Mateus 22,34-40: Qual é o mandamento maior da lei? - Ildo Bohn Gass

1 Os poderosos armam ciladas contra quem está com o povo

No evangelho para este final de semana, a comunidade de Mateus apresenta-nos Jesus ensinando o mandamento maior no templo de Jerusalém (cf. Mateus 21,23; 24,1). Auxiliado pela sinagoga, o templo era o pilar de um sistema que garantia o ensino e o cumprimento das leis, bem como a aplicação das penas para quem não as cumprisse. 

Nesse templo, mais uma vez, alguns fariseus procuram Jesus para “pô-lo à prova” (Mateus 22,35). Assim já haviam feito ao armarem, junto com herodianos, uma cilada em torno do pagamento dos impostos aos imperadores de Roma, a fim de “apanhá-lo por alguma palavra” (Mateus 22,15). Este relato foi o evangelho do domingo passado, quando, tanto representantes da religião oficial de Jesus (fariseus) bem como do império romano (partidários de Herodes), já haviam se dado conta de quanto o projeto de Jesus era perigoso para os seus privilégios. Ainda mais depois que Jesus também “fechara a boca dos saduceus” (Mateus 22,34). Os saduceus compunham o partido judaico mais poderoso naquele momento. Eles juntavam os que controlavam a religião a partir do templo, os sacerdotes, e os que detinham o poder sobre o comércio em Jerusalém, os anciãos. Hoje, diríamos que é o partido do capital financeiro com apoio da grande mídia empresarial.

Os mistérios da morte - Edebrande Cavalieri

Os tempos modernos, marcados pelo desejo de posse, de conquista e de acumulação capitalista, transformaram o tema da morte em grande fracasso, uma derrota. Nós mesmos somos induzidos a não pensar na morte por acreditarmos que sejamos imortais. Somos convencidos a acreditar que todo o progresso e nossa acumulação nos acompanharão para sempre. Cresce a cada dia a prática cirúrgica (plástica) da retirada dos sinais de envelhecimento que vão surgindo no corpo humano.

Então, pensar na possibilidade da morte nos causa grande horror e medo; a nossa morte torna-se tema a ser evitado nas conversas e nos pensamentos. Mas a morte do outro, principalmente daqueles excluídos dos bens da acumulação, torna-se algo banalizado. Muitas vezes, a morte de um cachorro causa mais comoção do que a morte de uma pessoa. Queremos ao máximo uma morte digna para nós mesmos e nossos entes queridos. Porém, a morte daqueles que foram ceifados pela fome, pela violência, pela miséria, parece não nos tocar em termos de preocupação.

ACT Aliança: chamado ao compromisso marca abertura da assembleia geral

A II Assembleia Geral da aliança global cristã para ajuda humanitária, apoio ao desenvolvimento e incidência foi aberta em Punta Cana, República Dominicana, no dia 21 de outubro, com um chamado ao fortalecimento do compromisso por uma colaboração mais efetiva levando em conta as mudanças nos contextos em que os membros de ACT implementam suas iniciativas.

O primeiro dia da Assembleia ofecereu aos participantes a oportunidade de conhecer os progressos alcançados até agora e discutir as lições aprendidas ao longo dos primeiros quatro anos de ACT Aliança.

A pauta da sessão de abertura incluiu discursos da moderadora de ACT Aliança, Rev. Cornelia Füllkrug-Weitzel, do secretário geral do Conselho Mundial de Igrejas, Rev. Olav Fykse Tveit, do representante do governo da República Dominicana, Rev. Elvis Samuel Medina, e do Sr. Lorenzo Mota King, coordenador do comitê organizador local e secretário executivo do Serviço Social de Igrejas Dominicanas.

Outubro Rosa - 17 mil mulheres sensibilizadas

O mês de outubro é mundialmente caracterizado pelo apelo e conscientização de mulheres e da sociedade sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. Cerca de 30 mil colaboradores do Brasil Marista, por meio da UMBRASIL (União Marista do Brasil), foram mobilizados para refletir sobre a importância do diagnóstico precoce.

