ONU Mulheres divulga nota pública sobre estupros coletivos

Um dos casos aconteceu no Rio de Janeiro, em que uma adolescente foi violada por mais de 30 homens. O outro ocorreu em Bom Jesus (PI), com a vítima sendo atacada sexualmente por cinco homens.

No comunicado, a ONU Mulheres solicitou aos poderes públicos dos estados do Rio de Janeiro e do Piauí que seja incorporada a perspectiva de gênero na investigação, processo e julgamento de tais casos “para acesso à justiça e reparação às vítimas, evitando a sua revitimização”.

A ONU Mulheres Brasil divulgou uma nota pública na noite desta quinta-feira (26) se solidarizando com as duas adolescentes vítimas de estupro coletivo. Um dos casos aconteceu no Rio de Janeiro, em que uma adolescente foi violada por mais de 30 homens. O outro ocorreu em Bom Jesus (PI), com a vítima sendo atacada sexualmente por cinco homens.

No comunicado, a ONU Mulheres solicitou aos poderes públicos dos estados do Rio de Janeiro e do Piauí que seja incorporada a perspectiva de gênero na investigação, processo e julgamento de tais casos “para acesso à justiça e reparação às vítimas, evitando a sua revitimização”.

Confira o comunicado na íntegra abaixo:

Nota pública da ONU Mulheres Brasil sobre estupros coletivos

“A ONU Mulheres Brasil se solidariza com as duas adolescentes vítimas de estupro coletivo: uma, no Rio de Janeiro, violada por mais de 30 homens, e outra, em Bom Jesus (PI), vitimada por cinco homens. Além de serem mulheres jovens, tais casos bárbaros se assemelham pelo fato de as duas adolescentes terem sido atraídas pelos algozes em tramas premeditadas e terem sido violentamente atacadas num contexto de uso de drogas ilícitas.

“Nem em Israel encontrei tanta fé” (Lc 7, 1-10) - Tomaz Hughes SVD

Voltando às celebrações dos domingos do Tempo Comum, o nosso texto de hoje abre uma seção de Lucas que vai de 7,1 até 9,6. A mensagem dessa parte do Evangelho tinha muita relevância para as comunidades lucanas, constituídas em grande parte de pessoas provenientes do paganismo. As narrativas deste bloco demonstram que Jesus atravessava as fronteiras criadas pelos homens para separar os considerados “puros” dos taxados de “impuros”, e assim restaurar a vida ameaçada. Inicia-se com duas narrativas que relatam como Jesus curou um homem doente (o empregado do centurião) e ressuscitou um homem morto (filho único da viúva de Naim) em 7, 1-17, e termina com a cura de uma mulher doente (com fluxo de sangue) e a restauração da vida a uma moça morta, a filha de Jairo (8, 40-56).

O relato de hoje prevê a futura missão da Igreja aos gentios. Gira ao redor de um centurião romano em Cafarnaum (talvez a serviço de Herodes Antipas) cujo empregado está à beira da morte. Tem certo paralelo com a história, também lucana, da conversão do primeiro gentio, no livro de Atos, de um centurião chamado Cornélio (At 10). Nesta Cornélio também é elogiado como homem que respeitava o povo judeu e dava esmolas (At 10, 1-2).

O texto de hoje fala de uma comitiva de anciãos judeus que pedem que Jesus atenda o centurião porque ele tinha feito boas obras em favor da comunidade do povo judeu. Assim eles o consideram digno de ser atendido, como se fosse judeu e não gentio impuro. Em contraste, o próprio centurião manda dizer que ele não é digno nem merece que Jesus fira a Lei de pureza entrando na sua casa. Ele reconhece o poder da palavra de Jesus de vencer o poder da morte. Jesus afirma que ele é digno de ser atendido não porque tivesse feito boas obras em favor da comunidade judaica local, mas porque ele acredita que Deus vence a morte através de Jesus e da sua palavra. Ele, fora da comunidade religiosa de Israel, tem essa fé enquanto os que podiam e deviam ter não a tem.

Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa (Lucas 7,1-10) - Edmilson Schinelo

Uma longa viagem de Jesus e de seus discípulos, cansaço, fome... Chegaram a colher espigas em roça alheia, num dia de sábado (Lucas 6,1-5). Depois de curar muita gente (Lucas 6,6-11.18-19), de proclamar as bem-aventuranças (o que em Lucas acontece numa planície – cf. 6,17.20-26), e de orientar seus discípulos, Jesus finalmente chega em casa, na cidade de Cafarnaum. Mal acabou de entrar na cidade e é procurado por lideranças judaicas da cidade (anciãos ou presbíteros). Eles vêm a pedido de um centurião romano, cujo servo está muito doente. Insistem que Jesus vá salvá-lo (Lucas 7,1-3).

O descanso fica para depois e Jesus se desloca, então, à casa do centurião. No caminho, amigos do centurião vão ao seu encontro com novo recado: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa... A frase nos é muito conhecida: uma palavra de Jesus bastaria para que a cura acontecesse, para que a salvação se realizasse (Lucas 7,6-7).

Jesus fica admirado com a fé do centurião, que é estrangeiro: Eu vos digo que nem mesmo em Israel encontrei uma fé como esta! (Lucas 7,9). E, sem que o texto mencione as palavras curadoras de Jesus, a cura acontece. A narrativa se conclui afirmando que ao voltarem para casa, os enviados encontraram o servo em perfeita saúde (Lucas 7,10).

Dois protagonistas marginais

Por motivos bem diferentes, Jesus e o centurião, os protagonistas do episódio, ocupam lugares marginais em seu meio. Jesus é profeta, consciente da situação de opressão vivida por seu povo, mas nem sempre bem aceito em sua própria terra. Ele mesmo havia afirmado: Nenhum profeta é bem recebido em sua pátria! (Lucas 4,24). O centurião, por sua vez, representava o poder colonizador e tirano dos romanos. Comandando a centúria (tropa romana de cerca de cem soldados), ele tem o papel de garantir a “ordem pública” e assegurar a cobrança dos tributos (em Cafarnaum, especialmente os impostos da pesca). A serviço de Roma ou de Herodes Antipas, representa os interesses de uma pequena elite. Não é preciso muito esforço para imaginar o quanto a população local o rejeitava. 

Nove em cada dez brasileiras sofreram assédio em público, diz estudo

Pesquisa divulgada pela organização internacional de combate à pobreza ActionAid nesta sexta-feira (20) mostra que 86% das mulheres brasileiras ouvidas sofreram assédio em público em suas cidades. O levantamento mostra que o assédio em espaços públicos é um problema global, já que na Tailândia também 86% das mulheres entrevistadas, 79% na Índia, e 75% na Inglaterra vivenciaram o mesmo problema.

A pesquisa foi feita pelo Instituto YouGov no Brasil, na Índia, na Tailândia e no Reino Unido e ouviu 2.500 mulheres com idade acima de 16 anos nas principais cidades destes quatro países. No Brasil, foram pesquisadas 503 mulheres de todas as regiões do país, em uma amostragem que acompanhou o perfil da população brasileira feminina apontado pelo censo populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Todas as estudantes afirmaram que já foram assediadas em suas cidades. Para a pesquisa, foram considerados assédio atos indesejados, ameaçadores e agressivos contra as mulheres, podendo configurar abuso verbal, físico, sexual ou emocional.

Formas de assédio

Em relação às formas de assédio sofridas em público pelas brasileiras, o assobio é o mais comum (77%), seguido por olhares insistentes (74%), comentários de cunho sexual (57%) e xingamentos (39%). Metade das mulheres entrevistadas no Brasil disse que já foi seguida nas ruas, 44% tiveram seus corpos tocados, 37% disseram que homens se exibiram para elas e 8% foram estupradas em espaços públicos.

Brasil tem quase 9 mil refugiados de 79 nacionalidades

O Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), órgão ligado ao Ministério da Justiça, divulgou nesta terça-feira o relatório sobre refúgio no Brasil. Os dados traduzem as ações do governo para colaborar com o arrefecimento dos efeitos da maior crise humanitária vivida desde a 2ª Guerra Mundial.

Nos últimos cinco anos, as solicitações de refúgio no Brasil cresceram 2.868%. Passaram de 966, em 2010, para 28.670, em 2015. Até 2010, haviam sido reconhecidos 3.904 refugiados. Em abril deste ano, o total chegou 8.863, o que representa aumento de 127% no acumulado de refugiados reconhecidos – incluindo reassentados.

