra que Deus faz conosco - Cf. Is 5 e Salmo 80).

Nessa história, os "operários que trabalharam o dia inteiro na lavoura" significam o povo judeu. Os trabalhadores da última hora são os não judeus, pagãos (goims). Para nós que vivemos num país no qual ainda é normal o trabalho diário dos assalariados volantes (boias-frias), parece familiar o fato de Jesus (ou vocês) descrever a realidade social da Judéia como sendo de desemprego e de trabalhos por contrato diário.

Conhecemos ainda hoje essa realidade de pessoas sem emprego, aceitando qualquer oferta que lhe façam. Diferente é esse patrão que age completamente fora das leis sociais vigentes em qualquer sociedade. A maioria dos comentadores chamam essa história de "parábola dos trabalhadores da vinha". O nome mais indicado seria "Parábola do patrão original ou diferente".

Arcebispo de Cantuária reflete sobre a “peregrinação de justiça e paz”

O arcebispo de Cantuária Sua Graça Rev. Justin Welby generosamente concedeu uma entrevista sobre a "peregrinação de justiça e paz", em São Paulo, no dia 4 de setembro. Sua visita ao país deu-se no contexto de uma jornada pessoal empreendida por Welby que já incluiu 31 províncias anglicanas ao redor do mundo desde sua coroação como arcebispo, em março de 2013. 

O arcebispo da Cantuária é o líder da Igreja da Inglaterra, uma das fundadoras do Conselho Mundial de Igrejas (CMI).

O conceito de "peregrinação de justiça e paz" é fruto do chamado a todos os cristãos e todas as pessoas de boa vontade feito pela 10a Assembleia do CMI, um evento prestigiado por Welby, em novembro de 2013, na República da Coreia.

Papa Francisco e a Teologia da Libertação, sinais de um novo diálogo

Tem a Teologia da Libertação respaldo do Papa Francisco? Mais que uma reabilitação, Francisco pretende superar uma fratura do passado recente da América Latina entre partidários e adversários, estendendo a mão aos mais pobres, segundo os observadores do Vaticano.

A reportagem está publicada no sítioReligión Digital, 02-09-2014. A tradução é de André Langer.

Vários gestos recentes parecem corroborar a intenção de uma aproximação por parte da Igreja a essa corrente do pensamento cristão, nascida na América Latina nos anos 1970, que defende a causa de um clero mais próximo dos pobres e deserdados.

Em agosto, o Papa Francisco reafirmou seu apoio à causa da beatificação do arcebispo de San Salvador, Óscar Romero, "um homem de Deus”, defensor dos camponeses sem terra, assassinado em 1980 por um comando de extrema direita.

Reunião do núcleo CEBI em Guarapari

Realizamos dia 17/09/14, na Igreja Luterana, a segunda reunião do Núcleo Guarapari. Foi com grande alegria que tivemos a oportunidade de conhecer o desafio da Leitura Popular da Bíblia. Nessa conversa percebemos que a caminhada será feita cuidadosamente, mas com os pés bem firmes no chão da vida. Marcamos a próxima reunião para o dia 29.10.14, 19:30, no mesmo local, para organizarmos nossa caminhada para 2015. 

Obrigado a todos e todas pela presença!

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Plataforma Política dos Movimentos Sociais

Nesse mês de setembro mais de 60 organizações e movimentos sociais de todo o Brasil divulgaram sua plataforma política para o debate no processo eleitoral de 2014.

A “Plataforma Política dos Movimentos Sociais – Para resolver os problemas do povo brasileiro” - direcionada à sociedade e aos candidatos - surgiu da análise de movimentos e organizações sobre o desvirtuamento do processo eleitoral, que passou do que deveria ser espaços de debates e afirmações de projetos dos partidos e candidatos, para a “venda” destes como mercadorias, em propagandas e marketing.

Segue a íntegra do documento.

Plataforma Política dos Movimentos Sociais:
Para resolver os problemas do povo brasileiro

Brasil, Setembro de 2014 

Os processos eleitorais devem ser espaços de debate e afirmações de projetos, que impliquem uma concepção de sociedade e de Estado, pautem as rupturas necessárias para enfrentar as grandes questões estruturais da sociedade, apontem a natureza de nossos problemas e as soluções necessárias. Mas não é isso que percebemos. Apesar das candidaturas expressarem projetos distintos para o Brasil, cada vez mais os processo eleitorais discutem menos política e se tornam grandes estratégias de marketing, vendendo os/as candidatos/as como mercadorias. Neste “jogo”, o poder econômico ganha de goleada subjugando a política e as instituições públicas aos seus interesses de classe, impedindo as transformações políticas, econômicas, Sociais, culturais e ambientais que interessam ao povo brasileiro.

O obstáculo básico à luta pelos direitos humanos

O tema dos direitos humanos é uma constante em todas as agendas. Há momentos em que se torna um clamor universal como atualmente com a criação do Estado Islâmico que comete sistemático genocídio das minorias. Por que não conseguimos fazer valer efetivamente os direitos não só humanos mas também os da natureza? Onde reside o impasse fundamental?

A Carta da ONU de 1948 confia ao Estado a obrigação de criar as condições concretas para que os direitos possam ser realizados para todos. Ocorre que o tipo de Estado dominante é um Estado classista. Como tal é perpassado pelas desigualdades que as classes sociais originam. Concretamente: a ideologia política deste Estado é neoliberalismo que se expressa pela democracia representativa e pela exaltação dos valores do indivíduo; a economia é capitalista que operou a “Grande Transformação”, substituindo a economia de mercado pela sociedade de mercado para a qual tudo vira mercadoria. Por ser capitalista vigora a hegemonia da propriedade privada, o mercado livre e a lógica da concorrência. Esse Estado é controlado pelos grandes conglomerados que hegemonizam o poder econômico, político e ideológico. Em grande parte é privatizado por eles. Usam o Estado para a garantia de seus privilégios e não dos direios de todos. Atender os direitos sociais a todos seria contraditório com sua lógica interna.