Hoje, em todas as instituições maristas do Brasil, aproximadamente 17 mil mulheres desempenham os mais diversos papeis à frente da missão da instituição e, também, são maioria dos cargos de chefia. Para tal, a UMBRASIL abraça a campanha para se somar a milhares de vozes que convergem para o cuidado das mulheres.

“Apesar de nos juntarmos para garantir que essa mensagem seja eficaz em nossa sociedade, verifica-se que não só a conscientização é necessária, mas, também, lutar para garantir que todas as mulheres tenham atendimento gratuito de diagnóstico e tratamento na rede pública de saúde. Também reafirmamos o compromisso que instituições e empresas devem assumir em disponibilizar um dia para que as mulheres possam cuidar da própria saúde”, afirmou a coordenadora da área de Representação Institucional da UMBRASIL, Leila Paiva.

“O Cerrado está extinto e isso leva ao fim dos rios e dos reservatórios de água” - Entrevista Altair Sales Barbosa

Uma das maiores autoridades sobre o tema, professor da PUC Goiás diz que destruição do bioma é irreversível e que isso compromete o abastecimento potável em todo o País

Uma ilha ambiental em meio à metrópole está no Campus 2 da Pon­tifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás). É lá o local onde Altair Sales Barbosa idealizou e realizou uma obra que se tornou ponto turístico da capital: o Memorial do Cerrado, eleito em 2008 o local mais bonito de Goiânia e um dos projetos do Instituto do Trópico Subúmido (ITS), dirigido pelo professor.

Foi lá que Altair, um dos mais profundos conhecedores do bioma Cerrado, recebeu a equipe do Jornal Opção. Como professor e pesquisador, tem graduação em Antropologia pela Universidade Católica do Chile e doutorado em Arqueologia Pré-Histórica pelo Museu Nacional de História Natural, em Washington (EUA). Mais do que isso, tem vivência do conhecimento que conduz.

É justamente pela força da ciência que ele dá a notícia que não queria: na prática o Cerrado já está extinto como bioma. E, como reza o dito popular, notícia ruim não vem sozinha, antes de recuperar o fôlego para absorver o impacto de habitar um ecossistema que já não existe, outra afirmação produz perplexidade: a devastação do Cer­rado vai produzir também o desaparecimento dos reservatórios de água, localizados no Cerrado, o que já vem ocorrendo — a crise de a­bastecimento em São Paulo foi só o início do problema. Os sinais dos tempos indicam já o começo do período sombrio: “Enquanto se es­tá na fartura, você é capaz de re­partir um copo d’água com o ir­mão; mas, no dia da penúria, ninguém repartirá”, sentencia o professor.

“Memorial do Cerrado” – o nome deste espaço de preservação criado pelo sr. aqui no Campus 2 da PUC Goiás, é uma expressão pomposa. Mas, tendo em vista o que vivemos hoje, é algo quase que tristemente profético. O Cerrado está mesmo em vias de extinção?

Olhares sobre a Amazônia: Dossiê Acre - por Lucas Matheron

"Aqueles que vendem sol a prestações, os coqueiros, os palácios, a areia branca, nunca virão por aqui [...]. Aqui não tem nada!" 

Quando Bernard Lavilliers falava assim do Brasil, há mais de 30 anos, ele falava da região central do Nordeste chamada Sertão. Mas o olhar sobre a Amazônia que lhes proponho aqui, tampouco está à venda pelos mercadores de sol... 

Mas primeiramente, o que o Sertão tem a ver com a Amazônia? 

Pois é nessa região semiárida perpetuamente castigada por longos períodos de seca - mal que os políticos nunca deram jeito de solucionar duravelmente - que se encontra mão de obra barata para as mais diversas finalidades. As grandes construções dos últimos cinquenta anos no Rio, Iguaçu, São Paulo ou Brasília, notadamente, deslocaram milhares de Nordestinos, mas essa reserva de mão de obra já tem sido utilizada no século XIX para o desenvolvimento da produção de látex e foi aos milhares que esses trabalhadores foram mandados colonizar a Amazônia, tal um eldorado para essas pessoas carentes de tudo. 