O relatório mostra que os sírios são a maior comunidade de refugiados reconhecidos no Brasil. Eles somam 2.298, seguidos dos angolanos (1.420), dos colombianos (1.100), dos congoleses (968) e dos palestinos (376). Ao todo são 79 nacionalidades.

A guerra na Síria já provocou quase 5 milhões de refugiados e a pior crise humanitária em 70 anos. Com o aumento do fluxo no Brasil, o governo decidiu tomar medidas que facilitassem a entrada desses imigrantes no território e sua inserção na sociedade brasileira. Além disso, as autoridades reforçaram a política de assistência e acolhida em todas a áreas, para todas as nacionalidades.

O secretário nacional de Justiça e presidente do Conare, Beto Vasconcelos, afirma que o Brasil tem se colocado de forma protagonista no debate sobre imigração e refúgio, e tem recebido elogios da comunidade internacional por suas políticas públicas de refúgio.

Festa da Santísssima Trindade (Jo 16, 12-15) - Tomaz Hughes SVD

"O Espírito não falará em seu próprio nome”

Hoje celebramos o mistério insondável de Deus, a Santíssima Trindade. Durante os primeiros séculos da sua existência, a Igreja tinha dificuldade para expressar em palavras o inexprimível – a natureza do Deus em que acreditamos. Chegou à expressão belíssima do Credo Niceno-Constantinopolitano, infelizmente tão pouco usado nas celebrações de hoje, onde celebra o Pai “criador de todas as coisas”, do Filho, “Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado”, e o Espírito que “dá a vida, e procede do Pai e do Filho”. Mas mesmo essas expressões tão profundas não conseguem explicar a Trindade, pois se Deus fosse compreensível à mente humana, não seria Deus.

O Quarto Evangelho nos traz formulações muito bonitas referentes à Trindade, especialmente no último Discurso de Jesus. Nesses capítulos (13-17) ele é representado como o Paráclito, uma palavra grega que significa, em nossa linguagem, o Advogado da Defesa. Em diversos textos, João expressa a função do Espírito dentro da comunidade pós-ressurrecional. No capítulo 16, de onde se tira o texto de hoje, existe um trecho trinitário: vv. 13-15 se referem ao Espírito, vv. 16-22 a Jesus, e vv. 23-27 ao Pai.

No texto de hoje a função do Espírito de ensinar é enfatizada. Como no Cap. 14, um texto paralelo, esse ensinamento não trará nada de novo. Jesus já recebeu tudo do Pai e o Paráclito recebe tudo de Jesus. Mas o ensinamento dele vai fazer com que os discípulos compreendam melhor o que significava o ensinamento que receberam de Jesus. Vai fazer com que eles “recordem” as suas palavras, e assim consigam colocá-las em prática. O termo “verdade" que se usa neste, tem o mesmo sentido que tem em outros textos do Quarto Evangelho, isso é, a fé em Jesus como a revelação de Deus e que fala as palavras de Deus (cf. Jo 3,20.33; 8, 40.47).

Laudo indica metais cancerígenos na foz do Rio Doce

A Foz do Rio Doce, entre o litoral Norte do Espírito Santo e o Sul da Bahia, apresenta concentrações de metais cancerígenos muito acima dos limites permitidos. A constatação está em um laudo preparado pela Rede de Pesquisas Coral Vivo ao ICMBio, que indica níveis de arsênio, cádmio e chumbo acima do tolerável na água e nas espécies marinhas da região .

Foram coletadas amostras do ambiente e de organismos vivos, como pescado e zooplâncton. Três espécies de peixes e duas de camarão foram analisadas. A concentração mais elevada foi encontrada no peixe roncador: 140 microgramas de arsênio por quilo. O limite permitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) seria de 1 micrograma. Os níveis de cádmio (0,6 µg/kg) e chumbo (1,7 µg/kg) também ultrapassavam os limites, 0,005 µg/kg e 0,3µg/kg, respectivamente.

Na água, a partir da Foz do Rio Doce em direção ao Sul, além dos três metais citados, foi encontrada também concentração de cobre acima do tolerado pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). “Alguns desses metais quando presentes em excesso podem causar câncer em vertebrados marinhos”, alerta o professor da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), Adalto Bianchini. O professor é um dos autores de um estudo, publicado em 2015 pela revista científica “Aquatic Toxicology”, que apresenta uma relação da formação de tumores em tartarugas marinhas após acumulação de concentrações elevadas de ferro, chumbo e cobre no sangue.