Estudo sobre a CF 2015

Olá!

Nos encontramos na sala do CEBI (20/10/14) para um primeiro estudo sobre a CF 2015, que tem como tema "Fraternidade: Igreja e Sociedade" e lema "Eu vim para servir" (Cf. Mc 10, 45). O tema é muito desafiador para nós do CEBI e, com certeza, para todas as comunidades Católicas Romanas do Brasil e do Espírito Santo.

Esses estudos são preparatórios para elaborarmos os círculos bíblicos, que ajudarão às Comunidades da Arquidiocese de Vitória a refletir o assunto no período de Quaresma.

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Estudo do Evangelho da Com. de Mateus em Vila Capixaba, Cariacica.

Olá!

O último encontro de estudo do Evangelho da Comunidade de Mateus na Paróquia Santíssima Trindade aconteceu no sábado, dia 11/10/2014. Foi bem proveitoso, participativo e dinâmico. Os textos bíblicos foram trabalhados em pequenos grupos que discutiram algumas questões que foram propostas e apresentaram a síntese das discussões, além de algumas ricas encenações do texto lido. O CEBI-ES enviou  Ivonete, Ir. Luiza e Bimbo para ajudarem na reflexão.

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Estudo indica que países precisam investir na agricultura familiar

As propriedades familiares são parte importante na luta para garantir a segurança alimentar mundial e o desenvolvimento rural sustentável. Para isso, porém, é preciso investir em inovação a fim de melhorar a produção e as práticas de gestão com o objetivo de mudar a realidade de muitos desses agricultores. Esses dois aspectos foram os pontos analisados no relatório O estado mundial da agricultura e da alimentação, 2014: inovação na agricultura familiar, produzido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e publicado hoje (16), no Dia Mundial da Alimentação.

“A agricultura familiar é, de longe, a forma dominante de agricultura no mundo. Estima-se que ocupe cerca de 70% a 80% das terras agrícolas e produza mais do que 80% dos alimentos no mundo em termos de valor”, ressalta o estudo.

Debate eleitoreiro sobre redução da maioridade: entidades são contra

Em período eleitoral, o tema da redução da maioridade penal tem sido, comumente, utilizado por candidatos como alternativa para solucionar o problema da violência no país. Contrários a estes discursos, 104 organizações lançaram nesta quinta-feira, 16, um manifesto onde repudiam a ação destes candidatos.

No documento, as organizações ressaltam alguns pontos importantes para o debate, destacando que a redução da maioridade penal é um retrocesso para os direitos humanos de crianças e adolescentes.

“Infelizmente, constata-se que, ao flexibilizar garantias que protegem estes adolescentes em situação de vulnerabilidade, sob o argumento de que cometem crimes muito graves, os candidatos apenas saciam a ânsia punitivista que demanda, de maneira irracional, o isolamento desses sujeitos. Tal proposta afasta-se dos princípios norteadores do ECA – Estatuto da Criança e Adolescente, em termos de proteção à adolescência, ao buscar punir cada vez mais adolescentes em situação de conflito com a lei, acreditando ser esta a solução para os problemas da criminalidade”.

As organizações acreditam que os candidatos deveriam se comprometer em garantir a efetivação, implementação e aplicação do ECA e SINASE – Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo. “Nos parece muito mais sensato, na tentativa de aliar senso de justiça ao interesse social – palavras tão utilizadas por candidatos –, propostas que garantissem efetivamente a implementação e aplicação do ECA e do SINASE em todo o território nacional, sendo possível, assim, falar-se em soluções que implicam, essas sim, redução da violência e criminalidade – parte integrante da vida de todos os jovens selecionados por esse sistema de sociabilidade perverso. Ocorre que, ao relacionar de maneira superficial justiça social e segurança pública, os candidatos parecem desconhecer a realidade do cotidiano do Sistema de Justiça Juvenil no Brasil”.

A nota está aberta para mais adesões.