Laudo do Coral Vivo

Quando vier o Espírito da Verdade (João 16,12-15) - Tea Frigerio

“A verdade vos libertará, libertará!” (cf. João 8,32). Palavras de um canto de alguns anos atrás. Palavras que cantávamos com paixão. Palavras que vieram à lembrança ao ler esta memória das comunidades dos discípulos e das discípulas amadas.

Com o canto, vieram umas interrogações:
• O que Jesus ainda havia de dizer que não podiam suportar?
• O que o Espírito da Verdade haveria de revelar?
• Em que caminhos haveria de guiar os discípulos e as discípulas amadas?

Senti-me convidada e retomar o caminho desde o início do Evangelho desta comunidade.

De noite, Nicodemos, perplexo, havia perguntado a Jesus: Como um homem pode nascer de novo? Da água e do Espírito, que como vento sopra onde quer, ouves o ruído e não sabes de onde vem nem aonde vai... (cf. João 3,4-11). Parece que Nicodemos não compreendeu! 

Junto ao poço, a Samaritana desafiou Jesus: Onde adorar? Esta é a hora de adorar em Espírito e em Verdade... (cf. João 4,19-24). A Samaritana compreendeu, pois havia experimentado a hora em sua vida.

Espírito, Verdade, Hora são anéis da mesma corrente, a corrente do discipulado.

Mitos e Fatos sobre a escravidão moderna

A escravidão moderna está em toda parte, mas passa despercebida pela maioria de nós. Descubra a verdade por trás de diversos mitos relacionados ao assunto!

MITO: A ESCRAVIDÃO É COISA DO PASSADO

FATO: Apesar de ter raízes antigas na história, a escravidão existe ainda hoje em muitas formas. Tráfico de seres humanos, servidão por dívida e trabalho doméstico forçado são apenas alguns exemplos. Mas isso não significa que ela seja inevitável. Um esforço coordenado entre os governos e os ativistas ao redor do mundo pode contribuir para acabar com a escravidão moderna de uma vez por todas. Este é o propósito do Protocolo da OIT sobre trabalho forçado.

MITO: RELATIVAMENTE POUCAS PESSOAS SÃO VÍTIMAS DE ESCRAVIDÃO MODERNA.

FATO: Hoje existem mais pessoas em situação de escravidão do que em qualquer outro momento da história. Há mais de 21 milhões de crianças, mulheres e homens vivendo em situação de escravidão moderna, o equivalente a 3 em cada 1.000 pessoas no mundo. Se todos vivessem em uma única cidade, ela seria uma das maiores cidades do mundo.

MITO: A ESCRAVIDÃO MODERNA EXISTE APENAS EM PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO.

Jesus faz morada conosco (Jo 14,23-29) - Maria Soave

O texto para este domingo do Pentecostes é a parte final do discurso de despedida de Jesus antes da sua paixão. Este discurso começa no capítulo 13, depois da prática do lava-pés e continua nos capítulos 15-17.

Jesus se despede de seus discípulos e suas discípulas, mas, ao mesmo tempo diz para a comunidade do seguimento o que devem fazer durante a espera de seu retorno. Nós também somos a comunidade do seguimento de Jesus que escuta esta palavra hoje.

Na primeira parte do discurso de despedida Jesus nos indica o caminho que conduz a Deus que é Pai e Mãe. Na segunda parte do discurso Jesus fala da comunhão dele com sua comunidade. Na terceira parte deste capítulo 14 do Quarto Evangelho Jesus fala de sua partida e do dom da paz.

No discurso de adeus para os discípulos e as discípulas Jesus assegura que um dia estaria voltando. Agora percebemos que Jesus não fala mais para aquele grupo de discípulos e discípulas presentes na ceia, mas fala para a comunidade do Quarto Evangelho e para cada um e cada uma de nós hoje, partilhando de que forma podemos nos alegrar com a presença de Jesus neste tempo de separação.

Somos pessoas chamadas ao discipulado do Filho que é Jesus para entrar em comunhão com Ele. Existe uma relação de amor que une a discípula e o discípulo ao Filho Jesus, e o Pai e o Filho aos discípulos. Se estivermos na caminhada do discipulado de Jesus na construção do seu Reino, Jesus faz morada conosco e com Ele o Pai porque são uma só pessoa.